Ruivinha capitulo 5

Da série Ruivinha
Um conto erótico de henrique casado
Categoria: Heterossexual
Contém 1410 palavras
Data: 14/01/2026 13:15:38

Um mês se passou desde o encontro marcado. A Ruiva e eu estávamos numa fase de paz intensa — sexo frequente, conversas ainda mais abertas, mas também uma certa rotina na fantasia. Foi então que ela surgiu com a ideia.

“Amor, que tal a gente sair? Tipo… pra uma balada. Só nós dois. Mas com um combinado.”

Olhei para ela, intrigado. Estávamos no sofá, um sábado à tarde preguiçoso.

“Que combinado?”

Ela mordeu o lábio, aquele sinal de que estava excitada só de pensar.

“Eu vou arrumada. Você me deixa dançar sozinha. E se alguém chegar em mim… você fica de longe. Observa-me .”

A proposta era clara: o risco do público, do anonimato, do imprevisível.

“E se for alguém que a gente conhece?”, perguntei, a voz um pouco mais grave.

“Melhor ainda”, ela sussurrou, os olhos verdes brilhando. “É o risco que me excita.”

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Naquela noite de sexta-feira, ela se preparou como se fosse para uma guerra de sedução. Vestido prata, curtíssimo, brilhante como escamas, justo no corpo e decotado nas costas toda. Salto alto prateado, cabelos soltos e ondulados, maquiagem esfumada com glitter nos cantos dos olhos. Estava irresistível — e sabia.

Eu, de preto, discreto, me sentindo ao mesmo tempo orgulhoso e exposto.

A balada era grande, um dos lugares mais movimentados da cidade. A música eletrônica pulsava, as luzes estroboscópicas cortavam a penumbra azulada e roxa, e o ar cheirava a suor, álcool e perfume doce.

Logo que entramos, senti olhares nela — homens, mulheres, todos cravados naquela ruiva de vestido prateado que andava como se dona do lugar. Ela me apertou a mão rapidamente e sussurrou no meu ouvido:

“Vou pro dance floor. Fica no bar, me observa. E, Henrique… não interfere, tá?”

Beijei sua nuca. “Tá combinado.”

Ela sumiu entre a multidão. Fui para o bar, pedi uma água tônica com gelo e limão e me fixei em tentar encontrá-la no meio das pessoas.

Demorou alguns minutos até localizá-la. Ela estava perto de uma coluna, dançando sozinha, olhos fechados, as mãos para cima, o corpo se movendo com uma sensualidade natural e hipnótica. Em menos de cinco minutos, um cara se aproximou.

Era alto, moreno, cabelo curto, camisa social aberta. Dançou perto dela, sem tocar, só se insinuando. Ela abriu os olhos, olhou pra ele, e um sorriso pequeno surgiu. Era o sinal.

Meu coração disparou. Apertei o copo com força.

Ele se aproximou mais, falou algo no ouvido dela. Ela riu, jogou o cabelo para trás. Então ele colocou a mão na cintura dela — e ela deixou.

A música mudou, ficou mais pesada, com batidas profundas. Ele a puxou contra seu corpo, e ela encaixou o quadril no dele, dançando colada, as costas contra seu peito. A mão dele deslizou para sua barriga, depois subiu, devagar, até quase tocar a base dos seios. Ela arqueou as costas, deixando a cabeça cair no ombro dele.

Eu sentia um calafrio percorrendo meu corpo — tesão, ciúme, posse, voyeurismo, tudo misturado.

Em um certo momento, ela olhou para a minha direção. Nossos olhos se encontraram através da penumbra e da multidão. Ela me manteve o olhar, enquanto a mão do cara descia pelo seu vestido, pela lateral da coxa, até chegar perto da barra curta. Ela não impediu. Pelo contrário — moveu o quadril para trás, esfregando-se nele.

Eu estava completamente duro, esquecido da balada, das pessoas, de tudo. Só existiam ela, ele e eu.

De repente, ele a virou de frente e a beijou.

Foi um beijo profundo, de língua, de mão na nuca, de dominação clara. Ela respondeu com a mesma intensidade, as mãos puxando o cabelo dele. Durou longos segundos, até que ele a puxou pelo braço e começou a levá-la para um corredor latera,l mais escuro, que parecia levar aos banheiros e a uma saída de emergência.

Ela me olhou de relance, rapidamente, e eu entendi: era minha vez de seguir.

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Deixei um dinheiro no balcão e fui atrás, com o coração na garganta. O corredor era estreito, mal iluminado, com paredes de tijolo à vista e um cheiro de cigarro e mofo. Ouvi risadas abafadas e passos à frente.

Quando virei a esquina, quase colidi com eles.

Estavam num recesso, perto de uma porta de saída de emergência, quase completamente às escuras. Ele a tinha encostado na parede, o vestido prateado subido até a cintura, e ela estava com as pernas abertas, enroladas em torno dele. Já a penetrara — dava para ver pelo movimento dos quadris dele, rápido, profundo, e pelos gemidos abafados que ela soltava, com a boca tapada pela mão dele.

“Gosta, é? Gosta de ser pega na balada, putinha?”, ele rosnava no ouvido dela, metendo com força.

Ela só gemia, os olhos fechados, o rosto virado de lado, colado na parede fria.

Eu me escondi atrás de uma coluna, a poucos metros de distância, conseguindo ver tudo. Minha respiração estava ofegante, minhas mãos trêmulas.

Ele mudou a posição, baixou ela no chão, ajoelhou-se e a fez ficar de quatro. Levantou o vestido todo, revelando que ela não usava calcinha. A noite toda sem calcinha. Ela foi planejada para isso.

Ele entrou nela por trás, segurando seus quadris com força, cada estocada fazendo um som úmido e pesado no silêncio relativo do corredor. Ela apoiava as mãos na parede, a cabeça baixa, os cabelos ruivos caídos como uma cortina.

“Vai gozar, ruiva? Vai gozar com um desconhecido te fodendo num corredor?”, ele provocava.

Ela não respondia com palavras — só com gemidos cada vez mais altos, menos contidos. Até que seu corpo começou a tremer, as pernas fraquejaram, e ela soltou um gritinho abafado. Ele riu, baixo, e acelerou ainda mais, até gemer também, enterrando o rosto no pescoço dela e gozando.

Ficaram parados um instante, ele ainda dentro dela, os dois respirando como se tivessem corrido uma maratona.

Então ele se afastou, se ajustou, olhou pra ela ainda de quatro e disse:

“Agora limpa.”

Ela virou-se, ainda de joelhos, e começou a chupá-lo, lenta e meticulosamente, limpando seu pau misturado com ela mesma. Ele fechou os olhos, relaxado, segurando o cabelo dela.

Quando acabou, ele apenas a ajudou a levantar, deu um tapinha na sua bunda e disse:

“Valeu, ruiva. Se cuida.”

E sumiu pela porta de emergência.

Ela ficou lá, por um minuto, encostada na parede, o vestido desarrumado, os olhos perdidos. Então, lentamente, arrumou a roupa, passou as mãos no cabelo e olhou ao redor — até me encontrar atrás da coluna.

Nossos olhos se encontraram de novo. Dessa vez, não havia provocação — só cansaço, vulnerabilidade e uma intensidade quase palpável.

Ela veio até mim, cambaleando um pouco nos saltos. Chegou perto, e eu senti o cheiro do sexo, do suor dele, da balada.

Sem dizer nada, ela me beijou. O beijo era salgado, quente, profundo. Dava para sentir o gosto dele ainda na boca dela.

“Vamos pra casa”, ela sussurrou, quebrada.

“Vamos.”

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No carro, ela não falou nada. Só segurou minha mão com força, o olhar fixo na rua escura. Em casa, deixei ela no banho sozinha — dessa vez, ela precisava de privacidade.

Quando saiu, envolta num roupão, veio direto para a cama. Deitou de lado, e eu me encostei atrás dela, envolvendo-a com meus braços.

“Foi pesado”, ela disse, de repente, voz rouca.

“Foi.”

“Na hora… foi tudo nublado. Só dava para sentir ele, a parede fria, a música distante… e saber que você estava vendo.”

“Eu vi tudo.”

Ela virou-se para mim, o rosto iluminado apenas pelo abajur.

“Me senti usada. E me senti viva. É estranho.”

Acariciei seu rosto. “Não precisa explicar.”

“Preciso sim. Para você entender… que mesmo naquele momento, com ele dentro de mim, eu pensava em você. Pensava em como te contar depois. Em como você ia me segurar depois.”

Beijei sua testa. “Eu te seguro sempre.”

Ela então sorriu, um sorriso cansado, mas real.

“Sabe o que mais? Quando ele me chamou de putinha no corredor… pela primeira vez, eu senti que era. E gostei.”

Fiquei em silêncio, absorvendo.

“Você ainda me ama?”, ela perguntou, de repente, vulnerável como no início de tudo.

“Amo mais do que nunca. Porque você é minha esposa, minha ruiva, minha princesa… e a putinha que volta sempre pra mim.”

Ela enterrou o rosto no meu pescoço e chorou baixinho, aliviada. E ali, naquele abraço, no cheiro do shampoo dela, no calor das lágrimas na minha pele, eu soube:

Estávamos navegando em águas profundas e perigosas, mas o barco era forte. E o porto sempre seria um só — o outro.

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Comentários

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Eu faria essa putinha ruiva minha submissa,descia o coro nela todos os dias e mandaria ela cheia porra para o corninho dela.

As vezes transaria com ela na frente do corno e humilharia ele de todas as formas possíveis,desde xingamentos até fazer ele limpar a porra dos orifícios dela com a língua.

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Muito bom, o texto é ótimo, eu só me pergunto , por algo que muitas vezes tem nos contos, a mulher dizer, que só fazer sexo com estranhos a dez se "sentir viva", nunca li, pelo que me lembre, um homem dizer isso. Parece que para elas o casamento e o sexo com o marido é algo parecido com a morte ou um topor. E claro a relação sempre desigual, elas geralmente quer tudo, mas o marido na maioria das vezes não pode ter a mesma liberdade ou direito, já fui em.muita balada liberal e casa de swing, sempre como single, mas juro que mesmo assim é difícil entender esse universo que leio nos contos.

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