O Novinho Negão Quer Acabar com o meu Casamento - Parte 1

Um conto erótico de AuroraMaris
Categoria: Heterossexual
Contém 2882 palavras
Data: 10/02/2026 16:42:17

Meu dia começa às 5h47.

Não é às 6h, porque a pontualidade absoluta beira a neurose, e eu preciso acreditar que tenho algum controle sobre o relógio, mesmo que mínimo. Às 5h55, arrumo meu cabelo ruivo, sem nem um fio fora do lugar, e me troco. Às 6h30, o cheiro do café já está no ar, um aroma que é mais um tijolo na parede invisível da ordem. Às 6h45, a mesa da manhã está posta: louça branca, toalha de linho engomado, geleia de laranja caseira no pote de cristal. Roberto, meu marido, se senta às 6h50, pega o jornal e murmura um “Obrigada, querida” que soa tão automático quanto o meu sorriso em resposta. Não somos infelizes. Somos... sincronizados. Alguns já disseram que não combinamos muito como casal: ele tem vinte anos a mais que eu, é totalmente calvo, usa bigode e logo depois do casamento engordou muito. Eu, pelo contrário, me mantenho com o mesmo peso da juventude, mesmo depois de engravidar do nosso único filho, e já ouvi muitas vezes que não pareço ter a minha idade. Meus seios ainda continuam firmes, na medida do possível, e minha bunda, que sempre foi grande, só parece ter aumentado com o passar do tempo.

Me chamo Beatriz, tenho 40 anos e moro em uma cidade pequena no interior de São Paulo. Meu bairro é tranquilo, e a rua também. Os moradores são solícitos uns com os outros, mantemos a ordem e todos nos encontramos aos domingos na igreja.

Às segundas e quintas, é dia de limpar os vidros, por dentro e por fora. A água com vinagre não deixa marcas. Às terças, como hoje, é dia de prateleiras e prataria. Pano de flanela especial, pasta de prata, movimentos circulares e metódicos que apagam as marcas do tempo e do uso. É um trabalho que gosto.

Foi no meio desse trabalho meticuloso que percebi um movimento diferente na rua. Um barulho de caminhão, risadas altas. Do meu posto na sala de jantar, vi pela janela.

Era uma família se mudando para a casa ao lado, que já estava para alugar há muitos meses. A mulher tinha estatura imponente, usava um vestido longo com estampas de flores tropicais amarelas e roxas, cores que eu jamais ousaria combinar. O homem, que supus ser seu marido, vestia uma camisa bordada, folgada. Suas roupas eram... extravagantes. Inadequadas para a discrição de nossa rua.

O rapaz que os seguia era muito alto e carregava duas caixas enormes, uma em cima da outra, equilibradas nos ombros como se fossem de isopor. Os músculos de seus braços e costas tensionavam sob a pele retinta com um brilho de esforço. Uma cena de pura eficiência física, mas que me pareceu, naquele momento, uma exibição desnecessária.

Virei as costas para a janela antes que me vissem observando. Voltei à prataria com uma determinação renovada. Cada movimento circular do pano na taça de prata era uma reafirmação. Aqui, dentro destas paredes, a ordem prevaleceria.

Mas no final da tarde, a ordem foi invadida.

Uma batida grave e persistente começou a vir da casa ao lado. Era um funk que ecoava e fazia minhas janelas tremerem. A letra, quando consegui distinguir, era explícita. Palavras vulgares demais, sobre sexo explícito, orgias, drogas.

Tentei me distrair. Coloquei um filme na televisão, peguei minha agulha de tricô e um novelo de lã bege. Ponto direito, ponto esquerdo. A agulha batia uma contra a outra com um clique furioso. O tricô, que normalmente me acalmava, hoje parecia uma farsa. Cada batida da música era uma agulhada na minha concentração. A irritação subiu como uma maré quente, tensionando meus ombros e cerrando minha mandíbula. Aquilo era um desrespeito.

Roberto chegou às seis e quinze, como sempre. Deu seu beijinho seco na minha têmpora enquanto afrouxava a gravata.

- Parece que finalmente alugaram a casa ao lado - comentou, indo direto para sua poltrona.

- Sim - respondi, a voz mais áspera do que pretendia. - Mas aparentemente o filho deles é um maloqueiro. Olha só a música que ele está escutando.

O barulho funk era a trilha sonora indiscreta da nossa conversa. Roberto nem ergueu os olhos enquanto tirava os sapatos.

- Deixa de bobeira, querida. Deve ser só um adolescente. Logo ele vai se aquietar, ainda mais se perceber que ninguém aqui gosta dessas coisas.

- Não é adolescente - insisti, focando no ponto que queria fazer com as agulhas. - É um rapaz, maior de idade já. Eu os vi quando chegaram com o caminhão de mudança.

Ele suspirou, um som de paciência cansada que conheço bem.

- Beatriz, não vai adiantar nada se irritar no primeiro dia. Dê um tempo. Eles vão se adaptar.

Naquele exato momento, como se alguém lá dentro tivesse ouvido nossa discussão, a música cessou. Um silêncio súbito e abençoado preencheu a sala.

Roberto ergueu um olhar vitorioso.

- Viu? Eu disse.

Sorri, um sorriso curto que não chegou aos olhos, e fui começar o jantar. A irritação não tinha ido embora.

Na manhã seguinte, o ritual se desenrolou com precisão de relógio suíço. Roberto com seu jornal, eu com meu café. Era quarta-feira, dia de fazer bolo.

Depois do café da manhã, logo após Roberto sair, misturei a farinha, o fubá, os ovos, o óleo. Movimentos automáticos, uma dança conhecida. Aproveitei a massa dupla e assei duas formas. Um bolo ficaria para nós. O outro... o outro era um dever. Uma obrigação social de boa vizinhança que também era, não vou negar, uma oportunidade. Uma chance de estabelecer os parâmetros para uma convivência agradável.

Às dez horas em ponto, com o segundo bolo já frio e embrulhado num pano de prato limpo, atravessei meu jardim impecável e subi os três degraus da casa ao lado. O ar ainda parecia vibrar com o eco da batida de ontem.

Toquei a campainha. Dentro, ouvi um movimento, uma voz alegre gritando "Já vou!". A porta se abriu.

Era a mulher do vestido florido. Hoje ela usava uma túnica laranja que parecia feita de sol. Seu sorriso era largo e genuíno.

- Bom dia! - disse, com uma voz melodiosa.

Ajustei meu próprio sorriso, o social, recatado.

- Bom dia. Me chamo Beatriz, sou sua vizinha da casa ao lado - disse, erguendo levemente o embrulho. - Vim dar as boas-vindas à vizinhança.

- Ah, que maravilha! Entre, por favor, acabei de passar um café - ela deu um passo para o lado. Pelo menos parecia ser respeitosa.

Hesitei por uma fração de segundo, mas a educação falou mais alto.

- Obrigada, com licença - eu disse, entrando.

O impacto foi imediato. Não pude deixar de notar como a decoração da casa era colorida, totalmente o oposto da minha. As paredes, que na minha casa eram bege, aqui eram de um amarelo quente. Havia almofadas vermelhas e verdes no sofá, uma estante de madeira escura entalhada com padrões africanos, e nas paredes, quadros com formas abstratas em tons de laranja e roxo. Era uma alegria visual que beirava a agressividade para os meus olhos acostumados à harmonia silenciosa dos tons neutros.

- Eu sou Adriana - disse a mulher, me conduzindo para a cozinha, que era aberta para a sala. O cheiro do café fresco se misturava a outro, doce e picante, que não consegui identificar. - E este é o meu marido, Vicente. Amor, essa é Beatriz.

O senhor que eu vi no dia anterior estava à mesa, lendo um livro. Ele ergueu os olhos e acenou com a cabeça, um sorriso gentil nos lábios.

- Muito prazer, dona Beatriz.

- O prazer é meu - respondi, colocando o bolo embrulhado sobre a mesa da cozinha. - É um bolo de fubá simples. Espero que gostem.

- Com certeza vamos adorar! - disse Adriana, já pegando três xícaras. - Pode sentar, fica à vontade. Nós acabamos de chegar da capital, sabe? O Vicente arrumou uma oportunidade de trabalho ótima aqui.

- É verdade - confirmou Vicente, fechando o livro. - Uma posição de chefia na fábrica de papel. A cidade parece muito acolhedora.

Enquanto ela se virava para o fogão, um movimento no canto da minha visão me fez voltar a cabeça. Era o rapaz alto, descendo as escadas. Vestia apenas um shorts de futebol com tecido fino e usava uma corrente dourada no pescoço. A luz da manhã que entrava pela janela da cozinha iluminou o abdômen nu, definido e forte. Ele pegou uma camiseta preta que estava sobre um caixote e a vestiu com um movimento fluido antes de se aproximar.

Ele tinha traços fortes no rosto: a boca era grande, com lábios carnudos, o nariz era largo e os olhos semicerrados naturalmente. Ele tinha sim cara de maloqueiro, até mesmo de cafajeste.

- Victor, venha conhecer a dona Beatriz, nossa vizinha - disse Adriana.

- Prazer - disse ele, com um aceno de cabeça. Sua voz era mais grave do que eu esperava.

- Igualmente - respondi - E estão gostando da cidade até agora?

Adriana sorriu, servindo o café.

- Ah, está sendo uma mudança e tanto! Tudo é mais verde, o ar é mais puro... e as pessoas parecem muito educadas.

Victor puxou uma cadeira e se sentou à mesa, diante de mim. Seu olhar me percorreu por um instante, um exame rápido, mas total, que começou no meu cabelo impecável, passou pelo meu colar de pérolas e desceu até as mãos cruzadas no colo, onde meu anel de casamento brilhava sob a luz.

- É verdade, tem coisas interessantes por aqui - ele disse, seus olhos escuros encontrando os meus novamente. - Coisas diferentes.

Aquele maloqueiro estava me cantando? Que audácia! “Mas não posso perder minha compostura”, pensei.

- Sim, é uma cidade pacata. Ideal para criar uma família, para ter... sossego - comentei, direcionando mais a Adriana.

- Percebemos! - ela riu, se sentando ao lado do filho. - A quietude é maravilhosa. Dormimos como pedras ontem. E essa rua então... tão calma, tão silenciosa. Uma beleza.

A deixa estava dada. Era o momento que eu esperava.

- Aqui costuma ser muito tranquilo, sim - concordei, o tom ainda cordial. - Os moradores prezam muito por essa paz - fiz uma pausa, colocando a xícara no pires com um clique delicado. - Por isso, ontem à tarde, foi uma surpresa... A música que estava vindo daqui estava muito alta. E as letras, francamente, eram inadequadas. É o tipo de coisa que realmente não faz parte da vizinhança.

O silêncio que se seguiu foi espesso. Vicente baixou o olhar para a mesa. Adriana manteve o sorriso, mas ele perdeu um pouco do brilho. Victor, no entanto, não se moveu. Ele apenas inclinou a cabeça, como se estivesse analisando um problema fascinante. Foi ele quem quebrou o silêncio, sua voz calma como um rio fundo.

- Foi mal por isso, dona Beatriz. Estava testando uma caixa de som nova. A senhora tem um ponto: o volume estava alto mesmo - ele fez uma pausa. - Mas o funk é um tipo de música brasileira raiz, se a senhora escutar mais vezes, talvez até comece a gostar.

Sua explicação era tranquila, quase uma correção gentil. Era pior do que uma provocação. Era como se ele estivesse tentando me educar.

Dei um sorriso amarelo.

- O principal problema é o barulho, Victor. Acredito que todos vamos nos dar melhor se o volume for mantido em um nível... civilizado.

Adriana tocou o braço do filho, um gesto rápido.

- Claro, dona Beatriz! Sem problemas. O Victor vai tomar cuidado, não é, filho?

Victor segurou meu olhar por um segundo a mais do que o socialmente aceitável. Havia uma promessa naquele olhar, ou talvez uma ameaça.

- Pode deixar, mãe - disse ele, finalmente desviando os olhos para ela. - Vou ajustar o volume. Não quero perturbar a paz de ninguém.

A palavra "paz" saiu carregada, quase irônica. Como se fosse um estado frágil e tedioso.

Terminei meu café com um último gole, sentindo que minha missão, embora tecnicamente cumprida, havia criado algo mais complexo do que resolvido.

- Bom, não quero atrapalhar mais. Se precisarem de qualquer informação sobre a cidade, estou aqui ao lado - eu falei, me levantando.

No final do dia, após o jantar, Roberto já estava em seu sétimo sono. Eu sempre tinha invejado a capacidade dele de dormir tão rápido e tão profundamente, em contraste com a insônia que muitas vezes me fazia companhia por horas durante a madrugada.

O silêncio da noite era absoluto, como em todos os dias. Até que, por volta da meia-noite, ouvi a batida de funk vindo do quarto dos fundos da casa ao lado. Um som mais contido do que o dia anterior, mas a batida grave atravessava as paredes como um pulso clandestino.

Eu não podia acreditar. Aquele cretino maloqueiro estava querendo me provocar?

Me levantei com um solavanco, indo até o quarto de hóspedes que dava de frente para a janela do quarto de Victor.

A janela dele estava aberta. Ele estava sentado em um pufe baixo ao lado da cama, totalmente nu, os ombros tensionados, batendo punheta bem na frente da janela escancarada. Confesso, nunca tinha visto um... Membro... Daquele tamanho. Um calor de nojo me invadiu. Quanta indecência! Quanta vulgaridade! Meus dedos se agarravam à cortina de linho.

Então, como se sentisse o peso do meu olhar, a cabeça de Victor se virou para o lado e seus olhos encontraram os meus. Não havia surpresa em seu olhar. Era como se ele tivesse esperado por isso. Como se aquela janela aberta fosse menos um descuido e mais uma isca, e eu, a peça tola que finalmente mordeu a linha.

Meu olhar não o impediu de continuar batendo punheta. Pelo contrário, parecia que agora estava movimentando o braço até mais rápido. Ele mordeu os lábios enquanto revirava os olhos.

O ar saiu dos meus pulmões. Ele me viu. Me viu parada na escuridão, espiando seu momento mais íntimo. A vergonha foi um líquido congelante nas minhas veias.

Eu me afastei da janela como se tivesse sido empurrada, tropeçando no tapete e esbarrando em um vaso grande, que se estilhaçou no chão.

- Beatriz? - Roberto chamou do quarto.

Fechei a persiana da janela da forma mais rápida que consegui antes que Roberto chegasse ao quarto de hóspedes.

- Querida, está tudo bem? Você se machucou? - ele perguntou, acendendo a luz.

- Não, está tudo bem, eu só... Lembrei que tinha deixado a persiana aberta, e acho que vai chover durante a noite - disse, olhando para a sujeira que havia feito no chão, tudo por causa daquele moleque. - Vou recolher os cacos do vaso, e já deito.

Dormi mal aquela noite. A luz comum da manhã parecia uma afronta. Enquanto preparava o café, minhas mãos tremiam levemente. Roberto, imerso no jornal, nem notou.

Ele me viu. Aquele cretino me viu e continuou.

A frase girava na minha cabeça como um disco riscado. A vergonha era uma roupa de chumbo. Meu olhar era atraído para a janela dos fundos constantemente.

Sábado e domingo eram os dias da minha caminhada. Um hábito tão metódico quanto os outros. Mas eu precisava me mover hoje. Precisava de ar puro.

- Vou dar uma caminhada, Roberto - anunciei, a voz soando anormalmente firme.

- Ué? Mas não estamos no final de semana - ele disse, confuso, erguendo os olhos do jornal por um segundo.

- O médico diz para ser regular, não para ser escrava do calendário - respondi, colhendo do ar uma autoridade que não sentia.

Vesti minha legging, amarrei uma jaqueta na cintura, coloquei os tênis e saí. O ar da manhã deveria ter me revigorado. Em vez disso, parecia carregado. Eu estava fora do meu dia, fora do meu horário. Tudo parecia fora do lugar.

Caminhei com passos rápidos e rígidos, olhando para a frente. E então ouvi passos ritmados, pesados, se aproximando rapidamente por trás. Os passos se igualaram aos meus, ficaram ao meu lado por um instante... e então o corpo entrou no meu campo de visão periférica. Era ele.

Victor corria. Vestia apenas um shorts, o torso nu e brilhante de suor. Tirou um dos fones de ouvido. A respiração era ofegante, mas controlada.

- Bom dia, dona Beatriz.

Continuei caminhando, olhos grudados na calçada à frente.

- Bom dia.

Ele diminuiu o ritmo, acompanhando meu passo. Sua presença era um campo de calor ao meu lado.

- A senhora costuma caminhar sempre nesse horário? É bom, o ar tá fresco.

A pergunta era comum. Banal. Mas no silêncio ensurdecedor da minha cabeça, soou como uma investigação. Ele estava mapeando meus hábitos?

- Às vezes - respondi, secamente. E, num impulso de cortesia automática que soou ridícula no contexto, acrescentei: - Boa corrida.

- Valeu - ele disse.

E então ele parou. Parou de correr e ficou ali, parado na calçada, enquanto eu continuava a caminhar, me afastando dele. Não olhei para trás, mas senti o peso do olhar dele nas minhas costas.

- Durante a noite é mais fresco ainda, não acha?

Meus passos vacilaram.

- Abrir a janela ajuda a entrar o ar - ele continuou.

A frase pairou no ar atrás de mim, como um rastro de fumaça venenosa.

Meu sangue gelou. Não era uma imaginação. A entonação, o duplo sentido obsceno e literal, a referência direta ao que aconteceu... Victor tinha lançado a frase no espaço entre nós, um dardo envenenado disfarçado de comentário sobre o clima.

Eu não parei. Não virei. Acelerei o passo, quase trotando de volta para a segurança claustrofóbica da minha casa. Mas era tarde. A frase já estava dentro de mim, plantada, crescendo.

Ele não só sabia. Ele estava brincando comigo. Transformando aquilo numa piada íntima, num código que só nós dois compartilhávamos.

Victor não era só um cretino, era um rapaz perigoso.

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Comentários

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A Beatriz é construída de um jeito que vicia logo de cara. Aquela rotina dela — acordar sempre na mesma hora, prataria às terças, bolo de fubá pros vizinhos — não é só detalhe, é a personalidade inteira dela escorrendo na página. Por isso, quando o Victor aparece com o funk e o olhar que segura a mais, o tesão já começa a subir na hora.

O contraste social/racial tá muito bem feito: casa bege x paredes amarelo-forte, pérolas x corrente dourada, silêncio x batida pesada. Não precisa explicar nada, a gente sente a diferença na pele. E quando ele provoca que ela pode até gostar de funk, já dá pra ver o jogo de poder virando. Delícia.

A tensão sexual cresce devagar, sem pressa de mostrar tudo logo. É olhar, silêncio que pesa, corpo suado brilhando de manhã, shorts fino marcando. O suficiente pra deixar a gente (e a Beatriz) incomodado do jeito certo.

A voz dela como narradora segura firme o tempo todo, frases curtas misturando com reflexões internas, aquele tom meio confessional que casa perfeito com o gênero.

No mais, tá plantado pra explodir nas próximas partes. Mal posso esperar pra ver a Beatriz perder o controle de vez.

3 estrelas!!

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Conto começou com uma premissa boa. Espero que não demore pra postar a segunda parte. Ansioso pelo desenrolar dessa história. ⭐⭐⭐

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