— Não tem espaço pra todo mundo — eu disse, enquanto Patrick falava no telefone. — Relaxa — ele respondeu, sem tirar o celular da orelha. — Pode colar, a gente tá esperando aqui na praça.
A gente quase nunca dava rolê de carro. Era sempre a pé: baseado na mão, garrafa de pinga ou cerveja quente no bolso. Mas naquela sexta Patrick resolveu inovar.
Parecia mais uma noite qualquer. Não era.
Eles chegaram no Corolla velho do pai do Luan — espaçoso o suficiente, na teoria. Luan, o clássico playboy de bairro que usava o carro alheio pra desfilar e tentar impressionar as minas. Nat e Mayara eu só conhecia de vista, de cruzar na praça.
Eu tomava uma e, entre um gole e outro, devorava Nat com os olhos.
Baixinha, cheinha nos lugares certos, cabelo castanho escuro caindo longo pelas costas. Lábios finos que ela sempre fazia biquinho nas fotos — aquilo me deixava louco. Piercing no septo brilhando discreto. E o corpo… peitos fartos que esticavam qualquer tecido, quadril largo, coxas grossas e um rabão que parecia desenhado pra acabar com qualquer um. A mulher dos meus sonhos. O problema? Ela nem sabia que eu existia. Pelo menos até aquela noite.
Luan estacionou bem na nossa frente, já abrindo as portas. — Bora pro mercado? — gritou pela janela. — Tá faltando gelo e mais breja. A noite tá só começando!
A galera se mexeu rápido. Mayara foi na frente com Luan. Patrick se jogou no banco do meio junto com o Téo (que apareceu do nada, como sempre). Sobraram eu e ela.
Cinco lugares. Sete pessoas. Matemática cruel.
— Nat, vai no colo do mano aí — Patrick berrou, rindo alto e apontando pra mim. — Teve sorte hoje, hein, seu puto!
Senti o sangue subir pro rosto. Gaguejei um “que isso, véi…”, mas ninguém deu bola. Só risada.
Nat deu de ombros, com aquele sorrisinho de canto que já me matava antes mesmo de começar. Estava vestida pra destruir: saia jeans curtíssima mal cobrindo metade da coxa grossa, blusinha preta colada e decotada ao extremo, apertando os seios de um jeito que pareciam prestes a escapar. O piercing reluzia sob a luz amarelada do poste, cabelo solto roçando os ombros.
Ela abriu a porta devagar, entrou de lado e desceu direto no meio das minhas pernas. No instante em que o peso macio da bunda dela se acomodou, senti tudo: calor, pressão, a saia subindo mais um pouco, revelando ainda mais pele. Ela se ajeitou com calma, mexendo o quadril pra encontrar o encaixe “perfeito”. Cada movimento era uma tortura lenta.
— Desculpa, tá apertado mesmo — murmurou, olhando de lado com aquela voz rouca que arrepiava.
Tentei focar em qualquer coisa: na música baixa do rádio, nas luzes da rua passando, no teto do carro… Mas era inútil. Quanto mais ela se mexia, mais roçava. O tecido fino da calcinha contra o jeans da minha calça, o calor subindo, o perfume misturado com álcool e um leve toque de cigarro. Meu pau endureceu na hora, latejando forte, sem disfarce.
Ela sentiu. Parou por um segundo… depois deu uma risadinha baixa e se acomodou ainda mais, como se tivesse gostado do recado.
— Relaxa — sussurrou só pra mim, enquanto o carro começava a andar. — Tá tudo bem.
Patrick virou lá da frente: — Tá curtindo aí atrás, seu safado? Não goza no carro do Luan, hein!
Gargalhada geral. Eu só consegui sorrir torto, coração na boca, enquanto Nat fingia inocência… mas continuava ondulando o quadril devagar, quase imperceptível.
O carro sacolejava nas ruas esburacadas. Cada buraco fazia o corpo dela subir e descer no meu colo. Ela aproveitou. Começou a rebolar com intenção: círculos lentos e precisos, pressionando a bunda quente contra mim, encaixando meu pau bem no meio das nádegas fartas. O tecido da saia e da calcinha parecia ilusão — dava pra sentir cada curva, cada relevo.
De repente, a mão dela desceu e encontrou a minha, parada na lateral do banco. Entrelaçou os dedos com uma lentidão maldosa. As unhas compridas arranharam de leve a palma da minha mão, o polegar dela circulando meu pulso, subindo e descendo. Um carinho cheio de safadeza. Cada toque parecia dizer: “Eu sei exatamente o que tô fazendo com você”.
Meu coração disparou. A respiração dela ficou mais pesada também. O som alto, a fumaça, a galera bebendo… ninguém prestava atenção.
Nat inclinou a cabeça pra trás até a nuca encostar na minha boca. O cheiro do cabelo misturado com perfume invadiu tudo. Ela moveu o pescoço devagar, roçando a pele quente e macia nos meus lábios entreabertos. Soltei o ar quente sem querer. Ela arrepiou inteira. Apertou mais as nádegas, envolvendo meu pau como se quisesse me masturbar só com o corpo.
— Tá gostando? — sussurrou tão baixo que só eu ouvi, enquanto as unhas continuavam riscando minha pele e o quadril descia mais fundo.
Não respondi. Só apertei a mão dela de volta, respirando contra a nuca, sentindo o pré-gozo escorrer.
Nat tinha fama na praça. Todo mundo falava: só pegava “os melhores” — os caras de carro bom, grana, status. O ex, Billy, era o rei disso: chegava buzinando, saía com ela de braço dado como troféu. O boato mais pesado? Que ela tinha feito um boquete nele atrás do coreto, numa noite que a galera tava toda chapada. Uns juravam que viram. Outros diziam que era lorota. Eu nunca liguei pra fofoca. Fumaça. E ali, com ela rebolando devagar no meu colo, o calor do corpo dela, o jeito malicioso de apertar minha mão… boato nenhum importava.
O carro parou no estacionamento do mercado. Luan desligou o motor. Portas abrindo, risadas, passos no asfalto. A galera desceu toda.
Mas nós ficamos.
Nat nem se mexeu. Virou o rosto de lado, me olhando por cima do ombro com aquele sorrisinho perigoso, piercing brilhando na luz fraca. A saia tinha subido tanto que eu via quase tudo: a curva da coxa, o contorno da calcinha, um vislumbre da buceta.
— Se quiser meter em mim rapidinho… eu deixo — sussurrou, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Mordeu o lábio inferior de leve, esperando. A mão ainda fazendo carinho lento na minha, me convidando a decidir.
O carro vazio. Lá fora, a turma já sumindo na porta do mercado. Dentro, só o calor, a tensão, meu pau pulsando forte entre as bandas do rabão dela.
Era agora ou nunca.
Se alguém ficou com o pau duro lendo esse texto, curtam e comentem para que tenha uma continuação, para que eu continue falando mais da Nat e todas nossas aventuras.
