Quase todos os vizinhos da rua Topolowa na pequena Supraśl, no aglomerado de Bialystok no nordeste da Polônia se conheciam de longa data, eram famílias simples que haviam presenciado e se solidarizado com nascimentos e mortes que as afetaram, participando de qualquer evento festivo de seus vizinhos. O domingo, dia 28 de março de 2010, em plena transição entre o inverno e a primavera, amanheceu com uma geada que deixou os telhados e mansardas das casas cobertas com uma fina camada branca. A temperatura de -3°C do lado de fora contrastava com os 20°C que agitava o interior da nossa casa, devido ao alvoroço que a festa pelos meus dezoito anos estava provocando. Um grande almoço seguido de bolos e guloseimas no meio da tarde estavam em final de preparativos, com minha mãe e algumas vizinhas agitando a cozinha.
Eu, Wojciech, era o caçula dos Bartek, depois do meu irmão Milosz e da minha irmã Hanna, uma raspa de tacho, como diziam, por ser oito anos mais novo do que minha irmã. Minha infância foi moldada pelas perseguições e opressões do Milosz e pelos mimos e cuidados da Hanna que em suas brincadeiras com as amigas, me faziam ser o bebê a quem tinham de prover como futuras mães zelosas. Me transformei no boneco ambulante delas. Fingiam estar preparando um almoço misturando tudo que encontravam na cozinha e o enfiavam na minha goela abaixo, por pior que a gororoba fosse, eu tinha que dizer que estava uma delícia. Uma vez chegaram ao ponto de picotar todo meu cabelo, deixando-o espetado como se eu fosse um ouriço, para testarem suas habilidades de cabelereiras. Nesse dia a Hanna não escapou de umas chineladas na bunda quando minha mãe se deparou com meu cabelo picotado e cheio de buracos. Eu até que achei legal, mas naquela época era a opinião da minha mãe que contava, não a minha.
Ninguém o conhecia direito, nem sabia no que trabalhava atualmente na Rússia. Artyom Rybakov era um amigo que há alguns anos serviu o exército Bielorrusso junto com um dos nossos vizinhos, o Sr. Zaitsev antes de ele se casar e migrar para a Polônia e, estava hospedado na casa deles, comparecendo ao meu aniversário como um agregado bem-vindo. Ele me presenteou com um relógio de pulso caro, o que gerou alguns comentários por parte dos meus familiares. Não era algo comum um desconhecido dar um presente daquele quilate a um rapagão mal saído da puberdade. Eu fiquei eufórico, nunca tive um relógio quanto mais um lindo e caro como aquele. Agradeci-o com um sorriso de orelha a orelha e ele logo soube o impacto que o presente causou em mim. Não precisava ser muito perspicaz para perceber que havia me conquistado com aquele presente.
O Sr. Rybakov era um homem corpulento de feições rudes que nem mesmo os sorrisos exagerados que esbanjava conseguiam esconder. Tinha um olhar enigmático, penetrante, que parecia conseguir ler a alma das pessoas e, certamente, o fez com a minha. Eu andava apreensivo com meu futuro naquela cidadezinha sem grandes oportunidades, e vinha alimentando as esperanças de me mudar para Varsóvia ou para alguma cidade desenvolvida da Alemanha, para onde muitos poloneses haviam seguido depois de a Polônia ter deixado de ser um Estado satélite comunista com forte influência da URSS até a queda do comunismo. O olhar dele me perseguiu durante toda a festa, me deixando encabulado algumas vezes, embora eu não conseguisse atinar porquê.
A divisão administrativa de Podlaskie, uma das dezesseis da Polônia, na qual Supraśl se incluía, nunca foi representativa na economia do país, resultando numa população empobrecida que muitas vezes se via obrigada a se mudar para centros maiores ou até outros países.
A maioria dos convidados já havia voltado para casa no início da noite, mas os Zaitsev e o Sr. Rybakov ainda conversavam com meu pai e um tio na sala de estar quando meu pai me chamou.
- O Sr. Rybakov aqui, está voltando para Moscou na semana que vem e disse que tem um emprego para você numa das empresas de seu patrão, se você estiver interessado. Como você não tem falado noutra coisas nesses últimos meses, de querer se mudar para uma cidade maior onde haja mais possibilidades de trabalho, acho que seria uma boa oportunidade, o que pensa? – questionou meu pai.
- Moscou? Eu estava pensando em Varsóvia ou, melhor ainda, Berlim, Frankfurt, Munique. Moscou, não sei. Não me agrada a ideia de morar na Rússia, tenho a impressão de ser um país pior do que a Polônia em termos de oportunidades para quem quer estudar e fazer uma carreira. – argumentei.
O Sr. Rybakov usou de toda astúcia para me convencer das infinitas oportunidades que me esperavam em Moscou, uma capital que, segundo ele, estava em plena ascensão depois do comunismo ter se modernizado e dado ao país um avanço econômico significativo. Não era bem o que eu havia lido e concluído sobre a Rússia, mas quem era eu para questionar o que um morador local nativo e bem sucedido sabia. Eu não passava de um molecão com a cabeça cheia de planos, alguns até ousados demais devido a impetuosidade da juventude.
- Bem, Wojciech, você não precisa me dar uma resposta agora, tem alguns dias para pensar na minha proposta, mas eu garanto que ela vai de encontro a tudo que você está sonhando. Eu vou lhe dar todo suporte necessário, não ficará abandonado, esteja certo. Vou lhe abrir os caminhos e ajudá-lo a conquistar tudo que almeja. – asseverou. Eu era um rapagão ingênuo, não sabia nada da vida, mas aquelas palavras pareciam carregar mais falsidade que verdades, o que me levou a pedir um tempo para me decidir.
Expus todas as minhas dúvidas e reservas aos meus pais nos dias que se seguiram, eles sempre tinham um argumento a favor da proposta e, aos poucos, fui assimilando que aquilo seria uma oportunidade da qual não podia abrir mão.
Na terça-feira, 6 de abril de 2010, em outra manhã gelada, segui com Sr. Rybakov em seu BMW X3 novinho em folha para Moscou, a mais mil quilômetros de casa, numa viagem de dois dias com um pernoite na Bielorrússia, em Safonovo, onde ele alegou ter um assunto comercial a tratar. Para quem nunca saiu de Supraśl, aquilo era mais que uma aventura, era um sonho prestes a se tornar real.
Ele me deixou no único quarto duplo disponível de um hotel na Ulitsa Krasnogvardeyskaya em Safonovo no final da tarde quando as luzes da cidade começavam a acender e saiu dizendo que ia resolver o tal assunto comercial, colocou 1.200 rublos na minha mão para que eu pudesse jantar num restaurante próximo, caso ele não voltasse a tempo. Fiquei esperando até às 20h, minha barriga estava roncando, eu estava cansado da viagem e entediado entre as quatro paredes do quarto despojado. Estiquei-me sobre a cama e liguei a TV, mas como não entendia uma palavra em russo, logo me aborreci. Como ele não voltou, desci à rua e fui à caça de um lugar para comer. Caminhei pelas ruas quase desertas até um fastfood nas proximidades, o cardápio estava todo em russo para meu azar. Optei por um lanche tipo hamburger que estava estampado no topo do cardápio no valor de 350Ք, apontando para o atendente carrancudo, apesar de sexy, a foto do lanche e para os copos de Pepsi das duas garotas que estavam na mesa ao lado e não paravam de me encarar. Cheguei a ligar a câmera do celular no modo selfie para ver se tinha alguma coisa na minha cara que as estivesse fazendo me encarar e cochichar entre risinhos. Não havia nada errado com a minha cara, talvez apenas o fato dela nunca ter sido vista naquele lugar. Contudo, com o celular havia. Estava sem sinal quando tentei ligar para os meus pais contando como estava sendo a viagem.
Voltei ao hotel e o Sr. Rybakov ainda não havia regressado. Por volta das 23h resolvi não esperar mais e fui dormir. Minha única mala havia ficado no carro, o que me obrigou a deitar de cueca. Despertei com uma sensação estranha percorrendo minhas coxas grossas e lisinhas, até perceber que era a mão do Sr. Rybakov deslizando sobre a pele. Dei um salto demorando a me localizar no quarto imerso na luz amarelada da lâmpada de cabeceira, e o encontrei sentado na beira da minha cama, completamente nu e com os cabelos ainda úmidos, me encarando como um leão espreitando sua presa.
- Ah, é o senhor! – exclamei assustado e sem coragem de olhar para aquele corpo parrudo e pelado.
- Quem mais haveria de ser! – exclamou, sem tirar a mão da minha coxa. – Esperava outra pessoa? – a voz dele soava estranha, estava um tanto quanto embriagado, como denunciou o hálito quando seu rosto estava próximo demais do meu.
- Não, claro que não, Sr. Rybakov! Não conheço ninguém aqui além do senhor! – respondi, tentando me esquivar dele.
- Artyom, chame-me apenas de Artyom! Sem formalidades! – retrucou, enquanto a mão grande e pesada com tufos de pelos negros sobre as falanges avançava rumo a minha bunda roliça que mal cabia dentro da cueca.
- Sim! O senhor está bem, Sr. Rybakov? – gaguejei atrapalhado por aquele olhar de cobiça que não se desviava do meu corpo quase nu. – Digo, Artyom! – corrigi, quando ele franziu o cenho em desaprovação.
- Você é virgem, Wojciech? – a pergunta acrescida daquele olhar me apavorou, e comecei a tremer sem controle.
- Eu ... bem eu ... Por que está me fazendo essa pergunta, senhor .... Artyom? O sen ... você está bem, Artyom? Posso fazer alguma coisa por você? – continuei gaguejando de tanto que meus lábios tremiam.
- Já te disseram que você é um molecão muito bonito e gostoso, Wojciech? Muito gostoso! – repetiu, enfiando de vez a mão dentro da minha cueca alcançando minha nádega lisinha e quente.
- Não, Sr. Rybakov! – soltei indignado, fazendo força para tirar a mãozona dele da minha bunda.
- Não tenha medo, Wojciech! Sou muito experiente em descabaçar virgens! Garanto que não vai doer quase nada. – afirmou, o que me fez pular fora da cama e cobrir meu torso encolhido com os braços.
- Eu não quero ser desvirginado, Sr. Rybakov! Por favor, o senhor está me assustando! Eu acho que quero voltar para casa! Posso pegar a minha mala no carro e voltar para casa, por favor, senhor Rybakov? Eu acho que a sua proposta de emprego não vai dar certo. – desatei a falar, enquanto me agarrava às minhas roupas deixadas sobre uma cadeira.
- Está me irritando com esse Sr. Rybakov para cá, Sr. Rybakov para lá! Eu já disse para me chamar de Artyom, é tão difícil entender? – o tom de voz raivoso dele me deixou ainda mais apavorado.
- Eu estou com medo, sen...digo, Artyom! Quero voltar para casa! – exclamei choroso.
- Eu já disse que não precisa ter medo, não vai doer muito! E enfia uma coisa na sua cabecinha, moleque, não tem volta para casa. Você vai trabalhar para o meu chefe em Moscou e está acabado, não há outra opção! Esqueceu que estou com seu passaporte, que não tem nada nos bolsos além dos 1200Ք que lhe dei para o jantar? Não seja tolo, garoto! Você está nas minhas mãos e eu preciso saber se você está apto a desempenhar a função que lhe aguarda. – sentenciou com um cinismo frio na voz.
- Apto? Que função? – eu era tão ingênuo que caía feito um pato na primeira cilada.
- Vem cá que eu te mostro! – devolveu, vindo na minha direção com a pica à meia bomba e me reconduzindo para a cama. – Chupa meu caralho, moleque! Já chupou a pica de um macho?
- Nãããooo, senhor! – respondi ao mesmo tempo que uma bofetada forte me atingia o rosto.
- Vai ser bem pior se continuar me chamado se senhor, entendeu moleque? Trate de aprender o que lhe ensinado, e não ouse desobedecer se não quiser sentir o peso dos meus punhos. O segredo para se dar bem em seu emprego é a submissão, a total submissão! – ameaçou. Acenei com a cabeça e uma lágrima rolou pelo meu rosto.
Ele pincelou o cacete grosso no formato de um torpedo no meu rosto, me fazendo sentir o cheiro penetrante que exalava. Esfregou-o sobre os meus lábios que eu apertava com força.
- Abre a boca e chupa minha caceta! – ordenou, não deixando margem a hesitação.
Fui abrindo a boca lentamente sentindo-a tremer, até conseguir envolver a glande pontiaguda a partir da qual a pica começava a engrossar até se juntar ao sacão flácido que pendia abaixo dela. Ele soltou um grunhido rouco assim que minha boca se fechou ao redor do falo latejante.
- Isso, moleque! Mama meu cacete, seu puto do caralho! Quanto melhor você mamar um cacete, melhor para você! – afirmou, socando a rola na minha garganta até me fazer perder o fôlego.
Soquei as coxas musculosas e peludas dele para não me sufocar quando os engulhos vieram. Com o rosto vermelho, a respiração voltando a acontecer, assim que o caralho saiu da minha boca, eu ergui meu olhar suplicante na direção do rosto apático dele. Não se via um traço sequer de compaixão expresso nele, e eu soube que só me restava continuar obedecendo sem discutir.
- Precisa colocar empenho nisso, moleque! Mama com vontade, mama como se fosse um bezerro faminto! Essas chupadas chochas não excitam ninguém! Chupa, veado do caralho! – ordenou. Eu me empenhava ao máximo deixando as lágrimas escorrerem. – Para de chorar, filho da puta! Vai me fazer brochar com essa choradeira!
- Desculpe! – balbuciei, engolindo o choro e chupando com mais força, o que me fez sentir um pouco de visgo salgado se misturar à minha saliva. Pensei que era a porra, mas constatei que era apenas o pré-gozo começando a vazar daquela verga de carne revestida de veias saltadas que eu segurava na minha mão trêmula.
Com o aumento dos grunhidos dele, notei que estava chegando onde ele queria que eu chegasse. Ele agarrou minha cabeça entre as mãos fortes, socou-a para dentro de sua virilha, deixando os pentelhos grossos roçar meu rosto. Apesar de estar quase sem fôlego, continuei chupando. Agora havia excitação nos grunhidos dele e, aos poucos, ele ia sendo tomado de um tesão incontrolável. Por duas vezes tirou apressadamente o cacete da minha boca para não gozar.
- Deita de bruços e abre as pernas! – ordenou, segurando o pauzão completamente duro numa das mãos enquanto forçava meu tronco contra o colchão com a outra. – Abre, caralho! Abre e empina esse rabão, seu puto!
- Não! Por favor, Sr. Ryba... – a bordoada que veio por trás me atingiu em cheio me deixando atordoado, antes de eu afastar bem as pernas e empinar a bundona carnuda.
Ele dedou meu cuzinho sem dó, enfiou o polegar na fendinha plissada, cutucou a rosquinha num vaivém bruto e, assim que tirou o dedo, empurrou a cabeça do pauzão com força para dentro do buraco que havia escavado.
- Aaaiii meu cu, sen .... Artyom! – berrei, ao sentir as preguinhas anais se distendendo e rompendo. – Está doendo! Meu cu tá doendo! Ai meu cuzinho! – gani feito uma cadela sendo violada.
- Se você tivesse sido mais colaborativo, não estaria sentindo toda essa dor. Eu disse que tenho muita experiência em descabaçar virgens, mas virgens que sabem obedecer ao macho, virgens que não ficam se comportando tão mal quanto você, moleque! – exclamou, enfiando o pauzão cada vez mais fundo no meu rabo, cujos esfíncteres travaram ao redor dele, aumentando a dor que ia tomando conta de toda a pelve. – Aprenda uma coisa, veado do caralho! Quando um macho te dá uma ordem, é para obedecer, sem hesitar e questionar, entendeu? – acrescentou, dando uma estocada potente que deixou apenas o sacão de fora, entalado no meu reguinho apertado e liso. Balancei a cabeça afirmativamente, rendido, derrotado e submisso. – Perguntei se você entendeu, veado do caralho!
- Entendi! – balbuciei, engolindo o choro.
Completamente deitado sobre mim, o Sr. Rybakov socava o cacete o mais fundo que podia no meu cuzinho arreganhado, a dor tinha se espalhado por todo períneo e chegado ao mais improvável dos lugares, minha mente. Era dentro dela que mais doía, uma dor não física como a que revolvia minhas entranhas, mas uma dor muito mais avassaladora que me fazia sentir um monte de carne sem sentimentos.
- Ah caralho de moleque, como esse rabão é apertado! Os machos vão poder se esbaldar nesse cuzinho macio e estreito! Você vai render muito! Meu chefe vai ficar contente e me recompensar pela minha aquisição. – grunhia ele, enquanto me fodia, sem que eu soubesse do que exatamente estava falando. – Ah! Ah, porra! Ah, vou gozar, vou gozar caralho! – urrou, despejando jatos de um fluido pegajoso no meu cuzinho esfolado.
Assim que ele saiu de cima de mim, corri para o banheiro, vomitei todo jantar no vaso sanitário e me enfiei debaixo da ducha, lavando afoitamente o cuzinho de onde escorria a porra leitosa que ele inoculou. O choro explodiu em soluços.
Voltei ao quarto onde ele dormia todo espreguiçado, pernas abertas, o que havia me torturado agora estava flácido e mais encolhido, mostrando não ser grande a ponto de ser motivo de orgulho. Senti a mão coçando, desejei ter uma faca ou um punhal para cravar o mais fundo possível naquele peitoral que subia e descia a cada respiração dele. Porém, eu não tinha nada, nem mesmo a minha dignidade. Estava a quilômetros de casa, sem dinheiro e à mercê daquele homem cujas intenções finais eu ainda não conhecia. Sentei-me na cama ao lado recostado na cabeceira, pois sabia que não ia conseguir dormir naquela noite. Só me restava esperar o amanhecer e seguir em frente, esquecendo a ardência no cu e a vergonha, que era o único sentimento que me dominava.
Ele acordou ainda estava escuro, me encarou e disse – bom dia – como se tudo o que aconteceu na noite passada não tivesse existido.
- O que faz aí sentado no escuro? Está com fome? Vou me vestir e descemos para tomar café. – informou. Me mantive calado, não suportava nem ouvir aquela voz. Mas, fingi um sorriso quando ele me lançou um olhar de censura. Uma coisa era certa, eu precisava aprender a obedecer.
Respondi laconicamente algumas perguntas que ele me fez durante a viagem para não parecer desagradável. Na maioria do tempo apenas ele falou, me contando algo sobre os lugares por onde estávamos passando. Fiz apenas um comentário, sobre meu celular estar sem sinal, dizendo que queria ligar para casa.
- Se liga garoto! Estamos na Bielorussia. Nada do que funciona na Europa funciona aqui, e também vai ser assim quando cruzarmos a fronteira com a Rússia. – retrucou. – Aliás, me dê essa porra aqui, não vai mais precisar disso de agora em diante! – ordenou ameaçador. Quando lhe entreguei o celular, ele o atirou pela janela em plena rodovia.
Moscou me impressionou, nunca tinha estado numa cidade tão grande, com tanto trânsito, com tantas pessoas indo de um lado para o outro num movimento caótico. Chegamos a uma propriedade cercada de muros altos depois de ele atravessar a cidade e passar por um portão com guarita numa região dominada por casarões. Da entrada não se via a construção suntuosa pintada de branco com três andares que mesclava o estilo neoclássico e barroco com fileiras de janelas que se abriam para o jardim nos dois andares superiores; o terceiro, na verdade, um sótão com mansardas. Fiquei inibido quando o Artyom me fez passar pela ampla porta de entrada que dava num hall com piso de mármore e pé direito alto que fazia as palavras ecoarem.
Uma mulher de meia idade, corpulenta, vestida com um tailleur preto e os cabelos presos num coque na nuca veio nos receber, descendo a escadaria cheia de ornamentos.
- É muito lindo? Onde o encontrou? – perguntou dirigindo-se primeiramente ao Artyom com certa formalidade.
- Num vilarejo nos confins da Polônia!
- Poloneses! – retrucou ela. – O que têm de bonitos têm de estúpidos! Espero que não me tenha trazido outro tão imbecil quanto aquela tal da Zuzia. Metade dos meus cabelos brancos devo àquela cadela!
- Esse tem dificuldade em obedecer, mas nada que os rapazes não consigam domesticar. – devolveu ele, rindo.
- Como o convenceu a vir com você? Todos sabemos que seu charme não consegue nem conquistar uma galinha, quanto mais um rapagão lindo como esse?
- O de sempre, emprego! – respondeu ele secamente.
- Bem, meu rapaz, agora você tem um emprego! – exclamou ela cheia de cinismo. – Como se chama?
- Wojciech, senhora!
- Isso lá é nome de gente?
- Vá se acostumando, ele não sabe falar com ninguém sem ficar o tempo todo chamando as pessoas de senhor e senhora, e blá, blá, blá! – disse o Artyom. – Precisei sentar a mão na cara dele para me chamar pelo nome.
- Em duas semanas terá aprendido tudo que precisa para se dar bem nesse trabalho. De um jeito ou do outro vai estar pronto para o chefe o conhecer, junto com os outros quatro novatos. – disse ela. – Por sinal, me chamo Yeva! Só Yeva, nada de senhora ou outro qualquer prenome, está me ouvindo?
- Sim, sen ... sim, Yeva! – devolvi.
- Eu não disse que ele aprende rápido? Bastou uma boa bordoada e ele aprendeu. – disse o Artyom.
- Você é virgem, moleque? – que tanto preocupados estão se sou ou não virgem, me questionei. No mesmo instante o Artyom voltou a me encarar com aquele olhar dominador.
- Sim, sou! – respondi, tão baixo que ela voltou a perguntar.
- É virgem ou não é, moleque? Ao menos isso você deve saber, se deu ou não cu, apesar de ser polonês! – exclamou irritada.
- Sou, sou virgem! – respondi a encarando.
- Não volte a me lançar esse tipo de olhar, moleque, ou mando fazer picadinho de você! – esbravejou ela. – Você fodeu o moleque? – perguntou, voltando-se para o Artyom, como quem suspeita de seu caráter.
- Claro que não! – respondeu ele de pronto. – Meu trabalho é conseguir novos rostos para o staff, não me aproveitar deles. – acrescentou indignado.
- Você sabe muito bem que o chefe não tolera nenhuma intimidade com o staff. Se ele desconfiar que você meteu sua trolha no rabo desse moleque, você está fodido. Bem mais fodido do que esse rapaz! – sentenciou ela.
- Você não sabe do que está falando! Cuide das suas obrigações, que eu sei como cuidar das minhas! – ela não acreditou nele, mas se fez de tonta.
Fui conduzido a um quarto amplo e bem decorado no segundo andar onde um corredor em formato de U distribuía as portas de acesso. O quarto ficava num canto da construção voltado para o jardim dos fundos, o que permitia ter duas janelas em cada parede que traziam muita luminosidade para o ambiente. Os móveis, uma cama larga com dossel, uma cômoda encimada por um espelho embutido numa moldura entalhada, duas poltronas no estilo Luiz XV ao lado de uma mesinha no mesmo estilo e um armário que ocupava toda uma parede compunham a mobília.
- Esse será o seu quarto! É onde vai receber os clientes! Toda arrumação e limpeza são de sua responsabilidade, e devem ser impecáveis. Fará isso na sua manhã de folga, ou quando necessário numa emergência. O importante é que ele esteja sempre assim, como está agora. Alguma pergunta? – eu não ia ousar, mas como poderia saber que emprego era aquele sem perguntar.
- Qual é exatamente esse emprego para o qual fui contratado?
- Essa pergunta só pode ter vindo mesmo de um polonês! Dois dias viajando com o Rybakov e você ainda não sabe que sua função será entreter os clientes desse prostíbulo de luxo. Você deve ser muito tapado, moleque! Você vai dar o cu, é essa a sua função! Vai deixar os clientes enfiarem seus caralhos no seu rabo e os deixar tão satisfeitos para voltarem mais vezes. – a frieza das palavras daquela mulher insossa, ela mesma com cara de puta, cafetina ou seja lá o que for, formou um nó na minha garganta.
- Eu não vou me prostituir! – fui tão imperativo que ela se espantou. – Não foi isso que ficou combinado com o Sr. Rybakov! Eu quero voltar para a Polônia, para a minha casa! – emendei, numa enxurrada verborrágica. A Yeva caiu na gargalhada.
- E o que foi que ficou combinado com o Sr. Rybakov? Que emprego ele lhe ofereceu?
- Bem, ele apenas disse que tinha um emprego na empresa do chefe dele, não especificou a função. – ouvindo minhas palavras me senti um otário. Em nenhum momento me passou pela cabeça perguntar no que e onde ia trabalhar.
- Pois ele cumpriu a promessa! Ele te arrumou um emprego de michê no prostíbulo de luxo mais exclusivo de Moscou que pertence ao Sr. Bugrov! Sr. Matvey Bugrov! Aposto que nem desconfia quem ele seja, mas vou te esclarecer. É um homem muito poderoso e influente com quem alguém minimamente inteligente jamais vai se meter se tiver apresso pela vida. – revelou ela. Eu engoli em seco. Eu era suficientemente inteligente para saber que tipo de homem era meu chefe.
O Sr. Rybakov sumiu, na semana que se seguiu não o vi mais. Os dias foram passando comigo recebendo todo tipo de instruções de como me comportar, do que fazer ou não fazer, de como lidar com as outras pessoas que viviam na casa, até estar apto a receber a visita do nosso patrão, o Sr. Bugrov, cujo nome apenas bastava soar nos meus ouvidos para eu me arrepiar todo.
Eu e mais quatro novatas fomos perfilados no salão principal da casa ao final de duas semanas. Enquanto o aguardávamos percorrer o caminho do carro até a sala, nos encaramos como se estivéssemos a caminho do patíbulo, encolhidos, sustados, querendo fugir dali. A garota que estava ao meu lado e que me fora apresentada como Tatiana, tremia tanto e estava tão pálida que pensei que ia desmaiar a qualquer momento. Lancei lhe um sorriso tímido procurando incutir confiança que nem eu mesmo tinha.
Ele era um homem grande, corpulento, rosto redondo, duas grandes entradas na testa alta, uma papada no pescoço gordo e curto. Trajava um terno sofisticado que lhe dava um ar imponente. O Artyom o seguia, dois passos atrás como um cachorrinho fiel. Muito diferente da atitude que eu estava acostumado a ver.
- Bom dia! – a voz do Sr. Bugrov retumbou forte no salão. Quase sem voz, todos devolvemos o cumprimento.
Ele nos examinou como quem está a comprar um cavalo puro-sangue, parando na frente de cada um para uma inspeção mais acurada. Meus joelhos tremiam, havia me esquecido de esvaziar a bexiga e travei as pernas de tanta vontade de mijar. Pequenas gotículas de suor afloraram nas têmporas apesar do dia frio que fazia. Foi diante de mim que ele se deteve por mais tempo, pegou meu queixo com a mão enorme e gorda, virando o rosto primeiro para a direita depois para a esquerda. Seu olhar me penetrou como uma adaga.
- Lindo! Muito lindo! Você tem bom gosto, Artyom! Nunca tivemos um exemplar tão lindo! Onde encontrou essa preciosidade? – perguntou dirigindo-se ao Sr. Rybakov que colocou um sorriso idiota na cara.
- Polônia, senhor! Nos confins da Polônia! – exclamou orgulhoso.
- Ao menos aquele povo sabe fazer mais que o ensopado de Bigos e Pierogi! Quando fodem fazem filhos bonitos! – retrucou o Sr. Bugrov com a voz carregada de desprezo. A Yeva e o Artyom riram feito duas hienas submissas.
A Yeva nos dispensou, e foi conversar com o chefe numa saleta menor. Não fecharam a porta, e deu para ver que ele estava descontente com alguma coisa e a recriminava.
- Se eu fosse você não ficaria por aí bisbilhotando a conversa alheia, isso pode lhe custar muito caro! – disse o Artyom quando me flagrou espionando.
- Não estou bisbilhotando! A Yeva disse que queria conversar comigo em seguida, por isso estou aguardando aqui.
- Você pode se dar muito bem aqui, moleque! Basta andar na linha. – devolveu ele, voltando a me olhar como fez na noite em que me desvirginou.
- Mande-o para minha casa no final da tarde! – ordenou o Sr. Bugrov à Yeva antes de sair ao passar por mim e me dirigir um sorriso contido ao qual correspondi.
- Você ouviu, trate de deixar tudo preparado, o motorista o levará ao chefe no final da tarde. Sabe o que deve fazer? – perguntou ela, como se eu fosse um paspalho que pudesse ter esquecido das milhares de recomendações que me foram feitas naquelas duas semanas.
- Sei, sim sen ... Yeva!
- Redobre os cuidados, não estará lidando com qualquer um. É do chefe que estamos falando, e as exigências dele superam as de qualquer outro. – afirmou, com a clara intenção de me desestabilizar.
Comecei a tremer assim que entrei no carro. O motorista a quem eu mal conhecia e a quem tinha sido apresentado há apenas alguns dias, Misha, ficou me observando pelo retrovisor. Todos ali sabiam o motivo de eu e o restante do staff, umas doze pessoas entre garotas e rapazes estarmos morando naquela casa, vender nossos corpos jovens e atraentes a quem estivesse disposto a pagar uma pequena fortuna para abusar livremente deles.
- Com medo? – perguntou simpático, quebrando o silêncio.
- Muito! – respondi sincero.
- Procure se controlar, seja simpático, mostre-se disponível! Ele ter te escolhido é um bom sinal, pois não costuma fazer isso com quase ninguém. Se o conquistar, sua vida aqui será bem mais tranquila. – aconselhou.
- Obrigado! Não sei se consigo! Não sei fingir!
- Pois então trate de aprender o mais rápido possível, sua sobrevivência depende disso! – ele dirigia sem pressa, como se estivesse me levando para um passeio. Demorou a falar novamente. – É Wojciech, não é? Você é muito lindo, tem um corpo maravilhoso ... e uma bunda! Que bunda! Nunca vi um rapaz com uma bunda tão grande e tesuda! – exclamou, mal contendo o riso e dando uns apertões no cacete. O riso dele me acalmou, e o devolvi mais relaxado.
- E você, como se chama?
- Mikhail! Misha para os amigos, e para rapagões recém chegados! – respondeu, me fazendo rir. – Melhor assim, com esse sorriso! – emendou.
Fiquei três dias na mansão hiper vigiada e com um batalhão de empregados do Sr. Bugrov. Fui instalado num quarto tão suntuoso quanto o restante da casa. Ao olhar para a imensa cama senti um calafrio percorrer a coluna, era ali que eu ia trabalhar para ele. Enquanto contemplava os quadros na parede e meus dedos deslizavam sobre a mobília, fui interrompido por uma mulher alta, esguia, loira, de pernas longas e finas que o scarpin com um salto altíssimo alongava ainda mais.
- Wojchiech! Olá, sou Karina! O chefe me mandou verificar se está bem instalado e como são suas roupas. – foi dizendo ao mesmo tempo em que entrava no quarto sem cerimônia.
- Instalado? Sim! Minhas roupas, o que têm as minhas roupas?
- Me mostre!
- Para que quer ver minhas roupas? Não trouxe muitas!
- Anda moleque, mostre as roupas, preciso ver se servem! – retrucou impaciente. – Por São Nicolau e Nossa Senhora de Kazan, isso não são roupas, são trapos! – exclamou impávida, lançando cada peça que examinava sobre a cama. – Venha comigo, precisamos mudar isso urgentemente antes de você se encontrar com o chefe.
O Misha nos levou primeiro à Kutuzovsky Prospekt, onde a Karina me fez entrar em dezenas de lojas e experimentar mais tanto de roupas que ela ia escolhendo sem me consultar. As vendedoras pareciam conhecê-la, e não se importavam com os comentários ácidos que fazia das peças expostas.
- Para que tanta roupa? Nem vou ter tempo para usar tudo isso!
- Eu te garanto que vai! E não pode fazer feio ao lado do chefe, ou é a minha cabeça que vai rolar. – afirmou
Ela nem sequer precisou passar um cartão para pagar pelas sacolas cheias de roupas, apenas mencionava – Sr. Bugrov – e o gerente da loja abria um sorriso quase servil.
Depois fomos à Pereulok Stolenshnikov percorrendo uma boutique de luxo atrás da outra onde também precisei provar dezenas de roupas que ela escolhia; adentrando ao provador e me tocando ora para criticar um caimento que não a agradava, ora para afirmar sem o menor pudor diante dos vendedores que minha bunda não cabia nas calças.
- Onde foi que arranjou essa bunda, moleque? Sua mãe deve ter passado fermento nela ao invés de talco, para isso crescer tanto! – zombava, fazendo os vendedores rirem e eu me acanhar, já que ficava à vista de todos só de cueca entre uma prova e outra.
À noite por volta das 20h a Karina voltou ao meu quarto, entrando sem bater, para me avisar que eu ia sair com o chefe.
- Sabe se vestir?
- Claro! Não sou nenhum retardado! – respondi, de tão puto que estava por ela ter me humilhado a tarde toda na frente de estranhos.
- Então vista-se!
- Vai ficar aí me espionando?
- Sim! Preciso ter certeza que sabe se vestir! – retrucou, me fazendo bufar. – Nem pense em usar essas peças juntas, não combinam! – interveio assim que separei algumas peças sobre a cama.
- Foi você quem as escolheu!
- Sei disso, mas você precisa atentar quando vai vestir qualquer coisa, tudo deve estar em harmonia, entendeu? De que buraco você saiu? – indagou, arriando a calça que eu pretendia vestir como se eu fosse um manequim de loja. Nem me dei ao trabalho de responder, estava farto de ouvir insultos sobre meu país. Porém, exigi que parasse com essa mania de ir arrancando o que cobria a minha nudez. Ela riu. – Que fofinho, ele é todo encabulado! Isso vai fazer sucesso no seu trabalho, moleque!
Tenho que admitir que a Karina tinha bom-gosto, ao ver minha imagem refletida no espelho nunca me senti tão elegante; não uma elegância de novo rico, mas uma elegância sóbria que valorizava meu corpo como todo e meu rosto jovial. O Sr. Bugrov aprovou o que viu quando desci ao escritório e o informei que estava pronto. Não foi uma demonstração efusiva, apenas um sutil balançar de cabeça e um arremedo de sorriso.
No trajeto, ele pegou na minha mão fria e úmida, de tão nervoso que eu estava.
- Não precisa ficar nervoso, é um evento simples de pessoas conhecidas, e não vamos nos demorar. Quero voltar logo para casa para provar tudo o que você tem a oferecer. – disse ele com uma naturalidade espantosa.
Nem desconfio do que se tratava o evento, que de simples não tinha nada, a começar pelo lugar sofisticado, pelas pessoas bem vestidas e pelo reluzir de joias. Isso sem mencionar que não estava entendendo absolutamente nada do que diziam, pois falavam russo. De qualquer modo, conforme me foi instruído, eu sorria com discrição, olhava com firmeza nos olhos das pessoas e me movia com gestos espontâneos, porém contidos. Estava funcionando, pois me devolviam sorrisos simpáticos, faziam comentários dirigidos ao Sr. Bugrov sobre a minha pessoa, embora eu não soubesse do que se tratava e, tinha o corpo escrutinado meticulosamente tanto por alguns homens quanto pelas mulheres.
No caminho de volta o Sr. Bugrov estava mais descontraído, talvez o efeito das taças de vinho e da vodka que havia tomado estivessem por trás desse comportamento. Dessa vez, ao pegar na minha mão, não se limitou a encerrá-la na dele, mas levou-a até o meio de suas pernas onde senti a ereção que estava no meio delas. Apertei-a algumas vezes, não era grande, pelo contrário, quase se perdia na minha mão, mas ele sorriu abobalhado ao sentir meus afagos.
- Está preparado? – perguntou num inglês soviético, quando ficamos a sós no quarto. Como hesitei diante da pergunta, ele acrescentou – Lavou e lubrificou o cu? – eu acenei que sim. E aqui cabe mais um adendo. Até meus dezoito anos eu achava que sabia lavar o cu, afinal o fiz assim a vida toda, mas para meu espanto, a minha atual profissão exigia mais do que aquilo que eu havia aprendido. Sob a supervisão intimidadora e constrangedora da Yeva que inspecionava como um cão de guarda, me ensinou como lavar o cu dali em diante. Por dentro, lançando água diretamente dentro do buraquinho até ela sair tão limpa quanto havia saído da torneira. O pior foi ela ficar me observando – É assim que vai lavar o cu de agora em diante, antes de receber qualquer cliente – sentenciou feito uma professora autoritária. Me perguntem se depois disso restou um pingo de dignidade. Eu nem mais sabia o significado dessa palavra.
Ele me fez sentar na beira da cama, tirou a cueca de seda e balançou acintosamente o pau na minha cara. Quando olhei para aquilo não pude deixar de pensar na ironia da coisa. Um homem grande e corpulento como aquele, com um poder que remontava ao absolutismo, e a quem todos reverenciavam e temiam, tinha um pinto que sendo muito otimista, devia ter uns dez centímetros, e pouco mais grosso que um dedo. Será que todos aqueles homens que o temiam e o viam como um todo poderoso, faziam ideia do tamanho do sexo dele? Certamente não, pois não se deixariam intimidar com a facilidade que ele os subjugava. Até eu tinha um pintinho maior que o dele.
- Chupa! – ordenou, com o pré-gozo vazando. Eu peguei a coisa e me pus a chupar, obediente, submisso como ele gostava. – Você é virgem, garoto? – balancei a cabeça positivamente sem parar de chupar a rola. Estava aprendendo a mentir na cara dura.
Ouvi seus gemidos de satisfação enquanto minha boca percorria a verga que cabia quase toda dentro dela. O saco tinha um bom tamanho, o peso das bolas globosas estirava a pele fazendo-o pender quase como um pêndulo. Ao lamber e colocar uma das bolas na boca para massageá-la com a língua, ele grunhiu alto e rouco, lançou a cabeça para trás ao mesmo tempo que suas mãos se fechavam ao redor da minha cabeça.
- Fucking hell, you fucking faggot, cock sucker! – exclamou em êxtase, segundos antes de urrar e ejacular na minha boca.
Ele demorou a se recompor da gozada que se restringiu a dois jatos aguados de sabor alcalino. Mais de três horas depois do gozo, começou a me bolinar, enfiando um dedo no meu cuzinho enquanto apreciava minhas expressões fingindo satisfação. Me fez deitar de bruços, abriu meu reguinho e começou a lamber minha rosquinha, foi quando realmente comecei a sentir prazer e a gemer enquanto me contorcia de tesão. Era uma descoberta também para mim, saber que sentia tesão no cu, que ele não servia apenas para cagar, mas que podia dar um prazer que eu até então desconhecia. Empinei o rabo para usufruir daquela língua molhada e voraz me lambendo as preguinhas. O Sr. Bugrov voltou a ter outra ereção, e com ela guiada por uma das mãos, penetrou minha fendinha rosada. Doeu, não vou negar, apesar do pau dele não ser grosso, e sim, meu cuzinho, bem mais apertado do que eu imaginava. Como também havia doído quando o Aytrom me desvirginou, fiquei imaginando se sempre seria assim quando um cacete fosse enfiado no meu cu. Isso se confirmando, eu tinha que me acostumar, pois dali em diante meu rabo seria mais usado que corrimão de escadas do metrô. O Sr. Bugrov teve dificuldade de meter todo o cacete no meu cuzinho por conta da barriga saliente e do tamanho dos meus glúteos, mas me estocou com brutalidade ficando, ao final do coito e do gozo escasso, mais exaurido do que eu. Ele arfava como se tivesse corrido uma maratona, estava completamente empapado de suor, mas parecia feliz e realizado como que tivesse obtido uma grande conquista. Menos de cinco minutos depois de puxar o cacete para fora do meu cuzinho, ele dormia profundamente ao meu lado. A mesma gana que senti de enfiar um punhal no peito do Atryom, se repetiu quando olhei para aquele homem ao meu lado, indefeso sem o séquito de seguranças o protegendo. Sacudi a cabeça para tirar aqueles pensamentos da mente, eu não era e não ia me tornar um assassino, por mais raiva que estivesse sentindo. Fui ao banheiro, me enfiei debaixo da ducha e lavei o cu esporrado, já que não havia mais nada a ser feito.
Fui usado por mais duas noites e, num coito mal sucedido durante o segundo dia, quando o Sr. Bugrov não conseguiu chegar ao clímax puxando furiosamente o pinto para fora do meu rabo, praguejando em russo, e me assustando por imaginar que estava me culpando pelo fracasso. Tentei me redimir e, assim que ele ficou um pouco mais calmo, deslizei os dedos abertos para dentro do chumaço de pentelhos, peguei carinhosamente na rola e afaguei suavemente a glande úmida e depois o sacão, massageando, com a quentura da mão, lenta e demoradamente cada uma das bolas.
- Você é muito bom nisso, moleque! Tem mãos delicadas e leves que sabem como fazer carinho num macho. – afirmou. – Me desculpe se não te levei a gozar, ando com a cabeça cheia de preocupações. – emendou, numa confissão que jamais esperei daquele homem, meio que assumindo o desempenho fracassado.
- O senhor não me decepcionou, estou contente por estar aqui, brincando com seu sexo! – menti descaradamente, embora isso o fizesse afastar mais as pernas para que a pica e o saco ficassem mais livres, e me dirigir um sorriso.
Na manhã do quarto dia, o Misha me levou de volta para o prostíbulo. No trajeto, teve que fazer uma parada num edifício onde deveria pegar um pacote para o chefe.
- Fique aqui, não me demoro! – disse ao descer do carro, numa rua sem muito movimento.
Ao vê-lo cruzar a porta giratória e entrar no prédio, saí do carro e corri ao longo da calçada sem destino. Só pensava encontrar policiais e pedir socorro, pedir que me libertassem das garras daquelas pessoas, pedir que me deixassem voltar para casa. Eu estava chegando à esquina do quarteirão quando o Misha percebeu minha fuga e saiu ao meu encalço. Corri feito um louco, mas ele começava a ganhar terreno e nenhum policial a vista para eu pedir socorro. No quarteirão seguinte ele me alcançou, prensou contra a parede e estava vermelho de raiva.
- Quer morrer, moleque idiota? Aonde pensou que ia chegar, seu fedelho burro? – indagou furioso
- Ia procurar a polícia e denunciar o que estão fazendo comigo. – respondi arfando e derrotado. – Me larga ou vou começar a gritar!
- E acha que isso ia te salvar? Deixa de ser tonto, moleque! O comandante da polícia de Moscou come nas mãos do chefe, se refestela nas vaginas das garotas do prostíbulo, o que acha que ele ia fazer quando você fizesse a acusação? Ia te devolver como um troféu para o Sr. Bugrov e você não duraria mais que algumas poucas horas depois disso, antes de ir para o céu ou para o inferno, seu putinho burro! – afirmou.
- Eu não quero dar o cu! – retruquei chorando.
- Eu sei, moleque! Vem cá, nunca mais faça outra bobagem dessas, combinado? Vem, vamos voltar para o carro, e seja um menino comportado, vai ser bem melhor para você! – disse ao me abraçar e apertar contra a solidez de torso musculoso. Eu o segui, aqueles braços enormes cheios de músculos eram bem convincentes.
- Vai contar o que fiz? – perguntei, quando ele estacionou diante da casa.
- Se me prometer que jamais voltará a fazer uma loucura dessas, não!
- Gosto de você, Misha! – afirmei, encarando-o
- Eu também, moleque! Também gosto de você! – aquela resposta me fez perceber que eu tinha um amigo no meio daquela prisão.
A Yeva veio me cumprimentar toda alegre, depois do Sr. Bugrov ter me elogiado pela delicadeza e carinho com o qual o tratei.
- Recebi instruções de cuidar muito bem de você, de só permitir que clientes muito VIPs façam uso dos seus serviços. Não sei o que andou fazendo por lá, mas certamente deixou o chefe muito satisfeito. Continue assim!
- Para mim isso não muda nada! Continuo sendo um escravo sexual! – devolvi indiferente.
- Isso porque não faz ideia do privilegio que lhe foi concedido!
Meu primeiro cliente foi um sexagenário barrigudinho, meio careca e bastante peludo, o que me fez lembrar do ursinho de deixei em casa e com o qual dormia todas as noites. A Yeva me avisou que se tratava de cliente muito especial, amigo pessoal do Sr. Bugrov e extremamente rico, o que me fez ficar atento para não dar nenhum fora. Ele estava relaxado, parecia estar acostumado a foder novinhos, enquanto eu nunca estive mais tenso. Ao notar meu nervosismo se mostrou simpático e tolerante, fez a pergunta que parecia excitar todos os machos que se aproximavam de mim – Ainda é virgem? – mais uma vez confirmei a inverdade. – Já fez isso antes? – menti novamente. A partir dali ele me ensinou como queria ser tratado e eu segui fielmente suas instruções. Mamei diligentemente a pica que também era pequena como a do Sr. Bugrov, embora nele, devido ao tamanho do corpo, a proporção não destoasse tanto. Quando chegou ao orgasmo, lançou os jatos de porra na minha cara, urrando rouco. Como estava pagando por toda a noite, aconchegou-se a mim em conchinha e adormeceu. Eu fiquei a contar carneirinhos, sem pregar os olhos; não porque não estivesse com sono, mas porque pensava em tudo que havia ficado para trás, na Polônia, na minha casa. Sequei as lágrimas no travesseiro, inspirei fundo e me resignei.
Ele despertou de madrugada, teve uma ereção ao sentir minhas nádegas quentes e meu corpo colado ao seu. Fungou e chupou meu cangote e, lentamente foi se empurrando para dentro do meu cuzinho. Gani com a distensão dolorosa das pregas, empinei o rabo para facilitar o acesso até sentir que ele estava todo dentro de mim, pulsando, estocando fundo, gemendo pelo prazer de sentir o cacete tão firmemente encapado pelos meus esfíncteres apertados. Fechei os olhos sublimando qualquer sentimento e esperei ele se saciar, gemendo de vez em quando para atiçar o tesão dele e acabar logo com aquilo. Quando ele me agarrou com mais força, estremeceu e urrou, eu soube que cumpri meu papel. Ele puxou o cacete para fora do meu cuzinho com a camisinha cheia de porra, e a descartou no banheiro. Quando voltou, deitou-se novamente ao meu lado, perguntou se eu havia gostado e ficou com os braços cruzados apoiando a cabeça e olhando para o teto até amanhecer. Afirmou que tinha gostado muito de mim e que voltaria em breve, deixando 30.000Ք sobre a mesinha de cabeceira como um extra pelo meu desempenho. Assim que ele saiu do quarto, olhei para as cédulas de 5000Ք dobradas e presas por um clipe e comecei a chorar.
Nenhum de nós que tínhamos nossos corpos usados pelos clientes sabíamos exatamente quanto eles pagavam pelos nossos serviços. Ao final de cada semana, a Yeva fechava a contabilidade colocando uma quantia em nossas mãos, descontando as despesas de alimentação e abrigo, e retendo certamente a maior parte para o negócio lucrativo da prostituição. Qualquer despesa extra, além da alimentação e abrigo era integralmente descontada sem dó nem piedade. Dívidas só eram toleradas até certo valor, depois viravam uma obrigação a ser quitada por bem ou por mal. Nisso, eu e os outros dois rapazes, levávamos vantagem sobre as garotas que precisavam frequentar o ginecologista com mais frequência. Apesar do uso de preservativos ser obrigatório e todos os clientes estavam cientes disso, de vez em quando acontecia de uma garota ter que ir as presas para o médico, ou porque a camisinha rompeu, ou porque ela concordou em receber um extra para dispensar o preservativo. Nesses casos, a Yeva só faltava subir pelas paredes e sentava a mão pesada na cara delas, quando não as expulsava, pois não faltavam novas candidatas para o ofício. Comigo, até então, só aconteceu de a camisinha de um cliente se romper uma única vez e, quando senti o liquido escorrendo cu adentro, me levantei tão ligeiro e exasperado correndo para o banheiro lavar o cu que o cliente ficou sem jeito, se desculpou e soltou uma boa grana para eu não o denunciar, já que o Sasha e o Boris, dois brutamontes com mais de 1,95 de altura e uma montanha de músculos, que faziam a nossa segurança direta, sabiam muito bem como tratar os clientes que não seguiam as regras da casa.
Meus clientes se resumiam a homens com mais de quarenta anos, a maioria entre 50 e 60, bem estabilizados na vida, geralmente casados e com família constituída, ou recém divorciados, quase todos acima do peso e dotados de paus medianos que não chegavam a empolgar. Caras mais jovens eram raros. Eu só cheguei a atender dois, eram garotões na mesma faixa etária que eu, filhos mimados de ricaços que estavam mais interessados em humilhar prostitutas e michês do que se divertirem sexualmente. O último deles quis me fistar com o punho cerrado, implorei para que não o fizesse, mas ele começou a me bater. Nesses casos tínhamos permissão de acionar uma campainha pedindo socorro, e foi o que fiz depois te ter levado alguns socos. Dois seguranças vieram me acudir, agarraram o sujeito pelo pescoço e o arrastaram até o jardim onde quase o mataram na base da porrada. Soltaram-no fora dos limites da cidade com um bocado de ossos quebrados. Nesses casos nem a fortuna pessoal ou dos pais ajudava, o castigo era implacável, e ninguém ousava o tornar público, pois isso significava comprar uma briga com o mais poderoso mafioso de Moscou.
- Não quero mais te ver de conversinha com o Boris e o Sasha, entendeu, moleque? – repreendeu-me a Yeva, numa ocasião em que eles vieram puxar conversa comigo enquanto eu fazia um lanche na cozinha, poucos dias depois de terem me livrado das garras do garotão escroto, filho de papai. – Eles estão aqui para proteção de vocês, não para fazer amizade! São homens, estão no auge do vigor físico e das necessidades sexuais, e vocês representam o que eles mais cobiçam, portanto, fique longe deles, Wojciech, está me ouvindo, moleque? – bufou zangada.
- Eu hein! Nem se pode mais trocar meia dúzia de palavras com alguém nessa casa! Não estávamos falando nada demais! – retruquei inconformado com mais esse desatino.
- Está me respondendo, moleque? Me diga, foi isso que eu ouvi, você questionando minhas ordens? Está procurando encrenca, quer uma lição? – indagou, subindo nas tamancas e fazendo valer sua autoridade ali dentro.
- Não! – respondi. O Sasha e o Boris não conseguiram ficar sérios por mais tempo e disfarçaram o risinho, enquanto eu não ia cumprir aquela proibição absurda de maneira alguma.
- Andem, sumam daqui vocês dois, vão caçar o que fazer e deixem o Wojciech lanchar em paz. Estão cansados de saber que não devem se meter com as garotas e os rapazes, eles não são para o bico de vocês, custam caro e são exclusivamente para clientes abonados que pagam muito bem pelos serviços deles, o que, definitivamente, não é o caso de vocês. Fora, os dois! – berrou, enquanto ambos saíam sem pressa, cientes de que bastaria uma única bordoada na cara dela para colocá-la a dormir por um bom tempo.
- E você, o que está me olhando com essa cara? – voltou-se raivosa a mim, que havia dado uma piscadela na direção dos dois. – Ninguém sabe da trabalheira que tenho para manter tudo nos conformes aqui dentro, é de deixar qualquer um maluco! – reclamou ela, sem motivo.
Independente das ordens dela e das regras rígidas da casa, fui me entrosando tanto com o Misha, o motorista, quanto com os dois seguranças, Boris e Sasha e, em menor escala com os outros dois rapagões michês, pois me tinham como um concorrente pelos clientes mais ricos, e algumas garotas, em particular com a Tatiana que chegou à casa no mesmo dia que eu, tão assustada e perdida que nos identificamos no mesmo instante. Confesso que com o Misha, Sasha e Boris, o que me levou a prestar atenção neles foram aqueles corpões parrudos, aquelas caras de macho enfezado e taciturno, e o volume do que traziam entre as pernas musculosas que, só de imaginar, deixava meu cuzinho, agora ciente do prazer que podia me proporcionar, se contorcendo em espasmos. Foram inúmeras as vezes que os flagrei secando minha bunda e tendo que ajeitar os caralhões para sufocar o tesão que eu despertava neles. Contudo, não se arriscavam a não só perder os empregos, como terem que enfrentar o poderio do Sr. Bugrov que não hesitava em eliminar desafetos, concorrentes e inimigos declarados.
Como ainda não havia passado por nenhuma situação que colocasse minha integridade em risco, nem visto os capangas do Sr. Bugrov dando um jeito em quem o ousou desafiar, ou se colocou em seu caminho, eu fazia coisas que só um maluco desavisado e inconsequente, se aventurava a fazer. Como já mencionei, uma delas foi a tentativa de fugir da vigilância do Misha e sair à procura da polícia, outra era a determinação de recuperar meu passaporte que ficava trancado numa gaveta na saleta que servia de escritório para a Yeva, de onde ela tratava dos assuntos administrativos do bordel de luxo. Eu já havia elaborado uma dezena de planos de como recuperar o documento e empreender uma fuga em seguida, mas ao refletir sobre os prós e contras de cada um, acabava abandonando-o, ou por ser muito arriscado, ou por ser frágil demais e levar a me descobrirem. No entanto, eu estudava cada movimento da Yeva quando ela se dirigia ao escritório, tentando verificar onde havia um ponto vulnerável naquela rotina que me permitisse reaver o passaporte. Desistir não estava nos meus planos, pois eu só pensava em como sair daquela prisão e voltar para casa.
A Yeva raramente abandonava seu posto. Saía esporadicamente para resolver algum assunto, ou ia se encontrar com o Sr. Bugrov para receber instruções quando alguma coisa sofria alguma alteração. Ela não era de se abrir com ninguém, embora fosse visível que guardava segredos e, o menos secreto deles, era que tinha sido uma prostituta que o Sr. Bugrov conheceu quando ambos ainda eram jovens e ele foi um de seus clientes regulares. Quando ele entrou no ramo da prostituição, chamou-a para dirigir o bordel já que seu corpo havia deixado de atrair clientes há algum tempo. A relação que tiveram no passado era guardada por ambos e, dessa confiança, surgiu a ideia de fazer dela a guardiã das garotas e rapazes que trabalhavam no bordel, em troca de uma posição privilegiada e vultuosos depósitos bancários na conta dela. Outra coisa que se sabia era que ela tinha alguns parentes, gente muito humilde, que viviam em Ecaterimburgo de onde ela era originária. Visitava-os pelo menos duas vezes ao ano, no prolongado feriado do Ano Novo que se estendia de 1º a 8 de janeiro, o que incluía o Natal ortodoxo comemorado no dia 7 de janeiro, e no aniversário da única irmã em julho.
Ninguém tomava liberdades com ela, exceto, é claro, um tal de um molecão abelhudo chamado Wjociech, que lhe fazia perguntas de cunho pessoal e particular, as quais ela quase sempre se recusava a responder, seguido de algum sermão.
- A minha vida não te interessa moleque! Vá procurar algo útil para fazer em vez de ficar me aporrinhando! Esse cabelo, por exemplo, as pontas já deveriam ter sido cortadas na semana passada, você está horrível! – soltava enfurecida ante minhas perguntas.
- Os clientes gostam dos meus cabelos ligeiramente mais compridos, dizem que fico sexy! – devolvi. – O que custa a senhora me falar da sua irmã, não vou arrancar nenhum pedaço dela!
- Às vezes tenho vontade de dar umas chineladas em você, garoto abelhudo! Sempre me respondendo, sempre me desafiando. – devolvia zangada, mas se deixava amolecer com meu olhar. – Ela é a minha única parente de sangue, pronto, está satisfeito agora?
- O que ela faz, ela é casada, tem filhos, quantos, como se chamam? Ouvi dizer que foi em Ecaterimburgo que a família Romanov foi executada e que construíram uma igreja no local em homenagem a canonização da família pela igreja ortodoxa, isso é verdade, a senhora já esteve nessa igreja? – insista eu, apesar da cara feia com a qual ela me encarava.
- Ela é casada, têm um casal de filhos ... espera aí, moleque, isso não é da sua conta! Vaza, some da minha frente se não quiser que mande o Boris ou Sasha te darem um corretivo. – explodiu quando se deu conta de ter caído na minha armadilha. Eu vazei, antes de ela atirar um peso de papel na minha direção. – Nunca estive nessa tal igreja! – berrou atrás de mim. Começando a rir da minha ousadia. E era assim que eu, de tempos em tempos, conseguia arrancar algumas informações pessoais daquela megera.
Foi durante uma de suas viagens para rever os parentes que a coisa se deu. Boris e Sasha sob menor vigilância, me dando uns amassos que continuaram no meu quarto e acabaram numa transa épica, na qual eu conheci pela primeira vez o que era transar com um macho de verdade, um macho em pleno vigor, um macho que sabia como usar seu pauzão para dar prazer ao parceiro.
Era tarde quando meu último e terceiro cliente do dia foi embora. Só uma das garotas ainda estava servindo um cliente, os demais já haviam se recolhido e o bordel entrava no silêncio. Eram o Boris e o Sasha os responsáveis por fechar a casa, se assegurar que todo cliente que não havia pago pelo pernoite completo fosse despachado e verificar se todos nós estávamos em nossos quartos. Faziam isso numa ronda, desligando luzes, trancando janelas e portas e mandando o porteiro que ficava na guarita do portão que dava acesso ao casarão, trancá-lo. A garota desceu com cliente e o despachou, voltando em seguida para o quarto antes da ronda deles começar. Eles costumavam deixar o meu quarto para o final, pois aproveitávamos esse tempo para colocar a conversa em dia sem sermos perturbados.
O Boris enfiou a cara pela porta justamente quando eu estava me enxugando depois da ducha, me preparando para dormir. Secando os cabelos, o restante do corpo completamente nu, foi onde fixou o olhar lupino e cheio de cobiça. Nunca havia me visto pelado, só na imaginação que sempre o deixava de pau duro. Dessa vez era real, eu estava ali, em carne o osso, com o bundão redondo e carnudo completamente exposto.
- UAU! – exclamou excitado.
- O que está fazendo aqui, seu enxerido?
- A ronda! – respondeu sem pestanejar, mas sem tirar o olhar do meu corpo.
- Pronto, já fez, agora dê o fora! E, da próxima vez, bata na porta antes de entrar!
- Não entrei! Só enfiei a cara, meus pés estão do lado de fora!
- Engraçadinho! Quero me deitar, está tarde, estou cansado!
- A Yeva não está e eu sou um ótimo segurança, sabia? Garanto que se me deixar dormir com você, estará muito seguro. – afirmou lascivo e dando uma apertada na rola.
- Pois eu acho que estaria correndo um risco enorme! – devolvi, sensualizando a voz ao pronunciar – enorme – enquanto mirava o cacetão dele endurecendo a olhos vistos.
- Às vezes correr riscos pode ser muito prazeroso, sabia? – argumentou, vindo lenta e sorrateiramente na minha direção, o que me deu um tesão danado, uma vez toda sua sensualidade máscula estava expressa no rosto safado.
- Boris! – balbuciei, demonstrando o quando a presença dele me abalava
- Wojciech! Tesudão do caralho! Esse corpo e essa bundona me alucinam! Quisera eu ter muita grana para te pagar pelos seus serviços.
- Sai daqui! Some! Seu ... seu ... seu desgraçado!
- O que deu em você? Por que está me tratando assim, se até agora há pouco você estava com uma carinha toda dengosa para o meu lado?
- Porque .... porque ... porque você é um estrupício, um burrão, um insensível!
Meu tom de voz alterado chamou a atenção do Sasha que estava por perto e entrou no quarto para verificar o que estava acontecendo.
- O que está rolando aqui, vocês estão bri ..... caralho! Você está peladinho, Wojciech! Peladinho e muito tesudo! – afirmou, ao se deparar com a minha nudez.
- Não sei o que deu nele! Estávamos de boa, eu tinha a sensação que ia rolar, mas aí ele virou uma fera! – respondeu o Boris.
- Pronto, agora são dois! Tiraram a noite para me azucrinar? Pergunta para o seu parceiro porque virei o bicho, pergunta! – o Boris contou o que aconteceu.
- Você é mesmo um tonto! Por que foi mencionar que queria pagar pelos serviços dele, seu idiota?
- Ora, não é isso que os clientes fazem para poderem comer o cuzinho dele?
- Releve a falta de tato desse panaca, Wojciech! Não te vejo como os clientes te veem, vejo-o como um amigo, como um veadinho tesudo que já me fez bater muita punheta pensando em você. – disse o Sasha.
- Ah, então é isso? Está bem, não está mais aqui quem falou em pagar, sou um idiota mesmo, me desculpe Wojciech. Você me desculpa, por favor! Fala que me perdoa, que vai me deixar dormir com você, que vai me deixar cobrir esses lábios úmidos de beijos, eu prometo me comportar. – comecei a rir, o safado estava com o pauzão tão duro que mal cabia na calça e só pensava em meter aquela coisa no meu rabinho exposto, ao alcance de suas mãos predadoras.
- Dessa vez eu perdoo! – exclamei, já que minhas preguinhas estavam me matando de tão assanhadas.
Vieram os dois, a um só tempo, fizeram de mim o recheio de um sanduiche, o primeiro beijo carregado de cobiça veio do Boris, enquanto o Sasha me encoxava deixando a ereção crescer dentro da calça. Suspirei num tesão alucinado. Foi a primeira vez que realmente tive vontade de dar o cu, algo que estava me fazendo estremecer da cabeça aos pés.
Comecei acariciando o tórax do Boris com as mãos espalmadas sobre o enorme peitoral. Ele sorriu e tirou a camiseta me exibindo a virilidade de músculos e pelos. Tateei sobre a pele quente e entre os pelos sedosos, isso sim era um macho, e eu me encantei com cada detalhe por onde as pontas dos meus dedos deslizavam.
- Gosta? – perguntou, vendo o brilho no meu olhar.
- Muito! É lindo! Forte! Másculo! – respondi.
Ele cobriu minha mão com a dele e a deslizou sobre o abdômen fazendo-a entrar pelo cós da calça, dentro da qual já se via o contorno assombroso da ereção. Enquanto ele desabotoava a calça e abria a braguilha, minha mão afundava na virilha pentelhuda roçando suavemente o cacetão intrépido que pulsava agoniado lá dentro.
- Vai ficar brincando de esconde-esconde ou vai puxar ele para fora? – perguntou numa voz sensual e desesperada.
Nesse meio tempo o Sasha aproveitou para abrir sua calça e a deixar escorregar até os joelhos, o que fez o caralhão imenso saltar para a liberdade. Senti ele pressionar a ereção no meu reguinho e lancei minha cabeça em seu ombro virando o rosto em sua direção. Ele cobriu minha boca com um beijo longo e molhado que, aos poucos fez vazar pré-gozo da caceta entalhada entre as bandas da minha bunda lambuzando-as com o visgo cujo cheio se espalhava pelo ar. Eu suspirei e gemi, nem acreditando que segurava o caralhão de um macho e que outro cacetão latejava no fundo do meu reguinho estreito.
- Esse moleque é um tesão da porra! – exclamou o Sasha.
- Tesudinho do caralho, você está preparado para saciar a tara de dois machos? Porque é o que vai fazer agora que está nos deixando malucos de tanto tesão. – indagou o Boris.
- Vocês são enormes, não sei se dou conta! – devolvi, rebolando para encaixar minhas nádegas na virilha do Sasha, enquanto puxava o pauzão do Boris para fora da braguilha, me deparando com o maior cacete que já tinha visto. – Uau, Boris! Minha Nossa Senhora de Częstochowa, o que é isso? – escapuliu dos meus lábios quando me deparei com aquele colosso pesado, grosso e roliço que pendia entre suas coxas musculosas.
- É a minha caceta, o que mais seria? – questionou orgulhoso. – Você deve estar acostumado a ver picas todas os dias e de todos os tamanhos e formatos, por que a surpresa? – a pergunta foi só para ouvir de mim o que ele já estava cansado de saber.
- De fato, mas nunca vi nada igual a isso! É imenso, é tão grosso, é tão ... tão cabeçudo! – minha voz gaguejava sem que conseguisse tirar o olhar daquilo, fazendo meus olhos deslumbrados virarem entre as pálpebras, o que o divertiu. – Não vai caber em mim! – afirmei aterrorizado, já imaginando ele tentando enfiar o pauzão no meu cuzinho.
- Não tenha medo, vou fazer ele caber todinho em você e te dar muito prazer, prometo! – asseverou, me beijando com cuidado e tesão.
- E o seu Sasha, não me diga que é tão grande quanto o do Boris, aí eu estou lascado?
- Confira com os próprios olhos! – retrucou, afastando-se da minha bunda para exibir o caralhão pingando pré-gozo.
- Santo Stanislaw de Szczepanowa, estou fodido! – exclamei apavorado. – Onde foi que arranjaram pintos desse tamanho, quantas vezes entraram na fila de distribuição? – indaguei perplexo. – Nenhum dos meus clientes chegou nem perto de ter um pau desse tamanho! Se os deles já doem, imagina o que vai ser do meu cuzinho quando enfiarem essas trolhas gigantescas em mim. Vou morrer! – afirmei.
- Vai morrer sim, seu putinho, mas vai ser de prazer! Só o fato de estar admitindo a possibilidade de sentir nossas picas no seu cu, já é sinal do quanto está louco para se entregar a nós. Vamos ser bem cuidadosos, prometemos! Agora chega de conversa, meu pau está começando a babar e precisando que sua boquinha dê um trato nele. – devolveu o Boris.
Abocanhei o que pude daquele pauzão, o que era pouco mais que a cabeçorra que preencheu toda minha boca, mal me permitindo sugar o néctar viscoso que minava dela e se misturava a minha saliva num sabor peculiar e delicioso.
- Isso veadinho do caralho, chupa, chupa minha caceta, tesudinho! Mama teu macho, mama! – ronronava o Boris, agarrando meus cabelos e se contorcendo num tesão desenfreado. – Você precisa sentir isso, Sasha, o bezerrinho suga com uma fome alucinada.
- E você precisa sentir a maciez dessa rosquinha apertada e quente que está devorando meu dedo! – atiçou o Sasha que rodopiava um dedo na portinha do meu cu, me deixando em êxtase e gemendo manhosamente.
Quanto mais eu sugava a verga do Boris, mais ela vazava o pré-gozo espesso e translúcido que eu engolia maravilhado com seu sabor almiscarado. Ao mesmo tempo, o Sasha havia se ajoelhado atrás de mim e, segurando minhas bandas abertas, lambia vorazmente minha fendinha plissada, o que me arrepiou todo e desencadeou ondas de espasmos que revolviam todo meu corpo.
- Ai machos! – gemi, perdido naquela sensação de prazer sem tamanho. Algo que nenhum cliente conseguiu provocar em mim.
- Sim, somos seus machos e vamos te levar às nuvens, seu putinho tesudo da porra! – asseverou o Boris, que socava o pauzão na minha garganta quase me sufocando, ao sentir que estava prestes a gozar.
O urro grave dele ecoou pelo quarto enquanto o esperma leitoso era ejaculado na minha boca num jorro quase contínuo, mal me dando tempo de engolir aquela fartura saborosa.
- Não é que o bezerrinho mama todo meu leite! Seu putinho, está me deixando louco de tesão! Engole, engole a porra do teu macho, engole veadinho! – murmurava ele com o orgasmo a lhe incendiar o corpão.
O Sasha continuava intercalando lambidas molhadas no meu cuzinho com penetrações do polegar que excitavam meus esfíncteres e os contraiam num ritmo cíclico, com as contrações em ondas aumentando de intensidade como se uma cólica forte na parte inferior do abdômen estivesse a me torturar. Eu não fazia mais que gemer, um gemido longo e lamurioso que os deixava cada vez mais excitados, como se todos estivéssemos no cio.
Assim que terminei de limpar o caralhão esporrado do Boris, me virei para o Sasha e coloquei o pauzão dele na boca, voltando a mamar e sentir o sabor alcalino do sumo viscoso dele. Era um sabor novo, diferente de o do Boris, mas tão delicioso quanto. Também foi vez de o Boris começar a brincar com meu buraquinho, testando a elasticidade, lambendo as preguinhas rosadas, sentindo como ficava cada vez mais úmido, intumescido e quente, pronto para aninhar uma pica.
Me levaram até a cama e me deitaram de bruços, pernas abertas pendendo para os lados de um dos cantos. O Sasha continuava posicionado à minha frente, entregando o caralhão aos meus afagos e sugadas, e ao toque das carícias dos meus dedos brincando com suas bolonas ingurgitadas.
- Caralho, esse moleque sabe como matar qualquer macho de tesão! – grunhiu, segurando firmemente minha cabeça junto a sua virilha. – Quer mais leitinho, quer? – eu assenti, fixando meu olhar sensual e provocativo no dele.
O cacetão do Boris nem chegou a amolecer por completo quando ele ergueu minhas ancas me deixando ajoelhado sobre a cama com o bundão durinho empinado. Com uma das mãos pincelou diversas vezes o pauzão ao longo do reguinho liso, grunhindo de tesão quando a cabeçorra sensível passava sobre a fendinha plissada, o que me fazia gemer alto, sentindo o perigo e o desejo de ser penetrado.
- Onde está o lubrificante? – perguntou o Boris, com o pauzão trincando de tão duro. – Com lubrificante já vai ser difícil não machucar esse putinho, sem então ele nem vai aguentar! – afirmou, durante a troca de olhares entre os dois.
- Vocês prometeram não me machucar! – soltei aterrorizado, sabendo que isso era quase impossível. – Não se esqueçam que eu tenho que trabalhar, que preciso do meu cu inteiro! – emendei, ao notar que o Boris já não controlava mais a tara pelo meu buraquinho.
- Sossega moleque! Já dissemos que vamos ser cuidadosos, mais que isso não dá para prometer. – sentenciou o Boris, enfiando um bocado de gel na minha fendinha e lambuzando o caralhão inquieto.
Ele posicionou a cabeçorra na portinha do meu cu e com um impulso meteu o cacetão na fendinha que se distendeu rasgando algumas pregas enquanto o Sasha sufocava meu grito socando o pauzão na minha garganta e anunciando o gozo com um urro gutural. Ambas sensações se fundiram, a dor pungente no cuzinho e o sabor alcalino do sêmen do Sasha escorrendo goela abaixo. Meu corpo inteiro tremia nas mãos dos dois machos, dominado, submisso, disponível às taras deles. Pela primeira vez senti que fazia jus ao adjetivo de putinho, porque era exatamente assim que me sentia servindo aqueles dois machões. Eu estava imensamente feliz, sendo muito sincero.
O Boris só parou de se empurrar para dentro de mim quando o pauzão ficou atolado até as bolas no meu rabão durinho. Nunca havia me sentido tão preenchido e, aquele pulsar forte no fundo do cuzinho me fez gozar em meio a um longo ganido que ecoou libertino entre as paredes do antro de luxúria.
- Geme meu putinho gostoso, geme para o teu macho! Geme sentindo meu cacete te arrombando, veadinho! – balbuciava o Boris, socando fundo num vaivém frenético que fazia seu sacão estalar contra meu reguinho apartado.
Já era o quinto jato de esperma cremoso do Sasha que eu engolia enquanto gania de dor e prazer com o Boris me arregaçando o cuzinho. Não dava para distinguir o prazer da dor, ambos pareciam se completar. Estávamos os três num nível tão alto de excitação e prazer que apenas nossos grunhidos externavam a volúpia que nos consumia.
- Vou gozar, vou encher esse cuzinho de porra, vou te inseminar, moleque tesudo! – sentenciou o Boris num urro gutural que brotou do fundo do peito enfunado.
Eu estremeci ao sentir o sêmen leitoso escorrendo pela mucosa anal esfolada abrandando a ardência, e ronronava o nome dele perdido no êxtase. Dava para sentir os espasmos de sua pelve a cada jato ejaculado e o caralhão estufado pulsando forte no cuzinho.
- Ai Boris! Ai macho! Ai esse cacetão me rasgou todo! Ai meu cu, dói muito! Eu disse que não ia aguentar, estou todo rasgado, como vou trabalhar amanhã, seu macho bruto? – murmurei entre o prazer e o desespero.
- Faz tempo que você estava pedindo por isso, nos seduzindo com esse corpão e essa bundinha carnuda, mesmo assim você deixou sabendo que temos um pau grande e querendo sentir eles te arrombando, não vai choramingar agora, vai? – questionou, dando as últimas socadas para esvaziar os colhões. Tive que concordar. Desde que os vi pela primeira vez, senti um desejo irrefreável de me entregar a eles, não tinha do que reclamar, estava tendo o dia mais prazeroso da minha vida.
Meu buraquinho ainda estava todo arreganhado com a mucosa anal inchada e vermelha quando o Sasha assumiu a posição do Boris e meteu o pauzão até o talo, o que me levou a soltar outro grito, dessa vez abafado pelos dois dedos que havia enfiado na minha boca e que eu chupava afoito.
- Puta rabão gostoso do caralho! – exclamou, assim que todo cacete sumiu no meu cu. – Mesmo arregaçado esse moleque tem o buraco mais estreito que já fodi! Caralho de moleque tesudo, vou te arregaçar!
- Ai Sasha, está doendo, vai devagar! Esse pauzão está me rasgando, Sasha! Mete mais devagar, eu imploro! Não vou mais ter cu para dar para os clientes amanhã! – desatei a falar, sentindo as entranhas convulsionando a cada estocada que levava.
- Aguenta firme, moleque! Esse cuzinho foi feito para aguentar pica de macho, para dar prazer aos machos! – grunhia ele, metendo num vaivém gostoso com o caralhão firmemente encapado pelos meus esfíncteres gulosos.
Montado sobre mim, apertando meus mamilos e fungando ruidosamente na minha nuca onde mordiscava a pele, ele me levou ao segundo orgasmo, algo que nunca imaginei ser possível em tão pouco tempo. Meu pinto espirrava porra para todo lado balançando entre as pernas abertas e a bundinha empinada que ele consumia feito um touro no cio. O gozo dele sobreveio antes do meu terminar, os jatos densos entravam no meu cuzinho em pulsadas fortes, encharcando-o com o líquido tépido que se misturava ao do Boris que ainda formigava dentro de mim.
Caímos extenuados sobre a cama larga, eu no meio e um de cada lado, enquanto eu ora me voltava para um cobrindo seu rosto e pescoço de beijos, ora para o outro recompensando-os pelo prazer que me deram. Foi a vez deles se entregarem aos meus afagos e carícias, deixando minhas mãos percorrerem seus torsos suados, seus cacetões saciados e seus sacões drenados. Adormeci quase sem forças com os corpões parrudos deles aconchegados ao meu. Foi a melhor noite de sono da minha vida.
O despertar do dia seguinte não foi menos excitante. Toda porra deles continuava no meu cuzinho, atenuando o ardor que o assolava. Duas ereções matinais gigantescas brotando das virilhas deles não me deixavam esquecer da tortura e do prazer que senti quando estavam socadas no fundo do meu cu. Levei cada uma das mãos até elas, sentindo o pinote forte que deram ao meu toque, enquanto eles se espreguiçavam modorrentos.
- Bom dia, seus preguiçosos! – exclamei, sem largar os caralhões.
Não esperei pela resposta, me inclinei na direção do Sasha e comecei a chupar a glande arroxeada dele, após retrair ligeiramente o prepúcio. Ele gemeu, abriu mais as pernas para que minha mão deslizasse até o sacão.
- Bezerrinho acordou faminto! – exclamou com um sorriso libidinoso.
- O cuzinho do putinho já está todo travado outra vez, pedindo mais rola! – exclamou o Boris, movimentando os dois dedos que enfiou no meu cu.
Mamei o Sasha até ele se esporrar todo, engolindo seu leite salgado e amendoado. Alertei-os de que precisavam ir embora antes que alguém percebesse que tinham passado a noite comigo, mas o Sasha não parava de me beijar enquanto me levava até a ducha. Com a água morna correndo sobre nossos corpos, pendurei-me ao pescoço dele e enrosquei minhas pernas ao redor de sua cintura, entregando-lhe um dos mamilos que ele chupava e mordia ao mesmo tempo que cutucava meu cuzinho com o dedo devasso, me fazendo gemer. O Boris se enfiou conosco no box apertado, o pauzão empinado feito um poste foi roçado ao longo do meu rego quando soltei um suspiro de tesão. Enquanto o Sasha mantinha minhas nádegas abertas, amassando-as com as mãos vigorosas, o Boris metia o caralhão no meu buraquinho lanhado. Gani de dor com a boca colada à do Sasha, aguentando firme o pauzão deslizando para dentro de mim.
- Esses olhos verdes brilhando nesse rostinho angelical são uma tentação irresistível, moleque! – disse o Sasha, a quem eu encarava gemendo enquanto o Boris fodia meu cuzinho e me levava ao clímax.
- Está doendo, Boris! Não soca com tanta força! – gemi, ao sentir ele acelerando as estocadas à medida que pressentia o gozo chegando. – Ai bruto, meu cuzinho! – gani, antes de ele urrar no meu cangote e se despejar todo em mim. Quando terminou, completamente saciado e puxou o cacetão para fora do meu cu, eu estava com quase todas as pregas rasgadas, a fendinha inchada formando um beiço, e um pouco de sangue brotando da mucosa anal esfolada.
Saíram do quarto discretamente, mas não tão despercebidamente quanto necessário. O michê que tinha umas diferenças comigo por ser menos requisitado tendo que atender homens menos abonados que aqueles que eu atendia e dos quais ainda recebia presentes, viu quando o Sasha e o Boris deixavam meu quarto, alegrando-se por ter um trunfo com o qual podia me chantagear quando fosse conveniente. Nenhum dos dois notou que ele os viu saindo, caso contrário teriam eles mesmo resolvido a questão, com alguns dos métodos bem persuasivos que sabiam aplicar.
A Yeva voltou dois depois de Ecaterimburgo, a visita à irmã melhorou o humor dela. Inteirou-se dos acontecimentos durante sua ausência, reclamou de algumas coisas, e me comunicou que naquela tarde eu a teria que acompanhar até a casa do Sr. Bugrov. Senti um calafrio quando ela me deu o aviso, pensei que já estavam sabendo que o Sasha e o Boris tinham fodido meu cuzinho, e que iria ser castigado por isso.
- O que deu em você, moleque? Por que está tremendo desse jeito? Por acaso está doente? – perguntou, tocando minha testa com o dorso da mão.
- Nada!
- Como nada? Ninguém treme desse jeito por nada! Anda desembucha, não quero ter surpresas quando estivermos cara a cara com o chefe. – exigiu.
- Acho que comi alguma coisa que me fez mal! – inventei. – Será que o Sr. Bugrov vai querer me usar?
- Não sei! Vou dizer a ele que não está se sentindo bem. Acalme-se e pare de tremer, ninguém vai te usar se não estiver bem.
Notei que o Misha estava atento a nossa conversa enquanto dirigia, me encarando pelo retrovisor de um jeito estranho, como se soubesse que eu estava mentindo.
O Sr. Bugrov e a Yeva conversaram em particular no escritório dele por mais de meia hora. Quando saíram, ele veio até mim, fechou a mão no meu queixo e beijou minha testa.
- É uma pena que não esteja se sentindo bem, garoto! Quer consultar um médico? Vamos deixar nosso encontro para outro dia quando estiver recuperado. – afirmou simpático e um pouco frustrado por não poder me comer.
- Obrigado! Prometo ficar bem logo! – devolvi, baixando submissamente o olhar o que o fazia se sentir superior e empoderado, ao mesmo tempo que era tomado pelo tesão.
Antes de eu entrar no carro o Misha voltou a me encarar e sussurrou no meu ouvido, me retendo alguns segundos pelo braço.
- Preciso ter uma conversinha com você, moleque! – eu apenas assenti e entrei no carro antes de a Yeva notar.
Fui poupado de atender dois clientes que haviam agendado um horário. A própria Yeva se encarregou de dar uma desculpa, achando que eu por não estar bem, poderia negligenciar no atendimento.
- Obrigado Yeva! – agradeci quando ela veio me comunicar que eu teria o dia livre.
- Trate de se recuperar o quanto antes, sabe que estamos perdendo dinheiro quando você deixa de atender seus clientes. Tem certeza que foi algo que você comeu? Todos fizeram a mesma refeição e só você passou mal. Deixou que algum cliente fizesse algo diferente com você? Sabe que esses pervertidos são cheios de artimanhas. – questionou desconfiada.
- Não, ninguém fez nada diferente comigo, eu vou ficar bem, obrigado! – a última coisa que eu precisava era ela redobrar a vigilância sobre mim.
Assim que começou a função, ela se viu atarefada e me deixou sossegado. Aproveitei para dar uma escapadela pelo jardim e ver o que o Misha queria comigo. O clima entre nós dois andava meio tenso e havia um quê de volúpia pairando entre nós a cada encontro, desde que ele me recapturou após a fuga frustrada.
- Chega aqui, seu veadinho do caralho! – exclamou exaltado esmagando meu braço.
- Ai Misha, está machucando meu braço, seu brutão! O que você quer comigo? Me solta! – retruquei, tentando me livrar.
- O que eu quero com você, seu putinho safado! Eu quero o mesmo que você deu para o Sasha e para o Boris, seu cuzinho e suas mamadas no meu cacete. – respondeu.
- Não sei do que você está falando! – menti, para testar se ele realmente sabia do que estava falando ou se só estava blefando.
- Não minta, seu puto! Eu sei que passou toda uma noite com eles e que os deixou se saciarem nesse rabão gostoso. – afirmou
- Quem te disse isso? Você sabe que estamos proibidos de transar com os funcionários da casa. Eu não quero que a Yeva saiba e tome as providências para me castigar. Você também corre risco se fizer o que não deve. – alertei, mas o tesão dele superava a racionalidade naquele momento, em que precisou dar uns apertões no cacete.
- Eles mesmos me contaram! Eu não vou ficar de fora dessa! – devolveu resoluto. – O movimento está intenso hoje, só deve acabar bem tarde pois é sexta-feira, dia que os clientes ficam por mais tempo. Você vem comigo até o quartinho de ferramentas no fundo da garagem. – sentenciou, voltando a me guiar pelo braço.
- Não! Eu estou com medo! Se nos descobrirem estou fodido! – argumentei, sem sucesso.
- Fodido você vai estar de qualquer jeito depois que eu te soltar! Vou meter nessa bundinha carnuda nem que seja a última coisa que eu faça! – exclamou determinado.
No quartinho cheio de tralhas que cheirava a graxa e mofo, sob uma luz amarelada que lançava longas sombras nas paredes, ele me despiu até poder palpar toda minha nudez.
- Como você é lindo, moleque! Tenho sonhado com você todo peladinho nas minhas mãos, desde aquele dia em que tentou fugir. Você está me devendo um favor por eu não ter contado nada. – dizia com o olhar arregalado sobre meu corpo enquanto o tocava se apossando de mim.
Eu andava mais vulnerável do que nunca com homens do tipo dele, grande, forte, másculo, pauzudo e exalando testosterona pelos poros, e me lancei contra o peitoral lago dele retribuindo os beijos devassos que me dava. Meti a mão na braguilha dele e puxei o caralhão à meia bomba para fora, caindo de joelhos aos pés dele e começando a lamber a trolha grossa circundava de veias saltadas.
- Afffff! – soltou ele entre dentes quando suguei as primeiras gotas de pré-gozo. – Me disseram que você gosta de leitinho de macho, que se lambuzou todo. Mama minha caceta que eu vou encher essa boquinha de veludo com muito leite, mama putinho safado!
Eu não tinha tempo para responder, estava me deliciando com o sumo que o pauzão vertia e com o cheiro denso que emanava. O Misha só ronronava feito um felino manhoso enquanto eu chupava, lambia e mordiscava sua verga colossal da cabeçorra até as bolas peludas. O cacetão não ficava nada a dever aos do Boris e Sasha. Era um tronco enorme e grosso de carne rígida que pulsava forte na minha boca, com mais de um palmo de comprimento. Ele reteve o gozo por duas vezes, puxando rapidamente o pauzão para fora da minha boca ao sentir que ia ejacular, devolvendo-o aos meus afagos, passado o estímulo.
- Debruça nesses caixotes! – ordenou, forçando meu tronco sobre a madeira áspera do caixote e abrindo minhas pernas. – Empina o rabo, veadinho do caralho! Empina que eu vou te fecundar!
- Não seja brutão! Vai me machucar com esse pauzão de cavalo! Cuidado com meu rabinho, Misha, por favor! – supliquei, o ensandecendo ao ver meu cuzinho rosado piscando de desejo.
Ele enfiou dois dedos na minha boca até ficarem molhados de saliva e os enfiou no fundo do meu cuzinho. Rebolei e gemi feito uma cadela no cio. Tremendo da cabeça aos pés e com a pele toda ouriçada, implorei que entrasse em mim. Ele se agachou, abriu meu reguinho e começou a lamber minha fendinha excitada. Eu me agarrava ao caixote de madeira como se fosse uma tabua de salvação e gemia, gemia e pedia rola, gemia e pedia para ser a cadelinha dele.
Ele se postou atrás de mim, apontou a cabeçona do caralho no meu buraquinho e o deslizou lentamente para dentro de mim, minhas carnes se abriam a cada impulso potente e firme. Meu ganido foi sufocado por sua mão tapando minha boca.
- Ai Misha, meu cuzinho! Devagar, seu brutão! – gemi, me sentindo totalmente preenchido pelo caralhão quente e latejante.
Ele envolveu meu tronco com seus braços musculosos, dobrou-se sobre mim e deu início ao vaivém cadenciado que ia me arrebentando por dentro, extraindo gemidinhos lascivos dos meus lábios que ele tentava beijar vorazmente. A pele quente e suada do peitoral e os pelos colados nas minhas costas me permitiam sentir o fogo que ardia dentro dele. Ele metia sem dó como se estivesse demarcando o território. Com o pinto esmagado contra a lateral do caixote, eu comecei a gozar, gemendo de prazer enquanto ele continuava arregaçando meu cuzinho. O gozo dele veio pouco depois, como se uma mangueira estivesse jorrando no meu rabo, inundando-o com seu sumo viril.
- Não esquece, putinho, agora você tem mais um macho para servir! – afirmou quando puxou o caralhão pingando porra para fora do meu cuzinho estourado.
- Brutão! – suspirei sorrindo, deslizando os dedos pela nuca e colando minha boca à dele. O estalo do tapa que deu na minha bundinha ecoou entre as paredes. Por uns minutos ficamos ali abraçados, os corpos excitados ardendo e a certeza de que precisaríamos de outros encontros como aquele.
Durante os meses seguintes minha rotina vendendo meu corpo aos clientes só era interrompida pelas minhas tentativas de recuperar meu passaporte para fugir dali, e pelos coitos maravilhosos que me enchiam de prazer nos braços dos meus machos Boris, Sasha e Misha, que depois de terem provado da luxúria do meu cuzinho dadivoso e das minhas carícias em seus caralhões, me perseguiam com a mesma obstinação que um garanhão persegue uma égua no cio. Numa das tentativas de recuperar meu passaporte quase fui pego pela Yeva, e acabei levando uma bronca; só não sendo denunciado aos capangas do Sr. Bugrov porque simultaneamente havia surgido uma questão bem mais importante para ela resolver. Contudo, depois disso, ela redobrou a vigilância sobre mim, desconfiada de algo que ainda não sabia o que era.
A segurança do bordel foi redobrada, além do Boris e do Sasha, mais três brutamontes vieram reforçar o time. Todos passaram a andar armados e não apenas com as costumeiras pistolas, mas com submetralhadoras, o que gerou boatos tanto entre nós quanto entre os clientes. Ninguém em Moscou e numa vasta região ao redor desconhecia que o Sr. Bugrov era um dos mafiosos que ascendeu após a queda do regime soviético e, em poucos anos, fez uma fortuna baseada em ilícitos de todo tipo. Não o respeitavam, o temiam. Nos bastidores circulavam afirmações que era o responsável pelo sumiço e morte de dezenas de pessoas. Todas essas atividades, o lucro fabuloso que acumulava também trouxe inimigos, concorrentes que queriam se apossar dos territórios que ele controlava com mão de ferro. A chegada de um desses inimigos, Alexei Navichenko, ligado a políticos influentes e a uma milícia que controlava uma extensa região da província de Lipetsk e que estava se infiltrando e ganhando terreno nesses territórios foi o motivo pelo qual a segurança do bordel foi reforçada, pois além de bordel, o casarão abrigava um casino destinado apenas a uma elite endinheirada. As apostas ali não eram para amadores, giravam ao redor de milhões de rublos, milhares de euros e outras moedas fortes.
Uma explosão criminosa que lançou pelos ares um inocente galpão pertencente ao Sr. Bugrov na periferia da cidade, destruiu todo um valioso carregamento de cocaína recém chegado da América do Sul. A polícia como sempre, sob controle do Sr. Bugrov, omitiu o que a explosão lançou pelos ares, nuvens de pó de coca, e apenas divulgou a trágica morte de quatro operários que trabalhavam no extinto galpão.
- Fiquem todos atentos, pois o casino é um potencial alvo desses criminosos, e você correm riscos! – foi com essas palavras que o Sr. Bugrov nos alertou do perigo que corríamos numa reunião onde a Yeva juntou todo o staff do bordel.
Eu precisei me esforçar para não deixar o riso transparecer, quando ele pronunciou a palavra “criminosos” como se ele fosse o santo e os outros os bandidos, e a palavra “casino” como sempre denominava o puteiro.
- Esses olhos e esse rostinho sempre me fascinam! – exclamou, fechando a mão ao redor do meu queixo e me encarando cheio de tesão. Eu lhe lancei um daqueles olhares inocentes e submissos que se tornaram minha marca registrada e responsável pelas altas gorjetas que recebia dos clientes, e me preparava para agradecer quando ele continuou. – Está ocupado esta tarde?
- Mesmo que estivesse, teria todo o tempo só para o senhor! – respondi. Entre tudo que aprendi naquele lugar durante o tempo que estava preso, foi desenvolver um cinismo tão perfeito que já estava se aproximando da veracidade. Ele sorriu daquele seu jeito idiota por se achar empoderado.
- Venha comigo, tenho um presente te esperando na minha casa! – continuou, sem cerimônia diante de todos.
- Será um prazer ficar em sua companhia! – devolvi na maior falsidade.
Porém, quase me arrependi de ter dito isso quando olhei para as caras carrancudas do Misha, Sasha e principalmente do Boris que estavam me fuzilando com seus olhares recriminatórios, pois sabiam o que eu precisava fazer para ganhar o tal presente. No entanto, eu não tinha tempo para pensar sobre o ciúme deles, tinha que exercer meu papel, minha função, dar o cu sem questionar. Quando fui deixado na entrada do bordel na manhã seguinte, eu trazia no pulso um Audemars Piguet da coleção 11.59 que valia, por baixo, uns 4,2 milhões de rublos, e que fez a Yeva me dirigir um sorriso aparvalhado.
- Eu não disse que se você soubesse se comportar aqui dentro, teria um futuro promissor? Aí está a prova! Nunca vi o Sr. Bugrov tão entusiasmado com alguém como você! – afirmou. O mais doído foi ouvir o – alguém como você – quando eu mesmo já não me reconhecia, já não sabia mais quem eu era, quando sentia meu corpo sendo usado, enquanto na imobilidade passiva a frieza e a indiferença tomavam conta de mim.
Que andava acontecendo algo de especial que eu ainda não sabia bem o que era, andava. Especialmente em relação ao Boris. Toda vez que eu ficava próximo a ele, sentia a pele arrepiar, o cuzinho se contorcer e uma quentura que se espalhava dentro do peito. Olhar para aqueles olhos me trazia a melhor sensação que já havia sentido. Acordar ao lado do corpão quente quando ele passava a noite no meu quarto enfiando o cacetão no meu rabinho até o deixar esfolado e vazando esperma, me conectava a ele como jamais me senti conectado a alguém. Eu gostava quando ele me abraçava e me abrigava em seu tronco vigoroso, quando passava os dedos pelo contorno do meu rosto e dizia que eu era seu putinho tesudo, quando me empalava tão fundo com o pauzão que quase me rachava ao meio, pulsando forte e inundando meu cuzinho com sua porra cremosa que ficava a formigar por horas até se diluir nas minhas entranhas. Eu o beijava com mais ternura e intensidade que ao Misha e ao Sasha, o cariciava com mais desvelo, o aninhava com mais carinho. Até uma cena de ciúme cheguei a protagonizar, vejam só, quando numa das folgas dele e do Sasha, me disseram que iam pegar umas garotas que tinham conhecido semanas atrás num barzinho do bairro onde moravam.
- Vão se divertir! Façam bom proveito das bocetas delas, já que é só nisso que vocês machos pensam! Tomara que as vadias fiquem prenhas, que depois venham bater em suas portas pedindo pensão para os filhos que fizeram nelas, seus panacas que não conseguem manter esses cacetões dentro das calças! Vão, vão se divertir! Mas se pensam que eu vou deixar vocês me tocarem depois disso, que vou deixar que enfiem novamente esses pauzões em mim podem esquecer! A minha porta está bloqueada para vocês, estão ouvindo, bloqueada, principalmente para você Sr. Boris Komarov! Nem pense mais em chegar perto de mim, seu ... seu ... seu crápula, brutamontes, cafajeste! – despejei enciumado, deixando-o perplexo.
- Principalmente eu, porquê? Está querendo mandar em mim, está me proibindo de me divertir? Olha aqui seu moleque veadinho do caralho, nem ouse querer controlar a minha vida! Você é um puto, um putinho muito do gostoso é verdade, mas não vai me dizer o que posso ou não fazer! Vá dar o cu para os teus clientes e me deixe em paz! – retrucou zangado, apontando o dedo em riste na minha cara, até ver a primeira lágrima rolando dos olhos. – Caralho, moleque! Isso é golpe sujo, seu putinho! – exclamou, tirando a expressão belicosa do rosto e roçando meus lábios com o polegar depois de amparar a lágrima que escorria.
Não foi preciso dizer mais nada, havia algo acontecendo entre nós dois e isso já não era segredo para ninguém. Apenas tínhamos que ter cuidado para isso não cair em ouvidos e olhos errados.
Apesar da noite de sexta-feira gelada de meados de fevereiro, quando as ruas e calçadas já acumulavam mais de 30 centímetros de neve, o casino/puteiro estava lotado. Nos dois salões do casino as apostas estratosféricas eram anunciadas em voz alta gerando um burburinho excitado. Nos quartos dos corredores do segundo andar as garotas e os rapazes atendiam os clientes numa sequência acima do normal. A Yeva andava feito uma barata tonta de um canto para o outro para fazer com que tudo corresse na mais perfeita ordem.
Tive que subir para o meu quarto com três parrudões na faixa dos trinta e poucos anos que já haviam deixado uma boa grana nas máquinas de Pachinko que o Sr. Bugrov introduziu na Rússia a partir de sua ligação com um ramo da máfia japonesa. O funcionário que controlava o acesso dos clientes ao segundo andar hesitou quando os três me requisitaram e foi comunicar à Yeva. Ela os encarou de longe por uns segundos, mandou que ele quintuplicasse o preço e liberou o acesso deles ao meu corpo.
Subi as escadas tremendo nas bases, quero dizer, tremendo no cu, pois pelo tamanho daqueles machos dava para ter uma ideia do que carregavam entre as pernas, além das caras onde não se via um traço de simpatia. Mesmo assim, sorri e dei o meu melhor, isto é, fui o putinho perfeito. Engoli em seco quando se despiram depois de já terem bolinado meu corpo nu por mais de quinze minutos. Os cacetões eram enormes como previ, mas não era o tamanho deles que mais me apavorava, e sim a maneira bruta como estavam me tratando, sem cuidado, sem nem mesmo aquele carinho fingido dos demais clientes. Quando me puseram para mamar seus caralhões, os estocavam na minha garganta com força e brutalidade, me sufocando até eu ficar sem fôlego. Ao mesmo tempo, manipulavam meu cuzinho, enfiando voraz e brutalmente os dedos e alguns dildos que haviam trazido consigo. Eram cacetões enormes e grossos de silicone que enfiavam até o talo no meu rabo, alguns vibratórios que faziam minhas entranhas se contorcerem em espasmos tentando eliminar aquelas coisas, enquanto meus gemidos e ganidos ecoavam pelo quarto junto com as risadas e comentários sarcásticos que faziam. Era como uma sessão de tortura que eu suportava submisso e servil sublimando a dor e a humilhação. Havia mais de quatro horas que estavam comigo, se revezando com os caralhões na minha boca e no meu cuzinho. Eu já estava quase sem forças, mal conseguindo acariciar seus corpos como esperavam por terem pago caro pelo serviço, enquanto neles parecia que a energia se redobrava após cada esporrada que enchia as camisinhas largadas pelos cantos.
Então um deles, o maior e mais bruto, cujo pauzão devia ter uns 25 centímetros e extremamente grosso, colocou uma capa peniana extensora contornada por farpas salientes sobre a verga e veio para cima de mim, ajoelhado de quatro sobre a cama com os outros dois me socando os cacetões na boca. O que já era enorme, ficou colossal e ele apontou sobre a minha fendinha já laceada e ferida e meteu, meteu com força, feito um animal e eu gritei desesperado sentindo o cuzinho se rasgando, enquanto os três tripudiavam com meu suplício.
- Aaaaaiiiiii meu cu! Tira macho, tira do meu cu, macho! – gritei alarmado de tanto que doía.
- Cala boca veado! Abre as pernas e empina esse rabão para eu te foder! – ordenou, quando me contraí todo e tentei juntar as pernas.
- Desgruda o macho de mim! Por favor, desgruda o macho do meu cu, não estou aguentando! – implorei para os dois que me olhavam cheios de tesão e satisfação por eu estar ganindo de dor. – Socorro, desgruda o macho! Desgruda, ele vai me matar! – berrei agoniado, antes de sentir a bofetada que deixou meu ouvido zunindo. A campainha para pedir socorro estava fora de alcance, só me restou gritar.
Alertada pelos gritos a Yeva entrou no quarto com sua chave e me viu sendo violentamente estuprado pelos três brutamontes.
- Parem imediatamente! Soltem o moleque! Isso não é permitido, são as regras da casa! – ordenou, crendo que ia ser ouvida.
- Fora daqui sua puta velha! Nós pagamos caro para nos divertirmos com esse moleque veadinho, e não vai ser uma regra ou o que uma velha vagabunda como você está querendo que vai nos impedir! – disse um dos que estava socando o pauzão na minha garganta para me impedir de gritar por ajuda, empurrando-a porta afora até ela se estatelar no chão do corredor.
O que estava rasgando meu cuzinho não parava de bombar, rindo, zombando e exigindo que eu empinasse mais o rabo o que fazia o caralhão encapado entrar cada vez mais fundo em mim. Com o vaivém, eu sentia as entranhas sendo tracionadas e cheguei a pensar que ele ia arrancar meus intestinos pelo cu.
A Yeva voltou com o Boris e mais dois dos novos seguranças. Quando vi o Boris soltei meu último grito agoniado e estendi um dos braços em sua direção, antes de desabar sobre a cama. Iniciou-se uma luta de titãs que praticamente destruiu o quarto, até o Boris disparar uma rajada da submetralhora que fez voar estilhaços do teto. Contidos depois de muito apanhar, com a chegada de mais seguranças da casa que o Sasha trouxe consigo, estavam sendo conduzidos pelo corredor para serem expulsos, quando mais gritos desesperados vindos do quarto da Tatiana ecoaram por todo andar.
- Que porra é essa agora? – questionou a Yeva, agitada pelo tumulto. – O que deu naquela cadela para gritar desse jeito? É hoje que isso resolveu virar um inferno! – vociferava, enquanto os gritos da Tatiana não paravam. – Você, venha comigo, vamos verificar porque a cadela não para de gritar! – disse a um dos seguranças que a seguiu até a porta do quarto da Tatiana.
Encontraram-na grudada aos outros dois brutamontes que vieram ao casino/puteiro acompanhados dos que tinham me estuprado. Ambos também haviam encapado as rolas com extensores e a fodiam simultaneamente na vagina e no ânus, depois de terem mordido tanto nas tetas dela que as deixaram sangrando e deformadas.
Houve mais luta no quarto dela, mais tiros enquanto no andar térreo os clientes debandavam às pressas para fugir da confusão. A Tatiana e eu precisamos ser levados a um pronto socorro, eu com o cuzinho todo arrebentado e ela em estado muito pior, com o corpo coberto de hematomas por ter apanhado muito antes de ser estuprada e com a vagina e o cu rasgados precisando de suturas. O estado psicológico dela era o que mais preocupava a Yeva, pois a Tatiana trazia consigo desde que entrou na casa, uma depressão que nunca a deixou. Temia-se que depois disso, ela tentasse o suicídio; pois tanto para mim, que era com quem ela mais se confidenciava, quanto com as outras garotas, ela havia mencionado a intensão de acabar com própria vida já que não via outra maneira de sair daquela casa, após ter sido vendida ao Sr. Rybakov, o caçador de prostitutas do Sr. Bugrov, pelo tio com quem morava numa aldeia perdida na região dos Urais.
Permaneci dois dias internado no hospital após ter os esfíncteres anais reconstruídos. Como a Yeva queria garantir que eu não aproveitaria a oportunidade para fugir, determinou que um segurança ficasse 24 horas junto ao leito.
- Pode ser o Boris? – perguntei, ao despertar da anestesia. Ela e o Sr. Bugrov, que tinha vindo verificar o estrago que os capangas do Navichenko haviam feito, concordaram diante do estado debilitado em que me encontrava.
O quarto da Tatiana também passou a contar com um segurança 24 horas. Não era propriamente conosco que o Sr. Bugrov estava preocupado, mas com o que poderíamos revelar acerca do casino/bordel para a mídia ou para desafetos que queriam sua prisão e ruína.
Sentado numa poltrona ao lado do leito, o Boris raramente soltava minha mão, exceto quando as enfermeiras vinham aplicar as medicações ou trazer as refeições. Até quando precisava sair para fazer as necessidades fisiológicas, eu retinha sua mão entre as minhas para que não me deixasse.
- Volto logo, não tenha medo! Estou com a bexiga estourando e preciso mijar.
- Promete que não demora? Se não doesse tanto quando dou uns passos eu ia junto para segurar seu pauzão enquanto mija! – afirmei, o que o fez rir.
- Ah seu putinho safado! Você não deve estar tão mal assim, já que continua com fogo no rabo mesmo depois de o terem arrebentado. Já sabe o que te espera quando estiver recuperado, não sabe? – indagou, pegando e sacudindo o pauzão na minha direção. – Você se diverte nos deixando de pau duro, não é tesudinho?
- Minha boca não está machucada! – devolvi libidinoso, com um sorriso contido.
- Caralho, moleque, você é foda! Me dá um tempo para esvaziar a bexiga que eu venho para te dar leitinho na boca, seu puto! – retrucou, voltando menos que cinco minutos depois e se postando próximo ao leito, puxando o cacetão à meia bomba para fora e o pincelando no meu rosto até meus lábios se fecharem ao redor da cabeçona estufada. Acabei engolindo uma meia dúzia de jatos de porra leitosa e morna. – Satisfeito agora? – perguntou, quando terminei de lamber a última gota pendurada ao orifício uretral. Acenei que sim e ele me deu um beijo na testa.
Fazia pouco mais de uma semana que eu havia voltado para casa, onde a rotina e o movimento de clientes não foram interrompidos só porque um michê novinho e uma das putas não estavam dando expediente. Ali não éramos mais do que uma mercadoria facilmente substituível. O médico mandou que me abstivesse de relações anais por um mês, o que deixou a Yeva furiosa, questionando-o se isso era realmente necessário e, afirmando sem pudor que isso significava um prejuízo expressivo.
- Está vendo o trabalho que está me dando, moleque? Um mês, já pensou nisso? Um mês sem que os melhores clientes da casa possam tocar em você é um prejuízo enorme que, pode estar certo, você vai ter que recompensar até o último kopek! – proferiu zangada quando me deixou no meu quarto.
Não era com isso que eu estava preocupado, mas com o fato de não poder me encontrar com o Boris, o Sasha e o Misha de onde vinha um pouco de felicidade para encher meus dias naquela prisão e, com o fato deles estarem livres e soltos por aí com o tesão a lhes atiçar as rolas sem que eu as pudesse saciar. Quando descia para fazer as refeições perguntava por eles, onde estavam, se alguém os tinha visto, se sabiam o que tinham feito em suas folgas.
- O que te importa onde eles estão? Já te avisei para não se meter com eles, moleque! Eles são machos no auge da virilidade e você representa uma tentação que pode distraí-los. Se eu souber que você anda dando trela para algum deles, vou pedir ao Sr. Bugrov que tome providências, e isso não será nada bom nem para você, nem para eles. Já bastou que o Boris ficasse ao seu lado no hospital; lá você estava doente, mas agora fique longe dele e dos outros, está me ouvindo? – despejou irada.
- Não é à toa que dizem que a senhora é uma megera! Eu não fiz nada, só perguntei por eles por curiosidade, eu hein, nem se pode mais fazer uma simples pergunta. – devolvi
- Eu vou te mostrar quem é a megera aqui, seu pirralho desavergonhado! Me aguarde! Não pense que nasci ontem, sei muito bem o que quer perguntando por eles! – retrucou.
À medida que me recuperava, aproveitava para circular pelos jardins à noite quando o puteiro estava lotado e ninguém tinha tempo para me vigiar. O cuzinho eu não podia dar, mas chupar gulosamente as rolas dos três era o que mantinha nossa amizade ativa.
Havia se passado pouco mais de um mês que os capangas do Navichenko tinham violentado a mim e à Tatiana, que ainda estava se recuperando, quando os mesmos cinco voltaram ao casino numa madrugada pouco antes do enceramento das atividades. Dessa vez não vieram à procura de onde saciar suas taras, mas para causar o maior estrago possível. Uns poucos clientes ainda estavam no casino ao redor da roleta, e outros três fodiam as putas no andar superior quando os tiros começaram a pipocar por todos os lados criando o caos e pânico entre funcionários e clientes. Era mais um desafio de forças, de poderio, que o Navichenko estava esfregando na cara do Sr. Bugrov.
Infelizmente, dessa vez, o estrago não foi apenas material, dois clientes foram atingidos pelos tiros das submetralhadoras, um funcionário que servia as bebidas e uma das garotas que estava sentada no colo de um cliente persuadindo-o a subir para o quarto. Os seguranças da casa agiram rápido, o tiroteio foi intenso parecendo um campo de batalha. Eu estava na cozinha fazendo um lanche quando a balburdia começou e sabia que a Yeva estava no escritório fechando a contabilidade do dia antes do atentado começar. Os tiros a fizeram sair correndo para ver o que estava acontecendo. Aproveitei para entrar no escritório sabendo que ela fazia a contabilidade diária com gavetas e escaninhos destrancados. Fui direto para uma estante e para sua mesa e comecei a vasculhar tudo que estava nas prateleiras destrancadas. Os passaportes de todos nós estavam lá. Quase explodi de felicidade quando encontrei o meu e, rapidamente o enfiei no bolso. Junto ao meu estava o da Tatiana que, não sei por que motivo, também meti no bolso. A gaveta central da mesa dela estava aberta, com chumaços de 1000Ք e 5000Ք presos com elástico. Eu não era um ladrão, mas sabia que ia precisar de dinheiro para fugir dali, e não hesitei em meter alguns chumaços de cédulas no bolso.
Assim que levantei os olhos a Yeva adentrava desesperada ao escritório para pedir reforços, uma vez que dois seguranças da casa haviam sido alvejados pelos tiros, segundo desatou a revelar. Ela estancou abruptamente quando me flagrou enchendo os bolsos. Eu petrifiquei. Sabia que tinha acabado de assinar minha sentença de morte. Quis sair correndo, mas minhas pernas não obedeceram. Ela esbugalhou os olhos na minha direção, inclinou o tronco um pouco para frente e tirou a pequena Sig Sauer P365 que sempre trazia junto à coxa. Ao ver a pistola fechei os olhos e esperei pelo disparo fatal. Foram dois, eles ressoaram em estampidos altos, mas eu continuava em pé, sem sentir nada além do tremor que já havia se instalado quando ela me flagrou. Ao abrir os olhos, reconheci o sujeito que havia me arrebentado o cuzinho estirado no chão aos pés dela, dando as últimas estrebuchadas. A Yeva segurava a pistola com mãos firmes, como se nada a abalasse, quando voltou a me encarar. Do lado de fora, gritos, correria e tiros continuavam causando o caos.
O Misha entrou correndo passando por ela e apoiando o Boris cuja camisa tinha uma enorme mancha de sangue na altura do ombro esquerdo. Nesse instante o grito escapou dos meus lábios, sonoro, agoniado.
- Boris! Boris! O que vamos fazer, ele está sangrando muito? Precisamos pedir socorro, precisamos chamar a polícia! – desatei a falar desnorteado, correndo de encontro a ele sem saber se podia tocar naquele peitoral onde tantas vezes recostei a cabeça depois de ele encher meu cuzinho de porra.
- Chega de histerismo! Cala essa boca, moleque! – berrou a Yeva, percebendo que a situação toda estava fora de controle, que a casa caiu.
- Há dois seguranças mortos lá fora! Mais quatro capangas do Navichenko, um verdadeiro poço de sangue! – avisou o Misha, o que a deixou ainda mais desesperada, bem como a mim.
- Quem? Quem está morto? – perguntei, temendo que pudesse ser o Sasha.
- O Dimitri e o Yegor! – respondeu, pouco antes de eu vir surgir o corpão parrudo do Sasha que me apertou junto ao tronco assim que me viu intacto sem nenhum arranhão.
- Você está bem, moleque? – perguntou por desencargo de consciência.
- Estou! É o Boris, temos que ajudar o Boris! Não deixa acontecer nada com ele, Sasha, por favor, não deixa! – supliquei choroso, enquanto o próprio Boris mandava eu me controlar.
- Deixa de ter chilique, moleque! Não vê que foi um tiro de raspão? Temos que tirá-los daqui, e às pessoas que estão lá em cima. – disse ele, querendo voltar para a luta.
- Os capangas já fugiram quando se deram conta de que o atentado falhou. – revelou o Sasha.
- Então temos que resolver nossos problemas internos! – exclamou a Yeva, ainda segurando a pistola. Eu a encarei temendo que sua ira se voltasse contra nós.
De repente, a expressão em seu rosto se desanuviou, o olhar adquiriu um brilho diferente de tudo que eu já havia visto.
- Yeva! Me deixe sair daqui, por favor! Não quero morrer aqui dentro vendendo meu corpo. Quero ter uma vida normal como qualquer jovem da minha idade. – pedi, como último apelo à sua razão.
Ela hesitou, deu uns passos para fora do escritório e vislumbrou os estragos deixados nos dois salões principais, os mortos, as garotas quase nuas que choravam abraçadas umas às outras, um dos outros michês se descabelando agarrado ao macho que o acabara de foder no andar superior, a mobília toda revirada.
- Sumam daqui! Desapareçam! Vai moleque, não é isso que você quer, o que ainda está fazendo aqui me olhando com essa cara de idiota? Vocês, vão com ele! Levem-no para longe daqui, porque sozinho esse pirralho não chega vivo nem na próxima esquina. – eu mal podia acreditar no que estava ouvindo. Era a minha liberdade, era isso que ela estava me dando?
- Yeva! Obrigado, Yeva! – agradeci desatando a chorar.
- Vocês têm até o meio-dia para estarem o mais distante possível daqui. É quando vou avisar ao chefe de tudo que aconteceu por aqui, alegando que não o fiz antes por terem me amordaçado e amarrado àquela cadeira, onde vocês vão me deixar. – disse ela. – Se forem capturados, jamais permiti que fugissem, entendido?
Pouco antes de o Misha a prender à cadeira como havia sugerido e vendado sua boca, a Yeva se aproximou de mim, passou a mão macia e gelada no meu rosto sem dizer nada. Notei que estava emocionada, se fazendo de durona. Não sei como, mas de alguma forma consegui entrar no coração daquela mulher fria e calculista, nesse tempo em que me manteve prisioneiro naquele casarão.
- Amo você Yeva, obrigado! – afirmei
- Suma das minhas vistas, moleque! Antes que eu me arrependa. – devolveu emocionada.
Sasha me ajudando a apoiar o Boris corremos em direção ao Lada Vesta do Misha estacionado num canto do jardim, deixando tudo para trás. Na fuga, cruzei com a Tatiana chorando num canto do salão principal. Fui até ela, entreguei-lhe o passaporte junto com todas gorjetas que recebi dos clientes que fui buscar no meu quarto quando apanhei algumas roupas.
- Aqui está sua liberdade! – exclamei. – Fuja o mais rápido possível, o que tem aqui dá para você deixar o país, basta que seja ligeira! – ela me olhou estarrecida, não se moveu, apesar de eu a puxar para que se levantasse e saísse correndo. Pouco antes do Misha colocar o carro em movimento, eu a vi ainda parada no mesmo lugar como se nada mais a tirasse daquela inércia. Foi a última vez que a vi.
Praticamente toda família do Misha residia em Korosten na Ucrânia, e foi para lá que ele e o Sasha dirigiram por quase vinte horas, fazendo paradas rápidas e estratégicas para abastecer, ir ao banheiro, comprar alimento enquanto eu cuidava do ferimento do Boris no banco traseiro. O projétil entrou e saiu acima da clavícula sem a atingir, limitando o dano aos tecidos moles, o que facilitou estancar a hemorragia e aplicar curativos até ele ser avaliado pelo médico ao passarmos num hospital em Kiev, onde fizeram uma limpeza mais profunda da ferida e o medicaram.
Pernoitamos na casa dos familiares do Misha onde fomos bem acolhidos, e que se indignaram quando ele lhes contou tudo o que havia enfrentado naquele emprego como segurança do casino de um mafioso russo. Creio que ele omitiu propositalmente a outra atividade do casino para me poupar de explicações vexatórias. Também foi proposital, e disso não tenho a menor dúvida, ele me acomodar em seu quarto quando todos se recolheram bem tarde da noite.
Ele me esperava sair da ducha espichado na cama, manipulando o pauzão excitado cujo prepúcio completamente retraído deixava à vista a cabeçorra lustrosa e úmida. Abriu um sorriso ladino e sensual quando meus olhos se arregalaram para o cacetão grosso. Desenrolei a toalha da cintura e fui direto para o meio das pernas dele, assumindo os afagos no caralhão que ao primeiro dos meus toques, soltou as primeiras gotas de pré-gozo. Amparei-as com a ponta da língua antes de percorrer toda extensão da rola retona e veiúda, o que o fez soltar um grunhido rouco. Chupei o cacete e o sacão peludo dele por uns minutos, antes de ele me puxar contra o torso peludinho, meter a mão no meu rego e cutucar minha fendinha plissada, enquanto rolava um beijo de língua saboroso. Sentei-me em seu colo, espalmei as mãos sobre o peitoral quente e desci mordiscadas e lambidas pelo pescoço dele, rebolando sobre o pauzão duro. Ele enfiou os dedos mais fundo no meu cuzinho macio, quente e levemente molhado.
- Você tem um cuzinho muito guloso, moleque! Depois dele ter sido reconstruído, ficou ainda mais apertado! – sussurrou, antes das nossas bocas se unirem novamente.
Ele tirou os dedos que estavam me matando de tesão do meu cuzinho e encaixou a cabeça do caralhão. Fui deixando meu peso cair lentamente, tinha levado poucas rolas depois da musculatura anal ter sido suturada e ainda me sentia inseguro, especialmente diante de um cacetão grosso como o dele. O pauzão afundou dentro de mim firme e potente, abrindo caminho até eu sentir o sacão roçar meu reguinho. Gemi manhoso ao sentir que estava todo arreganhado pelo pauzão quente que pulsava no fundo do meu rabo.
- Gosto de sentir seu pauzão dentro de mim, Misha! – balbuciei, rebolando devagar para melhor acomodar a verga rija e grossa nas minhas entranhas. – Obrigado por tudo que está fazendo por mim!
- Também gosto de alojar minha pica nesse teu cuzinho macio, seu putinho tesudo! Cavalga meu cacete, moleque, cavalga como só você sabe cavalgar! – gemeu entre dentes, me segurando pela cintura enquanto eu subia e descia as ancas sentindo-o me estocar forte por baixo.
Ele metia com muito mais força que das vezes anteriores, como se quisesse deixar sua virilidade gravada na minha mucosa anal, o que me obrigava a gemer e ganir para suportar o arregaço. Para não despertar a casa imersa no silêncio, ele enfiou dois dedos na minha boca, que eu chupava com o mesmo empenho que havia mamado seu cacete. Sentindo que ia gozar, puxei a toalha sobre o abdômen trincado dele e me esporrei todo nela. Instantes depois, o Misha se despejava todo dentro de mim, amenizando com seu esperma leitoso e denso a ardência no meu cuzinho. Adormeci pouco depois, com ele encaixado em conchinha em mim, enfiando a cabeçorra do caralhão nos meus esfíncteres anais doloridos.
Tanto o Sasha quanto o Boris, eram naturais de Klaipèda, no litoral do Mar Báltico, na Lituânia, onde frequentaram o mesmo colégio e depois foram trabalhar no porto, numa função muitas vezes braçal o que fez com que adquirissem aqueles corpões enormes e parrudos; antes de também terem sido iludidos com promessas de um trabalho melhor em Moscou, onde acabaram sendo recrutados pelo Sr. Bugrov para um trabalho nada honesto, mas que pagava bem mais que o trabalho no porto.
Me despedi do Misha e de sua família, juntamente com o Boris e o Sasha, no dia seguinte ao nosso último coito. Quando nos beijamos na rodoviária de onde partiria nosso ônibus para Varsóvia, eu ainda estava todo úmido sentindo o sêmen dele no meu cuzinho. Tínhamos uma viagem longa pela frente, mas à medida que o tempo transcorria meu peito ficava cada vez mais oprimido, com um nó querendo subir à garganta. O Boris e o Sasha também o abraçaram com força fazendo suas palmadas sobre seus ombros ecoarem.
Segui com o Boris e o Sasha para Varsóvia de onde partiria o trem que me deixaria na estação ferroviária de Bialystok, enquanto eles seguiriam adiante até Klaipèda. Durante quase todo trajeto o Boris manteve a cabeça deitada no meu colo, usufruindo dos meus afagos em seu rosto hirsuto, na cabeleira curta e espetada e dentro de sua calça para onde ele guiava a minha mão enquanto o dia não amanhecia aproveitando-se da escuridão na qual o vagão estava mergulhado para desafogar o tesão que o vinha atiçando.
No meio da manhã ele me comunicou que desceria comigo na estação de Bialystok, que pernoitaria na cidade e que queria que eu ficasse com ele durante esse tempo. A despeito de não ver a hora de chegar em casa, eu não tinha como recusar quando notei o brilho sensual em seu olhar. A atração que havia entre nós não tinha nome, nunca foi mencionada ou sequer admitida, mas ela estava lá, toda vez que ficávamos perto um do outro. Quase enlouqueci quando vi todo aquele sangue empapando sua camisa depois que levou o tiro, achando que o ia perder para sempre.
- Se cuida, moleque! – disse o Sasha quando me apertou forte contra o peitoral maciço. – Vou sentir falta desses lábios carnudos e úmidos, dessa bundona roliça e desse cuzinho guloso! – afirmou, dando uma amassada nas minhas nádegas.
- Você também, seu brutamontes fofo! – devolvi com o olhar marejado, acariciando uma última vez aqueles redemoinhos de pelos entre seus mamilos.
O Boris e eu havíamos passeado a tarde toda do dia anterior pelas ruas de Bialystok, após almoçarmos num restaurante e feito o check-in num hotel da cidade. Falamos pouco, como se de repente não tivéssemos mais nenhum assunto. Era o peso e a angustia da despedida iminente nos bloqueando.
A noite mal havia caído quando fomos para a cama, a transa não podia mais ser adiada, nossos corpos ardendo feito fogo clamavam por ela. Eu logo estava com a bundinha carnuda exposta, as mãos dele me bolinando numa posse obstinada.
- Sempre gostei de te enrabar, moleque! Desde a primeira vez que te vi essa bundinha me fascinou, me deixou de pau duro. – afirmou, enfiando dois dedos no meu buraquinho quente.
Ele estava com as costas reclinadas na cabeceira da cama, pernas bem abertas exibindo acintosamente a enorme genitália na virilha pentelhuda. O caralhão duro parecia um poste apontando para mim. Beijei-o com ternura e tesão, depois fui descendo beijinhos provocantes e molhados pelo pescoço, peitoral, abdômen até me ver cara a cara com a cabeçorra vazando pré-gozo. Fechei os lábios ao redor dela e suguei. Ele gemeu, agarrou meus cabelos e empurrou o cacetão na minha garganta. Os dedos devassos dele não paravam de trabalhar na minha fendinha, e estavam me deixando louco, implorando para ser fodido. Não demorou e eu senti minha boca se enchendo do leite alcalino dele, engolindo jato após jato sem desperdiçar nenhuma gota.
- Caralho, seu putinho! Adoro sentir sua boquinha no meu cacete! Isso, mama, mama e engole minha porra, veadinho tesudo! – grunhia ele, se contorcendo enquanto esporrava.
Após um breve descanso, ele me mandou ficar de quatro, o pauzão já estava novamente à meia bomba e eu já sabia que naquele tesão todo em que ele estava, ia me arrebentar o cuzinho.
- Cuidado para não me machucar, Boris! Não se esqueça que faz pouco mais de um mês que reconstruíram meu cuzinho! – balbuciei, com o corpo todo tremendo de desejo.
Ele arreganhou minhas nádegas e meteu o rosto hirsuto com a barba por fazer no meu reguinho liso e começou a lamber minha rosquinha. Me arrepiei inteiro e senti o corpo estremecer.
- Ai Boris, entra em mim, me fode Boris, me fode macho! – gemi cheio de tesão.
Ele pincelou a cabeçorra melada nas minhas preguinhas e começou a forçar. Retive a respiração, empinei o rabão e esperei a penetração. A estocada foi bruta, eu gritei, o cuzinho foi se abrindo, o caralhão afundando em mim até o talo.
- Ai Boris, meu cuzinho, macho! – gemi maravilhado com a sensação dele pulsando dentro de mim.
- Está muito mais apertado do que antes, veadinho da porra! Nem acredito como está apertando a minha rola! Vou arrombar esse cuzinho macio, seu putinho tesudo! Pede para o teu macho te arrombar pede, putinho! – ronronava ele, socando forte e fundo me deixando todo arrepiado.
Ele parecia um animal selvagem grudado em mim, copulando sem dó e deixando o tesão descontrolado guiar suas estocadas potentes. Parecia que a qualquer momento a cabeçorra do pauzão ia aflorar na minha boca, depois de me atravessar inteiro. Nessa onda de prazer, meu pinto que balançava solto a cada estocada, começou a esporrar. Eu só gemia de prazer e dor, deixando o macho se saciar no meu rabo. Ele apertou meu tronco num abraço forte, colou seu peito suado nas minhas costas e soltou um urro gutural, inundando meu cuzinho de porra.
- Ah caralho, putinho! Sente minha porra, veadinho! Sente eu te inseminando, tesudinho gostoso do caralho! – grunhia ele, se estremecendo todo a cada jato de porra inoculado no meu cuzinho.
Me espantei com a quantidade de esperma que ele ejaculou no meu cu, a ponto de escorrer para fora quando puxou lentamente o cacetão pelos esfíncteres laceados. O Boris me puxou sobre seu peito, me beijou e me segurou em seus braços, enquanto eu fazia as pontas dos dedos rodopiarem entre os pelos do umbigo dele. Não precisamos falar mais nada, tudo que precisava ser dito foi expresso naquele coito.
Ainda o acompanhei na manhã seguinte até a estação de trem onde ele embarcou rumo a Klapièda. Por ser bastante cedo, a estação e a plataforma estavam envoltas num nevoeiro baixo. Havia poucas pessoas esperando para embarcar. Eu não conseguia olhar para o rosto contraído dele sem chorar.
- O que é isso agora, moleque! Vai chorar feito uma menininha? – questionou, se esforçando para disfarçar a emoção e os olhos marejados.
- Nunca vou me esquecer de você, Boris! Eu te .... – ele colocou o dedo sobre meus lábios e não me deixou continuar.
- Nem vai mais se lembrar de mim quando conhecer o macho que vai cuidar desse cuzinho pelo resto da vida! Só não o entregue ao primeiro aventureiro que aparecer! Ele é precioso demais para não ser aproveitado pelo macho certo! – sentenciou, voltando a me apertar contra o peito. Eu soluçava como se meu mundo estivesse desabando naquele momento, como se a felicidade jamais fosse me alcançar.
Ele embarcou sem olhar para trás, eu sabia que estava escondendo os sentimentos que nunca quis admitir sentir por mim. O trem deslizou devagar para fora da estação deixando estalos metálicos perdendo sonoridade, e eu esperei até ele desaparecer no nevoeiro. Apesar de termos trocado endereços e telefones, eu sabia que jamais o veria novamente. O Boris era um macho bissexual ativo, daqueles que sabem satisfazer um gayzinho novo como eu, mas que estão destinados a ter uma família tradicional.
Ali mesmo, na calçada em frente à estação, peguei um táxi e pedi que me deixasse na rua Topolowa em Supraśl. O motorista olhou algumas vezes pelo retrovisor e perguntou se eu estava bem quando notou que eu não parava de chorar. Respondi que sim, ele aceitou a mentira sem dizer mais nada.
As lágrimas pingavam do meu rosto quando fiquei parado em frente de casa. Tudo parecia estar igual há quatro anos quando saí dali acreditando que teria uma vida melhor seguindo o Sr. Rybakov. Foi debaixo desse telhado, entre as paredes dessa casa que estive realmente seguro, onde fui feliz cercado de pessoas que me protegiam e me amavam. Eu não tinha avisado da minha chegada, uma vez que ao empreendermos a fuga, não tínhamos certeza de chegar vivos a algum lugar. Minha mãe ficou sem ação quando veio abrir a porta. Por alguns segundos parecia não estar acreditando no que seus olhos viam.
- Wojciech! É você Wojociech! Ó meu Santo Stanislaw de Szczepanów! Czeslaw, homem de deus corra aqui, veja quem voltou para casa! – berrou eufórica, fazendo surgir a figura incrédula do meu pai. Lancei-me nos braços dos dois sem conter o choro.
- O que foi Wojciech? Você está bem? – perguntou meu pai.
- Sim, agora estou! – respondi sem conseguir soltá-los.
Nem me deixaram me acomodar direito, querendo saber por que não avisei que vinha, que teriam preparado uma festa, por que estava tão abatido, como era meu emprego em Moscou, se a cidade era bonita, se meu patrão estava satisfeito com meu trabalho.
- Me prostituí! Tive que dar cu! – respondi sem rodeios, voltando a cair no choro.
- Wojciech, o que está dizendo! – exclamou inconformado meu pai. – Se prostituiu? Por quê? Como assim? – continuou, passando desesperadamente a mão na cabeça.
- Era esse o emprego que o Sr. Rybakov tinha para mim! Me colocar num prostíbulo onde fui obrigado a vender meu corpo, entregar minha alma! – desatei a soluçar.
Depois de conseguir retomar o fôlego, fui relatando passo a passo tudo que se passou quando fui levado pelo Sr. Rybakov. Houve momentos em que minha mãe não conseguiu me ouvir, e chorava se culpando pela minha desgraça. Em outros, foi meu pai que se sentiu tão atingido pelos meus relatos que cerrou os punhos até seus dedos ficarem desbotados.
- Miserável! Vou matar esse sujeito! – exclamou furioso. – Vou pedir explicações ao Zaitsev, foi ele quem trouxe esse canalha para dentro da nossa casa! – vociferou.
- Ele já está morto! Soube disso durante a minha fuga quando um dos amigos que fugiram comigo recebeu uma ligação informando que o Rybakov tinha sido assassinado pelos capangas do rival do meu chefe. – revelei. – Além disso, eu duvido que o Sr. Zaitsev conhecesse a verdadeira atividade do Rybakov.
- Não importa! Vou falar com ele mesmo assim!
- Eles te machucaram, Wojciech? – perguntou aflita minha mãe, voltando a cair em prantos.
- Não quero falar sobre isso, mãe! Estou em casa agora, quero esquecer esses últimos quatro anos, quero esquecer que um dia fui a Moscou. – respondi, quando ela segurou meu rosto entre as mãos e beijou minhas bochechas. – Só quero que saibam que nesse período descobri que sou gay. – revelei
- Você não pode ser gay, Wojciech! – exclamou de pronto meu pai. – Por ter sido forçado a fazer coisas que não queria, você passou a acreditar que é gay, mas isso não é bem assim que funciona! – acrescentou.
- Sou, pai! Sou gay! Nem todas as vezes que me entreguei a um homem, o fiz por obrigação ou por ter sido forçado a isso. Eu conheci três homens que trabalhavam para o Sr. Bugrov, o motorista do bordel, e dois seguranças; foi com eles que fugi daquele lugar, foi com eles que estabeleci uma amizade que foi além do simples coleguismo, eu tive relações sexuais com eles nas quais senti uma realização maravilhosa, uma plenitude inexplicável.
- Está bem, Wojciech, voltamos a falar sobre isso mais tarde, quando você estiver mais calmo. – interveio minha mãe, também incrédula quanto ao que acabei de revelar.
No primeiro final de semana, meu irmão e minha irmã voltaram para casa para ver como eu estava e para saber das novidades. Não foi obviamente o que esperavam ouvir, mas foram solidários com a minha desgraça.
- Eu sempre desconfiei que esse pirralho era gay! – afirmou meu irmão, que sempre me aporrinhou, a certa altura.
- Não diga besteiras, Milosz! Desde criança você não dava sossego para seu irmão! Atazanava-o o tempo todo! – repreendeu minha mãe.
- Até posso ter pentelhado ele, mas sempre suspeitei que um dia ele ia queimar a rosca com algum macho! – sentenciou
- Cala essa boca, Milosz! Respeite o sofrimento pelo qual seu irmão passou! – recriminou severo, meu pai. – Se o Wojciech é gay ou não, isso jamais vai mudar o amor que sentimos por ele! – acrescentou.
Fiquei algumas semanas sem saber ao certo que rumo tomar na vida. Sentia falta dos meus três parrudões quando perdia o sono e me lembrava como era gostoso estar nos braços deles sentindo seus caralhões pulsando no meu cuzinho. Comecei a aventar a possibilidade de seguir os passos do meu irmão, e de muitos outros jovens que deixaram Supraśl para estudar na Universidade de Varsóvia ou na Universidade de Cracóvia. Acabei me decidindo pela Universidade Médica de Bialystok que não ficava distante de casa, depois de ter reencontrado um vizinho que havia estudado comigo no colégio, o Pavel.
- Não sabia que você tinha voltado! – exclamou surpreso quando nos encontramos casualmente no supermercado. – Quando voltou? Como está o trabalho em Moscou? – baixei envergonhado o olhar quando da última pergunta e não respondi. Ele não insistiu ao perceber que aquilo me machucava de alguma maneira.
- Tenho vindo para casa apenas nos finais de semana. Sabe como é, não tem comida melhor do que a de casa. – sentenciou.
- Falta muito para terminar a faculdade de medicina?
- Dois anos! Está bastante corrido, mas eu gosto!
- Estou pensando cursar medicina também! – revelei
- Sério? Que demais! E o emprego em Moscou, desistiu? Vem cursar a faculdade na Universidade de Bialystok, assim posso te dar todas as dicas e podemos passar mais tempo juntos. – sugeriu.
Nos tempos do colégio nunca tive uma amizade muito consistente com o Pavel, apesar de morarmos na mesma rua a poucas casas um do outro. Ele andava com uma turma de rapagões que viviam para o esporte, enquanto eu era mais retraído e me dedicava aos livros, romances, aventuras policiais, mistérios. Durante nossa breve conversa no supermercado pude constatar o quanto o corpo dele se desenvolveu desde a última vez que o vi. Aos vinte e dois para os vinte e três anos ele tinha um corpão de macho muito atraente, e que era o responsável por um bando de garotas suspirar por ele. De repente, eu estava fazendo mesmo, imaginando ser pego por aqueles braços musculosos, dominado por aquele corpão viril.
O Pavel passou a aparecer em casa com mais frequência, me convidava para um cinema, para um passeio pela cidade, para uma balada, ou simplesmente para tomar um sorvete numa sorveteria famosa da cidade fronteiriça a uma praça arborizada cheia de canteiros de flores e estátuas de bronze. Fomos nos entrosando devagar, ele me lançando olhares que eu havia aprendido a decifrar, tesão e cobiça; eu me sentindo cada vez mais atraído por ele, e com medo de falar sobre o que fiz em Moscou, temendo sua rejeição.
Uma noite, após uma sessão de cinema na qual ele discretamente ficou alisando a minha coxa, acabou se abrindo.
- Desde o colégio gosto de você, Wojciech! Nunca falei nada porque somos vizinhos e isso podia criar uma inimizade entre nossas famílias. Mas, a verdade, é que morro de tesão pela sua bundinha carnuda, pelo seu jeitinho inocente, por esses lábios vermelhos que são pura tentação. Me masturbei muitas vezes pensando em você, sonhando em ter você nos meus braços, você chupando minha rola, se entregando todo para mim. – confessou. Fiquei em silêncio, contive as lágrimas, mas ele as notou.
- Para ser sincero eu também sempre te admirei, gostava de te ver sem camisa jogando bola com os garotos do colégio, gostava quando vinha pedir meus cadernos emprestados para copiar o deixava de anotar em aula.
- Eu tinha preguiça de escrever, e seus cadernos eram a coisa mais linda de se ver, letra linda e legível, tudo organizado, observações feitas numa cor de destaque. Tudo tão bonito e harmonioso como você! Quero te namorar, porque sinto que você se sente atraído por mim, que gosta da minha companhia. Podemos namorar em Bialystok quando você for estudar lá, se tiver receio de se assumir para os teus pais.
- Não é essa questão, Pavel! É você quem nunca mais vai querer olhar na minha cara quando souber no que trabalhei em Moscou.
- Eu sinto que esse assunto te deixa perturbado! Me conta o que é, pode confiar em mim, jamais direi nada a ninguém, juro!
- Aquele homem que me levou daqui prometendo mundos e fundos, um emprego bem remunerado em Moscou, era um capanga de um poderoso mafioso russo. Ele me largou num prostíbulo de luxo onde fiquei refém e prisioneiro sendo forçado a dar o cu para clientes abonados. – revelei, sem conseguir reter as lágrimas.
- Agora você está aqui, está seguro! Não me importa o que te obrigaram a fazer, eu gosto de você como é, eu quero você exatamente desse jeito. Eu quero cuidar e proteger você, Wojciech! – asseverou, me apertando com força contra o tórax largo e sólido.
Naquela noite mesmo, ele me levou ao seu quarto no sótão, onde apenas o irmão estava em casa, pois os pais tinham viajado para a casa de praia de parentes em Karwia. Me despiu aos poucos, beijando delicadamente cada parte que desnudava, o que foi me arrepiando, atiçando minhas preguinhas e me fazendo suspirar ruidosamente.
- Quero meter nessa bundinha carnuda! Quero você todo para mim, gemendo com a minha pica atolada no cuzinho! – exclamava à medida que meu corpo nu ia se apresentando e que o tesão irrefreado o atiçava.
- Ai, Pavel! – gemi, voltando a sentir aquele desejo avassalador por um macho que não me pagava para foder meu rabo, mas que simplesmente ia se apossando dele sem pedir licença.
- Pede rola no cu, pede Wojciech! Pede a pica do teu macho no cuzinho, seu veadinho tesudo! – balbuciava ele, com a ereção cavalar saindo pelo cós da cueca, enquanto suas mãos amassavam meus glúteos durinhos.
Sentei-me na cama e arriei a cueca dele, um caralhão imenso saltou para fora com um delicioso aroma de macho. Era uma trolha tão cavalar quanto as do Misha, Boris e Sasha, senão mais calibrosa. As duas bolonas globosas pendiam pesadas no sacão comprido e peludo. A cabeçorra se destacava através de uma saliência que a fazia parecer um imenso cogumelo arroxeado. Ela estava babando quando peguei no pauzão e o coloquei na boca, sorvendo o néctar saboroso e translúcido que vertia. O Pavel gemeu e seu abdômen musculoso se retesou.
- Quando foi que esse troço cresceu tanto? – perguntei, espantado com o tamanho do cacetão. – ele sorriu orgulhoso e lisonjeiro.
- Deve ter sido de tanto eu me punhetar pensando na sua bundinha roliça. – respondeu. – Acha ele grande?
- Grande? Não seja modesto, Pavel! É enorme e você sabe disso! – respondi.
- É para você se sentir todo preenchido quando eu estiver dentro de você. Quero preencher seu coração e seu cuzinho! – afirmou.
Chupei e brinquei com o pauzão até ele encher minha boca com seu sêmen viril. Depois me entreguei de corpo e alma, sentindo-o pulsar forte dentro de mim, fazendo meu corpo reverberar em sintonia com o dele, até ambos gozarem a um só tempo, fundidos no coito que assinalou para sempre nossa união.