Quando o amor incomoda - 7

Um conto erótico de Mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1087 palavras
Data: 12/01/2026 15:48:31

Enquanto eu dançava meu short apertava cada vez mais, porque cada vez que eu olhava pro Luiz Felipe, meu pau reagia como se tivesse vida própria. Ele estava sem camisa o tempo todo, o suor brilhando nos músculos do peitoral largo, escorrendo pelos gominhos da barriga até sumir na cintura da bermuda baixa. Aqueles pelinhos escuros descendo do umbigo… puta merda, eu mordia o lábio só de imaginar passar a língua ali.

Do outro lado, Kenji tinha se levantado da cadeira e foi beber refrigerante. O short dele era daqueles fininhos de tactel, que marcava tudo quando ele se mexia. Magro, mas com coxas firmes do karatê que ele mencionou, pele clara quase translúcida sob o sol poente. Ele se aproximou de Miguel devagar, quase tímido, mas com um olhar que entregava tudo. Miguel sorriu pra ele, aquele sorriso safado de quem sabe o poder que tem, e esticou a mão. Kenji aceitou, e de repente os dois estavam dançando juntos, bem perto.

Miguel colocou a mão grande na cintura fina de Kenji, guiando o quadril dele no ritmo lento de um funk mais pesado que tocava agora. _Sente aqui, ó… desce devagar…

Miguel murmurou no ouvido dele, a voz rouca de cerveja e tesão. Kenji obedeceu, rebolando devagar contra o corpo de Luiz, a bunda empinando de leve, roçando na virilha dele. Eu vi, juro que vi, o volume na bermuda de Miguel crescer, pulsar contra o short de Kenji. O descendente de japonês fechou os olhos por um segundo, mordendo o lábio com força, um gemidinho baixo escapando que só Miguel ouviu. Miguel apertou mais a cintura dele, os dedos afundando na carne macia, puxando-o pra mais perto. O suor dos dois se misturava, peitos colando por um instante quando Miguel girava Kenji de frente pra ele.

Eu quase gozei ali mesmo só de olhar e imaginar Luiz Felipe fazendo aqueles movimentos comigo. Meu pau latejava tanto que eu tive que ajustar disfarçadamente, virando o corpo pra ninguém ver. Mas eu não conseguia parar de olhar. Queria ser o Kenji naquele momento e que Miguel fosse o meu Luiz Felipe. Queria sentir aquelas mãos fortes me agarrando assim, aquele pau duro roçando na minha bunda, aquele cheiro de homem suado me invadindo.

Milena, a rainha das piriguetes, percebeu a cena e deu uma risada safada. Ela se aproximou dos dois, se enfiando no meio como se fosse natural. _Deixa eu entrar nessa brincadeira, gostosos… – Ela rebolou entre eles, peitos grandes quase pulando do top, uma mão no peito de Miguel, a outra descendo perigosamente pela coxa de Kenji. Miguel riu baixo, mas não parou de dançar, agora com Milena na frente e Kenji atrás, os três corpos se esfregando sem pudor. Kenji, tímido que era, parecia ter perdido toda a vergonha, ele encostou o rosto no ombro de Miguel, respirando fundo, enquanto Milena descia e subia rebolando contra os dois ao mesmo tempo.

Enquanto isso, Edu e Manu tinham sumido pro canto mais escuro do quintal. Eu os vi de relance: ele com a mão dentro do shortinho dela, apertando a bunda com força, ela gemendo no pescoço dele enquanto se esfregava no pau duro que marcava a bermuda. Os beijos eram famintos, língua se enrolando, mordidas, ele chupando o pescoço dela até deixar marca. Manu arqueava o corpo, as pernas tremendo, e eu sabia que se não fosse pela galera ali perto, eles já estariam transando encostados na parede.

Brian, o gringo, agora estava sentado numa cadeira com Pamela no colo, rebolando devagar fingindo dançar a outra amiga dançava sensualizando ao lado. Luiz Felipe observava tudo de longe, tinha ido ao banheiro, nunca tinha visto Luiz Felipe beber tanto como naquele dia, olhou para mim com um olhar diferente tinha desejo naquele olhar, ajustando o próprio volume na calça com discrição. Romário, distraído com outra das meninas só pensava na boca dela no pescoço dele.

Com o coração disparado, o corpo pegando fogo vendo Luiz Felipe se aproximar cada vez mais com aquele olhar sedento de desejo eu não sabia o que fazer. O short molhado na ponta porque meu pau estava babando de tanto tesão. Cada gemido abafado que eu ouvia, cada roçada, cada mão possessiva que eu via nos outros… tudo me fazia imaginar Luiz me encostando na parede, me virando de costas, baixando meu short devagar e me fodendo ali mesmo, sem ligar pra quem visse. Eu queria sentir ele dentro de mim, grosso, quente, me enchendo enquanto sussurrava no meu ouvido que eu era dele.

Mas eu não podia. Não ali. Não com meu irmão a poucos metros. Não com todo mundo olhando.

Com aquele olhar de desejo em seus olhos mel cada vez mais próximo de mim, Luiz Felipe se aproximava calmamente o que me deixava com uma mistura de ansiedade, tesão e medo. Parecia que eu tinha desaprendido a respirar.

Os lábios carnudos do moreno se mexiam, mas a música alta e a minha falta de foco não me permitiram ouvir o que ele tinha dito, sua boca se aproximou ainda mais, ousado, safado, decidido bem próximo do meu ouvido. Sua mão como um cinto lançou minha cintura e seu cheiro de homem, suado, misturado eu seu perfume e cerveja inundaram minhas narinas.

_ Está se divertindo? Parece sério.

_ Estou bem, só um pouco dolorido, mas nada grave e você, como está seu braço?

_ Quer sentir?

Perguntou Luiz Felipe fazendo um muque contraindo a musculatura do braço enfaixado ainda com o outro enlaçando minha cintura.

_ Precisa trocar esse curativo, se vier em casa comigo eu troco para você.

Entre tremor na voz, gaguejando e música alta, expresso minha preocupação me colocando disponível.

_ Quer ser meu enfermeiro particular?

Pergunta meu crush com um belo sorriso nos lábios.

_ Sabe como o Edu é, acabei aprendendo a fazer curativos, sempre arrumando confusão.

_ Sempre admirei esse teu jeito cuidadoso, mesmo o Eduardo sendo um grosso com você na maioria das vezes.

_ É o jeito dele, nem sempre ele foi assim.

Tento amenizar.

_ Eu sei, eu me lembro como vocês eram grudados e ele super protetor com você.

Relembra Luiz Felipe.

_ Enfim quem sabe ele volte a ser como antes.

_ É quem sabe, mas uma coisa eu te digo… - Disse Luiz Felipe com os olhos fitando intensamente os meus com seu rosto tão próximo, seus lábios - Se eu tivesse alguém carinhoso e atencioso como você na minha vida eu nunca seria estupido assim…

_ Luiz Felipe!

Um grito ecoou pela casa alugada.

Mrpr2

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Comentários

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NEM DÁ. VC TÁ SONHANDO, DELIRANDO DEMAIS COM O LUIZ FELPE E NÃO TOMA UMA ATITUDE. BABACA.

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