Ela me via só como amigo - Cap. 12

Um conto erótico de Bruno (por Carlos_Leonardo)
Categoria: Heterossexual
Contém 12017 palavras
Data: 09/02/2026 10:21:02

Minha mãe estava abraçada comigo com uma força que deixava claro o quanto estava sofrendo. Por mais que eu quisesse me afastar para olhar em seus olhos e conversar, ela não me soltava.

Fiz algumas perguntas, mas nenhuma foi respondida. Ela apenas afundava o rosto em meu peito e chorava sem se conter.

Sentei-me no sofá e ela veio junto, aninhando-se no meu colo, como se eu fosse o único lugar seguro que ainda existia para ela. Por um instante, lembrei de Wis. A sensação era estranhamente parecida.

Enquanto se encolhia em mim, pedia que eu a abraçasse mais forte. Ficamos assim até que o choro perdeu força e virou apenas um soluço cansado.

Então, ela disse:

- Sinto como se eu tivesse te encontrado depois de muito tempo.

Sorri timidamente sem saber exatamente por quê.

- Eu sempre estive aqui, mãe.

Ela não respondeu. Apenas se encolheu ainda mais, como se fosse possível desaparecer dentro do meu abraço. Depois de um tempo, murmurou:

- Só não me solta hoje.

O silêncio tomou conta da sala. Não sei quanto tempo se passou. Quando percebi, ela já dormia nos meus braços.

Com cuidado, levei-a até o meu quarto, deitei-a na cama, cobri-a e liguei o ar-condicionado. Antes que eu saísse, ela segurou minha mão, os olhos ainda pesados de sono. Sentei-me no chão ao lado da cama e fiquei ali até ter certeza de que ela tinha adormecido de verdade.

Só então os pensamentos vieram todos de uma vez. Wanda preocupada com o que eu achava dela. O machucado em seu rosto. Adriana descobrindo a traição. Ambas com arranhões. O sumiço de Wis. Agora minha mãe, recém-solteira, dormindo no meu quarto. Tudo parecia estranhamente conectado. E eu não conseguia organizar uma cronologia desses fatos.

Peguei o celular. Havia várias mensagens de Remo e de Érica. Soube que Adriana tinha pedido meu endereço para eles, mas não tinham passado. Se não foram eles, quem foi que passou? Nenhuma resposta me veio à mente.

Wanda também não respondeu mais. Wis continuava em silêncio desde o dia anterior. Aquilo me deixava inquieto.

Mas nada doeu tanto quanto pensar em Adriana.

O tapa que levei parecia ainda marcado no rosto. A culpa veio pesada. Eu tinha machucado a mulher com quem planejava casar. O único consolo era acreditar que, pelo menos agora, não havia mais segredos entre nós.

Voltei para a sala carregando tudo aquilo dentro de mim. Parte de mim queria pensar em Adriana. Outra em Wanda. Até mesmo em Wis. Outra parte, mais silenciosa e mais profunda, sabia que o foco precisava ser minha mãe.

O que ainda não fazia sentido era o motivo dela ter terminado com Trajano e Cecília por… minha causa. A vida era dela. No fundo, não era o formato da relação que me incomodava, mas o medo de vê-la sofrer, ser julgada e se machucar. Sempre fomos só nós dois. Talvez eu ainda carregasse um instinto de proteção exagerado, nascido da ausência do meu pai.

Ou talvez fosse outra coisa. Ciúme. Medo de dividir o lugar que sempre foi só meu. Admitir aquilo me deixou exposto até para mim mesmo. Soava egoísta. Se eu podia amar, errar e recomeçar, por que ela não poderia?

As horas passaram enquanto eu encarava o teto da sala, preso nos próprios pensamentos. O cansaço venceu antes que eu encontrasse qualquer resposta. Acabei dormindo no sofá.

Quando acordei pela manhã, percebi que estava coberto por uma manta. Da cozinha vinha o cheiro de café recém-passado. Minha mãe estava lá, mexendo em alguma coisa no fogão.

Levantei-me do sofá devagar e fui até ela.

- Bom dia – falei, com cuidado.

- Bom dia, filho – respondeu. A voz estava mais firme, mas ainda carregava cansaço.

Sentei-me à mesa. Ficamos em silêncio até que ela terminasse de preparar o café da manhã e colocasse tudo à nossa frente.

Começamos a comer. Nenhum palavra dita. Aguentei o máximo que consegui.

- Mãe… – chamei, baixo – se eu posso me relacionar, por que a senhora não pode?

Ela manteve os olhos no prato.

- Eu pensei muito sobre isso… – continuei – sobre vocês três. Não é um problema para mim. Eu só não quero que a senhora sofra. Se está feliz, isso é o que importa para mim.

O silêncio se estendeu, desconfortável. Estiquei a mão até a dela. Ela me olhou por um instante.

- Se eu fiz parecer que fui contra… por birra ou imaturidade… eu peço desculpas. Talvez eu tenha sentido um pouco de ciúmes também. Talvez eu tenha sido egoísta – fiz uma pausa – Mas eu só quero a sua felicidade.

O sorriso que ela tentou dar veio torto, abatido.

- Você não me quer mais na sua vida, Bruno?

Meu peito apertou.

- Por que pensa isso? A senhora é a pessoa mais importante da minha vida.

- Às vezes eu sinto que sou um fardo… como se estivesse atrapalhando a sua vida.

Engoli em seco, sentindo a garganta apertar.

- Nunca. Nunca mais pense isso.

Levantei-me rápido demais e me abaixei ao lado dela, quase sem pensar.

Segurei suas mãos.

- Eu sempre achei que era eu quem atrapalhava a sua vida com meus problemas. Até minha decisão de me mudar foi pra tentar dar espaço pra senhora viver também. Isso nunca foi falta de amor. Por favor… acredita em mim.

Os olhos dela se encheram de lágrimas antes que o corpo reagisse. Quando finalmente se moveu, virou-se para mim e me abraçou com força.

- Eu sinto sua falta – ela sussurrou.

- Então a gente precisa mudar isso. A senhora sempre foi e sempre vai ser minha prioridade.

Ela respirou fundo antes de sorrir, agora com um pouco mais de vida.

- Seu bobo… eu te amo.

Ficamos abraçados por um tempo, até que nos recompomos.

Voltamos para a mesa ainda meio sem jeito. Reforcei que ela deveria retomar o relacionamento.

- Trajano e Cecília devem estar sofrendo também. – pontuei – E eu me sinto culpado por isso. Eu gosto muito deles.

Ela tomou um gole de café antes de responder:

- Não é só sobre você, Bruno. É sobre mim também. Sobre meu coração. Sobre minha história.

- A senhora tem certeza? – perguntei, apreensivo.

- Tenho.

Respirei, um tanto resignado.

- Então… só me resta confiar na senhora.

- Obrigada.

Ficamos em silêncio mais um tempo, até que uma ideia boba me veio à cabeça.

- Mãe… saiba que cada dia longe deles é um dia a menos de felicidade pra você.

Ela riu sem esforço aparente, mas não respondeu. Em seguida, ficou séria de novo.

- Preciso te contar uma coisa.

Senti o estômago afundar.

- Ontem eu estava na casa deles quando a Wanda chegou toda machucada…

Minha mãe foi me contando aos poucos. A abreviação da lua de mel. A chegada de Adriana no apartamento de Wanda. A discussão. A agressão. E, por fim, a acusação: Adriana acreditava que tinha sido Wanda quem enviara os vídeos para mim.

Então veio a parte que fez sua voz falhar.

- E eu soube – minha mãe continuou, tensa – que em um daqueles vídeos… eu estava beijando Trajano e Cecília.

Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto esperava minha reação.

- Meu Deus… – levei a mão ao rosto. – Então agora tudo faz sentido. A visita delas. Os machucados. A senhora vindo aqui…

- Elas estiveram aqui? – minha mãe perguntou, surpresa.

- Sim. Antes da senhora chegar. Primeiro Wanda. Depois Adriana. Nenhuma das duas me contou o que tinha acontecido de verdade.

Ela suspirou fundo.

- O que mais me machucou foi saber que você me viu daquela forma. Eu sempre tive tanto cuidado com a imagem que passava pra você… agora tenho medo do que você pensou sobre mim. Uma promíscua? Uma destruidora de lares? Uma vergonha?

- Ei… para.

Levantei-me e a abracei antes que ela dissesse mais alguma coisa.

- Sua privacidade foi violada. Isso sim foi errado. O resto foi consentido, foi amor. A senhora não fez nada de errado. Estava vivendo a própria vida. Merecidamente.

Ela respirou fundo, mas ainda estava tensa.

- Mas você surtou…

- Eu?

- Aquela noite. No banheiro. Seu grito me expulsando… aquilo me destruiu por dentro.

O peso no peito voltou com força.

- Foi naquela noite que você recebeu o vídeo, não foi? – ela perguntou.

Não respondi. Não precisava. O silêncio entre nós ficou pesado.

Fiquei alguns segundos paralisados, sem saber como reagir. Dessa vez, não foi impulso. Respirei fundo e me ajoelhei diante dela.

- Marluce Almeida Tavares… minha mãe… me perdoa. Eu descarreguei em você uma dor que não era por sua causa. A senhora nunca foi o problema. Não que isso justifique porque nada justifica o que fiz com a senhora, mas o outro vídeo tinha me dilacerado por dentro. Adriana com… com…

Não consegui terminar.

Não toquei nela de imediato. Quem me puxou para o abraço foi ela.

Chorávamos os dois.

- Eu também errei – disse ela, entre soluços. – Eu escondi coisas de você. Eu sabia da relação dela com Gustavo, Wanda e Vitor. Achei que estava te protegendo. Mas Adriana já tinha terminado com eles antes de te conhecer.

Demoramos um pouco para nos recompor. Ela segurou meu rosto.

- Olha pra mim… Adriana mudou. Eu vi isso. Trajano acreditou nela desde o começo. E ele nunca erra. Ela te ama de verdade. Eu espero que vocês voltem.

Engoli em seco.

- Não acho que isso seja possível. Eu a magoei de uma forma que não dá mais pra reverter.

- O que você fez?

Antes de responder, nos levantamos devagar. Voltamos para a mesa, agora sentando lado a lado.

Suspirei. E contei tudo.

Nova Iorque. A noite com Wanda. A traição. Os vídeos recebidos. A fuga para pensar. O encerramento dela com Gustavo. O término abrupto. O arrependimento depois. O tempo distante. A visita dela. Minha confissão. O tapa.

- Está vendo? – falei por fim. – Quem sou eu para julgar a senhora? Eu fui terrível com a Adriana.

Ela ficou pensativa.

- Então a Wanda resolveu lutar por você…

Olhei-a confuso. Não era bem a conclusão que eu esperava.

- Como assim?

- Os vídeos. Achei estranho ela te mandar o meu também.

Respirei fundo.

- Não foi a Wanda. Foi a Wis.

- A Wis? – o choque dela foi imediato. – Nunca imaginei isso. Será que Wanda contou isso para o pai dela?

- Não entendi.

- Só um pensamento… continue.

Contei como recebi os vídeos, como descobri no casamento de Wanda que tinha sido a Wis, e a justificativa dela: eu precisava saber a verdade.

Ficamos em silêncio por alguns segundos até que minha mãe falou:

- Preciso te contar uma coisa sobre a Wis…

- Mais segredos?

- Não exatamente. Ela teve um amor platônico por você por muito tempo. Quando você se afastou daquela casa, ela culpava a Wanda por tudo. Fez terapia, melhorou um pouco… mas agora vejo que nunca superou.

Fiquei parado, tentando reorganizar a linha do tempo.

- Eu só tenho amizade por ela… – murmurei apressadamente.

- Ela é leal a você acima de qualquer coisa – disse minha mãe, sem emoção nos olhos. – E isso nem sempre é saudável.

- Não acho que ela quis prejudicar você ou mesmo a Adriana.

- Talvez não. Mas foi inconsequente. E eu estou magoada por isso.

Assenti, reconhecendo seu estado de espírito.

Peguei o celular.

- Agora entendo por que a Wis sumiu desde ontem à noite.

- Cecília já deve ter falado com ela agora que tudo veio à tona – respondeu minha mãe.

Ela perguntou sobre a visita de Wanda, e eu resumi como tinha sido.

- Acho que ela perdeu muito tempo presa em um orgulho besta – comentou quando terminei de contar. – Talvez agora seja tarde demais.

- Tarde para quê?

- Para te reconquistar.

Sorri com desdém.

- Wanda está casada, mãe. Está com o amor da vida dela. Nós nos reconciliamos. Podemos voltar a nossa amizade. Estamos bem um com o outro. Isso é o que importa.

Ela me encarou com seriedade.

- Filho… Wanda sente algo muito forte por você. Tão intenso quanto o que Adriana sente. E não é platônico como no caso da Wis. É diferente. Mais maduro. Apesar de tudo que ela fez ao longo dos anos, Wanda é uma boa pessoa.

Fiquei confuso. Ela percebeu.

- Se eu estiver certa, ela não vai dar passo nenhum enquanto não tiver certeza de que Wis, Adriana e Vitor estejam bem.

Continuei em silêncio, tentando processar.

- Aquela garota por quem você teve um amor platônico sempre esteve apaixonada por você. Só que agora ela parou de lutar contra isso. Está tentando aprender a conviver com esse sentimento.

- Você tem certeza disso?

- Tenho – respondeu sem hesitar. – Trajano e Cecília também.

Ela se levantou e começou a recolher os pratos, me deixando sozinho com os próprios pensamentos.

- A verdade é que seus problemas de autoestima sempre foram infundados – disse, já na pia.

Começou a lavar a louça.

- Você me lembra seu pai, meu doce Cristiano. Ele vivia em seu próprio mundinho, sempre focado nos estudos e no trabalho. Mesmo assim, atraía as pessoas sem perceber. Algumas mulheres. Eu também…

Virou-se para mim com um sorriso vitorioso no rosto.

- Fui eu quem o conquistou. E você é o maior presente que ele me deixou.

Rimos. Havia muito tempo que não falávamos dele.

- Você está vivendo algo parecido – continuou. – Três mulheres parecem te querer. Talvez mais. Mais cedo ou mais tarde, você vai ter que escolher. Ou elas vão escolher por você.

- Acho que a senhora está exagerando.

Ela riu, mas não insistiu. Mudou de assunto, reclamando da torneira da pia, como se precisasse escapar daquela conversa.

A revelação sobre Wanda bateu como um impacto silencioso no peito. Mesmo sem querer, sentimentos antigos, enterrados havia muito tempo, ameaçaram voltar à superfície. Preferi ignorar. Não era o momento de lidar com aquilo.

Eu e minha mãe conversamos mais ao longo do dia. Falei mais sobre Adriana, Wanda e Wis. Também mencionei Remo e Érica. Ela percebeu na hora.

- Temos a quarta menina – comentou.

- Não – cortei na hora – Ela me garantiu que não.

- E você acreditou?

Fiz cara de tacho.

- Mas Bruno – ela completou – quem sabe na quinta…

Minha mãe riu, recuperando aquela leveza antiga, tão familiar entre nós.

Fiz cara de confuso, mas logo desconversei.

Aproveitei para perguntar sobre Trajano e Cecília. Como tudo tinha começado, como tinha evoluído. Ela ficou séria por um instante.

- Eu não quero esconder isso de você, filho… mas me dá um tempo para assimilar minha nova realidade. Quando eu estiver bem, eu conto tudo.

- Combinado.

Já no fim da tarde, tomei coragem e fiz o convite:

- Que tal passar uma ou duas semanas comigo aqui? Acho que a gente precisa se reorganizar. Por muito tempo deixamos coisas mal resolvidas entre nós. Talvez esse tempo ajude a lembrar que sempre teremos um ao outro, independentemente dos nossos próximos relacionamentos que vierem pela frente.

Ela sorriu.

- Aceito. E concordo com a justificativa. Só tem um detalhe: estou sem nada de roupa.

Fomos até a casa dela – minha antiga casa – para que fizesse uma mala. Quando voltamos ao meu apartamento, ela fez questão de ficar no quarto de hóspede, mesmo eu oferecendo o meu.

- Além disso – ela enfatizou – não deixe de fazer nada por minha causa, ok?

- Como assim?

- Se quiser trazer alguma garota pra dormir aqui, eu não vou atrapalhar. Nem sair do quarto.

Gargalhamos alto.

- Jamais te daria tamanho constrangimento, mãe. Fique tranquila.

- Eu não me importo – respondeu, ainda rindo.

Nesse meio tempo, Wanda me mandou mensagem no celular.

> Wanda: como está a tia?

> Bruno: bem, na medida do possível. Como você sabe que ela está aqui?

> Wanda: falei com ela.

> Bruno: e seus pais, como estão?

> Wanda: arrasados. Não saíram do quarto ainda. Eu me sinto tão culpada.

> Bruno: não fique assim. Não foi culpa sua.

> Wanda: foi sim. E eles foram bem duros com a Wis ontem à noite… sobre os vídeos que ela te enviou.

> Bruno: deve ser por isso que a Wis sumiu… Ela não fala comigo desde sexta à noite.

> Wanda: provavelmente. Tentei falar com ela, mas também não me respondeu. Só aos meus pais.

> Bruno: vou tentar falar com ela. Preciso.

> Wanda: também preciso.

Eu já estava abrindo a conversa com Wis quando outra mensagem de Wanda chegou. Dessa vez, mais grave.

> Wanda: vou me separar, Bruno.

Fiquei olhando para a tela por alguns segundos, sem conseguir digitar nada. Lembrei do que minha mãe tinha dito.

> Bruno: o quê? Mas você acabou de se casar…

> Wanda: sim. E foi um erro. Não quero mais insistir nisso.

> Bruno: mas… e tudo o que vocês viveram? A história que construíram? O casamento… o apartamento novo…

> Wanda: felizmente tenho a herança que meu pai me deixou. Vou arcar com os custos da separação. Vou perder dinheiro, mas não quero que o Vitor tenha prejuízo financeiro.

> Bruno: como ele reagiu?

> Wanda: vou contar para ele amanhã, quando nos encontrarmos

> Bruno: não entendo tudo isso ainda, mas se é o que você quer, conte comigo no que precisar.

> Wanda: obrigada por estar ao meu lado. Vou precisar da sua ajuda nessa parte financeira. Você pode me ajudar?

> Bruno: claro. Vai ser um prazer.

Insisti em saber mais, mas Wanda não entrou em detalhes sobre o motivo real de querer terminar. Senti preocupação com ela e as consequências dessa decisão. Decidi que, antes de qualquer outra coisa, iria ajudá-la no que fosse preciso. Como amigo.

Quando Wanda se despediu, voltei para a conversa com Wis. Ela provavelmente estava sendo julgada de todos os lados, mas eu precisava dizer como me sentia.

> Bruno: soube que muita coisa aconteceu nos últimos dias. Já entendi parte disso. Sei que você tentou me mostrar coisas importantes. Obrigado por isso. Nada muda entre nós. Fala comigo quando puder. Quero saber se você está bem. Gosto muito de você, Wis Nara. 💙

Na segunda-feira, Wis apareceu no horário de sempre. Assim que a chamada de vídeo conectou, pediu que nos concentrássemos apenas na mentoria de investimentos, o que aceitei por respeito a ela.

- Ainda estou assimilando as coisas, Bruno. Preciso de tempo. Depois falamos disso. Eu prometo.

Assenti.

- Eu não vou sair da sua vida – ela acrescentou – se é isso que te preocupa.

- Isso nem passou pela minha cabeça. Juro.

Durante a aula, ela se manteve focada. Não parecia dispersa, apenas mais séria e contida do que de costume. Aquilo me deixou encucado, pois não era o jeito dela, que sempre fora tão leve nas nossas conversas.

Mais tarde, Wanda me mandou mensagem para contar que já tinha falado com Vitor sobre a separação.

> Wanda: ele surtou

> Bruno: ele te ameaçou?

> Wanda: não. Pelo contrário. Chorou. Se ajoelhou. Implorou por perdão e por uma nova chance.

> Bruno: e você está bem?

> Wanda: estou… só cansada

> Bruno: o que ele fez?

> Wanda: te explico depois… quando tudo tiver oficializado. Pode ser?

> Bruno: claro. Quais os próximos passos?

> Wanda: vamos negociar os termos do divórcio

> Bruno: entendi

> Wanda: e… você vai gerir meus investimentos a partir de agora, né?

> Bruno: sim. Estou aqui por você.

> Wanda: 💛

Não fui atrás de Adriana. Depois da minha confissão, sabia que ela precisaria de tempo antes que eu pudesse sequer pensar em ser perdoado.

No meio da tarde, percebi que Trajano não tinha aparecido na PHX. Provavelmente ainda sofria pelo término com minha mãe. No fim do expediente, ele me mandou mensagem:

> Trajano: Bruno, por favor, transfira os portfólios da Wanda que estão na minha carteira para a sua. Ela quer que você gerencie. Como pai, acredito que seja o melhor a ser feito.

Fiz a transferência pelo sistema da empresa, que era rápido e eficiente.

No caminho de volta para casa, meu telefone tocou. Era o Remo.

- Tiver que te ligar, mano.

- Por que?

- Você não responde minha mensagens.

- Foi mal. Aconteceu muita coisa nos últimos dias.

Resumi a situação para ele.

- Entendi. Tua mãe vai ficar quanto tempo contigo?

- Não sei… duas semanas, talvez.

- Então sábado que vem vamos beber no teu apê, ok?

Ri.

- Minha mãe vai estar lá, cara.

- Chama ela para beber com a gente. Ela vai adorar afogar as mágoas.

- Vou pensar nisso.

- Veja e me avise.

Quando cheguei em casa, minha mãe tinha preparado uma macarronada caprichada. O cheiro estava delicioso.

Depois do banho, sentei-me à mesa para comer. Conversamos sobre o dia e contei sobre a decisão da Wanda.

- Não me surpreende – ela comentou.

Passamos o restante da noite assistindo a um seriado coreano e conversando aos poucos. Nós tentávamos, silenciosamente, reconstruir algo que nunca deveria ter sido quebrado.

No dia seguinte, Trajano não apareceu novamente na PHX. No começo da tarde, pedi a Bruna, minha secretária, que cancelasse todos os meus compromissos. Eu precisava sair.

Dirigi até a casa de Trajano. Precisava falar com ele e Cecília.

Ao entrar, depois de ser recebido pela empregada, encontrei Wendy sentada no sofá, mexendo distraidamente no celular.

- Wendy! – chamei, tentando soar leve.

Ela virou-se surpresa.

- Bruno! Você por aqui?

Caminhei até ela e, antes que se levantasse, dei-lhe um beijo rápido no rosto, como sempre fazia ao cumprimentá-la. Era um gesto natural entre nós, depois de tantos anos de convivência entre nossas famílias.

Mesmo assim, algo foi diferente. Ela pareceu hesitar por um instante, rígida demais, como se não soubesse como reagir. Seu olhar prendeu-se um segundo a mais no meu. Aquilo me causou um leve desconforto, difícil de explicar.

- Oi… – disse, um pouco trêmula. – Veio ver a Wanda? Ela não está.

- Não. Vim falar com seus pais. A empregada já foi avisá-los.

- Está tudo bem?

- Está. E se não estiver, a gente dá um jeito.

Sorri para tentar quebrar o clima, mas ela continuou tensa.

- Vou subir para o meu quarto – disse, forçando um sorriso. – Foi um prazer te ver, Bruno.

- Vai lá… o prazer foi meu.

Fiquei alguns segundos parado depois que ela subiu. Ainda tentava entender aquela reação dela. Deu tempo também de pegar o celular e responder algumas mensagens urgentes do trabalho.

Pouco depois, vi Trajano e Cecília descendo as escadas. Como já imaginava, os dois pareciam exaustos. As olheiras profundas denunciavam uma noite difícil.

Após os cumprimentos, eles me convidaram para sentar. Ficaram lado a lado no sofá, de mãos dadas, rígidos, como se precisassem daquele contato para não desmoronar.

Respirei fundo antes de falar.

– Antes de mais nada… minha mãe não sabe que estou aqui.

Nenhum dos dois respondeu. Apenas me observaram, atentos.

– Eu vim ver como vocês estão – continuei, sentindo a garganta apertar. – E sei que, assim como está sendo difícil para ela, também deve estar sendo para vocês.

Eles trocaram um olhar rápido. Trajano pareceu abrir a boca para falar, mas Cecília foi mais rápida.

– O que você veio fazer aqui, Bruno?

Engoli em seco. Não dava mais para recuar.

– Eu me sinto responsável pelo término – falei, finalmente. – E precisava dizer isso olhando nos olhos de vocês. Nunca vi minha mãe tão viva quanto nesses últimos anos. Tão feliz. E isso foi por causa de vocês. Por tudo o que deram a ela. Eu devia esse reconhecimento a vocês. Pelo menos isso.

Os olhos de Cecília marejaram.

– Eu entendo o medo que ela teve – continuei, a voz mais baixa. – O medo de me contar, de me perder. Sempre fomos só nós dois no mundo. Mas ela também tem o direito de viver. De amar. De ser amada.

O silêncio se estendeu, pesado.

– Eu já falei isso para ela – acrescentei – mas mesmo assim ela não consegue voltar. E eu sei por quê. É por minha causa. Enquanto ela achar que eu posso me afastar dela… ela não vai se permitir ser feliz com mais ninguém.

Levantei levemente as mãos, num gesto quase de súplica.

– Por isso eu vim aqui. Para pedir, do fundo do coração, que não desistam dela. O coração dela está aqui. E eu prometo que vou fazer minha parte. Vou provar pra ela que tudo o que quero é vê-la feliz.

Eles se entreolharam novamente.

– Eu sei que vocês a amam – continuei, sentindo o peito apertar. – Sei que talvez eu nem devesse estar aqui. Mas estou envolvido nisso até o limite. Eu só preciso saber… vocês ainda a querem?

Minha voz falhou no final.

– Por favor… digam que ainda a querem.

Cecília respirou fundo antes de responder. Um sorriso triste surgiu em seu rosto.

– Você é um bobo, Bruno. Claro que não vamos desistir dela. Estamos machucados, sim. Muito. Mas não foi só por ela ter ido embora. Foram muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo.

– Muita coisa mesmo – Trajano completou, com a voz rouca.

– Eu sei – respondi. – Houve muita coisa interligada.

Percebi que eles apertaram as mãos.

– Bruno – Cecília continuou – enquanto ela não sentir, de verdade, o seu amor… ela não vai conseguir se abrir para mais nada.

– Mas ela é a pessoa que eu mais amo nessa vida – retruquei, quase num impulso.

Ela me olhou com calma.

– Nós sabemos disso. Todos sabem. Mas, mesmo assim, ela duvida. E você precisa entender por quê.

Fiquei em silêncio, tentando organizar meus próprios pensamentos.

Trajano falou então, mais contido:

– Existem dores que a gente não consegue curar sozinho. Só aprende a conviver. Mas fico aliviado por essa conversa. Deveríamos ter feito isso há muito tempo.

– Eu sei – interrompi. – Mas ela sempre adiava… tinha medo da minha reação.

– Exatamente – ele corroborou.

Assenti devagar.

– Então dessa vez eu vou agir diferente. Posso contar com vocês para ajudá-la a recuperar a alegria? Não só a dela, mas a de vocês também…

Cecília me deu um sorriso tímido, mas eu vi esperanças ali:

– Agora que nossas filhas estão crescidas… reconquistar Marluce é nosso maior sonho.

Houve um silêncio estranho depois disso. Não era exatamente um acordo. Era mais um entendimento silencioso entre pessoas machucadas.

Nos minutos seguintes, conversamos sobre o que faríamos nas próximas semanas. Nada concreto, apenas intenções, pequenos passos, cuidado.

Mas, acima de tudo, eu tinha uma certeza: minha mãe precisava entender que a felicidade dela também era a minha.

Nos dias que se seguiram, a reaproximação com minha mãe tornou-se mais profunda ainda. Conversávamos mais, perguntávamos mais, dividíamos expectativas. Aos poucos, parecia que tínhamos voltado à época da minha adolescência, quando quase não existiam segredos entre nós.

Um dia, ela tocou em um assunto que eu já tinha esquecido.

- Lembra da viagem que eu disse que faria para visitar meus pais? Aquela que você se prontificou a ir comigo?

- Sim… eu tinha esquecido. Ficou para quando mesmo?

Ela hesitou antes de responder.

- Na verdade… eu nunca tive tanta vontade de ir.

- Mas por quê?

Ela sorriu, cansada.

- Eu só queria saber se você ainda estava comigo.

Olhei para ela de verdade. Com calma. Com carinho.

- Eu nunca vou sair da sua vida. Isso nunca passou pela minha cabeça. Mesmo quando vi aquele vídeo. Eu posso ter sido cheio de defeitos, teimoso, imaturo… mas nunca deixaria de estar ao seu lado. Nem nos momentos difíceis. Nem em nenhum outro.

Ela me observava em silêncio, o rosto apoiado nas mãos.

- O que foi? – perguntei, sentindo o rosto esquentar.

- Você nunca foi muito de demonstrar afeto comigo.

Dei um meio sorriso.

- É… talvez eu nunca tenha percebido essa minha falta. Vou mudar isso. Prometo.

O sorriso dela veio devagar, verdadeiro. O melhor que eu tinha visto em muito tempo.

Voltamos a fazer programas juntos. Saíamos para jantar, passeávamos sem pressa pelos shoppings, fomos ao cinema. Às vezes, eu voltava ao meu apartamento só para almoçar com ela, sem nenhum outro motivo além de estar presente.

Também começamos a fazer planos. Prometi levá-la a Paris, para conhecer a Torre Eiffel, caminhar pela Champs-Élysées, ver de perto tudo aquilo que ela sempre citava com brilho nos olhos.

A culpa quase sempre vinha depois desses momentos. Eu tinha dinheiro de sobra e, ainda assim, passei anos sem pensar em proporcionar esse tipo de tempo com a minha mãe.

Mas ainda existia uma barreira clara quando eu tocava no assunto de Trajano e Cecília.

- Eu não quero falar disso agora, Bruno… me perdoa. Está tão bom assim… – ela dizia, desviando o olhar.

- Tudo bem – respondi. – Só me diz uma coisa: você ainda está em contato com eles?

- Não.

Ela me lançou um olhar breve, quase um pedido para que eu não insistisse.

No sábado seguinte, à noite, depois de muita insistência, Remo e Érica foram ao meu apartamento. Quando contei à minha mãe que eles viriam, ela se empolgou de imediato.

- Sempre quis conviver mais com seus amigos.

Ela se arrumou com cuidado. Uma maquiagem discreta, elegante. Um vestido decotado que realçava suas curvas sem exagero. Quando a vi pronta, fiquei alguns segundos parado.

- Você está linda, mãe.

- Obrigada.

A noite foi leve. Bebemos vinho, rimos, relembramos histórias da faculdade e de saídas antigas. Minha mãe gargalhava com o jeito teatral de Remo contar qualquer coisa simples. Fazia tempo que eu não a via tão solta.

Em um momento, enquanto ela e Remo se entretinham em uma conversa, Érica me puxou de lado.

- E a “simpática” da Wis?

- O que tem ela?

- Você e ela… tem alguma coisa à distância?

- Não. Somos só amigos.

- Sei… então, você continua solteiro.

- Sim.

- Adriana virou passado mesmo?

- Acredito que sim.

Ela sorriu de um jeito que eu já conhecia. Aproximou-se do meu ouvido.

- Me liga qualquer dia desses… amigo.

Sorri de volta. Senti uma agitação leve no corpo. Talvez pelo vinho. Talvez por ver minha mãe relaxada, rindo, tranquila. Talvez pelas duas coisas ao mesmo tempo.

- Quem sabe eu ligo mesmo.

Na hora de ir embora, Remo e minha mãe se abraçaram por mais tempo do que eu consideraria normal. Ainda assim, aquilo não me incomodou. Só me deixou atento.

- Foi um prazer te conhecer, Marluce – ele disse, antes de beijar seu rosto.

- Agora gostei – ela brincou. – Parou de me chamar de senhora.

- Senhora? Que senhora o quê? Você é uma bela dama. O Bruno que ficava te escondendo…

Ela riu, sem constrangimento, confortável em ser vista daquela forma na minha frente.

Levantei as mãos.

- Sou inocente nessa – eu disse.

Quando eles foram embora, minha mãe ficou parada me observando, os olhos brilhando, ainda com a taça de vinho na mão.

- Gostei do seu amigo… e da sua amiga também. Ela parecia bem interessada em você. Eu tinha razão, não é?

Não respondi. Apenas sorri.

- Sei o que você está pensando… – ela disse, depois de alguns segundos.

- Estou pensando que minha mãe é linda. E livre para fazer o que quiser. E que eu vou estar ao lado dela sempre.

Ela me encarou, surpresa.

- E isso inclui até eu dar uns pegas no Remo?

Dei de ombros. E olhando em seus olhos, reforcei:

- Você merece ser feliz, mãe.

Nesses dias, a mentoria com Wis continuava normalmente, profissional até demais. Ela não me deu qualquer abertura que eu pudesse aproveitar e introduzir o assunto pessoal que nos envolvia.

Com Wanda, as conversas por mensagem se tornaram mais frequentes, embora limitadas. Falávamos basicamente dos nossos pais, dos investimentos dela e do andamento do divórcio. Também combinamos de não nos encontrar naquele primeiro momento.

- Acho melhor me preservar enquanto resolvo essa situação com o Vitor – ela me informou, por áudio.

- Concordo integralmente – respondi.

E Adriana… nenhum sinal. Também não fui atrás. Na verdade, não tive coragem de procurá-la, embora pensasse nela o tempo todo.

Na semana seguinte, tudo parecia estranhamente estável. Contínuo.

Minha mãe parecia mais viva. Nossa relação tinha melhorado muito. Eu sentia que ela voltava a confiar nos meus sentimentos e sorria fácil sempre que eu demonstrava carinho.

Na sexta-feira, Wanda me mandou uma mensagem, satisfeita, dizendo que Vitor tinha concordado com os termos do divórcio.

> Wanda: ele entendeu que não tinha mais como continuar.

> Bruno: receio que ele continue insistindo para te reconquistar.

> Wanda: não vai. Ele sabe que acabou de vez. Desejo que ele seja feliz daqui para frente. Infelizmente, não posso dar a felicidade que ele quer.

> Bruno: você está segura disso?

> Wanda: totalmente.

> Bruno: quanto tempo até o divórcio sair de vez?

> Wanda: duas ou três semanas.

> Bruno: rápido.

> Wanda: quando as duas partes concordam, sim

Aquela rapidez me deixou inquieto. Não parecia normal.

Duas semanas depois, o divórcio ainda não tinha saído.

- É só burocracia – ela me tranquilizou por telefone.

Minha mãe, por outro lado, continuava evitando qualquer menção a Trajano e Cecília. Para piorar, não dava sinal algum de que pretendia retomar aquele vínculo – e isso começava a me incomodar mais do que eu admitia..

Eles também não me procuravam. Eu só tinha notícias quando perguntava.

- Estamos levando – Trajano respondia, sempre do mesmo jeito.

Já minha mãe parecia querer sinalizar que estava em outra fase.

- Quando o Remo vem aqui de novo? – perguntava, com aquele sorriso malicioso que eu já conhecia.

- Talvez sábado… – eu respondia, rindo, tentando tratar como brincadeira.

Nesse sábado em questão, no começo da tarde, eu estava no shopping com ela. Minha mãe fazia compras animada. Eu segurava as sacolas, mexendo no celular enquanto esperava.

Vi algumas ligações perdidas do Remo. Em seguida, uma mensagem da Érica.

> Erika: tem algo que eu preciso te contar

Ela começou a digitar. Aquilo me deixou ansioso. Eu já imaginava o assunto. Antes que a mensagem chegasse, minha mãe voltou e me puxou para outra loja.

Quando parei novamente e olhei o celular, a mensagem tinha sido apagada.

> Bruno: oi? O que você ia me contar?

Nenhuma resposta.

Foi então que levantei os olhos.

Um casal vinha em minha direção.

Adriana.

E Denis.

Denis?

Meu estômago afundou.

Adriana caminhava com o peito inflado, postura rígida, o queixo erguido. Segurava o braço de Denis com firmeza. Ele, ao contrário, parecia desconfortável, encolhido, com os ombros tensos e o olhar fugindo do meu, claramente querendo estar em qualquer outro lugar.

Quando se aproximaram, para minha surpresa, foi ele quem falou:

- E aí, Bruno.

- Denis – respondi com um aceno breve. – Adriana.

Ela não respondeu. Não me cumprimentou. Apenas me encarava, sem piscar, deixando evidente toda a mágoa que carregava.

- Fazendo compras? – Denis perguntou, a voz trêmula.

- É… – apontei para as sacolas. – Minha mãe. Estou acompanhando.

- Bom, só vim cumprimentá-lo… a gente já vai indo – ele disse, virando-se para Adriana. – Vamos?

- Sim – ela respondeu, sem tirar os olhos de mim.

Antes que se afastassem, minha mãe parou ao meu lado. Observou a cena em silêncio, sem interferir.

Enquanto os via se distanciando, Adriana não olhou para trás nenhuma vez.

Naquele instante, entendi o que Érica queria me contar. E por que Remo tinha tentado me ligar tantas vezes.

- Quatro semanas depois… – sussurrei.

- Não sabia que Adriana era tão imatura – comentou minha mãe.

Senti-me derrotado.

- Talvez seja a forma que ela encontrou de seguir em frente…

- Não acho que isso seja seguir em frente.

- Não sei… acho que devo perder as esperanças, né?

Minha voz falhou no final. Meus olhos arderam, mas me segurei.

- Vamos voltar pro seu apartamento – minha mãe disse, segurando meu braço de leve – Já deu por hoje.

Desmarquei com Remo e Érica. Eles entenderam e se mostraram disponíveis para conversar, mas eu queria apenas me resguardar.

Minha mãe também não insistiu. Deixou-me quieto no quarto. Eu queria ser forte, mas tudo que consegui foi chorar, sentado no chão, encostado na cama, no escuro.

Não era exatamente dor por Adriana. Era arrependimento. O peso do que eu tinha feito. O tamanho das consequências que agora eram só minhas.

Entendia que não havia mais nada a fazer. Ela estava seguindo em frente. Eu teria que juntar meus cacos e fazer o mesmo.

Não sei quanto tempo fiquei ali.

Estranhamente, não tive medo de desabar. Havia dor, mas não desespero. Talvez fosse isso que chamavam de amadurecer.

Então o interfone tocou.

Não tive coragem de levantar. Pouco depois, ouvi a porta do quarto de hóspede se abrir. Agradeci por minha mãe estar ali.

Alguns segundos depois, uma batida na minha porta.

- Bruno? – era minha mãe – Vem atender… é para você.

- Para mim?

- Sim. Você precisa atender.

Levantei-me quase sem pensar e acendi a luz. Olhei-me no espelho. Olhos vermelhos, inchados. Limpei como pude, mas não havia como esconder.

Quando abri a porta do quarto, ouvi minha mãe se trancando no dela. Estranhei. Dei um passo na direção do seu quarto, mas a campainha tocou.

Fui até a porta de entrada e abri.

Levei um susto.

Era Wanda.

Ela levantou uma embalagem de batatinhas fritas do McDonald’s como se fosse um troféu.

- Surpresa! – ela disse, com uma pompa que não se sustentou. O sorriso não chegou aos olhos.

- Você? – balbuciei.

- Achei que você precisaria de companhia esta noite…

- Então, você sabe…

- Sei.

Sentamos à mesa da cozinha. Peguei um suco de pêssego para acompanhar as batatinhas. Ela aceitou.

- Como você soube? – perguntei.

- Ela postou no Instagram.

- Ah…

Dei um sorriso curto, que não durou.

Comemos em silêncio por alguns instantes. Eu olhava mais para a embalagem do que para ela.

- Eu não sabia se você ia querer falar… – disse Wanda, com cuidado. – Ou se preferia só companhia. Eu topo os dois. Se quiser conversar, conversamos. Se quiser só ficar em silêncio, eu fico também.

Levantei os olhos.

- Obrigado por vir.

O silêncio se alongou entre nós.

- Lembrei daquele dia em que atravessei a cidade pra te levar batatinha frita.

Um sorriso surgiu sem que eu pedisse.

- Acabei conhecendo sua família inteira naquele dia.

- Eu lembrei disso o caminho todo até aqui.

A mão dela encontrou a minha, hesitante, como se pedisse permissão.

- Não queria que você passasse a noite sozinho.

- Nem eu queria – murmurei.

O silêncio voltou, mais denso.

- Dói – falei por fim. – Eu achei que estava preparado… mas não estava.

Ela não respondeu. Só me observava.

- Não é raiva dela. É… consequência. É saber que fui eu que levei a gente até aqui.

Respirei fundo.

- Quando contei pra Adriana sobre nós, ela saiu daqui revoltada. Com razão. Disse coisas duras.

Wanda ficou imóvel.

- Imagino – disse baixo.

- Ela falou de você.

Wanda não perguntou o quê. Eu falei mesmo assim.

- Disse que tudo que ela fez naquele vídeo… você fez também.

Ela engoliu em seco e desviou o olhar.

- Não sei se existem outros vídeos – continuei. – E, sinceramente, isso não muda nada pra mim. Era a dinâmica que vocês tinham naquela época. Eu fiquei com ciúmes quando vi… mas isso foi imaturidade minha. Eu não tinha direito de cobrar nada.

Silêncio.

- Eu nunca vi nada seu. Nem tenho interesse em ver. Não é isso.

Ela levantou o olhar.

- Então o que é?

Pensei antes de responder. Talvez não devesse dizer.

- Eu só… não entendo por que isso importou tanto. Pra você. Pra ela.

Escolhi as palavras com cuidado.

- Vocês brigaram entre si por causa desses vídeos… e por minha causa. Eu só queria entender onde eu entro nisso tudo.

Ela ficou rígida, mas não se defendeu.

- Não estou te cobrando – acrescentei, rápido. – Só… tentando entender.

Wanda demorou a responder.

- Comecei terapia – disse por fim.

- Adriana também.

Ela me olhou surpresa.

- Engraçado… – murmurei, mais para mim do que para ela. – Eu sempre achei vocês duas muito diferentes. Mas, olhando agora… talvez não sejam tanto assim.

O silêncio mudou de peso.

- Eu deveria ter falado com ela sobre o vídeo – continuei. – Na hora em que terminei.

Parei um instante.

- Mas a verdade é que terminei quando soube do encontro dela com o Gustavo. Foi impulso.

Passei a mão no rosto.

- Não foi só isso. Tenho pensado muito nesses dias. Revendo tudo. Acho que… terminei por culpa.

Wanda me olhou com atenção.

- Pela traição. Por nós dois.

Engoli em seco.

- Era como se eu já estivesse esperando que ela fosse embora em algum momento. Como se soubesse que, quando ela descobrisse tudo, não ia conseguir ficar. Então… eu fui lá e fiz primeiro.

Dei um sorriso fraco.

- Um jeito covarde de me proteger. De não precisar encarar o momento em que ela me deixaria.

O silêncio entre nós se adensou.

- Hoje fico pensando que antecipei um fim que talvez nem fosse acontecer daquele jeito. Ou que aconteceria… mas não naquele momento.

Respirei fundo.

- Eu não dei escolha pra ela. Decidi por nós dois. E agora tenho que viver com isso.

- Por nossa causa? – Wanda perguntou, quase sem voz.

Balancei a cabeça.

- Pela minha culpa. Só minha.

Ela abaixou o olhar, visivelmente afetada.

- Ei… – acrescentei, mais suave – Não foi você. Eu fiz escolhas. Você não tinha qualquer chance. Eu que estraguei tudo.

Ela demorou a responder.

- Não é só isso… – disse por fim. – É a forma como você fala daquela época.

- Da época de vocês quatro?

Ela assentiu.

- Mas eu disse que não vejo problema. Vocês estavam em acordo. Era o relacionamento de vocês.

Wanda sorriu, mas o sorriso não se sustentou.

- Você é sempre… gentil comigo.

Silêncio.

Ela parecia querer dizer algo, mas não dizia.

- Eu e a Adriana… – começou.

Parou. Respirou.

- Somos mais parecidas do que você imagina. Na dor… e no amor.

Esperei.

- Não estou entendendo.

Ela abriu a boca para responder, mas ouvimos passos no corredor.

Minha mãe vinha em nossa direção.

Wanda se levantou assim que ela apareceu.

- Tia… eu sinto muito.

Minha mãe não pareceu surpresa. Apenas a abraçou.

- Você já me disse isso, Wanda. Está tudo bem.

Ficaram alguns segundos assim. Um abraço mais de cuidado do que de consolo. Depois se sentaram.

Minha mãe nos observava com uma curiosidade silenciosa.

Eu e Wanda nos entreolhamos, sem saber quem falaria primeiro.

- Desculpa de novo, tia… – Wanda disse por fim.

Minha mãe soltou um suspiro leve.

- Já passou – segurou a mão dela – E, no fim… talvez eu até tenha que te agradecer.

Wanda franziu a testa.

- Por causa disso tudo… eu e o Bruno voltamos a nos aproximar. Sem silêncio. Sem mal-entendido.

Wanda assentiu devagar.

- Fico feliz por isso. Imagino que tenha sido difícil pra senhora.

- Foi… mas não tanto quanto poderia ter sido.

Wanda lançou um olhar rápido para mim e depois voltou para minha mãe.

- Eu torço para que a senhora e meus pais se acertem.

Minha mãe ergueu as sobrancelhas, sem agressividade.

- Torce mesmo?

O tom não era acusatório. Era curioso, o que fez Wanda baixar o olhar por um instante.

- Eu não queria que nada disso tivesse escalado.

- Eu sei.

Minha mãe fez um carinho nas mãos dela.

- E já te disse… talvez eu devesse te agradecer.

Wanda respirou fundo.

- Eu nunca tive objeção ao relacionamento de vocês. Nunca. Por favor, acredite em mim.

O sorriso da minha mãe foi sincero e sereno.

- Eu acredito, meu anjo. Fique tranquila, tá?

O silêncio voltou, mais espesso.

Minha mãe nos observava como quem junta peças. Olhou para mim. Depois para Wanda. Depois para a embalagem de batatinha frita sobre a mesa.

- Acho que interrompi alguma coisa – disse ela.

- Não – respondemos ao mesmo tempo.

Ela sorriu de leve.

- Vou deixar vocês conversarem.

Então, levantou-se. Deu alguns passos e parou, virando-se para Wanda.

- Posso te fazer uma pergunta estranha?

Wanda assentiu, já tensa.

- Você conseguiria viver um relacionamento… com o homem que ama… sabendo que ele também ama outra mulher além de você? E que essa outra mulher ama esse homem com a mesma intensidade que você?

Wanda ficou sem reação. Seu rosto corou.

Minha mãe então olhou para mim.

- E você, Bruno? Conseguiria amar alguém… sabendo que ela também ama outro homem além de você?

Franzi a testa.

- Mãe… o que isso tem a ver?

Ela deu um pequeno sorriso.

- Nada demais. Só curiosidade.

E saiu.

A porta do quarto se fechou com um clique suave.

Eu e Wanda continuamos sentados à mesa. Nenhum de nós se mexeu. Evitei encará-la. A pergunta da minha mãe ainda pairava entre nós, como se tivesse ficado ali, ocupando espaço. Wanda também permaneceu quieta.

O tempo passou sem medida. O bastante para perceber que aquilo não era apenas ausência de fala. Havia coisa demais ali.

- Posso usar seu notebook? – Wanda perguntou de repente.

Olhei para ela.

- Agora?

- Preciso resolver algo.

O tom não era urgente. Era decidido.

Assenti.

- Claro.

Levei-a até o meu quarto. Abri o notebook sobre a mesa e deixei logado, o navegador já aberto. Quando me afastei, ela ainda me observava.

Demorei um segundo para entender.

- Vou te deixar à vontade – falei – Qualquer coisa, estou na sala.

Ela apenas assentiu.

Saí e fechei a porta atrás de mim.

Não sei quanto tempo passou.

A porta do quarto se abriu e Wanda apareceu de volta na sala. Havia algo diferente no rosto dela, não exatamente medo, mas pressa contida.

- Eu preciso ir – disse, sem rodeios.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não. Estou bem. Só… preciso ir agora.

Fiquei em silêncio por um instante, tentando entender.

- Deixei algo no seu notebook – ela acrescentou – Quero que você veja depois.

- Algo pra mim?

Ela assentiu.

- Mas não precisa ver agora. Só… vê.

Aquilo me deixou alerta.

- Espera, eu te levo. Só pegar a chave do carro.

Ela negou com um gesto suave, mas firme.

- Não precisa. Já pedi um Uber. Chega em cinco minutos.

- Wanda…

Ela se aproximou e me abraçou. Um abraço rápido, mas mais forte do que o habitual, como se estivesse tentando me acalmar antes de ir.

- Não esquece de olhar, tá?

- Tá bem.

Ela se afastou, pegou a bolsa e foi até a porta. Não disse mais nada.

Quando a porta se fechou, fiquei parado no meio da sala, ainda tentando entender o que tinha acabado de acontecer.

Não perdi tempo. Fui direto ao meu notebook.

Na tela, um documento do Word aberto. Uma… carta. Um texto escrito por ela, endereçado a mim. Atrás da janela do Word, o navegador permanecia aberto. Uma caixa de e-mail estranha, descartável. Vários e-mails listados. A maioria com a palavra “vídeos” ou alguma variação dela.

Mas havia outros: “insanidade”, “aniversário do papai”, “roleta russa”, “nojeira”, “amorzinho” e “estacionamento”.

E muitos mais.

Cliquei em “insanidade”.

Nenhum texto. Apenas um vídeo anexado. O download levou poucos segundos. Pareceram longos demais. O vídeo abriu.

Wanda estava de costas, numa passarela, à noite. Carros passavam lá embaixo. Ruas vazias. Claramente de madrugada.

- É aqui que você quer? – a voz de Vitor, atrás da câmera.

- Sim – respondeu Wanda. A voz carregada de excitação.

Ele levantou a saia preta dela, revelando uma calcinha fio dental vermelha.

- Olha essa minha putinha… a calcinha enfiada no cu.

Vitor puxou a calcinha de lado. Wanda empinou a bunda para trás.

- Me come gostoso, Vitor… – ela virou o rosto por cima do ombro. – Você não queria tesão? Então toma.

Ele começou a se masturbar. O pau, maior e mais grosso que o meu, ocupava a tela.

- Se você for no meu cu, eu vou acordar todos esses prédios – ela riu, ameaçando.

- Não me importo.

- Duvido.

Ele hesitou. Acabou penetrando-a pela bocetinha e começou a estocar com força. Para Wanda, aquilo parecia… comum. A maneira como recebia as investidas. A naturalidade. A intensidade. Havia algo cru ali. Hipnótico.

Ela se retraiu um pouco.

- Vai devagar… tem gente vindo.

Vitor riu.

- Quero que vejam. Essa gostosa quem come sou eu. O amor da minha vida.

A mão dele pousou no ombro dela, como se quisesse mantê-la ali. Ela tentou se soltar.

O vídeo acabou.

Fiquei parado.

Não soube nomear o que senti. Confusão. Algo atravessado. Por que ela queria que eu visse isso?

Hesitei um pouco, mas a curiosidade venceu. Eu veria mais um.

Cliquei em “aniversário do papai”.

Wanda estava de joelhos em um jardim. Algumas plantas ao redor garantiam certa privacidade. Reconheci a casa dela. Foi em um período muito anterior. Ela olhava para a câmera com um ar provocativo.

A câmera virou, mostrando mesas ao fundo. Pessoas conversando. Claramente o aniversário do Trajano. Depois voltou para Wanda.

- Vai, amor. Chupa o pau do teu namorado no aniversário do teu pai.

Ela sorriu, como se aceitasse um desafio. Abocanhou o pau com habilidade. Movimento seguro. Natural. A perícia me lembrou Adriana. “Somos parecidas”.

A imagem era… difícil de ignorar. Havia algo ali, uma dualidade estranha. A princesa e a puta no mesmo corpo. Vitor não demorou. Gozou na boca dela. Ela engoliu tudo.

Fechei o vídeo e respirei fundo.

Mas não parei.

Cliquei em “roleta russa”.

O quarto parecia de hotel. Câmera fixa. Vitor e Gustavo sentados, nus, em cadeiras, frente a frente. Wanda e Adriana se revezavam entre eles.

Elas sentavam. Cavalgavam. Mudavam de parceiro. Riam. Falavam obscenidades. O tesão alto. Uma competição implícita para ver qual deles gozaria primeiro.

- Acho que o Vitor vai ganhar… – disse Adriana, ofegante.

- Também acho – riu Wanda. – O Gustavo tá quase gozando.

Gustavo estava de olhos fechados, tentando se controlar. Vitor, mais relaxado, sorria satisfeito. A dinâmica se estendeu por um tempo, mas não aguentei ver até o final.

Fechei o vídeo.

Minha respiração pesou. Sufocante. Qualquer resquício de excitação desapareceu quando Adriana apareceu na cena.

Afastei a cadeira e me levantei, tentando me recompor.

Eu não conhecia Adriana naquela época. Então por que aquilo me incomodava tanto? Não tive uma resposta rápida. Outros questionamentos apareceram.

Também não entendi por que Wanda queria que eu visse tudo aquilo. Eu já não tinha dito que não me importava? Então por quê? O que ela queria que eu enxergasse ali?

Voltei o olhar para o notebook. A lista de e-mails. Os títulos. A quantidade.

Então percebi o Word minimizado.

Wanda tinha escrito algo para mim.

Aproximei-me de novo. Abri o documento.

O texto era simples. Curto. Direto ao ponto.

“Bruno,

Eu quero muito você. De muitas formas. Sem rótulos. Apenas quero. Só que não posso ter você sem que você saiba quem eu fui. Pode parecer uma loucura te mostrar tudo assim, eu sei, mas não vejo outra forma.

Eu não me arrependo do que vivi. Eu me entrego às coisas, sempre fui assim. Não fui forçada a nada. Por isso, não culpe ninguém além de mim.

Admito que gostei de muitos momentos, sim. Como não gostar? Eu amo sexo. Você falou que eu estava no meu direito, que tudo era de comum acordo. OK! Agora fala isso para o meu coração…

Não estou te cobrando nada. E entendo se depois do que ver, você não quiser mais saber de mim. Porém, não posso viver sabendo que escondo algo de você.

Por que sua opinião importa tanto para mim? Não sei explicar. Só sei que importa.

Wanda”

Quando terminei, senti como se um peso enorme tivesse me atravessado o peito. Fiquei parado diante da tela, sem saber para onde olhar, sem saber o que fazer com as mãos.

A carta. Os e-mails. Os vídeos. Muitos deles.

Reli a carta.

À primeira vista, soava impulsiva. Quase desesperada. Mas, relendo com calma, havia mais ali. Muito mais. Coisas nas entrelinhas. Uma história que não tinha terminado, mas que também não podia avançar do jeito que estava.

Pela primeira vez naquela noite, senti algo diferente do choque.

Responsabilidade.

Ela tinha se exposto. Sem defesa. Sem filtro. E, de alguma forma, aquilo me colocava no centro de algo que eu ainda não compreendia por inteiro.

Levantei-me sem pensar muito. Peguei as chaves do carro. Quando percebi, já estava saindo. Por Wanda. E isso me assustou mais que deveria.

Trafegando pela cidade, liguei para ela. Uma vez. Duas. Na terceira, ela atendeu.

- Onde você está? – perguntei, sem conseguir esconder a pressa.

- Bruno? Mas… o que foi?

- Onde você está agora, Wanda?

Ouvi-a respirar fundo do outro lado da linha.

- Eu… estou voltando para casa.

- Em que ponto?

- Perto.

- Perto de onde? – minha voz saiu mais alta do que eu pretendia.

- Do Centro de Eventos.

Rapidamente me situei.

- Certo. Vai para aquele restaurante italiano onde a gente comeu uma vez. Me espera lá.

- Mas… por quê? O que aconteceu?

- Eu estou indo buscar você.

- Bruno, não pre…

- Já estou a caminho. Me espera.

Desliguei.

Depois daquela carta, eu sabia que ela me esperaria.

Demorou alguns minutos até eu chegar. Estacionei de qualquer jeito. O pneu cantou no asfalto. Nem desliguei direito o carro.

Saí apressado. Procurei com os olhos. Encontrei.

Wanda estava parada perto da entrada, segurando o celular nas duas mãos. Quando me viu, ficou imóvel. Confusa. Sem entender.

Fui até ela com passos largos. Não havia mais o que pensar.

Nossos olhos se encontraram.

Eu a puxei para um abraço.

Forte.

Senti o corpo dela ceder quase imediatamente, o rosto afundando no meu peito, como se já estivesse esperando por aquilo sem saber. Os braços dela me envolveram com uma urgência silenciosa.

- Sua boba… – minha voz falhou antes de terminar. – Sua tola…

Respirei fundo, tentando organizar o que nem eu entendia direito.

- Eu já não tinha te dito que você não ia mais sair da minha vida? – murmurei – Te dei todos os meios para me encontrar.

Senti o ombro dela tremer.

- Eu estou aqui – continuei, mais baixo. – E não vou desaparecer de novo. Não quero passar outros seis anos longe de você. Não consigo mais.

Afastei só o suficiente para olhar o rosto dela.

- Nunca mais, Wanda.

As lágrimas vieram sem resistência. Passei o polegar pelo rosto dela, devagar.

Ficamos alguns segundos apenas nos olhando, respirando o mesmo ar.

- Eu entendo você – falei – Pelo menos… estou tentando.

Ela parecia esperar por aquilo havia muito tempo.

- Você sempre esteve comigo, sabia? – acrescentei – Mesmo quando a gente estava longe. Eu nunca esqueci você. Em nenhum momento.

Engoli em seco.

- Não me importo com rótulos. Não agora. Só sei que você faz parte da minha vida. E eu não vou deixar você se afastar de mim outra vez. Então… vai ter que lidar com isso. Consegue?

O sorriso dela veio misturado com choro.

- Consigo. Consigo demais.

Nos abraçamos de novo. Mais calmos. Mais conscientes.

O mundo em volta continuava existindo, mas eu não liguei.

- Vamos – falei depois de um tempo – Vamos pro meu apartamento.

Ela me olhou, curiosa.

- Confia em mim.

Ela assentiu sem hesitar.

No caminho, paramos num mercantil para comprar algumas coisas básicas. Ela avisou os pais onde dormiria. Não houve questionamento.

Quando já estávamos perto do meu prédio, senti a mão dela procurar a minha. Olhei de lado. Ela sorria de um jeito leve. Aliviado. Como se algo pesado tivesse finalmente se deslocado do lugar.

E, pela primeira vez naquela noite, eu também consegui respirar melhor.

No meu apartamento, ofereci o quarto para Wanda. Ela tentou recusar, mas aquilo não estava em negociação.

Quando entramos, o notebook ainda estava aberto. A carta. Os e-mails. A tela iluminando o quarto.

Ficamos alguns segundos parados, constrangidos diante daquilo que ainda estava exposto.

- A carta e os e-mails são seus agora. Faça o que quiser com eles – ela disse.

Olhei para ela, tentando entender.

- Não me importo mais com eles – continuou – Não tenho mais nada para esconder.

Respirei fundo. Uma ideia começou a se formar antes mesmo de eu entender completamente o que significava.

Sentei-me na cadeira. Aproximei a mão do mouse. Virei o rosto por cima do ombro.

- É meu mesmo?

- É – respondeu, firme.

Voltei-me para a tela. Selecionei todos os e-mails. A lista inteira. O cursor ficou piscando por um segundo. Cliquei. Removi todos. A caixa de entrada esvaziou.

Abri a lixeira. Apaguei de novo. Limpo. Seco. Fechei o notebook.

- Pronto – falei – Não preciso disso. Sei quem você é. Só isso me basta.

Quando me levantei, percebi que ela estava emocionada. Os olhos brilhando, mas em silêncio.

- A carta eu salvei – acrescentei – Essa fica.

Ela assentiu, sem dizer nada.

Apontei para o guarda-roupa.

- Pega uma blusa minha. Fica mais confortável pra dormir. Tem lençóis novos ali embaixo.

Wanda abriu a porta com cuidado, como se estivesse entrando em algo delicado.

- Vou ficar na sala – falei – Qualquer coisa, me chama.

Esperei um segundo. Só o suficiente para ter certeza de que ela estava bem.

Então saí e fechei a porta devagar.

Olhei para a porta do quarto da minha mãe. Fechada. Provavelmente já dormia.

Fui para o sofá e me joguei nele. O corpo inteiro cansado. A cabeça ainda girando.

Tinha sido um dia longo demais. Adriana. Wanda. E uma sensação estranha que não soube nomear.

Tentei organizar os pensamentos, mas não consegui. Tentei relaxar. Também não deu.

O celular vibrou.

> Wanda: vem aqui

Levantei-me e fui até o quarto. Abri a porta devagar.

A luz do celular iluminava metade do rosto dela. Estava deitada no lado esquerdo da cama.

- Deita aqui – disse, batendo de leve no colchão ao lado. – Fica comigo até eu dormir.

Sorri sem perceber.

Enquanto caminhava até a cama, um pensamento atravessou: ela ainda era casada. Em nenhum momento tínhamos falado do divórcio naquela noite. Aquilo me incomodou por um segundo. Afastei a ideia. Não era o momento.

Deitei-me ao lado dela. Frente a frente.

Mesmo na penumbra, conseguíamos nos enxergar.

Ela puxou minha mão e segurou.

Senti vontade de acariciá-la, mas me contive. Não era a hora.

- Se não der certo com a Adriana… – disse ela, de repente – você vai ter muitas pretendentes.

O nome de Adriana ainda doía.

Forcei um sorriso cansado.

- Não é para tanto.

Ela riu baixo.

Fiquei olhando para ela por um momento. Era estranho pensar que estávamos ali, na minha cama, no meu lar.

Isso me fez lembrar por um instante da época em que estudávamos no curso de Jornalismo. Da nossa amizade construída aos poucos com tanto carinho.

- Ainda não sei o que eu quero – falei, num impulso.

Ela pareceu absorver a frase com calma.

- No momento certo, você vai saber.

Assenti.

Ficamos em silêncio.

Aos poucos, senti a respiração dela desacelerar. Os olhos pesando. Quando achei que tivesse dormido, tentei soltar minha mão.

Ela apertou.

- Você vai sair da minha vida? – murmurou, quase dormindo.

Aproximei-me com cuidado e beijei o seu rosto.

- Nunca – respondi, em voz baixa.

Ela se acomodou no travesseiro, ainda segurando minha mão. Pouco depois, dormiu de verdade.

Esperei alguns minutos antes de me levantar. Observei-a por um instante. Ela estava tranquila. Sem a tensão de antes.

Fechei a porta do quarto com cuidado.

Não lembro de ter chegado ao sofá. O cansaço era absoluto. Quando acordei, já era de manhã.

O cheiro de café dominava o apartamento. Vozes vinham da cozinha.

Fui até lá ainda meio cambaleante. Quando me viram, minha mãe e Wanda sorriram, como se aquela manhã fosse absolutamente comum.

- Bom dia, dorminhoco – disse minha mãe.

- Tava te esperando pra me deixar em casa. Pode ser? – perguntou Wanda.

- Claro – respondi, ainda tentando acordar de verdade.

Tomamos café juntos. Conversa leve. Assuntos pequenos. Minha mãe observava mais do que falava.

No caminho até a casa de Wanda, o carro seguiu tranquilo. Não demos as mãos. Não falamos do que tinha acontecido na noite anterior. Ela comentou lembranças antigas. Histórias da faculdade. Coisas leves.

- Lembra quando te levei naquela exposição de games? – perguntou.

- Lembro… por quê?

- A camisa que peguei pra dormir tinha a logo do PlayStation.

Sorri.

- Nem percebi. Tava escuro.

Ela riu baixo.

Quando chegamos à casa dos pais dela, a despedida foi rápida. Natural demais para o que tinha sido a noite passada. Não lembro se trocamos palavras. Só o beijo no rosto. Foi leve. Mas mexeu mais do que eu esperava.

Ela entrou. Antes de fechar a porta, acenou com a mão. Esperei um pouco. Posso jurar que escutei o clique da porta se fechando. Então fui embora.

O restante do domingo passou como um borrão. Meu corpo parecia pesado. A mente, ainda mais. Pensar cansava. Passei boa parte do dia no quarto, dormindo mais do que acordado. Não era fuga. Era exaustão.

À noite, depois do jantar, estávamos na sala. Minha mãe quebrou o silêncio:

- Você estava dormindo tão bem à tarde… preferi não te acordar.

Dei de ombros.

- Gostei disso – ela completou.

Olhei para ela. Entendi o que queria dizer. Não era sobre o sono.

Sorri de leve, mas não respondi.

Ela, por sua vez, pareceu satisfeita e aliviada. Meia palavra bastava.

Na segunda-feira, acordei bem. Cansado, ainda atravessado pelo que tinha acontecido no sábado, mas… bem.

Quando entrei na minha sala na PHX, dei de cara com Denis me esperando. Ele parecia assustado.

- O que faz aqui? – perguntei, mais surpreso do que irritado.

- Cara… eu… me desculpa por sábado. Eu não quis te provocar.

Sentei-me devagar, recostando na cadeira. Observei-o por alguns segundos. Ele não me devia nada. Muito menos Adriana. Ainda assim, estava ali.

- Quando te avistei… – ele continuou, nervoso – eu tentei evitar. Preferi ficar longe pra não criar uma situação desagradável, mas…

- Para, Denis.

Ergui a mão, interrompendo.

Não queria que ele colocasse uma culpa imaginária sobre Adriana. Não era necessário. Também não senti raiva. Só… cansaço.

Ficava claro o quanto ele era inexperiente. E mais claro ainda o quanto estava sendo usado, talvez sem perceber.

Levantei-me e fui até a janela.

Do 18º andar, a cidade se abria inteira diante de mim. Aquela vista sempre me ajudava a pensar em decisões financeiras. Hoje, não.

Sem me virar, perguntei:

- O que você sente por ela, de verdade?

O silêncio atrás de mim durou alguns segundos.

- Eu gosto dela – respondeu, por fim. – Sempre gostei. Nunca tentei nada por respeito a você… ao relacionamento de vocês.

Aquilo me pegou de surpresa. Nunca tinha percebido. Mas também não me abalou como antes teria abalado.

Respirei fundo.

- Você veio pedir desculpas… – falei – Já sei como pode se desculpar.

- Como? – a pergunta saiu rápida, quase ansiosa.

Virei-me para ele. Olhei direto em seus olhos.

- Nunca a machuque, Denis. Nunca.

Fiz uma pausa deliberada.

- Faça ela feliz com tudo que puder. Se fizer isso… aceito suas desculpas. E nada muda entre a gente. Prometo.

Ele demorou a reagir, mas assentiu. A tensão no corpo era visível. Talvez não esperasse aquilo.

Ou talvez entendesse o peso.

Afastei-me da janela.

- Agora vamos trabalhar. Temos muito o que fazer.

Ele respirou fundo, tentando recuperar o eixo.

- Só se for agora, chefe.

Mergulhei no trabalho.

Nunca estive tão focado como naquela semana que começava. Era mais do que disciplina. Era necessidade. Enquanto trabalhava, eu não pensava. Decidi que não haveria luto amoroso que me atrapalhasse.

A mentoria com Wis foi impecável em conteúdo. Ela percebeu minha energia diferente.

- O que você tem? – perguntou – Nunca te vi tão inspirado.

- A vida seguindo… – respondi, tentando soar leve. Talvez enigmático.

Ela me observou por um segundo a mais, como se avaliasse a resposta. Não insistiu. E nem podia. Ela ainda me devia uma conversa.

Wanda voltou a falar comigo ao longo da semana. Os mesmos assuntos de sempre, mas não menos interessantes. Principalmente, o andamento do divórcio. Até que veio a mensagem que me tirou do eixo.

> Wanda: Vitor me pediu pra fazermos algumas sessões de aconselhamento de casal

> Bruno: e você?

> Wanda: não tenho interesse, mas…

Parei olhando para a tela. Sabia o que viria depois. Ela acabaria aceitando. E aceitei isso também, em silêncio. Era um problema dela. O casamento dela. Eu não tinha direito a interferir. Respondi pouco, com cuidado, para não transparecer qualquer incômodo de minha parte.

Denis passou a semana retraído. Andava pelos corredores como se ocupasse menos espaço do que de costume. Alguns perceberam. Outros evitaram comentar. Encontrei-o na copa na quarta.

- Relaxa – falei – Está tudo bem.

Ele me olhou como se ainda esperasse algum julgamento.

- A PHX precisa do seu melhor. Você é capaz, meu amigo.

Sorri de forma sincera. E segui meu dia.

Remo e Érica, curiosamente, não me bombardearam com perguntas.

> Remo: até tentei entrar em contato, mas sua mãe disse que era melhor te deixar quieto

> Bruno: minha mãe?

> Remo: sim, falamos com ela pelo direct do Instagram

> Bruno: interessante

> Erika: queríamos te ver… mas ela disse que você estava bem

> Bruno: estou bem, de fato. Vida que segue. Obrigado pela preocupação.

Minha mãe já entrava na quinta semana morando comigo. De vez em quando, passávamos na casa dela para buscar alguma roupa ou objeto que ainda faltava.

Aos poucos, percebi que ela começava a deixar marcas discretas no meu apartamento – um arranjo diferente na estante, uma toalha nova na cozinha, pequenas presenças que não pediam permissão.

Não me incomodava. Pelo contrário. Ela parecia mais leve ali, mais tranquila comigo.

Ainda assim, eu sabia que aquilo era provisório. Mais cedo ou mais tarde, ela teria de encarar o próprio futuro afetivo. E, quando esse momento chegasse, não seria mais sobre mim.

Na sexta-feira, o que eu já esperava aconteceu.

> Wanda: aceitei fazer dez sessões de aconselhamento com ele

> Wanda: a primeira é amanhã de manhã

> Wanda: depois de tudo que vivemos, acho que é o justo, o mínimo que posso fazer ainda

Fiquei olhando para a tela por alguns segundos.

> Bruno: entendo

> Wanda: o que foi? acha que me precipitei?

> Bruno: não, longe disso…

Digitei outra mensagem. Apaguei. Digitei de novo. Apaguei outra vez. Qualquer palavra que viesse carregaria mais do que eu queria mostrar.

Respirei fundo.

Ela era casada. Ainda era. E talvez houvesse, de fato, algo ali que merecesse ser tentado. Eu era um amigo recém recuperado. Era isso que eu precisava ser.

> Bruno: acho que o aconselhamento pode ser bom

> Bruno: se houver algo a salvar, não haverá local melhor para descobrir

> Bruno: aconteça o que acontecer, estarei aqui. Como seu amigo.

Enviei.

A resposta não veio. Nem naquela noite. Nem no sábado. Não insisti. Dei o tempo que ela precisava para lidar com isso.

Porém, constatar o óbvio doeu mais do que eu esperava: por mais que houvesse algo sendo reconstruído entre nós, ela ainda tinha um vínculo enorme com Vitor. E não seria simples romper isso. Não da noite para o dia. Talvez, o subconsciente dela nem mesmo quisesse.

Por outro lado, eu não queria ficar parado. Havia uma energia absurda correndo pelo meu corpo, como se eu precisasse gastar aquilo antes que me consumisse por dentro. A vida precisava seguir. Nem que fosse à força.

Liguei para Remo.

- Qual a boa de hoje? Balada?

- Tenho uma melhor. Vamos beber até amanhecer aqui no meu apê. Eu, você e a Érica.

- Perfeito. Preparem os ouvidos…

- São todos seus.

Começamos cedo. Bebemos. Falamos. Rimos. Contei tudo. Sem filtro. Desabafei bastante. No fim, uma decisão.

- Por uma nova história – falei, levantando o copo – Eu mereço.

Brindamos.

Eles trocaram um olhar entre si. Malicioso. Cúmplice. Percebi de imediato. E, pela primeira vez em dias, senti o desejo subir sem culpa.

Érica estava linda. E disponível.

Não sei exatamente quando começou. Num momento, ela estava no colo do Remo. No seguinte, os dois se beijavam com urgência, línguas duelando, mãos sem freio.

Fiquei olhando, sentindo meu corpo responder.

Ela acariciava o pau dele por cima da roupa. Ele subia as mãos pelas pernas dela. Depois cochicharam algo. Ela riu em minha direção. E se levantou e veio até mim.

- Achou que ia ficar sem beijo?

Érica sentou-se no meu colo e me beijou antes que eu respondesse. Retribuí com fome. Sem pensar. Sem planejar.

Fomos para o quarto de Remo. Ela nos despiu. Nós dois duros. Ela calma, fez um striptease curto, totalmente segura de si. Eu já estava à beira de gozar só olhando.

Começou nos chupando, revezando. Boca quente. Ritmo bom. Remo desceu para entre as pernas dela. Eu senti a respiração dela mudar. Ela me chupava enquanto ele a lambia.

Depois parou. Subiu em mim e começou a cavalgar sem pressa, mas com firmeza.

Remo se aproximou. Ele a puxou pela nuca e enfiou o pau em sua boca. Ela chupava enquanto quicava em mim.

Mudamos de posição. De quatro. Depois de lado. Tudo sem roteiro. Só fluxo.

Eu não pensava. E era exatamente isso que eu queria.

No ápice, ela montou em Remo e olhou para mim por cima do ombro.

- Vem no meu cu.

Fui.

Entrei. Ela arqueou o corpo e gemeu alto, descontrolado.

Remo a segurava pela cintura. Eu empurrava por trás. Ela gritava para não pararmos.

Eles se beijaram. Longo. Íntimo. E por um segundo, tive a sensação estranha de ser convidado numa intimidade que já existia antes de mim. Não me incomodou. Pelo contrário.

Continuei socando e socando, até gozarmos quase juntos.

Enchi o cu de Érica com muita porra e, em seguida, caí de lado na cama. Meu corpo estava leve, a mente vazia. E muito exausto também. Parecia que a quantidade de bebida ingerida estava cobrando o seu preço.

O melhor, pelo menos para mim: não pensei em Wanda. Nem em Adriana. Não pensei em nada.

Só apaguei, satisfeito como nunca.

Na manhã seguinte, acordei sozinho na cama, com uma ressaca pesada e a boca seca. Levantei-me com certa cautela e fui até a cozinha. O cheiro de café forte parecia um oásis.

Érica me viu e sorriu. Ela veio até mim e me abraçou sem cerimônia.

- Dormiu bem?

- Dormi… – respondi, ainda meio grogue.

Olhei ao redor.

- Cadê o Remo?

- Foi na padaria.

Assenti.

- Vou no banheiro. Jogar uma água no rosto.

Ela me soltou. Entrei no banheiro e não consegui fechar a porta. Érica veio atrás e a encostou com o pé. Sem dizer nada, entrou, trancou-a e abaixou minha cueca. Meu corpo ainda lento, mas reagindo.

Quando percebi, ela já me chupava.

O susto virou resposta quase imediata. Em poucos segundos, eu estava duro. Sentei na tampa da privada e ela continuou, concentrada, como se tivesse esperado por aquilo. O boquete era seguro, decidido. Não havia hesitação.

Eu ainda tentava acordar quando o prazer me atropelou. Não demorou e gozei. Ela engoliu tudo com naturalidade e, ao terminar, abriu a boca num gesto quase provocativo.

- Você mereceu essa – disse, tranquila. – Ontem foi… incrível. Era algo há muito tempo desejado por mim.

Fiquei olhando para ela, tentando entender o peso da frase. Não era só sobre a noite anterior. Havia algo ali que eu ainda não tinha alcançado.

Ela percebeu minha confusão, mas apenas sorriu, misteriosa. De repente, sua cara parecia de prazer puro.

- Se a Wis sonhar com isso…

- Vocês precisam parar com isso…

Respondi tentando parecer leve, mas a lembrança me incomodou. Érica não se importou.

- Vai se assear. O Remo já deve estar voltando com o pão.

Ela se levantou, destrancou a porta e saiu como se nada tivesse acontecido.

Fiquei alguns segundos parado no banheiro, ainda tentando acompanhar o próprio ritmo das últimas horas. Minha vida parecia ter acelerado de forma estranha. E eu ainda não sabia se estava correndo atrás… ou sendo levado.

Resolvi tomar um banho.

A água ajudou a organizar um pouco as ideias, mas não completamente. O que tinha acontecido com Érica mexera mais do que eu esperava. Até então, tudo parecia apenas físico, circunstancial. Agora não tinha tanta certeza. Por um instante, passou pela minha cabeça a possibilidade de ela realmente gostar de mim de um jeito diferente. Remo já tinha falado disso antes.

Mas a lembrança dos beijos dela com Remo voltava logo em seguida e desmontava qualquer hipótese romântica. Sempre os enxerguei como um casal em potencial. De algum modo, pareciam certos um para o outro. Talvez fossem. Talvez funcionassem melhor assim, livres. Não era meu papel entender.

Quando saí do banheiro, Remo já tinha voltado com o pão. Sentamos à mesa como se nada tivesse acontecido. E, de fato, não havia peso. Apenas uma leve cumplicidade silenciosa.

- Bem que poderíamos repetir – disse Érica, casualmente. – Se todos estiverem solteiros, é claro.

- Eu topo – Remo foi rápido no gatilho.

Eles me olharam com expectativa.

- Quem sabe… – respondi, rindo.

Não fiquei muito mais tempo no apartamento dele. Tinha prometido almoçar com minha mãe e logo me despedi.

Parado em um sinal qualquer, peguei o celular. Nenhuma mensagem da Wanda. “O aconselhamento deve ter dado resultado”, pensei. “Vida que segue. Sou apenas um amigo.”

Guardei o celular no bolso. A frase parecia madura, correta e necessária. Mas não exatamente verdadeira. Resignado – ou tentando ser – segui o trajeto.

Passei o restante do domingo na companhia da minha mãe. E isso me recuperou mentalmente para a semana que se iniciaria.

Na segunda-feira, mal cheguei à PHX e já estava tentando mergulhar no trabalho quando o celular vibrou. Era uma chamada de vídeo da Wis.

Atendi.

Assim que a imagem abriu, ela apareceu na tela com uma energia diferente. Mais leve. O sorriso chegava aos olhos.

- Quando você vai tirar férias?

Não houve sequer um cumprimento.

- Eu? – ri, tentando parecer casual. – Sou dono. Não tiro férias.

- Tira sim, se quiser – ela retrucou de imediato. – Papai disse que você tem meses acumulados.

- Ele anda bem informado.

Observei melhor o rosto dela. Havia algo ali. Uma tranquilidade nova. Ou uma decisão tomada.

- Por que quer saber das minhas férias? – perguntei.

Ela não hesitou.

- Porque quero que você venha passar uns dias comigo, se hospedando no meu apartamento. Aqui em Nova Iorque… e logo.

O tempo pareceu desacelerar por um instante.

Não sei que expressão fiz. Talvez nenhuma. Talvez tenha ficado imóvel demais. A única coisa que me ocorreu foi um pensamento simples, quase automático.

A vida precisa seguir.

Mas… será?

Continua...

Espero que gostem. Desde já, ficarei grato com qualquer comentário, crítica ou elogio. Próximo capítulo em alguns dias.

Obrigado pela compreensão por conta do atraso deste capítulo.

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Comentários

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Otimo como sempre, pena que demora pra repor, kkkk, tive que reler o capítulo anterior inteiro para lembrar de todos os detalhes e nao perder o fio da meada. abs

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E esse Denis aí me deixou mais confuso.

O cara , queria ficar com a Wanda, depois com a Wis, depois com a Wendy e no fim começa a namorar a Adriana,qual é a desse cara afinal?

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Poxa, tô meio perdido aqui,a Wanda pediu o divórcio e depois diz que tem sentimentos pelo Bruno, tanto que mostrou todos os vídeos do passado.

Depois vem com papo de conselhamento de casal,se afasta do Bruno sem dar explicação(afinal,por que raios ela mostrou o vídeo,se não tinha acabado de vez com o Victor?).

Quanto a Adriana,pela impressão que tive,foi que ela começou a ficar com o Denis para tentar ferir o Bruno.

A Wis,estou mais confuso ainda, afinal ela ficou afastada, será que ela sabia que a irmã dela iria tentar alguma coisa com o Bruno,por isso ela se afastou?

Talvez ela descobriu da possível reconciliação da Wanda com o Victor,nas sessões de aconselhamento e se animou a tentar investir no Bruno.

Quanto ao Bruno tentar uma reconciliação com a Adriana (se caso ela deixar o Denis), vai ficar bem estranho,pois imagina cada vez que eles brigassem, procurar outra pessoa para desestresar(transar), não iria dar certo né.

Na minha humilde opinião, acho que deveria aparecer uma nova personagem na história (uma possível nova parceira para o Bruno)pois esse grupo todo está muito enrolado.

A Wis está morando no EUA, não fica muito viável ter um relacionamento a distância com o Bruno,(a não ser que ela venha morar no Brasil ou o Bruno vá morar lá nos EUA), que seria mais saudável (assim ele se afastar de vez da Adriana e da Wanda).

Com a Wanda fica meio estranho,pois mais cedo ou mais tarde ela vai meter galho no Bruno,pois acredito que devido a alta atividade sexual dela,o Bruno não daria conta (e ela vai procurar fora),mas essa parte é minha perspectiva.

A sinceridade,(eu), queria que a Adriana perdoasse o Bruno e voltasse a namorar,noivar e casar com ele,sem drama, que um fosse fiel ao outro.

Mas o autor sabe o melhor desfecho para toda essa bagunça.

Então sobre a transa,que o Carlos_Leonardo,disse que ia ter neste capítulo,eu jurava que o Bruno iria pegar a Wis de jeito (ou até,pelo andar desse capítulo,a Wanda iria ter uma transa inesquecível com o Bruno).

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VAMO MEU BRUNAO!

Comecei o texto torcendo pelo casal BRUNANDA e no final já quero que a Wanda fique o mais longe possivel, toda vez ela fica nesse chove e não molha e SEMPRE escolhe o Victor, esse papinho dela sentir algo muito forte por ele é balela.

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Quero deixar aqui um levantamento pra história, a narração do texto por ser da perspectiva do Bruno sempre tenta pintar o Victor como "vilão" e até a Wanda e Adriana agem cm se ele fosse um monstro ou algo do tipo.

Mais vamos analisar tudo que aconteceu até agora: Victor conhece Wanda na escola, antes até dela conhecer o Bruno, eles são um casal que sempre estiveram juntos. E o Bruno é o empata foda q se faz de "amigo" mais q realmente quer comer a Wanda e rouba a namorada do Victor.

E mesmo assim em nenhum momento da história o Victor foi grosseiro ou desrespeito com o Bruno, pelo contrário sempre foi amigável e gentil, na vdd quem era grosseiro e só dava patada nele era o Bruno.

O Victor teve essa experiência liberal com a Wanda e os outros e se entregou a isso? Sim. Mais ele não obrigou ninguém a isso, elas queriam e gostavam muito disso tbm.

Ele teve atitudes egoístas nessa relação? Sim. Mais cm sabemos todos os outros tbm tinham lá suas atitudes questionáveis.

E por último, quem foi traído antes do casamento foi o Victor, quem foi enganado foi ele, e agora será ele o abandonado pela esposa por causa do Bruno.

Então eu pergunto, quem é o verdadeiro "vilão" dessa história? Victor ou Bruno?

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Concordaria com você, se o Victor não tivesse nos falado o ponto de vista dele no último conto... Ele pegou a menina mais desejada da escola e ela se tornou um vício, tudo o que vêm depois é fruto desse vício, degradação, ele literalmente destruiu o amor que ela tinha por ele, abrindo espaço para o Bruno entrar......

Além disso, ele um homem adulto, desejava fazer o mesmo com a Wis que na época era uma mera adolescente, novinha ainda ganhando corpo, ISSO ESTÁ NO TEXTO, ELE REALMENTE PENSAVA ISSO...

Inclusive, se ajoelhou, pediu perdão e etc, ele já falou no último conto que tudo isso é mentira, ele faz o que for preciso para manter a fonte do seu vício que é a Wanda.

Dito isso....

Acho que o Victor é uma pessoa emocionalmente instável, como disse o Gustavo no último conto, no mesmo que a gente descobre o ponto de vista do Victor.

Victor ainda não cresceu, ele ainda faz joguinhos de ensino médio na vida adulta, como se ainda fossem os populares da escola e a vida não é assim... Foi quando o Gustavo mostrou que estava crescendo.

Todos os personagens do conto, ainda são imaturos... E ainda agem como se estivessem vivendo a fantasia do ensino médio... A própria autoimagem de manipulador do Victor, para satisfazer seu vício vem de um ponto de vista imaturo.

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PS: Victor traiu a Wanda com a Adriana tendo um caso com ela por fora do jogo dos quatro... Assim como Wanda traiu ele com o Gustavo, apesar que a Wanda foi uma vez só por curiosidade.

O Victor, saiu com a Adriana, até ela perceber que ia ser expulsa da faculdade por causa dos joguinhos deles, porque ela estava para perder a bolsa.

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Adriana chutou os outros três e ele realmente acreditava que ela voltaria para ele, quando ela mentiu para ter o endereço dele... O sonho dele é ter a Wanda, a Adriana e a Wis ao mesmo tempo na cama...

Ele falou isso.

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Sim é o sonho dele e de qualquer outro homem, isso não faz dele alguém ruim exatamente. Até pq elas gostavam disso tbm. O ruim talvez foi a forma q ele tentou isso.

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A WIS?

Você ao menos viu o nome dela ali na lista... A Menina que ele assédiava quando ele já maior de idade e a menina ainda quase uma criança ganhando corpo?

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Entendo seu ponto de vista... Mas... Não da para redimir o Victor, ele não é vilão, ele é um idiota que precisa de terapia, assim como o outro lado da moeda chamado de Bruno.

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Oi Giz, desculpa me meter, mas eu acho que o AnjoNegro,quis dizer que o Victor tinha desejo de ficar com as três,mas quanto a elas gostar,no caso seria só a Wanda e a Adriana,pois a Wis não está acostumada a esse tipo de relacionamento,(pois ela é virgem ainda).

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Enfiar a cabeça da Adriana numa privada eu acho um "fetiche" meio fora de questão, para mim é uma parafilia nociva, que indica uma falta de respeito patológica ao semelhante, aliás, esse ato deplorável pode nem ser considerado uma parafilia nociva, pois mesmo sendo consensual, pode ser por coersão emocional, quem pratica esses tipos de atos, eu particularmente não considero uma pessoa do bem, pelo menos esse é meu pinto de vista.

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*Pinto de vista não kkkkk

**Ponto de vista. ok kkkk

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Não estou nem falando desse tipo de coisa, de por exemplo fazer anal violento até machucar para se provar dono delas, ao ver elas aguentando a dor para o prazer dele.

Estou contextando o nosso amigo que acabou de dizer que a Wis não é inocente, quando o Victor confessa, que sempre desejou fazer com ela o mesmo que fazia com a irmã, desde aquela época que a menina era praticamente uma criança.

Aparentemente o fato dela, não ser tão inocente hoje, faz o São Victor estar redimido.

Aliás... Ele mesmo pessoalmente com as próprias palavras dele, no conto anterior, confessou que não sente nada por elas, elas são só posses, as três, ele deseja as três como meras posses para se achar o fodo.

Vai mentir, fingir sentimentos, enganar pessoas, o que for necessário para continuar isso e de preferência, trazer a Adriana e a Wis para ele também.

Mas realmente o Anjo Negro eu não respondo depois dessa da Wis...

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Ok, mas se fosse uma mulher pedindo ao amante para ajudar a enfiar a cabeça do namorado Corno Manso na latrina enquanto é fodida no cú pelo amante, todos diriam que ela seria uma mulher cruelmente vinda dos infernos, isso eu tenho certeza.rsrsrs

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Isso eu não tenho sequer a vontade de negar.

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Mas é que defender o cara maior de idade com desejos de fazer isso com uma menina de o quê? 13, 14 anos pela história que a Wis contou e a Wanda confirmou.

Tipo ter esse tipo de pensamento, de tratar do jeito que ele tratava duas mulheres adultas, uma menina... Para mim isso é IMPERDOÁVEL... Não importa o que o senhor Anjo Negro diga sobre o Santificado que já pagou pelos seus pecados.

Sofreu foi pouco.

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Você tem até muita razão, mas os exibicionismos e insinuações com as irmãs mais novas, aconteciam com a participação do quarteto, então com a anuência da irmã mais velha, Wanda, então, na cabeça comprovadamente disfuncional do Victor, passa uma permissividade e indulgência distorcidos, por isso o quarteto se afastou da mansão, soterramento esse desejo mórbido do Victor, com ele se concentrando na sua verdadeira tara sexual, o Trisal com Wanda e Adriana, por isso eu acho o desejo dele foi totalmente errado naquela época, sendo assim foi efêmero, talvez não caracterizando pedofilia, apesar que tecnicamente ser.

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Veja o que ele gosta é de machucar... Quanto mais a menina demonstra repulsa, mais ele quer, quanto mais ela aceita, mais longe ele vai, é um ciclo vicioso de degradação e destruição.

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Sim, mas ele casado com a Wanda, com ela de quatro fazendo anal com ele, ele pensa na bunda da Wis. Está no texto... Ele nunca esqueceu esse desejo.

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Mas aí já foi na fase adulta, o Vitor ficou sem limites, a permissividade da Wanda e Adriana, ou seja os excessos do quarteto, passaram para ele uma sensação de poder descontrolado, onipotência sexual, não estou relativando os erros dele, estou expressando que o Vítor não me parece ter um transtorno voltado a pedofilia, repito apesar de ter desejado uma pré adolescente, que realmente caracteriza pedofilia, mas foi mais por inconsequência junto a uma perda total de limites, o que é totalmente errado também; não sei se consegui expressar corretamente meu ponto de vista,mas no meu entendimento ele teve um pensamento pedófilo, que é condenável, mas não tem a tara da pedofilia, se é que isso é possível.

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Conseguiu sim e eu entendi completamente...

Durante o quarteto a sanidade do Vitor foi degringolando ele começou a testar mais e mais limites e ver até onde iria, ele literalmente, estava agindo como um adolescente, se intoxicando com todas as questões sexuais que pudesse.

Até o ponto que nasceu o monstro... Algo que Wanda se sente culpada em ter criado.

"Uma menina é muito próximo de ser uma mulher, um menino jamais erá um homem"

Vampiro Armand = Anne Rice

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Isso, exatamente isso. Degradação sexual sem limites do quarteto, mas só o Vitor não se deu conta.

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Sim e a Wanda se culpa por isso, por isso que ela aceitou a terapia de casal, porque como a Marluce deu a entender a Wanda realmente vai tentar salvar o Victor, a Adriana, a Wis e a Wendy, antes de pensar em si mesma.

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Por outro lado, dizer como o leitor disse.

Wis foi vítima de certo modo, mas ela também têm seus segredos, não acho ela inocente.

Para se contra o fato dela ser uma vítima do Victor... Eu acho demasiado ofensivo.

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A Wis ter sido vítima você tem toda razão, mas eu coloco a culpa distribuída pelo quarteto, com um peso maior no Vitor e na Wanda, e tem que mencionar que a Wendy também foi vítima dessa falta de limite do quarteto, só não foi mencionada diretamente pelo Vitor.

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Concordo, embora ache que o cérebro da Wanda já tinha virado geleia a essa altura por ser tratada assim desde o ensino médio.

Você vê que o cérebro da menina não se desenvolveu como deveria até agora.

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Acho que os únicos que conseguiram sair disso foram o Gustavo e a Adriana. E quero voltar a defender o Bruno... Ele não vai amadurecer de uma hora pra outra, mas vejo uma melhora considerável. Ele tá se responsabilizando pelas merdas que causou, ele tá sendo mais empático com quem tá a volta dele. A Érica é uma confusão pra ele porque ele vê o carinho dela com o outro menino lá e vê os dois como casal perfeito... Isso tá no texto... Mas... Ele continua a mercê de informação de terceiros. De verdade, eu dei um ponto ho pra ele esse capítulo. Achei uma boa evolução. Quanto a Vitor... Foi a única falha do Bruno. Ele poderia ter exposto a situação pra Wanda mas a própria Marluce disse que ela só se separaria se tivesse certeza de que todos estão bem então não tem como culpar o Bruno por omissão

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Adriana e Wanda demonstram sinais de dependência emocionais emocional e submissão exagerada. Isso é trauma…

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Eu concordo, ele é narcisista e imaturo, e a vida que levou e as pessoas ao seu redor sempre contribuiram pra isso, ele sempre foi o cara bonito e gostosão, o foda na cama, o cara do melhor pau, todos falavam isso pra ele inclusive a Wanda. E até às amizades dele como o Gustavo, que até se tornou amigo dele msm, mais q no início parecia mais q tava cm ele pra surfar na fama do Victor. Ele cresceu e viveu em um bolha que levaram ele a ser essa pessoa distorcida que é hj.

Não questiono isso, mais em relação a ele o Bruno na história, a relação deles, o Victor é muito mais vítima do Bruno do q o contrário.

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Concordo... Mesmo porque eu acho as meninas vítimas dos dois... AS maiores vítimas do conto. Inclusive a Wis.

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Aliás... Inclusive Marluce

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Já disso eu discordo, não acho q elas são vítimas de ninguém. Wanda sabia exatamente oque estava fazendo e gostava, Adriana até pode ter sido influenciada, mais parte dessa influência veio dos próprios sentimentos negativos q ela tinha em relação a Wanda, o ressentimento e inveja q ela sentia. Fora q a Adriana não era criança, era uma mulher já e capaz de sair disso quando quisesse, como de fato ela fez. A Wis foi uma vítima de certa forma, mais acho q ela tbm tem seus segredos e não acho q ela seja tão inocente como aparenta, a própria Wanda parece ter certo "medo" dela. A Wanda msm disse "Oque a Wis quer, ela consegue".

A Marluce é um caso a parte, não acho q ela é vitima de ninguém a não ser das próprias escolhas e da forma cm criou o Bruno em teto de vidro.

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Parabéns pelas suas opiniões, eu vou parar de responder se não se importa... Mas entendi, seu ponto de visto, só discordo completamente e vejo que você realmente não entendeu.

Mas todo mundo tem o direito de proteger o Victor, o Bruno, o Gustavo e etc...

Claro dizer que a Wis não é inocente, para proteger o Victor em relação ao passado... Enfim... Fiquei quieta.

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Não estou protegendo ninguém, não gosto do Victor cm pessoas, só não acho q ele seja o monstro q tentam fzr ele parece ser na história.

E minha opinião é q é fácil tenta fazer as meninas parecerem vítimas agora q deu merda, tenta tirar a responsabilidade delas, sendo q em vários momentos do texto elas msm falam q fizeram tudo pq gostavam e q não tem arrependimentos em relação ao q fizeram.

Vc sim parece estar tentando proteger ela ao demonizar os 3 idiotas.

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Sensacional Carlos, primeiro quero dizer que eu acho o amigo Manfi tem razão, parece que as pessoas ao redor do Bruno tem medo de confronta-lo com a verdade nua e crua, sempre com meias verdades ou postergando assuntos essenciais à sua vida, o pior é que ele continua passivo quanto a isso, ultrapassando a linha do respeito ao tempo da pessoa próxima e se colocando no campo da inércia emotiva, devido a sua falta de ações assertivas,que Caráio de Asa ele tava pensando, quando ele teve o lampejo de ir ao encontro da Wanda, pensei comigo, agora vai com tudo, mas não, de novo bancando o amiguinho dedicado ao bem estar da virgem donzela, Caráio de Asa, no que ele tava pensando, agora ele sabe o que ela quer e o que ela precisa, mas em vez disso, ofereceu uma cama amiga para ela dormir, ainda precisou ela chamar para dar o ombro para ela dormir, apesar dela querer outra coisa, não é possível, ainda mais com a desculpa dela ser uma "mulher casada" , "cacete rasgando num prego enferrujado", que hipocrisia da porra, quando a mulher tava noiva "apaixonada" para casar, traçou ela de todo jeito, agora ela só tinha um pedaço de papel falando em casamento, moralmente e de fato a Wanda deixou claro que não queria e não estava mais com o Vítor, então depois o Bruno reclama de ser apenas um amiguinho, ainda não aprendeu que o que faz um homem são sua atitudes e não pensamentos e divagações sentindo pena de si mesmo.

Tenho que reconhecer que agora ele foi nota dez com a Mãe, conseguiu com atitudes assertivas, atenção e carinho, reestabelecer o contato amoroso perdido por sua imaturidade auto reconhecida, agora tem que agir assim na sua vida amorosa.

O ménage com o Remo e a Erika foi assim, meio morno, a Erika me parece ser mais intensa do que foi o encontro, ainda pelo clima de transgressão inédita e estado etílico que potencializa a libido, ela parecia meio contida, mas acho que valeu, para ajudar ela a desencanar de amorzinho e ao Bruno de se livrar de certos tabus de vez, o Remo tá na dele de olho gordo na MILF delicinha, tá errado não, até eu ficaria kkkkk.

Em resumo, o Bruno está no caminho certo para deixar de ser um pé no saco mimadinho, mas falta um bom caminho para alcançar uma Maturidade e Hombridade, no melhor sentido, plena.

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Falta, mas ao menos ele deu um passinho, tímido, mas deu, as meninas estão com uma evolução de personalidade intensa, mas agora, eu consigo ver o quão imatura elas são...

Todas elas, Adriana, Wis, Wendy, Erika e Wanda, estão começando a demonstrar que estão amadurecendo, mais ou menos, ainda acho que a Wis se entregar há um amor platônico é complicado, ela pode acabar se machucando.

Wendy, demonstrou algo que eu não esperava, que ela vai entrar para o Harém do Bruno, Wanda está reconquistando seu espaço, mas essa história de terapia de casal, me deixou com a pulguinha atrás da orelha, porque ela realmente pode escolher o Victor de novo, principalmente com o Bruno ficando em cima do muro...

Por outro lado, o conto passado, mostrou o quanto o Victor também é só um adolescente quebrado, vivendo a mesma vida que vivia no ensino médio, me pergunto se ele vai amadurecer e mostrar um outro Victor nessa reta final.

Talvez um Victor mais adulto que o próprio Bruno o que não é difícil de forma alguma, no conto passado já vimos que o Gustavo seguiu, amadureceu, agora, do elenco principal masculino, só falta o Victor e o Bruno.

As meninas, estão amadurecendo, infelizmente, de uma forma que só está machucando elas mesmas.

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A Wanda eu ainda acho muito claudicante, já tô achando até o par certo para o Bruno, mas pelo pior motivo possível , eles se igualam em imaturidade e por só tomar atitudes quando estão influenciados por alguém e não por suas próprias convicções, simplesmente não conseguem ser assertivos, como você disse, por mais que o Bruno viva numa inércia que me sufoca, ela aceitar fazer terapia com o Vitor, com ele inclusive já tendo aceito verbalmente as condições do divórcio, foi uma demonstração inequívoca de insolidez emocional oriunda de imaturidade.

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Culpa como a mãe do Bruno falou e ele não capitou… Wanda se sente responsável pelo Bruno pelo que tiveram então só vão conseguir escolher o Bruno quando souber que o Victor estará bem.

Se sente responsável pela Adriana por NY então enquanto ela quiser o Bruno ela vai recuar.

Se sente responsável pela Wis e Wendy irmãs mais novas e não se acha mais digna que elas…

Veja isso está nos últimos dois contos.

Como Marluce disse se o Bruno não escolher logo, uma delas vai escolher por ele. E não vai ser a Wanda.

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Entendo e concordo por um lado, pois ela deveria deixar claro seus sentimentos, preocupações, intenções e desejos, quando se deixa tudo subjetivo, qualquer coisa pode ser interpretado errado e interferir negativamente na decisão de uma pessoa, no caso o Bruno, se afastou por ela ter aceito fazer a tal terapia com o Vitor, que somado a falta de contato... até eu a julgaria fora de cogitação amorosa.

Falarei uma coisa bastante polêmica mas eu acredito piamente que tem que ser assim, "O amor é um sentimento totalmente egoísta em relação às outras pessoas, para que seja entregue todo o altruísmo possível e impossível à pessoa amada."

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Cara é muito difícil vc imaginar essas situações na vida real e simplesmente achar uma pessoa que não faria nada.

1) ele sempre foi apaixonado pela amiguinha do colégio...ele achava que ela não correspondia...ele viu a possibilidade dela ficar com outro, surtou e nunca mais falou com ela....ele depois de um tempo descobre que essa garota sempre sentiu o mesmo por ele e que ficou magoada por anos pq ele fugiu e abandonou ela...ela mais uma vez se abre para ele, expondo tudo que ela foi para que ele a aceitasse do jeito que ela é...isso está escrito na carta...ele vai até ela e....NADA...kkkk...aí ele descobre que ela vai tentar novamente com o ex, pq ninguém faz terapia de casal se não tiver um motivo...e ele....NADA...

2) a namorada dele...o amor de sua vida, de verdade (sic). Descobre que ele descobriu sobre o passado dele e se desespera...vai até ele e ele faz o que tinha que faz...sem mentiras...mas aí, depois disso ele não vai atrás dela?? Não tenta se desculpar...não tenta reconquistar o amor da vida??? Vê ela começando a se relacionar com outra pessoa e...NADA...

Não vou citar todo o resto...kkkk....mas aonde isso é maturidade??? Ele não tem maturidade emocional e, pior, tem uma baixa estima baixa, como se não merecesse essas garotas...o que vai disse p ele é perfeito...

É difícil vc ver uma pessoa como essa na vida real...precisa de terapia ferrada...e é difícil entender pq gostam tanto dele...mas enfim...concordo contigo e com a giz...

Apenas o trisal Victor, Bruno e Wanda que acho improvável...e seria o fim definitivo do psicológico e auto estima do Bruno...ele logicamente se compararia, a Wanda não iria conseguir esconder a preferência e etc....aí da uma outra história apenas sobre isso...mas caras como o Bruno aceitar um trisal é pedir p sofrer calado pelo resto da vida...

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Só uma coisa, o casal Bruno, Wanda e Victor é uma piada que eu criei uns capítulos atrás, porque o Bruno só pensa no Victor inclusive, tratou mal a Wanda e a Adriana por causa do Victor e do Gustavo, se afastando das duas e machucando as duas.

E o Victor, bom, no último capítulo demonstrou que pensa no Bruno até quando está transando com a Wanda???????

Isso é puro desejo homoerótico reprimido.

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Tô até meio desconfiado, estamos de acordo em tudo nos comentários, é isso mesmo meu amigo Manfi????? Kkkkkkkkk

Só acrescento que no caso da conversa com a Adriana, ele solta a bomba, num momento de extrema fragilização dela, de que a traiu com a sua arqui inimiga, numa total falta de timing e consequentemente empatia, ainda se achando superior em não procura-la sob a frágil alegação que ela precisaria de tempo, só se for tempo para odia-lo ainda mais por ser totalmente desprezada além de traída, olha que ele divaga que ela seria o amor da vida dele, que a escolheu para passar o resto da vida ao lado dela, não consigo ver coisa mais infanto juvenil que isso.

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Sim, mesmo depois de compreender a responsabilidade no turbilhão ele ainda está pensando na Wis e na Wendy, ao menos assumindo a responsabilidade pela situação da Marluci fugindo da responsabilidade direta de conversar franca e claramente com a Wanda e a Adriana.

E ainda transando com a Erika que todo mundo já falou que gosta dele e ele acha que continuar transando com ela, NÃO VAI DAR EM NADA, porque é um idiota completo.

Aliás, completo não, porque nem para ser idiota ele têm maturidade.

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**Completo não porque até para ser um idiota COMPLETO, falta maturidade.**

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Taí uma coisa que eu não consigo entender,se a Érica gosta do Bruno,por fica se agarrando com o outro? E mais,eu sei que é um fetiche, mas se ela tem sentimentos pelo Bruno,por que topou a dp? (Eu sei, que perguntei e respondi ao mesmo tempo,sobre o fetiche),mas poxa, ela gosta do Bruno,no caso,ela deveria realizar esse fetiche com outro parceiro diferente (sem ser o Bruno).

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Concordo, ela deveria entrar para Ordem das Carmelitas Enclausuradas, meditar até o Bruno a resgatar para viverem um amor eterno, isso depois que ele descabaçar a Wis, fazer um ménage com a Wanda e a Adriana, traçar a Wendy dar um trato na Cecília, só para deixar o Trajano esperto.

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Concordamos sim....kkkk

E dando um pitaco da discussão mais acima...

O Victor realmente foi traído antes do casamento, isso é inegável...mas ele TB traiu, tinha pensamentos não muito apropriados, p falar o mínimo, com as irmãs menores da própria namorada e o que fez ainda na lua de mel, convidando a Adriana p ir lá sem a recem esposa saber, desejando secretamente ter posse das duas... realmente não tem como proteger...nisso concordo com a giz...

Agora, eu não consigo ver as meninas vítimas do Bruno (lembremos que quem armou tudo p aconteceu em NY foi a Wanda, inclusive entregando vídeo da própria mãe do Bruno com os pais...e um outro da amiga e o namorado, sem falar nada para eles....

O Bruno tem culpa por ser essa pessoa que é, mas ele é assim não por maldade, tanto até todas falam o Qt ele é uma ótima pessoa e etc....seus erros são inerentes a sua personalidade...mas são erros...mas dizer que as meninas são vítimas dele já acho muito...até pq, mesmo imaturas, elas são muito mais vividas, experientes e espertas do que ele...tanto que irrita o quanto ele é lento, não consegue captar as coisas e etc...

Único erro dele de forma consciente, a traição em NY...ele se mostrou realmente arrependido e não escondeu da namorada, embora concorde que faltou tato e inteligencia emocional para falar a verdade num momento não tão delicado...

.enfim...concordo com o sensatez e tendo a concordar 80 porcento com a giz...

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Elas são vítimas da inércia emocional do Bruno, sua imaturidade , seu preconceito hipócrita, mas do mesmo jeito que ele é vítima também dessa suas próprias idiossincrasias, mas com certeza ele não é mau caráter, realmente, apesar dessa traição cometida, que até teve atenuantes, mas o pior mesmo foi a maneira como ele agiu pós traição, pensamentos correlatos para variar.

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Exatamente... Para mim a Inercia emocional do Bruno abandonando a Wanda, foi parte do que fudeu o cérebro dela, junto com ter um namorado como o Vitor, me atrevo a dizer até que a Wanda não caíria tanto na degradação do quarteto, se ela tivesse o Bruno por perto, se ela não tivesse entrado no modo já estou no inferno vou abraçar o capeta.

Tido isso...

As maiores vítimas do Bruno... Adriana... Ele foi um babaca o jeito que ele agiu com ela depois que ele viu o vídeo, ele foi um estúpido o jeito que ele terminou com ela inclusive ele mesmo admite.

Ele está sendo... O Bruno... Que vemos desde o começo do conto, deixando mais uma mulher que ele diz amar, fazer um monte de besteiras para esquecer ele e se jogar em uma rota, que visivelmente, não trará felicidade...

Mas ele está ocupado de mais, esperando as palmas pela culpa que ele diz sentir mas não faz nada sobre.

A outra Vítma.

Marluce, eu não vou nem falar o que penso sobre a forma como ele gritou com a mãe no banheiro... Aliás, ele mesmo se culpa nesse conto por ter feito isso e agora ver a destruição completa da alegria da mãe que ele causou... Com a mãe ao menos ele está tentando fazer algo sobre a Estupidez dele...

Mas Wanda e Adriana, ele vai cometer o mesmo erro de novo... E nem vou falar do que ele está fazendo com a Erika, que todo mundo já avisou que ela gosta dele e ele continua fodendo ela, dizendo para si mesmo, que ela gosta de sexo e se não fosse com ele seria com o Victor.

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Para não falar corresponder o amor platônico da Wis depois do que a Marulce falou? De que ela precisa de terapia para não fazer qualquer coisa que o Bruno pedir, com uma lealdade extrema...

Ele quer mesmo dar corda para esses sentimentos dela e ver onde vai dar? Ela trata ele como a irmã tratava o Victor... É isso que o Bruno quer ser na vida da Wis Nara?

Veremos os próximos capítulos.

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Giz eu gosto muito de discutir, na verdade conversar, com vc, pq muitas vezes mesmo não concordando consigo ampliar um pouco minha visão. É uma das poucas pessoas que argumentam e etc...falei isso pq é verdade, mas vou ter que dar uma espremida...kkkk

1) sobre Marluce.

Ele sempre percebeu a "amizade" da mãe com o casal. Tantas e tantas vezes ele não comentou sobre isso e etc...a mãe, que é q adulta e teoricamente madura da relação, nunca deu qq abertura para conversas sobre isso. Na verdade, a estratégia sempre foi poupar o rapaz de discussões complexas e etc...a personalidade é reflexo de algo intrínseco com o que se obtém do meio, principalmente o meio familiar...não sei se me fiz claro....o meio social e familiar, principalmente o que se tem em casa é primordial para a personalidade intrinseca de uma pessoa....pra facilitar uma pergunta simples...ele é um rapaz mimado e imaturo, certo?? Isso concordamos...no mundo real qual a porcentagem da criação e relacionamento da pessoa com o pai numa pessoa mimada e imatura na vida real??

Voltando a reação dele...aconteceu muito mais pq o vídeo da mãe veio junto com o da namorada e da garota que ele era apaixonado desde sempre, onde ele se sentiu enganado. Todos sabiam menos ele...até a própria mãe...como vc se sentiria se isso acontecesse com vc???

Vamos voltar agora para a Wanda...a relação entre eles foi construída daquela forma apenas por ele??? Tentando melhorar a pergunta, ela não percebia que ele sentia alguma coisa por ela?? Ela namorava o Victor, o fodao, o comedor da turma, era popular e mantinha o Bruno, um rapaz tímido, introspectivo, com diversos problemas emocionais e de auto estima na friend zone...eles terminaram (Victor e Wanda) e com a relação de Bruno e Wanda aumentou...o Bruno, do jeito dele, tentava demonstrar seus sentimentos...a Wanda TB tinha sentimentos??? Já tinha experiência em relacionamentos e etc, fez alguma coisa??? Imagina o psicológico de alguém colocado na friend zone (inclusive é o título da história), consegue ter avanços...p pessoas "normais" nada demais, mas para ele, eram significativos...trazia uma esperança dolorosa...até que ele vê que o ex simplesmente voltou e em poucos minutos conseguiu o que ele em não conseguiu depois de tanto esforço....todo o drama dele, o colapso e etc aconteceu, e teve um motivo. E no fundo ela sabia que tinha a ver com a volta com o Victor...e ela TB não fez nada...só mandou mensagem....

A gente tem que analisar a história a partir do que aconteceu por cada personagem...se colocando no lugar deles...a cabeça dele não é de uma pessoa que teve um relacionamento legal e estável familiar...ele não é uma pessoa que teve muitos relacionamentos, era popular, experiente e etc...

No caso da Adriana... desculpa se ficou enorme...ele estava tendo um relacionamento muito bom com ela...numa festa ele viu o modo como a Wanda, o Victor e até o Gustavo (acho que é esse o nome) conversaram e pareciam ter algo escondido aí...o que realmente se mostrou verdadeiro...a Adriana não falou a verdade, resolveu mentir ou omitir coisas importantes...aí ele recebe um vídeo da noiva, com a amiga que sempre o deixou na friend zone e o Victor, o cara que tirou a Wanda dele, ou pelo menos acabou com suas esperanças...o mesmo cara...poh imagina o que ele deve ter sentido...aí até a mãe sabia e não disse nada...quem não explodiria igual ele explodiu??? Quem seria racional de pensar que foi algo do passado e etc...quando todos parecem estar mentindo e enganando ele...vc falou sobre o modo como ele falou com a Adriana...mas e o modo como ela falou com ele?? Tudo que ela jogou na cara dele...sobre o que fez, o desempenho do ex e do Victor, a comparação com ele e etc...a gente pode aceitar pela situação essa reação, mas a reação que ele teve ao ver o vídeo e constatar que realmente todos estavam enganando e mentindo p ele não é justificada???

Quem é vítima de quem???

Enfim...apenas um contra pontos...prós 15, 20 porcento que não concordamos.

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Você perguntou a Giz, mas como sou intrometido por natureza em assuntos interessantes, vou botar a colher com a minha visão.

Marluce, devo lembrar que ela não é qualquer uma, é a Mãe dele, que esteve do lado dele em todos os momentos da vida dele, bons e ruins, no qual ele só conseguiu se erguer com a ajuda dela, mesmo com toda a fragilidade emocional dele, admito que ele até teve motivos para estar chateado quando falou com a Mãe dele, logo após ver os vídeos, mas o seu ponto de vista Manfi, se pauta numa empatia somente com os sentimentos do Bruno, mas os sentimentos da Marluce não são levados em conta, ela não teve culpa de nada, principalmente das aventuras sexuais bizarras do quarteto, pois ela nem tinha conhecimento dos detalhes dessas bizarrices, talvez tenha tido conhecimento do que aconteceu na mansão, que não foi nada tão explícito assim, foi um comportamento inadequado para um ambiente familiar logo proibido, não uma suruba faraônica, portanto ela não merecia o desprezo e o afastamento justamente naquele momento, sem ao menos uma explicação, deixando a Mãe que dedicou a vida inteira a ele ficar pensando que perdeu o amor e a admiração do seu amado filho por ser uma devassa, uma messalinas bissexual, ele dizer agora que não foi crueldade com uma mãe que errou em superproteção com a criação de um Filho super frágil emocionalmente é como um cachorro correndo atrás do rabo, não se alcança um consenso, uma mãe faz o que ela julga ser preciso para proteger o Filho, tanto que eu acho legal ele reconhecer e pedir desculpas por ter sido egoísta, imaturo, ciumento e apesar dele não admitir diretamente, ele também foi hipocritamente preconceituoso.

Com a Wanda não teve vítima ou vítima na juventude, os dois se igualaram em imaturidade e ainda persistem nisso até hoje, mas pelo menos agora a Wanda está tentando consertar as coisas, mas o Bruno com um sentimento de moralidade hipócrita está se colocando novamente na Friend Zone, então me desculpe, a inércia emocional persistente e o senso de moral hipócrita do Bruno está fazendo vítimas sim, inclusive ele próprio e a Wanda.

Com a Adriana, não tem nem o que falar, o que quer ela tenha feito de extremamente condenável foi antes de conhecer o Bruno, mas ele a traiu quando estavam pensando em casamento, com a grande rival da própria noiva, no qual todos sabiam que ela mantinha uma paixão estrondosa desde sempre, se isso não é fazer mal a uma pessoa que só trouxe benefícios e ensinamentos vitais para o crescimento dele como homem e ser humano, eu não sei o que argumentar, o Bruno não é um mau caráter, mas ele vacilou de rajada em vários momentos, tanto que agora ele tá fazendo fila para poder se desculpar, apesar de ainda não estar totalmente nos trilhos da maturidade.

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Ps. A respeito do vídeo da Adriana, ele verificou e teve a certeza que ele foi editado antes deles se conhecerem, então esse fator também saí da equação.

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Bom vamo tentar deixar tudo claro...meu UNICO ponto de discordância é quando a giz argumentou que a mãe e as meninas são vítimas dele.

Daria p ir p diversos caminhos, até questionar o que seria uma vítima...uma pessoa errar sem a intenção, sem maldade e etc faz vítimas???

Mas nem vou p essa lado.

Eu não estou negando os erros dele, a imensa maioria ocorrido por conta de sua imaturidade, inexperiência, falta de inteligência emocional e baixa auto estima...veja meus comentários, o que falo sobre ele e suas atitudes ou falta de atitude...

Vamo falar sobre se colocar no lugar dos personagens...

1) a mãe ser superprotetora ajudou ele a ter todas as características que disse acima??? No mundo real sim...qq psicólogo, psiquiatra e etc concordaria com isso. A mãe escondeu dele, para poupar o filhinho, do que sabia sobre o passado da namorada do filho e a garota que ainda hj tem ctz que é o amor da vida do filho...ela fez por amor a ele (não estou julgando ela)...mas, novamente, se coloca no lugar dele...vc ter ficado noiado com a aproximação da namorada, com a amiga e os rapazes, perguntar a respeito e ter respostas evasivas como resposta...aí vc recebe os vídeos...

Até o vídeo, como era a relação dele com a mãe...ele se incomodava com o relacionamento dela com o casal, mesmo desconfiando (não tanto como deveria)...se ele soubesse pela mãe sobre o relacionamento dela com o casal, se a mãe se propusesse a ter uma conversa honesta e madura com o filho, ele teria essa reação???? Vcs estão julgando a reação dele num momento em que ele TB estava fragilizado e com muitos sentimentos...acho que o pior de todos é se sentir enganado, traído, desrespeitado por todos, inclusive pela mãe.

Ele errou. Com ctz!!! Mas a mãe não errou com ele primeiro...eu volto a fazer a pergunta, que era a adulta, experiente e madura da relação??? Quem tinha que tentar ter um relacionamento baseado em respeito, honestidade e etc com o filho???

O que ela sentiu ou deve ter sentido...poh só de imaginar eu fico triste por ela...e ela abrir mão do amor do casal, da felicidade por causa do filho é muito foda!! Mas vc colocar a culpa no rapaz, e falar que ela é vítima dele... sinceramente não consigo concordar.

Sobre a Wanda...vc não respondeu...vc acha que ela tinha noção dos sentimentos que ele tinha por ela??? Vc acha legal vc deixar alguém na friend zone...o cara começou a fazer duas faculdades por causa dela...ela tinha sentimentos por ele??? Uma garota que já teve relacionamentos, bem mais madura e etc... consciente do que acontecia...sabia dos sentimentos dele, ela falou que tinha sentimentos TB mas nunca deu muita abertura...talvez fosse cômodo deixar ele na friend zone enquanto tinha o fodao comedor como namorado??? Depois que terminaram o namoro, e a aproximação dos dois foi ainda maior, ela nunca pensou em dar uma chance?? Ela nunca pensou que o cara não era o Victor, que ela teria que agir, e se ele gostava tanto dele, pq não agiu??? Pq deixou ele??

Vcs falaram que o que aconteceu com eles na época de escola fudeu a cabeça dela...mas e a cabeça do rapaz??? Se coloquem no lugar dele...não dá p falar que ela foi vítima dele, me desculpem...

Aí chega a fase adulta eles se reencontram...os dois tem extrema dificuldade de serem honestos e verdadeiros um com o outro...ela está namorando o mesmo cara e etc... novamente o cara fica na friend zone (E eu concordo que ele TB se coloca nesse lugar, como aconteceu neste capítulo, não é culpa do dela)...ele está namorando, de boa, noivo e etc...ELA ARMA O QUE ACONTECEU EM NY, sabendo que ele estava feliz com a Adriana...e ele TB tem culpa tá? Não estou culpando apenas ela...mas essa aventura que ele armou em NY, inclusive dando os tais vídeos p irmã, desencadeou no término do noivado dele...e ainda expôs a Adriana, já que no vídeo ela aparecia e não foi avisada que a Wanda compartilhou com outras pessoas...ela expôs os próprios pais e a mãe do Bruno...

Aí eu faço a pergunta, quem é vítima de quem???

Não vou falar sobre a Adriana pq já escrevi demais...mas, nessa eu acho que faltou comunicação...os dois falaram coisas absurdas de forma reativa...não concordo que é vítima mas posso negociar...kkkk

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Estamos andando em círculos, a Mãe era superprotetora por ele ser um cristal emocional, ela fez o certo, para mim não, mas qualquer mãe agiria assim, meu problema é quanto a ele se afastar da Mãe, não tem nada no mundo que justifique isso, ela é a razão dele estar aonde está, vivo e lúcido, além de ter colocado ele no mundo, mesmo que ela tenha errado feio, quando colocado numa balança, os acertos dela são infinitamente maiores que os erros, o Bruno simplesmente super dimensionou o erros dela por ser um mimadinho imaturo.

Trocando tudo em um único pensamento, ela acertou muito mais que errou e não merecia ser desprezada, ela foi vítima principalmente da ingratidão do Bruno.

A Wanda no passado errou em deixá-lo na FriendZone mesmo sabendo que ele queria mais, entretanto ele também errou em não fazer nada para sair da FriendZone, mesmo ela dando sinais para ele tomar uma atitude nesse sentido, então ambos foram vítimas de suas atitudes, mas agora, na atualidade é o Bruno que está posicionando a Wanda na FriendZone, mesmo ela se abrindo completamente sexual e emocionalmente, tá no texto eu não estou lendo outra estória, isso por ela ser "casada", a Wanda está tentando abertamente corrigir todos os seus erros, ela errou muito, com ela mesmo, com o Vitor, com a Adriana, com o Gustavo, com a Wendy, com a Wis e mais ainda com o Bruno, ela tem plena consciência de seus erros, entretanto amadureceu, mas atualmente a Wanda apesar de estar se reconstruindo, ela está sendo vítima da hipocrisia do Bruno em não ficarem juntos como um casal por ela ser "casada" .

Adriana, foi a pessoa que o Bruno mais machucou e é a mulher que mais o ajudou, a ingratidão dele com ela é quase do mesmo tamanho que a com a Mãe, a Adriana está sendo vítima da infidelidade, ingratidão e inércia do Bruno, ela com certeza é a maior vítima dessa estória desde o tempo do quarteto, que apesar dela concordar com tudo que foi feito, ela com certeza não estava no seu estado emocional normal, ela sofria de uma baixa autoestima sexual oriunda de uma insegurança social patológica, que a tornou uma dependente e portanto vítima da dinâmica sexual destrutiva do quarteto.

Por isso a traição do Bruno com a Wanda reacendeu todas essas questões psicológicas negativas, pois a Wanda sempre foi o epicentro dessa condição patológica da Adriana, a falta de confiança e comunicação do Bruno após o término quando ela revelou o encontro com o Gustavo e principalmente após revelar a traição com a Wanda, pode ter colocado todo o esforço psicológico dela em sair dessa condição psicológica nociva, regredindo aos tempos de precisar de auto afirmação social utilizando o sexo como ferramenta, se isso não é ser vítima do Bruno, sei lá, com a Adriana eu não negocio não, tenho certeza mais que absoluta que ela foi a principal vítima, não só do Bruno, quanto do quarteto também.

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Bom...de trás pra frente...concordo e estou cedendo em relação a Adriana...por isso é bom o diálogo, sua última resposta me fez ver mais do que estava conseguindo...nesse caso tem razão...

Sobre a mãe...ele agiu como qq adolescente mimado, que é o que ele é...kkk...quem tem adolescente em casa sabe como eles se isolam, são reativos, muitas vezes cruéis e etc...eu concordo com o erro, isso não tem como negar....acho TB que grande do sofrimento dela tb é pelo fato de saber que tem muita responsabilidade pela instabilidade emocional do filho...não dá p negar a responsabilidade dos pais em relação aos filhos... portanto, eu não nego o erro dele, eu só acho que há um motivo enraizado na própria forma que o filho foi criado...a falta de comunicação, de um diálogo sério, maduro e etc...aí te faço uma pergunta, se a mãe tivesse tido uma conversa franca com o filho será que ele teria esse comportamento???? A verdade é que sempre houve uma distância emocional entre eles, isso está escrito no texto desse capítulo e em muitos outros...ela não se importou em trazer o filho para ficar junto dela, não se importou em compartilhar com ele essas questões...isso já foi debatido anteriormente...talvez o episódio do vídeo tenha sido um estopim...essa relação da mãe com o casal só era "segredo" para ele, se for pensar bem...todas as outras pessoas relevantes na história sabiam...não dá p pedir que apenas ele tenha uma relação mais próxima e afetuosa com a mãe, que parecia até a reação explosiva do filho, simplesmente parecia não se importar com a relação que tinha com o filho...e essa percepção, que inclusive ela falou p casal qd saiu da casa dele talvez esteja machucando ela tanto assim...

Já com a Wanda...o motivo dele estar deixando ela na friend zone agora, embora nem concorde tá? Mas indo p esse caminho, pelo menos é nobre, embora hipócrita...mas e o motivo dela deixar ele na Friendzone??? A gente se esquece do aconteceu, mas o surto dele não foi apenas pq ele é uma instável...ele sofreu e muito...foi dado esperanças para ele...ele investiu muito nisso...poh ele passou no vestibular e se matriculou no mesmo curso que ela...e ela, o que fez??? Como falar que essa relação dessa época fudeu a cabeça dela?? E a cabeça dele???

Resumindo...a mãe eu acho que foi vítima das próprias ações omissões em relação ao filho...o universo cobrou atravéz da atitude dele, que só foi tão intensa por conta do contexto....ele nunca se incomodou com a relação da mãe com os pais da Wanda...isso nunca o incomodou...se ela tivesse sentado e contado para o filho, ele reagiria daquela forma??? Não vou me repetir...se ela foi vítima, foi vítima do monstro que ela gestou (literalmente), alimentou e ajudou a se intensificar...

Sobre a Wanda...acho difícil vcs me convencerem...tanto no início, como agora...as ações dela trouxeram reflexos e consequências negativas para a vida dele...e ela esteve consciente na maior parte do tempo... é difícil vcs responderem pq deixar uma pessoa que claramente gosta de vc já friend zone é algo legal...vc ter um namorado fodedor e ter um carinha p dar suporte emocional deve ser uma delícia...p ela com ctz, mas e para ele??? Uma pergunta que espero resposta...qual acao dele naquela época fudeu a cabeça dela??? Pq ela teve meses e meses p ficar com alguém que ela gostava e não precisou de minutos p deixar tudo de lado p ficar com o ex...quem tinha que ter corrido atrás?? O cara que tinha um amor platônico não correspondido?? Ou a garota que poderia corresponder a esse sentimento, que ela tinha consciência que existia, mas achou melhor ficar com o ex namorado, que a descartou e depois quis voltar???

Enfim...acho que é isso...Adriana concordo, mãe concordo em partes, Wanda sem negociação...kkkk

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Sim acho que se o Bruno não fosse um adolescente de 26 anos quando e foi um cavalo com a mãe e a Adriana eu também concordaria com você, mas houve um salto de tempo na história, Bruno começa com 18 anos, depois têm um ano com a Wanda, 19, depois salta 7 anos, 26 depois têm mais um ano antes dos vídeos 27 anos.

Não acho que dá para passar panos para um homem de 27 anos que age como ele está agindo.

Wanda, não colocou ele na Fiendzone, já foi falado, que depois do um ano, que ela esperou por ele, ela ainda ficou seis meses, com o Victor correndo atrás dela para eles voltarem antes dela voltar.

Ela já falou isso para ele, já explicou isso para ele, ele só não ouviu, como nunca ouve.

É o que a Marluce falou... Bruno nesse momento está condenado, ele nunca vai tomar atitude nem uma até que uma das 5 garotas, escolha ele e aí ele vai abandonar quem ele realmente ama, por esta...

Segundo a Marluce, na posição de mulher mais velha, Wanda ama o Bruno, mas também de alguma forma ama o Victor, ela precisa resolver isso, mesmo porquê tenho a impressão que o amor dela pelo Victor é platônico, meio síndrome de Estolcomo, não que não possa virar outra coisa, quem sabe a terapia de casa ajude.

Eirka ama o Bruno e está disposta a lutar, mas ao mesmo tempo, não acha que ele vai escolher ela, ele ficou desesperadamente puto ao saber o passado da Wanda e da Adriana, mas ela é um mulher que ele conheceu no mundo que ele odeia de trisal, a luta dela têm que ser sutil e ela sabe, porque o Bruno é hipócrita.

Wis ama o Bruno, mas é Platônico, assim como o Bruno com relação a irmã e a irmã com relação ao Victor, não vimos nada saudável sair de relação assim até agora na série.

Wendy ama o Bruno mas não quer isso para a vida dela, não ainda e ainda não sei como funciona o amor dela, porque teve só uma mini ceninha.

Adriana ama o Bruno desesperadamente, ele reconstruiu ela física e psicológicamente, ele ambém ama ela, assim como ama a Wanda, no momento ela está indo para um caminho que ela só têm a se machucar e acho que só quem pode tirar ela dessa espiral é exatamente a Wanda, que também está quebrada...

Porque um homem como Bruno no auge dos seus 28 anos, tem tantas mulheres maravilhosas, brigando por ele e ele não dá um passo definitivo na direção de nem uma, só se explica pela sua primeira linha.

Ele é só um adolescente... De 28 anos... Pois é... Mas é.

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Não estou passando pano...basta ver o que escrevi especificamente sobre ele...

Só não concordei que elas são vítimas dele...a gente não pode passar pano TB para elas...

A pergunta que vc fez é perfeita...só num conto erótico fantasioso um cara como o Bruno teria tantas mulheres maravilhosas e fodas atrás dele...o crescimento delas é fantástico, em todos os aspectos, e ele está anos luz do desenvolvimento e amadurecimento que elas tiveram...isso que tirando a wis e nem coloco a outra irmã na conta, todas aproveitaram a vida p caramba...elas fizeram o que fizeram e não se srrepedem pq quiseram e gostaram...e não teria pq mesmo, se estavam numa relação consensual com os namorados...ele que ficou chorando no quarto enquanto elas viviam e aproveitavam...

Até a mãe, aproveitou a vida, antes com o amor do marido e depois com o amor e luxúria com o casal.

Ele que é o típico cara que chora, alimenta a própria baixa estima e não é feliz pq não quer...o autor é muito bondoso com ele...como eu falei, o cara deve ser um galã de cinema...pq atrai essas garotas, e mesmo metendo fofo, ainda tem uma fila por ele...bendito o mundo dos contos eróticos...kkkk

A minha única divergência é essa questão de colocar elas, todas, como vítimas dele...

É isso...não vou fazer um textao sobre o fato de que todos sabiam dos sentimentos dele, a mãe dele, os pais dela, as irmãs...até o namorado...e vamo falar a vdd, ela TB sabia...e TB não fez nada a respeito...se ela gostava dele e sabia que ele gostava dela e que foi um mal entendido o que o Bruno viu em relação ao Victor, é coerente a gente não passar pano pela falta de ação dela TB!!!! Pq aí vc está colocando a culpa apenas em uma pessoa...qq pessoa, ainda ela que já tinha alguma experiência de vida, poderia supor que esse afastamento teve relação com a volta do Victor....e, antes disso....se vc tem um menino ou uma menina que é tímido, não consegue se abrir e etc e vc gosta dessa pessoa, vc faz algo a respeito...a gente fala da falta de atitude dele....comprando a sua argumentação de que ela não deixou ele na friend zone...ela poderia e deveria ter feito algo....a história mostra que ela não tem problema em tomar atitudes...muitas até questionáveis...ou a culpa do que aconteceu em NY é só dele TB???

Concordo em parar de passar pano...mas vale p todos???

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Você está esquecendo que os pais dela e a mãe dele pediam para ela não fazer nada quando ele se afastou porque ele tinha passado mal...

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Eu nem acho que a Wendy sente algo amoroso pelo Bruno, foi a sementinha azeda que o Trajano plantou que fez ela ter aquela cena, mas como eu disse, ela pode estar sendo resguardada pelo autor para ser o par romântico ideal do seu intrépido Protagonista, mas Livre de todas suas idiossincrasias e hipocrisias, ou seja praticamente renascido, um novo Bruno. É difícil, mas não é impossível. Kkkkkk

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Eu já disse que eu vou odiar o final do Bruno com qualquer uma das irmãs mais novas da Wanda...

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O Carlos vai dar um nó em pingo d'água, o Bruno vai renascer outro homem kkkkkkkkkk

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Eu entendo isso, acho que seria interessante um novo homem com a Adriana, a Wanda ou a Erika...

Mas com a Wendy e a Wis, sempre será trocar a irmã mais velha pela mais nova.

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pOH Manfi, mas aí tu complica tudo, você colocar a culpa do Bruno ser frágil emocionalmente na superproteção da Mãe é especulativo, é afirmar que a galinha veio primeiro e eu afirmar que quem veio primeiro foi o ovo, o conto começa com ele já crescido com timidez mórbida é verdade, mas sem nenhum sintoma de fragilidade emocional extrema, que só se apresentou na fase pós adolescência, com ele já fazendo faculdade, depois de exposta a sua paixão patológica pela Wanda, até então a Marluce se mostrou presente e protetora como qualquer mãe, ela começou a superproteção e assim começaram também os erros, após o Bruno ficar dias colapsado, totalmente fora de compasso emocional, por causa da amiga supostamente ter voltado com o antigo namorado que era desde a pré adolescência, analisando friamente, sem a pilha que é colocada nesse fórum, dele ser mimadinho, claramente não está no texto, a Mãe mimando o Bruno desde sempre, o que está no texto é uma Mãe que fez de tudo para reerguer um Filho que colapsou emocionalmente por uma paixão patológica, então, se você tirar as opiniões vindas deste fórum, você conseguiria ter uma dúvida razoável que todos os problemas do Bruno se originaram de sua timidez mórbida em conjunto com sua paixão patológica pela Wanda, e não de uma superproteção desde a tenra idade, até porque na adolescência, ele mesmo admitiu que sua única amiga seria a própria Mãe, a única que o entendia, inclusive ela se preocupava com isso, incentivando ele a ter amizades, inclusive convencendo o Bruno a fazer jornalismo, que apesar de não ser a vocação dele, com certeza o ajudaria em sua vida social, isso não é colocar o filho numa bolha superprotetora, tudo isso tá no texto, essa ideia dela ter feito dele um mimadinho vem da pilha colocada deste fórum por causa das atitudes equivocadas e total inércia dele em alguns casos e não originária do texto do autor.

Quanto a Wanda, até a Giz concordou que ela errou muito e é culpada de muita coisa, a diferença é que agora ela amadureceu, está tentando consertar todos os seus erros, inclusive com o próprio Bruno, só que a hipocrisia imatura do Bruno está dificultando tudo, fazendo dela uma vítima recente da inércia sem noção do Bruno, a cena dele no quarto com ela doida para dar para ele para fechar a caixa de desentendimento e desencontros e abrir um leque de prazer de um amor bagunçado é verdade, mas que existe sem nunca um ter traído ao outro, pois eles foram traidores, mas NUNCA traíram um ao outro. Naquele momento crucial no quarto, quando negou uma aproximação carnal, você não concorda que o Bruno colocou a Wanda na FriendZone?

A Wanda eu ainda negocio, pois ela aprontou bastante, nesse ponto eu concordo, ela não é uma vítima inocente, na realidade nesse conto a única vítima inocente até agora é a Wendy, uma personagem que começou forte, a "Mini Me", mas perdeu bastante destaque na trama, sendo somente uma vítima das "indiscrições" do quarteto da zueira na mansão, de lá para cá ela somente flutua entre os personagens sem entrar no olho do furacão, não sei se é intencionalmente dirigido assim, a caminhada da personagem, para uma surpresa reveladora no final, ou só é um contrapondo para demonstrar uma normalidade insossa, mas necessária rsrsrsrs

Adriana legal o consenso, pois seria minha grande dificuldade, eu realmente eu enxergo ela como a uma grande vítima, apesar das escolhas patéticas que ela fez, mas contra todas as probabilidades, ela se livrou sozinha, deixando todas essas más escolhas para trás e ainda construiu um amor totalmente inovador e verdadeiro com o Bruno, mas tudo foi jogado fora por causa de um passado que ela enterrou profundamente, mas que a imaturidade perversa da Wis, a ingratidão imatura do Bruno destruíram em um instante, o que ela levou anos para reconstruir, realmente eu fiquei muito sensibilizado com tudo que aconteceu com essa personagem. Kkkk A gente fala muito, mas é porque o assunto é bom e as argumentações são factíveis.

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Talvez eu serei contraditório, mas sempre honesto...

Eu concordo com a linha do tempo que vc trouxe... claramente a Marluce passou a hiper proteger o filho após o colapso...mas isso não tira o fato de que, em relação ao relacionamento dela com o casal, ela preferiu deixar o filho distante (pra proteger o filho)...e o que levou ele a ter aquela atitude foi exatamente a sensação de ter sido enganado, com as principais pessoas de sua vida omitindo e mentindo para ele. Vou ser repetitivo...ele não teve uma repulsa ao relacionamento da mãe com o casal, pq ele já desconfiava disso a tempos... simplesmente o modo como ele ficou sabendo, através de um vídeo entregue por outra pessoa, foi a causa daquela reação...e ainda tem o fato, que não se pode deixar de lado, que esse vídeo da mãe veio junto com o outro vídeo...e que naquele momento ele estava fragilizado mais do que estaria se fosse apenas o vídeo da mãe...agora, teve a ação, teve o erro, mas...foi uma ação ou uma reação??? O erro foi não ter falado p mãe sobre o vídeo, e isso eu simplesmente não entendo em relação a ele... Sempre tem coisas incompletas, frases não ditas e etc...esse foi o erro maior, pq deixou a mãe no escuro até saber o pq qd finalmente soube do vídeo pq ouviu a discussão da Wanda com os país...ou da wis, não lembro agora...

Eu acho que afirmar que foi vítima muito forte...até pq eu não sei se no lugar dele eu não explodiria TB...

Eu acho a Wanda uma ótima personagem...acima de tudo humana...o grande mérito do autor é exatamente esse, fazer os personagens humanos, com erros, com nuances, mas virtudes e uma ampla margem para desenvolvimento...falo isso pq parece que estou demonizando ela e deixando o Bruno como a vítima e etc...e não é isso...eu só acho que ela TB não é vítima, os erros dela são e foram tão importantes para história como os do Bruno...não tem como passar pano para o até ela fez em NY...traiu o noivo, apesar da relação conturbada, causou no relacionamento do Bruno, tendo ele como cúmplice no erro...mas fez isso consciente, de forma premeditada e ainda expondo outras pessoas, inclusive os pais e a mãe do Bruno...e o pior...ela fez isso e sumiu!!!! Ela sumiu depois, não ele...

Enfim...

Concordamos sobre a Adriana, sobre a Marluce vou concordar com ressalvas, mas em relação a Wanda não consigo...embora, como eu disse, ela seja o personagem mais legal, complexo, diria até inovador da história...uma anti herói...kkkk...minha personagem preferida até o momento...

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Exatamente Manfi, ninguém tá comprando o comportamento anterior da Wanda, nem mesmo a própria Wanda, ela reconhece todos os erros, por isso pediu a separação, praticamente na lua de mel, a questão é essa, tem que tirar da equação o que ela fez no passado, no passado com toda certeza ela prejudicou não só o Bruno, a inconsequência dela, prejudicou a praticamente todos na estória, mas não é mais disso que se trata, se trata do momento atual, com ela reconhecendo e expondo todos os erros e agindo efetivamente para conserta-los, inclusive com o Bruno, já o Bruno reconhece que errou, com todos no qual já citamos exaustivamente, mas até agora ele só agiu, muito corretamente por sinal, para consertar os erros cometidos e reconhecidos com a Mãe, ele explodir em uma reação exagerada com a Mãe não é certo, mas seria previsível e aceitável, até por ter fortes atenuantes, mas se afastar da Mãe sem dar a devida satisfação é crueldade, entretanto ele já quase consertou tudo isso com a Mãe, mas com Wanda e com os outras pessoas que ele errou, continua a inércia reinando, ele reconhece os erros e não faz nada para conserta-los, parece um ciclo interminável de falta de percepção de urgência nas atitudes assertivas.

Esse comportamento do Bruno prejudica a ele e a quem o ama e a Wanda parece ama-lo, apesar de eu não entender o por que dela não ter procurado o Bruno, nos seus meses antes de reatar com o Vitor, ela sabia onde ele trabalhava, por sinal na empresa da família dela, uma mulher transgressora e impulsiva igual a ela, não iria se privar em confrontar o Bruno, seja lá aonde ele estivesse e seja lá quem o estivesse protegendo em isolamento, principalmente se ela na época, estivesse mesmo convicta de seu amor por ele, a Wanda do passado só fez escolhas erradas e machucou tanto o Bruno, que concordo que ele tenha sido uma vítima das inconsequências dela, mas só que se trata do Hoje Manfi, do Hoje, a Wanda é uma outra mulher, já o Bruno parece preso no tempo e espaço, cercado num casulo de moralidade hipócrita que ele tem que romper esse casulo, definitivamente e passar a tomar atitudes assertivas e não impulsivas de isolamento em auto defesa.

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Ela diz que os pais dela e a mãe do Bruno proibiram ela, ela ainda era uma garota bastante imatura na época e ainda é um pouco, esse tipo de relacionamento que ela e a Adriana se envolveram tão jovens, deixa marcas, cicatrizes, traumas, a própria Adriana, está no momento agindo impelida por tais traumas, assim como a Wanda.

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Sim, mas no fundo ela queria viver a loucura carnal que o Vítor já oferecia a ela, ela fez uma escolha, se ela tivesse escolhido o Bruno, nada impediria ela de chegar nele, mas ela ficou a espera do príncipe encantado que seria o amor idealizado, que ela poderia viver com o Bruno, mas o príncipe não apareceu para tira-la da dúvida existencial, então ela fez a escolha que fazia sentido na época, mas era a escolha errada, ela deveria ter jogado a idealização de homem perfeito fora e ter ido até o fim atrás do suposto amor da vida dela, mulheres também deveriam ter esse pressuposto e até acho que a Wanda já teria esse pressuposto, mas ela tinha era dúvidas do que ela realmente queria na época, pelo menos é minha interpretação, inclusive ela mesmo cita que a chave virou para a certeza do amor pelo Bruno, somente no aniversário do Trajano, mas sentiu que poderia ser tarde demais, tá no texto, essa declaração da Wanda.

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Justo

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Inclusive eu não acho a escolha dela errada no sentido de escolher a aventura e sexo, ela viveu o que tinha que viver, o erro foi não confrontar o Bruno e escolher com todas as cartas na mesa, mas a imaturidade prevalece com a idade que ela tinha.

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Sim... Também fiz muita burrada nos meus 18 anos, não consigo julgá-la. kkkkkkkkk

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Eu critico as atitudes do Bruno dizendo que ele ia machucar muito a Wanda, ou que ela ia se machucar muito desde o segundo, ou terceiro capítulo da saga, estamos no décimo segundo...

Veja...

Já estive nesse lugar escuro para onde ela foi, você se deixar ser propriedade porque amor na sua cabeça, é quantas vezes homens querem gozar com você...

Porque ser a mulher linda e inteligente e desejada da escola, faz com que sua cabeça acabe se convencendo de que, se ninguém te deseja, você não têm valor nem um, porque é como te trataram nos últimos anos...

Eu sabia que ela ia quebrar esperando o príncipe encantado que não vem... Como eu quebrei... Quebrei no ponto que desisti do príncipe e hoje estou com uma princesa...

Por isso não vejo nada improvável, que Adriana e Wanda, terminem juntas, porque para mim, é o caminho natural, quando elas sentarem e conversarem, sobre seus traumas e os meninos que os causaram.

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Pode ser esse o final, tudo depende de conexão emocional e também pré disposição aliada a uma mente aberta a possibilidades, sem limitações arcaicas para o sexo, quando se é livre, devemos fazer aquilo que nós dá prazer, por exemplo, temos pensamentos e convicções bastante similares, mas você se encontrou num porto seguro com uma mulher sendo mulher, já eu me encontro seguro me relacionando com mulheres também, mas sendo homem heterosexual assumido, convicto, resolvido e orgulhoso de minhas atitudes e convicções, era para não termos essa afinidade, se fosse colocado em foco somente nossas zonas de conforto e segurança sexualmente falando, por isso o diálogo e debate abertos e sinceros são sempre a melhor solução para uma convivência harmônica em todos os níveis e tipos de relações.

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concordo completamente.

Mas levei anos para conseguir interagir de forma sincera com homens, falando o que penso, sem ter medo e sem literalmente fugir da conversa.

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Concordo com a sua analise.

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Bruno é um idiota completo...

Gosto da evolção que você dá para as mulheres da história, elas são incríveis, eu tinha entendido que o amor da Wis é platônico, só espero que ela não se machuque...

Essa última mensagem, soa como se ela também fez alguma jogada, com essa história de aconselhamento com o Vitor

E têm a a Adriana, no momento o pau de ouro está atraindo até a Wendy... kkkkk... SEi lá.. A quinta... Wendy...

Espero que não... Ele é um idiota se ainda acha que não é a Wanda, só vai machucar mais mulheres pelo caminho, Wis precisa sair do platônico, ela está espelhando o cara que ela gosta, vai se machucar e acabar machucando ele.

um trisal, Marluce, Trajano, Cecília, Bruno, Wanda, Adriana no final seria fofinho... Acho que foi o que eu entendi do comentário da Marluce.

Olhando a reação da Wanda, com a Adriana e o contrário, muito parecida, com a reação do Bruno sobre o Victor e o Gustavo, mas... Não sei... Depois da Wanda falar o quanto são parecidas, acho que há algo nunca falado entre elas, sobre o quanto elas talvez, elas sejam atraídas uma pela outra...

Não sei...

Tambem pode ser que o casal profetizado, que eu falei por raiva, mas falando a verdade, sempre demonstrou sinais se concretize e o Trisal do Bruno seja Bruno, Wanda e Victor, seria engraçado...

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Cconcordo com tudo, menos o Trisal Bruno, Wanda e Vitor, claramente a Wanda ia acabar atrapalhando e ser jogada de lado. Rstsrs

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HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Verdade, concordo.

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Muito bom a história!!! Muito bom mesmo!!!

Falarei sobre o que penso a respeito dos personagens, mas sempre enfatizando o quanto gosto festa série.

Dito isso...kkk

Eu acho um pouco estranho como sempre há a impressão que estão escondendo alguma coisa dele...as vezes a falta de atitudes dele "casa" com todas informações que são captadas a conta gotas e que o próprio personagem não nos ajuda a entender...esse cara parece mais devagar do que o personagem do conto do Mark...kkkk

Sinceramente é muito angustiante essa história pq a gente fica igual um idiota esperando acontecer alguma coisa e, mesmo assim, a falta do personagem em ligar os pontos e etc faz a gente esquecer de muita coisa e ficar nessa de estarmos TB sendo "enganados"...sei lá, espero que tenham entendido o que quis dizer...

Um episódio com a visão de outros pelo menos três personagens é mais esclarecedor do que todos esses 11 outros capítulos.

A falta de coragem ou capacidade, sei lá, de o personagem conseguir ter uma conversa honesta (TB da parte dele) e enfática com os outros personagens é irritante. Eu tenho uma personagem que tenta evitar conflitos e etc...mas isso faz minha mente sempre está ligada...eu faço as perguntas e respondo p mim mesmo...e qd preciso eu vou com tudo já preparado, sem precisar levantar a voz...perguntas certas e objetivas...pontuais... sinceramente eu acho que o autor, um dos melhores com ctz, está se perdendo um pouco nestas características do personagem...

Qt a suposta maturidade do personagem... humildemente eu discordo totalmente...ele não consegue se impor e se resguardar...ele está vendo sua falta de ação fazer com que de tempo da Wanda se reaproximar novamente do Vitor...e sobre o que interessa ela respondeu..."prefiro não conversar sobre isso agora....deixa eu me separar primeiro..."

Sobre a wis, a única que tentou um pouco de conversa honesta com ele..."vamo continuar a monitoria mas não falaremos sobre o que aconteceu..."

Sobre sua mãe..."não estou pronta p falar a respeito..."

Sobre a Adriana... novamente não foi atrás... simplesmente desistiu da pessoa que parece ser a que mais ama e sente falta de todas elas....

Sinceramente, ele perceber que não tinha controle do que aconteceu antes dele chegar na vida das meninas não tem nada haver com maturidade...

Ele aceitar e querer que a mãe seja feliz...seja dando p amigo (reno), pro casal ou p quem quiser TB não é maturidade...só não é imaturidade...kkkk...

Enfim... desculpa o tamanho...

Que venha a visão de outros personagens...senao continuaremos cegos e "burros" igual esse personagem...

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Manfi, a maturidade está justamente em saber aceitar o tempo dos outros. Ele não está deixando pra lá. Ele está se posicionando mas respeitando as pessoas e o principal, sem julgamentos.

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O que ele fez com a Wanda qd ela voltou com o Vitor não foi isso??? Respeitar o tempo e espaço dela...

Qd ele começou a sentir que tinha muitas coisas que todo mundo sabia, menos ele, ele fez o que??? Nada...

Ele ficou parado qd no início em vez de ter conversar e se declarar para a Wanda...

Aí a wis vem solta a bomba e some...e ele aceita...

A Adriana vai falar com ele desesperada pq a opinião dele é muito importante p ela...pq será??? Ele fala com ela o erro que cometeu e depois disso nunca mais tentou pelo menos ter uma conversa com ela...aí ela aparece com um cara claramente p fazer ciúmes e ele...não faz nada...

A própria amiga lá, que anda com o Reno...a mãe colocou os olhos nela uma vez e percebeu algo que o idiota não percebeu ainda...ou a mãe dele está "viajando"?.

Até a reação da outra irmã...eu brinco que esse cara deve ser o cara mais bonito e legal do mundo...só garotas maravilhosas que querem ele...embora seja contraditório, pq nenhum gostou muito do sexo (das que experimentaram)...mas enfim... é o cara mais sedutor e que não tem noção disso da história dos contos eróticos...kkkk

Vcs me conhecem...ou eu meto o pau pq é uma merda ou eu gosto tanto que escrevi textoes...a maioria apenas ignoro...kkkk

Mas esse caso é uma história muito boa, mas dá raiva pq novamente eu me identifico muito com o personagem, mas muita coisa que acontece que beira a deixar de ser realista...não é o caso dessa história, mas as vezes não tem como achar toda essa lerdeza normal...vc caracterizar um personagem e trabalhar nisso é muito, muito legal...mas as vezes fica muito...enfim... é minha opinião...nem sei mais se estou me fazendo entender...não quero outro autor irritado comigo...

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"não quero outro autor irritado comigo..."

Jamais, meu amigo. Impossível.

Não posso falar pelos outros autores, mas eu sempre me sinto honrado e grato pelos seus comentários, assim como de todos os demais.

Para mim, elogios e críticas aos personagens fazem parte do mesmo pacote: de que a história está impactando de alguma forma e atraindo atenção. Quando isso acontece, eu me sinto realizado como autor neófito que sou.

Inclusive, isso sempre me faz lembrar o conto da MariannaG, onde odiei o protagonista, mas sou fissurado naquela história.

Eu evito comentar/responder para não dar spoilers e, principalmente, por um certo receio de influenciar erroneamente os leitores com meus comentários e que esses meus comentários possam ser considerados verdades dos personagens quando na realidade, eu estava apenas agindo como uma leitor também, dando uma opinião.

Porém, estou lendo tudo, só não vou dizer se concordo ou discordo kkkkkk

Abs, amigo!

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Pensei que tinha se esquecido da gente...

Essa história é ótima!

Obrigado!!!

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Eu gostei bastante. Valeu a pena a espera. Ainda há muito a se resolver. O Bruno hoje é outro personagem. Curioso para ver como a história irá se resolver.

Foi bem esclarecedora a fala da mãe do Bruno, sobre se os dois conseguirem amar alguém, sabendo que essa pessoa ama outro. Acho que esse é o "entendimento" necessário, para tudo ser superado e ver se esses jovens conseguem se acertar.

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Naooooooooooo como é q esse filha da puta apaga tudo antes de veeeer????? E nós como é q fica??? Kkkkkk não faça isso cm a gente meu amigo!!!

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Boa mano Carlos

Esse conto esta igual a final do coringao com o cheirinho , tudo indicava uma coisa e acabou saindo outra .

A Adriana quer fazer ciúmes no Bruno com o Denis, mas o coracao dela é do Bruno.

Conto maravilhoso

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Até agora não entendi a Wis no meio disso tudo. Mas em fim...

Sobre a Wanda, ela precisa se decidir de vez, ela sempre escolhe o Vitor na hora H, isso precisa mudar ou ficar de vez...

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Agora eu torço por um final de marluce-trajano-cecilia e wanda-bruno-adriana

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A Adriana está muito ausente.

No caso, o Bruno precisa ir até ela.

Mas ele vão estar enroscado com a Wis e tá no banco de reserva da Wanda.

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Acho que ele foi acertivo com a Adriana. E ela claramente tá com o Denis meio que de raiva. Ela gosta do Bruno e o Bruno gosta dela mas ele entendeu que deve existir um espaço pro perdão. Achei muito inteligente ele falando pro Denis que o desculparia desde que ele nunca magoasse a Adriana. De verdade, voltei a ser pro Bruno.

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Boa Mhcmm

Esse dialogo do Bruno com Denis prova q Bruno ainda ama Adriana

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Ah, um trio Wanda, Bruno e Adriana, não dá certo não,elas são muito ativas sexualmente e ele não daria conta das duas.

Pelo contrário,se ele ficasse com as duas,eles vai tomar galho das duas.

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Quer fuder o plantão, carludo... Agora voltei a torcer pelo Bruno!! Pqp, o quanto esse muleque amadureceu não tá no gibi.

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