Minha jovem esposa infiel e seus amantes (por Lael - parte I)

Um conto erótico de Lael
Categoria: Heterossexual
Contém 3754 palavras
Data: 13/01/2026 12:31:36

Seja por terem tido poucas parceiras sexuais ou mesmo tendo um número razoável, mas dentro de uma mesma bolha social/cultural, muitos homens acreditam equivocadamente que uma mulher que já transou com vários, é relaxada, vulgar, daquelas que falam palavrão, andam com roupas escandalosas, são desleixadas em todos os sentidos.

Entretanto, posso contar com a minha experiência de vida que isso não é verdade. Sim, existem aquelas que são como acabei de descrever, mas há um número muito maior das que pintam e bordam, mas são delicadas, cheirosas, educadas bem arrumadas e todo cara que não as conhece bem, jamais imaginaria o que elas já fizeram. Digo isso, porque conheci uma garota assim, mas antes de chegar nela devo explicar quem sou. Este não é um conto recomendado aos cornofóbicos, redpills (ahahaha) e reaças em geral, pois trará infidelidade com e sem cumplicidade, mas também terá muito sexo e reviravoltas nos momentos certos.

Meu nome é Elder, atualmente tenho 35 anos, mas minha história começa exatamente quando estava com 18 anos e tive que me mudar da capital para o interior de São Paulo, mais precisamente, para Ouro Belo (nome fictício), uma cidade que na época tinha 15 mil habitantes e ficava bem perto de São José do Rio Preto, essa enorme com 500 mil habitantes. O motivo de ir para tão longe (450 km) é que após 3 anos passando por uma crise financeira em sua empresa de médio porte, meu pai quebrou, perdemos praticamente tudo, e junto com minha mãe tivemos que ir embora, pois meu pai tinha família, uma boa casa lá, e queria recomeçar trabalhando para o meu tio que havia prosperado no ramo de calçados e estava oferecendo uma chance incrível para que meu coroa se reerguesse, entrando de sociedade com o pouco que lhe sobrara.

Outra coisa chata é que tive que abandonar o curso na área de tecnologia que tinha começado, pois não era uma universidade pública e os custos das mensalidades eram exorbitantes.

Foi um choque muito grande chegar a uma cidade tão pequena. Já tinha ido passear lá algumas vezes e até gostava, mas por uns dias. Havia cachoeiras na região e prainhas que é como eles chamavam alguns rios com uma faixa de terra.

Em muitas cidades pequenas e medianas do interior, quando chega algum rapaz novo, as garotas ficam ouriçadas, o mesmo ocorre se chegar uma garota “de fora”, os gaviões ficam doidos. E foi por isso e também pelo fato de ser um jovem de boa aparência, que nos primeiros meses me dei bem e fiquei com várias da mesma faixa etária, com algumas foram só beijos e amassos, mas com outras, rolou tudo e quando isso ocorria, o jeito era pedir emprestado a casinha de CDHU que meu primo Lucas tinha e que usava apenas como “abatedouro”.

Apesar de jovem, tinha um bom desempenho em termos de sexo, isso se deve ao fato de ter tido uma empregada que trabalhou em minha casa e com quem fiz muito sexo. Ela me ensinou os caminhos e quando tivemos que dispensá-la e nos mudarmos, fiquei bem chateado. Fato é que por ter aprendido tão bem como fazer preliminares criativas, posições diversas e entender os sinais que mostram o que uma mulher quer ou não naquele momento, acabei me dando bem na cidade e só não namorei uma das mais riquinhas de Ouro Belo porque estava disposto apenas a curtir, sem compromissos.

Numa das vezes em que estava nessa casinha da CDHU do meu primo, tomando umas cervejas com ele e mais dois amigos no fundo do quintal, vi pela primeira vez, Lucélia, que morava na casa do lado direito, mas como o muro era baixo, dava para ver o outro quintal. Era uma garota também de 18 anos, branca, cabelos bem lisos e cumpridos num tom castanho especial, que dependendo do tipo de luz, pareciam ruivos, tinha um rosto delicado, olhos negros e pequenos, nariz arrebitado, rosto fino, lábios finos e rosados, um sorriso sapeca, suas maçãs do rosto e as bochechas ficavam vermelhas com facilidade. Tinha um corpo esguio, seios médios e bumbum deliciosamente médio e arrebitado. A garota tinha 1,70m e na hora imaginei que tivesse uns 15, 16, pelo rosto.

Lucélia pegou umas roupas no varal e seus olhos cruzaram rapidamente com os meus e após alguns segundos, ela deu um leve sorriso, mas logo depois voltou para dentro da pequena casa. Sapão que era um dos amigos que estava na roda, disse baixo para o meu primo:

-Olha o teu primo já de olho na Lucélia.

Na hora eu o cortei:

-Não quero graça com menina com menos de 18, isso dá um rolo. Só olhei por curiosidade.

Meu primo Lucas sorriu:

-Menor ela não é, e tem uma boa quilometragem. Essa daí começou a dar cedo e deu tanto, mas tanto, que com 16 anos, já era mãe.

-Caramba! Achei que tivesse uns 15!

-Com 15, ela já estava embuxada, mas numa coisa você tem razão, ela tem um jeitinho tão delicado de novinha que engana qualquer um, mas o Fagner já comeu muito ali e pode te dizer, não foi, Fagner?

Fagner era o outro amigo que estava bebendo com a gente e disse:

-Cara, ela trepa demais, nem dá para acreditar que é tão nova, e goza, goza, mas goza mesmo. Até quis namorar a putinha, mas o caboclo que se mete ali, tá ralado, essa não aguenta ficar sem ver uma pica diferente. Agora, ela tá namorando aquele babaca do Giba, mas certeza que tá dando seus pulos por fora.

Meu primo complementou e disse:

-O esquema dela agora é ir para Rio Preto com a Samantha, pegam o ônibus na rodoviária e lá, né, velho? Cidade enorme, duas gatas com vontade de dar, arrumam fácil.

-Mas ela não tem um filho pequeno?

-Filha. – disse meu primo, que deu um gole na cerveja e continuou.

-Tem muito cara que engravida uma garota e some, mas no caso dela, o carinha tinha grana pesada mesmo e depois de fazer um teste de DNA, pediu para ficar com a bebê, disse que a mãe dele cuidaria melhor. A Lucélia aceitou achando que seria por uns tempos e que poderia ver a filha sempre, mas acabou sendo enrolada e agora ele levou a filha para longe e ela não tem como botar advogado, nada.

-Vixe, mas que história enrolada da porra, vamos falar de outra coisa. – respondi sem querer saber mais de drama.

Dias depois, vi Lucélia saindo da fábrica de calçados de meu tio. Eu tinha começado a trabalhar lá, mas no escritório, não ganhava uma fortuna, porém, era melhor do que ficar parado, além disso, com meu pai investindo o pouco que lhe sobrara para ser dono de uma parte da empresa, logo, eu poderia galgar um posto melhor. Ela estava com os longos cabelos presos no formato de rabo de cavalo, usava uma calça jeans comum, mas que permitia desenhar seu bumbum arrebitado e uma blusinha verde. Fiquei fascinado pelo jeito dela, apesar de não ter todo cuidado de uma patricinha, era mais bonita que a maioria das que tinham na cidade.

Lucélia estava com duas amigas e essas a avisaram de que eu estava olhando-a. Ela deu um longo sorriso para mim, confiante, mas seguiu em frente, como se aquilo não fosse importante, muitos ficavam assim quando a viam.

Em outra ocasião, a vi junto com o namorado, o tal de Giba. Estava tendo um show no salão de baile principal da cidade. Lucélia estava bem arrumada, maquiada, usava um vestido preto curto de alcinha e cabelos soltos. O cara não era lá grandes coisas, mas também não era totalmente um mal-acabado.

Naquela noite, vi os dois dançando, se beijando e depois indo embora juntos. Pareciam estar apaixonados e decidi parar de pensar nela e tentar salvar minha noite.

Entretanto, duas semanas depois, fui com meu primo e mais alguns amigos a uma prainha na região. Estava bem cheio, pois além do calor, uma rádio local estava fazendo um evento com jogos, brincadeiras e música ao vivo. Ficamos bebendo devagar, dando uns mergulhos e azarando a mulherada, até que num dado momento, vejo Lucélia, Giba, a tal de Samantha e mais umas 3 pessoas que conhecia de vista da cidade.

Já no meio da tarde, vejo Giba novamente com mais dois caras, eles estavam mamadaços, tentando jogar, bola, na areia, mas furavam, tropeçavam e caíam pateticamente.

Pouco depois, dui até uma espécie de quiosque pedir mais uma cerveja e nesse momento, vi Lucélia e Samantha conversando com 2 caras com panca de playboys, deveriam ser de Rio Preto ou até mesmo de São Paulo.

Lucélia estava dando a maior bola para um deles. Ela usava, só na parte de baixo, uma saída de banho azul bebê bem transparente que dava para ver biquininho rosa. Eu já a tinha visto antes saindo da água e fiquei ainda mais admirado por seu corpo perfeito e esguio.

Samantha conversava com outro cara também dando a maior abertura. Ela era uma morena ao estilo cabocla, muito bonita, mas eu estava encantado por Lucélia e curioso para saber no que aquela conversa ia dar. Pouco depois, a amiga e ela, apontaram para o lado contrário da prainha que era onde tinha muitas árvores, mato e apenas uma trilha que levava a uma pequena cachoeira, e se despediram voltando para o lugar onde estavam Giba e os amigos.

Notei que os caras caminharam em direção à trilha, enquanto isso, Lucélia e Samantha conversaram um pouco com Giba e os amigos, como se nada tivesse ocorrido. Porém, uns 20 minutos depois, ela disse qualquer coisa ao namorado e saiu junto com a amiga. Primeiro fingiram que foram caminhar perto da água, mas logo subiram e tomaram o mesmo rumo que os novos “amigos” delas tinham ido.

Não sei por quê, mas ver aquela garota com jeito tão doce e ao mesmo tempo sapeca, enrolando o trouxa do namorado cachaceiro na cara dura, num local com tanta gente, me deu um tesão inexplicável. Decidi que as seguiria à distância. Esperei um bom tempo, pois se me vissem, certamente, melaria o programinha delas.

Quando senti que já deveriam estar longe o suficiente, peguei o mesmo rumo. Já tinha ido até a cachoeirinha outras vezes. Era uma boa caminhada, porém, pouco depois da metade, ouço conversas vindo do lado direito que tinha um barranco de uns 5 metros e mais abaixo um local plano e bem isolado, ideal para o que eles provavelmente fariam.

Fiquei parado por um tempo, as conversas cessaram num dado momento e só aí decidi me aproximar do barranco e olhar. Nesse momento, vejo Samantha já agachada mamando o pau médio de um dos caras, mas eu não estava nem aí para ela, queria ver Lucélia, e um pouco mais à esquerda a vi em pé beijando o outro cara, espremidos entre duas pedras grandes, e já alisando o pau dele por fora da sunga, uma rola de média para grande. Fiquei muito excitado, pensei em Giba quase desmaiado na cadeira com o rabo cheio de cerveja e caipirinha, enquanto a namorada linda enfeitava sua testa.

O cara tirou a parte de cima do biquini dela e pude ver seus seios médios de aréolas cor da pele pequenas, nem parecia que já tinha amamentado tamanho o frescor e perfeição. Lucélia ergueu a cabeça, mordeu o lábio inferior e fechou os olhos demonstrando que estava gostando e seguiu punhetando de leve o cara. Um tempo depois, ela o puxou para a parte mais plana, colocou sua saída de banho na relva, se ajoelhou e começou a mamar a rola do cara. Logo em seguida, Samantha e seu comedor se aproximaram e decidiram imitar.

Lucélia tinha 18 anos apenas, mas mamava uma pica de tal forma que muitas mulheres experientes não faziam. Subia e descia, passava linguinha na glande, na extensão e até no saco do cara. Sorria de maneira safada para ele, batia o pua contra o seu rostinho delicado. Um tempo depois, o cara tirou a parte de baixo do biquini dela e pude ver sua bocetinha média com pelos aparados. Ele a chupou um pouco, mas não sei se o playboy era bom no negócio, pois parou logo e pediu uma camisinha para o amigo que retirou da carteira e lhe entregou. Ela mesma colocou e se deitou com as pernas bem abertas, esperando para levar mais uma pica naquela bocetinha.

O cara passou a bombar de maneira cadenciada. Eu nem prestava atenção ao que Samantha e o outro faziam, queria ver apenas Lucélia. Após um tempo, ela ficou de 4 e o comedor passou a estocar mais firme, eu via os seios dela balançando e sua carinha de tesão gemendo, como já tinham me dito antes, não precisa ser um expert em foda para deixa-la doida, a garota gozava fácil e alguns minutos depois passou a gritar, ficou com o rosto bem vermelho e gozou. O cara socou mais um pouco e acabou gozando.

Nesse momento, Lucélia viu que o outro cara ainda estava fodendo a amiga de 4 e teve um gesto surpreendente. Ficou de 4 também ao lado de Samantha e passou a rebolar exibindo sua bocetinha e bundinha, e disse forçando a voz para se fazer de mimada:

-Dá um pouco dessa pica para mim, dá? Minha bocetinha quer mais pau.

O cara ficou surpreso, mas não resistiu e imediatamente socou com tudo nela. O outro começou a rir e disse:

-A mina é safada mesmo.

O 2º comedor passou a socar forte e Lucélia voltou a gemer alto e disse até alguns palavrões:

-Ai, caralho! Soca essa pica gostosa, não para não, vai bem fundo.

Eu não aguentei de tesão e após me certificar que não havia ninguém indo ou vindo da cachoeirinha, abaixei a minha bermuda e cueca e passei a tocar uma. Lucélia gozou novamente.

Quando achei que iriam se vestir e voltar, que nada, ela ficou de joelhos e passou a punhetar os dois caras que nesse momento estavam deitados. O rosto dela parecia que ia pegar fogo e seu olhar fascinado pelas picas também impressionava. “Delícia, delícia”, ela repetia mexendo nas picas. Logo, Lucélia fez os dois colocarem camisinha e começou a cavalgar no 1º comedor. Samantha começou a dar para o outro.

Houve um momento em que Lucélia ficou virada de costas para o seu comedor, cavalgando e de frente para o barranco em que eu estava. Nesse momento, vi sua bocetinha engolido o pau inteiro do cara, subindo e descendo como uma amazona que sabe mesmo cavalgar numa pica. Ela ficou meio que de cócoras, com as mãos apoiadas nos joelhos do cara e passou a quicar como uma doida, chegava a dar para ouvir o barulho. Mostrava os dentes, jogando a cabeça para cima, aquele cenário bonito das 4 e meia, cinco da tarde, ficava ainda mais belo com a cena erótica, não aguentei e gozei feito um voyeur alucinado. Lucélia ainda gozou creio que mais duas vezes e como se não bastasse ainda quis um banho de porra nos seios dos 2 caras.

Depois de toda essa putaria, os 4 se vestiram, os dois caras voltaram na frente, mas eu me apressei e voltei antes. Um tempo depois, vejo Lucélia e a amiga voltando por outro caminho, tinham entrado na água para disfarçar. Ela beijou Giba de língua, o abraçou como uma namorada apaixonada e deve ter inventado alguma desculpa para o trouxa.

A beleza de Lucélia, mas principalmente a safadeza dela entraram na minha mente como uma droga pesada. Fiquei alucinado. À noite, toquei mais 2 punhetas imaginando que estava fodendo-a, mas também que ela estava dando para mim e para outros, pois seu fogo era incessante.

Não contei aos meus amigos nem ao meu primo o que vi, eles já sabiam da fama dela e achei desnecessário, pois ainda poderia chegar ao ouvido do boi. Mas uma coisa é certa, nos dias seguintes, me peguei pensando incontáveis vezes como era a vida de Lucélia, se sempre dava um jeito de aprontar. Também pensei que ao contrário das garotas de 18, 19, 20 que me envolvia, ela trepava para caramba, não era aquela coisa comum de garotas mais novas que fazem, mas ainda sem muita técnica, ela sabia meter gostoso, tinha iniciativa e olha que o local ali nem era o ideal.

Exatamente uma semana depois, eu estava no baile do principal clube da cidade. Lucélia estava com Giba e quando a vi pensei: “Será que ela o chifrou hoje? Quem sabe ontem? Durante a semana? Caralho! Essa garota tá mexendo com a minha cabeça, pior que olhando para a carinha angelical dela nem dá para acreditar no quanto já aprontou”.

Num dado momento, fui até ao bar do clube e pedi uma Cuba Libre. Ao receber meu drinque, me virei e dei de frente para Lucélia, que sorriu e disse baixinho:

-Na próxima vez, não fica só espiando, vai participar, eu adoraria. – Disse isso e passou a mão em meu queixo como uma forma de carinho.

“Puta que pariu! Então ela viu tudo, inclusive eu me acabando na punheta! Que vergonha do caralho” – pensei, porém, um tempo depois, passei a refletir sobre o que ela falou. Podia ser só uma brincadeira, mas podia ser um convite também. Além disso, o fato de saber que estava sendo assistida e nem se importar era mais uma prova do quanto Lucélia era deliciosamente safada.

Depois daquele domingo no baile, fiquei a semana toda pensando no que ela tinha dito. Eu precisava falar com ela direito, sem forçar a barra, mas também sem deixar passar.

Naquela época,nem todo mundo tinha celular, já eram mais acessíveis que dez anos antes, mas ela não tinha pelo que me informei. Aí lembrei da casinha do meu primo. Pedi a chave pra ele na sexta, disse que queria usar à noite pra levar uma mina. Ele entregou rindo, só pediu que depois deixasse tudo arrumado depois.

Na sexta, à tarde, saí um pouco mais cedo e fui para lá para esperar Lucélia chegar. Quando ela apontou na esquina, meu coração saltou, não sabia como puxar papo. Ela chegou ao portão de sua casa, parou, virou o rosto devagar e me viu. Demorou, franziu a testa um pouco, depois deu um sorrisinho de canto e com a maior simpatia do mundo disse:

— Tá perdido aí ou teu primo te deixou para o lado de fora?

Eu sorri e disse:

— Não, eu tenho a chave, estou apenas esperando ele e mais umas pessoas para tomarmos uma. Mas deixa eu me apresentar, porque a gente vive se encontrando, mas nunca conversou. Sou Elder. – disse já me levantando e lhe dando a mão.

-Lucélia. É, eu sei, você é primo do Lucas – Ela respondeu.

Decidi já engatar uma conversa:

-Você sumiu rápido domingo depois que falou aquilo no bar. Não entendi direito. Sobre o que era mesmo?

Ela sorriu passou a mão no cabelo, soltando um pouco o elástico.

— Esquece. Às vezes a bebida solta a língua e eu se tomar um pouco de vinho, já viu.

— Soltou bem. Mas eu não parei de pensar no que quis dizer.

Ela olhou direto nos meus olhos, ainda com aquele sorrisinho.

— É mesmo?

— Você parece decidida a fazer o que quer, sem rodeios ou joguinhos, bem diferente das outras garotas daqui.

As bochechas dela coraram um pouco, mas notei que o sorriso era de quem havia gostado, mas disfarçou:

—Fiquei sabendo que você morava em São Paulo. Tá gostando de Ouro Belo ou ainda sente falta da capital?

— Tô me acostumando, pouco tempo ainda.

Seguimos jogando conversa fora por alguns minutos, Lucélia precisava entrar para tomar banho após um dia exaustivo de trabalho, mas antes decidi jogar uma cartada.

-Quem sabe uma hora, a gente não marca para você me mostrar um local legal aqui ou em Rio Preto, lá tem muita coisa para ver.

-É...que estou namorando agora, fica meio difícil.

-Ah, mas um programa como amigos e ele não precisa saber. – Disse num tom um pouco mais suave.

Lucélia sorriu e disse:

-Vou pensar, mas de todo jeito, como a casinha de “curtição’ do teu primo é bem ao lado da minha, com certeza, a gente ainda vai se ver muito.

-Que bom.

Apesar de estar voltando do trabalho, Lucélia estava fascinante, aquele jeitinho de menina simpática falando ali comigo se misturava com as imagens da prainha com ela cavalgando na pica de um estranho, ou melhor dois, toda vermelha e fazendo expressões de prazer entre os orgasmos que teve.

Fui embora na dúvida se tinha pintado um clima ou se Lucélia tinha feito apenas charme, já que a garota recebia cantadas todos os dias por ser bonita e ter fama de quem gosta de trepar.

Para minha agradável surpresa, quando fui entregar a chave da casinha para o meu primo com a desculpa de que o esquema com uma garota tinha furado, ele me disse:

-Sabe quem me ligou agora há pouco? A Lucélia, disse que tinha conversado rapidamente com você ontem e pediu para eu passar o telefone dela para você. Aêeee, malandrão, vai comer a comer aquela putinha com cara de ninfeta, eu mesmo ainda não tive a chance, ela fez cu doce para mim. Toma aí.

Lucas me deu o telefone fixo da casa dela (naquela época, muito gente tinha o fixo).

Resolvi não demonstrar muita ansiedade, além disso, era sábado e certamente, o tal Giba estaria no pedaço. Porém, na segunda, no começo da noite, liguei para Lucélia, que brincou:

-Achei que só tinha sido educado na sexta. Esperei dois dias e nada de você ligar.

Decidi brincar, mas, no fundo, dizendo a verdade:

-Vontade não me faltou, mas, você sabe, fim de semana, de repente seu namorado estaria aí, não quis ser inconveniente.

-Hum! Bem pensado.

Começamos a conversar com mais calma e para minha surpresa, após contar que o namorado trabalha como vigia à noite numa usina, dois dias sim e um não, ela simplesmente me convidou para ir à sua casa na quarta por volta das 21h.

Fiquei de queixo caído, a garota não era de perder tempo, não quis saber de nos encontrarmos em outro local, tipo um barzinho, lanchonete, ainda que em outra cidade, já foi logo marcando em sua própria casa.

Obviamente, concordei. Agora, restava me preparar para o encontro. Se minha vida fosse um livro, posso dizer que fantásticos e dramáticos capítulos começariam a ser escritos a partir desse momento.

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Foto de perfil de Lael Lael Contos: 303Seguidores: 806Seguindo: 12Mensagem Devido a correria, não tenho conseguido escrever na mesma frequência. Peço desculpas aos que acompanham meus contos.

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