O Novinho Negão Quer Acabar com o meu Casamento - Parte 7

Um conto erótico de AuroraMaris
Categoria: Heterossexual
Contém 3803 palavras
Data: 19/02/2026 21:42:02

Eu estava sendo hipócrita, eu sei. Victor era meu amante, e eu não queria ser amante dele. Queria ser a única. A ironia me atingiu como um soco no estômago. Eu, que traía meu marido, que me entregava a um garoto de dezoito anos, que tinha descoberto um prazer que nem sabia que existia, eu estava ali, deitada na cama ao lado de Roberto, com ciúmes.

Ciúmes de uma menina da idade de Victor. Ciúmes de uma namorada oficial, apresentada aos pais, que vinha visitar uma vez por mês. Enquanto eu era o segredo sujo. A coroa gostosa. A aposta vencida.

Fechei os olhos e as lágrimas escorreram pelos cantos, molhando o travesseiro.

Não chorei por Roberto. Não chorei pelo meu casamento destruído, pela minha alma condenada, pelos vinte e dois anos jogados no lixo. Chorei por mim. Pela mulher de quarenta anos que finalmente tinha descoberto o que era tesão, e também descobriu que era só uma aventura. Um troféu para os moleques se gabarem no grupo do WhatsApp.

Chorei até adormecer.

A manhã chegou cinzenta, como se o céu tivesse resolvido combinar com meu humor. Levantei, fiz o café, coloquei a mesa. O ritual de sempre. Roberto desceu, leu o jornal, comeu, saiu. O mesmo roteiro das minhas manhãs nos últimos vinte e dois anos.

Passei a manhã inteira andando de um lado para o outro como uma alma penada. Tentei fazer tricô, aspirar a casa, ver televisão, fazer uma receita de bolo, mesmo que não fosse o dia de fazer bolo. Mas nada preenchia o vazio.

Por volta das onze, resolvi limpar a sala. Precisava de alguma coisa para ocupar as mãos, para calar a cabeça. Peguei o pano e o spray de limpeza e comecei pelos móveis, esfregando com uma força inútil, como se pudesse apagar a sujeira da minha própria alma.

Foi então que ouvi o barulho de um carro estacionando. Olhei para a janela sem pensar. Um carro prata parou em frente à casa de Victor. A porta do passageiro se abriu e uma garota desceu. Era ela. A namorada de Victor. Pele escura como a dele, cabelo comprido e liso, vestido florido curto, pernas torneadas. Ela riu de alguma coisa, um som leve que atravessou a rua e entrou pela minha janela entreaberta.

Victor saiu de casa. Ele vestia uma camisa limpa, jeans, tênis branco. Arrumado. Bonito. O sorriso no rosto dele quando viu ela era o mesmo sorriso que ele tinha para mim. Meu coração parou.

Ela correu para ele. Pulou no pescoço dele, as pernas enroscando na cintura. Ele a segurou, as mãos grandes apoiando a bunda dela, e a beijou. Na frente da casa. Na frente de todo mundo. Na minha frente, ainda que não soubesse que eu estava olhando.

Fechei a cortina com um puxão tão violento que o varão rangeu. Fiquei ali, atrás do tecido, o coração martelando, a respiração curta, as mãos suadas no pano de limpeza.

Passei o resto da tarde naquele estado catatônico. Limpei a mesma janela três vezes. Coloquei a mesa do jantar duas horas mais cedo. Respondi automático quando Roberto ligou para avisar que chegaria mais cedo.

- Vou te buscar às oito - disse ele, animado. - Vamos jantar fora. Marquei um restaurante novo no centro.

- Fora? - repeti, sem processar.

- É, querida. Vai ser bom. Só nós dois.

Desliguei e encarei o telefone. Jantar fora? Roberto nunca me levava para jantar fora.

Ele chegou às oito em ponto. Tomei banho, vesti um vestido azul simples, sem grandes expectativas. Meu cabelo novo ainda me estranhava no espelho, mas pelo menos disfarçava o cansaço no rosto.

Roberto vestia uma camisa social, calça preta. Até passou perfume.

- Você está linda - disse, quando me viu descer as escadas.

Sorri. Um sorriso cansado, mas verdadeiro. Era muito bom ouvir um elogio vindo dele. Talvez tudo ainda tivesse salvação.

O restaurante era pequeno, no centro da cidade. Toalhas xadrez, velas nas mesas, um homem tocando violão num canto. Romântico, na medida do possível.

Roberto pediu vinho. Puxou conversa sobre o trabalho, sobre nosso filho, sobre planos de viajar no fim do ano, algo que tínhamos parado de fazer há uma década.

Na saída, um vendedor ambulante se aproximou. Era um senhor idoso com olhos espertos, um maço de rosas na mão.

- Boa noite ao casal - sorriu. - Que tal comprar uma flor pra moça? Só quinze reais.

Roberto tentou passar direto, mas o senhorzinho insistiu. Acompanhou nossos passos por alguns metros, enfiando as rosas na nossa direção.

- Faço dez pra você, amigo, o que diz? A moça é bonita, merece flor.

Roberto parou. Suspirou, revirando os olhos, e enfiou a mão no bolso, tirando algumas notas amassadas. Entregou ao senhor. Pegou a rosa mais apresentável do maço.

- Pronto, querida - disse, me entregando a flor com um sorriso sem graça.

Quantos anos faziam que ele não me comprava uma flor? Eu nem lembrava a última vez.

- Obrigada - murmurei.

No carro, a caminho de casa, Roberto estava diferente. Mais falante. Mais presente. Contou uma história engraçada do escritório, riu sozinho, estendeu a mão para apertar a minha perna. A mão dele era pequena, quente, macia. Diferente da mão de Victor.

Chegamos em casa. Roberto abriu a porta para mim, me acompanhou até a sala. Ficamos ali, um de frente para o outro, e eu vi no olhar dele aquilo que não via há anos. Desejo.

- Beatriz - ele começou, a voz hesitante. - Eu queria saber se... se você topa... se a gente pode...

- Podemos, querido - respondi, antes que ele terminasse.

Ele sorriu, aliviado. Me puxou para um abraço, e então seus lábios encontraram os meus.

Beijinhos. Primeiro selinhos, aqueles mesmos de sempre, secos, rápidos, automáticos. Mas então ele se afastou um pouco e me olhou com uma vulnerabilidade nova.

- Tem... alguma coisa que você deseja fazer de diferente essa noite? - perguntou. - Alguma coisa que... você gostaria?

A pergunta me pegou desprevenida. Vinte e dois anos de casamento, e era a primeira vez que ele me perguntava o que eu queria.

Subimos as escadas de mãos dadas, como há tempos não fazíamos. No quarto, ele me beijou de novo, e eu forcei meu corpo a responder. Puxei o rosto dele para perto e abri a boca, deslizando a língua contra os lábios dele. Roberto estranhou no começo, mas correspondeu. O beijo de língua era desajeitado, os dentes dele batendo nos meus, a língua sem jeito.

- Beatriz... - ele murmurou, surpreso, quando nos separamos para respirar. - Nunca pensei que você ainda tivesse vontade disso. Desse tipo de beijo.

- Como assim? - perguntei, a voz baixa.

- Achava que depois de casar, depois que o Felipe nasceu... você não ligava mais para essas coisas. Para... intimidade. Fiquei com a impressão que sexo era só uma obrigação pra você.

A declaração doeu. Não pela maldade, mas pela verdade.

- Aquele outro dia - ele continuou, os olhos brilhando na penumbra. - Quando eu ouvi você gemer atrás da porta... eu fiquei tão excitado, Beatriz. Você nunca gemeu daquele jeito.

Fechei os olhos por um segundo. Ali estava: a culpa. Eu ainda tinha em casa um marido que realmente me amava e estava aparentemente tentando me reconquistar, e só conseguia pensar no vizinho de dezoito anos.

- Eu quero que você se sinta assim comigo - ele disse. - Quero que você sinta prazer.

Ele me deitou na cama, levantou meu vestido até a cintura, mas não o tirou. Não tocou meu corpo como Victor tocava, não elogiou minha pele, não disse nada sobre minhas curvas. Simplesmente se posicionou por cima e se encaixou.

A rola dele entrou em mim, pequena, familiar. Não preenchia. Não esticava. Não causava aquela mistura de dor e prazer que me fazia perder o ar. Eu agora me perguntava como havia aguentado isso por tantos anos.

Roberto começou a se mover. Ritmo descompensado, estocadas curtas, respiração ofegante no meu ouvido. Forcei minha garganta a emitir sons, gemidos baixos que não tinham nada a ver com o que eu sentia.

Na minha cabeça, era Victor. A boca carnuda. A língua quente. As mãos enormes apertando minha bunda. A rola preta, grossa, comprida, me preenchendo inteira. Na minha cabeça, eu estava gemendo de verdade.

Roberto durou cinco minutos. Talvez menos. Gemeu, tremeu, se jogou ao meu lado ofegante.

- Nossa... Eu estava precisando disso! - exclamou, depois de recuperar o fôlego. - Foi bom?

- É... foi... - respondi meio sem jeito, a voz automática.

Ele virou o rosto para mim, e havia uma ansiedade em seu olhar.

- Me diz como fazer melhor, querida - pediu. - Me ensina. Quero que você tenha comigo o mesmo prazer que tem quando está sozinha.

Fiquei em silêncio por um momento, pesando as palavras. Ele estava tentando. Depois de vinte e dois anos, ele estava finalmente tentando.

- Bem... - comecei, hesitante. - Pra começar, podia ser mais demorado. Mais beijos. Mais toques antes. Você podia... usar a boca em mim também. Em outros lugares. Claro, eu também faria o mesmo com você.

Ele franziu a testa, confuso. O silêncio dele foi revelador.

- E você podia falar mais - continuei. - Durante o sexo, sabe? Falar coisas... pervertidas. Elogiar meu corpo ou dizer o que você quer fazer comigo. Me agarrar, me puxar... E demorar mais para finalizar.

Roberto demorou a responder. Quando falou, a voz era cautelosa.

- Mas, querida... Não tem outras coisas que você tenha vontade? Algo mais rápido? Assim é tão trabalhoso... Se fizermos tudo isso, eu não consigo acordar no dia seguinte para trabalhar.

Senti algo dentro de mim murchar. Talvez ainda houvesse um resquício de admiração por Roberto que acabava de morrer naquele instante. Era trabalhoso dar prazer à própria mulher.

- Você tem razão - murmurei, virando de costas pra ele. - Esquece, foi só uma sugestão.

Ele suspirou, aliviado, e em poucos minutos estava roncando. Fiquei acordada, olhando para a parede. O ronco de Roberto preenchia o quarto, o mesmo som de sempre, a mesma rotina, a mesma vida.

Fechei os olhos e uma lágrima escapou, quente, silenciosa. Não era ciúmes dessa vez. Era cansaço. Era solidão. Era a percepção cruel de que, entre um homem que não sabia me querer e outro que talvez nunca me quereria de verdade, eu continuava sozinha.

O final de semana passou como um borrão e segunda-feira chegou com um céu limpo e um calor incomum para a manhã. Lavei a louça do café e estava secando as xícaras quando o celular vibrou no bolso do meu vestido. Uma mensagem no WhatsApp. Número desconhecido.

"Bia, sou eu. Precisamos conversar."

Meu coração disparou. Respondi antes de pensar.

B: Como você conseguiu meu número?

V: Com minha mãe. Ela tem contato pra emergências de vizinhança.

A próxima mensagem veio antes que eu pudesse responder.

V: Ela foi embora ontem. Preciso te ver.

Meus dedos tremeram sobre o teclado. A raiva, a mágoa, o desejo, tudo lutando dentro de mim.

B: Você terminou com ela?

O silêncio durou tempo demais. Quando a resposta veio, foi um soco no estômago.

V: Não consegui. Fiquei o fim de semana inteiro pensando nisso, Bia. Toda hora. Ela estava ali do meu lado e eu só conseguia pensar em você. Mas na hora de falar... não consegui.

Larguei o celular na bancada como se queimasse. Peguei de novo. Li de novo. A raiva venceu.

B: Então você quer me encontrar pra quê?

V: Estou morrendo de saudades, Bia. Eu vou terminar. Termino por mensagem, eu juro.

B: Você não vai fazer isso. Você vai terminar pessoalmente. Essa menina não merece seu desprezo.

V: Tudo bem. Você tem razão. Da próxima vez que ela vier, vou terminar pessoalmente.

B: Perfeito. Mas até lá, não vamos poder nos ver. Não vou ser sua segunda opção.

V: Não é segunda opção, Bia. Você sabe disso.

B: Tudo que eu sei é que você mentiu pra mim, que me transformou numa aposta!

V: Eu saí daquele grupo, tá? Falei com os caras que não quero mais que toquem no assunto. Apaguei minhas conversas. Me afastei deles.

Não respondi.

V: Vai, Bia, tô morrendo de saudade. Saudade do seu cheiro, do seu beijo, do jeito que você geme, dessa sua pele branquinha. Não consigo parar de pensar.

Fechei os olhos. A lembrança do corpo dele veio traiçoeira, quente, indesejada.

B: Isso não é justo. Nem comigo, nem com ela.

V: Eu sei. Mas não consigo evitar. Me encontra hoje. Por favor.

Fiquei olhando para a tela por um longo tempo. A razão gritava para eu apagar o número, bloquear, seguir em frente, me contentar com a vida medíocre. Mas o resto de mim... o resto de mim lembrava da boca dele, das mãos dele, daquele jeito que ele me olhava como se eu fosse a única mulher no mundo.

B: Que horas?

Nove e meia. Roberto roncava.

Atravessei o gramado com o coração na boca. Dessa vez não usei saia jeans, nem lingerie vermelha. Vestia um vestido preto simples, solto, quase recatado. Uma armadura contra mim mesma.

Ele estava no jardim dos fundos, encostado no muro. Quando me viu, se afastou e veio em minha direção, nem esperou eu chegar até ele.

O beijo veio antes de qualquer palavra. A boca carnuda dele encontrou a minha com uma fome que me desarmou completamente. A língua quente, macia, invadindo, dançando, prometendo. Suas mãos seguraram meu rosto com uma delicadeza que contrastava com a urgência do beijo.

Quando nos separamos, estávamos ofegantes.

- Que saudade do seu beijo - ele murmurou contra meus lábios. - Tô morrendo de tesão por você, Bia.

- Victor...

- Não transei - ele disse rápido, como se precisasse confessar. - O fim de semana inteiro. Ela queria, mas eu inventei desculpa. Dor de cabeça, cansaço. Fiquei com a pica dura pensando em você, mas não consegui tocar nela.

A informação entrou em mim como um bálsamo e um veneno ao mesmo tempo.

- Isso não te faz melhor - respondi, mas a voz saiu fraca.

- Eu sei. Mas queria que você soubesse. Que não foi por ela. Que foi por você.

Ele pegou minha mão e colocou sobre o short. Senti o volume ali, duro, enorme, latejando sob o tecido.

- Minhas bolas tão cheias de leite pra você, Bia - ele sussurrou. - Só pensei em você o tempo todo. Em enfiar a rola em você de novo.

Subimos as escadas no escuro, as mãos entrelaçadas. No quarto dele, a mesma cama de solteiro, os mesmos pôsteres, o mesmo cheiro. Ele fechou a porta e me puxou para perto.

Dessa vez, antes que ele pudesse tomar a iniciativa, desci. Ajoelhei no chão frio do quarto dele, entre suas pernas. Olhei para cima e encontrei os olhos escuros me encarando com uma mistura de surpresa e desejo.

- Posso te chupar? - pedi.

Ele não respondeu com palavras. Apenas acenou com a cabeça, os olhos fixos em mim.

Meus dedos encontraram o elástico do shorts e puxaram para baixo. A rola pulou para fora, livre, enorme, dura. A cabeça arredondada brilhava na penumbra, um pequeno fio de pré-gozo escorrendo pela fenda. Passei a língua devagar, lambendo a cabeça inteira, sentindo o gosto salgado. Ele gemeu baixo, a mão encontrando meu cabelo novo, os dedos se enroscando nas madeixas ruivas.

Abri a boca e engoli a cabeça. Chupei devagar, com vontade, com fome. A mão livre envolveu a base, batendo punheta ao mesmo tempo que chupava, sentindo as veias pulsando sob a pele quente. Comecei a babar na rola dele, deixando a pele preta brilhante.

- Assim você vai me fazer gozar rápido - ele avisou, a voz falhando.

Parei por um segundo, lambendo a cabeça devagar, provocando. Ele riu, um som baixo e rouco.

- Puta safada.

Puxou meu cabelo com delicadeza, me levantando do chão. Me beijou com força, a língua invadindo minha boca, provando o próprio gosto. Depois me jogou na cama de solteiro com uma facilidade que me tirou o fôlego.

- Agora é minha vez - disse, subindo em cima de mim.

Arrancou meu vestido num movimento só. A calcinha foi junto, rasgada. Fiquei completamente nua debaixo dele, e ele parou por um segundo, me olhando.

- Como você pode ser tão gostosa?

A boca dele desceu para meus peitos, e eu senti seus dentes mordiscando os mamilos, cada chupada puxando minha pele, cada lambida molhada arrepiando meus pelos. Eu gemia baixo, mas sem controle. Ele desceu mais, a língua quente abrindo caminho pela minha barriga, fazendo curva na cicatriz da cesárea, até chegar onde eu mais queria.

Quando a boca dele encontrou minha buceta, meu corpo arqueou sozinho, um grito preso na garganta, as mãos puxando o cabelo crespo dele. A língua macia, incansável, lambia meu grelinho com uma precisão de quem conhece cada centímetro de mim. Ele chupava como se tivesse passado fome, a boca colada na minha carne, a língua entrando e saindo, lambendo e sugando, me fazendo perder a cabeça de tanto prazer.

- Victor... - gemi, as mãos puxando o cabelo dele. - Por favor...

Ele riu contra mim, a vibração arrepiando meu corpo inteiro.

- Por favor o quê, Bia? Quer o quê?

- Quero sentir você dentro de mim - eu falei, a vergonha já despida de mim.

Ele se ergueu, o corpo grande pairando sobre mim. Os olhos escuros queimavam.

- Não precisa pedir duas vezes.

Achei que ia se afastar e procurar alguma camisinha, mas ao invés disso ele enfiou a rola de uma vez.

Gritei. Era grande demais, grossa demais, mas minha buceta estava tão molhada que abriu caminho fácil, me preenchendo.

- Caralho - ele gemeu, os olhos revirando. - Que buceta gostosa. Toda meladinha, apertando minha pica.

Começou a se mover. Estocadas longas no começo, profundas, que me faziam perder o ar a cada entrada. Depois acelerou, mais rápido, mais forte, a cama de solteiro rangendo contra a parede.

- Toma, sua cavala - ele grunhiu, a voz grossa de tesão. - Toma essa pica preta. Tudo que você merece.

Minhas pernas subiram, se enroscaram na cintura dele, puxando mais fundo. Minhas unhas cravaram nas costas dele, arranhando a pele retinta.

- Isso - gemi. - Assim. Mais fundo.

Ele obedeceu. As estocadas ficaram mais fortes, mais violentas, a rola preta batendo num lugar que o pau do Roberto nunca chegou nem perto de alcançar. Aquela pica gigante enterrava fundo, rasgando minha buceta de um jeito que doía e arrepiava, acertando um ponto lá dentro que fazia minha visão embaçar.

- Tô quase gozando - ele avisou, a respiração pesada.

- Não - pedi, puxando o cabelo dele. - Ainda não. Quero mais.

Ele riu, ofegante.

- Quer mais, putinha? Então toma.

Virou meu corpo de lado, depois de bruços, me colocando de quatro na cama pequena. Minha bunda enorme ficou empinada para ele, totalmente exposta.

- Porra - ouvi ele murmurar atrás de mim. - Olha essa bunda. Que delícia.

A mão dele apertou a carne generosa, os dedos afundando, puxando, separando. Depois senti a cabeça da rola pressionar minha entrada, e ele entrou de novo.

Dessa vez foi mais fundo. Muito mais fundo. Eu gemia com a boca aberta, a saliva escorrendo no travesseiro.

Ele segurou minha cintura com força e começou a me foder de verdade. Estocadas rápidas, violentas, que me faziam balançar toda na cama. A cada entrada, um gemido. A cada saída, um pedido mudo por mais.

- Toma pica, sua vagabunda - ele grunhiu atrás de mim, a mão apertando minha cintura com força. - Toma rola do negão, sua cavala. Assim que você gosta, putinha? De quatro, com a buceta aberta, tomando pica de novinho?

Ele tirou a rola toda, depois encaixou de novo dentro de mim com uma estocada forte. Fez isso algumas vezes antes de voltar a foder no ritmo violento de antes.

- Olha essa bunda gigante, Bia - ele continuou, a voz rouca de tesão. - Toda empinada pra mim, balançando enquanto te fodo. Você nasceu foi pra isso, sabia? Pra ficar de quatro tomando pica preta.

A mão livre dele deu um tapa na minha bunda, a pele estalando com o impacto. Eu gemia, totalmente hipnotizada pela sensação de estar sendo preenchida por aquela rola gigante. Eu não tinha forças nem pra responder. Minha buceta estava tão melada que, da rola dele, chegava a pingar o meu melzinho, sujando o carpete.

- Quero te dar leite na boquinha - ele disse. - Quero ver essa boquinha aberta, esperando minha porra. Quero lambuzar sua cara inteira.

Ele me puxou pelos cabelos, me tirando de quatro, me virando na cama. Fiquei de joelhos na frente dele, ofegante, os peitos balançando, a boca aberta esperando. Ele estava de pé na minha frente, a rola enorme na altura do meu rosto, brilhando de tanto melzinho da minha buceta.

- Abre bem essa boquinha - ordenou.

Obedeci. Abri a boca o máximo que consegui, a língua pra fora, os olhos fixos naquela pica preta que me enlouquecia.

Ele começou a bater punheta na minha cara. Devagar no começo, a mão subindo e descendo naquele comprimento todo, a cabeça roxa aparecendo e sumindo entre os dedos. Batia na minha língua de vez em quando, a cabeça grossa escorregando na minha saliva, me fazendo provar o gosto da minha própria buceta misturado com o dele.

- Olha pra mim - ele mandou. - Olha nos meus olhos enquanto eu gozo na sua cara.

Ergui os olhos. Ele me olhava de cima, os olhos escuros queimando, a respiração pesada, a mandíbula tensa.

- Vou gozar - avisou. - Vou lambuzar a sua cara de esposinha com porra, sua puta.

O primeiro jato acertou minha boca aberta, quente, grosso, salgado. O segundo acertou minha língua, escorreu pro fundo da garganta. O terceiro espirrou no meu queixo, escorrendo pelo pescoço. O quarto e o quinto escorreram pelos meus lábios, meu nariz e minha testa.

Eu mantive a boca aberta, a língua pra fora, engolindo tudo que entrava. Quando ele terminou, minha cara estava uma lambança. Porra escorrendo pelo queixo, pingando nos peitos, misturada com minha própria saliva.

Ele se ajoelhou na minha frente e me beijou. A língua dele entrou na minha boca, provando o próprio gosto, se misturando com o meu. Ficamos assim, de joelhos no quarto dele, os dois corpos suados, os dois ofegantes.

- Você é minha agora, Bia - disse, a voz baixa. - Pode ter marido, pode ter igreja, pode ter vizinha fofoqueira. Mas essa buceta, essa boca, essa cara de cachorra no cio... é minha. Só minha.

Não respondi. Não precisava. Limpei o rosto com um papel que ele me entregou.

Deitei na cama pequena dele, o corpo exausto, a alma em paz. Ele deitou ao meu lado, me puxou pro peito, e ficamos assim, os dois nus, os dois saciados.

- E agora? - perguntei depois de um tempo.

- Agora eu vou terminar com ela - ele respondeu, a voz firme. - Da próxima vez que vier, vou terminar. Juro.

- Já jurou antes.

Ele me apertou mais forte.

- Dessa vez é diferente. Eu vi você hoje, Bia. E você me viu também. Você é minha. E eu vou ser seu. Só seu.

Fechei os olhos. Queria acreditar.

Depois ele me puxou para perto, o braço quente envolvendo minha cintura.

- Tô viciado em você - murmurou no meu ouvido. - Não consigo parar.

Fechei os olhos. Não respondi. Porque a verdade era que eu também não conseguia mais parar.

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Comentários

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Bom a Autora resolveu duas duvidas na estória, uma se a protagonista seria ou não a vilã da narrativa, sim ela é e segunda se ela por ser a vilã iria desenvolver com base em empoderamento ou hipocrisia, a protagonista é hipocrita.

Como de costume muito bem escrito, a autora monstra que perde tempo para que sua escrita seja muito acima da média por aqui, o conto continua com um bom cadéncia, mas está começando a dar sinais de pressa, talvez porque esteja chegando em um ponto chave da estótria.

O build up do conto já esta quase no final, ainda faltam alguns eventos, mas logo a autora deve começar a entrega.

A vadia deixou o marido comer ela, para claro compara-lo com o neguinho, tipico desse tema, mas isso também vai servir para abrir a possibilidade de na proxima trepada, ela deixar o neguinho gozar dentro e isso provavelmente irá acontecer na cama dela.

O fiel da balança foi apresentado rapidamente que é o filho do casal, ele provavelmente vai ser quem vai descobrir a putaria da mãe, e abre algumas possibilidades interessantes, como torturar a mãe com culpa ou mais interessante ainda, chantagea-la para tomar o lugar do neguinho por que esse um tem que se foder junto com ela.

Como a protagonista é tambem a vilã do conto e hipócrita a estoria para fazer algum sentido no final tem que mostrar ela se fudendo conseguindo o que queria, ser humilhada no sexo e putaria, mas perdendo tudo no processo incuindo o senso de amor/respeito propirio, que a autora já começou a quebrar quando fez ela aceitar ser a marmita do novinho vindo depois da namorada.

A protagonista é hipocrita porque sabe claramente que está sendo usada e esta gostando por causa da pica das galaxias do novinho, então para essa estoria ficar realmente inrteressante, depois do ultimo ato de auto humilhação dela, tomar leitada, dar o cu ou ambos a autora tem que partir para as consequencias reservadas para a protagonista.

A respeito das criticas, normal de um lado ficam os que não aceitam traição mas com um certo grau de voyerismo, e do outro os que acham que traição e consequencia ou erro momentaneo, fetiche de corno, mas hey cada um na sua.

Agora o quer autora deve evitar é esse discurso pós moderno secularista de que mulher é sempre vitima nessas historias por ser mulher, o meu ponto de vista é simples quem trai assume todos os erros e incompetencia dentro de um relacionamento seja ele ou ela, traição não tem genero só especie, humanos e não é erro é escolha sempre.

Então o conto é sobre traição ok, que autora se foque na queda da meretriz, e de um destino merecido a protagonista, como disse que ela consiga aquilo que ela quer e que pague o preço por isso.

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Sensacional, reforçando, não leve em consideração os comentários ruins, faça o que tiver vontade, seus contos são muito parecidos com os meus mas ao mesmo tempo bem diferentes, gosto disso, se quiser trocar ideia pode me chamar no insta @dr.jakyll6

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Resumindo o conto, a puta ao invés de sentar com o marido e expor q a relação não está legal q ela não está satisfeita com a relação optou por se tornar vagabunda de um moleque q colocou a mesma num grupo de apostas kkkkkkkk, só achei ruim por não ter vazado essas conversas pra td mundo ficar sabendo inclusive o marido

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Boa Pessoal

O marido não chega junto e é o passaporte para a esposa sai com outro

Se a esposa é fria e inexperiente o marido tem o direito de sair com outras

Quem comentar oque esta escrito acima esta certo pq esse espaço é democrático

O site abre espaço para comentar e ponto

Tem autores que pra mim são os melhores e nem ligam para os comentários, veja o conto do lukinha ,tem centenas de comentários, do mark ,do Poseidon , kayrosk e por ai vai e ta tudo certo.

Se a pessoa comenta sobre a mulher fudeu , la vem o moralista , se dá razão pra mulher ai é um corno enrustido .

Pessoal esse espaço é pra isso mesmo , pra comentar .

Tem autor que nao aceita se alguém der um palpite e para o conto e faz um livro sobre moralidade e que naon gosta que comentem oque vai acontecer e por ai vai .

Quem não aceita o comentário do colega tb pq comentar em cima do comentárioe comentar e pronto ja era .

Vamos viver a democracia

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O que faz um casamento com machista que só pensa nele leva a mulher para outros mundos e quem é julgada é ela está excelente esse conto quem é contra e por que esta olhando no espelho e vendo Roberto. fique atento que voce pode ser mais um

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Exelente, voçe escreve de forma que me deixa preso ao site á espera da continuação da história, fico ansiosamente esperando a continuação, parabens.

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Excelente conto como sempre, mas toda cobrança tem duas vias e assim como o Victor tá apaixonado e vai terminar com a namorada a Beatriz uma hora vai ter que decidir

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Um dos melhores contos que ja li ate agora nesse site. Quero muito ler os proximos e ver o Vitor sodomizando a Bia

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Essa vadia já que não está satisfeita com o casamento, porque não separou do marido, pra vadiar, até a xaninha inchar, e não desonrar o marido seu companheiro, provedor e pai do seu filho.

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Deixa de besteira! Vc e outros vivem criticando esse tipo de conto no entanto estão aqui lendo

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achei que ja tivesse visto de tudo, mas moralista de contos eroticos é a primeira vez, vai se tratar seu doente

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Vc acha q a mulher q trai está certa? Não seria melhor acabar com o casamento sendo sincera com o marido. Vcs cornos chupadores de pica querem q tds achem isso normal kkkkkkkkkk e quem é louco somos nós

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Mando, você tava certo. Não tem mais defesa. Se o Vitor pedir o que ela tá pedindo pra ele como ela vai fazer?

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"Enfim...eu já fiz parte de grupo de BDSM, mas nunca vi uma pessoa perder a razão, o amor próprio e o respeito por ela e pela pessoa que está com ela a 22 anos por causa de orgasmos."

Você sabe que isso é um conto, né? Ficção, historinha. Pra quem odeia militância, não acha que está militando muito?

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Minha querida escritora(só esclarecendo que isso não é sarcasmo. Gosto muito dos seus contos. Esse inclusive) a culpa desses debates é total e exclusivamente sua. Sim, sua. Você não nos dá um conto. Você nos entrega uma fofoca, uma janela, uma vivência , em que sentimos os sabores e dissabores dos seus personagens. Eu crítico seus personagens por sentir que tenho um pouco de cada. E isso... Essa sensação de estar vivendo seu conto como se fosse minha vida é que pega. Mas é algo delicioso! Eu tenho raiva da bia, do Vitor e do marido, mas tô louco de tesão pela bia, e seria facilmente amigo dos dois homens. Dito isso...

Me desculpe se em algum momento as críticas pareceram pesadas ou ofensivas ou qualquer viés negativo. Falo porque apesar de ficar morrendo de vontade me comer a bia também, gostaria de um final feliz pra todos.

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A saga de mais uma vadia presa no corpo de uma esposinha recatada, troca o marido pelo macho alfa, passa a ser usada somente para sexo e sente falta do marido beta provedor!!! No final chora e se arrepende de tudo!!!

Se não está feliz, separa. Nunca vou passar pano e entender traição!!!

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Concordo plenamente com vc mais Aki tem muitas pessoas e até autores que em seus contos ficam tentando normalizar a traição

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A culpa é sempre do marido, como se por ele trabalhar demais, chegar cansado fosse uma autorização ou salvo conduto pra virar dublê de puta por aí!!!

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Verdade mesmo. Ele não oferece mais nada para ela em termos de sexo. Ele tem que agradecer ao Vitor por melhorar sua esposa

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🤣🤣🤣🤣. Porra isso aqui é um conto erótico não um livro,manual de boas maneiras, condutas .. isso é mais normal do que você imagina. Acorda pra realidade. Se não gosta do tema não leia

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E vc e outros continuam a criticar contos desse tema mas não param de ler e comentar. Porra isso é um conto erótico não um romance. O Marido não oferece mais nada ,tem que ser corno mesmo

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Vc curte ser corno?

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O que tem a ver uma história fictícia com gostar ou não de ser corno ? No mundo real está cheio de homens que são cornos, uns não aguentam e se separam , outros apesar da traição continua com a mesma mulher e tocam a vida juntos .

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