​Capítulo XIV: A Invasão da Rainha ​(E a renda que se rompe)

Um conto erótico de Entre fogo e água
Categoria: Heterossexual
Contém 865 palavras
Data: 03/03/2026 10:20:44

​A sexta-feira se arrastou como uma sentença.

​Cada minuto no relógio do escritório parecia durar uma hora. Minha perna não parava de tremer debaixo da mesa. O celular vibrou no bolso às 17h em ponto.

​Ayandara:

— Tô na rodoviária. Vem buscar o que é teu.

​Saí do trabalho cantando pneu. Dirigi até a rodoviária com o coração na boca, mas quando a vi na plataforma, o mundo parou.

​Lá estava ela.

​Ayandara usava um vestido tomara-que-caia branco que contrastava violentamente com a pele preta retinta. O tecido abraçava cada curva, e o decote generoso deixava claro que ela não usava sutiã. O perfume dela — aquela mistura inebriante de flores e manteiga de karité — invadiu o carro assim que ela entrou.

​Não dissemos "oi". Nossos olhares se cruzaram e faíscas invisíveis estalaram. Ela puxou meu rosto para um beijo faminto, possessivo, enquanto os dedos dela desciam para o meu pescoço, conferindo a marca que ela deixou dias atrás.

​— Ainda está aí — ela sorriu, satisfeita. — Bom menino.

​O caminho até o meu apartamento foi feito num silêncio elétrico. A mão dela repousava na minha coxa, apertando perto da virilha a cada troca de marcha, testando meu controle.

​Entramos no apartamento.

​Ayandara soltou a mala no hall e caminhou pela sala como se fosse dona da escritura. Ela passou os dedos pelos móveis, abriu a cortina, olhou a vista. O cheiro dela começou a impregnar as paredes, expulsando qualquer vestígio de solidão.

​Ela parou no meio da sala, virou-se para mim e apontou para o sofá.

​— Senta aí. E espera.

​— Ayandara... — tentei protestar, o pau já doendo dentro da calça.

​— Quieto, Malik. Eu disse espera. — Ela sorriu, tirando os sapatos e caminhando descalça em direção ao banheiro. — Vou tomar um banho. Vou tirar a poeira da estrada. E vou vestir o presente que eu deixei na sua mochila.

​Fiquei sentado no sofá, as mãos suadas, ouvindo o som do chuveiro. A tortura auditiva era insana. Vinte minutos depois, o chuveiro parou.

​E então, ela apareceu.

​Meu fôlego travou na garganta e meu pau deu um solavanco violento.

​Ayandara entrou na sala nua. Completamente nua, exceto pela calcinha de renda preta que ela havia deixado de surpresa para mim. A peça era minúscula, uma teia de aranha escura sobre a pele negra e brilhante, ainda úmida do banho e do óleo que ela passou.

​Os seios dela, pesados e fartos, balançavam livremente com o movimento, os mamilos escuros e rígidos como pedras, apontando para mim. O ventre macio, as coxas grossas... tudo nela gritava "fêmea indomável".

​Ela não veio até mim. Caminhou até a mesinha de centro, onde eu havia deixado as uvas. Pegou um cacho e sentou-se na poltrona à minha frente.

​Mas ela não sentou de qualquer jeito. Ela abriu as pernas.

​A visão era pornográfica. A renda preta da calcinha esticou sobre o monte de Vênus, e os pelos fartos e negros que eu tanto amava escapavam pelas laterais, criando uma sombra obscena.

​Ela sorriu, vendo minha derrota. O corpo dela transpirava sensualidade, um magnetismo que puxava o meu corpo na direção dela sem que eu pudesse resistir. O desejo entre nós era físico, palpável.

​Ela levou a mão até a entrepernas. Com um toque leve por cima da renda, ela gemeu, sustentando meu olhar como quem brinca com fogo e não tem medo das consequências. A buceta dela já deixava a calcinha marcada de umidade, uma mancha escura no tecido, e o cheiro da minha fêmea exalava pela casa, tornando o ar pesado e embriagante.

​Não satisfeita, com a mão livre, ela subiu lento pelo próprio abdômen, tocou os seios fartos e apertou o bico, olhando no fundo dos meus olhos e gemendo baixo.

​A tortura visual quebrou minha racionalidade ao meio. O pau teso rasgava o jeans, a cabeça latejando numa mistura de dor e prazer. Eu não era mais um homem civilizado; eu era um animal no cio.

​— Vem servir — ela chamou.

​Não andei. Rastejei. Saí do sofá e fui de joelhos até ela, como um devoto diante do altar.

​Peguei o pé dela primeiro. Beijei os dedos, o arco da sola, sentindo o gosto do chão e da pele limpa. Subi beijando o tornozelo, a canela. Minha boca estava babando, faminta. Subi pela panturrilha grossa, a língua traçando o caminho dos músculos que contraíam sob meu toque.

​Passei a ponta da língua pela parte interna da coxa, sentindo o calor irradiar daquele corpo monumental. O cheiro de sexo e karité era tão forte que me deixava tonto.

​Cheguei ao topo.

​Minha boca estava a centímetros da calcinha. A renda preta destacava a feminilidade dela de uma forma brutal. Pude ver o brilho dos pelos através da transparência, a carne inchada e pulsante esperando por mim.

​Beijei a barriga dela, logo acima do elástico, descendo devagar. Rocei o nariz nos pelos que escapavam da calcinha, inalando fundo o cheiro da minha fêmea.

​Minha boca estava encharcada de saliva. Olhei para cima. Ayandara estava com a cabeça jogada para trás, as mãos agarrando o estofado da poltrona, os seios subindo e descendo rápido.

​— Rasga, Malik... — ela gemeu, a voz rouca de urgência. — Rasga essa porra com os dentes e come o que é seu.

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