Os personagens desta história são descendentes de alemães originários de Santa Catarina. Por razões de privacidade, os nomes reais das pessoas foram alterados. Trata-se de uma narrativa verídica.
Quando minha mãe engravidou de mim, contava apenas catorze anos de idade, enquanto meu pai tinha dezesseis. Ele desapareceu para evitar a responsabilidade paterna. Meu avô, o senhor Heinrich — homem austero do interior das antigas —, expulsou-a de casa. Ela passou a residir com minha tia Marta.
Aos quinze dias de vida, fui acolhido por minha avó, dona Anna, que me criou a despeito da oposição do avô. Cresci tratando-os como pai e mãe, sem qualquer contato com minha mãe biológica. Determinada apesar da pouca idade, ela transferiu-se para São Paulo e construiu sua existência em silêncio. Jamais imaginei que meus “pais” eram, na verdade, meus avós.
Aos vinte anos, após o trágico acidente que vitimou meus avós, tia Marta e tio Klaus revelaram-me a verdade: eu era filho de Ilse. Resolvi procurá-la. Meus tios adquiriram minha pequena mercearia e ofereceram-me apoio para recomeçar na capital.
Em São Paulo, estabeleci outra mercearia na zona leste, trabalhando das seis da manhã às oito da noite. Aos sábados, meu único alívio consistia nas danças: cerveja, música de orquestra, valsas e foxtrotes. Aos vinte e cinco anos, a vida parecia vazia e desprovida de sentido.
Num sábado à noite, em uma festa da comunidade alemã — com trajes típicos, mesas abundantes de salsichas e chope, e uma orquestra interpretando melodias românticas da velha Alemanha —, notei uma mulher que me observava: loira, de olhos azuis, corpo voluptuoso, olhar que incendiava. Fazia cinco anos que Ilse não mantinha relações sexuais com ninguém, o que tornava seu desejo ainda mais intenso e contido. Cantamos e dançamos juntos ao som de um foxtrote apaixonado da época, daqueles que aproximavam os casais no salão enfumaçado. Prosseguimos a dança. No canto escuro do salão, nossos corpos colaram-se. Meu pênis endureceu instantaneamente contra o tecido fino do vestido dela. Senti o calor úmido da sua xoxota. Beijamo-nos vorazmente. Minhas mãos ascenderam por baixo da blusinha, erguendo a saia. Ela tremia de tesão. De repente, apertou-se contra mim, mordeu meu ombro e atingiu o orgasmo ali mesmo, gemendo baixinho, o corpo convulsionando de prazer.
Recuou, envergonhada:
— Desculpe… prometi a mim mesma só fazer amor se estivesse apaixonada de verdade.
Ilse contava trinta e nove anos. A diferença de idade apenas intensificava o desejo. Combinamos encontrar-nos novamente.
No sábado subsequente, após dança e desejo acumulado, saímos abraçados. Em um bequinho escuro, não resistimos. Levantei sua saia longa, baixei sua calcinha. Meu pênis deslizou pelo seu clitóris inflamado, roçando a xoxota encharcada. Ela abriu as pernas e recebeu-me inteiro, sussurrando ao meu ouvido:
— Ai, amor… que delícia… come sua putinha… ai, que pênis gostoso… faz assim bem fundo… vai, tá vindo… vou gozar nesse seu pênis… me come todinha… sou sua putinha, amor… hummm…
Enterrei-me completamente, sentindo as paredes quentes e úmidas da sua xoxota apertarem meu pênis a cada estocada profunda. Ela movia os quadris ritmicamente, enterrando-me até o fundo, gemendo alto de prazer. Atingi o orgasmo dentro dela, jorrando porra quente em jatos intensos, enchendo-a até transbordar. Permanecemos imóveis, pernas bambas, beijando-nos com paixão. Utilizei meu lenço para conter o sêmen que escorria pela sua xoxota.
À porta da casa dela:
— Que loucura… e você gozou dentro. E se eu engravidar?
— Assumo nosso filho. Quer namorar comigo?
— Quero, amor. Desde o primeiro dia eu sabia que seria sua.
Passamos a encontrar-nos diariamente. Dormia com ela quase todas as noites. Certo dia, levei-a ao meu apartamento. Mal ingressamos, arrancamos as roupas. Deitei-a na cama, abri suas pernas e mergulhei a boca em sua xoxota pequena e geometricamente fechadinha. Chupei seu minúsculo clitóris com devoção, enfiando a língua fundo, sugando o mel doce que escorria abundantemente. Ilse possui uma xoxota linda, lisinha, sem pelos e geometricamente fechadinha. Ela agarrava minha cabeça, forçando-me mais, gemendo alto meu nome. Atingiu o orgasmo várias vezes, o corpo arqueando, a xoxota pulsando contra minha boca, molhando meu rosto.
Subi sobre ela. Meu pênis entrou inteiro na xoxota quente, molhada e apertada. Ela abriu as pernas ao máximo, cruzando-as nas minhas costas. Olhamo-nos nos olhos, lágrimas de emoção nos dela:
— Me faça sua mulher de verdade… goza dentro de mim… enche minha xoxotinha dessa porra gostosa…
Ilse enlouqueceu de prazer ao receber meu beijo grego, o que a levou a pedir que eu penetrasse seu ânus, o qual confessou nunca ter permitido a ninguém.
Entrei e saí ritmicamente, cada estocada profunda fazendo-a delirar de prazer. Gozamos juntos, meu pênis pulsando dentro dela, enchendo-a de sêmen quente enquanto ela convulsionava, chorando de êxtase e felicidade.
Naquela noite, ao avistar os quadros na parede, ela quase desmaiou:
— Aqueles são meus pais… minha irmã… Hans… você é meu filho!
O choque foi devastador. Choramos, debatemos, afastamo-nos. Contudo, o amor venceu o tabu. Após dias de angústia, ela retornou:
— Eu te amo. Não vivo sem você. Seja meu homem… meu marido.
Casamo-nos em dezembro, em segredo absoluto. Vivemos como amantes apaixonados, entregando-nos diariamente ao amor com total intensidade.
No réveillon, na praia, sob os fogos coloridos:
— Tenho certeza de que estou grávida.
Sorri, beijei-a profundamente e acariciei sua barriga:
— Nosso bebê foi feito com o maior amor do mundo.
E assim, o amor — mesmo o mais proibido — floresceu em plenitude.