O CONTADOR DE SONHOS - PARTE I

Um conto erótico de Rodhie-2.0
Categoria: Homossexual
Contém 1132 palavras
Data: 15/02/2026 18:46:48

1 – O GUERREIRO E O DESCONHECIDO

Era tarde da noite quando Beto chegou na cabana e encontrou aquele jovem deitado em sua cama

Meio aturdido pelo barulho dos trovões, ele ficou parado na porta antes de entrar, buscava entender o que estava acontecendo e procurando reconhecer quem ali estava.

Ele farejou mas não reconheceu o cheiro do rapaz, apenas um cheiro era notável, o cheiro de sangue

Ali, parado, encharcado pela água da chuva, a porta aberta, raios iluminaram o pequeno cômodo rodeado por quinquilharias e relíquias do passado.

Ele entrou fechando a porta.

Os raios romperam as frestas no telhado, iluminando o cômodo,

A cada novo raio que brilhava forte lá fora, ele observou detalhes daquele intruso, seus cabelos loiros iluminados pelo brilho da luz reluziam

Aquele jovem deitado em sua cama dormia profundamente, o corpo era pequeno, porém bastante forte, músculos saltavam de seu abdômen trincado, branco e de pele quase pálida.

Beto aproximou-se da cama calmamente, a cada passo sentia algo diferente, seus olhos negros e ferozes acostumado com a noite escura via claramente a silhueta daquele garoto.

Todo molhado da água da chuva, sentia seu coração bater forte

Tum tum, tum tum, tum tum

As batidas aumentavam em seu peito forte e musculoso, fazia tempos que não encontrava outro ser

E ali estava, um total desconhecido deitado em sua cama.

Beto estendeu a mão e tocou a testa do jovem, afastou uma mecha de cabelo loiro do rosto daquele garoto. A água gelada escorreu pelo seu braço pousando na testa do garoto que acordou com o toque da água gélida da chuva

Ao abrir os olhos, o jovem tomou um grande susto, como a casa estava escura, ele avistou apenas uma silhueta negra parada ao lado da cama na qual ele descansava

Mesmo fraco e sem forças ele tentou gritar, mas nenhum som saiu da sua boca, perderá totalmente a voz.

Vendo tamanho susto nos olhos azuis daquele jovem garoto Beto falou

- Não tenhas medo jovem, não lhes farei nenhum mal.

Aquela voz era grave e firme

Um grande raio acendeu a luz no quarto, a penumbra se dissipou por um instante , a silhueta ganhou formas, aquele homem de pele negra e olhos ferozes brilhou como a última estação do inverno

Os olhos negros e amendoados escondia sua identidade.

A luz se foi, a penumbra voltou.

Beto pegou a lamparina e ascendeu, clareando aquele pequeno cômodo

A chuva cai pesada lá fora, o tilintar das gotas no telhado era música para quem precisaria de uma boa noite de sono

Agora com o quarto mais claro, ele pôde ver melhor aquele garoto em sua cama

O cheiro de sangue era inconfundível para um caçador tão formidável

O jovem, agora desacordado, imóvel, sangrava por um ferimento profundo no ombro esquerdo

Um golpe que mais se parecia feito por uma espada o ferira gravemente o deixando em estado grave,

Foi ali, naquela cama, que o guerreiro o encontrou quase desfalecido pela perda de sangue

Beto é um guerreiro, experiente em batalhas e com os conhecimentos adquiridos em anos de exílio, correu rapidamente, rompendo a pequena sala em direção a cozinha, pegou uma vasilha que estava largada, colocou embaixo da torneira e a ligou

Pegou alguns panos e voltou em direção a cama, tropeçou em um objeto que reluziu um brilho tênue

Mas não deu importância, sua preocupação e atenção estavam voltadas para aquele estranho deitado em sua cama

Beto aproximou-se da cama, molhou alguns panos e começou a limpar o ferimento do jovem garoto

A cada toque ele sentia seu coração fazer

Tum tum, tum tum, tum tum

O jovem desmaiara pela perda de sangue, inconsciente do que ali estava acontecendo

Beto continuou a limpar aquele ferimento, enquanto procurava algo insistentemente, sua visão encontrou o que procurava no canto esquerdo da sala

Ele levantou e foi até um armário, pegou algumas ervas e as misturou com água em uma pequena cuia, pisou com um pequeno porrete, transformando o material em uma pasta pegajosa

Voltou para o jovem e colocou aquela pasta em seu ferimento.

O envolveu em ataduras fixas para não soltar

As ervas eram medicinais e anestésicas, mas ele levaria alguns dias para se curar.

Ele com cuidado trocou os panos da cama, deixando o mais confortável possível

Agora o jovem dormia profundamente.

Após tratar do jovem ele lembrou que estava encharcado da chuva

Levantou, recolheu todo o material sujo de sangue e jogou fora

Tirou a parca de couro e a dispensou ao lado, tirou a camisa exibindo aquele peito negro, forte e sem pelos

Levou a mão ao cinto, desafivelou e depositou em cima da mesa um objeto pesado comprido, o cabo era de cobre enegrecido, detalhes adornados em formatos de estrelas e meia lua banhados a ouro

Ele olhou o cabo admirando que reluziu tênue ao brilho da luz

Em seus olhos, o orgulho de ser um guerreiro e o pesar por está em exílio

Beto levou a mão a calça de couro e atirou

Exibindo um corpo forte e musculoso, com pernas grossas e ágeis

Só de cueca ele desfilava em direção ao pequeno banheiro nos fundos da cabana

Entrou, deixando aberta a porta de madeira

Ligou o chuveiro e deixou a água cair em seu corpo

Examinou o braço, marcado por ferimentos adquiridos em batalha e exibindo as costas nuas, orgulhoso por nunca ter sofrido ferimentos, pois, em mais de trezentos anos, nunca fugira a luta.

Beto saiu do banho completamente pelado, foi até o pequeno guarda roupa, tirou uma toalha e começou a secar o corpo

Pegou uma cueca no fundo da gaveta e a vestiu

Um volume formou na frente, desenhando o formato do seu órgão que pesava.

Pegou uma bermuda de linho curtido e a vestiu

Sem camisa ele caminhou até a cama, olhou novamente aquele jovem deitado em sono profundo

Examinou cada detalhe e memorizou o seu cheiro

Como guerreiro e excelente caçador, aquele cheiro jamais ele esqueceria e poderia encontrar o jovem a quilômetros de distância caso fosse o caso.

Ele examinou o curativo novamente.

- Tudo está em ordem, graças ao senhor meu Deus. Mas quem será você jovem e o que lhes terá acontecido?

Essas perguntas ele só as teria, quando o jovem homem recobrar a consciência

Beto caminhou até a mesa onde depositara o objetivo, estendeu a mão, a puxando pelo cabo enegrecido, tirou da bainha e admirou seu brilho tênue a luz da lamparina

Examinou o fio da navalha, seus olhos mostravam o orgulho de empunhar tamanha glória, em suas memórias, as lembranças das batalhas travadas e do esplendor da vitória

Ele caminhou de volta ao quarto e sentou em uma poltrona próximo a cama, apagou a lamparina e montou guarda, pois quem quer que tenha machucado aquele jovem, poderia voltar para dar cabo dele por definitivo

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Foto de perfil genéricaRODHIE-2.0Contos: 22Seguidores: 39Seguindo: 8Mensagem Moreno claro, olhos castanhos escuros, cabelos lisos ondulados, 1,80 de altura , 31 anos, voz grave. Coxas grossas, braços fortes, peitoral enorme.

Comentários

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Parabéns conto muito bom, feliz com o enredo esperando os próximos.

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