A Nerd Mais Puta da Internet. Capítulo 6: Modo Anônimo

Um conto erótico de Dr.jakyll6
Categoria: Heterossexual
Contém 3278 palavras
Data: 26/02/2026 12:50:25

Depois daquela primeira noite no apartamento secreto de Marcelo, algo mudou dentro de mim de uma forma que eu não conseguia explicar direito. Não era mais só tesão, aquela coisa física que vinha e ia embora depois do orgasmo. Não era mais só fantasia, aqueles devaneios que a gente tem e depois esquece. Era uma necessidade que crescia dentro de mim igual planta daninha, ocupando espaços que eu nem sabia que existiam, uma fome que precisava ser alimentada todos os dias, todas as horas, todos os minutos em que eu não estava com ele.

Mas eu também aprendi uma lição importante naqueles dias de culpa e medo: cuidado. Se a Fernanda descobrisse, tudo estaria perdido. Não só o meu caso com Marcelo, não só o meu relacionamento com Pedro, não só a minha relação com a minha irmã. Tudo. A família inteira, os almoços de domingo, as conversas no café, a confiança que levou anos para construir e que eu estava destruindo em questão de semanas.

Então eu precisei ser mais esperta. Mais estratégica. Mais profissional.

— A gente não pode mais gravar com seu rosto — eu disse para Marcelo dias depois, enquanto estávamos deitados na cama dele, ainda suados, ainda ofegantes, ainda tentando recuperar o fôlego depois de mais uma sessão intensa.

Ele virou a cabeça no travesseiro e me olhou com aqueles olhos que eu já conhecia tão bem, uma mistura de confusão e preocupação. — Por quê? O que aconteceu?

— Nada aconteceu. Ainda. — Sentei na cama, puxando o lençol para cobrir o peito, mas não por vergonha, e sim porque precisava de um momento para organizar os pensamentos. — Mas se ela descobrir, se ela vir seu rosto em algum vídeo, acabou. A gente precisa proteger você.

— Me proteger? — Ele se sentou também, passou a mão no rosto, esfregou os olhos com uma expressão que misturava cansaço e frustração. — Lena, eu já tô protegido. Ela não vai descobrir. A gente toma cuidado.

— Você não sabe disso. Ninguém sabe. — Virei para ele, coloquei a mão no seu rosto, senti a barba por fazer arranhando minha palma. — Olha, eu tô falando sério. Se ela vir seu rosto, se ela reconhecer você, a gente perde tudo. O que a gente tem, o que a gente tá construindo, tudo. Você quer perder isso?

Ele ficou em silêncio por um longo momento, os olhos fixos em algum ponto da parede. Eu via os pensamentos passando por trás daquela testa franzida, as possibilidades, os riscos, as consequências. Depois de um tempo, ele suspirou fundo e me olhou de novo.

— E como a gente vai fazer? — perguntou, a voz mais baixa do que o normal, quase um sussurro.

— A gente grava de um jeito que não mostre sua cara. Só seu corpo. Só seu pau. — Eu sorri, tentando aliviar o clima, mas no fundo eu estava tão tensa quanto ele. — Assim a gente continua, e ninguém descobre.

Ele riu, um riso nervoso, solto. — Meu pau vai ser famoso.

— Já é. — Aproximei o rosto do dele, senti o calor da pele, o cheiro do suor misturado ao meu perfume. — Pelo menos pra mim.

Ele me beijou, um beijo longo, demorado, cheio de uma urgência diferente. Era como se estivéssemos selando um pacto, um acordo silencioso de que íamos continuar, apesar dos riscos, apesar do medo, apesar de tudo.

E assim começamos uma nova fase. Mais cuidadosa, mais profissional, mas igualmente intensa. Talvez até mais intensa, porque o perigo adicionava uma camada extra de excitação que eu não sabia que existia.

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Nos dias seguintes, eu me dediquei a aprender a filmar de um jeito que só mostrasse o essencial. A câmera focava no pau dele entrando em mim, na minha boca chupando, na minha bunda rebolando em cima dele, nos meus peitos balançando com o ritmo das estocadas. De vez em quando, um close no meu rosto, nos meus gemidos, na minha entrega completa. Mas o rosto dele nunca aparecia, nunca, nem por um segundo.

— Assim fica ainda mais misterioso — eu disse depois de assistir a primeira gravação no estilo novo. — As pessoas vão imaginar quem é. Vão criar teorias, histórias, fantasias.

— E se descobrirem mesmo assim? — ele perguntou, ainda com aquele traço de preocupação na voz.

— Não vão. — Passei a mão no peito dele, sentindo o coração batendo acelerado. — Tô tomando cuidado. Muito cuidado. Mais do que você imagina.

Os vídeos bombavam. Os comentários enlouqueciam. Milhares de pessoas tentando adivinhar quem era o sortudo que tinha a sorte de comer a Lena toda noite. As teorias eram as mais variadas possíveis, desde atores pornô famosos até jogadores de futebol, passando por empresários anônimos e até figuras políticas. Ninguém desconfiava da verdade, ninguém imaginava que era o cunhado, o marido da irmã, o homem que aparecia nos almoços de domingo fazendo piada.

— Tão amando — eu mostrava pra ele, o celular cheio de notificações, os olhos brilhando de orgulho.

— Claro. — Ele me puxava para perto, me abraçava forte. — Você é a rainha.

— Nós somos — eu corrigia, beijando o peito dele. — Nós somos a rainha e o pauzudo misterioso.

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Mas não era só com ele que eu gravava.

Eu também estava cada vez mais ousada nos vídeos solo, explorando territórios que eu nunca tinha imaginado antes. Aprendi a me provocar na frente da câmera, a me tocar de um jeito que parecia que eu estava sendo observada por milhares de olhos famintos. Comprei brinquedos novos, daqueles que vibravam em frequências diferentes, que se moviam sozinhos, que simulavam coisas que eu nem sabia que existiam. Comprei lingeries diferentes, conjuntos caros, peças transparentes que mal escondiam alguma coisa. Cenários variados, desde o quarto até a sala, passando pela cozinha e até pelo banheiro.

— Hoje quero fazer um desafio — eu disse para Pedro uma noite, depois de mais uma transa onde eu tinha pedido para ele fantasiar que era o Marcelo.

Ele levantou a cabeça do travesseiro, os olhos ainda meio vidrados de tesão. — Que desafio?

— Vou filmar em lugar público.

— O quê? — Ele sentou na cama, a expressão mudando de relaxada para preocupada. — Lena, isso é muito perigoso.

— Por quê? — Eu me sentei também, encarando ele. — É de noite, não vai ter ninguém.

— E se tiver? E se alguém aparecer? E se a polícia chegar?

— Não vai. — Passei a mão no rosto dele, tentei acalmar. — Vou escolher um lugar deserto, um parque afastado, tarde da noite. Ninguém vai ver.

Ele ficou em silêncio, os olhos percorrendo meu rosto como se tentasse encontrar alguma certeza. — Você tem certeza que quer fazer isso?

— Tenho. — Eu sorri, um sorriso que eu esperava que transmitisse confiança. — Quero sentir a adrenalina. Quero sentir o perigo. Quero sentir que tô viva.

— Você é doida. — Ele riu, mas o riso tinha um fundo de preocupação.

— Sou. E quero.

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Naquela noite, fui para um parque deserto nos arredores da cidade. Vesti uma saia curta e uma blusa solta, nada que chamasse atenção à primeira vista. Por baixo, nenhuma calcinha. A sensação do tecido roçando na pele nua já me deixava excitada antes mesmo de começar.

Caminhei até um banco afastado, escondido atrás de algumas árvores. Coloquei o celular escondido num arbusto, ajustei o foco, apontei para o banco. Meu coração batia tão forte que eu conseguia ouvir as batidas nos ouvidos.

— Boa noite, seus tarados — comecei, sussurrando, a voz tremendo um pouco. — Hoje vai ser diferente.

Olhei em volta, certificando-me de que estava sozinha. O parque estava escuro, silencioso, apenas o som do vento nas árvores e alguns insetos noturnos.

Abri as pernas. A câmera focou na minha boceta, já molhada só de pensar no que eu estava fazendo.

— Isso mesmo. Tô num parque. Qualquer um pode aparecer. Qualquer um pode me ver.

Comecei a me tocar. Devagar no começo, apenas acariciando, sentindo a textura, a umidade. Depois mais rápido, mais intenso, os dedos deslizando, entrando, provocando. Eu gemia baixinho, tentando não fazer muito barulho, mas ao mesmo tempo querendo que alguém ouvisse, que alguém aparecesse, que alguém me visse naquela situação.

O vento frio na pele, o risco de ser vista, a adrenalina de estar ali, exposta, vulnerável... tudo me deixava mais molhada, mais excitada, mais perto do orgasmo.

— Isso... assim... — murmurava, a voz falhando.

Um barulho ao longe. Passos? Meu coração disparou. Olhei em volta, mas não vi ninguém. Provavelmente só um animal, um gato, um cachorro de rua.

Continuei.

— Vou gozar — avisei, sussurrando para a câmera. — Vou gozar aqui, no meio do parque.

Gozei. Gemi. O corpo inteiro tremendo, as pernas bambas, a respiração presa. O orgasmo foi tão forte que por um segundo eu esqueci onde estava, esqueci do risco, esqueci de tudo.

No final, olhei para a câmera, ainda ofegante, o rosto molhado de suor e lágrimas de prazer.

— Gostaram?

O vídeo bombou. Milhares de comentários em poucas horas. As pessoas amavam o risco, amavam a ousadia, amavam ver a rainha se expondo daquele jeito.

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Depois daquele, vieram outros desafios. Cada vez mais ousados, cada vez mais arriscados, cada vez mais excitantes.

Num shopping, no banheiro feminino, com gente passando do lado de fora, eu mal podia respirar de tão nervosa. No estacionamento de um mercado, encostada num carro, olhando para as câmeras de segurança, imaginando se alguém estava me vendo. Na escadaria de uma igreja, tarde da noite, sentindo o peso do pecado em cada movimento, em cada gemido. Em cada lugar, um risco maior, uma adrenalina maior, um tesão maior.

— Hoje é na praia — eu disse, dias depois, para um Pedro cada vez mais acostumado com minhas loucuras.

— Praia? — ele perguntou, levantando uma sobrancelha.

— Vazia. De madrugada.

— E se tiver alguém?

— Não vai.

Fui. Deitei na areia fria, ouvindo as ondas quebrarem ao longe. O céu estava cheio de estrelas, a lua brilhava forte, iluminando meu corpo nu. Abri as pernas, me toquei, gozei olhando para as estrelas, sentindo a imensidão do universo e a pequenez do meu corpo naquela praia deserta.

— Perfeito — murmurei, sozinha, para ninguém.

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Foi numa tarde que recebi a mensagem que mudaria tudo de novo.

Um influenciador famoso, com milhões de seguidores, daqueles que apareciam em todos os podcasts, em todas as festas, em todas as capas de revista. Nome: Rick Falcão.

*"Lena, admiro seu trabalho. Vou dar uma festa na minha cobertura esse fim de semana. Quero te convidar."*

Fiquei olhando para a tela por um longo tempo, o coração batendo acelerado. Rick Falcão. O cara dos podcasts eróticos, das entrevistas polêmicas, das festas que viravam notícia. Ele me conhecia. Ele me admirava. Ele me queria na festa dele.

Mostrei para Marcelo na primeira oportunidade.

— Rick Falcão? — ele leu, os olhos arregalados. — Aquele dos podcasts?

— Esse mesmo.

— Nossa, Lena. Ele é gigante.

— Eu sei.

— E você vai?

— Tô pensando. — Mordi o lábio, insegura. — É muita exposição.

— Exposição boa. Pode ser bom pra sua carreira. Pra você crescer ainda mais.

— E a gente? — perguntei, sentindo um aperto no peito.

Ele me puxou para perto, me abraçou forte. — A gente continua. Sempre. Mas você precisa crescer. Precisa aproveitar as oportunidades.

— Você não vai ficar com ciúmes?

— Vou. Claro que vou. — Ele riu, um riso sem graça. — Mas também tô orgulhoso. Você é minha amante, mas é uma influenciadora também. Faz parte.

Beijei ele. Um beijo longo, demorado, cheio de gratidão.

— Você é incrível.

— Sei.

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No sábado, me arrumei com cuidado.

Escolhi um vestido dourado, longo, mas com uma abertura na lateral que subia até quase a cintura. Quando me movia, a pele aparecia, e dava para ver a lateral da calcinha — uma calcinha preta, de renda, que eu tinha comprado especialmente para a ocasião. O decote nas costas era profundo, mostrando quase toda a pele. Salto alto, batom vermelho, cabelo solto caindo sobre os ombros.

Quando me olhei no espelho, vi a mulher que eu tinha me tornado. Não era mais a menina nerd de moletom. Não era mais a irmã certinha da Fernanda. Era a Lena. A rainha.

Passei no apartamento de Marcelo antes de ir. Quando ele me viu, paralisou.

— Caralho, Lena.

— Gostou?

— Você tá... você tá perfeita. — Ele se aproximou, passou a mão na abertura do vestido, sentiu a pele. — Isso é muito ousado.

— É a ideia.

— Você vai matar todos lá.

— Só quero matar você.

Beijei ele. Um beijo rápido, para não borrar o batom.

— Me conta tudo quando voltar — ele pediu.

— Prometo.

— E toma cuidado.

— Sempre.

---

Quando cheguei, a cobertura estava lotada. Gente bonita por todo lado, música alta, bebida cara, luzes coloridas piscando. Todos me olhavam, sussurravam, apontavam. Eu era a atração principal, mesmo sem fazer nada.

— Lena! — Rick me recebeu com um abraço caloroso, apertado, demorado. Os olhos dele percorreram meu corpo, pararam na abertura do vestido, na pele aparecendo. — Que honra ter você aqui. Esse vestido... é uma obra de arte.

— A honra é minha. — Eu sorri, tentando parecer mais confiante do que me sentia.

— Vem, vou te apresentar umas pessoas.

Ele me levou para conhecer outros influenciadores, artistas, empresários, gente que eu só via na televisão ou nas capas de revista. Todos me tratavam como celebridade, como se eu fosse uma deles, como se eu pertencesse àquele mundo.

— Adoro seu trabalho — uma moça linda, morena, olhos verdes, disse.

— Obrigada. — Eu sorri, sem jeito.

— Seus vídeos são incríveis. A forma como você se entrega... é inspirador.

— Faço com amor.

No meio da festa, quando a noite já estava mais avançada e as pessoas mais soltas, Rick me puxou para um canto mais reservado, perto da sacada, com vista para a cidade iluminada. O vento soprava, levantando meu cabelo.

— Lena, queria te propor uma coisa.

— O quê? — Meu coração acelerou.

— Uma collab. Você e eu.

— Que tipo de collab?

— Um vídeo. Leve. Só dançando, provocando. E quem sabe algo mais. — Ele me olhava nos olhos, sério, mas com um brilho de desejo ali. — A gente junta nossos públicos, faz algo diferente.

— Por que eu?

— Porque você é a rainha. — Ele sorriu, mostrando os dentes perfeitos. — E porque eu te admiro. Muito.

— Vou pensar — respondi, finalmente.

— Claro. Me avisa.

Ele se aproximou mais. Tão perto que eu sentia o calor do corpo dele, o cheiro do perfume caro.

— Quer ver um exemplo do que eu gosto de fazer? — ele perguntou, puxando o celular do bolso.

— Claro.

Ele abriu a galeria, procurou um vídeo. Quando deu play, meu coração parou.

Era uma gravação profissional, bem iluminada, com uma mulher linda, morena, corpo escultural, ajoelhada na frente dele. Ela chupava o pau dele com uma vontade, uma entrega, uma devoção que dava para ver nos olhos dela. E o pau... meu Deus.

Era enorme. Muito maior que o de Marcelo. Grosso, comprido, as veias saltadas, a cabeça roxa e brilhante. A mulher mal conseguia engolir tudo, a saliva escorria, os olhos marejados, mas ela continuava, feliz, satisfeita, realizada.

— Essa é a Carol — ele disse, sem tirar os olhos do vídeo. — Uma das minhas collabs favoritas.

— Ela... ela parece amar.

— Ama. Todas amam.

Ele virou o celular para mim, me mostrando cada detalhe. O pau entrando e saindo da boca dela, a língua lambendo a cabeça, as mãos massageando a base.

— Imagina você aí — ele sussurrou. — Imagina você no lugar dela.

Eu não conseguia desviar. Fiquei hipnotizada.

— Gostou do que viu? — ele perguntou, desligando o vídeo.

Levantei os olhos para ele. Senti o rosto queimar.

— É... impressionante.

— Impressionante é pouco. — Ele guardou o celular, se aproximou mais. — Imagina o que a gente podia fazer junto.

— Rick...

— Tô só mostrando o que eu posso oferecer.

Ele se inclinou. Dessa vez, eu sabia o que vinha. Mas não me movi.

Ele me beijou.

A boca dele era quente, macia, diferente de Marcelo, diferente de Pedro. Mais experiente, mais seguro, mais dono de si. A língua encontrou a minha, e por um segundo eu me perdi.

Depois, recuei.

— Isso não pode acontecer de novo — eu disse, a voz falhando.

— Por que não? — Ele sorriu, sem culpa. — Foi bom.

— Não é sobre isso. É sobre... outras coisas.

— Entendo. — Ele deu um passo para trás. — Mas se mudar de ideia... tô aqui.

Ficamos em silêncio por um momento. O vento soprava, o barulho da festa ao longe.

— Sobre a collab — eu disse, mudando de assunto. — Vou pensar e te aviso.

— Pode deixar. Tô aqui.

Ele se afastou, voltou para a festa. Fiquei na sacada por mais alguns minutos, tentando organizar os pensamentos. O gosto do beijo do Rick ainda na boca, a imagem do vídeo gravada na mente, o pau enorme dele, maior que o de Marcelo, aquele monstro que eu tinha acabado de ver em ação.

E uma parte de mim, uma parte pequena e suja, queria saber como seria.

---

Saí da festa de madrugada, a cabeça girando de tantas emoções. O gosto do beijo do Rick ainda na boca, a imagem do vídeo na mente, a culpa e o tesão misturados numa bagunça que eu não sabia desembolar.

Liguei para Marcelo no caminho.

— Acordado? — perguntei, a voz cansada.

— Sempre por você. — Ele respondeu na hora, como se estivesse esperando.

— Vou aí.

— Vem.

Fui para o apartamento dele. Quando entrei, ele já estava me esperando, sentado na cama, o olhar ansioso.

— E aí? Como foi?

Sentei ao lado dele, respirei fundo.

— Foi... intenso.

— Conta.

Contei tudo. As pessoas, as conversas, a proposta. E o beijo.

Quando cheguei na parte do beijo, ele ficou tenso. Vi os músculos do rosto dele se contraírem, as mãos fecharem.

— Ele te beijou?

— Foi rápido. Eu não esperava.

— E você? Gostou?

Pensei. Não podia mentir.

— Não foi sobre gostar. Foi sobre o momento. A surpresa.

— Lena...

— Não muda nada, Marcelo. Não muda o que sinto por você.

Ele ficou em silêncio por um longo tempo. Eu via a luta interna dele, o ciúmes brigando com o desejo de confiar.

— Eu tô com ciúmes — ele disse finalmente. — Muito ciúmes.

— Eu sei. E entendo.

— E agora? Ele quer fazer uma collab com você.

— Quer. E eu tô pensando.

— Pensando no quê?

Olhei nos olhos dele.

— Em fazer. Mas com você junto.

— Junto? Como assim?

— Você vem comigo. Usa uma máscara. Ninguém vai saber que é você. A gente faz o vídeo com o Rick, mas você tá lá, me comendo, mostrando que eu sou sua.

Ele pensou, os olhos percorrendo meu rosto.

— E o Rick?

— O Rick fica com outra putinha. Alguém que ele escolher. A gente faz um vídeo com os quatro. Eu e você, ele e outra.

— Você acha que ele topa?

— Vou perguntar.

Ele ficou em silêncio por um momento. Depois, um sorriso lento apareceu no rosto dele.

— Você é doida.

— Sou. E quero.

— E você acha que isso vai resolver meu ciúmes?

— Vai mostrar que você é o único. Que mesmo com ele ali, com todo mundo olhando, eu vou escolher você.

Ele me puxou para perto, me beijou com uma fome que eu conhecia bem. Dessa vez, o beijo tinha um gosto diferente. De posse. De segurança.

— Tá bom. Vamos tentar.

---

No dia seguinte, mandei mensagem para Rick.

*"Rick, sobre a collab... tenho uma proposta diferente."*

*"Fala."*

*"Quero fazer um vídeo com você, mas com meu parceiro também. Ele usa máscara. Ninguém vai saber quem é. E você escolhe outra mina pra participar."*

Dessa vez, a demora foi maior. Eu fiquei olhando para a tela, o coração acelerado, imaginando o que ele ia dizer.

*"Interessante. E por que essa ideia?"*

*"Porque ele tem ciúmes. E eu quero mostrar que ele não precisa ter."*

*"E você? O que acha?"*

*"Acho que vai ser incrível."*

*"Topo. Vamos marcar."*

Sorri. Mostrei para Marcelo.

— Ele topou.

— Sério?

— Sério. Vamos fazer.

Ele me abraçou.

— Você é a mulher mais incrível que eu já conheci.

— Sei.

— E eu te amo.

— Também te amo.

— E nunca mais vou ter ciúmes.

— Vai sim. Mas agora você sabe que não precisa.

Ele riu.

— É. Sei.

Beijei ele.

E o futuro começou.

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Comentários

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Ela já ta apaixonada pelo Marcelo e ta esquecendo totalmente do Pedro.

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Só imagino que a mulher que o rick vai escolher seja fernanda, não sabemos quase nada dela, ela pode muito bem ser igual a helena

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