Daniel saiu da casa do tio de Mateus com o coração batendo rápido demais para alguém que tinha, oficialmente, “apenas ido fazer um trabalho de Matemática”. No fundo, ele sabia que Mateus não acreditaria nisso — nem ele mesmo. A verdade, nua e crua, era outra: ele queria ver o Demônio. Só vê-lo. Só confirmar que aquele ser realmente existia fora da cabeça dele.
E existia.
Existia tão intensamente que doía.
Robinson havia esquecido o livro na casa de Matheus e de repente o amigo apareceu com o livro nas mãos dizendo..."sabe o que é isso? Freud explica!!" e Mateus já sabia que a reação do amigo seria essa: Daniel pega o livro e fala "Ah ele esqueceu é?" e como um cachorrinho abanando o rabinho, como aliás Dante já havia dito ele saiu para entregar o livro de volta á seu príncipe, mas tinha vivido uma noite muito cheia de emoções, tinha acabado de estar diante de um demônio que ninguém ainda tinha visto e nem ele sabia se era apenas um delírio de sua cabeça...estava cansado demais e resolveu entregar o livro no dia seguinte, esse foi seu "erro" a cena que testemunhou no dia seguinte foi essa:
Robinson tinha aparecido na porta com aquele jeito desligado, todo descabelado do treino, a camiseta grudando no peito molhado de suor (havia acabado de chegarem casa) e Daniel teve que lutar com todas as forças para manter o olhar no rosto dele e não na curva quente que o músculo dos braços fazia quando ele apoiava a mão no batente da porta.
Robinson sorriu.
Aquele sorriso bobo, distraído, como quem não percebe o estrago que causa.
— Valeu por trazer, Dan… cê é gente boa demais. — O atleta disse, simples, sincero.
E sem nem perceber, pisoteou o coração do garoto.
Porque Daniel queria que Robinson percebesse.
Queria que notasse a respiração acelerada, as mãos trêmulas, o sorriso nervoso… queria, desesperadamente, que ele enxergasse.
Mas Robinson era desligado demais.
Ou talvez fosse cruel sem saber.
Quando a porta se fechou, Daniel desceu a rua sentindo-se uma sombra. Um nada. Um garoto que nunca seria suficiente para alguém que brilhava daquele jeito. As luzes dos postes faziam uma névoa dourada na calçada úmida e, a cada passo, um pensamento ecoava:
“Se eu fosse mais bonito…
Se eu fosse mais confiante…
Se eu fosse… qualquer outra coisa.”
E aí, veio a frase que ele não queria pensar:
“Se eu fosse o tipo de pessoa que Robinson ama…”
Aquela dor no peito — pequena, mas afiada — foi o que abriu espaço para a outra voz. A voz que não deveria existir. A voz que ainda não tinha corpo, nem olhos, nem sorriso… mas que parecia estar sempre ali, à espreita, desde o sótão do Tio Lui.
Um sussurro.
Baixo.
Doce.
Perigoso.
— É só dizer quero.
Daniel parou no meio da rua, o sangue gelando e esquentando ao mesmo tempo. Olhou em volta, mas não havia ninguém. Só vento, folhas e o som distante de um carro passando.
— Não… — ele murmurou, mais para si mesmo que para qualquer outro. — Eu não posso… isso é loucura…
A voz riu. Baixinho.
Debochada. Sedosa.
— Loucura é continuar sofrendo por alguém que não te vê.
Eu te vejo.
E eu posso te dar tudo.
Daniel fechou os olhos com força.
As lembranças do sótão vieram como flashes: a redoma, o vidro frio, a figura adormecida, as runas, o olhar fechado… quase humano.
— Não é real — ele sussurrou. — …não é real… não é…
— Então por que você está respondendo a mim?
A rua ficou silenciosa demais.
Profundamente silenciosa.
Até que uma presença quente, quente de verdade, surgiu atrás dele — como o ar de alguém que respira na sua nuca.
E Daniel sentiu.
Não viu.
Mas sentiu.
O calor.
A diversão.
E a promessa.
— Eu posso fazer ele te enxergar, Daniel.
Basta você dizer…
…QUERO.
O coração do garoto deu um tranco tão forte que quase o fez tropeçar.
E foi ali, no meio da rua vazia, que Daniel percebeu que não estava apenas lidando com um desejo adolescente.
Ele estava sendo provocado.
Seduzido.
E observado por algo antigo.
Algo bonito.
Algo perigoso.
Algo que, em breve, teria forma.
O quarto de Daniel estava silencioso… silencioso demais.
Ele tinha acabado de apagar a luz, ainda com os pensamentos fervilhando por causa do treino daquele dia — e principalmente por causa de Robinson, suado, focado, lindo demais para ser real.
Ele suspira, vira de lado, fecha os olhos…
E aí a temperatura do quarto muda.
Um vento leve, como uma brisa quente de verão, entra por baixo da porta.
Daniel abre os olhos devagar.
— …alô? — pergunta baixinho, sentindo o coração acelerar sem motivo.
O quarto está escuro, mas não completamente. Uma luz rosada começa a se formar no canto — uma luz vibrante, cintilante, cheia de pequenas faiscas coloridas, como se arco-íris estivessem tentando nascer dali.
E então ele aparece.
Primeiro o contorno do corpo.
Depois o brilho dos olhos claros.
O cabelo loiro, volumoso, perfeitamente desalinhado.
A jaqueta jeans aberta, revelando o peito forte por baixo.
Os braços musculosos cobertos de pequeninos pelinhos dourados, brilhando quando a luz o tocava.
Dante.
Em sua forma humana.
Lindo. Sedutor. Avassalador.
— Eu te assustei? — ele pergunta com um sorriso carregado de malícia suave.
— C–como você… saiu da redoma?! — Daniel engole seco.
— Ah, meu anjo — Dante ergue a sobrancelha, aproximando-se — você ainda vai aprender que nada me prende por muito tempo.
Ele se aproxima da cama com passos lentos, quase felinos.
Daniel recua instintivamente até encostar na cabeceira.
— E o que você tá fazendo no meu quarto?! — Daniel tenta soar bravo, mas sai mais como… gaguejo.
— Vim testar algo. — Dante abre um sorriso cheio de dentes brancos e perfeitos. — Testar você.
Daniel arregala os olhos.
— Testar… o quê exatamente?
Dante estende a mão — os dedos longos, quentes, brilhantes — e toca a testa de Daniel com a ponta do indicador.
No exato segundo em que toca, o quarto some.
Tudo se dissolve em luz e calor.
Daniel sente um puxão, como se fosse jogado para trás e para frente ao mesmo tempo.
E então…
Ele está em outro lugar.
Uma grama macia sob seus pés descalços.
O céu azul vibrante.
E o cheiro… um perfume de suor, grama e desodorante masculino.
Dante aparece ao lado dele, cruzando os braços.
— Bem-vindo ao sonho dele — ele diz.
Daniel vira devagar… e vê:
Robinson.
Dormindo? Não. Sonhando.
Deitado numa rede suspensa entre duas árvores.
Usando apenas uma camiseta larga e um shorts curto, colado no corpo… e muito, muito mais bonito do que na vida real.
O cabelo caindo sobre a testa.
Os músculos relaxados.
Os lábios entreabertos.
Daniel engole seco.
— Você… colocou eu aqui? — ele pergunta, tentando respirar.
— Eu abri a porta. — Dante sorri, inclinando a cabeça. — Mas foi ele quem te puxou. Sonhos nunca mentem.
Daniel vira vermelho.
— N-não faz sentido! Ele nem liga pra mim!
— Ah, meu doce Daniel… você não faz ideia. — Dante dá um estalinho com os dedos. — Observa.
O cenário muda levemente.
Uma névoa rosada envolve a rede, e Robinson começa a se mexer.
Ele murmura algo.
— …Dan…
Daniel congela.
— Ele… ele disse meu nome?
— No sonho dele, você é uma tentação que ele nunca admitiria acordado. Agora vai. Se aproxima.
Dante dá um empurrãozinho suave nas costas de Daniel.
Ele tropeça, cai de joelhos ao lado de Robinson.
O atleta abre os olhos lentamente — mas os olhos do sonho, não os reais — e um sorriso lento, quente, carregado de desejo, se forma.
Robinson toca o rosto de Daniel.
O toque é firme, quente, cheio de vontade.
— Eu tava te esperando… — ele diz com a voz mais baixa e sedutora que Daniel já ouviu.
Daniel perde o ar.
— Isso não é real…
— Mas poderia ser — Robinson murmura, trazendo o rosto dele para mais perto.
O cenário esquenta.
Tudo fica tingido de dourado e rosa.
O coração de Daniel dispara.
Dante some um pouquinho.
E Daniel ouve Robinson Dizendo:
-Vem, meu amor!!
Vem, Transpira a dor, transgrida a treva fria. E vem viver, transmutar, transpor, renascer...transar!!
-"Confia em Mim?"
E Daniel acenou com a cabeça que sim, eu então o abraçou pelo meio e ficou roçando em seu pescoço. Ele soltou as mãos e o bejiou, em seguida o nerd pôde enfim ver seu lindo pau, era grande, grosso, branquinho, com uma cabecinha rosadinha e alguns pelinhos morenos em volta e se concentravam especialmente no saco, o cara era muito sacudo, na hora Daniel só pensava: "Agora não tem mais volta, vou me acabar nesse pau " ficou cheirando, sentindo o cheiro da rola de Robinson babando, seu cheirinho de macho dava muito tesão.
Metia a boca na rola dele e já foi logo mamando e chupando, sentia que seu pau endurecia também e quando e quando o de Robinson já estava bem duro, lambia só a cabecinha e o buraquinho do pau com a pontinha da língua, ele arregalou os olhos, eu olhava pro Daniel com carinha de safado e sorria, e o Daniel com o pau na boca mas chupava somente a cabeça, lambia sua virilha e lambia o pau de baixo á cima, lambia as bolas e ele estava desesperado como um bezerrinho faminto, e Robinson passava a mão no rosto e com pau babando e ofegante, implorava pra ser chupado, Daniel engolindo novamente o pau e começou á chupar e á mamar pra valer, babando em seu pau. Percebia que o Robinson estava de olhos fechados e uma expressão de prazer, continuou assim caprichando no boquete cada vez mais até faze-lo gozar na boca, coisa que Daniel engoliu um pouco mas deixou o resto cair propositalmente sobre seu corpo, como uma profissional bem vagabunda e ele abriu um lindo sorriso e o olhava apaixonado.
Eles estão a milímetros de distância quando Dante bate palmas:
— Chega por hoje, neném. Primeiro gostinho dado.
Antes que os lábios se encostem — POUF!
Daniel volta para o quarto, sentado na cama, ofegante.
Dante está em pé ao lado dele, braços cruzados, com um sorriso satisfeito.
— Viu só? — ele pisca. — Agora você sabe o potencial disso tudo.
— R–Robinson… me beijou… no sonho dele…
— No sonho que eu deixei acontecer — Dante corrige. — E amanhã… ah, amanhã ele vai acordar pensando em você de um jeito que nem ele entende.
Dante se inclina e baixa a voz, provocante:
— E você só precisa me dizer uma coisinha…
Ele passa o dedo no queixo de Daniel.
— Quer continuar? 😏
O sol ainda nem tinha nascido completamente quando Robinson começou a se mexer na cama.
Respirava rápido.
A camiseta grudada no peito suado.
O lençol embolado entre as pernas fortes.
O rosto em chamas.
Ele estava preso entre sonho e realidade — e naquele sonho, a boca de Daniel estava tão perto da dele.
A respiração dele falha.
O corpo inteiro reage de novo à lembrança involuntária daquele quase-beijo.
E então ele acorda de vez.
Abre os olhos, se senta abruptamente, passa a mão no cabelo completamente bagunçado e…
— “Aaaaaahhhh… MAS QUE PORRA FOI ESSA?!”
A voz sai alta, irritada, confusa e… claramente excitada.
CONTINUA...
