Capítulo 2: Minha irmã Mariana e o Jogo do Provador

Um conto erótico de João Vitor
Categoria: Heterossexual
Contém 1770 palavras
Data: 09/02/2026 19:36:58

A sensação de ser um estrangeiro só aumentou quando deixei minha mochila no canto da sala e caminhei até a mesa de jantar. O apartamento cheirava a uma mistura de limpeza impecável, comida boa e o perfume doce e caro que parecia emanar da pele de cada uma delas.

— Senta, João. A gente estava te esperando, mas a Mariana já estava querendo atacar a lasanha — disse minha mãe, Camila, com um sorriso que não chegava a ser sarcástico, mas que carregava uma confiança que me desarmava.

Ela se sentou na cabeceira, o vestido justo subindo levemente pelas pernas torneadas. À esquerda, Ana Beatriz mexia no celular com uma expressão blasé, a postura reta realçando o busto e a imponência de quem já mandava naquele pedaço. À direita, Mariana me encarava sem pudor, os olhos cor de mel brilhando com uma curiosidade quase predatória, enquanto a blusa decotada deixava pouco para a imaginação toda vez que ela se inclinava para frente.

— E aí, maninho? — Mariana começou, servindo-se de uma fatia generosa. — Curitiba te deixou mudo ou o papai e a "tia Irene" cortaram sua língua fora?

— Engraçadinha como sempre, Mariana — respondi, tentando manter a voz firme. Minha voz estava mais grossa, e percebi que o som dela fez a Ana Beatriz finalmente tirar os olhos da tela e me encarar de cima a baixo.

O jantar seguiu sob um clima tenso e estranhamente carregado. Eu tentava focar no meu prato, mas era impossível. Meus pensamentos eram uma confusão de memórias daquela casa caindo aos pedaços e a realidade surreal de agora. Elas falavam sobre corretagem, faculdade e academia como se eu fosse um móvel novo que acabaram de comprar.

— O João vai precisar de roupas novas, mãe — Ana Beatriz comentou, cortando a lasanha com precisão. — Essas camisetas de Curitiba parecem que foram feitas para um defunto. Ele está... grande demais para elas.

— Eu percebi — Camila respondeu, tomando um gole de vinho tinto. Ela me olhou fixamente, o azul dos olhos dela brilhando sob a luz da sala. — Amanhã a gente resolve isso. Você precisa estar apresentável para a faculdade. Não quero o "rebelde da Tijuca" voltando às cenas de crime.

— Eu não fumo mais, se é isso que você está sugerindo — soltei, um pouco mais seco do que pretendia.

— A gente sabe, João — Mariana interveio, passando a língua pelos lábios de um jeito que me deixou desconfortável. — Você está com cara de quem aprendeu a ser um bom moço. Mas aqui no Rio, o calor costuma derreter esses bons modos rapidinho.

Eu olhei para elas e o pensamento me atingiu como um soco: eu estava jantando com as três mulheres mais bonitas que já tinha visto na vida, e o fato de compartilharmos o mesmo sangue parecia ser a única coisa que impedia aquele ambiente de explodir. A beleza delas era agressiva, ocupava todo o ar.

— Por que você está me olhando assim? — Mariana perguntou, percebendo meu transe, com um sorriso de canto de boca que denunciava que ela sabia exatamente o efeito que o corpo dela estava causando.

— Nada. Só estou tentando lembrar onde foi que eu deixei minha sanidade antes de ir para Curitiba — respondi, levantando-me para levar o prato à pia, sentindo os olhos das três seguindo cada movimento do meu corpo atlético pelas costas.

O jantar terminou com aquele silêncio pesado, interrompido apenas pelo som dos talheres. Quando fui me recolher, a primeira "surpresa" da nova rotina apareceu. Meu antigo quarto não era mais meu; as paredes, antes cheias de pôsteres de bandas, agora eram tomadas por um espelho imenso e araras de roupas que transbordavam do closet de Mariana.

— Vai ter que se acostumar com o cheiro de perfume doce, maninho. Meu quarto ficou pequeno para tanta coisa — disse Mariana, encostada no batente da porta, usando apenas um camisetão de dormir que mal cobria as coxas grossas.

Tentei dormir, mas o calor do Rio e a consciência de que eu estava cercado por elas me deixaram inquieto. No dia seguinte, o sol da Tijuca entrou pela janela anunciando o compromisso: as compras. Minha mãe, Camila, decidiu que eu precisava de um "banho de loja". Fomos ao shopping no carro dela, e a Mariana fez questão de ir junto para, segundo ela, "garantir que eu não escolhesse nada de velho".

O clima no shopping estava ameno, mas dentro daquela loja de grife, o ar parecia ter acabado. Minha mãe, Camila, estava empolgada, analisando tecidos em outra arara enquanto conversava com o gerente. Foi o momento que Mariana esperava.

— Pega essas duas, João. O corte é seco, vai marcar bem o que você ganhou em Curitiba — disse ela, jogando um par de jeans e uma camisa polo de algodão pima nos meus braços. — Vai logo, quero ver se o caimento está certo.

Eu entrei na cabine. Era um espaço de luxo, com espelhos do teto ao chão, mas que se tornava minúsculo para alguém do meu porte. Eu já estava sem camisa, lutando para fechar o botão da calça jeans que era, de fato, bastante justa, quando a cortina foi puxada com uma naturalidade irritante.

— Mariana! Eu estou trocando de roupa — exclamei, tentando cobrir o corpo, mas o espelho atrás de mim entregava tudo.

— Deixa de ser bobo, João. A gente tomava banho junto quando era criança, lembra? — Ela entrou e fechou a cortina atrás de si, ignorando completamente o meu desconforto.

Ela estava usando um vestidinho de alça, leve e curto, que parecia flutuar sobre as curvas do seu corpo violão. O espaço era tão curto que, para ela passar por mim, precisou roçar o busto farto no meu braço nu. O perfume de baunilha dela inundou o cubículo, misturando-se ao meu próprio suor causado pelo nervosismo.

— Ficou apertada na cintura? — ela perguntou, a voz baixinha, quase um sussurro cúmplice.

Antes que eu pudesse responder, ela se abaixou para ajustar a barra da calça. Ao fazer isso, o decote dela se abriu perfeitamente diante dos meus olhos, e a visão daquela pele clara e do busto destacado me fez perder o fôlego.

Quando ela se levantou, não se afastou. Pelo contrário, colocou as mãos espalmadas no meu peito nu, fingindo analisar o tecido da calça, mas seus dedos deslizaram lentamente pela linha do meu abdômen.

— Você está rígido, João... — ela comentou, os olhos cor de mel fixos nos meus, com uma malícia que não tinha nada de infantil. — O Rio de Janeiro é quente demais para tanta resistência.

Ela aproximou o rosto, e eu podia sentir o calor que emanava do corpo dela. A mão dela subiu para o meu pescoço, ajeitando um colar imaginário, enquanto o bumbum empinado encostava na parede do provador, bloqueando qualquer saída. O toque era leve, mas carregado de uma eletricidade que eu não sentia há anos.

— A mamãe acha que você voltou um 'bom moço' — ela continuou, a boca a centímetros da minha orelha, sua respiração batendo na minha pele e me fazendo arrepiar por inteiro. — Mas eu vejo nos seus olhos que o rebelde ainda está aí dentro. Só está esperando o convite certo para aparecer.

O silêncio no provador era quebrado apenas pelo som abafado da loja lá fora. Eu estava paralisado, sentindo o volume do corpo dela pressionar o meu naquele espaço confinado. Mariana deu um sorriso de canto, saboreando o poder que tinha sobre o meu estado de choque, e deslizou a mão uma última vez pelo meu braço antes de puxar a cortina.

— Pode levar essas, mãe! — gritou ela para o meio da loja, com a voz mais inocente do mundo.

— O João ficou... impecável nelas.

Ela saiu, me deixando ali, tentando controlar a respiração e processar o fato de que a minha irmã não estava apenas me provocando; ela estava demarcando um território que eu ainda não entendia se era de guerra ou de algo muito mais perigoso.

O restante da tarde no shopping seguiu em um ritmo enganosamente normal. Fizemos mais algumas compras e lanchamos em uma cafeteria gourmet. Mas, por dentro, o toque de Mariana no provador ainda queimava na minha pele.

Voltamos para casa no fim da tarde. Fui para o meu quarto, que agora era metade meu e metade o depósito de luxo da Mariana. O calor daquela noite de 2014 estava insuportável. Deixei a porta entreaberta e fiquei apenas de cueca box, jogado em cima da cama.

Eu já estava quase pegando no sono quando ouvi o leve ranger da porta.

— João? Tá acordado? — era a voz da Mariana, um sussurro doce.

Ela entrou vestindo apenas uma camisetinha de alça branca e uma calcinha de renda. Alegou que o ar-condicionado dela pifou e se deitou ao meu lado. O lençol acabou descendo, e a visão das pernas grossas e do formato violão do seu corpo era uma tortura.

— Você ficou tão musculoso, João... — ela murmurou, roçando os dedos gelados na minha canela. — Senti sua falta. Senti falta de ter alguém pra me desafiar nessa casa.

Ela se inclinou sobre mim para apagar o abajur. O busto farto pressionou meu peito por alguns segundos. Mariana não teve pressa. Ficou ali, suspensa sobre mim, os olhos mel fixos nos meus azuis.

O silêncio do quarto foi substituído pelo som do ventilador, mas o ar ali dentro parecia ter triplicado de temperatura. Mariana se moveu até que suas costas encontraram o meu peito. O encaixe foi imediato.

— João... você está tão quente — ela sussurrou.

Ela começou a se ajeitar, fazendo o bumbum grande e empinado pressionar com força a minha região pélvica. O contato despertou meu corpo instantaneamente. Eu estava completamente ereto, pressionando a base da coluna dela.

Mariana começou a se esfregar devagar, um "sarra" lento e ritmado, fazendo movimentos circulares com o quadril. A fricção era torturante. Eu levei a mão até a cintura fina dela, puxando-a ainda mais para perto.

— Maninho... — ela murmurou, a voz falhando — Você não mudou só o tamanho dos ombros, né?

Ela inclinou a cabeça para trás e começou a esfregar o bumbum com mais insistência. Eu conseguia sentir o calor dela através da renda da calcinha. Minha ereção pulsava contra ela, e a cada "sarrada", ela soltava uma respiração pesada.

Ficamos naquele vai e vem clandestino por longos minutos. O prazer era agoniante; o risco de sermos pegos por Camila no corredor mantinha o freio de mão puxado. Exaustos, o ritmo dela foi diminuindo. Mariana parou o movimento, mas manteve o corpo colado ao meu.

O sono finalmente veio para ela, mas eu fiquei ali por horas, no escuro, com o corpo em chamas e a mente processando o fato de que a minha vida naquela "República" tinha acabado de cruzar uma linha sem volta.

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