Era para ser uma data festiva, estava tudo planejado, a tão ansiada viagem internacional a dois para a Grécia, quase outra lua-de-mel, com direito a tórridas noites de paixão e sexo; depois a volta para casa, na antevéspera do meu aniversário de trinta anos, celebrando com familiares e amigos mais uma década vivida. Meses planejando o roteiro da viagem, outros tantos cuidando de cada detalhe da festa para que todos pudessem compartilhar conosco daquela felicidade que já durava onze anos.
- Rafa, sossega criatura! Desse jeito você vai acabar enfartando antes mesmo dessa bendita viagem e, ao invés do Paulão comer o seu cuzinho, vai precisar dar uma de enfermeiro. – argumentou o Pedro, meu cunhado e também meu sócio, juntamente com a minha irmã, na empresa de eventos que tocávamos.
- Vira essa boca para lá, agourento! Vou fazer trinta anos, não sessenta, ninguém enfarta aos trinta! – retruquei estabanado, pois estava sendo mais um daqueles dias assoberbados onde tudo parecia estar dando errado.
- Vai nessa! Não existe idade para enfartar, mas condições que favorecem. E você, vem acumulando um bocado delas. Relaxa criatura, vai tomar um ar, vai atrás do Paulão e dá uma mamadinha na rola dele, dizem que porra de macho é um santo remédio! Eu até cederia minha pica, mas não estou a fim de levar uns sopapos do seu marido ciumento. – devolveu ele, desbocado e zombador como sempre.
- Safado! Será que você só pensa nisso, sexo e sacanagens? Coitada da Thais, imagino o calvário que ela não vive ao lado de um marido tarado feito você!
- Acho que ela não definiria nossa vida sexual como um calvário, e sim, um Éden de prazer! Fico um bagaço depois de ela se dar por satisfeita! – retorquiu rindo e se vangloriando.
- Pervertido! Você está falando da minha irmã, não se esqueça! – exclamei ultrajado.
- Não sou pervertido, apenas sei apreciar as coisas boas da vida! – retrucou. – E nesse quesito seus pais não poderiam ter feito nada melhor, uma filha e um filho lindos e super tesudos aos quais é difícil resistir sem que o tesão fale mais alto. Você sabe que sou apaixonado pelos dois, casei com a sua irmã, mas não sou imune ao seu jeitinho fofo e a esse corpão gostoso. – acrescentou, vindo me abraçar por trás e dando um chupão no meu pescoço, coisa que o safado começou a fazer quando nos tornamos mais íntimos e nunca mais parou de fazer, mesmo com a minha irmã presenciando as sacanagens dele.
- Para com isso, seu maluco! Pode entrar alguém e ver o que está fazendo! O que vão pensar? – questionei, me desvencilhando de seus braços musculosos, apesar de não ser indiferente ao tesão que aquele machão inspirava, mesmo eu tendo um marido que era tão tesudo e viril quanto. O Pedro riu da minha preocupação e deu um tapa estalado nas minhas nádegas quando me safei dele.
Nossa empresa de eventos estava em franca expansão, a agenda estava lotada para além dos cinco meses, apesar de havermos aumentado o número de funcionários. Cada um dos três tinha sua área de atuação na direção do negócio, a minha era o Marketing, na qual me especializei após a faculdade de administração. Minha irmã cuidava do financeiro e o Pedro do RH e logística. Atuávamos desde festas de casamento, aniversários e corporativas, até congressos e seminários científicos a lançamentos de produtos ou projetos imobiliários. Não tínhamos do que reclamar, o trabalho era duro e exaustivo, mas recompensava todo o esforço.
Para a minha festa de trinta anos eu estava dando o sangue, queria que tudo fosse esplendoroso, que os convidados compartilhassem comigo tanto as conquistas profissionais quanto a vida apaixonada que levava ao lado do meu marido Paulo, um colega da faculdade que não sossegou enquanto não conseguiu enfiar a pica no meu cuzinho virgem. Era por isso, e por alguns outros problemas solucionáveis com os contratos que eu andava uma pilha de nervos. Eu sempre me cobrei nada menos que a perfeição, e isso demandava muito esforço, às vezes além da minha capacidade física. E, às vésperas da nossa viagem para a Grécia, parecia que tudo resolveu dar problema.
O tão aguardado dia chegou, a Thais e o Pedro nos levaram ao aeroporto e, como de praxe, a Thais se debulhou em lágrimas quando me despedi dela, como se fosse a última vez que fossemos nos ver. O voo da Swiss AirLines para Atenas com conexão em Zurique partiu com a famosa pontualidade suíça. Ao contrário do Paulão, não consegui dormir durante o voo, eu parecia estar ligado numa tomada 220v. Os poucos cochilos que dei foram recostados no ombro dele, segurando sua mão entre as minhas.
Durante três semanas visitamos a Acrópole, o Templo de Zeus, a Ágora antiga e o Monte Lycabettus em Atenas, além de caminhar pelas ruelas estreitas e pelas diversas lojinhas; depois fomos para Delfos, Mykonos, Náuplia, Syros, Creta, Corfu e Santorini. O que era para ser uma viagem de descanso estava nos deixando exaustos procurando aproveitar todas as atividades disponíveis. O Paulão havia me prometido noites de sexo sem limites.
- Prepare-se, vou te enrabar todas as noites, seja sob as estrelas ou nas suítes dos hotéis até não restar uma única preguinha intacta! – reforçou ele, mais uma vez, tão logo o avião havia decolado de São Paulo.
Acabou que durante toda a viagem só senti o caralhão grosso dele por duas vezes, pois chegávamos ao final do dia mais cansados do que se tivéssemos participado de uma maratona. Ao menos foi a isso que atribuí a falta de tesão dele, embora eu me mostrasse mais carinhoso que o normal, pois tinha todo o tempo para ele. Habitualmente muito recatado e discreto, cheguei a me atrever a tirar o cacetão pesado do Paulão da bermuda na baía de Porto Limnionas em Zakynthos ao pôr-do-sol e mamar todo leitinho másculo dele, assim que notei a ereção que o agoniava.
- É esse seu rabão com essa sunga enfiada no rego que me deixa assim, meu veadinho, sabe disso, não sabe? Se não estivéssemos correndo o risco de ser presos por atentado ao pudor, eu ia meter o cacete no teu cuzinho aqui mesmo. – advertiu, enquanto despejava sua gala saborosa na minha garganta. Eu o encarei com um sorriso amoroso, lambendo o sêmen que melava meus lábios.
Chegamos em casa dois dias antes do meu aniversário. A Thais me avisou que tudo estava organizado e que descansasse naquele final de semana antes de voltar ao trabalho na semana seguinte. Ela e o Pedro se esmeraram e a festa foi um tremendo sucesso, tal como eu queria, cercado pelos familiares e amigos. A festa aconteceu no sábado num espaço da própria empresa que tinha um belo jardim anexo e onde realizávamos muitos casamentos e aniversários. Dividi meu tempo dando atenção aos convidados sem desconfiar do que as próximas 24 horas tinham reservado para mim.
- Amanhã vou me mudar temporariamente para a casa dos meus pais! – foi com essa frase que o Paulão começou, no domingo à noite poucos antes de irmos dormir. De imediato nem atinei com o que ele queria dizer com aquilo, mas quando o vi pegando o travesseiro e um cobertor dizendo que ia dormir no quarto de hóspedes, fiquei chocado.
- Mudar, como assim mudar, amor? – perguntei, olhando desesperadamente para as feições sombrias dele.
- Não quero mais continuar nosso relacionamento! Me sinto insatisfeito, nem mesmo sei definir o que sinto por você, se ainda é amor ou se é apenas carinho, só sei que preciso de novos ares, preciso encontrar outro caminho, pois esse já não dá mais. – a voz dele ecoava firme, decidida e tão dura que as lágrimas começaram a embaçar minha visão.
- Vamos conversar, paixão! Deve ser apenas uma fase, estamos juntos há onze anos, os relacionamentos mudam, mas vamos encontrar juntos uma maneira de solucionar seja lá o que estiver te deixando infeliz. Eu te amo, Paulo, como o mesmo amor e paixão que te amei no nosso primeiro dia juntos. Isso nunca mudou! – devolvi, sentindo o chão se abrindo sob meus pés.
- Não vou encontrar um caminho estando ao seu lado! Eu preciso de espaço!
- Vamos dar um tempo, então! Sem pressão, tome o tempo que precisar, eu vou acatar e esperar até que você descubra do que precisa.
- Não é de um tempo que estou precisando, Rafa! Preciso colocar um ponto final em nossa relação, é disso que estou precisando agora.
- Você está apaixonado por outra pessoa, é isso, Paulo? Tem alguém na sua vida, por isso quer terminar? Seja sincero, me fala. Sou eu, o que eu fiz que te levou a deixar de me amar?
- Não tem ninguém, Rafa, eu juro! Nem tenho cabeça agora para outro relacionamento. Preciso descobrir o que quero daqui em diante. Eu não estou feliz, é só isso! – essa revelação doeu fundo em mim. Como pode alguém, depois de tantos anos compartilhando cada minuto, afirmar com toda aquela frieza que não está feliz no relacionamento?
- E precisa fazer isso me abandonando assim de repente? Está descartando onze anos de uma vida feliz e cheia de momentos incríveis? Por que nunca me disse o que estava sentindo, o que te preocupava, você sabe que eu faria de tudo para te ajudar a se encontrar. – afirmei, o que ele, no fundo, sempre soube.
- Sim, preciso porque não quero te magoar, você não merece ser machucado!
- E o que você acha que está fazendo nesse momento? Nem sei mais se consigo viver sem você! Eu tinha dezenove anos quando você entrou na minha vida e no meu coração, foi meu primeiro e único homem. Tudo que conquistei foi ao seu lado, entre seus braços e carícias. – argumentei
- Você vai se reencontrar, é forte, as pessoas te adoram. – irredutível, ele saiu do quarto e eu chorei até o amanhecer, quando o vi cruzar a porta para nunca mais voltar.
Ninguém acreditou no fim daquele relacionamento que, para eles, era tido como para todo o sempre, pois o amor que havia entre o Paulo e eu era tão sólido que quase podia ser palpado, servindo de inspiração para todos que nos conheciam mais a fundo. Nossas famílias se uniram, ele era tido como um filho pelos meus pais, e eu como um dos pais dele. Todos tentavam encontrar um motivo para aquele término, um culpado, algo que explicasse essa repentina decisão o Paulo. Porém, nem eu mesmo, depois de dias chorando e refletindo, encontrava uma justificativa para ele me abandonar tão repentinamente. Talvez só ele próprio conhecia esses motivos, mas nunca me disse quais foram.
Nos meses que se seguiram vaguei feito um zumbi, feito alguém ligado no automático, cumprindo com minhas responsabilidades, porém com a cabeça e o coração distante de tudo. Evitava ficar em casa, pois tudo me lembrava ele. Cada canto onde fizemos amor, cada objeto que havíamos adquirido juntos, o lugar vazio onde ele se sentava para fazer as refeições no balcão da cozinha. As lágrimas simplesmente vinham sem que eu as pudesse conter. Isso me levou a ficar até tarde na empresa, a mergulhar no trabalho que não rendia como antes, só para não entrar naquela casa vazia cheia de recordações.
Os amigos tentavam me animar, me cercavam de mimos, me convidavam para sair, me emprestavam seus ombros para chorar. Minha irmã e o Pedro já não sabiam mais o que fazer para me tirar daquele estado catatônico, e se mostravam preocupados com minha estabilidade emocional. Nada do que faziam me animava, eu já não devolvia aquele sorriso que outrora sempre esteve estampado no meu rosto.
- O Natal esse ano vai ser na casa dos pais do Pedro, ele faz questão que você vá, todos fazemos! – comunicou-me minha irmã, uma semana antes.
- Você só pode estar de brincadeira! Não estou no clima de comemorar nada, muito menos um Natal da casa dos pais do Pedro. Não é segredo para ninguém que o pai dele me detesta por eu ser gay. Aquele homem misógino e homofóbico sempre deixou bem explícita a repulsa que sente por mim. Eu não estou em condições de enfrentar aqueles olhares recriminatórios e aquelas indiretas ofensivas que ele vive me dirigindo. – argumentei
- Mas a mãe do Pedro te adora, sempre que vocês se encontram ela enche a boca dizendo que se tivesse uma filha queria um genro como você, ignorando que você é sabidamente gay. Chega a ser até engraçado quando ela diz isso e fica te abraçando toda dengosa. Por mim, pelo Pedro, vá na festa, maninho querido e fofinho! – implorou ela.
- Nem pensar, Thais! Adoro sua sogra, ela pouco se importa se sou gay ou não, se afeiçoou a mim assim que nos conhecemos, mas aquele marido dela é um traste que me dá nojo só de olhar para ele. Nem nossos pais vão com a cara dele pelo jeito que ele me trata. O papai inclusive quase já saiu no braço com ele por conta de umas coisas que ele me jogou na cara. Não tem clima para eu ir na casa deles, estou fora! – afirmei decidido
- Ignore-o! Sei que ele é um filho da puta, mas vai ter mais gente na festa, você não precisa nem ter contato com ele. – veio dizendo meu cunhado, que ouviu o final da minha conversa com a minha irmã quando adentrou ao escritório.
- Me desculpe pelo que você ouviu, sei que é seu pai, mas prefiro manter distância dele. Gosto muito de você Pedro, nem preciso dizer o quanto, mas minha decisão é definitiva. Não vou passar o Natal na casa dos teus pais!
- E vai ficar sozinho, botando mais caraminholas nessa cabecinha perturbada? Você precisa seguir em frente, Rafa! O Paulão foi um otário ao se separar de você, mas você continua vivo, lindo, gostoso e tem um monte de caras que dariam de um tudo para receber seu amor e suas carícias, e se esbaldar nesse bundão tesudo. – argumentou ele.
- Mas eu só quero ele, é tão difícil para vocês entenderem que ainda o amo, e acho que nunca vou deixar de amar? – questionei, sentindo que aquela chaga em meu peito continuava aberta e dolorida.
Naquela mesma semana topei casualmente com o irmão do Pedro no shopping, onde fui comprar os últimos presentes para o Natal. O Pedro tinha dois irmãos, ambos mais velhos do que ele, numa escadinha que os distanciava em dois anos. O primogênito havia se casado há pouco mais de um ano e meio, o do meio, Sergio, era o único ainda solteiro. Era difícil dizer qual dos três era mais bonito e sensual, pois todos eram dotados de corpões de virar a cabeça de qualquer mulher ou gay, isso sem mencionar os dotes que traziam entre as pernas, algo que só de imaginar deixava qualquer cuzinho piscando e qualquer boceta toda molhada. Eu não o havia notado na pressa que estava para comprar logo os presentes e voltar para a empresa onde uma montanha de trabalho me aguardava.
- Rafa? – indagou a voz grave que não reconheci de imediato, às minhas costas, chegando a sentir o calor de seu hálito na minha nuca de tão próximo que ele estava.
- Serjão! Oi! – exclamei com um sorriso quando me virei ao deparar com seu rosto viril.
- Como você está? Infelizmente soube do Paulão e de você! Meu irmão me contou que o babaca te abandonou sem muitas explicações. – disse ele, sem aquilo soar como algo ruim. – Ele também me disse que você não vem para o Natal lá em casa! É por causa do meu pai, não é? – questionou
- Não! Nada a ver! Tenho outro compromisso com uns amigos, e já expliquei tudo à família! – menti descaradamente, só para não ferir os sentimentos dele por conta do pai escroto que tinha. Afinal, era o pai dele, e não me cabia fazer julgamentos de caráter sobre ele.
- Sempre admirei isso em você!
- O quê?
- Sua educação, a maneira gentil como trata as pessoas, mesmo os desafetos, a discrição e o cuidado em não ofender ou magoar as pessoas, apesar de algumas o merecerem! – respondeu ele. Fiquei em silêncio, não estava a fim de discutir sobre o caráter de ninguém, ou de ouvir sobre as minhas qualidades de alguém que eu mal tinha visto umas poucas vezes. – Vou sentir sua falta! Se não for pedir demais, reconsidere! Minha mãe não para de te elogiar e conta com a sua presença!
- Lamento desapontá-la, e a você, mas, como eu disse, já tenho um compromisso. – devolvi, dessa vez sem deixar margem para ponderações.
- OK! Não vou ser chato e insistir! Só gostaria que fosse, tenho muita vontade de te conhecer melhor, pois quase nunca tivemos chance de conversar mais demoradamente. E, se não for pedir demais, posso ter seu número de celular? – eu não quis ser rude negando, embora não estivesse a fim de estreitar nosso relacionamento, pois o Serjão me parecia ter muito do caráter do pai, ou pelo menos, aquele jeitão de macho heterossexual que tem muitas restrições aos gays. Acabei inserindo meu número na agenda do celular que ele me estendeu.
- Se me der licença, ainda tenho umas compras para fazer e tenho que voltar à empresa! Foi legal te encontrar, manda um beijão para sua mãe! – devolvi, querendo me livrar dele.
- Claro! Também tenho coisas a fazer! Gostei de revê-lo, gostei muito! Vou te ligar para marcarmos alguma coisa, pode esperar! – retrucou simpático, o que deixava aquele rosto hirsuto e viril ainda mais arrepiantemente sensual. Quando me puxou contra o tronco largo e quente me envolvendo em seus braços num abraço constrangedor, o arrepio se materializou em todo meu corpo. – Até mais! – exclamou, antes de eu seguir meu rumo sentindo o olhar dele nas minhas costas, ou talvez, onde os caras costumavam focar seus olhares cobiçosos, minhas nádegas carnudas.
Ele me ligou menos de uma hora depois. Com uma voz sensual e alegre, me disse que era apenas para dar um – Oi – o que achei estranho, mas gostei. De onde vem esse súbito interesse por mim, me questionei pelo restante do dia no qual o Serjão não saiu dos meus pensamentos. Devo estar bem mais carente do que supunha para minha mente estar tão focada nesse sujeito, concluí. Rafael, Rafael, não me vá embarcar nessa canoa furada que isso é decepção na certa. O cara é um tesão de macho, mas só o fato de continuar solteiro e sozinho já é um indicativo de que deve ser um sujeito complicado, e tudo que você não precisa na sua vida é mais complicação. Portanto, esquece aqueles olhos verdes, esquece aquele rosto másculo, esquece todos aqueles músculos daquele corpão que isso só vai te trazer sofrimento mais para frente. Essa vozinha da minha consciência não parava de assoprar esses conselhos, enquanto outra falava exatamente o contrário dentro do meu peito.
Passei o Natal trancafiado em casa, me debulhando em lágrimas pelo estrupício do Paulão, algo que não era do meu feitio, uma vez que sempre priorizei a razão não me deixando levar pela maré das emoções. Porém, quando pensava naqueles onze anos ao lado dele acabando daquele jeito, sem uma explicação convincente, eu desabava no choro, era mais forte do que eu. Toma tento, Rafa! Qual é o gay que ainda chora por um homem hoje em dia? Vai ser uma bicha melindrosa assim na casa do caralho, assoprava aquela vozinha na minha consciência
Em janeiro o Pedro e a Thais alugaram uma casinha por duas semanas numa praia isolada do Nordeste e insistiram para eu os acompanhar.
- De jeito nenhum! Não podemos alargar a empresa ao Deus dará por tanto tempo! – afirmei. – Além do mais, não vou ficar segurando vela para os dois, está fora de cogitação! – argumentei.
- Não fica arrumando desculpas esfarrapadas! Você sabe muito bem que é um mês fraco para eventos e, daquele seminário e dos dois casamentos agendados os funcionários vão dar conta sem a nossa presença. – retrucou minha irmã.
- Já te deixamos chorar baldes de lágrimas no Natal e Ano Novo, agora está na hora de você dar a volta por cima e voltar à vida. Aquele babaca do Paulão não merece tanto sofrimento, se toca! – ponderou meu cunhado com seu modo sempre prático de resolver as dificuldades.
- Quem disse que derramei alguma lágrima pelo Paulão?
- E precisa alguém dizer! Do jeito que você é sensível e se magoa com facilidade ninguém precisa dizer o óbvio! – exclamou a Thais. – Você vem conosco nem que seja arrastado! – impôs, como sempre fez desde que éramos crianças quando queria acabar com alguma discussão. Eu acabava cedendo, não só por ela ser mais velha do que eu, mas porque ela tinha o dom de me infernizar enquanto eu não concordasse com ela.
Estávamos havia dois dias na tal praia que, sendo muito sincero, era pequena e linda e era tudo que eu estava precisando naquela época para espairecer a mente, quando ele apareceu como se fosse por casualidade. Fuzilei com o olhar meu cunhado e minha irmã, aquilo era armação deles, na certa. Por algumas horas reinou um clima pesado no qual cogitei juntar a bagagem e voltar para casa. No entanto, passada a zanga depois de eu fazer uma demorada caminhada pela praia e, com o Serjão perambulando pela casa num short que deixava seu corpão viril exposto, resolvi usufruir daquela visão tanto perturbadora quanto sexy.
A Thais e o Pedro faziam de tudo para nos deixar sozinhos, o que nos levou a descontrair e a ter longas conversas ora nas manhãs ensolaradas caminhando pela faixa de areia ou sentados sob o quiosque observando o mar azul esverdeado, ora espreguiçados nas redes da varanda sentindo a brisa que vinha do mar fazendo farfalhar as longas folhas das samambaias penduradas ao redor dela.
Embora não tivesse coragem de perguntar, notei que havia algo de estranho com o Serjão, pelo fato de ele ainda estar solteiro sendo o mais bonito dos irmãos tesudos. Minha mente viajou. Será que ele é gay? Não, não pode ser, conheci a última garota que ele namorou e ela era muito da gostosa e o deixava super assanhado, tanto que mal disfarçava as ereções quando ela se pendurava nele. Deve ser um mulherengo, como o pai, cujo histórico incluía traições que a esposa fingia não ver ou não se incomodar só para manter as aparências e a vida confortável que ele lhe proporcionava. Os filhos sabiam dessas puladas de cerca do pai, passaram a tratá-lo com frieza e até hostilidade, mas também não romperam os laços com ele. Havia algo de desprezível naquele homem que impunha sua masculinidade à força até nos filhos. Segundo o que o Pedro me contou, certa feita, o pai o levou a um puteiro ainda bem jovem para ele virar um macho de verdade e saber como era prazeroso foder uma boceta. Além de não ter conseguido gozar, ele acabou vomitando em cima da puta e, levou um tempão para criar coragem e fazer sexo com outra mulher.
- Foi sua irmã quem me fez superar o trauma, com o amor dela e aquela doçura que lhe é peculiar e, que você também tem. – revelou ele, quando me contou dos descalabros que o pai fez com os três filhos.
Então talvez seja isso que ainda mantém o Serjão solteiro, o cara não deve ter superado o trauma que o pai lhe incutiu ao levá-lo a um puteiro sem ele estar preparado para tudo aquilo, pensei. Contudo, à medida que os dias foram passando e nossas conversas se tornaram menos formais, descobri que ele só se envolveu com três garotas, e já estava anos sozinho. Perguntei o que deu errado com elas, se o tinham traído, se o deixaram como o Paulão fez comigo. Estávamos sozinhos na casa de praia, o Pedro e Thais tinham ido a um restaurante numa cidadezinha próxima e nenhum dos dois estava a fim de encarar a estrada, quando ele se abriu.
Começou contando da garota por quem se apaixonou ainda no ensino médio, depois de também ter passado pela experiência traumatizante com uma puta de bordel. O tesão os levou ao inevitável, os beijos, os amassos já não davam mais conta de suprir o que sentiam e foram para a cama. Na hora H, ele cheio de tesão, ela começa a gritar e pedir para ele tirar aquela coisa de dentro dela. Quando ele tira, as pernas dela e o lençol estão com sangue por todo lado, deixando ambos apavorados. Ela se queixou que ele a havia machucado e o namoro acabou naquele mesmo dia. Na semana seguinte, o colégio inteiro ficou sabendo que ele não era o tipo de cara para se namorar devido a um problema que ele tinha, segundo ela espalhou entre as garotas, sem mencionar a razão pela qual deviam se manter afastadas dele.
Já na faculdade, voltou a se interessar por uma garota e, sem muita demora, partiram para o sexo, ela tão fogosa quanto ele, não tinham tempo a perder. Na primeira transa dentro do carro, ela pede para ele interromper o coito e o chama de monstro antes mesmo de ele conseguir encher a boceta dela de porra, que acabou ejaculada melando todo assento do carro. Ela ainda encarava o pauzão duro dele quando fez a acusação e, depois de a ter deixado em casa, nunca mais teve uma ligação atendida. Ele soube que a tinha machucado e passou semanas ouvindo a palavra – monstro – com a qual ela o definiu, ecoando em seus ouvidos. A terceira foi a garota que eu conheci, nessa época ele já estava estabilizado profissionalmente, era dono de uma construtora que crescia vertiginosamente dando-lhe status de homem bem sucedido, com um amplo e luxuoso apartamento, dois carros esportivos na garagem, um jet ski com o qual se divertia na casa de praia dos pais e uma possante motocicleta com a qual fazia incursões rápidas pelas estradas do interior aos finais de semana na companhia de uns amigos. Quem não se apaixona por um cara assim, bem sucedido, lindo, másculo? É o sonho de toda mulher. Deviam chover garotas na horta dele, por que então os namoros não vingavam? A explicação veio quando ele me disse que ela o acusou de ser uma aberração, nas palavras cruéis dela, quando foram fazer sexo pela primeira vez. Segundo ele, depois disso, ele nunca mais se envolveu com outra mulher, temia causar-lhes dor, machucá-las, quando as ouvia gritar assim que ele tentava enfiar o cacetão nelas. A expressão tristonha e desolada que fez ao me revelar essas intimidades me comoveu. Um cara lindo e sensual como ele jamais deveria ser privado de fazer sexo, de ter suas necessidades de macho atendidas. Por outro lado, fiquei imaginando se toda essa história não era uma maneira de se vangloriar de seu dote, de se fazer de machão, já que teve a quem puxar. Tanto que me mostrei cético em relação ao que me contou e não dei maior importância. Eu já tinha conhecido caras desse tipo, que alardeiam sua masculinidade aos quatro ventos, que fazem propaganda de seus pintos como se fossem o suprassumo das rolas bem dotadas quando, na verdade, não têm nada de excepcional ou são até um desapontamento quando estão no auge da ereção.
Fato é que depois daquelas duas semanas trocando confidências, ficamos bem mais próximos. Fomos apresentando os amigos, saíamos pelo menos duas vezes por semana nem que fosse para um simples café, e começamos a frequentar a casa um do outro, passando inclusive a pernoitar quando ficava tarde demais para voltar para casa. Nessas, fui percebendo que gostava dele mais do que o recomendado, tinha me apaixonado. Podia até ser ilusão de minha parte, mas acho que ele sentia o mesmo por mim, embora não tocasse no assunto, deixando apenas seus gestos falarem por si.
- Quando é que vocês dois vão assumir essa paixão? – perguntou-nos o Pedro quando convidei minha irmã e meu cunhado para um almoço de domingo na minha casa.
- Deixa de besteira! – exclamou de pronto o Serjão, censurando o irmão
- De onde você tirou uma bobagem dessas? Faça-me um favor! – questionei, em seguida.
- Você, Rafa, todos os dias, a cada centena de frases pronuncia o nome do Sergio, e você, mano, não consegue disfarçar o tesão que sente pelo Rafa, ou estou enganado quando vejo sua pica crescendo debaixo da calça? Se isso não é paixão, é o quê? Podem nos explicar? – disse meu cunhado, nos deixando encurralados.
- Ora, vá se catar! Procure algo mais produtivo para fazer do que encher o meu saco! – explodiu o Serjão.
- Ele está sendo só o Pedro de sempre que gosta de me aporrinhar! – acrescentei.
- Não é o meu marido que vocês devem criticar, mas essa falta de iniciativa de vocês dois! Até um cego consegue ver que essas trocas de olhares, essas gentilezas mútuas, esses sorrisinhos disfarçados já não escondem mais o que sentem um pelo outro. Assumam, seus covardes! Vocês estão apaixonados! Quanto tempo ainda vão perder antes de tomar uma atitude? – questionou minha irmã, defendo o marido.
- Não dá uma de louca você também, Thais! – exclamei, não sabendo mais onde enfiar acara, pois ambos estavam certos, eu estava apaixonado pelo irmão tesudo do meu cunhado.
- Eles estão cobertos de razão! Estou gostando muito de você, Rafa! Para ser muito sincero, desde a primeira vez que te vi, gostei de você, e isso só vem crescendo aqui dentro desde então. – confessou o Serjão, pousando carinhosamente sua mão sobre a minha, o que fez um frenesi percorrer a minha coluna.
- Sergio! – balbuciei entorpecido pela confissão. – Eu ... eu ... eu também estou gostando de você! – admiti, uma vez que não havia mais como negar.
- Finalmente! – exclamou o Pedro, dando umas palmadas no ombro do irmão. – Quando vão juntar os trapos?
- Não seja maluco! Até ontem você estava dando em cima de mim na empresa, como é seu costume, seu safado! – exclamei, fazendo todos caírem na risada. – Depois, saí de um relacionamento há pouco tempo e não estou preparado para encarar outro tão depressa. – afirmei, o que foi como jogar um balde de água fria sobre as expectativas do Serjão.
Engraçado como somos compelidos a desafiar os perigos, até parece que gostamos de correr riscos, de testar nossos limites, de ver até onde conseguimos chegar antes de sofrermos algum revés. Comigo não estava sendo diferente. O Serjão representava esse perigo, essa quase certeza de que me envolver com ele me faria sofrer mais cedo ou mais tarde. No entanto, eu esquecia de tudo quando estava perto dele, era como saltar de uma grande altura num bungee jump, o pavor, a adrenalina, o resultado imprevisível tudo misturado num torvelinho de emoções. Sem o saber, eu já estava atado àquela corda elástica chamada Serjão.
Estávamos saindo o tempo todo, fazíamos programas com os amigos, frequentávamos a casa um do outro, a ligação ia se estreitando, os sentimentos cresciam, mas não se tocava no assunto paixão e, muito menos, em sexo, o que só parecia fazer crescer aquele furor que ardia dentro de nós.
No final de uma sexta-feira pegamos a estrada rumo a uma cidade do interior para passar o final de semana na casa de campo de um amigo do Serjão. Um congestionamento imenso nos prendeu durante mais de duas horas antes mesmo de pegarmos a estrada. Quando o fizemos já havia anoitecido e a rodovia estava igualmente congestionada, transformando uma viagem curta de pouco mais de duas horas num calvário que já durava seis. Para completar, uma pane no carro do Serjão nos deixou à beira da estrada. O guincho da seguradora só estaria disponível dali a cinco horas, segundo informaram o Serjão quando ele ligou para a seguradora. Acionamos o auxílio da concessionária que administrava a rodovia e o rapaz que veio em nosso socorro informou que poderia nos deixar no posto de combustíveis mais próximo, uma vez que o movimento na estrada estava demandando muitas ocorrências. Passava um pouco da meia noite quando ele nos deixou num posto de serviços onde o movimento maior era de caminhoneiros que pernoitavam num motel barato em cima do restaurante. Sem opções, fizemos uma refeição rápida e fomos procurar abrigo para aquela noite.
- Tenho apenas um último quarto com cama de casal! – informou o molecão que estava na recepção.
- É isso ou descansar todo encolhido dentro do carro. – disse o Serjão, ao procurar pela minha anuência.
- Vamos encarar, afinal somos adultos, sabemos controlar nossas emoções e estaremos mais seguros aqui dentro do que encolhidos no carro. – sentenciei, achando que isso era mesmo verdade.
Essa convicção ruiu por terra assim que saí da ducha, terminando de secar os cabelos e metido apenas na cueca cavada com a qual pretendia dormir. O Serjão havia tirado a camisa e estava recostado na cabeceira da cama quando seu olhar lupino focou meu corpo exposto. Ele tentou disfarçar, mas a ereção se formando contradizia suas boas intenções. Sem demora, tirou a calça e correu para o banheiro, enfiando-se sob a ducha de água fria num ensaio frustrado de aplacar aquele fogo que consumia seus genitais. Estava demorando para voltar, havia quase uma hora que estava sob a ducha.
- Tudo bem aí, Serjão? – perguntei preocupado com a demora
- Mais ou menos! – a voz dele refletia o agite que dominava todo seu corpo.
- Como assim, mais ou menos? Você está se sentindo mal, está com algum problema?
- Estou bem, não fosse isso aqui! – exclamou ao voltar para o quarto tapando com a toalha o cacetão enorme e duro.
- Minha santa! – devolvi engolindo em seco e com os olhos arregalados sobre aquela coisa cavalar quando ele baixou a toalha. Se meus olhos não estivessem vendo o que estava entre as pernas dele, eu nunca ia acreditar que um homem pudesse ter um pauzão daquele tamanho, era surreal. Nem mesmo a mente fantasiosa dos gays podia acreditar que uma pica daquele tamanho existia de verdade, contrariando toda teoria conhecida sobre o assunto.
- Melhor eu me ajeitar nessa poltrona, você fica com a cama! É isso ou vou acabar cometendo um desatino! – devolveu ele.
- Se fosse para passar a noite todo encolhido, poderíamos ter ficado no carro. Vem cá, a cama não é grande coisa, mas é melhor que essa poltrona. – afirmei, sentindo o tesão provocar um reboliço nas minhas pregas anais.
- Tem certeza? Não respondo por mim! – retrucou, lançando a toalha aos pés da cama e me enfeitiçando com aquele caralhão gigantesco e grosso. – Entende agora porque meus relacionamentos não deram certo e porque me mantenho na encolha? Depois das investidas desastrosas, já procurei médicos para ver se isso é normal, já fiz terapia com psicólogos tentando assimilar e aceitar que sou assim e que isso não é nenhum problema físico ou psicológico, a não ser para aqueles com quem me relaciono. – disse, num tom de voz resignado e triste.
- Você é lindo, Serjão! Esse corpão é de dar inveja a qualquer um e, confesso que fiquei ligeiramente estarrecido com seu sexo que, por sinal, é lindo e faz jus ao homem viril que você é! Porém, você não é apenas e tão somente um pauzão, você é uma das criaturas mais maravilhosas que já conheci. É por esse homem incrível e cheio de qualidades que me apaixonei! – retorqui, procurando elevar sua autoestima. – Vem cá, vem! Deita aqui e esquece tudo o que já passou! Nunca me senti tão atraído por outro homem, nem senti tanto tesão como estou sentindo agora. Quero que você me coma! - a última frase saiu num sussurro quando ele já estava ao alcance das minhas mãos e elas deslizavam acariciando o redemoinho de pelos do peitoral largo dele.
- Não quero te machucar, Rafa! Por mais tesão que eu esteja sentindo e por mais maluco que você me deixa, eu não posso te machucar. Não quero te perder como perdi todos os relacionamentos anteriores, não quero que você me ache um monstro, uma aberração ou algo do tipo.
- Olhe bem nos meus olhos! – disse, tomando seu rosto entre as mãos. – Nunca vou dizer isso de você! Estou apaixonado por você e quero te sentir por inteiro dentro de mim! – ele me puxou para junto de si e cobriu minha boca com um beijo libertino e cheio de tesão.
- Rafa, não me deixe mais ensandecido do que já estou! Eu te quero, quero ser seu macho, quero cuidar de você todos os dias da minha vida! Você não sabe o que está me pedindo. Vou te machucar com certeza, depois você nunca mais vai querer me ver. Foi sempre assim. – devolveu ele
- Não vai acontecer comigo, precisa confiar em mim! Vamos encontrar uma maneira de dar certo, vamos fazer devagar, eu prometo que me vou me entregar mesmo que doa um pouco, mesmo que seu pauzão machuque meu cuzinho. Nós só precisamos tentar! – afirmei, procurando me mostrar resoluto embora meu corpo estivesse sendo percorrido por espasmos de tesão e meu cuzinho antevendo o estrago que aquela rola imensa ia fazer.
Fui me inclinando sobre o pauzão que mais parecia uma coluna entre suas pernas musculosas e peludas, tomei-o carinhosamente entre as mãos e lambi delicadamente a cabeçorra que aflorava do prepúcio. Havia um cheiro inebriante naquela verga de carne pulsante e quente, contornei suavemente os lábios ao redor da glande abrindo minha boca ao máximo e foi tudo que consegui engolir daquela pica cavalar. Lambi e beijei toda extensão daquela jeba cuja veias ingurgitadas latejavam cada vez mais forte, seguindo em direção ao sacão onde, com a pontas dos dedos, acariciei as bolonas, lambendo-as e chupando-as enquanto o Serjão se contorcia e liberava gemidos guturais.
Nada do que especialistas falam sobre o tamanho de um pênis se aplica ao Serjão. Os proclamados 13-15 centímetros ficam distantes dos no mínimo 26 que eu segurava na minha mão. Não só o comprimento era enorme, mas a grossura daquele caralhão era muito acima daquilo que se podia esperar e, era nisso que residia todo o perigo daquele membrão taurino. Enquanto eu me deliciava com o melzinho salgado que escorria da uretra, ficava imaginando se realmente ia dar conta de sentir aquela tora de carne entrando no meu cuzinho que, sabidamente, sempre foi estreito e me causou dor quando o Paulão fazia um sexo mais bruto comigo.
O Serjão abriu as bandas da minha bunda, roçou o polegar no diminuto buraquinho plissado e me fazia gemer alucinado, enfiando-o para testar sua elasticidade e distendê-lo para o viria a seguir. Eu só queria dar, deixando os pudores e receios de lado, só queria aquele macho dentro de mim, e o suplicava em murmúrios cada vez mais assanhados. Soltei um gritinho quando ele começou a lamber meu cuzinho, ele meteu a língua na fendinha estreita e mordiscava a pele sensível do meu rego, apossando-se cada vez mais de mim. Ele derramou o lubrificante frio sobre as minhas preguinhas e, com o dedo, foi molhando meu introito apertado, o que me fazia gemer tresloucadamente. Em seguida, besuntou fartamente o caralhão e montou em cima de mim, aprisionando-me sob o peso de seu corpanzil.
- Promete que vai me dizer se eu estiver te machucando, promete, Rafa!
- Prometo! Não se preocupe com isso, Serjão. Só entra em mim, deixe eu te aninhar, eu amo você!
- Você é tão compreensivo, doce e carinhoso, Rafa! Não sei se te mereço! A última coisa que quero é não te ferir. – sua expressão deixava claro o quanto esse receio o estava afligindo, e eu o beijei demoradamente enquanto ele dilatava meu cuzinho com os dois dedos que enfiara cuidadosamente nele.
- Você merece todo amor que tenho para te oferecer! Talvez um gay possa te proporcionar todo prazer que as mulheres que passaram por sua vida te negaram. – argumentei
- Tenho mais uma confissão a te fazer. Você não é o primeiro gay com quem estou tentando transar. – revelou, me deixando estarrecido. – Tinha um colega na faculdade, rolou um clima durante uma festa na qual ambos haviam bebido além da conta. Ele me confessou que fazia tempo que me curtia e começou a mamar minha pica me deixando excitado e me concedendo o cu para que eu o fodesse. Não pensei duas vezes quando vi aquela rosquinha piscando e me deixando maluco de tesão. Lubrifiquei bem o rabo dele e parti para cima dele. Ela gritou mais que uma cadela sendo arrombada quando soquei a chapeleta no cu dele, me mandou tirar a rola e disse que não era uma égua para aguentar uma pica enorme como a minha. Só que eu estava tão excitado que nem tive tempo de tirar o cacete do rabo dele, acabei gozando dentro, o que o deixou ainda mais puto comigo. Nunca mais trocamos uma palavra sequer durante todo o curso.
- Ele não te amava como eu te amo! Se te amasse, teria se entregado sem escândalo. Para nós passivos sempre dói no começo, na penetração, por mais relaxados que estejamos, mas essa dor passa com a troca de carícias e beijos e se transforma em prazer. – ponderei.
Por mais imbuído de coragem que eu estava e de haver relaxado bem a musculatura pélvica e anal, quando o Serjão começou a empurrar a cabeçorra para dentro do meu buraquinho, rasgando minhas pregas, eu gritei mordendo o travesseiro e cravando meus dedos nos flancos dele. A dor foi tamanha que me fez perder o autocontrole.
- Não dá, Rafa! Não posso fazer isso com você, te amo demais para lhe causar tanta dor. Vamos parar por aqui! – disse ele com a expressão carregada de remorso.
- Fique onde está, não tira, Serjão, não tira! Só me dá um tempo para que meu ânus se acostume. Eu quero você, quero muito! – afirmei, agarrando-me aos músculos dele e procurando por sua boca. Ele ficou perdido por uns segundos, mas meu beijo lascivo só aumentava seu tesão.
Fui empinando a bunda aos poucos, empurrando-a contra a virilha dele e fazendo com que o caralhão escorregasse lentamente para dentro de mim. Os ganidos enchiam o ar do quarto de luxúria, ele me abraçava cada vez com mais força e sofreguidão à medida que se empurrava para dentro do meu cuzinho quente e macio.
- Ai Serjão, meu macho! – sussurrei enquanto o cacetão dele ia preenchendo minhas entranhas.
- Está doendo muito? Quer que eu pare? Estou te machucando? – perguntava ele na mesma aflição com a qual me penetrava cada vez mais fundo.
- Quero que me deixe sentir toda sua masculinidade, quero que enfie tudo em mim e me insemine com sua virilidade. Quero você, Serjão, quero muito! – balbuciei entre os ganidos que escapavam dos meus lábios ora grudados nos dele, ora sendo devorados pelas mordiscadas que ele dava prendendo-os entre seus dentes.
- Tesão do caralho, Rafa! Você vai acabar comigo desse jeito, seu tesudinho delicioso! Me chama de teu macho outra vez, chama! Isso é música para meus ouvidos e fogo para o meu ego. – grunhia ele, ao começar a bombar delicadamente meu cu arregaçado.
Dizem os proctologistas que uma ampola retal tem entre 12-15 cm. Quando senti o sacão do Serjão batendo no meu reguinho, me perguntei onde foi que ele conseguiu enfiar aqueles onze centímetros que seu caralhão de 26 cm excedia a tal da média do pau de um homem, pois ele estava todo dentro de mim, sua carne rija latejando dentro dos meus esfíncteres apertados me fazendo sentir dor e um prazer sublime a um só tempo.
- Eu já disse o quanto te amo, meu macho? Você me faz feliz, sabia? – murmurei em seu ouvido enquanto mordiscava sua orelha e afagava sua nuca.
Com aquele entra e sai distendendo minhas pregas e esfolando meu cuzinho eu soltei um gemido e me estremeci todo quando comecei a gozar. Se havia felicidade maior que aquela eu desconhecia. Gemi o nome dele, travei os esfíncteres com força agasalhando aquele cacetão aninhado profundamente nas minhas entranhas. O Serjão gozou em seguida, uma forte contração da pelve, uma última estocada vigorosa e um urro rouco acompanharam o gozo que, em pulsações fortes, foi despejando jatos abundantes de esperma que encharcaram meu cuzinho arreganhado.
- Caralho, Rafa! Você é demais, você é tudo que eu sempre sonhei! Você é meu, seu tesudinho da porra! Fala que é meu, Rafinha, fala! – ronronava ele em jubilo.
- Meu homem, meu macho! – sussurrei segurando seu rosto realizado entre as mãos.
A preocupação dele voltou quando puxou lentamente o caralhão para fora do meu cuzinho todo ensanguentado. Ele se penitenciava enquanto eu procurava tranquilizá-lo, pouco me importando com a dor, uma vez que o prazer que ele me fez sentir e, que ainda se espalhava com sua porra escorrendo nas profundezas do meu rabo, superavam tudo. É bem verdade que no dia seguinte eu mal conseguia dar uns passos sem sentir fisgadas no cuzinho arregaçado, ou me apoiar sobre as nádegas quando me sentava. No entanto, bastava eu olhar para a carinha viril dele, ver aquele sorriso de realização que não conseguia esconder para me sentir a pessoa mais feliz desse mundo.
A galera nos aguardava entusiasmada na casa do amigo do Serjão querendo saber de cada detalhe do problema que enfrentamos com a quebra do carro. Acabou sendo um dos melhores finais de semana da minha vida, pois redescobri o amor e reacendi as esperanças de ter um parceiro compartilhando cada passo que dava. Apesar das minhas preguinhas estarem rasgadas, fizemos amor por todo final de semana. Ficamos viciados um no corpo do outro, eles pareciam se grudar como imãs, assim que se aproximavam, se enchiam de calores, eram tomados pelo tesão e comungavam os coitos que os mantinham unidos em total regozijo.
Fiz um juízo de valor precipitado e errôneo sobre o Serjão ao achar que ele era como o pai, um machão misógino, homofóbico que se achava dono da verdade. À medida que o conhecia melhor, fui percebendo que aquele jeitão taciturno dele, certas atitudes antissociais, as opiniões pessoais não expressas nada mais eram do que um sentimento de inadequação, um retraimento pela vergonha que sentia em relação ao cacetão cavalar que tinha entre as pernas e que sempre foi motivo de chacota dos colegas homens e de rejeição das garotas que o sentiram detonar suas vaginas. O que outros homens com picas pouco acima da média se vangloriavam de possuir, ele, com um falo bem maior que o deles, encarava como um fardo, especialmente depois de passarem a lhe impor adjetivos como monstro, aberração ou um homem a ser evitado por ter um sexo descomunal. Ele foi se retraindo, assumindo um comportamento distante e frio, se ressentindo de não encontrar quem o desejasse e amasse sem a interferência desse detalhe anatômico fora dos padrões. Foi em mim que ele encontrou pela primeira vez alguém que não estava apenas focado no pauzão dele, mas em tudo o mais que definia sua vibrante personalidade. Meu amor pelo Serjão surgiu antes do desejo sexual e, quando o tesão chegou, eu já nutria sentimentos profundos por ele. Quando me deparei com seus genitais que, certamente sabia iam me fazer sentir dor durante os coitos, a paixão já estava instalada fundo em meu peito, e eu não ia abrir mão dela apenas por um detalhe que podia ser superado quando ambos estavam dispostos a vivenciá-la em sua plenitude. Eu me sentia seguro e abrigado nos braços dele, me sentia acolhido em seu tronco maciço e viril, me sentia amado quando aquele olhar pousava em mim fazendo surgir um sorriso cheio de ternura. Ademais, desde a primeira transa, ao sentir o caralhão dele pulsando no meu cuzinho notei que se formou uma conexão com o Serjão que eu jamais havia sentido, nem mesmo com o Paulão a quem entreguei minha virgindade. O que havia entre nós era único, era especial, e não era definido pelo pauzão enorme e grosso dele.
Alguns meses depois daquele final de semana oficializamos para as famílias a nossa união. Os parentes dele foram os que mais se surpreenderam, pois nunca o imaginaram envolvido com um gay. O pai dele agora tinha mais um motivo para me detestar por haver desvirtuado um de seus filhos machões, que ele tanto se empenhou em transformar em machos de virilidade inquestionável. O Pedro e a Thais foram os únicos a não se mostrarem surpresos ao anunciarmos que íamos morar juntos, para eles isso sempre foi uma questão de tempo depois que perceberam o quanto aquela atração mútua nos levava gradualmente a uma paixão sem volta.