Parte 1.
Meu nome é Gardel. Sou casado com a Lisiane. Tenho 50 anos, e ela 45. Pretendo contar as mudanças recentes que aconteceram no nosso relacionamento. É uma história verdadeira que pode ser muito esclarecedora para vários casais que fantasiam ter uma relação mais livre, aberta, e liberal. Principalmente para aqueles maridos que tem muita vontade de que suas esposas se liberem e aceitem fazer sexo eventual com outros parceiros, mas as esposas não se interessam. A fantasia é muito excitante. Até um dia, que acontece, e tudo fica muito diferente do que era. Aí que a coisa se torna complexa.
[Nota do Autor] – Esta história veio diretamente do Gardel para o meu e-mail. É inédita. Nunca foi publicada pois recebi há pouco tempo. Ele me enviou mensagem, disse que gostava dos meus contos, e revelou os fatos. Pediu se eu escreveria sua história. Resolvi aceitar, pois achei que tem muita coisa interessante nela. Espero que gostem.
O ano anterior, tinha sido muito positivo. Ao final de um processo de vários meses de negociação, que resultou na incorporação da minha empresa de tecnologia por uma grande empresa do setor, interessada na patente do sistema que eu havia desenvolvido, eu consegui vender a empresa por uma quantia muito boa, e fiquei livre.
Os recursos dessa venda, investidos de forma bem orientada, nos permitiram a mudança de nossa vida, para viver num lugar bastante sossegado, seguro, e que nos possibilitava viver em paz e tranquilidade.
A nossa mudança para aquela casa em estilo marroquino, na costa do mar mediterrâneo, litoral da Espanha, próxima do mar, quase pé na areia, com uma praia maravilhosa diante de nossos olhos, era ainda recente. Vivíamos sem compromisso nenhum, a não ser desfrutar daquele paraíso. Porém, o processo que levou a isso, foi resultado de dois anos de negociações, desde a proposta de compra da empresa, análise de contratos, preparação de documentos, obtenção de vistos, e muita procura, já que não é tão fácil encontrar a morada idealizada, em condições favoráveis. O que facilitou muito foi eu ser descendente de Espanhóis.
A Lisiane, com 45 anos, embora pareça ter 35, estava no apogeu de sua feminilidade. Madura, bonita, em forma, experiente, segura de si, e aproveitava o tempo de maneira cada vez mais inteligente. Todo momento que pudesse ser de prazer e intimidade, ela não dispensava. Fisioterapeuta de profissão, estava livre para não ter que trabalhar. Apenas continuava estudando e fazendo cursos de aperfeiçoamento.
Gostávamos de ficar durante o dia na praia, às vezes, à tarde, até o sol se pôr. Caminhávamos, nadávamos, algumas vezes até completamente nus, pois ali a nossa praia era liberada ao nudismo, e em dias normais, ficava praticamente sem ninguém por perto. Nos finais de semana e no período de férias de verão, é que era mais movimentada.
Ali, desfrutávamos a vida, já com bons anos em parceria, um casamento liberal que foi se ajustando com o tempo, se aperfeiçoando, ganhando mais conhecimento e conexão. Estávamos bem, satisfeitos, havíamos conquistado um equilíbrio emocional, profissional, financeiro, que era o coroar de muito tempo de luta, empenho e dedicação. Os dois filhos, com 24 e 23 anos, crescidos, já independentes. Por isso, era importante aquela nossa conquista.
Estávamos ali, aproveitando de tudo, anonimamente protegidos, e discretamente acomodados em nossa vidinha feliz. E tudo estava se encaixando perfeitamente.
Eu ainda dava algumas consultorias on-line, como desenvolvedor de softwares, e como planejador desenvolvendo planos de governança corporativa. Só para atender clientes fiéis que já confiavam em minhas orientações.
Eu tenho que referir, algo havia mudado nos últimos anos. Eu já não tinha mais muito interesse em contrair compromissos. Não precisava mais trabalhar para pagar as contas. Os dividendos dos direitos autorais dos aplicativos, continuavam rendendo, e eu não queria dar mostras de que aquilo frutificava naturalmente.
Algumas vezes, eu me permitia entrar no mar e pegar umas ondas não muito fortes, para brincar de surfar, mas sem riscos, ou me exercitava no stand-up-paddle, remando nas águas verdes e quentes daquele mar mais tranquilo. Era bom para ajudar a manter a forma e a saúde. De tempos em tempos, fazíamos uma viagem para lugares que estavam na nossa lista de visitações. Comer bem, dormir bem, e fazer também sexo com prazer, eram as prioridades.
Mas, especialmente naquele ano da nossa mudança, eu tivera algumas experiências muito marcantes, e de certa forma desagradáveis. Uma onda de falecimentos de amigos, de familiares, e pessoas que eu conhecia, que regulavam comigo de idade, afetou bastante o meu humor e minha disposição.
Alguns morreram vitimados por ataques do coração, outros, vítimas de doenças repentinas, tudo num curto período. Com aquilo, eu senti que a possibilidade de morrer era uma realidade cada vez mais presente. E esse sentimento, havia afetado bastante a minha maneira de ver e encarar o presente e o futuro. Passei a sentir uma urgência maior de realizar coisas que antes eram apenas projetos idealizados, e leves fantasias, com a esperança de um dia vivenciar. Mas que eu sempre adiei.
Claro que eu tinha consciência de que não poderia mais praticar certos esportes radicais, que antes eu gostava e tinha capacidade física para isso, mas, naquela altura, era prudente me poupar mais. Depois que conquistamos uma vida mais serena e estável, eu passei a ter mais cuidado para não fazer nada que pudesse nos tirar a paz e o sossego. No entanto, na questão das fantasias sexuais, a coisa foi ficando mais tensa.
Eu sempre tive uma vida sexual muito boa e regular com a minha esposa, e até então, não me sentia necessitado de muito mais. Acontece que depois de anos tendo relações sexuais com a mesma mulher, pois éramos liberais de atitude, mas não abrimos nosso relacionamento, nem tivemos casos fora do casamento, e mesmo ela sendo linda e maravilhosa, era inevitável que tudo o que fazíamos tinha um certo ar de repetição, e havia pouca margem de inovação e variações. Eu comecei a sentir maior necessidade de colocar alguma pimenta naquele molho.
Como sempre fomos muito abertos e sinceros, questionei a Lisiane, disse que achava que nossas relações sexuais estavam se repetindo, ficando muito parecidas sempre, havia certa mesmice, e se ela não sentia o mesmo. Num primeiro momento, ela negou, falou que se sentia muito satisfeita, e não tinha interesse em experimentar nada fora do habitual.
Diante da resposta dela, eu não insisti logo, mas passado um tempo, percebi que o meu entusiasmo e disposição para o sexo, estava diminuindo. Era como se o meu desejo fosse abrandado. Eu precisava me estimular com alguma fantasia para ficar mais excitado. Como sempre fomos de cabeça aberta, nós, às vezes, assistíamos alguns vídeos eróticos, que nos despertavam a libido. Ver outras pessoas praticando sexo, era também excitante e isso nos ajudava. Até que eu, sem querer, encontrei uns vídeos de casais reais, onde o marido filmava a própria esposa com outro na cama. Descobri ao acaso, que havia um canal cheio daqueles vídeos. Eram maridos que ofereciam aquelas aventuras de sexo casual para suas parceiras, para que elas tivessem experiências diferentes com outros homens. Alguns casais até vendiam esses conteúdos.
Não foi que eu não soubesse que isso acontecia, mas assistir aos vídeos, ver as cenas junto com a Lisiane, sentados em nosso sofá, na sala da casinha na orla do mediterrâneo, foi muito excitante.
Na mesma hora, me vi com uma libido que há muito não sentia. Não demorou muito, nos acariciando e beijando, ambos estávamos tomados por uma volúpia enorme, e nosso sexo foi intenso. Ouvir a esposa do vídeo dizendo ao marido que estava deliciada em foder com o homem que estava ali exclusivamente para satisfazê-la no sexo, foi muito provocante e mexeu muito comigo. Ela agradecia ao marido por ter permitido a aventura, e realçava o prazer que experimentou. Notei que na hora, a Lisiane também se excitava bastante, até porque, o comedor era muito bom de sexo, e experiente, fazendo a casada gozar de várias maneiras.
Depois que já havíamos gozado, e descansávamos abraçados, eu comentei com a minha esposa, se ela teria coragem de vivenciar uma coisa daquelas. Lisiane disse:
— Sinceramente, não sei. Ver as cenas, assistir o prazer deles, me excitou muito, mas eu não sei se teria coragem ou capacidade.
— Por que fala isso? O que impede? – Questionei.
Lisiane olhou para o alto, como se pensasse uma explicação:
— Eu acho que teria que ter algum momento anterior ao encontro, que gerasse uma empatia ou mais envolvimento com o homem. Não sei se consigo fazer sexo assim, só por fazer. Para mim, como mulher, fazer sexo com alguém, de qualquer modo, é uma entrega. Eu não sendo uma mulher que seja declaradamente e assumidamente caçadora, ou devoradora voraz, não sou dessas de tomar a iniciativa, gosto muito da sedução, não sentiria excitação suficiente para chegar nesse ponto. E tem ainda a questão de ser casada, e não querer violentar a relação com meu marido.
Perguntei:
— Mas, se for um homem atraente que a provoque e desperte seu desejo. Acha que teria vontade?
Em vez de me responder, ela perguntou:
— Você ficou interessado? Acha que se eu quisesse, ou fizesse, você aceitaria? Não se sentiria violentado, traído, ou trocado?
Naquele momento, ao perceber que ela admitia a possibilidade, me senti excitado. Talvez, por isso mesmo, eu respondi:
— Se eu sentisse que você tem vontade, mesmo sentindo alguma boa dose de ciúme, eu acho que sim, aceitaria, pois entendo que não tenho o direito de restringir o seu desejo ao prazer. É uma decisão sua.
Lisiane deu um sorriso, meio irônico, falou:
— Sei... Na fantasia, tudo funciona. Na hora do vamos ver, muda tudo.
Querendo testar o interesse dela, eu falei:
— Pode ser. Só se sabe mesmo se a gente pagar para ver. – Eu disse.
— Uhmmm, está bom. Vou pensar no assunto. – Respondeu ela em tom de provocação.
Naquela noite, não falamos mais nada. Mas nos dias seguintes, à noite, eu a convidei para ver outros vídeos, e novamente nos excitaram muito. Por duas noites, assistimos aos vídeos e tivemos em seguida, sessões de sexo muito gostosas, com nossa libido profundamente estimulada pelas imagens das mulheres gozando horrores com os comedores e os maridos gravando os vídeos.
Na conversa que se seguiu, depois da nossa deliciosa foda, ela disse:
— São muitos fatores a considerar para viver uma aventura dessas. Pela sua reação, sinto que você sente vontade, mas eu penso que teria que, primeiro, conhecer antes o outro homem, simpatizar com ele, o sujeito não ser daqueles machistas tóxicos, nem bruto ou agressivo, precisa ser educado, um pouco inteligente, e saber seduzir. Sem falar no risco de ser um sujeito promíscuo, o que traz riscos à saúde.
Eu achei graça daquelas exigências, e falei:
— Está procurando um homem para sexo eventual, ou um novo namorado para casamento?
Ela riu:
— Eu não estou procurando nada, apenas pensei quais seriam as exigências que seriam requisitos básicos para que eu me predispusesse a uma maluquice dessa.
— Maluquice? Acha maluquice? – Questionei.
— É mesmo uma loucura, sem tamanho, eu acho. Nem penso o que seria caso eu aceitasse essa sua maluquice.
Com aquela resposta, ela colocava como se o interesse fosse apenas meu. Não disse nada.
No dia seguinte, como quase todos os dias, fomos à praia, mas eu fiquei menos tempo, tive que retornar mais cedo à casa, pois tinha agendado um consulta.
Teria uma conversa com um dos meus clientes de consultoria, e pelo fuso horário, na manhã do Brasil passaria do meio-dia lá na Espanha.
Deixei a Lisiane na sua toalha estendida na areia da praia, tomando seu sol naquela pele de bronze natural, resultado da mistura de sangue negro da avó, do avô indígena do Pará, e branco do pai, com a sua mãe mestiça. Com seu biquíni cor de abóbora, relativamente pequeno, seu corpo esbelto mas cheio de curvas sensuais, os cabelos castanhos ligeiramente anelados pouco abaixo dos ombros, óculos escuros e viseira branca, ela se destacava entre todos os banhistas que estavam por perto. Num raio de uns cem metros de todos os lados, não havia uma mulher mais linda e escultural.
Fui para casa, tomei um banho e fiz a minha reunião de duas horas, com o meu cliente. Tudo seguia muito bem.
Ao terminar, coloquei nosso almoço que ficou preparado, para aquecer no forno, e pouco depois a Lisiane chegou da praia. Enquanto eu colocava a mesa e servia o pastelão de carne, acompanhado de batata palha e salada de alface e tomate, a Lisiane tomou seu banho. Vestida apenas com uma bata leve, veio para a copa-cozinha, almoçar comigo.
Durante o almoço, ela brincou:
— Bastou você sair, e logo apareceu um rapaz, brasileiro, puxando conversa. Ele disse que ouviu a gente conversando e percebeu que éramos brasileiros.
— Ah, é, achou um brasileiro perdido na costa mediterrânea? – Perguntei.
— Tem muitos brazucas por aí, mas ele nos ouviu conversar, estava por perto. E veio se apresentar. Disse que é de Recife, está aqui há dois anos, trabalha na equipe de vigilantes da praia, os guarda-vidas, em dias alternados, trabalha também em turnos, no serviço de estoque de um centro de distribuição de produtos, e estuda também à distância. – Ela esclareceu.
— É novinho? – Perguntei.
— Não tão novinho. Deve ter uns vinte e sete anos. Chama-se Sandino.
Eu não disse nada mais, para ver se ela prosseguia, e ela continuou:
— É um jovem muito elegante, pele clara, bronzeada da praia, tem um corpo bem-feito, cheio de músculos, mas não é exagerado. Me lembrou quando conheci você, o surfista loiro com 30 anos que eu me apaixonei. Mas em vez de seus lindos olhos azuis, ele tem olhos castanhos claros, quase verdes, e cabelo também castanho claro, comprido perto dos ombros. Você também usava assim, compridos, lembra?
Notei que ela tinha dado muitos detalhes do rapaz, e significava alguma coisa. Olhei para ela, e perguntei:
— Ah, achou um clone meu, só que mais novinho? Conversaram bastante, pelos vistos, para você já saber tanto, dele.
Lisiane sorriu, e respondeu:
— Nem foi muito. Ele estava no dia de folga, é vigilante da praia, é um guarda-vidas, e contou que já nos tinha visto na praia algumas vezes. Eu nunca tinha reparado. Ele disse: “Uma mulher bonita como você não passa despercebida”.
Na hora, ali, eu já sabia que a Lisiane contaria os detalhes da abordagem de mais um fã. Acontecia quase sempre. Mais um admirador que se aproximava dela, procurando conhecê-la, atraído por sua beleza. Querendo conhecer ou xavecar. Era num ônibus de viagem, numa livraria, num hotel. Sempre aparecia algum encantado por ele. Eu apenas disse:
— Mais um admirador, na sua legião de fãs e apaixonados por onde passa.
Lisiane riu, e concordou:
— É verdade. Mas ele foi educado e discreto. Disse que sempre está pela praia, faz turnos de vigilante, protegendo os banhistas, em dias alternados. Se eu precisasse de algo, ele estava à disposição. Nos apresentamos, eu agradeci e ele voltou para o guarda-sol onde estava sentado, numa cadeirinha de praia. Vi que distava uns vinte metros mais atrás.
Eu comentei:
— Um guarda-vidas brasileiro, na nossa praia. Ele já devia mesmo ter visto a gente antes, e ficou observando. Nós é que não reparamos nele.
Lisiane falou:
— Quando eu me levantei para ir ao mar, me refrescar, ele veio e perguntou se podia me acompanhar. Eu falei que não tinha perigo, nunca vou muito fundo, porque tenho medo, e ele falou: “Comigo você pode ir até onde quiser. Estou aqui para cuidar e não deixo acontecer nada”. Entendi o segundo sentido na frase, e agradeci, não dando muita conversa. Mas ficou claro que ele estava se insinuando. Ele sabe que somos casados, nos viu juntos várias vezes, e nem por isso desistiu. Foi meio atrevido.
Na hora, eu não me incomodei com o que ela contava, porque estava acostumado com situações em que várias vezes a Lisiane era bastante assediada. Eu não me sentia ameaçado, tanto por saber que ela sabia se preservar e se defender, mas também porque confiava totalmente na integridade dela. Tinha a certeza de que se ela se interessasse, seria a primeira a me dizer. Eu apenas falei:
— Aonde você for, sempre tem os que não resistem. E os mais arrojados ou desinibidos, se aproximam. Eu também, faria o mesmo, no lugar deles. Minha sorte é estar já casado e do seu lado.
Aí, a Lisiane falou algo que eu não esperava:
— Entrei para me molhar no mar, com a água pela altura das coxas, e ele disse que eu podia entrar um pouco mais, até onde não havia ondas e ficaria melhor. Fui entrando, até naquele ponto aonde só vou se estiver com você, com a água já perto dos meus peitos. Ele disse: “Estou do seu lado. Não tenha medo”. E eu fiquei ali, dentro da água, uns três minutos, estava muito boa a temperatura, as ondas sem quebrar passavam muito suaves, e foi quando ele disse: “Nunca vi uma mulher tão fascinante e sensual como você. Este ano, fui abençoado com a sua presença na praia”. Naquele momento, eu não sabia o que dizer, e agradeci, dizendo que eram os demais em volta que eram feios. Ele deu risada e concordou, mas falou: “Tem muita gente feia mesmo, mas, você supera em beleza tudo que eu já vi”. Aí eu vi que era sério o jogo dele, e resolvi começar a voltar para a areia. Decidi assumir que tinha entendido as intenções dele e alertar que sou casada.
— Insinuante, ele – Comentei.
— Muito. Ele sorriu e falou: “Com todo o respeito, ser casada não diminui a sua beleza, e nem a minha admiração. Apenas me diz que eu devo aprender a dividir”.
Eu, na hora, ouvindo a Lisiane contar aquilo, reagi:
— Que safado bom de bico! – Exclamei.
A Lisiane riu, e falou:
— Viu só? O rapaz é esperto. Eu disse que ele era atrevido, e ele concordou e ainda justificou dizendo: “Isso é verdade, eu sou, quando desejo muito, eu arrisco. Mas, quem não tenta, não consegue. E tudo que eu já consegui, foi porque acreditei que conseguiria”. Nessa hora eu cheguei de volta onde estava a minha toalha, peguei, coloquei a canga em volta do corpo e me despedi agradecendo, sem dar mais conversa.
— O moço é atirado! – Eu exclamei.
Naquele momento, ouvindo a narrativa da minha esposa, me passaram duas coisas pela cabeça, como um raio duplo, quase ao mesmo tempo. A primeira, é que ela ficou satisfeita com aquele interesse do rapaz. O que até é natural, pois toda mulher gosta de ser admirada. A outra, quase em seguida, me lembrou que talvez a Lisiane estivesse, sutilmente, tentando me dizer que gostou de ser assediada e queria testar a minha reação. Resolvi deixar o assunto seguir, e disse:
— Pronto, você já tem a sua paquera definida. Resta saber se vai dar corda, ou vai dar um corte e basta.
Lisiane, sorriu, concordando, mas, contrariando o que eu esperava, ela falou:
— Ah, o rapaz até que é inteligente e ousado. Não vou dar corda não, mas também, não vou ser grossa e nem estúpida com ele. Não preciso disso, nem é meu estilo. Vou apenas continuar na minha, e não entro na dele. Deixa ele ficar na esperança.
Eu havia terminado a minha refeição, e não sabia direito o motivo de estar com uma ereção. O assunto tinha me despertado. Como estava apenas de calção, se me levantasse, ficaria evidente. Fiquei sentado, com os talheres cruzados sobre o prato. Falei:
— Você é que sabe. Mas ele vai interpretar como se você não estivesse refratária. E vai insistir.
A Lisiane fez que sim, e comentou:
— É, nisso você tem razão. Mas eu quero ver até onde ele vai com essa fantasia.
Ela deu uma pausa, me olhando, e perguntou:
— Você acha ruim?
Naquele momento, percebi que ela havia mesmo se interessado pelo rapaz. Senão, não me perguntaria. Eu não resisti:
— Suas palavras outro dia foram: “São muitos fatores a considerar para viver uma aventura dessas. Mas eu penso que teria que, primeiro, conhecer o outro homem, antes. Depois, simpatizar com ele, que não pode ser daqueles machistas tóxicos, nem bruto ou agressivo. Deve ser um pouco educado e inteligente, e saber seduzir”. Acho que foi isso que você falou. Será que é esse aí?
Lisiane não é boba, e sorrindo, respondeu:
— Pois é, muito bem lembrado. Já que você tocou no assunto, e vendo por esse ângulo, é uma coisa a se considerar. Mas, então, me diga, você quer ver isso acontecer?
A pergunta dela foi objetiva. Eu não esperava por aquilo. Naquele momento, meu corpo estava todo arrepiado, eu me sentia muito excitado, conversando com minha esposa, sobre uma coisa que era extremamente provocante e arrojada. Se eu concordasse, significava dar sinal verde a ela para entrar num jogo de sedução com o rapaz. Olhei para a Lisiane, e notei os bicos dos seios empinados, marcando o tecido delicado da bata que ela tinha sobre o corpo. A danada estava também excitada ao conversar sobre aquilo, provavelmente fantasiava, o que dava indícios de que não era apenas uma conversa teórica, mas estava colocada uma situação real que representava algo novo no cenário. Decidi ser cauteloso:
— Bom, os sinais foram claros para mim. Ele se insinuou, você não descartou, e nem deu espaço, mas dentro de você pode ter acontecido um clique, algo novo, e você veio me contar. Para saber o que eu acho. Agora, com a sua resposta, me perguntando, acaba de confirmar o que eu imaginei. Está gostando. E os seus seios latejantes, de bicos empinados, revelam seu estado de excitação. Sendo assim, eu digo, consciente, se for a sua vontade, assume. Mas põe na sua conta.
Eu estava todo arrepiado, meu pau duro, e a minha respiração ofegante. Não dava para disfarçar. Ela foi direta:
— Você também está cheio de tesão. Estou vendo. Acho que na verdade está torcendo para ver acontecer. Só me diz, com sinceridade, se eu quiser, você também quer?
Respirei fundo. Era um momento crítico. Decidi deixar com ela:
— A decisão é sua! Eu apenas estou solitário à sua vontade. Sempre falei que respeito seus desejos e vontades. Eu desconfio que agora você quer. Já disse antes, que se você falar que deseja, eu apoio.
Lisiane era boa de negociação e questionou:
— Só quero, se você assumir que sente tesão por eu ter o desejo de viver isso também.
Respondi:
— Eu fico excitado, em ver quando você está com tesão de experimentar. Acho que já tinha vontade de provar outro macho, só faltava encontrar o sujeito que lhe agradasse, como me disse. – Falei com voz firme.
Lisiane desmontou:
— Ah, amor, eu nunca imaginei. Mas, hoje, na praia, senti um negócio diferente, nunca tive tesão em outro homem, Juro. Só que o jeito dele, arrojado, provocante, confiante, me lembrava você, todo seguro e insinuante, na época em que me seduziu. Fiquei abalada na hora, meus peitos marcaram o sutiã do biquíni, meus pelos todos estavam arrepiados, e o sacana do Sandino, percebeu. Ele é um rapaz esperto e me olhou com satisfação. Como se tivesse a satisfação de me ver excitada. Aí ele entendeu que eu estava cheia de tesão. Foi isso que lhe deu confiança para insistir. Tive que vir embora, pois ele ia querer pressionar mais. E eu quiz evitar.
Na hora, eu estava louco para pegar minha mulher e levá-la para a cama. Me levantei da cadeira, e ela viu meu cacete duro, empinando o calção folgado que eu usava. Eu a abracei e ela me beijou. Ela se colou em meu corpo. Meu pau duro a cutucava. Sussurrou:
— Está tarado com isso, né amor? Você gosta, não gosta?
— Você está louca de desejo, não está? – Respondi.
Nossos beijos intensos e molhados respondiam nossas perguntas. Não precisava falar nada. Fomos para a nossa cama e tivemos uma tarde de sexo maravilhosa, com a Lisiane me cavalgando com muito ímpeto, como ela adora.
Eu estava tão excitado que não demorei nem um minuto, fiquei sem controle, e avisei que ia gozar. Ela, em vez de pedir para eu esperar, pediu que eu gozasse, e gozou também junto comigo. Ela estava tão tarada como eu.
Ficamos ofegantes, deitados, abraçados, até relaxar e adormecer.
Acordamos algumas horas depois, a noite havia chegado, e a Lisiane se levantou, foi ao banheiro, tomou um outro banho rápido e foi para a cozinha, preparar um lanche para nós. Eu fiquei na cama mais um pouco, pensando em tudo aquilo.
Me ocorreu que, passado o momento de muito tesão, saciados de sexo, a Lisiane não iria ter coragem ou desprendimento para seguir com aquela aventura. Mas, procurei não tocar no assunto, enquanto lanchamos. Depois, assistimos um filme na TV tomando um vinho gostoso, e fomos dormir, abraçadinhos.
Continua na parte 2.
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