Conspiração 9.

Um conto erótico de Lukinha
Categoria: Heterossexual
Contém 4906 palavras
Data: 11/02/2026 16:20:23
Última revisão: 11/02/2026 17:05:12

15 anos atrás.

Mariana:

A música alta, os corpos suados, o cheiro de cerveja e suor... A festa no bar era um redemoinho, e eu estava no centro, tentando esquecer o final de semestre, os prazos, a pressão. Minha amiga Camila me arrastou.

— Vamos lá, Mariana! Você não pode ficar em casa num sábado. — Ela gritou no meu ouvido, puxando meu braço.

Seguimos a onda. Foi então que o vi. Parado perto do balcão, conversando com um amigo. Alto, ombros largos que esticavam a camiseta preta simples. Cabelo bagunçado, como se nem tivesse se preocupado em penteá-lo antes de sair de casa. Ele riu de algo que o Lucas disse, e o som era áspero, mas agradável. Um rosto com traços fortes, mandíbula definida, e olhos que, mesmo na penumbra do bar, pareciam me procurar. Observadores.

— Quem é aquele? — Camila perguntou, se inclinando.

— É o Bruno. Tá solteiro, pelo que sei. Por quê? Interessada?

Ela encolheu os ombros, fingindo desinteresse, mas seu olhar voltou para ele como um ímã. Interessada. A palavra ecoou dentro de mim, quente e um pouco perigosa. Havia algo na maneira como ele se apoiava no balcão, relaxado mas presente, que sempre me atraía.

Não demorou. Lucas nos viu e acenou. Camila me arrastou novamente. As apresentações foram rápidas e barulhentas. Um aceno de cabeça, um “prazer” quase perdido no som do rock que vinha das caixas. Ele me olhou diretamente, como sempre fazia, e foi um impacto físico. Não foi um olhar de avaliação, nem de interesse óbvio. Foi um reconhecimento. Como se ele também tivesse sentido a faísca entre nós.

A noite avançou. Bebemos mais. A vodca com energético deixou meus membros leves, minha mente turva, mas aguçou meus sentidos. Cada risada dele, cada gesto, era amplificado. Ficamos num grupo, conversando aos gritos. Ele sempre fora engraçado, magnético, de um jeito que tudo lhe pertencesse. Não tentava impressionar. Apenas existia, e aquilo era mais impressionante que qualquer pose.

Em um momento, Camila e os outros foram dançar. Ficamos sozinhos no canto do balcão, uma bolha de relativa calma no caos.

— Então, Mari… — Ele começou, a voz mais próxima agora, sem ter que competir com a música. — Tá afim de fazer uma loucura.

Arregalei os olhos, já imaginando o que ele queria.

— Vindo de você, boa coisa não é.

Ele foi direto, como sempre fazia.

— Precisamos resolver essa tensão entre nós. Você quer, eu quero… por que não?

Nosso olhar se manteve. A música parecia diminuir. O barulho ao redor virou um zumbido distante. Havia um espaço de alguns centímetros entre nossos corpos, mas ele parecia eletrificado. Eu podia sentir o calor emanando dele. Meu coração batia forte e rápido contra minhas costelas.

— Você bebeu, eu bebi. Mas só o suficiente para a gente conseguir se entender. — Ele disse, o sorriso safado ainda lá, mas os olhos mais sérios, focados nos meus lábios.

— Talvez não. Talvez eu precise beber mais um pouco.

Ele me deixava molhada só com o olhar. Aquele olhar cafajeste, predador, que me devorava.

Eu sabia exatamente o que aquilo significava, e concordei. Tudo naquela noite era sobre significados submersos, coisas não ditas. Ele moveu a mão, como se fosse pegar seu copo, mas em vez disso, a ponta dos seus dedos tocou a parte de fora da minha mão, que estava apoiada no balcão. Foi um contato mínimo, quase acidental. Uma faísca percorreu meu braço, uma corrente quente que se instalou no meu estômago.

— Está quente aqui. — Eu disse, a voz um pouco mais baixa.

— Demais. — Ele concordou, mas não se afastou.

Sua mão virou, a palma para cima, um convite silencioso no balcão de madeira úmida. Hesitei por um segundo que pareceu uma eternidade. O álcool, a música, a tensão que vinha construindo desde o primeiro olhar… tudo convergiu naquele ponto.

Coloquei minha mão na dele. Sua palma era grande, quente, um pouco áspera. Seus dedos se fecharam sobre os meus, firmes, mas não apertados. Ele puxou-me suavemente, apenas um centímetro, mas foi o suficiente para que nossos corpos se alinhassem, ombro com ombro, quadril com quadril.

— Vamos para algum lugar com menos… tudo isso aqui? — Ele perguntou, sua boca agora tão perto da minha orelha que eu senti o calor de sua respiração na minha pele.

Eu apenas balancei a cabeça, “sim”. Não conseguia formar palavras.

Ele não soltou minha mão. Guiou-me através da multidão, um caminho sinuoso entre corpos dançantes. Suas costas largas abriam o caminho, e eu me sentia pequena, protegida, seguindo-o. Subimos uma escada estreita no fundo do bar que eu nem sabia que existia. Levava a um depósito, mas a porta estava aberta, revelando um terraço minúsculo e mal iluminado, usado provavelmente para guardar caixas e barris vazios. O ar noturno era fresco, um choque depois do calor abafado lá embaixo. A música era mais abafada na parte de cima, um baixo distante que vibrava na estrutura.

Ele fechou a porta com um leve empurrão, e o som diminuiu mais ainda. O terraço era estreito, com uma vista para os fundos de outros prédios, mas o céu estava estrelado. Ele se virou para mim, ainda segurando minha mão.

Ninguém falou. O silêncio entre nós era denso, pesado com todas as coisas que não havíamos dito. Nós queríamos. E queríamos há muito tempo. Desde sempre talvez.

Ele levantou a outra mão e, com uma lentidão que me fez parar de respirar, moveu um pedaço do meu cabelo que tinha caído sobre meu rosto. Seus dedos roçaram minha têmpora… a linha da minha mandíbula… então ele se inclinou…

O primeiro toque dos seus lábios nos meus não foi gentil. Não foi uma exploração tímida. Foi uma afirmação. Uma colisão suave, mas inegável. Lábios firmes e um pouco ressecados pelo ar noturno, mas quentes por dentro. Um gosto de cerveja e algo único, dele. Um estremecimento percorreu todo o meu corpo, das solas dos pés ao topo da cabeça.

Ele parou, seus lábios ainda a um milímetro dos meus. Nossas respirações se misturavam, rápidas e quentes. Eu abri os olhos — não me lembrava de tê-los fechado — e encontrei os dele. Eles pareciam mais escuros agora, as pupilas dilatadas. Havia uma pergunta lá, uma última barreira.

Eu respondi puxando-o de volta para mim, meus dedos enterrando-se no cabelo dele, na nuca. Foi tudo que ele precisou para me beijar outra vez.

Seus lábios se abriram, e sua língua encontrou a minha, não como uma intrusão, mas como uma reivindicação. Um sabor quente, salgado, profundamente masculino. “Meu Deus!” Meus joelhos amoleceram. Eu me agarrei a ele, às suas costas largas através da fina camiseta, sentindo os músculos se tensionarem sob minhas mãos.

Nos beijamos como se estivéssemos nos afogando e o ar do outro fosse a única salvação. Suas mãos percorreram minhas costas, palmas grandes explorando cada curva através do tecido do meu vestido. Desceram até minha cintura, apertando, puxando-me contra ele. Eu senti a ereção, dura e insistente, contra minha barriga.

— Ahhhhh… — Um gemido escapou da minha garganta, engolido por sua boca.

Ele se separou de mim, respirando com dificuldade, a testa ainda encostada na minha.

— Você… — Sua voz estava áspera, arrastada. — Você é perigosa.

— Eu? Você que me trouxe para um depósito. — Protestei.

— É o único lugar com alguma privacidade nesse inferno. — Suas mãos subiram novamente, para os lados do meu rosto, segurando-me como se eu fosse algo precioso e frágil.

Mas o beijo em seguida, foi voraz. Não havia nada de frágil ali. Sua língua traçava padrões dentro da minha boca, aprendendo cada canto, provocando a minha. Minhas mãos exploraram o corpo dele, subindo por suas costas, sentindo as omoplatas, descendo pela coluna. O tecido da camiseta era uma barreira irritante e eu a puxei para cima, para que minhas mãos pudessem sentir a sua pele quente. Ele arqueou sob meu toque, um tremor percorrendo-o.

— Mariana, Mariana… — Ele murmurou contra meus lábios, e a maneira como ele disse meu nome, cheio de urgência e desejo, foi quase meu fim. — Você tá brincando com fogo…

Suas mãos deixaram meu rosto. Uma desceu para o decote do meu vestido, dedos encontrando o zíper nas minhas costas. Ele o puxou para baixo com um movimento fluido, e o vestido afrouxou. Ele deslizou pelos meus ombros, caindo aos meus pés. O ar frio da noite contra minha pele quente me deu arrepios instantâneos. Eu estava apenas de sutiã e calcinha, simples, pretas. Ele olhou, e sua expressão mudou. Sua fome se aprofundou, tornando-se algo absoluto.

— Linda… — Ele sussurrou, não como um elogio vazio, mas como uma descoberta.

Sua mão tocou a alça do meu sutiã, dedo deslizando por baixo, roçando a parte superior do meu seio. Meu mamilo endureceu em instantes. Sua mão encontrou o gancho do sutiã nas minhas costas. Um clique, e ele se soltou. Ele o puxou para frente, deixando meus seios expostos ao ar noturno e aos seus olhos. Ele prendeu a respiração.

— Perfeição! — Ele murmurou, e então sua boca estava em mim.

Ele não foi gentil. Não havia preliminares delicadas. Ele tomou um mamilo em sua boca, língua e lábios formando uma sucção quente e úmida que me fez gritar. A sensação elétrica, direta entre minhas pernas.

Meus dedos enterraram-se em seu cabelo, segurando sua cabeça contra mim enquanto ele devorava um seio, depois o outro, com uma intensidade que me deixou tonta. Sua mão livre apertou o outro seio, dedos brincando com o mamilo, apertando, torcendo levemente. A dor era doce, aguda, misturando-se ao prazer até eu não saber mais onde um terminava e o outro começava.

Eu estava perdida, entregue, afundada em sensações. O calor da boca dele, a textura áspera da língua, a mão firme. Meu corpo arqueou, oferecendo-se a ele. Eu precisava de mais. Muito mais.

— Bruno… — Ofeguei. — Por favor…

Suas mãos desceram para a minha calcinha, agarrando o elástico. Ele a puxou para baixo em um movimento rápido, e eu o ajudei, chutando-as para longe. Em seguida, ele desabotoou seus jeans, empurrando junto com a cueca para baixo, apenas o suficiente para se libertar.

Eu olhei e quase me assustei. Ele era… imponente. Grande — grande mesmo —, grosso, veias salientes pulsando. Aquela visão me deixou com a boca seca, um novo tipo de desejo, urgente e profundo, consumindo-me.

— Contra a parede, putinha. — Ele ordenou, com a voz em um comando rouco. — Eu sei que você me quer.

Ele me virou de costas para ele, e me guiou alguns passos até a parede de tijolos áspera e fria do edifício. Ele se posicionou atrás de mim, seu corpo quente colado nas minhas costas. Uma de suas mãos agarrou meu quadril, os dedos afundando na minha carne. A outra desceu entre minhas pernas.

— Dessa vez você não me escapa, Mari… — Ele provocou.

— E quem disse que eu quero escapar? — Rebati.

— Nas outras vezes, sempre acontecia alguma coisa, aparecia alguém, nos atrapalhava… mas hoje não… — Ele já pincelava aquela rola enorme nos lábios da minha xoxota, entre as pernas.

Eu estava encharcada. Seus dedos encontraram meu grelinho sem nenhuma dificuldade, esfregando com delicadeza, num movimento circular que me fazia gemer alto.

— Ahhhh… seu safado… você deveria ter sido o primeiro… — Provoquei de leve.

Ele não deixou por menos.

— Você conta aquilo como primeira vez? Aquela piroquinha deve ter feito cócegas e nada mais.

Acabei rindo, pois não era mentira. Frustrada com Bruno, por sempre as coisas darem errado na hora “H”, acabei me entregando para um qualquer. Um idiota bom de lábia da faculdade, mas que era apenas papo, nenhuma ação.

Ele posicionou a cabeça do pau na minha entrada, esfregando para cima e para baixo, misturando sua umidade com a minha. A antecipação era uma tortura deliciosa. Meu corpo tremia, implorando. E então ele entrou.

Não foi bruto. Uma poderosa investida, mas devagar, pouco a pouco, me preenchendo inteira. O ar escapou dos meus pulmões em um grito abafado. Ele era enorme, grosso, me alargando, preenchendo cada centímetro. Uma sensação de plenitude tão intensa que beirava a dor, mas estava incrivelmente certa. Perfeita!

Ele parou, completamente dentro, seu corpo tremendo contra o meu.

— Caralho! Que buceta apertada. — Ele respirou. Aquele palavrão era um hino de puro prazer.

Eu não conseguia falar. Só conseguia sentir. O peso dele dentro de mim, a pressão nas minhas paredes internas, o calor que irradiava.

Ele começou a se mover. Lento, mas potente. Retirando o pau quase completamente e então voltando a estocar. Seus quadris batendo contra minha bunda. E ele não parou mais. Para dentro e para fora, curto e rápido… depois lento e profundo... Cada investida era uma explosão de sensações, um choque de prazer tão agudo que era quase transcendental.

— Ah! Deus! Bruno! — Meus gritos eram roucos, quebrados, perdidos no ar da noite e no baixo distante da música.

Minhas mãos se espalmaram contra os tijolos ásperos, tentando encontrar algum apoio. Meus joelhos ameaçavam ceder, mas a mão dele em meu quadril, me seguravam no lugar, me manteve erguida e empinada. A outra mão se moveu para frente, encontrando meu clitóris novamente. Seus dedos pressionaram e circularam, adicionando mais uma camada de sensações que me levaram à beira do delírio.

— Ahhhhh… até que enfim… como isso é bom… Ahhhhh…

O som era obsceno. O som úmido e encharcado de nossos corpos se encontrando, os gemidos guturais que saíam dele, os gritos incontroláveis que saíam de mim... Eu estava totalmente exposta, dobrada, tomada, e era a coisa mais libertadora que eu já tinha experimentado. Não havia pensamento. Apenas sensação pura, física, animal.

— Geme, putinha. — Ele grunhiu, sua respiração ofegante no meu pescoço. — Grita. Deixa todo mundo ouvir. Você é minha agora.

Suas palavras, combinadas com o ritmo implacável de seus quadris, me levavam ao paraíso. Uma ebulição que começava no meu abdômen, apertando, se espalhando por todo o meu corpo. Uma bola de fogo que se expandia com cada estocada, cada rotação dos seus dedos.

— Porra, Bruno… Ahhhh… mete que eu vou gozar… — Exigi, incapaz de me controlar.

— Goza… — Ele ordenou. — Goza no meu pau.

A tensão estourou. Uma onda de puro êxtase explodiu dentro de mim, inundando cada nervo, cada célula, eletrificando todo o meu corpo. Espasmos intensos, me fazendo tremer violentamente. Meus músculos internos se contraindo em torno daquele pau em apertos rítmicos e incontroláveis.

Um grito longo e estridente rasgou minha garganta enquanto eu via estrelas brancas contra meus olhos fechados, meu corpo tremendo sob o impacto do orgasmo.

— Eu… tô go… gozando… Ahhhh… não para… Ahhhhh…

Com um rugido abafado, ele se enterrou o mais profundamente possível dentro de mim e ficou paralisado. Eu senti a pulsação quente e forte, a ejaculação inundando meu interior, misturando-se com minhas próprias contrações. Foi um calor íntimo e profundo, a sensação final de posse.

Ele desabou sobre minhas costas, seu peso me prendendo à parede, ambos ofegantes, suados, tremendo. Aos poucos, o ritmo furioso do meu coração começou a diminuir. O baixo distante da música ainda pulsava. O ar noturno esfriava o suor em nossas peles.

Ele se retirou de mim lentamente, e a perda foi física, uma sensação de vazio. Ele se virou, apoiando-se contra a parede ao meu lado, puxando as calças para cima. Eu permaneci onde estava, minhas pernas ainda fracas, minha testa ainda encostada nos tijolos. O cheiro de sexo e suor… a noite, como testemunha, nos envolvia.

O corpo ainda vibrava quando a ficha começou a cair. Bruno passou a mão pelos meus cabelos, afastando algumas mechas grudadas na testa. O sorriso dele não era de conquista. Era de alívio.

— Até que enfim aconteceu. — Ele murmurou, meio rindo, meio sério.

Eu bufei, ajeitando a roupa.

— Você sempre soube que ia acontecer?

Ele inclinou a cabeça.

— Sempre soube que podia acontecer. A gente só fingia que não.

Aquilo me atingiu mais do que qualquer toque minutos antes. Não era impulso. Não era acidente. Era uma tensão antiga que a gente vinha alimentando com olhares, piadas, proximidade demais.

— E agora? — Perguntei, tentando soar casual.

Bruno deu de ombros.

— Agora a gente volta pra festa. Como se nada tivesse acontecido. A gente sempre foi bom em fingir. — Ele disse brincando. Mas tinha uma ponta de verdade ali.

Voltamos para o salão do bar como dois adolescentes que tinham acabado de fazer algo proibido. O som alto ajudava. A bebida circulando ajudava ainda mais.

Camila foi a primeira a me puxar pelo braço.

— Mulher, onde você se enfiou?

Eu peguei um copo com bebida da mesa, tentando parecer relaxada.

— Fui tomar um ar fresco.

Ela me olhou com aquela expressão de quem sabe mais do que parece saber.

— Sei… você e o gostoso do seu amigo, né?

Desconversei. Ri. Dancei. Mas não demorou muito para eu procurar Bruno com os olhos. Ele estava no balcão. Rindo. Conversando com uma mulher que eu nunca tinha visto.

Em poucos minutos, a proximidade já não era casual. A mão dele estava na cintura dela. O rosto perto demais. E então… o beijo. Simples. Natural. Como se nada tivesse acontecido antes. Como se nós não tivéssemos acabado de atravessar uma linha íntima.

A música continuava. As pessoas riam. A festa seguia igual. Mas algo dentro de mim ficou pequeno. Não era ciúme. Eu não tinha direito àquilo. Era outra coisa. Era perceber que, para ele, aquilo podia ser só mais um momento. Enquanto para mim… já estava ficando maior do que deveria.

Eu deixei o copo pela metade na mesa. Ninguém percebeu quando eu fui embora.

Foram quatro anos. Quatro anos vivendo algo que nunca teve nome. Eu tinha sentimentos pelo Bruno, não vou mentir. Já menti demais para mim mesma. Eu tinha sentimentos e eram fortes. Paixão, amor, tesão… tudo junto.

Mas para ele era outra coisa. Bruno me procurava quando estava sozinho. Quando os amigos iam embora. Quando a noite terminava e nenhuma outra mulher tinha dito sim. Eu aprendi a reconhecer os horários das mensagens. Sempre tarde demais. Sempre depois de alguma frustração.

“Tá acordada?” Eu quase sempre estava. E quase sempre ia.

Não era só desejo. Era gratidão misturada com afeto. A família dele sempre foi generosa comigo. Minha avó trabalhou por toda a vida na chácara dos pais dele, lá na zona rural. Foi lá que eu passei boa parte da infância, correndo entre árvores, sujando os pés de terra vermelha.

Eu e Bruno crescemos juntos. Ele era o jovem senhor. Eu, a neta da funcionária. Mas nunca houve diferença entre nós — pelo menos não na infância.

Quando eu vim para a cidade fazer faculdade, foram os pais dele que ajudaram. Parte da mensalidade era paga por eles. Um gesto que eu nunca esqueci. Talvez por isso eu nunca tenha conseguido exigir nada.

“Como cobrar algo de alguém que, de certa forma, sempre esteve ao meu lado?”

Mas apoio não é amor. Bruno gostava de mim. Eu sei que gostava. Mas gostava como se gosta de algo confortável. Familiar. Seguro. Não como se ama alguém. Eu era a amiga que entendia. A que não cobrava. A que aceitava.

Enquanto isso, ele falava de outra: Larissa. Falava dela com brilho nos olhos. Contava das rejeições como se fossem desafios. Eu ouvia. Aconselhava. Consolava. E depois, quando ele precisava esquecer, me beijava como se eu fosse remédio.

Eu sabia da existência do Ricardo muito antes de conhecê-lo. Bruno sempre falava dele com orgulho. “O cara mais leal que eu conheço.” “Cabeça no lugar.” “Diferente de todo mundo.” Mas só até a tal Larissa se colocar entre os dois.

Eu não sabia, naquela época, o que realmente tinha acontecido. Eu era só o ouvido amigo, aquele que ouvia sem contrariar, sem dizer verdades incômodas, acreditando que ao não causar atritos, Bruno pudesse me olhar de outra forma, não só como a opção conveniente quando ninguém mais estava disponível.

Eu ouvia muito sobre ele, mas Ricardo nunca aparecia. Era o que trabalhava. Sempre ocupado. Enquanto a maioria de nós estava nas festas da faculdade, ele estava fazendo turno, ajudando em casa, juntando dinheiro.

Ele e Bruno começaram a se afastar da faculdade quase ao mesmo tempo. A conversa sobre a carreira policial foi ganhando força. Bruno queria a academia de oficiais. Ricardo, pelo que Bruno dizia, via ali uma chance real de crescer, de mudar de vida.

E, de repente, aquele ciclo se fechou. Eu continuei na faculdade. Eles seguiram outro caminho. Bruno ainda me procurava. Menos. Mais espaçado. Mais casual. E eu comecei a entender uma coisa que doía admitir: Eu não era a escolha dele. Eu era o intervalo.

E foi justamente quando eu cansei de ser intervalo que o Ricardo entrou, de verdade, na minha vida.

A festa de formatura da Academia de Polícia foi o último empurrão que eu precisava. Eu ainda lembro da música alta, do quintal decorado, dos dois orgulhosos, já falando do futuro, das fardas que ainda nem tinham vestido.

Eu estava lá como sempre estive: orbitando o Bruno. Não oficialmente ao lado dele. Nunca oficialmente. Mas presente.

Foi ali que ele me apresentou ao Ricardo de verdade.

— Essa é a Mariana. Minha amiga desde sempre.

“Amiga”. Ele usou a palavra com uma naturalidade que me atravessou.

Ricardo apertou minha mão. Educado. Olhar firme. Nada invasivo. Nada calculado. Ele me olhou como se eu fosse uma pessoa inteira, não uma extensão do Bruno.

E o Bruno… o Bruno parecia aliviado. Eu percebi. Não foi algo dito. Foi sentido. Ele me apresentou e, segundos depois, já estava conversando com outra pessoa. Como se tivesse cumprido uma tarefa. Como se estivesse passando adiante uma responsabilidade.

Naquele instante eu entendi. Ele não queria me perder, mas também não queria me assumir. Ele jamais iria me assumir. E me colocar perto do Ricardo era conveniente.

Ricardo era seguro. Leal. Trabalhador. “Homem de futuro”, como os pais do Bruno gostavam de dizer. Se algo acontecesse entre nós, Bruno sairia limpo. Sem culpa. Sem cobrança. Eu deixaria de ser o problema dele.

E, apesar da minha percepção, aquilo não me machucou. Me libertou. Porque eu percebi que estava lutando sozinha há muito tempo.

Naquela noite eu observei os dois de longe. A amizade. A cumplicidade. Os planos. Eu não fazia parte daquele projeto. Nunca fiz.

E quando o Ricardo mostrou interesse verdadeiro, perguntando sobre a faculdade, sobre minha avó, sobre o que eu queria para o meu futuro… eu senti algo diferente.

Ele escutava. Não estava esperando eu terminar de falar para me beijar. Não estava me medindo. Nem pronto para me usar como depósito de porra particular.

Ele perguntava e ouvia a minha a resposta com atenção. Me olhava como se eu fosse a única mulher do mundo. Eu senti a possibilidade. Não foi paixão instantânea. Foi uma escolha.

Eu olhei para o Bruno naquela mesma noite, rodeado de gente, rindo alto, dono do mundo… e entendi que ele nunca deixaria de me procurar quando fosse conveniente. Mas também nunca me colocaria ao seu lado, como uma igual, quando importasse.

E eu cansei de ser a conveniência de alguém. Quando decidi me permitir viver algo com o Ricardo, não foi para ferir o Bruno. Foi para parar de me ferir.

{…}

De volta ao presente:

Naquele dia fatídico, eu acordei antes do despertador tocar. Era nosso aniversário de casamento.

Fiquei alguns minutos olhando para o teto, lembrando da data, esperando que Ricardo comentasse algo. Ele já estava se vestindo, concentrado, mexendo no celular, revendo alguma coisa do trabalho.

— Bom dia, amor. — Ele me beijou antes de sair.

Um beijo rápido. Apressado. Como sempre. Não mencionou a data. Eu quase falei. Quase provoquei. Mas me contive. Sorri sozinha. Pensei que talvez ele estivesse preparando uma surpresa. Ou que simplesmente fosse lembrar ao longo do dia.

Ricardo saiu cedo, como sempre fazia e a casa ficou silenciosa. Eu fui tomar banho e, no meio do vapor do chuveiro, senti o primeiro enjoo. Leve. Diferente. Meu corpo parecia mais sensível, como se algo estivesse mudando em silêncio.

Passei a mão na barriga sem pensar. A ideia surgiu ali. E se? Não contei a ninguém. Nem a ele. Fui trabalhar normalmente.

Eu sou analista de RH em uma multinacional do setor logístico. Um cargo que eu tinha conquistado com esforço, depois da faculdade de Administração. Sempre fui organizada, responsável, do tipo que resolve conflitos de equipe e sabe ouvir antes de decidir.

Mas naquela manhã eu não estava centrada. Tentei focar nas planilhas, nas avaliações de desempenho que precisava revisar, nas entrevistas agendadas para o período da tarde. Só que o enjoo voltou. Mais forte. Um mal-estar que não combinava com estresse comum.

Antes do almoço, precisei ir ao banheiro duas vezes. Na terceira, fiquei alguns minutos apoiada na pia, olhando meu reflexo no espelho. Meu rosto estava pálido. Os olhos, diferentes. Eu sabia.

Avisei minha coordenadora que não estava me sentindo bem e que sairia mais cedo. Ela nem questionou. Eu raramente faltava.

Fui ao médico quase por impulso. Fiz o exame com as mãos suando. Enquanto esperava o resultado, meu coração batia acelerado. Não por medo, mas com esperança.

Quando a médica sorriu e disse: “Parabéns! Você está grávida”, eu não consegui responder na hora. Um misto de sentimentos me invadiu.

Saí do consultório diferente. “Grávida”. Eu repetia a palavra mentalmente enquanto caminhava até o carro.

Decidi que faria uma surpresa. Era o nosso aniversário de casamento e eu tinha o presente mais especial de todos crescendo dentro de mim. Aquilo merecia um jantar mais do que especial. Velas, toalha de mesa nova… A notícia merecia ser entregue do jeito certo.

Passei no mercado, comprei os ingredientes favoritos dele. Um vinho melhor do que o habitual, flores… quando cheguei em casa, coloquei as sacolas na cozinha e comecei a organizar tudo. Estava leve. Feliz. Inteira.

A campainha tocou. Era o Bruno. Ele entrou como sempre fazia, sem formalidade, sorrindo.

— Teremos festa? Hoje o dia é especial. — Ele brincou.

Eu sorri.

— Você sabe que dia é hoje?

— Eu? Claro. Inclusive, já resolvi o presente dele. — Ele sorria com malícia para mim.

Eu balancei a cabeça, divertida, e disse, sem planejar:

— Eu estou grávida.

O sorriso dele mudou. Ficou maior. Mais aberto.

— Sério?

Eu confirmei com a cabeça e ele me abraçou forte.

— Caramba, Mari… isso é… isso é grande.

Eu ri, nervosa, feliz demais para esconder qualquer coisa.

— Grande nada. É imenso.

Ele não me soltou na mesma hora. Mas quando se afastou, me olhou diferente. Sério.

— Mari… me responde uma coisa.

— O quê?

Ele hesitou só um segundo.

— Não tem… nenhuma chance de esse filho ser meu, né?

Eu demorei a entender o que ele queria dizer. Quando entendi, senti um leve incômodo.

— Bruno, pelo amor de Deus. Não! Claro que não.

Minha voz saiu mais firme do que eu esperava.

— Ricardo é o único homem com quem eu não uso proteção. Sempre foi.

Ele sustentou meu olhar por alguns segundos, como se estivesse fazendo uma conta mental. Depois assentiu.

— Tá. Tá bom. Eu precisava perguntar.

Eu balancei a cabeça.

— Não precisava, não. Quem você acha que eu sou? Alguma bitolada que não conhece o próprio corpo?

Mas ele já estava sorrindo de novo. E eu, feliz demais, escolhi não enxergar nada além daquilo.

O enjoo voltou. Mais intenso. Levei a mão à boca.

— Ei, calma — Bruno disse. — Senta aqui.

Ele sumiu corredor adentro, e eu ouvi movimento na cozinha. Ele voltou com um copo de água e me entregou.

— Toma! Bebe devagar. — Eu obedeci. A água desceu pesada. Estava gelada demais.

— Acho que vou me deitar um pouco… estou cansada. — Murmurei.

— Vai. Descansa. Depois você pensa no jantar.

Ele me ajudou a caminhar até o quarto. Eu me deitei por cima da colcha mesmo. Ele puxou a cortina para diminuir a luz.

— Qualquer coisa, me liga.

Eu ouvi a porta se fechando.

O sono veio rápido. Um torpor agudo, onde meus sentidos foram se esvaindo. Foi praticamente um apagão.

Acordei assustada. Ouvindo barulho. Passos duros. Portas sendo abertas.

— POLÍCIA! MÃOS À VISTA!

Eu demorei segundos demais para entender onde estava. Saí do quarto ainda grogue. Havia homens armados na sala. Policiais. Ricardo estava no chão, algemado. No meio do corredor, um homem ensanguentado, com alguns paramédicos debruçados sobre ele.

E eu, com a mão na barriga, tentando proteger algo que ninguém ali sabia que existia. Confusa, sem entender ainda o que acontecia com meu marido.

Naquele início de noite eu descobri que minha vida tinha sido virada do avesso. Com Ricardo preso, tendo coisas mais importantes para se concentrar, ao menos naquele momento. a notícia mais importante de nossas vidas acabou ficando em segundo plano.

Foi minha a escolha de pedir ao Bruno para não revelar nada a ninguém. Não. Ainda não. E com Ricardo de volta à liberdade, sedento por justiça... consumido pela necessidade de limpar o próprio nome, eu senti que aquele não era o momento de acrescentar mais peso aos ombros dele.

Ele já carregava o mundo. E eu carregava um segredo. Não porque duvidasse do meu marido. Não porque tivesse medo da reação dele. Mas porque, desde que tudo desmoronou, eu precisava ter controle sobre alguma coisa. Nem que fosse sobre o tempo de contar.

Eu queria olhar nos olhos dele quando dissesse. Queria que fosse um instante nosso. Sem sirenes. Sem acusações. Sem desconfianças rondando cada silêncio.

Mas os dias foram passando.

E a cada nova revelação, a cada peça da conspiração que surgia, a cada olhar endurecido de Ricardo quando falava em traição e lealdade… eu sentia a distância entre nós crescer alguns centímetros invisíveis.

Eu dizia a mim mesma que estava protegendo ele.

Hoje, às vezes me pergunto se, no fundo, eu também estava me protegendo.

Continua…

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Comentários

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Estou meio perdido, ele se separou da Mariana e terminou a sociedade com o amigo e voltou depois? Perdi algum capitulo ou a volta do casal ainda não foi explicado?

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Ainda não foi totalmente explicada pelo lado emocional, mas eles voltaram a morar juntos, por pragmatismo financeiro, não tinham como bancar a separação, divórcio sai mais caro que casamento, já me falaram isso mais de uma vez, rsrs, mas agora, devido a doença da Mãe, eles estão tendo uma reaproximação emotiva, pois a Mariana está se empenhando em ajudar a Mãe do Ricardo a se recuperar, que pode ser sincero, ou somente mais uma jogada emocional manipuladora por parte dela.

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Gosto das visões de outros personagens. Nos deixa avaliar os pontos de vista diferentes, entender melhor o lugar de cada um na história.

⭐⭐⭐

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Pelas idas e vindas dessa história, o Ricardo é um corno manso, uma vez que descobriu o trisal de Bruno, Lívia e Mariana, e ainda continuou com ela, essa questão do trisal pra mim não tem perdão, uma vez que quando ele e Mariana começaram a se relacionar, ela já tinha um caso com o Bruno, caso esse que continuou até a data da prisão dele, inclusive com a Mariana omitindo que o Bruno esteve na casa deles, momentos antes do assassinato. Essas dores do Bruno que ela tomou para si, com o caso do Ricardo com a Larissa, foi só cortina de fumaça, ela já entrou na relação traindo, e o Bruno arranjou um otario para manter a comida/putinha dele. E essa questão da gravidez provavelmente o filho é do Bruno, ela negou com medo da reação do mesmo, em saber que seria pai.

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Ela diz que parou de se relacionar com o Brunonquando iniciou um romance com o Ricardo. Mas voltou a ter um caso com o Bruno, quando depois de casada descobriu a traição do Ricardo com a Larissa.

Eu acho que ela e o Ricardo acabaram desenvolvendo um relacionamento liberal. Mas pq o Ricardo voltou e pq aceitou um relacionamento aberto é um mistério.

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Amanhã eu começo a te contar essa parte. O capítulo novo está quase finalizado, já na etapa da revisão final. E vem grande, quase 8 mil palavras.

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Lembrando que a Mariana não é uma narradora confiável, ela diz que na passagem da casa de praia, sendo que Ricardo e ela estavam no começo de namoro, ela falou que estava a mil por hora, um caos, o relacionamento dela com o Bruno, há essa grave inconsistência na declaração dela mesmo ao Ricardo, quando ele descobriu a traição.

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Ricardo esteve sempre em segundo plana na vida de Mariana,pois o Bruno sempre esteve presente,para se vingar do passado,e finalmente ele vai conseguir,fará de tudo p colocar o amigo na cadeia,ficar com Mariana até se cansar

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Esse capítulo pelo menos humanizou a personagem Mariana, mas ratificou que o grande amor da vida dela é o Bruno, o Ricardo é o porto seguro, admiração e uma boa opção disponível, mas pelo menos ela deixou de ser somente uma mulher fria calculista que foi plantada na vida de um sujeito somente para uma vingança sem sentido, ainda não me convenceu que ela seja uma boa pessoa e nem uma narradora confiável, pois ela deturpa os acontecimentos da vida dela conforme um entendimento distorcido por questões de baixo autoestima e complexo de inferioridade, mas pelo menos ela se mostrou humana, não apaga os erros cometidos, mas ao menos pode ter seu acertos também, não é somente "uma vagabunda traidora dos infernos". Rsrsrsrs

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Tem certeza?

Ela sabe que o Bruno visitou ela no dia que o Ricardo foi preso, ela deve saber que todas as imagens foram alteradas para mostrar o Ricardo como o provável assassino e deve ter percebido que as imagens do Bruno sumiram.

Ela escolheu guardar essa informação da polícia e do Ricardo, será mesmo que ela não é uma traidora ?

Ela poderia ter mudado tudo se tivesse dito a verdade, mas escolheu ver o marido atrás das grades e proteger o Bruno.

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O importante é saber o por que dela agir dessa forma.

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Ela ama o Bruno, mas do que ela mesmo.

Quando ela confessou a traição para o Ricardo, ela deixou bem claro que estava com o Bruno pra ele não se sentir por baixo. Foi tipo "você machucou ele ficando com a Larissa, mas eu devolvi o troco por ele ficando com ele várias e várias vezes", os sentimentos fo Bruno vieram antes dos sentimentos dela.

Agora no homicídio ela escolheu o Bruno de novo, chegou ao cúmulo de deixar o Ricardo pagar com a liberdade e a vida em vez de citar o nome do Bruno.

Pq uma pessoa escolheria isso ? É amor puro e cego, quase doentio.

Até o filho, ela preferiu compartilhar com o Bruno do que falar com o Ricardo.

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Concordo com a Id@ porque agir assim, vale lembras os 6 a7 anos atrás Ricardo tinha decidido apôs revelações se separa de Marian e entregar o negocio deles ao Bruno. Mas continuaram juntos, tem muita coisa a ser explicado

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Sim eu pensei que ela fosse uma dondoca sem noção, mau caráter e escolheu fazer tudo isso de errado numa ralação doentia com o Bruno, só que não, ela foi moldada pelo Bruno desde a infância, para ser o bichinho de estimação dele, ela teve que se sujeitar por um "amor condicionado", ela viveu uma vida que não era dela, com baladas, bebidas e a própria faculdade, tudo só existiu por ela pensar que tinha que sujeitar ao Bruno, não estou dizendo que ela trilhou o caminho correto, mas pelo menos humanizou, inclusive apesar de você ter razão em dizer que ela não disse nada sobre o Bruno ter estado lá, pode partir do princípio de que ela não achou importante falar isso com o Ricardo, achando não ter relevância por acreditar na amizade dos dois, mas ela pode ter falado com o delegado em depoimento, mas para mim o delegado faz parte da conspiração, falo desde o início, a chave e se investigaram quem ligou para a polícia informando o crime, como a polícia montou uma equipe tão grande e chegou tão depressa na cena do crime, o cara estava sangrando ainda, a Mariana pode até fazer parte da conspiração, mas aparentemente ela não fez parte da incriminação do Ricardo, pois como já foi falado, ela com certeza foi dopada no dia. Repito, ela ainda está toda errada, mas está humanizada pela história de vida.

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Talvez, as visitas do Bruno, o convívio na casa, seja uma coisa normal, constante, e, num primeiro momento, não mereçam tanta atenção. O que é costume, acaba passando batido em momentos de desespero...

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Positivo, pode ser que ela acredite na amizade dos dois e somada sua devoção condicionalmente incondicional ao Bruno, não tenha passado a hipótese do Bruno estar envolvido no assassinato incriminatório ao Ricardo.

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Ela escondeu a visita do Bruno de propósito, assim como esconde a gravidez.

Essa era a culpa que ela carregava quando ia visitar o Ricardo, a visita do Bruno era o nó preso na garganta.

Ali ao meu ver ela estava brigando entre uma verdade e o amor dela.

Ela escolheu o amor.

E digo mais, a primeira pessoa que ela procurou após o crime foi o Bruno, provavelmente ele manipulou ela ali. E ali eles fizeram o acordo de não mencionar o filho.

E outra, ela viu o marido preso dizendo a versão dele que chegou e encontrou o corpo, não dá pra forçar uma iguinorancia dessa na personagem. Se ela refletir por 01 minuto ela vai pensar. Pow se meu marido estiver falando a verdade, eu estava dormindo a única pessoa que veio aqui foi o Bruno. Logo...

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E no final do capítulo ela fala

"A cada nova revelação, a cada peça da conspiração que surgia, a cada olhar endurecido do Ricqrdo quando falava em traição e lealdade..."

"Hoje, as vezes me pergunto, se no fundo, eu também estava me protegendo".

Isso dar a entender que ela sabia que esse detalhe era importante para o Ricardo e que esse segredo colocava ela no olho do furacão, pelo menos como uma cúmplice.

O Ricardo se ligou que ela tinha algo a dizer, uma hora ele descobre.

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Osório, veja bem. com o Lukinha, tudo tem alguma coisa relacionada.

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Ele e o Mark estão me eloquecendo.

Normalmente eu gosto de ler o final de um livro ou do conto e entender o fechamento da história.

Mas como o conto está sendo escrito eu começo a endoidar nas teorias...

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Isso acontece comigo também. Eu brinco, mas minha ansiedade vai nas alturas !!!

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OsorioHorse, acho que já ta ficando igual ou pior que eu nas teorias, não queria falar nada não, mas eu acredito que apontar as inconsistências ajuda ao autor amarrar o conto bem amarradinho e dar uma viajada nas teorias da estória é divertido pra cacete, falo isso desde sempre kkkkkkk

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Como todos sabem, eu me amarro nas teorias criadas por leitores. Não sou daqueles autores que ficam chateados por sua obra ser discutida em tempo real. Por isso sempre entro na discussão, soltando uma pista aqui e ali.

Acho que essa interação acaba sendo benéfica, pois o leitor se sente incluído.

Teorizem à vontade. Aqui no meu espaço é sempre bem aceito o diálogo e a troca de ideias e teorias.

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Obrigado, ficarei mais seguro em comentar, mas já me sentia bem no seu espaço, observo muito antes de entrar, sempre vi sua convicção na total liberdade de expressão, mesmo que te irritem as vezes, mas como diria o Poeta Bombado, Faz Parte. Rsrsrsrs

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O próximo capítulo vem cheio de revelações e explicações. Também não posso ficar só criando nós, sem desatar a corda um pouco.

Muita ponta solta também não é legal. Precisamos unir algumas antes de soltar outras.

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Dessa vez estou mais ansioso que das outras vezes, esse conto tem umas variáveis bem interessantes, sua proposta está me intrigando, até o OsorioHorse tá nessa vibe conspiratória.

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Eu disse, lá começo, que não é uma história sobre heróis e vilões. Todos têm seus erros e acertos, sua parcela de culpa.

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Há erros mais errados que outros. E o próprio Ricardo fala isso. Ele com a Larissa foi sim, um erro. Ela com o Bruno foi completamente desproporcional. E torço muito pra ele não voltar. Pra mim, ele tinha que ficar com a Larissa...

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Calma fechamento, não desperdice sua torcida, nem sabemos com certeza quem faz parte da conspiração, quem é o alvo e qual o objetivo, se segura aí. Até onde eu possa imaginar o Ricardo tem o perfil adequado para ser o líder de uma conspiração intrínseca e bem elaborada, já o Bruno nem tanto, então...

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P.S. Quando falei "vingança tardia da Larissa", quis dizer vingança tardia POR CAUSA DA LARISSA. Pelo fato do Ricardo ter transado com ela.

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Bom dia a todos. Descobri esta história recentemente, daí dei uma maratonada quando o tempo permitia. Excelente!Coisa de Lukinha. Um dos top 5 ou 10 autores da CDC. Na verdade um dos poucos 5 ou 10 autores ou autoras que vale a pena, no meio da mediocridade.

Sei que existem autores que não gostam que nos comentários se façam previsôes no desenrolar da história, sugestôes para o final, etc. Eu procuro evitar fazer projeções por causa disso. E neste caso específico, com tantas idas e vindas no espaço temporal, com tantas reviravoltas e nuances, fica ainda mais difícil. Ainda tem muita coisa a ser dita sobre o passado, presente e o futuro. Dito isso, vou comentar apenas sobre alguns pontos até agora que me chamaram a atenção.

A separação do Ricardo com a Mariana foi há seis anos atrás, mas o Bruno pergunta se não existe a possibilidade dele ser o pai da criança que ela espera. Isso quer dizer que, neste lapso temporal não só o Ricardo e ela se unitam novamente, como também ela continua transando com o Bruno. A pergunta é se o Ricardo sabe, e mais ainda, se sabe e está de acordo. Ou se ela ainda faz às escondidas. Mais ainda, como ela diz que com OUTROS HOMENS só transa de camisinha, usando o tempo verbal no presente. Será que eles passaram a ter um casamento liberal? Ou sera que o Ricardo, sempre deixando a esposa e o casamento em segundo plano, está sendo traído?

Além disso, ficamos sabendo que no fatidico dia o Bruno esteve com a Mari na casa do casal. Que deu água pra ela e que depois ela ficou sonolenta e apagou. A ponto de não ouvir nada do que aconteceu na sala enquanto dormia, gritos, luta... Só acordou quando a polícia já estava em seu quarto. Suspeito, né? Fica a suspeita de que ela foi dopada.

Será que ela não suspeita ou suspeitou de ter sido drogada pelo Bruno? Ela diz que está escondendo a gravidez, protegendo o Ricardo. Mas também esconde a visita do Bruno e o fato de ter apagado, após ter bebido algo que ele lhe deu. Ou é inocente demais, ou acredita fielmente no "amigo" a ponto de não achar isso relevante, ou quer esconder o fato do marido.

Com rlação à conspiração, que dá titulo à saga, acho que o Bruno é o suspeito número 1, ATÉ AGORA, não só pelos fatos descritos quando de sua visita à Mari, mas também pq ele tem os meios e teve a oportunidade para manipular os horários das câmeras de vigilância da casa e do prédio do escritório, além de apagar sua visita.

Temos a oportunidade, mas e a motivação? Se eles são tão amigos a ponto do Ricardo ter voltado a trabalhar com o Bruno, o que motivaria essa conspiração? Amor pela Mari, descoberto tardiamente? Alguma falcatrua relacionada à agência? Vingança tardia pela Larissa? Ainda tem a Lívia, que sumiu da narrativa. Será que ela culpa o Ricardo pelo final do trisal?

Isso sem contar que nas investigações do Ricardo, ele deve ter contrariado muita gente.

Bem, já falei demais. Tem muita coisa para ser dita ainda, sobre o passado e o presente. Então é esperar "pelas cenas dos próximos capítulos" ansiosamente, pq com o Lukinha, com certeza ainda tem muita coisa para acontecer.

Lukinha parabéns! Excelente história. Abração a todos.

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Foto de perfil de Caco22

Lukinha, por esse dialoho:

— Não tem… nenhuma chance de esse filho ser meu, né?

Eu demorei a entender o que ele queria dizer. Quando entendi, senti um leve incômodo.

— Bruno, pelo amor de Deus. Não! Claro que não.

Minha voz saiu mais firme do que eu esperava.

— Ricardo é o único homem com quem eu não uso proteção. Sempre foi.

Posso deduzir, que ela traiu o marido com outros, além do Bruno, pois ela afirma que sempre usou camisinhas com os outros, o que tambem nao e verdade pois nessa primeira transa com o Bruno nao usou, e deve ter rolado ou vezes. E pelo jeito mesmo descoberto a traicao, ele perdoou e ela continuou traindo.

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Foto de perfil de Contos do Lukinha

Lembre-se dos períodos temporais. Quando ela transou sem camisinha com o Bruno, ainda nem conhecia o Ricardo. Esse diálogo ocorre agora, no presente.

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Foto de perfil de Samas

Esse capítulo para mim reforça a teoria que o Bruo é o responsável pelo que aconteceu ao Ricardo e acho que é uma espécie de vingança pelo fato do amigo ter ficado com uma mulher por quem ele tinha uma queda e que nunca foi correspondido ,e também mostra que Mariana ainda sente algo pelo Bruno mesmo ele nunca ter assumido ela.

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Eita q o chicote vai estralar .

Conto maravilhoso, saga arrepiante

3 estrelas

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Foto de perfil de Forrest_Gump

Ainda mantenho meu pensamento, não tem como julgar nenhum deles já que em matéria de mentir, ocultar e trair os três principais protagonista estão todos mais sujos que poleiro de Pato 🤷🏻‍♂️😂

Porém acho que o que levou a Mariana é o Ricardo a voltar e como é o relacionamento deles pode exclarecer algumas coisas, provavelmente isso ainda vai demorar um pouco.

Estou amando a história, essa parte com a narrativa da Mariana foi ótima, esclareceu algumas dúvidas que eu tinha, poucas, mas exclareceu.

Bruno para mim é uma incógnita ainda, ele tem tudo para ser só um cara comum que fez escolhas erradas por estar decepcionado com seu então, melhor amigo, ou pode ser o maior vilão da história. Se ele realmente é esse vilão, o motivo ainda é uma dúvida para mim.

Veremos o que vai vir pela frente.

Ótimo capítulo Lukinha 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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Corrigindo o meu comentário!

A Mariana deixou bem claro que o Bruno visitou ela no dia do ocorrido e ela guardou esse segredo.

Se ela tivesse revelado essa informação quando o Ricardo foi preso, a investigação poderia ter sido conduzida de outra forma.

Provavelmente ela não é burra ao ponto de perceber que além das imagens que colocam o Ricardo como principal suspeito, também deve ter faltado as imagens do Bruno indo visitar a Mariana.

Ela já tem a Lealdade dela declarada.

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Terá mais capítulos essa semana ou só após o Carnaval?? 3 estrelas!!!

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Venho, por meio desta:

1) Agradecer ao autor pelo capítulo 😃

2) Protestar veementemente contra esse movimento de capítulos homeopáticos instalado recentemente! 🤪

Não bastasse o Mark, agora você também, Lukinha???

Oxi!

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O que seria um capítulo homeopático? 😂😂😂

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Esses que, como disseram, a cada pena que se puxa, sai uma galinha inteira...

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Tá ótimo. Mas para mim ficou uma lacuna no arremate temporal dos acontecimentos...

Nessas idas e vindas entre passado e presente, não ficou esclarecido como o Ricardo é a Mari se acertaram depois que ele descobriu que ela traía com o Bruno e a outra menina... ele, o Ricardo, tinha saído de casa e dito ao Bruno que sairia da empresa. Depois disso, nos cap seguintes isso não ficou explicado...

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Chegaremos lá, querido. Não perca a fé. Não é uma história contada de forma linear, seguindo fielmente uma linha do tempo.

Abraço.

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Obrigado pelo esclarecimento. Apenas salientando que gosto dessa dinâmica de usar passado e presente.

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Eita trama complicada , quando a gente pensa na solução algo novo aparece para reformulação das ideias

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Algo me dizia que um filho duvidoso apareceria nessa história.

Tenho dó da Mariana, nunca conheceu o amor, amava alguém que só via ela como uma buceta ambulante e viveu a vida com alguém frio e distante por conveniência.

Eu chutaria que esse filho vai ser a escolha dela e que a fidelidade dela vai estar voltada ao pai do filho.

E o fato dela contar pra um no primeiro momento e construir desculpas pra esconder do outro, já diz muito.

Outra coisa estranha. Ricardo provavelmente sabia que a Mariana era o consolo do Bruno, o fato de ter iniciado o relacionamento com ela, só coloca ele mais ainda em uma posição de submisso as vontades do Bruno.

Sobre a Larissa, ela de fato era pro Ricardo o único "trunfo" que ele tinha.

O trunfo sobe o amigo dominante e o trunfo sobre a esposa que pelo jeito quando gozava, era o nome do Bruno que ela chamava.

Nesse caso, com as informações dadas até agora, olhando de fora, a Larissa não foi traição ou deslize, foi vingança, o único gosto de vitória nessas relações tóxicas.

Sobre o conto até agora: um é jogador, o resto as peças do tabuleiro...

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Então o Bruno estava na casa...e deu algo pra Mariana dormir, presumo.

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