O BRILHO QUE CARREGO EM MIM Parte 2 = Despertar de Uma Mente Curiosa

Um conto erótico de Paulo / Priscila
Categoria: Trans
Contém 3813 palavras
Data: 26/02/2026 01:21:10
Última revisão: 26/02/2026 02:02:04

Pois é… Eu Paulo de calcinha com a minha prima e a amiga de madrugada… Como explicar como eu estava me sentindo? Acho que a maioria vai pensar, poxa é só uma roupa de baixo. Não é. Ali ao redor do meu quadril, cor-de-rosa, estampada com a Minnie dentro de um coração escrito love, em cada pedacinho do tecido, era a minha prova de existência, naquele momento eu me senti plenamente Priscila, não uma máscara, mas uma, eu, completa.

Após toda a choradeira, percebendo minha euforia de estar de camiseta e calcinha, minha prima aproveitou e me maquiou, uma maquiagem leve, ela me ensinou sobre como por já ter traços delicados a maquiagem pesada só ia machucar a minha pele, que a leve já mais do que funcionava, eu sorri olhando para o espelho, pela primeira vez o que eu via no espelho estava ali.

“Você é muito linda Priscila." eu olhei para ela e sorri, “Nem acho tanto.”, eu ainda conseguia ver traços de menino por baixo daquilo e isso era o defeito que estava vendo nos olhos puxadinhos negros, nos cachos enormes negros, na pele morena, ela parada do meu lado, toda branquinha loirinha de olhos azuis, um lembrete do quanto o sangue indígena do meu pai me marcava diferente na família, eu e a Patrícia.

Depois de tudo isso, nós três, as três meninas de camiseta e calcinha, fizemos o que eu e Suelen mais gostamos de fazer durante a vida toda, colocamos vídeos no Youtube de músicas e coreografias e ficamos dançando até cansar, suficiente para as três podermos ir dormir esgotadas, as meninas dividindo o quarto da minha prima e eu dividindo o quarto com a minha mãe…

O sítio do meu tio possuí uma casa grande e velha que ele reformou, está na família dele e da minha mãe a literal mais de três gerações, a casa possui 6 quartos, destes 5 estavam ocupados, eu e minha mãe estávamos no mesmo quarto, (algo que ela fazia questão), minha irmã e marido, assim como meu primo e esposa em seu próprio quarto, Suelen e Valéria no mesmo quarto.

Entrei no quarto da minha mãe, já de banho tomado, para tirar a maquiagem, o meu short e camiseta e fui dormir de calcinha, eu estava me sentindo mágica, tudo podia ser possível, era como me sentia… Quando acordo minha mãe está mexendo na minha mochila, me sento, “Paulo você viu aquele meu vestido azul?”, sempre as mesmas desculpas, se tivesse encontrado a calcinha já estaria no lixo. “Não mãe, não vi.”, “Achei que poderia estar na sua bolsa.”, ela sai do quarto envergonhada por não ter achado nada.

Respirei aliviada que ela não achou, mas era uma questão de tempo, um dia eu ia acordar e não teria mais calcinha, nunca perguntaria, mas saberia, minha mãe destruiu mais uma prova, de que seu menino, não é um menino, Suelen me deu a cor-de-rosa, uma preta com símbolos do Batman e uma azul toda rendada, que eu estava fascinada e eu tinha escondido elas na fronha do travesseiro…

Escondida de todos, coloquei minhas roupas na máquina inclusive a calcinha que tinha usado no dia anterior, uma vez tudo lavado, fiquei de olho na lava e seca, mas precisava encontrar um bom esconderijo, fronha do travesseiro não ia resistir ser vasculhada, quando eu não estivesse na cama, eventualmente, estava pensando quando minha irmã me puxou para um canto.

“Priscila, a Suelen me falou das calcinhas.”, eu fico olhando para ela, vermelha e sem jeito, “Relaxa menina, calcinha eu também uso, eu só queria perguntar, se você não quer deixar no meu quarto, lá a mamãe não mexe.”, eu sorrio super contente e faço que sim com a cabeça, claro, pegar coisas do quarto da minha irmã ia ter que ser escondido, mas era perfeito, ali ela dava os primeiros sinais do que me prometeu.

Meu tio logo cedo já falou que iríamos pescar depois do almoço, respirei fundo, tentei achar um motivo para ficar, mas minha mãe me cortou direto, “Todos os homens vão, porque vai ficar só você aqui? Claro que vai.”, eu tentei argumentar, mas sabia que era inútil, minha irmã também sabia, meu tio e mãe juntos, significa que a decisão já estava tomada, ninguém iria conseguir impedir o Senhor Alberto de ter o que decidiu.

A questão é que na hora do almoço o ocupante do 6° quarto, meu maior tormento chegou. Padre Tadeu… O que falar sobre ter um padre na família, minha irmã sempre foi alvo das críticas dele, ele achava suas roupas, sempre curtas de mais ou justas de mais, Suelen também sofria um pouco com isso, já eu, ‘fala pra fora que nem homem’, ‘que postura é essa’, eram as crítica mais comuns.

Meu tio e mãe eram os únicos que chamavam ele de Tadeu, para minha tia, meu cunhado e a mulher do meu primo, era Padre Tadeu, para os primos mais jovens, já que ele era primo da minha mãe e do meu tio, era só Padre, qualquer demonstração de mais intimidade que isso sempre foi cortada pelos nossos pais. Eu escutei que ele estava aí enquanto terminava de me arrumar após o banho.

A gente via ele só em visitas, geralmente uma por ano, eu estava ainda mais menina, estava com uma calça cargo e tênis para acompanhar meu tio, na parte de cima, uma regata, que praticamente desenhava meu corpo marcando a cintura, por baixo eu estava com a calcinha azul de rendinha, era confortável estar com ela, me sentia poderosa, me sentia tão…

Eu me sentia excitada e livre, não era uma excitação sexual como já disse, era outra coisa, ao mesmo tempo me sentia super vulnerável, sentindo um bom pedaço da minha bunda em contato direto com a calça, pelo formato da calcinha, quase meia bunda de fora, isso me fazia sentir tão, VIVA, como eu jamais me senti na minha vida. Como explicar a sensação de existir? Eu estava ali, existindo, no meio de todos de calcinha…

Padre Tadeu cumprimentou meu tio, depois minha tia e minha mãe, aí meu primo e esposa, depois meu cunhado e minha irmã, um ritual de hierarquia muito bem marcado, deixando claro a posição de cada um perante essa família… Não… Perante esse Deus que ele representava, só depois de passar pelos casados em ordem, marido depois esposa, ele veio me cumprimentar, parou um tempo me olhando, como se percebesse algo.

A primeira coisa que me vem na mente é a calcinha, eu sinto como se ele pudesse saber sobre isso, eu não sei se alguém aqui já teve esse tipo de fé, a sensação de que aquele homem, representante de Deus, realmente pode ver seus pecados, eu me senti corando, me senti prendendo a respiração, ele me abraçou de leve, “Muito tempo Paulinho, bom dia.”, “Bom dia padre.”, ao se afastar de mim, ele faz de leve o símbolo da cruz, algo que ele sempre fez, uma pequena bênção, mas que ali, de calcinha, eu senti como se fosse o próprio fogo sagrado, marcando minha alma para Satanás.

Aí ele foi cumprimentar as meninas… Eu estava sufocando em culpa, sentindo meu pecado queimando minha pele e devastando minha mente, quando resolvi sair e me sentar na varanda, minha respiração acelerada, meu corpo todo tremendo, segurei a cruz de prata, que carregava no meu pescoço em uma correntinha de prata, uma cruz dada pelo próprio padre Tadeu quando era criança, para me proteger do pecado, que todos viam, mas ninguém falava, quando eu já era menininha desde pequeno.

Eu a seguro com medo de que ela me queimasse de alguma forma e recitei as orações que fazia desde criança, porque me sentia melhor com elas. “Pai não sou digna, mas diz uma palavra e serei salva.”, palavras simples a primeira vista, mas marcam algo bem forte, como a mulher de samara eu sabia que não era um dos filhos de Deus, eu era só uma cachorrinha, implorando por migalhas debaixo da mesa, por ser uma menina que vive em pecados, somente Deus poderia me perdoar, a igreja jamais o faria.

“Pri?”, eu dou um pulo de susto, olhando para a minha irmã, meus olhos cheios de lágrimas, ela sem dizer nada me abraça apertado… “O que houve meu amor?”, “Nada, só pensando, em tudo…”, ela sorriu e me fez carinho nos cabelos, sorriu para mim, “Você está linda hoje, seu sorriso está diferente.”, eu fico vermelha e sem jeito desvio olhos, o que faz ela dar risada, “Está de calcinha?”, eu faço que sim com a cabeça, olho para ela e ela está sorrindo para mim.

“Não deixa pensamentos bobos tirarem seu momento, curte mulher, você merece ser feliz.”, eu faço sinal de positivo com a cabeça, pensando olho para o terreno, a piscina, logo atrás um campinho de futebol, árvores ao redor de tudo inclusive da casa. “Patrícia? Você acha que a minha existência é um pecado?”, eu olho para ela com sinceridade, precisando de uma resposta. “Eu acho que a igreja é feita por homens, para homens, acho que Deus está nas palavras e no coração daqueles que querem o bem”, eu sorrio, meio tímida ainda em dúvida, mas entendendo…

No almoço é claro, todos tivemos que fazer a oração do pai nosso junto com o padre, após isso pudemos comer com calma, “Paulinho você se confessa com frequência?”, a pergunta veio diretamente do padre, eu olho para ele, a sensação de que ele vê através de mim travou a minha língua, “Claro Tadeu, eu levo meu filho para se confessar pelo menos uma vez por mês.”, minha mãe responde me tirando desse lugar desconfortável, achando que foi uma crítica para ela.

Eu aproveitei para ficar quieta e fingir que não era comigo, afinal, a última coisa que eu precisava era sinalizar mais culpa do que aparentemente eu já estava sinalizando, o padre olhou para todos com um sorriso sem graça, sem tirar os olhos de mim, eu fico sem jeito, mas logo terminamos o almoço e íamos pescar, aliás o padre para não ficar em meio as ‘mulheres’, minha mãe, irmã, tia, prima e a amiga da minha prima, decidiu vir conosco.

Estávamos todos na toro do meu tio na frente o tio Luiz e o Padre Tadeu, atrás, meu primo, eu e o meu cunhado nessa ordem, eu estava toda encolhida entre os dois, todos conversando durante o caminho saindo do sítio do meu tio é uns 20 minutos de carro até um pesqueiro, para pescarmos como meu tio havia prometido, eu estava um pouco incomodada e espremida, com um celular nas mãos e exposta aos dois que estavam na frente.

A verdade é que ficar com a cara no celular, enquanto todos conversavam era um jeito de eu ficar no meu mundinho, porque eu estava completamente fascinada de estar de calcinha ali no meio deles e ninguém perceber, eu estava me sentindo tão vulnerável, com medo de alguém perceber, mas ao mesmo tempo tão bem comigo mesma, que as duas emoções viravam algo mais o tipo de alegria, que deixava meu coração acelerado enquanto tentava esconder, os sorrisinhos. O celular servia bem como desculpa para eu estar sorrindo atoa.

Eu desço do carro me sentindo livre e solta, até percebi que a calça tinha entrado um pouquinho no bumbum na costura, mas eu realmente estava me sentindo tão menina, que até isso era mais motivos para encantamento do que incômodo, então só deixei ajeitando tudo com os outros para nossa pescaria, só quando reparei os olhos do meu tio e do padre Tadeu, o primeiro com desejo e fogo nos olhos, o segundo, parecia estar vendo meus pecados, era um olhar de julgamento intenso e assustador.

Eventualmente eu relaxei e deixei para lá… Estávamos pescando e eu estava me divertindo, Meu tio Luiz, o Padre Tadeu, meu primo André, muito bons pescadores, meu cunhado um bicho da cidade, péssimo, eu acostumada com o meu tio, mais pra ruim, só que conseguia alguma coisinha de vez em quando… Também sem querer acabei olhando os homens a minha volta, quando percebi já tinha comparado eles.

Meu tio, homem alto, de pele clara, os cabelos castanhos quase louro com os filhos, olhos azuis, seu corpo forte por trabalho tanto aqui no campo, mas também academia e prática de esportes, usava uma bermuda confortável e uma camiseta folgada, dava para ver seus músculos dos braços, ele sempre manteve barba e bigode e sempre foi um homem grande em todos os sentidos, os ombros largos, o peito estufado, as pernas e braços grossos.

André muito parecido com o pai, grande, forte cabelos castanhos quase louros nos ombros, os olhos azuis, mas mantém a cara limpa, mas se esforça bem mais na academia do que em trabalho mesmo, não é tão acostumado a carregar peso trabalho pesado como o pai, usava uma bermuda preta de exercício que evidenciava um pouco mais o músculo das coxas, além de uma blusinha regata que parecia que iria rasgar a qualquer momento quando flexionava os músculos do peito ou do braço.

Meu cunhado, não é bem uma pessoa em forma, os braços e pernas são fortes porque ele é gordinho, gordinho gostoso, SEM DÚ-VI-DA, mas gordinho, minha irmã tirou a sorte grande, mesmo a barriguinha é charmosa, os cabelos crespos e a barba cheia, faz ele ter a cara de Homem sabe, tipo, não há nada nele que não exale testosterona, os braços peludos, as pernas peludas, não uma masculinidade, forjada no trabalho ou academia como meu tio e primo, mas definitivamente uma masculinidade que parece transbordar. Ele também como meu tio, preferiu uma bermuda e camiseta confortável.

Por fim Padre Tadeu, o homem de cabelos pretos, olhos castanhos claros quase mel, estava de calça comprida como eu, uma calça jeans azul, camisa polo preta, falso magro definitivamente, eu acostumada a ver ele de social ou batina, sempre pensei em um homem magro, mas ele tinha um braço bem definido, apenas magro, os músculos proeminentes, visíveis, era… Interessante…

Na verdade enquanto analisava eles, não deixava de pensar em mim mesma e o quanto destoava desse quadro, a indiazinha de pele morena bem marcada, os olhos puxadinhos negros, os cabelos negros em cachos cheios e grandes, os ombros estreitos, com o corpo magro, a cintura marcada por uma regata que praticamente, desenhava minha silhueta ao invés de esconder, uma calça cargo, que estava enfiada no bumbum e marcava bem o quadril redondo e a bunda cheinha, unhas perfeitamente cuidadas, lábios naturalmente bem vermelhos.

Uma menina no meio de quatro homens, sendo que dois deles, Danilo meu cunhado e André meu primo eu sabia que mal reparavam na minha presença, mas meu tio, ainda olha bastante para a minha bunda, deixando eu perceber que está olhando e reparando e às vezes ajeitando o volume na bermuda… O padre, parece ter sentido algo, como se as forças superiores que ele serve tivessem avisado que ele está diante de uma pecadora, ele imagina o tipo de pecado, mas não têm provas.…

Mas o pior é que estava no meio desses devaneios pecaminosos, quando reparei, que os dois repararam que eu também estava olhando… Eu fiquei um pouco sem jeito, disfarcei mal, meu tio me deu uma boa encarada em mim e mandou um joinha, sarcástico, com uns seis sentidos diferentes em uma situação como essa, o padre apenas, disfarçou possivelmente, achando que já estava encarando demais, o que me fez relaxar um pouco..

Apesar da tensão crescente entre tio, sobrinho e padre, desejo, curiosidade, julgamento,, meu primo e cunhado pareciam completamente alheios, se divertindo, as conversas fluíam, até eu comecei a ficar mais relaxada e participar das conversas, das piadas sobre futebol, uma arte que aprendi bem nova, aprender a fingir que assuntos de meninos me interessam para não colocar um alvo no meu peito, mas ainda sentia os olhares do meu tio, pior que isso, um frio na espinha me dizia que eu queria esses olhares..

A questão é que… Por instinto, meio sem querer querendo, excitada por estar de calcinha, sendo desejada por um homem, eu comecei a dar pequenas escapadas, usar um pronome feminino, que todos pareciam não perceber ou só ignorar, rebolar de leve, toda vez que o meu tio me pedia para pegar uma cerveja no cooler, sabendo que estava sendo olhada, eu já tenho pose feminina, mas consigo me soltar e ficar ainda mais feminina, no jeito de sentar, de me mover.

Isso foi fazendo os olhares do tio ficarem em mim, o Padre tão acostumado a me censurar, pareceu perceber qual é a do meu tio, preferiu seu silêncio, ele queria, me censurar, ele queria, dizer algo, mas o ambiente não era propício, dizer algo publicamente, atrairia atenção também para o meu tio, ele pareceu se perder em algum pensamento, de como resolver um puzle tão complexo, chamar tal atenção, quebraria a máscara, tão delicadamente construída, de que sou um menino….

Até que o Luiz bêbado, resolve, ousar, “Paulin’, ajuda aqui o tio? Acho que bebi um pouco de mais.”, “Ô pai, já tah tão bêbado que mudou o sexo do Paulo?”, “Que isso moleque, vai ofender seu primo. Eu disse PaulinhO!”, meu cunhado olha para mim para perceber algum desconforto, eu fico meio sem saber, parada por um tempo, “Paulo, por favor?”, eu corro até meu tio, ele precisava de ajuda para reposicionar a vara de pescar porque tinha saído do luar.

“Isso garot’, segura firme enquanto me ajeito.”, novamente a abreviação do gênero embora ele fizesse quase um ‘a’, ele estava dando a volta com o braço em volta do meu corpo enquanto eu segurava, sentindo o corpo dele, próximo, sentindo ele resvalando em mim o tempo todo, sua mão sobe e alisa a minha mão devagar na vara de pescar, ,sinto a virilha dele, roçar meu bumbum devagar, isso faz subir um fogo imediato, mas me seguro, prendendo a respiração, “Pronto Paulinha querida, pode voltar para lá.”, ele fala isso bem baixo só eu percebi ele me chamar de PaulinhA, olho para ele espantada.

Ele olha em volta, reparando que não têm ninguém olhando, “Vai para o seu lugar Paulin’.”, e me dá um tapinha na bunda, sinto sua mão pesada, quase me fazer dar um pulinho, volto para o meu lugar, meio sem jeito, as bochechas um pouco vermelha, olhando em volta, minha mente estava confusa, olhei para o Padre, o olhar que ele me lançou, dizia um ‘eu sei’, silencioso, mas talvez, fosse só coisa da minha imaginação, ao mesmo tempo, o medo voltou, do que pode acontecer se as coisas continuarem.

“Paulin’, pega uma cerveja para o tio.”, e lá vou eu de novo, mas com o tempo todos se acostumaram, que era assim que ele estava me chamando, mas quando ele pegou a cerveja da minha mão, suas mãos tocaram as minhas, não como sempre, não sem querer, mas um carinho deliberado, me causando arrepios pelo corpo todo, eu me sentei no meu lugar, arrepiada, mas começando a gostar disso….

Por um lado mais do mesmo medo que sempre senti, homens mais velhos, que se atraem por uma feminilidade que não inspira o mesmo cuidado que uma garota, já conhecia algumas histórias de brutalidade e de meninas que saíram bem machucadas de relações assim, mesmo de uma única noite, por outro lado eu estava de calcinha e isso mexia com a minha libido…

Como eu disse a excitação de estar de calcinha, não era tão sexual, mas estar sendo cobiçada por um homem, seduzida, tocada, olhada, estando com o meu lado menina, totalmente exposto, a flor da pele e sensível, tinha virado uma excitação sexual, minha libido estava ao máximo, e eu tinha dificuldade, de olhar para o meu tio e esconder, isso era tapar o sol com a peneira, tentar esconder como arrepiava e travava só dele falar comigo..

Ao mesmo tempo, eu dava todos os sinais, de estar frágil, sentada com as pernas de ladinho dobradas, inconscientemente o bumbum, ficava em evidência pelo tecido da calça colar mais, mas era uma pose mais protegida, o braço bem próximo ao corpo que mal sai da altura do meu peito, ou seja, eu estava exalando feminilidade diante do desejo de um homem que desejava essa feminilidade e quanto mais medo eu ficava, mais feminina eu ficava.

“Paulin’, pega cerveja para o tio…”, eu olho para ele, antes de me levantar e ir buscar, chego lá, percebo que tinha acabado… “Tio acabou.”, “Sério que eu trouxe tão poucas.”, eu fico olhando para ele sem saber o que dizer, “Não têm problemas, vamos buscar mais, só bebi três latinhas, acho que mais três para cada?”, todos concordam, eu estava bebendo, Ice, nunca gostei de cerveja, “Então vamos nós dois Paulin’.”, “Mas…" ele me interrompe antes que eu diga, "Todo mundo está pescando e André e Tadeu, são os mais prováveis de pegar algo, vamos!”, eu respiro fundo e faço que sim com a cabeça.

“Acho que não precisa Senhor Luiz, se vai atrapalhar...”, meu cunhado tenta, “Larga disso Danilo, hoje vai ter peixe.”, ele fala dando risada e já levantando e pegando a chave do carro, ele estava bem, visivelmente bem, três latinhas, não é suficiente de forma alguma para afetar ele, Danilo acaba desistindo, ele olha para mim e eu estou resignada, sem demonstrar sinais de alerta, então ele permite, eu fui para o carro, pensando que talvez, fosse tudo coisa da minha cabeça.

Padre Tadeu para meu tio e conversam um pouco em voz baixa, ele não quer que eu escute até sinalizou para eu ir para frente, “Cuidado com o pecado Luiz, você sabe muito bem do que estou falando…”, foi o que eu ouvi antes de me afastar de mais, mas eu não desobedeceria o Padre, isso seria um erro terrível, então entrei no carro, meu tio entra pelo lado do motorista e anuncia, “Vai ser bom passar um tempinho com você Paulinha.”, ali eu soube que não ia voltar igual dessa ida até o mercado…

=== === === … … … NOTA SOBRE RELIGIÃO … … … === === ===

Cabem algumas explicações sobre práticas religiosas:

Para a Igreja Católica, ser trans ou gay e etc, não é pecado, mas transar com alguém do mesmo sexo, aliás, transar é, se masturbar também, sexo só é permitido dentro do casamento para fins reprodutivos, sendo sexo oral a única preliminar, não pecaminosa e a tabelinha único método anticoncepcional, não pecaminoso, portanto o casamento têm fim reprodutivo.

Por isso homossexuais e trans não casam, porque não podem se reproduzir, apesar da aceitação católica, da pessoa, alguém, gay ou trans, católico, que esteja conforme as regras do vaticano, deve viver em castidade eterna e celibato, ou seja, namorinho e beijinho pode, todo o resto é um grande NÃO.

=== === === … … … FIM … … … === === ===

Espero que estejam gostando dessa série, ela é bem complicada de escrever, mas está uma delícia, se gostou por favor, votem, comentem se puder, eu ficarei feliz de verdade.

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Foto de perfil de Dani Pimentinha CDDani Pimentinha CDContos: 33Seguidores: 97Seguindo: 23Mensagem Sou cd sou trans, sou queer, não consigo mais me definir por rótulos, sou ela, dela para ela, por escolha e preferência, não sou operada, não sei se faria, mas sou feminina, delicada, ousada, dane-se o mundo, dane-se o que pensam de mim, sou Dani.

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