A história seguiu em um ritmo de descoberta mútua, mas sob o constante risco do portão de casa. Mantínhamos aquele namoro de fachada na calçada, conversando baixinho sob o olhar vigilante da vizinhança, enquanto os pais dela nem desconfiavam do que fervia entre nós. Noa SMS, porém, não havia censura. As mensagens eram nosso refúgio; foi ali que ela, entre confissões e risadinhas digitais, contou sobre a amiga que havia chupado um menino da escola. Com cuidado, sem querer pressionar, eu plantei a semente: "E você, teria coragem de fazer o mesmo comigo?".
A oportunidade surgiu em uma noite de domingo quente, quando os pais dela saíram para um evento longo na igreja. Nós encontramos como de costume no seu portão, e logo depois partimos para o fim da rua.
Ao chegarmos no nosso lugar deserto, o clima não era mais de hesitação. Eu a puxei pela cintura e o beijo foi urgente, profundo. Minhas mãos já conheciam o caminho das curvas dela, subindo por baixo do tecido, sentindo o calor da sua pele arrepiada. Entre um suspiro e outro, a lembrança das mensagens veio à tona. Eu parei, olhei bem nos seus olhos e perguntei baixinho se ela lembrava do que havíamos conversado.
Com o rosto queimando de vergonha. Eu encostei no muro e apenas puxei o elástico da bermuda, deixando que meu membro saltasse para fora, pulsando e exposto.
Quando meu pau saltou para fora, rígido e com as veias pulsando sob a luz fraca dos postes distantes, ela deu um passo curto para trás. Não era nojo, era o choque visual do desconhecido.
— Tem certeza? — perguntei, a voz saindo mais rouca do que eu pretendia.
O contraste era quase visualmente gritante: de um lado, a pele clara e os traços delicados dela; do outro, meu pau rígido, marcado por veias saltadas pelo desejo acumulado.
Ela não respondeu de imediato. Vi suas mãos se apertarem contra o tecido do vestido, os nós dos dedos ficando brancos. Ela desviou o olhar para o chão, o rosto tomado por um rubor que eu conseguia notar mesmo na penumbra. Devagar, com uma lentidão que torturava meu juízo, ela começou a se dobrar.
Ela se ajoelhou sobre um joelho só, mantendo o corpo um pouco distante, como se estivesse diante de algo perigoso. Os olhos dela subiam para o meu rosto e desciam para o meu membro, num conflito interno visível. Ela levou uma das mãos à boca, cobrindo-a por um segundo, soltando um suspiro trêmulo que denunciou o quanto ela estava nervosa.
Quando ela finalmente se aproximou, o contraste era quase poético e brutal ao mesmo tempo: a delicadeza do seu rosto, a pele de menina ainda intocada por aquele tipo de experiência, frente à frente com meu pau exposto. Ela estendeu a mão, tocando apenas a ponta com o dedo indicador, recuando logo em seguida como se tivesse se queimado.
— É... é muito diferente do que eu imaginei — ela sussurrou, a voz quase sumindo.
Quando ela finalmente venceu o medo e aproximou o rosto, o som de um portão batendo ao longe a fez pular. Ela encostou a mão no meu peito, os dedos frios contra minha pele quente, e ficamos parados, em absoluto silêncio, ouvindo o vento. O risco de sermos descobertos pelos pais dela, ou por algum vizinho fofoqueiro, pairava sobre nós como uma sombra.
Sentindo que o tempo estava acabando, ela se entregou à curiosidade. O calor da boca dela contra o meu membro foi um choque térmico. Ela era inexperiente, não sabia bem como acomodar a língua ou a pressão, mas a forma como ela me olhava de baixo para cima — com os olhos úmidos e o rosto corado de vergonha — era mais excitante do que qualquer técnica. Eu apertava os dedos no muro, sentindo o cimento áspero, enquanto vigiava a rua por cima da cabeça dela.
Era uma cena de puro contraste: a inocência dos movimentos dela, nitidamente sem jeito e exploratórios, contra a agressividade do meu corpo reagindo àquela sensação nova. Ela não sabia bem o que fazer, usava as mãos pequenas para segurar a base enquanto tentava acomodar tudo naquela boca pequena. O calor da sua saliva e o vácuo que ela fazia, mesmo sem técnica, me levaram ao limite em poucos minutos.
— Vou gozar... — sussurrei, a voz embargada, sentindo o espasmo subindo.
Assustada com a intensidade da minha reação, ela parou e se afastou um pouco, mas não soltou. Ela continuou o movimento com a mão, uma masturbação lenta e focada, os olhos fixos em mim, fascinada pela forma como eu perdia o controle. Quando o ápice veio, os jatos de porra atingiram o chão de terra batida. Ela não desviou o olhar; pelo contrário, parecia hipnotizada por me ver naquele estado de entrega total, um sorriso tímido surgindo no canto dos lábios ao perceber o poder que tinha sobre mim.
Nós recompomos o mais rápido que pudemos, o coração batendo na garganta. O medo de que alguém tivesse visto alguma sombra ou ouvido meu gemido abafado nos fez voltar para casa quase sem trocar palavras, apenas mãos dadas e suadas.
Aquele foi o nosso último grande momento. O perigo que nos excitava acabou nos pegando: semanas depois, um rastro de mensagens no celular dela foi o fim de tudo. O pai dela, enfurecido, proibiu qualquer contato. O afastamento foi gradual, mas doloroso. As mensagens cessaram, as redes sociais foram bloqueadas. O muro onde nos apoiamos ficou para trás, depois de meses eu precisei ir embora da cidade levando apenas a memória daquelas noites onde o amor, medo e o desejo foram uma coisa só.
O tempo passou, e a memória daquela rua sem saída havia se tornado uma fotografia desbotada na minha mente, guardada em uma gaveta que eu raramente abria. Eu já era outro homem, com outras responsabilidades e quilômetros de distância daquela cidade. Mas bastou o brilho da tela do celular no escuro do quarto e aquele nome surgir na central de notificações para que todo o ar me faltasse. O coração, que eu julgava treinado pelo tempo, deu um solavanco. Era ela.
Assim que ela aceitou minha solicitação, o choque foi imediato. O perfil revelava uma vida que eu só podia imaginar: ela estava radiante, com um sorriso mais maduro, mas que ainda guardava aquele brilho de curiosidade nos olhos. Na bio, a marca do tempo: "Esposa, mãe de dois, grata a Deus". As fotos mostravam uma família formada, os filhos com traços que me lembravam vagamente o rosto dela quando éramos jovens. Ela continuava fiel à sua essência, sempre usando vestidos longos e elegantes, mas agora com uma postura de mulher decidida, longe daquela menina trêmula que se escondia nas sombras comigo.
A primeira mensagem chegou como um sussurro do passado:
— "Oi... Será que você ainda se lembra de mim?"
Um sorriso involuntário brotou no meu rosto. Como eu poderia esquecer? Respondi que algumas memórias o tempo não apaga. Durante dias, matamos a curiosidade sobre os rumos que nossas vidas tomaram. Ela me revelou o que aconteceu após o nosso fim abrupto: o pai dela havia interceptado uma mensagem nossa — algo íntimo e revelador. A reação foi implacável. Eles a blindaram de tudo, proibindo qualquer contato, sem nos dar tempo sequer para uma despedida. Direcionada pelos pais e sem alternativas, ela acabou se envolvendo com um rapaz da igreja, alguém "certinho" aos olhos da congregação. Casaram-se cedo, seguindo todos os protocolos.
Não demorou muito para as confissões surgirem. Ela admitiu que nunca amou o marido com a mesma intensidade e que, durante todos esses anos, a lembrança do que vivemos no fim da rua era seu refúgio secreto. A conversa, que começou nostálgica, logo mudou de tom quando relembramos os nossos "amassos". Rimos das situações embaraçosas, mas o clima pesou de novo quando ela desabafou sobre sua vida íntima: o marido nunca foi ativo sexualmente; o tesão só existiu no início, pela novidade, mas logo se transformou em uma rotina fria.
Aproveitando a brecha, confessei que o desejo por ela nunca tinha morrido. Ver suas fotos, agora como mulher, despertava um tesão acumulado por décadas. Foram semanas de conversas que oscilavam entre o carinho e o desejo controlado, até que, em uma noite de solidão e saudade, eu perdi o filtro. Escrevi coisas explícitas, descrevendo o que eu faria se estivéssemos naquele fim de rua hoje.
A resposta dela foi um choque elétrico: ela correspondeu à altura. Disse que estava trêmula, sentindo as mesmas sensações de antigamente. Revelou que eu era o único homem que ela conheceu além do marido, e que, embora as memórias fossem vagas, ela sabia que a nossa química era superior.
Tomado pela adrenalina, eu agi. Deitado na cama, posicionei a câmera frontal, enquadrando desde o meu rosto até a parte superior das minhas coxas, com meu pau para fora da cueca, pulsando de tão rígido. Enviei. O "visto" veio quase instantaneamente.
— "Meu Deus, Mateus... Olha o tamanho disso. Parece maior do que antes!" — ela digitou, visivelmente eufórica.
Ela estava sozinha no quarto enquanto o marido cuidava das crianças. Pediu um minuto para ir ao banheiro. Achei que fosse apenas para se acalmar, mas logo recebi uma notificação de imagem única.
Na foto, ela estava em frente a um espelho grande. O vestido estava levantado até a altura do peito, sustentado por suas mãos. O rosto mostrava uma timidez excitada, mas a parte de baixo era um contraste absoluto de pudor e luxúria: as pernas entreabertas exibiam sua buceta completamente exposta, lisinha, branca e pequena, exatamente como eu imaginava que seria após tantos anos.
— "Tinha a intenção de te mostrar naquela época... acho que te devo isso", escreveu ela.
Era a mesma sensação do início da nossa relação: a inocência daquela menina agora transformada no desejo proibido de uma mulher casada.
Desde então, mantemos esse vínculo secreto. Não nos falamos com frequência por conta das nossas rotinas, mas sempre que o horário coincide e ela está sozinha, o ritual se repete. Ligamos a chamada de vídeo. Ela posiciona o celular no chão, senta-se em uma cadeira no quarto e começa a tirar o vestido devagar. Com os dois pés apoiados na cadeira e as pernas bem abertas, ela se toca e se explora completamente exposta, enquanto me assiste gozar pela tela. O fim daquela rua agora é uma janela digital, onde o passado e o presente se fundem em prazer.
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