Quando o amor incomoda - 26

Um conto erótico de mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1560 palavras
Data: 18/02/2026 13:28:32

Da Praça dos Namorados, sob o céu já tingido de tons arroxeados do entardecer, Gustavo e Luiz Felipe caminhavam de mãos dadas, os dedos entrelaçados com firmeza, como se o mundo inteiro coubesse naquele simples toque. Luiz Felipe sorria abertamente, os olhos mel brilhando de felicidade, enquanto cutucava as costelas de Gustavo com a mão livre, provocando risadas baixas e cúmplices. Gustavo retribuía com carinhos leves no braço do namorado, os polegares traçando círculos preguiçosos na pele exposta, e de vez em quando inclinava o corpo para roubar um beijo rápido no canto da boca de Luiz Felipe. O ar estava morno, carregado do cheiro de flores noturnas e da promessa de intimidade. Pareciam flutuar, isolados em sua bolha de risos e toques, como se o resto da cidade tivesse desaparecido.

Luiz Felipe abriu a porta da casa com um empurrão ansioso, o coração acelerado de expectativa. Puxou Gustavo pela mão, correndo pela sala em direção ao quarto, os passos ecoando no piso gasto. Mas então veio a voz dela, vinda da cozinha, cortante como uma lâmina no silêncio.

— Filho… Luiz, é você?

O corpo de Luiz Felipe congelou no meio do corredor. Ele virou o rosto para Gustavo, vendo o sorriso do namorado se desfazer instantaneamente, os olhos arregalados de pavor. A mão de Gustavo gelou na sua, fria como gelo. Os sapatos de dona Eulália bateram no chão, aproximando-se devagar, deliberados. O ar da casa pareceu engrossar, carregado de tensão palpável.

— Luiz Felipe, não está ouvindo sua mãe te chamar… O que esse garoto está fazendo aqui na minha casa, Luiz Felipe? Posso saber?

A voz dela saiu baixa, mas carregada de veneno contido. Luiz Felipe sentiu o estômago revirar. Tentou engolir em seco, mas a garganta estava seca.

— Mãe… é que o Tavinho… o Gustavo veio…

Antes que pudesse terminar, a porta da frente se abriu com violência. Felipe entrou gritando, o rosto vermelho de raiva ou excitação.

— Puta que pariu, Luiz, você não vai acreditar…

Ele parou bruscamente ao ver os três parados no meio da sala: dona Eulália com os braços cruzados, os olhos faiscando; Gustavo encolhido atrás de Luiz Felipe, tentando se tornar invisível; Luiz Felipe entre os dois, o rosto pálido.

— O que está acontecendo aqui? — questionou Gurizão, franzindo a testa.

— Seu irmão deve ter enlouquecido de trazer esse garoto para dentro da minha casa. Eu já não te falei que não quero você nem conversando com esse aí?

A voz de dona Eulália subiu um tom, tremendo de fúria contida. Gustavo soltou a mão de Luiz Felipe como se queimasse.

— Deixa, Luiz Felipe. Eu vou embora. Nem deveria ter vindo…

Ele virou as costas, os ombros curvados, saindo rápido pela porta. Luiz Felipe sentiu um vazio no peito.

— Mano, o Rogério tá no teu rastro, moleque. Sei não, mas acho que ele está desconfiado de você.

— Desconfiado de mim? Por quê? Felipe, o que você fez dessa vez?

— Eu? Nada, ué. O cara liga o radar de corno e o culpado sou eu?

— Talvez seja porque você tá comendo a mulher dele debaixo do nariz dele, será por isso?

Luiz Felipe gritou, os olhos em chamas, o punho cerrado. A sala explodiu.

— Como é que é, Felipe? Você está pegando mulher casada? Seu moleque e sua patroa ainda? Ela tem praticamente a minha idade! Toma vergonha, seu filho…

Dona Eulália avançou, o pano de prato na mão virando arma improvisada, batendo nas costas e nos braços de Felipe enquanto gritava. Ele se esquivava, rindo nervoso e xingando Luiz Felipe.

— Aí, mãe! Para! Não é bem assim! Luiz, seu filho da puta, cagueta, você me paga!

Luiz Felipe aproveitou o caos, escapuliu para a cozinha, o coração martelando. Sentou-se à mesa, pegou o celular e digitou rápido para Gustavo, os dedos tremendo.

Enquanto isso, Gustavo chegou correndo ao portão de casa, o peito arfando, quase colidindo com Eduardo.

— O que foi? O que está acontecendo?

— Nada!

— Nada? Você quase passa por mim feito um furacão, correndo com cara de choro e não é nada? Tá sabendo por que o Romário e o primo dele brigaram?

Questiona Eduardo.

— Romário e o primo dele? Não, o Luiz Felipe brigou com o Romário hoje cedo, não foi o primo dele.

Responde Gustavo limpando as lágrimas dos olhos.

— Nada disso. O Romário está com a cara quebrada e quem esmurrou ele foi o tal do Miguel que se mudou recente.

— Então foi outra briga. Se continuar assim, o Romário não chega no fim do ano.

Disse Gustavo. Eduardo entregou a mochila ao irmão e saiu apressado.

Minutos depois, Maria Eduarda bateu na porta da casa de Eduardo, mas ele não estava.

— Entra, Manu, estamos jantando. Vem.

— Cadê o Edu?

— Foi na casa do Romário. Parece que ele e o primo brigaram.

Disse Gustavo para a cunhada.

— Não gosto dessa amizade dos dois.

— Esses dois são amigos desde criança.

Diz Dona Mirian.

— Eu sei, dona Mirian. O problema é que quando o Eduardo se junta com o Romário, boa coisa não sai.

— Errada você não está minha filha, eu era chamada direto na escola por reclamação das peripécias dos dois.

Confirma Dona Mirian.

Na casa do trisal, o ar estava pesado de tensão.

— É sério isso, Miguel? Viemos para cá por quê? Para arrumar confusão?

Kenji cruzou os braços, os olhos estreitos de irritação.

— Eu? Eu estava na minha. Aquele filho da puta veio mexer com meu namorado. Eu fui defender você e não me arrependo.

Disse Miguel.

— Eu não preciso que ninguém me defenda, Miguel.

Contesta Kenji

— Não? Então, o que o Luiz Francisco estava fazendo na praça com você?

— É Luiz Felipe.

Corrige o Nissei.

— Que se foda, Kenji. Por que você não usou as mil e uma técnicas de luta que sabe e não partiu a cara daquele homofóbico do Romário? Ficou com peninha? Ou estava se fazendo de menina indefesa para aquele bombado de araque do Luiz Felipe?

Questiona irritado Miguel.

— Stop, Miguel! Não falar assim com Kenji. I don't like.

Brian interveio, a voz suave mas firme.

— Qual é, Brian? Vai ficar do lado do Kenji? Eu fui defender ele e nem venha me dizer que não percebeu o jeito que ele olha praquele bombadinho metido.

— Kenji não fazer nada mal.

Defende Brian.

— Esse é o problema. Se ele tivesse feito, eu não precisaria ir lá defender. E outra: por que você está achando ruim eu te defender, hem Kenji? Preferia ser defendido pelo Luiz não sei lá das quantas?

— Para com isso, Miguel. Não me defendi porque não foi necessário. O Luiz Felipe veio em minha defesa porque quis. Eu não pedi. Pelo contrário, disse exatamente o que disse a você: não havia necessidade. Gente como seu primo quer palco, quer palmas. Eu não vou bater palmas para palhaço brincar.

— Pois eu bato. E bato na cara. Que ódio daquele… haaaaaaa!!!

Miguel gritou, socando o ar, o rosto vermelho de raiva.

— Vem banho. Você precisa relaxar.

Brian pegou a mão dele, levando-o para o banheiro. Kenji observou os dois desaparecerem pelo corredor, depois saiu para espairecer.

No banheiro pequeno, iluminado por uma luz amarelada, Brian abriu o chuveiro. A água quente começou a cair, enchendo o espaço de vapor. Miguel tirou a camisa com gestos bruscos, os músculos tensos. Brian aproximou-se por trás, as mãos deslizando devagar pelas costas dele, massageando os ombros rígidos. Miguel soltou um suspiro longo, os olhos fechando. Brian beijou a nuca dele, os lábios quentes contra a pele úmida, descendo pela coluna enquanto as mãos exploravam o abdômen, traçando linhas lentas até a cintura. Miguel virou-se, puxando Brian para si, os corpos colidindo sob a água quente. Beijaram-se com urgência, as mãos de Brian descendo pelas coxas de Miguel, apertando, guiando. O vapor os envolvia como um véu, abafando gemidos baixos e o som da água batendo na pele.

Enquanto isso, Kenji caminhava pela praça, a brisa da noite refrescando seu rosto quente. Ouviu seu nome.

— Kenji, ei, Kenji! E aí, tudo bem?

Luiz Felipe se aproximou, o sorriso tímido mas caloroso, os olhos encontrando os dele com uma intensidade suave.

— Boa noite. Melhorando. Precisando espairecer um pouco. E você?

— Preciso de um local.

— O quê? Não entendi.

— Minha casa está uma confusão. É minha mãe com implicância, meu irmão com as confusões dele… Eu só queria um lugar para mim, sabe?

— Um hotel? Aqui tem hotel?

— Olha, eu acho que perto da rodoviária tem, mas de toda forma para eu ir lá… Haaaaaaa!

Kenji sorriu de leve, pegando o tablet.

— Calma. Talvez eu possa te ajudar. Quer dizer, não exatamente eu… Olha aqui.

Ele entregou o tablet. Luiz Felipe assistiu ao vídeo promocional da garagem, os olhos se iluminando.

— Uau, Kenji, ficou muito massa! Você quem fez?

— Sim. Fico feliz que tenha gostado. Será que vai chamar a atenção?

— Com certeza. Mas eu não tenho grana para comprar um carro agora… Apesar que… pensando bem… cara, você é um gênio!

Luiz Felipe o abraçou forte, o corpo pressionando o de Kenji. Depois beijou sua testa, os lábios quentes contra a pele macia. Kenji sentiu o rosto queimar, as bochechas corando intensamente, o coração disparando. Seus olhos se encontraram um misto de amizade sincera e algo mais profundo, elétrico, que pairava no ar entre eles.

Luiz Felipe voltou para casa, o peito leve, cheio de planos e de um calor novo que não explicava.

Autor Mrpr2

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Comentários

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CREIO QUE GUSTAVO PERDEU O LUIZ FELIPE PRO KENJI. GUSTAVO É UM BABACA MESMO ACREDITOU NAS LOROTAS DE LUIZ FELIPE QUE SÓ AMAVA ELE. VAI SE FERRAR. MIGUEL ESTÁ CERTÍSSIMO, KENJI ESTÁ SE ENGRAÇANDO POR LUIZ FELIPE MESMO. VAI GUSTAVO DÁ UM PÉ NA BUNDA DESSE BABACA DO LUIZ FELIPE. SEM CONTAR QUE A MÃE DELE É UM PÉ NO SACO E ELE SEMPRE OBEDECE E TOMA PARTIDO DA MAMÃE. CRESCE LUIZ FELIPE, CRESCE GUSTAVO.

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Aguardando para ler sobre o problema que o Luiz Felipe está arrumando em se envolver com o kenji!!

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