Seduzida pelo escravo

Um conto erótico de Insensatez
Categoria: Heterossexual
Contém 1824 palavras
Data: 02/01/2026 17:58:04

A noite era chuvosa, uma chuva torrencial, mesmo assim a Coupé estacionou na entrada. Havia um arco de pedras e ao lado uma pequena guarita.

O cocheiro acenou, seu casaco de couro e o chapéu completamente ensopados. Apareceram dois escravos trajando blusas de algodão e calças de ganga azul listradas e abriram o portão.

A carruagem andou e estacionou no terreiro o mais próximo da entrada principal do convento. Uma porta de ferro fundido, se abriu e alguém surgiu com uma sombrinha chinesa. Uma mulher vestida de freira se aproximou da pequena porta do Coupé e uma figura miúda trajando uma saia preta engomada, um chalé sobre a cabeça esgueirou-se junto com a outra na direção da entrada.

"Dona Consuelo! Tudo bem com sinhá?"

A jovem na casa dos vinte anos mostrou um sorriso meigo retirando o chalé. Os olhos negros, o cabelo preso num coque atrás da cabeça.

"Irmã Inocência, como vai? Obrigada por receberem-me outra vez."

As duas deram as mãos, depois um abraço. Tinham a mesma idade, ainda que a noviça Inocência fosse mais morena, sinal de mestiçagem. A mãe era uma negra Mina e o pai um português do Algarve. Já Consuelo tinha a tês mais alva, os avós vieram dos Açores no final do século XVIII.

"Madre Tereza?"

"Está vindo. Aceitas um café?"

"Aceito."

A noviça indicou a direção com um gesto e as duas caminharam até o refeitório, um salão largo com duas mesas formando um 'T'.

Inocência puxou um bule e despejou a bebida fumegante num xícara rústica.

"Tá bom! Ainda mais com essa chuva."

"Coronel Belmiro vai viajar novamente?"

A outra fez um leve sinal com a cabeça e tomou outro gole. Riram juntas apertando as mãos.

"Irmã Inocência! Mais compustura, aqui é um local de recolhimento e oração, esqueceu-se?"

As duas tomaram um susto, arregalaram os olhos e ergueram

"Perdão madre."

Consuelo, abaixa numa leve referência com a cabeça, depois tomou da mão da veneranda e beijou o anel.

"Sua bênção, madre."

"Deus te abençoe."

Veio um sinal da cruz.

"Recebi mais cedo o pedido do coronel. Espero que seus aposentos sejam apropriados a uma dama da nossa sociedade como a senhora."

"Com certeza serão."

"O coronel ficará fora muito meses, como ano passado?"

"Uma viagem mais curta, dois ou três meses no máximo."

"Nos veremos amanhã antes da missa."

"Sim madre."

Madre Tereza uma cinquentona de olhos claros e um leve sotaque espanhol, esboçou um sorriso e foi. Ficaram as jovens trocando confidências pelos olhares.

"Vem, acompanho até o teu cômodo."

Inocência tomou de um castiçal, acendeu e saiu na direção contrária por saiu a madre. Deram algumas voltas, subiram dois lances de escada.

O quarto de Consuelo ficava fora do ambiente reservado as noviças, algo comum e muito conveniente naquela época, onde os maridos mais 'precavidos' deixavam as suas espousas.

O convento era uma construção antiga, erguida pelos guaranis nos tempos em que aquelas terras eram chamadas de Guairá pelos espanhois, isso há mais dois séculos. Foi quando os mamelucos paulistas invadiram o território em busca de escravos.

A construção foi o que sobrou de uma das tantas reduções jesuíticas de então, o pouco que restou do período. Foi reconstruído, alterado e tornou-se o convento das Carmelitas de São Roque do Sul. Tudo agora era parte do recém fundado Império brasileiro.

A porta rangeu quando a irmã destrancou e abriu.

"Não é como a tua casa, mas pelo menos é só teu."

"Aqui é um paraíso, aquilo lá... nem é bom pensar."

"O coronel continua o mesmo?"

"Vosmecê acha que ele viajou porque? Foi visitar a corte, a capital, dizem que chegaram umas estrangeiras, francesas eu acho."

"Cansou das negrinhas."

"Cansou nada, resolveu variar. Aí! Ainda bem, melhor sem ele por perto. Já não estava mais suportando os maltratos. Anda cada vez mais rancoroso."

"E ciumento, senão não te mandava para cá."

Os olhos de Consuelo refulgiram, um riso obsceno formou em seu rosto. Inocência acendeu duas velas, e o ambiente ganhou vida. Tudo muito simples, rústico como era de esperar, a cama, uma cômoda, um pequeno armário e um criado mudo. Além da imagem de Jesus numa das paredes.

"Mal sabe ele o que o convento tem a oferecer."

"Não são as missas, as orações?"

"Tu sabes que não. Deixa de ser falsa irmã, pecado."

"Só o meu?"

Sentaram na cama, de novo de mãos dadas. Mais que amigas.

"Esquecemos tuas malas sinhá. Depois mando trazerem para cá."

"E quem você vai mandar trazer?"

Inocência mordeu o lábio e abriu um sorriso sapeca.

"Quem vosmecê quer que traga?"

"Miguel, talvez?"

A irmã ergueu levemente os ombros, os olhos fixos brilhando. Estudando a dama da sociedade de São Roque. Casada com um dos homens mais importantes da vila.

"Tão necessitada assim? Não pode esperar até amanhã?"

"Saudades, tu não sabes o que é ficar sem homem de verdade por quase um ano."

"Vício é outro pecado, sabia?"

"E tu não pecas nunca?"

Riram debochadas, como duas meninas levadas.

"A culpa é tua dona Consuelo. Eu não sabia que faziam coisas como aquelas com os homens."

"Tinhas Miguel durante anos e nem sabia para serve um deles? Ainda bem eu vim passar uns tempos contigo."

"A culpa é tua se não sou mais uma virgem."

"Minha não, a culpa é de Miguel. Dormistes mais vezes com ele?"

"Algumas, poucas."

"Mentirosa, sei que é quase toda semana."

"Quem te contou?"

"Segredos, eu sei e é o que importa."

"Foi Miguel quem contou?"

"Não, um conhecido. Mas agora chega de perguntas. Anda, manda trazer minhas malas. Preciso trocar de roupa."

"Só trocar?"

"Deixe de ser abelhuda."

***

Um negro retinto apareceu na soleira depois que a porta se abriu. Um homem alto, com marcas da sua nação em seu rosto e nos braços, deixavam claro que sua origem era o povo Bakongo não muito longe da colônia portuguesa de Angola.

"Miguel! Pode, pode deixá-las ali. Por favor."

Um sorriso largo surgiu na face do preto. Os dentes alvos, os ombros largos, melhor ainda a bata de algodão molhada. Aquilo pingava no piso pedra.

"Nossa! Assim tu pegas uma constipação ou até algo pior. Tiras."

Consuelo esticou as mãos delicadas, pequenas e alvas, tocou o peito úmido do jovem de pouco menos de trinta anos.

"A madre não vai gostar sinhá."

"Esqueça a madre. Paguei caro para estar aqui, quer dizer, o senhor meu marido pagou. Então, madre Tereza não tem do que reclamar."

"Pior, o coronel Belmiro é homem mui violento."

"O coronel viajou, foi tratar de negócios na corte. Dois meses, talvez três."

Miguel ergueu os braços e ela puxou a camisa molhada, um peito musculoso apareceu, a barriga trincada, e as gotas da chuva escorrendo no corpo negro.

Consuelo ergueu as sobrancelhas, abriu a boca maravilhada com a perfeição das formas. O deus negro a uma braça de distância. Esticou o braço, a mão delicada acariciou o peito dele, seu mamilo foi ficando mais duro.

Consuelo beliscou com os dedos. Mordeu o lábio inferior com seus dentes, ficou parecida com uma coelhinha atrevida.

Depois inclinou e chupou, chupou o mamilo do homem, lambeu com a ponta da língua e mordeu.

"Uuuh!"

A mão ávida desceu a cintura do jovem, desatou o cordão grosso da ganga. Um tronco rígidos aflorou, cabeçudo e grosso. Mal cabia na palma da mão delicada. Ela apertou e massageou. Ele grunhi como um animal ferido, puxou a respeitada dama pelo coque atrás da cabeça.

As bocas grudaram, ansiosas, esfomeadas, cada vez mais viciadas. As línguas rolaram loucas entre as bocas. Mordidas, cuspidas, chupadas.

E a esposa do coronel masturbando o escravo do convento. Punhetava cada vez mais agitada, como Miguel ensinara. O sumo começou a escorrer do alto da pica. A lubrificação melhorou a masturbação. Miguel mais quente, mais duro e comprido.

Ela nem deu conta que o negro atrevido abria-lhe o vestido. Primeiro os botões nas costas, depois foi-se o corpete. Não demorou nada, as mãos negras tinham os peitinhos de madame deitados nas palmas claras.

Ele espremeu, ela gemeu, os biquinhos rosados endureceram, o sangue enchendo os seios. Deixando a dama excitada, a vagina começando a inchar, endurecer e molhar.

"Miguel!"

O deus negro a fez sentar na cama, ele de pé, as calças cederam e desceram. O mastro negro balançando a centímetros da boca de Consuelo. A jovem salivou de desejo, encarou de baixo com os olhinhos negros e mordeu a pica preta cabeçuda. Depois beijou e mamou o gostinho azedo de homem tarado. O gosto de macho na boca, o sabor viril descendo pela garganta.

Consuelo estava com saudades, abriu a boca ao máximo e falo preto invadiu sua garganta. Como antes, como um sonho devasso. O caralho grosso fodendo a boca da respitada dama da vila de São Roque. A esposa do coronel num boquete pecaminoso com um escravo.

Miguel assumiu o controle, tirou fora o falo preto. Consuelo queria mais, seu orgasmo ainda era pouco. Deixou a dama ansiosa vendo a baba cristalina pingando na face. Esbofetou Consuelo com a pica, tratou madame como uma vadia. Depois lhe ofereceu as bolas. Pesadas, cheias de porra.

Vagabunda ela engoliu a primeira, sugou como uma rameira, fez Miguel arrepiar por inteiro. A esposa do coronel passou a segunda, lambeu e sugou. Enquanto massageava a outra com as unhas nuas.

"Me enche Miguel. Faz o que eu mando!"

Pareceu uma eternidade até se livrarem da saia, das três anaguas. Consuelo pensou em deitar. Miguel ergueu-lhe pela cintura. Ela temeu não suportar, tão delicada, tão inocente.

"Aaah! Oooh! Uuu! Uuuugh!"

O tronco grosso e cumprido enterrou em suas carnes alvas. Seus lábios delicados se abriram e o falo grosso perfurou-lhe o ventre. O tronco forte afundou em seu útero.

"Oooh! Oooh!"

Consuelo sentiu sua boceta queimar, o suor brotando em seus poros. Seus sucos quentes descendo como um corrimento. Melando o cacete do amante.

"Oooh! Ooo! Menino! Aaah!"

A vulva ardia de desejo e dor. Miguel era intenso, imenso. O poste preto indo mais fundo. Ela agarrada aos ombros largos e ele segurando a jovem dama pelas coxas como uma boneca de porcelana.

Miguel gritou como um animal ferido, os dois se beijaram no ato. O urro gutural continou em sua boca. Consuelo percebeu o momento, Miguel se arrepiou e seu tronco vomitou o sêmen na vulva da esposa do coronel. Jatos e jatos de uma porra branca e gosmenta untando a vulva da dama.

"Miguel, chega! Que tanto, nossa!"

A gala branca começou a pingar, a escorrer pelas coxas e molhar o piso do quarto.

"Me deita, homem. Assim eu não suporto vosmecê. Ufa!"

"Achei que sinhá andava precisando."

"Háhá! Precisando sim, mas não assim. Desse modo tu me engravidas. Como é que eu explico isso ao senhor meu marido?"

"Diz que foi ele?"

"E se nascer um como você, um negrinho do cabelo encaracolado. Ou talvez um mesticinho? Não sei o que é pior."

"Sinhá quer que eu me vá?"

"Claro que não! Fica é uma ordem."

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Insensatez_01 a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

essa é uma questão interessante. Quando, durante o império, se uma mulher casada engravidasse de um escravo e nascesse um garoto mestiço. Provavelmente o marido mataria a mulher, mas não há registros históricos desses fatos. Acontecia, mas as autoridades fingiam que não viam esses assassinatos.Essa série Convento das Carmelitas é excelente.

0 0