Paralelas

Um conto erótico de Tito JC
Categoria: Heterossexual
Contém 2058 palavras
Data: 16/01/2026 01:38:03
Última revisão: 19/01/2026 02:33:32

Meu coração batia disparado, ansioso pelo encontro tão arduamente conseguido. Eu já havia tentado tantas vezes, já havia passado tantas horas e dias na esperança de conseguir esse encontro, que até estranhava que meu coração ainda agisse e se comportasse como um coração adolescente, indo para o primeiro encontro.

Minha boca estava seca, sentia também um gosto amargo, quase de fel, como se tivesse consumido uma bebida amarga.

Minhas pernas também tremiam, estavam bambas, como se não quisessem mais segurar esse meu corpo que, mesmo sendo tão bonito, parecia pesar uma tonelada, tamanha era a expectativa do resultado advindo desse novo encontro.

Parei em frente a porta do apartamento dele, não fui anunciada, ele já havia autorizado a minha entrada no prédio. Os porteiros também já me conheciam, me cumprimentaram com um sorriso dúbio nos lábios, como se dissessem: “olha ela aí de novo.”

— Calma Marina! Você é linda! Poderosa! Dessa vez vai dar certo. Não tem como não acontecer. – Minha voz interior falou, tentando me acalmar. Tudo que eu precisava era tocar a campainha e assim eu fiz.

Rubens abriu a porta e me sorriu de um jeito, entre contraído e espontâneo. Quando ele sorria meu mundo se iluminava. Me fez entrar e sentou do meu lado no sofá.

Ele vestia uma bermuda, sem camisa, como sempre gostava de ficar em casa, depois de uma jornada longa de trabalho. Eu usava um vestido leve, soltinho e curto, mínimo, como gosto de me vestir.

Olhei para ele e senti aquele olhar de macho, homem másculo e forte, aquele olhar que eu conhecia tão bem e que sempre me deixava sem chão. Às vezes eu achava que seu olhar parecia o de um bicho bravo, atrás da sua presa.

Eu pensei nisso e já fiquei molhadinha, antecedendo o que poderia acontecer depois de nossa conversa.

Estávamos perto da grande janela de seu apartamento. Lá fora as luzes dos postes brilhavam, projetando imagens que, talvez, só estivessem no meu pensamento, no meu desejo.

A verdade é que há muito tempo eu via o brilho dos olhos dele em cada luz de neon, em cada farol, em todos os cantos por onde eu andava.

Pela janela escutávamos os motores dos carros na avenida em frente, como se nos alertassem para o momento tão especial.

— Fala Marina! O que você tem de tão importante para me falar novamente? – Ele me disse olhando nos meus olhos, me causando um arrepio interno que me subia pela espinha. Ele sabia muito bem o que eu queria, mas era elegante demais para não perguntar.

Estávamos os dois ali sozinhos, eu cheia de desejos e esperanças, ele cheio de tudo que eu mais desejava.

— Você sabe o que eu quero. Eu já te falei tantas vezes. Basta você dizer que sim. – Eu falei trêmula, deixando o meu lado mulher falar e se mostrar por mim.

— Nós já falamos sobre isso e você sabe a minha posição. Isso não é correto, não pode ser assim. Esse tipo de coisa não acaba bem. Você já é adulta para saber disso.

A última coisa que eu queria ali, naquele momento era ser adulta. Eu só queria ser eu mesma, ser mulher. Uma mulher na frente de um homem admirável.

Passei a língua provocantemente nos lábios, eu sabia os gestos que o provocavam sexualmente. Joguei o cabelo de lado, cruzei as penas sensualmente, deixando as coxas aparecerem por baixo do tecido leve do vestido curto que usava. Nessa hora eu o vi comprimindo as coxas grossas, malhadas pelo futebol semanal, sabia que ele estava excitado. Eu já conhecia cada gesto dele e o que cada um significava.

Ele me olhou novamente, com aquele olhar incendiário e, nessa hora, me surpreendeu de maneira positiva. Ele se inclinou, segurou a minha nuca com a mão esquerda e me deu um beijo. Um beijo profundo, quente, molhado, invadindo minha boca e me enchendo o coração com a certeza de que eu tinha feito a coisa certa, ao vir na casa dele novamente. Com a mão direita, ele foi alisando minhas coxas e meus seios, por cima do vestido decotado.

Que beijo intenso! Sua língua se movimentava lá dentro da minha boca. Eu descruzei as pernas e fiquei meio que de lado.

Sua mão direita passeou pelas minhas coxas, tocou minha calcinha que já estava molhada desde o momento que eu cheguei à sua porta. Estendeu mais um pouquinho e alisou a minha bundinha. Eu já estava toda envolvida e entregue.

Que pegada forte! Aquele homem tinha tudo que eu imaginava de um homem feito para mim.

Comecei a alisar seu volume duro e quente por baixo da bermuda. Era algo bem grande, grosso, volumoso, como eu bem conhecia e apreciava.

Ele parou por instantes e mandou eu me levantar. Com um gesto leve, mas determinado, ele arrancou meu vestido fora, me deixando completamente nua. Ele também tirou a bermuda e ficou pelado, não usava cueca, como sempre ficava quando estava em casa, relaxado.

Ele se sentou de volta no sofá e pude ver aquele mastro imponente, vinte centímetros e muito grosso.

Ele me puxou pela cintura e começou a lamber os biquinhos durinhos dos meus seios. Sua mão direita continuava alisando minha bundinha e depois foi deslizando para minha boceta. Eu me arrepiei e já comecei a gemer alto, quase gritando baixinho, me sentindo toda molhada.

Ele se levantou juntamente comigo, me virou para a parede em frente e me encoxou. Foi uma delícia sentir aquele pauzão quente e duro como ferro, esfregando na minha bunda, no meu reguinho.

Com a mão esquerda ele foi alisando meus seios e com a direita foi alisando a minha boceta, metendo dois dedos entre os lábios, me fodendo com eles. Dedos longos e grossos que tantas vezes eu senti me invadir.

Eu gemia descontroladamente e logo tive um orgasmo delicioso. Fiquei com as pernas bambas, cheguei a pensar que cairia nos braços fortes dele. Ele me segurou e me colocou sentadinha no sofá.

Resolvi retribuir aquele orgasmo intenso que ele me deu. Segurei seu pau grande e comecei a fazer carinhos, alisando da base até a ponta, onde senti a umidade vazando pela fenda. Ele se aproximou mais de mim e eu comecei a lamber ele todo, de um lado e de outro, depois lambi a grande cabeça, redonda e arroxeada.

Ele segurou meus cabelos, pressionou minha nuca e foi metendo na minha boca, empurrando aquele pauzão até minha garganta, me fazendo sufocar. Ele estava literalmente fodendo minha boca como se fosse uma bocetinha.

— Chupa putinha! É só nisso que você pensa, então chupa gostoso. Engole meu pauzão. - Eu ouvi aquelas palavras e senti minha boceta se contrair, chegando perto de um novo orgasmo.

Tudo naquele homem me dava um prazer intenso. Ele segurou novamente minha nuca com força e empurrou o seu pauzão em minha garganta. Senti o pulsar e seu pau começou a jogar jatos e jatos de leite quente no fundo de minha garganta. Engoli tudo, sentindo seu gosto tão familiar.

Não tive tempo de respirar, meu corpo ainda tremia, quando fui novamente jogada de encontro á parede e logo senti seu pauzão me invadindo as carnes, se alojando dentro de minha boceta que já conhecia bem esse ritual e sua potência masculina. Ele sempre metia brutamente após o primeiro gozo. Seu pau ganhava força logo após a primeira ejaculação. Isso me enlouquecia como mulher.

Ele metia com força, quase como se estivesse castigando uma menina má. Segurava meus cabelos em sua mão e metia sem dó, abrindo o caminho que ele já conhecia.

— Me fode amor! Eu sou tua. Sempre serei tua. – Eu gemia, sentindo as estocadas.

— É só nisso que você pensa, né? Vadia! É isso que você veio buscar, então aproveita. Desfruta desse objeto que você tanto aprecia. Empina o rabo.

Obedientemente eu empinei minha bunda e abri as pernas o máximo que podia, sabia o que me esperava.

Senti aquele mastro saindo de dentro de mim, me deixando um vazio que logo seria preenchido por outros caminhos. Senti seus dedos brutos molhando meu cuzinho e a cabeçona daquele membro forçando entrada, alargando minhas pregas.

Num tranco mais firme ele foi entrando, me fazendo morder o antebraço para não gritar alto, de dor e prazer.

Senti seus pentelhos roçando minhas nádegas e sabia que estava completamente preenchida. Ele se movimentou, em um entra e sai frenético.

Suas estocadas foram vigorosas, me fazendo ir de encontro à parede. Era assim que eu gostava. Naquela hora eu tive certeza que tinha conseguido o que queria. Ele seria meu para sempre. Ninguém fode assim, se não for por amor duradouro.

Esse pensamento veio junto com um gozo estrondoso, me deixando desnorteada, tudo em mim tremia e comprimia seu monstro de nervos dentro de mim. Quase que concomitantemente eu ouvi seu urro baixo, grave, rouco, como um animal em fúria contida.

Ele estava enchendo meu cuzinho com seu gozo farto.

Caímos os dois no sofá. Cada um para um lado. Cansados, exaustos e satisfeitos. Eu o olhava com olhos de encantamento, ele retribuía meu olhar com olhos de distanciamento. Eu resolvi ignorar e logo perguntei entusiasmada:

— Você quer que eu faça alguma coisa para a gente jantar ou prefere pedir alguma coisa pelo aplicativo?

— Eu prefiro que você se vista e vá embora. Isso foi um erro que não vai mais se repetir. Eu já vi que você não consegue entender e aceitar que nosso relacionamento chegou ao fim. Você acha que pode dominar o mundo com a beleza e com o dinheiro que você ganha aos montes naquele maldito escritório. Eu não estou à venda Marina. Eu não sou o seu brinquedo. Entenda isso de uma vez por todas. ACABOU!

— Mas meu amor, você está errado. Tudo bem, eu trabalho muito, valorizo demais o dinheiro, mas eu posso mudar, posso me dedicar mais a nós dois. Eu senti que você gostou. Você estava inteiro nesse encontro que acabamos de ter.

— Você já prometeu isso várias vezes, Marina. Nunca cumpriu. Quanto mais você multiplica, mais nos afastamos. Não é culpa do dinheiro, é culpa da relação que você tem com ele. Você tem um desejo de posse sobre mim. Eu sou um brinquedinho que você comprou e não sabe enxergar que acabou. O brinquedo não quer mais brincar. Eu estava carente, com tesão e você praticamente me ofereceu a boceta numa bandeja, como sempre faz. Acabou Marina! Entende de uma vez por todas. Acabou.

Eu já tinha ouvido ele falar assim várias vezes, em todas as vezes que eu tentei reatar nosso relacionamento. Mas nunca com esse brilho nos olhos que eu estava vendo agora. Eu sabia que tinha perdido a batalha, só não sabia como seria dali para frente. Minha vida parecia não fazer sentido.

Dentro do carro eu estava a quase cem por hora. As vias passavam por mim com manchas iluminadas. Minhas lágrimas embaçavam a minha visão. Em todas as luzes eu via o brilho do olhar do Rubens.

Parei na praia. Precisava de ar. Aquelas ondas iam e vinham, batiam forte na areia como meus sentimentos batiam e se debatiam dentro de mim.

De frente para o corcovado eu desejei que os braços abertos do Cristo me tomassem como um bebê carente.

O amor é vida, faz pulsar. Mas como pode ser cruel o nosso coração, quando não aceita que, muitas vezes, o fim é necessário.

*****

NOTA DO AUTOR:

Este conto foi escrito para o desafio Musicas, da casa dos contos.

É uma releitura livremente inspirada na música “PARALELAS”... Uma pérola composta por Belchior, um gênio de nossa música. Quase todas as músicas de Belchior podem inspirar histórias belíssimas.

Paralelas foi lançada em 1976 pela grande cantora Vanusa. Um estrondoso sucesso.

Depois foi lançada pelo próprio Belchior em 1977 no Seu álbum “Coração Selvagem”.

Eu sou um apaixonado pelas artes, sou um ser musical, movido por sons e letras. Conheço muita coisa musical e gosto de muita coisa. Mas acho a música brasileira imbatível. É a melhor do mundo, na minha modesta opinião.

Espero que todos leiam, gostem, desgostem, comentem, critiquem, façam sugestões.

Um escritor só existe quando é lido. Não existe escritor sem leitor. Não é sobre quantidade é sobre falar e ser ouvido.

Abraços a todos!

Conto Registrado no Escritório De Artes e protegido pela Lei 9.610 de Fevereiro de 1998. Proibida a reprodução sem autorização do autor.

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Foto de perfil de Tito JCTito JCContos: 180Seguidores: 562Seguindo: 72Mensagem "Eu sempre sonho que algo gera, nunca nada está morto. O que não parece vivo, aduba. O que parece estático, espera". Eu li esse poema, aos 15 anos e nunca esqueci, essas palavras me definem muito. Sou um cara vivido, que gosta de ler, escrever, cerveja gelada e gente do bem. Chega aí!!! Vamos curtir as coisas boas da vida. Gosto escrever histórias curtas e envolventes, nem sempre consigo. Dificilmente escrevo contos em vários capítulos, gosto de dar a conclusão logo para o leitor. Na minha modesta opinião não existe escritor sem leitores. Por isso me dedico a oferecer sempre um bom produto para quem tira um tempinho para ler um texto meu. Quer saber mais sobre mim, é só perguntar. Abraços a Todos!!!😘😍🥰

Comentários

Foto de perfil de Dani Pimentinha CD

Muito perfeito, achei muito boa a escolha da música e a descrição, perfeito de mais.

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Foto de perfil de Cigana_cd

Fantástico e muito excelente. Vc realmente é muito especial quando escreve.

Beijos

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Foto de perfil de Tito JC

Obrigado Cigana!!! Eu quis falar sobre o amor que faz doer. Fico feliz que você tenha lido e gostado... Abraços e boa semana!!!

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Foto de perfil de Sativo

Olá, Tito. Antes de tudo, quero parabenizar pela escolha da música. Composição e interpretação belíssima de Belchior, tendo também uma linda interpretação de Vanusa.

Sobre o conto, só posso tecer elogios. Aqui, erotismo e melancolia andam de mãos dadas, mostrando que a obsessão – pelo que seja – pode ser destrutiva e/ou cruel numa relação. Coincidentemente, tô trabalhando algo perto disso no meu conto.

Excelente, meu amigo. Abraço e um bom domingo!

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Foto de perfil de Tito JC

Obrigado Sativo!!!

Eu sou um fã ardoroso de Belchior, assim como sou da MPB. Por mim escreveria um texto para várias músicas dele. Em tempos de violência excessiva contra as mulheres, principalmente pelo motivo da obsessão sem controle, eu quis mostrar esse problema sob outra ótica.

Fico feliz que você tenha gostado.

Estava agora mesmo ouvindo a música que inspirou o seu conto. Antes de lê-lo.

Abraços e boa semana!!!

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Foto de perfil de Rikky Steele

Adorei demais o conto, uma releitura de primeira. Três etrelas bem dadas! Parabéns!!!

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Foto de perfil de Tito JC

Obrigado Rikky! Fico muito feliz que tenha gostado do texto. Eu amo a produção do Belchior e fiquei feliz em usar essa música linda como referência. Abraços e bom domingão

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Foto de perfil de Jota_

Tito, mais uma pra coleção de obra literária sua!!

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Foto de perfil de Tito JC

Obrigado Jotinha!!! Abraços e bom final de semana!!!

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Foto de perfil de Ryu

Ontem eu fiz um comentário num conto da Giz dizendo como é bom encontrar um texto de sexo bem escrito sob o ponto de vista da personagem feminina. E hoje eu encontrei o seu texto, para o qual cabe o mesmo comentário.

A escolha por Belchior foi acertada, as letras dele combinam muito com o seu estilo de escrita.

Eu já conhecia essa música, mas nunca tinha dado maior atenção. Agora preciso curei ler a letra com um olhar mais atento.

Seus textos são ótimos Tito, demandam um olhar mais atencioso também. É um tipo de texto que me faz ler mais de uma vez e me faz perder em pensamentos, viajando um pouco na história e nos sentimentos dos personagens.

Acho q foi bem resumido no comentário abaixo: você realmente faz literatura.

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Foto de perfil de Ryu

* agora procurei ler a letra

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Foto de perfil de Tito JC

Obrigado Ryu!!! Ler um comentário como o seu me enche de alegria, mas também me traz uma responsabilidade maior sobre a minha produção. Muitos se espantam com o fato de eu sair de um texto completamente erótico, pornográfico, e mergulhar num texto mais reflexivo. Eu sempre respondo que tem muito a ver com o objetivo que o texto demanda. Tem a ver também com o público que te segue, que espera um texto seu. Eu sou um equilibrista literário, sempre dividido entre o meu desejo e as expectativas de quem me lê.

Sobre o ponto de vista feminino na narrativa, eu tenho preferência por narrar em primeira pessoa, então faço uso do meu conhecimento teatral para incorporar os personagens durante a escrita. Nesses momentos eu sou um ator escrevendo.

Obrigado queridão. Você é um excelente escritor e suas palavras só engrandecem o meu ofício. Abraços e bom final de semana!

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Foto de perfil de Ryu

O conto me provocou uma sensação que eu gosto muito na literatura: a impressão de que os personagens são reais. Terminei a leitura pensando em Rubens e Marina como se fossem pessoas de verdade. Fiquei imaginando como eles se conheceram, o que exatamente aconteceu entre eles ao longo do tempo, e se ainda existe alguma possibilidade de reconciliação.

Deu vontade de abraçar Marina.

Nem toda história me provoca isso, mas quando acontece, acho muito bom — é como se o conto continuasse existindo fora do papel.

Também achei muito interessante a forma como os papéis tradicionalmente esperados de homem e mulher aparecem deslocados.

Marina ocupa o lugar do sujeito absorvido pelo trabalho, pela produtividade e pelas promessas reiteradas de presença afetiva que nunca se cumprem. Rubens, por sua vez, assume uma posição de recusa, de exaustão emocional, afirmando não estar “à venda” — gesto que subverte expectativas e produz um estranhamento inicial. No entanto, esse estranhamento não soa artificial; ao contrário, complexifica os personagens e impede leituras fáceis ou estereotipadas.

Talvez seja por isso que pareçam pessoas reais , essa “inversão” não opera como mero recurso provocativo, ela contribui para a densidade psicológica do conto e reforça a sensação de verossimilhança: não se trata de personagens que representam papéis, mas de indivíduos atravessados por contradições, frustrações e limites. Nesse sentido, o conto é interessante por tratar seus personagens menos como funções narrativas e mais como pessoas. Na minha opinião é aí que reside grande parte de sua força.

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Foto de perfil de Tito JC

Rapaz você nem faz ideia de como essa sua percepção do conto me deixou feliz. Eu queria acabar com essa história de que só homem é assim. As mulheres mudaram, estão poderosas, têm suas vidas independentes, mas na maioria das vezes elas se masculinizaram para alcançar tais papéis, até mesmo como forma de defesa, então queria retratar isso, essa nova mulher que tem os poderes e os mesmo defeitos do macho alfa.

Marina é ambiciosa, ocupada e possessiva. Se fosse características de um homem ninguém acharia estranho, mas Marina é uma mulher.

Existem muitas Marinas atualmente. Eu observo muito esse universo de papéis trocados, em todos os sentidos. Estou sempre observando.

Não queria fazer mais um personagem feminino, vítima.

Marina é dona do seu mundo e responde por seus erros.

Muito obrigado pela leitura atenta.

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Foto de perfil de Ryu

O Nassau publicou um novo conto, de uma música da Vanusa.

No blog ele colocou q teve a ideia após ler este conto.

Semelhante ao q aconteceu no desafio passado, em que tive a ideia de publicar um conto depois de ter lido o seu.

Os seus contos inspiraram pelo menos mais dois contos. É uma prova da qualidade de sua escrita.

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Quando isso acontece, é muito inspirador...Eu sou um incentivador da escrita e leitura. Abraços! Boa Semana!

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Foto de perfil de Sensatez

Acho inspirador um conto como esse, principalmente pelo empoderamento feminino, que é necessário e bem vindo, o mundo seria um lugar melhor para se viver, mas eu gostaria de ver uma mulher nas mesmas condições que um homem estaria, mas agindo de maneira diferente, a Marina está cometendo os mesmos erros que os homens vem cometendo através da história; sucesso medido pelo quanto dinheiro e poder se pode acumular e o amor baseado em um frenesi carnal necessário, pois se vive focado em não ter emoções que podem atrapalhar os objetivos almejados. Gostaria de ver mulheres empoderadas cometendo erros como qualquer ser humano, mas que não sejam erros oriundos de um modelo masculino enraizado, que nós já sabemos que é danoso, que venham novos erros, modelos femininos de gestão financeira e amorosa, com seus erros e acertos dentro de um novo caminho para ser trilhado pela sociedade.

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Foto de perfil de Tito JC

Pois é Sensatez, eu vejo muito isso acontecendo, mulheres pegando como modelo o pior lado do comportamento masculino, até mesmo para se sobressair no mundo dos negócios... Mas eu acho que com mais igualdade, as mulheres acharão seus próprios modelos e seus próprios erros...rsrs

Queria muito falar sobre isso e gostaria que esse texto chegasse a mais mulheres... Eu espero ainda por uma convivência mais harmoniosa entre os gêneros. Estou chegando aos 50 e ainda não vi, mas ainda acredito...😉... Abraços

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Foto de perfil de Sensatez

Positivo, infelizmente esse conto retrata o que vem acontecendo, que é melhor que antes, mas poderia ser melhor. Então, já que concorda comigo e compartilha dessa mesma visão, mas tem um dom maravilhoso da escrita de ficção, insira esse tipo de visão em suas obras, é pouco, mas quem sabe não é o copo d'água que romperá o dique da ignorância coletiva para esse assunto.

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Foto de perfil de Tito JC

Opa!!! Dica anotada...rsrs... Sempre que possível eu coloco dicas em meus textos, a maior parte das dicas e incentivos que eu coloco é sobre educação e independência financeira para os jovens gays. Meus personagens são sempre Gays jovens, cheios de energia sexual, mas sempre tem a educação, os estudos envolvidos. Eu acho que sem educação não existe mais nada, a ignorância mata. Principalmente minorias... Então tento sempre inserir essas mensagens nos meus textos, já que tenho muitos leitores jovens que me acompanham.

Sempre que publicar textos héteros vou lembrar desse tema sugerido por você e que eu também acredito.

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Foto de perfil de Sensatez

Inclusive pode fazer uma interação, analisando trajetórias de dois heteros um masculino e um feminino e dois gays também com gêneros distintos, uma rápida descrição de suas trajetórias acadêmicas até chegarem a cargos CEO de empresas proeminentes no mercado internacional, que se cruzam num determinado projeto de importância nacional, descrevendo como cada um se comporta em suas relações interpessoais no trabalho e também na vida pessoal e amorosa, diante de uma pressão própria de um projeto dessa magnitude, seria um projeto literário trabalhoso, mas podendo ter um resultado bastante interessante e inovador na minha opinião.

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Foto de perfil de Tito JC

Interessante, realmente trabalhoso, pois teria de ser feito em capítulos, mas é uma sugestão a ser analisada... Gostei... rsrsrs

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Foto de perfil de Xandão Sá

Tito, meu querido, isso que você fez é LITERATURA. Assim, maiúscula! Parabéns

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Foto de perfil de Tito JC

Obrigado Xandão!!! Sempre aprecio seus comentários, pois sei que são sinceros e baseados no seu conhecimento e amor pela arte da escrita. Abraços e bom final de semana!

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Foto de perfil de Giz

Essa música está em pelo menos uma das playlists que a gente sempre escuta aqui em casa, ela é linda.

Junto com Alucinação.

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Foto de perfil de Giz

Obvio que três merecidíssimas estrelas.

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Foto de perfil de Tito JC

Obrigado Giz!!! Eu sou um admirador intenso do Belchior! Acho ele um dos gênios de nossa música. Abraços!

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Listas em que este conto está presente

Desafio Pirata 2 Música
Desafio proposto pelo autor Ryu. Tag: “desafio-pirata-2-musica” sem as aspas.