FOI SEM QUERER QUE ELA ROMPEU O CABAÇO DA FIDELIDADE

Um conto erótico de Rico Belmontã
Categoria: Heterossexual
Contém 1287 palavras
Data: 21/03/2026 07:11:32

Eu nunca havia traído meu marido. Nunca. Nem em pensamento. Não havia espaço em mim para outro homem além dele. Meu corpo era só dele, meu desejo só dele. E talvez seja exatamente por isso que aquela noite no hospital nunca tenha feito sentido — e ao mesmo tempo, tenha feito todo o sentido do mundo.

Eu corria pelo corredor gelado, o cheiro de éter misturado a café requentado me embrulhando o estômago. O blackout de energia havia deixado tudo no escuro por alguns segundos, só as luzes de emergência piscando em vermelho como olhos demoníacos. Eu estava aflita, precisava encontrar o quarto dele. Meu marido havia sofrido um acidente de carro, e eu, desnorteada, segui o fluxo de enfermeiros que empurravam macas e gritavam códigos que eu não entendia.

Alguém me empurrou para dentro de uma sala. O som da porta batendo atrás de mim abafou os ruídos do corredor, como se o mundo lá fora tivesse desaparecido. Antes que eu pudesse reagir, um par de mãos quentes agarrou meus braços com força na penumbra, me puxando para o breu absoluto.

— Amor… você veio… — murmurou uma voz masculina, rouca, carregada de delírio e febre. Não era a voz dele. Meu coração disparou como um alarme falso, mas no escuro, sem referência, sem tempo para processar o absurdo, fui tragada por aquele abraço febril. A boca encontrou a minha, úmida, faminta, e por um segundo eu tentei resistir, abrir a boca para dizer “não sou sua esposa, porra, me solta”, mas o beijo se infiltrou como fogo, língua invadindo, dentes roçando, e meu corpo, traidor, respondeu com um tremor involuntário.

A mão dele deslizou pelas minhas costas, encontrou minha cintura, puxou-me contra um corpo quente, nu sob o lençol fino do hospital. Eu deveria ter gritado, chutado, fugido dali. Mas algo paralisou minha voz — o cheiro do quarto, suor misturado a álcool gel e um vestígio distante de sangue, me enfeitiçava como um veneno lento. Era absurdo: eu ali, no meio de um hospital lotado, sendo apalpada no escuro por um estranho delirante, enquanto meu marido agonizava em outro andar. Como isso podia estar acontecendo? Como eu podia deixar?

Seus dedos invadiram por baixo da minha saia, roçando a calcinha úmida — úmida? Meu Deus, como eu já estava molhada! — e eu sussurrei, quase sem ar: — Você… não é ele… Pare com isso, caralho…

Ele não respondeu. Estava perdido no transe, nos delírios da febre, gemendo algo incoerente sobre saudade e tesão acumulado. As mãos exploravam sem piedade, uma apertando minha bunda com força bruta, a outra forçando caminho entre os lábios da minha buceta, dedilhando o clitóris inchado como se soubesse exatamente onde tocar. Meu corpo traía tudo que eu acreditava: o sexo que sempre pertencera ao meu marido agora pulsava com uma fome secreta, absurda, como se esperasse por esse equívoco o tempo todo.

Eu tentei empurrá-lo, mas minhas mãos fraquejaram no peito dele, sentindo os músculos tensos, o coração acelerado. Ele me virou de costas contra a cama, o lençol caindo, revelando seu pau ereto, grosso, latejando no escuro que eu mal conseguia enxergar. — Vem, amor, deixe eu te foder… — ele grunhiu, voz rouca e suja, como se fosse uma ordem sussurrada dentro de um sonho pervertido.

A penetração veio rápida, quase brutal, mas não parou aí. Ele me empurrou para baixo, me dobrando sobre a cama metálica que rangia como um animal ferido, e enfiou tudo de uma vez, o pau quente rasgando a minha buceta molhada e devota, até então. Um choque pulsante que me arrancou um gemido rouco, que eu nunca havia permitido escapar em casa com meu marido. — Ah, porra… que delícia de xoxota apertada… — ele murmurou, delirante, começando a bombear devagar no início, como se testasse os limites.

Eu resisti no começo, mordendo o lábio para não gemer, pensando no meu esposo agonizando em outro quarto, nos meus votos, no absurdo de estar sendo fodida por um desconhecido em um quarto de hospital durante um apagão. “Isso não podia estar acontecendo”, repetia na minha mente, enquanto tentava me afastar. Mas o atrito daquele pau dentro das minhas entranhas era gostoso além da conta: cada estocada lenta, profunda, roçando nas paredes internas do canal vaginal, me fazia arquear as costas involuntariamente. Meu corpo se entregava aos poucos, como uma represa rachando. Primeiro, um formigamento no ventre, depois um calor subindo pelas coxas. Eu sentia o pau dele inchando dentro de mim, o saco batendo ritmicamente contra o meu grelo, e comecei a empurrar meu corpo de volta, só um pouco, só para aliviar a pressão — ou era isso que eu dizia a mim mesma.

— Me dá essa buceta todinha, vai… — ele grunhiu, mãos apertando meus quadris, unhas cravando na pele. A linguagem suja dele ecoava no quarto escuro, misturando-se ao ranger da cama e aos sons molhados do nosso coito. Eu queria negar, mas minha boca traiu: — Não… ah, merda… — gemi, sentindo o prazer crescer, incontrolável. Ele acelerou, agora estocadas rápidas e profundas, o pau saindo quase todo e voltando com força para dentro, batendo no fundo, me fazendo ver estrelas no breu. “Que absurdo”, pensei, “eu aqui, sendo tratada como uma puta, e meu corpo adorando isso”. Meus seios balançavam sob a blusa, mamilos duros roçando no tecido, e eu me peguei apertando os lençóis, arqueando mais, deixando ele ir mais fundo, abrindo mais as pernas, empinando a bunda.

A cena se prolongava no tempo suspenso da falta de energia: ele me virou de frente, pernas abertas sobre a cama estreita, e recomeçou, agora com os dedos no meu clitóris enquanto metia. — Olha como você tá encharcada, safada… quer gozar no meu pau, né? — ele rosnou, suor pingando no meu peito. Eu negava com a cabeça, mas meu corpo dizia sim: quadris se movendo ao ritmo dele, buceta apertando em volta do pau grosso, prazer subindo em ondas. Aos poucos, eu me entregava — primeiro resistindo, depois permitindo, depois querendo mais, segurando as pernas abertas pelos pés. Gemidos escapavam: — Ah, caralho… não para… — eu sussurrei, chocada comigo mesma, sentindo o orgasmo se aproximar como uma tempestade.

Ele me fodia sem misericórdia agora, mudando o ângulo, batendo no ponto certo, o quarto cheirando a sexo suado e proibido. Meu clitóris latejava sob os dedos dele, e eu comecei a gozar, ondas violentas me atravessando, a minha xoxota contraindo em espasmos, molhando tudo. — Porra, isso… goza pra mim, cadela… — ele grunhiu, e eu gozei mais forte, gritando baixo, o prazer obsceno me consumindo inteira, como se meu corpo nunca tivesse sentido algo assim com o meu marido.

Ele veio logo depois, jorrando quente dentro de mim, gemendo rouco, e nós dois desabamos na cama, ofegantes, no absurdo silêncio do quarto.

A luz voltou de repente. Fluorescentes cortando o quarto como lâminas frias. Eu olhei para baixo e vi o rosto suado de um homem que nunca havia visto na vida. Paciente. Internado. Delirante, talvez drogado de analgésicos. Meu marido estava em outro andar, inconsciente, e eu ali, com as coxas pegajosas de porra alheia.

O silêncio pesou como uma sentença. Eu ajeitei a roupa em desespero, engasgada em culpa que me sufocava agora, misturada ao eco do prazer que ainda latejava no meu corpo. Como eu pude? Como meu corpo se entregou daquele jeito, sentindo um orgasmo tão intenso, tão sujo? Saí do quarto sem olhar para trás, mas a cada passo pelo corredor iluminado, meu sexo pulsava, sujo de prazer e remorso, as minhas pernas estavam bambas, e a culpa me devorava viva.

E desde aquela noite, vivo entre dois mundos: o da fidelidade que desmoronou em um erro grotesco… e o do gozo obsceno que nunca mais consegui esquecer, mesmo que ele me torture a alma para o resto da minha vida.

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