38. O reencontro

Da série Eu sou novinho
Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2610 palavras
Data: 28/02/2026 07:19:18
Assuntos: Gay

38. O reencontro

Quando anoiteceu… Sem sexo, eu queria mas precisava descansar e ele também, os outros foram chegando e nos encontraram namorando, Hélio disse que era maravilhoso ver minha felicidade assim tão enorme, chegou perto e parou de repente, eu disse que primeiro ele tinha de lembrar que eu continuo sendo dele, pra sempre, meio desconfiado Hélio me envolveu em seus braços e eu beijei aquele barbudo e puxei o cabelo dele e ele o meu, senti o pau dele criando vida e ele me largar, “Putinho”, “Agora beija meu marido, mas faz direito, retardado, finge que sabe beijar!”, Hélio foi cheio de malícia e agarrou meu namorado e lhe beijou pra tirar o fôlego, quando descolaram, puxou a crina de Marcos pra trás e num golpe cuspiu em sua boca e o beijou novamente, Marcos que estava meio tímido, se esbaldou, abriu a boca novamente e esperou por outra cusparada, eu até falei que tive um namorado, Helinho disse que era tão gostoso quanto eu, se tiver um cu forninho como o meu… (tinha, tem).

Jantamos, e Rui diz que estavam chamando um uber para os levar para o apartamento deles (a quitinete que Caio emprestou até o apartamento que ele comprou bem antes de ser entregue em maio), “Pronto, Rodrigo, seu irmão está namorando, fiz minha parte”, espera! Rodrigo se defende da acusação de manipulador quando lembrou que só entrou em contato com Marcos quando Murilo deixou claro que entre ele e eu não ia acontecer, Murilo encabulado disse que é monogâmico, tentou, e disse que apesar de eu ser um cara lindo e delicioso, não houve química. “Sorte a minha”, disse Rui apaixonado, “Sorte a minha, isso sim, olha a cara do meu concorrente”, disse meu futuro marido. Não foi uma despedida triste, mas foi uma despedida, fiz questão de beijar ambos pela última vez, e exceto por Marcos todos fizeram o mesmo. Foram enquanto arrumamos a cozinha, quando saíram eu pensei em trocar de quarto, mas meu excelentíssimo deve ter lido pensamentos, disse que era hora de irmos para um quarto amarelo.

“Calma, veado, os bonitinhos fizeram amor e namoraram em paz o dia inteiro, agora é hora de cuidar da macharada da casa. Pelo menos um boquetinho, dedinho nessas bundinhas gulosa.”, Rodrigo tava o poço do atrevimento, mas o importante é que ele estava de roupão e o abriu, aquele peito cabeludo aquele pau grosso mesmo, a lembrança de como ele curte dar na minha cara com aquela chibata, “Eu te amo, Mateus, dar um marido tão lindo e fofo quanto você pra você é tudo o que posso fazer pra mostrar o quanto eu te amo”, me ajoelhei diante dele e passando aquela pica na minha cara com suavidade, fechei os olhos e disse que eu o amava muito, dei uma bela engolida com aquela coisa meio mole e senti ela endurecer em minha garganta, olhei pra trás quando soltei e perguntei a Marcos se ele gostava de piroca.

Marcos veio devagar, eu tinha medo de escandalizar o garoto bem nascido, “Mateus, melhor fazer isso no quarto, na hora da gozada eles põem a gente no box e depois dão aquela mijada gostosa”, puta que pariu! Marcos não é baixo, é subterrâneo. “Tá vendo, veadinho, teu marido sabe como realizar a vontade de um macho”, Joel chega com o pau duríssimo e manda Marcos dar aquela mamada, gostei demais de como as coisas foram conduzidas por Rodrigo, acho que foi ali que eu me entreguei a ele, se com Benjamin a minha entrega foi imediata e total, com Rodrigo eu sempre tive ressalvas, cheguei ao pé do ouvido dele e pedi para ele manter em segredo nossa ligação como irmãos, eu queria ser o viadinho dele e sendo lembrado constantemente que tínhamos o mesmo sangue ia ficar difícil, eu o beijei e comecei a chupar seu pau. Rodrigo pegou autoridade e meus cabelos, me fez ficar de quatro e me levou para o quarto recém desocupado por Rui e mandou Joel fazer o mesmo com “o marido corno do veadinho”, eu tava morrendo de tesão e preocupado com a reação de Marquinhos a tudo isso. Mas ele estava em êxtase. Cuspe, tapa, e muito boquete forçado.

Depois coberto de porra, o abandono, agora agarrado a meu marido, uma solidão compartilhada, as juras de amor trocadas, lambidas e beijos. Marcos disse que não podia acreditar que houvesse uma pessoa pra gostar tanto de macho quanto ele. No meio do beijo, Ben nos chama, vamos, ficamos no box como mandam. “Abre bem a boca, Mateus, dá uma alegria a teu marido corno e abre a tua boca.”

Rodrigo parecia um hidrate despejando sobre mim, sobre Marcos, Marcos e eu cobertos de suor, saliva, esperma e urina; nos lambendo, nos beijando, depois o inesperado beijo de Rodrigo em Marcos, “Estou apaixonado por você, seu veado safado, você… eu te amo”, outro beijo, Hélio reclama que quer mijar na cara do homem de sua vida. Antes uma bolota de cuspe bem entre meus olhos, e o esguicho na sequência. Amei, amei porque meu marido estava de pau duro e me chamando de puto safado, e Helinho disse que eu sou nojento mas me ama, me beijou, os outros dois soltaram juntos e foi um banho, na sequência tomamos banho, Marcos e eu, sendo interrompidos algumas vezes para um dos quatro comerem a mim ou a ele, ele ria.

Quando terminou o banho, sei lá que horas eram, Rodrigo pediu para Marcos dormir com ele e Benjamin, fiquei com ciúme, inveja, mas Marcos falou que até queria, mas só quando fosse comigo junto, “Marcos, vá, isso isso não é uma suruba, somos uma família, alguns não entendem, mas é assim, somos um casamento, sou deles tanto quanto sou seu, mas pra você eu sou prioridade, pra mim, você sempre vai vir antes, mas… não cai nessa bobagem de corno, isso é coisa que se fala para dar mais tesão, Rodrigo sempre falou de você, não aconteceu de nos apresentar antes, mas ele te admira, te respeita e quer curtir contigo e com Benjamin, vá meu amor.” A gente se beijou e ele foi. Me deitei no peito de Joel, ai que saudade, que falta sinto-me Joel, eu queria que ele me comesse, Hélio me agarrando por trás, mas o caralho dele nem dava sinal de vida, minha mão na piroca de Joel que descansava sem resposta, “Semana exaustiva, Mateuzinho, não vai dar, depois do bukake tu ainda quer foder safado, eu não sou novinho como tu não”, Hélio ri e diz que queriam falar uma coisa comigo.

O papo era o seguinte: emocionalmente estamos no ponto perfeito, Ben, Rod, Marcos, eles e eu; mas sexualmente isso ia dar um problema, três dão conta de minha sede de pica, mas eles também gostam de rola, menos, mas Hélio gosta de sentar numa piroca, de chupar o pau de Joel até ele gozar, quatro machos entre si e pra mim, perfeito, mas Marcos é um guloso do meu nível, ia faltar esperma pra dar conta da sede de dois. Joel me beijou e disse que a solução para minha solidão é Marcos, mas agora precisamos de mais dois machos, Murilo ia tornar a coisa ainda pior, mas eu ficasse antenado antes de qualquer desgaste, maneirasse minha fome e pensasse a médio prazo.

Dormiram. Dormiram e me deixaram insone com uma bronca dessa. Sexta dia de trabalho, Lygia assumiu meu lugar, disse que Murilo era bom e rápido para pegar tudo, mas não estava pronto ainda, mais um mês e eu ia ter o substituto dela. Eu só reforço que a tarde ia ter de sair, ela me olhou com raiva e surpresa, “A festa de batismo de meus primos, se essa oficina é minha…”, “... você lambe o chão onde Caio pisa.”, manhã agitada, mas sem problemas, a tarde foi um inferno, fornecedor, decorador, cerimonialista, churrasqueira, cozinheiros e minha equipe, Hélio liga pra dizer que se eu quisesse ia ter pica pra mim a noite, que me ama e que ia dar tudo certo, “O que você precisa?”, “Vamos inaugurar a escola na quinta-feira, quando os filhos de Marcos chegam, eu sei. Precisamos de um coquetel em casa, depois do almoço, receber o secretário de educação e a prefeita, dois vereadores, por enquanto umas dezesseis pessoas”, eu respirei fundo, disse que tudo bem, “Desculpa, meu amor, eu te amo tanto e só venho dando trabalho e…”, “Eu te amo Hélio, muito, você merecia mais do que o que lhe dou, eu não sei como é se entregar a alguém e a ver feliz com a chegada de Marcos, eu prometo ser o mais perfeito pra você, fazer tudo o que você quiser, porque eu te amo, e você mijou na minha cara ontem, filho da puta.”, ele gargalhou e disse que ia voltar para o trabalho, pedi para os garçons me aguardarem cinco minutos. Liguei para Samuel chorando e disse que não ia dar conta, ele muito calmo mandou eu parar de chorar e dizer qual era a demanda, ele ia resolver, ou arrumar uma solução.

Pausa para falar sobre Samuel. Encontrou Rafa, não namoraram, sentiram que eram amigos, tipo Murilo ou o outro Murilo e eu, o momento de namorar, foder, formar casal passou, entretanto essa troca com Rafa o fez recuperar aquela autoridade que ele tinha lá antes e que queria por pra cima de Murilo e Daniel, bem… o Samuel old age estava de volta. Rafa está noivo de um cirurgião, teve o que quis, aos poucos estamos ficando sem sinal dele no radar, como João se perdeu de nós e nós dele, mas… Samuel, de férias, em casa e num processo de troca de cidade, outro colega quer trocar de lugar com ele e ele vem para cá. No momento em que liguei ele estava lendo no sofá e disse que ia ficar comigo no telefone e estava pegando o carro para vir para cá.

Às sete da noite ele estava chegando, todo mundo falou com ele pelo telefone, cerimonialista, cozinheiros, decoradores, pessoal da limpeza, todos, ele me salvou. Quando Helinho o viu foi um doce, mas me chamou num canto e perguntou por que eu vivia relevando os erros de Sam e Rafa, eu disse que em breve iria responder, depois do jantar, finalmente abri uma caixa que Marcos trouxe e era um presente pra mim, uma vitrola, alguns vinis, coloquei um de Marisa Monte pra tocar, depois interrompi, vinho, duas garrafas de um bom vinho para nós sete, agradeci ao modo como meu amigo para todos os momentos deixou tudo e veio em meu socorro sem uma escova de dente, ia organizar duas festas que Hélio me pediu. Disse que eu nunca sofri abuso, ameaça ou violência dentro de casa, Rafael foi ameaçado de morte pela mãe no dia em que ele decidiu fugir não só de casa, mas da cidade onde estava, se prostituiu e passou fome, foi espancado, nem eu o mais humilde dos presentes ali passei pelo que Rafa e Sam passaram, por isso eu era sempre aberto a todas as merdas que eles faziam, porque era sempre em busca do que não tiveram segurança, recursos materiais, validação e respeito, disse que os que sabem que eles dois eram os idiotas mais perdoáveis de nossa família erguessem um brinde, “A um boqueteiro maravilhoso”, “Vai te foder, Benjamin”, erguemos nossos brindes, ele dormiu no quarto azul, Marcos é encantado por nosso quarto estar quase no fim do corredor, mais silencioso, a casa é um silêncio só, que bobagem.

Sábado foi um ciclone, festa para trinta pessoas, deu cinquenta e sete, meu exagero foi insuficiente, Caio chamou algumas pessoas de última hora, a mãe de Marcos veio, ela é jovem, cinquenta anos, o pai dele tem oitenta e dois e está em estado vegetativo, Marcos e eu flagramos ela e com a cenoura de Caio na boca, se o marido dela não está mais consciente há sete anos, é plausível que ela não esteja traindo ninguém, nós os flagramos em nosso quarto, Caio com o pau ainda pra fora mandou a gente decidir se tínhamos um problema ou ele podia colocar porra e um soriso na boca de Magali, “Sogra, aproveite, faça com meu tio o que meu marido vai fazer omigo agora na dispensa da cozinha, mas passe a chave depois que eu pedir para tio Renato vir se juntar a vocês dois.

Tia Magali é um arraso, ela nunca me chama de Mateus, só de Lindíssimo ou Lindíssimo da titia, não é magra, tem um corpo de cantora de jazz, de blues, ela não usa jeans, vestidos, sempre vestidos, estava com um vestido amarelo estampado de seda e limpou a boca do boquete na borda dele, se desculpava com o filho mas sem soltar o pau de Caio. Caio veio falar com Marcos depois, não se desculpou, ao contrário, mandou que ele fosse se desculpar com a mãe dele, “Escuta, seu merdinha, você é tudo, e tudo veio da excelente relação que você teve com sua mãe, então foda-se, meus filhos vão ter o melhor, eu sou uma pessoa detestável, mas Renato é um pai maravilhoso, e esses meninos já chegaram ao mundo se fodendo, eles vão ter os melhores pai e mãe que eu puder dar a eles, e um bostinha como você deve cagar para mim e para o que faço, mas deve respeito a sua mãe, vá lá e beije a mão de sua mãe, se mostre humilde e respeitoso, e faça isso agora, antes de eu brigar com você.”, Marcos foi, saiu respeitando Caio demais, tia Magali adorou nos conhecer, adorou Amélinha, minha prima mais velha, ela a chama de Carinho, Alceu e Elba ela chama pelos nomes como Amós e Amon.

Perto do fim, depois das seis, Murilo veio se despedir, conheci André, filho de Rui, “Vamos embora, tá ficando tarde, não vamos ficar para as pizzas. Você vai, André, sua mãe foi clara, disse amanhã de manhã no ônibus, vai ser como ela quer. Fica, Rui, se divirta um pouco com os garotos, qualquer coisa você telefona. Não, André, eu não vou te deixar aqui pra encher a cara, olha a tua idade, dezessete.” Fazia pouco tempo e era eu, era Murilo, como é rápido.

Quando eles estavam saindo, Rui me pede para passar a noite, ok, mas ia ter de dividir o quarto (e a cama) com Samuel, achei estranho, ele disse que não estava dando certo, pessoa maravilhosa, mas… idade diferente, interesse diferente, eu queria mesmo ouvir isso, mas não ainda, e uma moto ia invadindo a nossa calçada, o sujeito que quase nos atropela para e tira os óculos e o capacete, com o cabelo raspado e a barba enorme e frondosa como um arvoredo, ele estava mais tatuado, mais bonito, meio selvagem, Galvão chegou sorrindo e me abraçou, que saudade, eu achando que ele estava no Paraguai, não foi isso que ele disse?, “Desculpa, Mateus, era para eu ter chegado na hora do almoço mas essa coisa velha quebrou no caminho, eu preciso de um banho, cadê o fresco do teu tio e o retardado do Renato, preciso cuspir na cara dos dois antes de… JOEL…”Ele realmente precisava de um banho e Joel o levou para lá depois de ele cumprimentar todo mundo, a festa já havia acabado, os seis amigos que Marcos levou estavam de saída, dois casais, o filho de um deles, e o adulto que ficou, procurei o nome de Douglas, mas não veio, ele se apresentou novamente, “Douglas, melhor amigo de Marquinhos, ele te contou que fomos namorados, que eu quase fui pai dos filhos dele?”, porra.

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