Quando o amor incomoda - 22

Um conto erótico de mrpr2
Categoria: Gay
Contém 2207 palavras
Data: 10/02/2026 14:56:39

O sol da tarde já se escondia no horizonte quando Luiz Felipe chegou à academia, o braço esquerdo enfaixado embaixo da manga do kimono preto justo, que grudava no peito largo e nos ombros definidos pelo suor acumulado do treino de musculação anterior. Ele ignorou a dor latejante e subiu no tatame, os olhos mel faiscando determinação. Gurizão, seu irmão mais novo, já estava lá, de kimono branco meio aberto no peito, músculos brilhando sob as luzes fluorescentes.

— Vai com calma, irmão. Semana que vem tem as fotos da campanha da loja. Se machucar mais esse braço, a gente vai posar de modelo de gesso.

Gurizão brincou, ajustando a faixa.

Luiz Felipe deu um sorriso torto, o maxilar travado.

— Relaxa. Só preciso soltar a tensão de hoje.

Eles começaram a rolar. O tatame rangeu sob o peso dos corpos colidindo. Luiz Felipe atacou primeiro, tentando uma queda baixa, mas Gurizão desviou, girando para as costas dele. Os dois se entrelaçaram, pernas enroscadas, quadris colados em uma dança violenta. O suor escorria pelo pescoço de Luiz Felipe, pingando no tatame. Gurizão passou a guarda dele com força, montando no peito, o peso esmagando o ar dos pulmões do irmão. Luiz Felipe bufou, os olhos semicerrados de esforço, o braço machucado latejando, mas ele rolou com violência, invertendo a posição.

— Volta mais tarde pra casa hoje — Luiz Felipe murmurou entre respirações pesadas, enquanto prendia o irmão em uma meia-guarda apertada. — Quando estiver tudo certo, te mando mensagem.

Gurizão riu, o som rouco ecoando no dojô quase vazio.

— Quem é a vítima dessa vez, hein? — perguntou com um sorriso malicioso.

Luiz Felipe não respondeu com palavras. Em um movimento explosivo, passou para as costas, enfiou o braço sob o queixo do irmão e apertou a guilhotina com fúria controlada. O corpo de Gurizão arqueou, as veias do pescoço saltando, os dedos batendo freneticamente no braço do irmão. Luiz Felipe soltou só o suficiente para falar perto do ouvido dele, voz grave e baixa:

— Não é vítima nenhuma. É alguém muito especial.

Gurizão bateu duas vezes, rendendo-se com um gemido abafado. Eles se separaram ofegantes, com sorriso nos lábios.

O próximo foi Romário, com seu tradicional sorriso arrogante. Enquanto rolavam, Romário não parava de soltar piadinhas baixas sobre o outro lutador da academia.

— Aquele ali deve adorar ficar de quatro, né? Tipo guarda aberta...

Luiz Felipe sentiu o sangue ferver. Ele fechou a guarda, puxou Romário para baixo com as pernas fortes, envolveu o pescoço em um triângulo apertado. Romário tentou escapar, mas Luiz Felipe girou os quadris, apertando mais, o corpo suado escorregando contra o dele em uma fricção intensa. Romário grunhiu, o rosto vermelho, veias saltando na testa. Luiz Felipe terminou com uma transição rápida para chave de braço, esticando o cotovelo até ouvir o tapa desesperado no tatame.

Romário saiu reclamando, massageando o braço, xingando baixo.

O treino acabou. Luiz Felipe pegou a mochila e saiu apressado, o corpo ainda quente, o kimono colado como segunda pele, delineando cada músculo do abdômen e do peitoral. Na rua, esbarrou em Kenji, o jovem nissei que carregava sacolas de mercado. As compras caíram, frutas rolando pela calçada.

Kenji ergueu os olhos escuros, tímidos, e fixou no peito suado de Luiz Felipe, o suor escorrendo em riachos pelo pescoço até sumir no decote do kimono.

— Caramba… que shape, hein?

Murmurou Kenji, corando, voz baixa e hesitante.

Luiz Felipe sentiu o rosto esquentar, coçou a nuca.

— Desculpa aí, mano. Deixa eu ajudar.

— Apesar dos ferimentos parece que anda dando duro nos treinos é impressão minha ou você está maior que antes?

Mas Gustavo, que observava de longe, cruzou os braços, o maxilar travado, ciúmes queimando nos olhos castanhos. Luiz Felipe percebeu na hora. Correu atrás dele, segurou o braço de Gustavo com firmeza.

— Ei, para. Não é nada disso.

Gustavo tentou se soltar, voz cheia de raiva.

— Não quero mais ir na tua casa hoje. Vai curtir teu fã-clube.

Luiz Felipe o puxou para um canto escuro da rua, encostou-o na parede. Inclinou-se, roçando os lábios no pescoço quente de Gustavo, inalando o cheiro dele misturado ao seu próprio suor salgado. O volume na calça do kimono de treino pressionava contra a coxa de Gustavo, duro e insistente.

— Vem… — sussurrou Luiz Felipe, mordiscando de leve a pele sensível abaixo da orelha. — Eu quero você lá. Só você.

Gustavo gemeu baixinho, as mãos subindo pelas costas largas, unhas cravando no tecido úmido.

— Tá bom… vou despistar todo mundo. Saio pela janela.

Luiz Felipe sorriu contra a pele dele, deu um último beijo molhado antes de soltar.

Em casa, tomou banho rápido, a água quente escorrendo pelo corpo marcado por hematomas e veias saltadas. Vestiu só uma boxer preta justa, que mal continha o volume ainda semi-ereto. Esquentou o strogonoff, o cheiro cremoso enchendo a cozinha. No quarto, jogou pétalas de rosas vermelhas na cama desarrumada, lençóis brancos contrastando com o vermelho vivo. Acendeu uma luz baixa, o ambiente ficando quente, íntimo, cheirando a seu perfume que ele borrifou no ar e na cama.

Enquanto isso, na casa de Gustavo, Eduardo insistia:

— E aí, como foi o treino hoje? O Luiz Felipe pegou leve contigo?

Gustavo desviou o olhar, coração acelerado.

— Normal, Edu. O Luiz fez como ontem mesmo eu estando todo dolorido.

— Aí sim eu dou valor. Mas deixa de manha, te quero forte, robusto capaz de lutar suas próprias lutas sem depender de ninguém.

Manu percebeu os acenos de Gustavo, o rubor nas bochechas. Puxou Eduardo pelo braço.

— Vem, amor. Deixa o menino descansar.

Assim que a porta do quarto de Eduardo fechou, Gustavo se despediu dos pais na sala que continuaram assistindo ao jornal

— Tô cansado, vou deitar. Benção pai, mãe.

Já no seu quarto o jovem rapaz abriu a janela devagar, pulou para o quintal e correu pela rua escura, o corpo tremendo de ansiedade e desejo.

Do outro lado da cidade, Gurizão mandou mensagem para Marilda. Ela inventou uma desculpa rápida para o marido.

— vou na casa da irmã

— A essa hora da noite? O que a sua irmã quer Marilda?

— Não sei Rogério, ela não me falou, mas porque? Será que eu não posso nem ir na casa da minha própria irmã?

Rodrigo tentou argumentar, mas Marilda esperta sempre invertia deixando Rogério cada vez mais enrolado no que dizia e acabou saindo de casa fingindo estar indignada com as falas do marido. o vestido justo marcando as curvas, o batom vermelho brilhando sob as luzes da rua. Gurizão a esperava e juntos seguiram para o motel, com sorriso predador no rosto.

Mas na casa de Luiz Felipe, o relógio marcava a espera. Ele se deitou na cama, pétalas grudando na pele ainda úmida, o peito subindo e descendo devagar, imaginando os passos de Gustavo se aproximando.

A campainha tocou baixa, quase tímida, como se Gustavo tivesse hesitado antes de apertar. Luiz Felipe sorriu no escuro, o corpo inteiro pulsando de antecipação.

Correu para abrir a porta. Parou um instante, respirou fundo e abriu a porta devagar, vestindo apenas a boxer preta justa que abraçava as coxas grossas e delineava o volume ainda relaxado, mas já visível. O braço esquerdo enfaixado pendia ao lado do corpo, mas o direito se estendeu imediatamente, puxando Gustavo para dentro com uma força gentil, protetora.

— Meu Tavinho…

Murmurou Luiz Felipe, com sua voz grave de emoção e desejo contido. Ele envolveu Gustavo num abraço forte, peito largo contra o corpo mais magro e delicado do garoto. Gustavo tremia levemente, as mãos claras subindo pelas costas nuas e quentes de Luiz Felipe, sentindo cada músculo definido sob a pele morena clara. Luiz Felipe inclinou o rosto, roçando o nariz no cabelo castanho claro de Gustavo antes de capturar seus lábios num beijo delicado, lento, quase reverente. A língua dele apenas roçou a de Gustavo, um convite suave, sem pressa. Gustavo suspirou contra a boca dele, os olhos castanhos semicerrados, já se derretendo.

— Você veio…

Sussurrou Luiz Felipe, beijando a testa, as pálpebras, o canto da boca. — Eu te amo tanto.

Gustavo corou forte, as bochechas ganhando um tom rosado que contrastava com a camiseta azul claro justa e a calça creme clara que usava. Ele abaixou o olhar, tímido.

— Eu também… mas tô nervoso pra caramba.

Luiz Felipe sorriu doce, os olhos mel brilhando na luz baixa do corredor.

— Eu sei. Por isso vamos devagar. Você manda no ritmo, tá? Só quero te fazer sentir amado.

Ele levou Gustavo pela mão até a sala de jantar pequena, mas arrumada com capricho. A mesa estava posta com simplicidade romântica: duas taças, velas finas acesas, pétalas vermelhas espalhadas pelo tampo. O cheiro quente e cremoso do strogonoff de frango subia da travessa, junto com o arroz soltinho e as batatas assadas douradas. Exatamente a comida preferida de Gustavo, que ele mencionara uma vez quase sem querer.

— Você lembrou…

Gustavo murmurou, olhos marejados.

— Eu lembro de tudo que você fala, Tavinho.

Sentaram-se. Luiz Felipe serviu o prato de Gustavo primeiro, depois o seu. Abriu o vinho tinto, um suave que não pesava, e encheu as taças devagar. Conversaram baixo entre garfadas, rindo de coisas bobas, mas a cada gole que Gustavo dava, Luiz Felipe enchia a taça dele com um sorriso carinhoso, sem forçar, só incentivando.

— Bebe mais um pouquinho… relaxa os ombros, amor. Tá tudo bem.

Disse Luiz Felipe fazendo uma massagem nos ombros de Gustavo. O vinho e a massagem foram soltando os nós de tensão nos ombros magros de Gustavo, deixando as bochechas mais coradas, os olhos mais brilhantes. Luiz Felipe se levantou e puxou Gustavo pela mão para o quarto.

A cama estava impecável, lençóis brancos com pétalas vermelhas espalhadas. A luz era só do abajur amarelo, quente, criando sombras suaves nos músculos do corpo de Luiz Felipe que se sentou na beira da cama, puxou Gustavo para o colo dele, de frente.

— Me diz se quiser parar a qualquer hora, tá?

Sussurrou, beijando o pescoço claro, sentindo o pulso acelerado sob a pele de Gustavo.

Gustavo assentiu, as mãos trêmulas subindo pelos cachos castanhos de Luiz Felipe, puxando-o para um beijo mais profundo. As línguas se encontraram, molhadas, quentes. Luiz Felipe deitou Gustavo devagar nos lençóis, tirando a camiseta azul claro com cuidado, depois a calça creme, deixando-o só de cueca branca simples. O corpo magro de Gustavo tremia, mas os olhos castanhos estavam fixos nos mel de Luiz Felipe, cheios de confiança e desejo.

Luiz Felipe pegou o frasco de lubrificante com lidocaína na mesinha, mostrou para Gustavo.

— Isso vai ajudar. Vai ficar mais confortável, prometo. Quero que seja bom pra você tanto quanto sei que será para mim.

Luiz Felipe beijou a barriga lisa, desceu beijos molhados pela virilha, lambendo devagar por cima da cueca até Gustavo gemer alto, arqueando as costas. Tirou a cueca devagar, admirando o sexo ereto de Gustavo, rosado e pulsando. Beijou a cabeça devagar, chupando com carinho enquanto abria o lubrificante.

Com os dedos lubrificados, começou devagar: um dedo primeiro, circulando a entrada apertada, depois entrando com cuidado. Gustavo prendeu a respiração, mas Luiz Felipe subiu o corpo, beijando-o intensamente, língua dançando na dele, apagando qualquer desconforto com carinho. Um segundo dedo, depois o terceiro, abrindo devagar, massageando a próstata até Gustavo soltar gemidos longos, quadris subindo involuntariamente.

— Tá lindo assim… se entregando pra mim

Disse Luiz Felipe contra os lábios de Gustavo, com seus olhos mel cheios de amor.

Quando Gustavo estava relaxado, gemendo e pedindo mais, Luiz Felipe tirou a boxer, revelando o pau grosso, veias saltadas, cabeça brilhando de pré-gozo. Passou lubrificante generoso em si mesmo e no cu de Gustavo.

— Olha pra mim, amor.

Gustavo obedeceu, olhos castanhos vidrados. Luiz Felipe posicionou-se entre as pernas magras, segurando-as com carinho, e entrou devagar, centímetro por centímetro. Gustavo arfou, unhas cravando nas costas largas, mas o desconforto inicial se dissolveu nos beijos profundos e nos sussurros de “eu te amo” que Luiz Felipe repetia contra a boca dele.

Começaram devagar, missionário, corpos colados, suor misturando-se. Luiz Felipe movia os quadris em círculos lentos, acertando a próstata a cada estocada. Gustavo gemia alto, pernas enroscadas na cintura dele.

— Mais forte… por favor…

Pediu Gustavo, com voz manhosa.

Luiz Felipe acelerou, metendo fundo, o som molhado dos corpos ecoando no quarto. Virou Gustavo de lado, uma perna erguida, entrando por trás, beijando o ombro, mordiscando a nuca. Depois de quatro, Gustavo de bruços, Luiz Felipe cobrindo-o completamente, metendo com força controlada, a mão livre masturbando o pau de Gustavo em sincronia.

— Vou gozar…

Gemeu Gustavo, corpo tremendo.

— Goza comigo, amor…

Pediu Luiz Felipe, voz quebrada.

Acelerarão juntos. Luiz Felipe apertou os quadris contra as nádegas de Gustavo, gozando fundo com um grunhido rouco, jatos quentes enchendo-o enquanto Gustavo explodia na mão dele, gozo espirrando nos lençóis, corpo convulsionando de prazer.

Ficaram assim por longos minutos, ofegantes, colados. Luiz Felipe saiu devagar, beijando as costas de Gustavo, depois o virou de frente e o abraçou forte, cobrindo-o com o corpo como um cobertor vivo.

— Você foi perfeito… meu Tavinho amado.

Disse, beijando as lágrimas de emoção que escorriam pelo rosto dele.

Gustavo sorriu fraco, exausto e feliz, aninhando-se no peito largo.

— Eu te amo… muito.

Dormiram assim, entrelaçados, pétalas grudadas na pele suada, o cheiro de sexo, vinho e carinho preenchendo o quarto inteiro.

Autor Mrpr2

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Comentários

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CREIO QUE FORAM POUCAS PRELIMINARES. MAS FOI QUASE PERFEITO. DECLARAÇÕES DE AMOR, PRAZER, GOZO. SENTI FALTA DE GUSTAVO CHUPANDO LUIZ FELIPE, MAS ISSO POR ENQUANTO É O DE MENOS. JAMAIS PENSEI QUE FOSSE LUIZ FELIPE A CHUPAR GUSTAVO. RSSSSSSSSSSSSSSSSS LUIZ FELIPE QUASE PÕE TUDO A PERDER QUANDO ESBARROU EM KENJI, MAIS UM POUCO E GUSTAVO MANDAVA ELE PRA MERDA. RSSSSSSSSSSSSSSS CONTINUE...

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ESSE CAPÍTULO FOI PERFEITO, O MELHOR DA SÉRIE, MUITO FODAAAA HAHA NINGUÉM PARA ATRAPALHAR O CASAL E A ENTREGA DOS DOIS EMOCIONA, SEM FALAR NO CAPÍTULO UM POUCO MAIOR. NOTA 10 MAN!!!

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