Este conto é uma obra de ficção erótica consensual, escrita a partir da exploração do desejo, da confiança e dos limites compartilhados entre adultos.
Qualquer semelhança com pessoas reais é mera coincidência.
O foco está no pacto silencioso que transforma fantasia em experiência.
Cena 1 — O sonho
Bruna contou o sonho quase como quem confessa um segredo.
— Sonhei que havia um homem parado na porta do nosso quarto do motel.
Jaime arqueou a sobrancelha, curioso.
— Só isso?
— Só isso — ela respondeu. — Ele não entrou. Eu acordei antes.
Jaime ficou em silêncio por alguns segundos. Não era o tipo de sonho que se esquece fácil. Incompleto demais. Provocador demais.
— E se a gente completasse esse sonho? — disse, quase brincando.
Foi ali que a ideia surgiu. Criar um perfil. Procurar alguém que aceitasse entrar naquela cena ainda inacabada.
Bruna deixou claro desde o início: não tinha curiosidade por mulheres. O desejo era outro. Um trio específico, delicado e arriscado: dois homens, uma mulher.
Jaime fez as fotos com cuidado. Luz baixa, lingerie preta, olhar firme. As imagens não pediam atenção — exigiam.
Cena 2 — A espera
A seleção foi cansativa.
Mensagens rasas. Abordagens apressadas. Homens sem escuta, sem noção, sem delicadeza. Jaime quase desistiu algumas vezes. Aquilo não era sobre quantidade — era sobre tom.
Até que um perfil se destacou. Poucas palavras. Diretas. Nenhuma pressa.
Criaram um grupo no Telegram. As conversas avançaram devagar, como quem pisa em terreno novo. Mais de uma semana de troca. Fantasias ditas sem exagero. Limites claros. Tesão crescente.
O encontro foi marcado sem rodeios: direto no motel.
Cena 3 — Expectativa
Bruna não dormiu naquela noite.
Virava de um lado para o outro, sentindo o corpo
reagir antes mesmo de qualquer toque.
Seria a primeira vez dela com dois homens. O desconhecido a assustava — e a excitava na mesma medida.
Para Jaime, também era tudo novo. Havia fantasias que nunca tinham passado do pensamento. Bruna queria que ele chupasse junto com ela o homem escolhido. E queria mais.
Talvez Jaime também fosse penetrado. Ele já estava acostumado a ser penetrado por Bruna com a cinta peniana. Mas ser penetrado por outro homem… isso nunca tinha acontecido. Ainda assim, a ideia o excitava.
Conversaram sobre tudo. Sem rodeios. Sem máscaras.
Bruna falou de seus desejos com firmeza. Jaime ouviu. Não interrompeu. Não julgou.
A confiança entre eles era o verdadeiro ponto de partida.
Cena 4 — A porta
Chegaram cedo ao motel.
O homem escolhido se chamava Fábio. Quarenta anos, corpo bem cuidado, olhar tranquilo. Casado, como eles. Alguém que entendia o valor do sigilo.
Fábio aguardou em outro quarto. Nada de pressa. Nada de invasão.
Bruna tomou banho. Escolheu a lingerie com atenção. Preta, recortada, provocante. O espelho devolvia uma imagem que ela mal reconhecia — e adorava.
Jaime colocou uma música baixa, envolvente.
Quando chamou Fábio, o som dos dedos batendo na porta ecoou no quarto.
Toc. Toc.
Exatamente como no sonho.
Sentaram-se primeiro. Conversaram. Riram. Uma bebida espumante foi aberta. O clima foi se soltando pouco a pouco, como se o ar do quarto ficasse mais denso a cada minuto.
O sonho começava, enfim, a ganhar corpo.
Cena 5 — O convite silencioso
Fábio e Bruna dançaram apenas o tempo necessário. Nada foi excessivo. O suficiente para que o ar ficasse mais denso.
Jaime observava do sofá, imóvel, sentindo o próprio corpo reagir antes mesmo de qualquer decisão consciente.
Quando os dois se aproximaram, Fábio permaneceu de pé, próximo demais para ser casual.
A presença dele era firme, evidente, impossível de ignorar.
Bruna lançou um olhar para Jaime — não era pedido, nem ordem.
Era um convite silencioso para chupar junto o pau pulsante de Fábio.
Ela se aproximou primeiro, guiando o ritmo com naturalidade, segurando o pênis dele e oferecendo-o a Jaime.
Jaime sentiu o coração acelerar ao perceber que não havia mais como permanecer apenas observando.
Tudo já havia sido conversado antes. Ainda assim, o primeiro passo sempre pesa mais.
Quando se aproximou, Jaime percebeu algo novo em si mesmo: não havia medo, apenas desejo intenso.
Não mais curiosidade — mas algo quase elétrico.
O sofá do quarto se transformou no centro da cena.
Bruna alternava gestos e olhares, conduzindo sem palavras.
Jaime, ainda inexperiente, se surpreendeu com a própria entrega — e com o quanto aquilo despertava algo que ele nunca havia permitido vir à tona.
Por um momento, os papéis se inverteram.
Bruna se levantou, observando Jaime assumir um lugar até então restrito à imaginação.
Enquanto isso, Bruna e Fábio se beijavam intensamente, ambos tomados pelo tesão.
O tempo pareceu desacelerar.
Cena 6 — A entrega
Foram para a cama sem pressa.
Tudo havia sido combinado antes, com clareza e confiança.
Fábio conduzia com experiência.
Bruna observava com um brilho intenso no olhar — aquela cena era, para ela, o ápice do desejo.
Jaime hesitou por um segundo antes de ficar de quatro, oferecendo-se a Fábio.
Não por dúvida, mas pelo peso do momento.
Quando se posicionou, sentiu Bruna se aproximar, tocando seu pênis com cuidado, como quem diz: estou aqui.
Fábio foi paciente, entrando devagar no cuzinho de Jaime, que se sentiu bem putinha sendo penetrado sem dor.
Jaime já estava acostumado à cinta peniana de Bruna, e o corpo respondeu com entrega.
Cada gesto era medido, respeitoso.
O quarto estava silencioso demais para três pessoas — mas nenhum deles sentiu necessidade de falar.
A entrega de Jaime foi completa.
Não havia mais personagem nem fantasia distante.
Apenas presença pulsante dentro dele, movendo-se no ritmo imposto pelo seu macho.
Sensação.
Um misto de vulnerabilidade e excitação que o atravessou por inteiro.
Bruna não desviava o olhar.
Vê-lo sendo penetrado por outro homem a incendiava — o maximo do desejo feminino, tanto como os homens desejam dus mulhers se pegando....
O clímax veio como uma onda inevitável, deixando os três suspensos num intervalo estranho onde o tempo parecia não existir.
Quando tudo cessou, não houve pressa.
Apenas respirações desalinhadas e a consciência de que algo havia sido atravessado — e não havia volta.
Fábio se afastou com cuidado.
Ainda não havia gozado.
Ainda havia mais por vir.
Aquela era apenas uma parte do acordo tecido durante a semana de conversas no Telegram.
A próxima cena já os aguardava.
Cena 7 — O centro do desejo
Chegara, enfim, a vez de Bruna.
Ela sempre soube que seu corpo respondia com facilidade ao toque certo, ao ritmo certo — mas,
naquela noite, havia algo diferente.
Havia entrega.
Havia intenção.
E, acima de tudo, havia o acordo silencioso entre ela e Jaime: o olhar que ambos combinaram manter fixo um no outro.
Deitada na cama, Bruna fechou os olhos por um instante quando sentiu os primeiros gestos atentos de Fábio —
precisos, pacientes, quase reverentes.
Fábio se agachou e, habilmente, começou a chupar e lamber o grelo de Bruna.
O prazer veio rápido e profundo, arrancando dela uma respiração mais longa,
um suspiro que não tentava esconder.
Quando abriu os olhos novamente, buscou Jaime —
e manteve o olhar preso ao dele, como haviam combinado.
Esse detalhe mudava tudo.
Ela não se perdia;
ela escolhia sentir.
O primeiro gozo veio intenso — e não seria o último.
Bruna deixou o corpo conduzir o ritmo, alternando entrega e controle,
consciente do efeito que causava nos dois.
Em determinado momento, mudou de posição com naturalidade, oferecendo-se de quatro
de um jeito que não pedia — convidava.
Enquanto mantinha Jaime próximo, chupando o pau dele como um espelho do próprio prazer,
sentiu a cadência firme atrás de si, constante e segura.
Fábio penetrava Bruna todinha, e ela urrava de prazer.
O contraste a incendiava:
presença dupla, estímulos cruzados, atenção repartida —
e, ainda assim, tudo girava em torno dela.
Os sons no quarto ficaram mais intensos, menos contidos.
Bruna perdeu a conta de quantas vezes gozou.
O corpo respondeu pedindo mais, aceitando mais, vivendo mais.
Fábio, experiente, sabia exatamente quando avançar e quando conter-se,
prolongando o instante como quem estica um fio prestes a se romper.
Até que, de repente, ele parou, saiu de dentro de Bruna
e retirou o preservativo.
Cena 8 — O desfecho
Bruna ainda respirava fundo quando Fábio se afastou lentamente.
Sorriu, satisfeita, o corpo relaxado e sensível depois de ter sido atravessado por ondas sucessivas de prazer.
Ele se colocou diante dela, e Bruna o recebeu com a mesma entrega cuidadosa de antes,
começando a chupar o pau totalmente durinho de Fábio,
saboreando o momento final como um ritual.
Fábio conduziu o próprio ritmo, tocando-se com as mãos
enquanto Bruna continuava chupando,
deixando claro que aquele encerramento também tinha significado para ele.
Quando o clímax veio, foi intenso, sem contenção.
O leite jorrou nos seios de Bruna.
Ela fechou os olhos por um segundo, sentindo o calor do leite como um troféu silencioso,
algo que marcaria aquela noite para sempre.
Jaime assistia a tudo, tomado por uma excitação quase hipnótica,
deixando-se levar pela cena, se masturbando
e gozando quase ao mesmo tempo que Fábio e Bruna.
Havia ali um vínculo e uma cumplicidade
que só os três compreendiam naquele momento.
Foi como se o quarto inteiro respirasse junto, no mesmo tempo.
Nada foi dito depois.
Não era necessário.