Cada vez mais atiradas, mais ousadas, mais atiçadas, essas novinhas. Eu, com meus sessenta e tantos, adoro essa geração Z, de desbunde e foda-se permanentemente ligados. Amo principalmente quando sou provocado, como aconteceu há pouco, já noite feita.
Pus um short curtinho, uma camiseta regata e um boné – todos de cor preta e desci ao mercadinho do condomínio (tipo self service), para pegar um ou outro item urgente que me faltara. Ao entrar no cubículo refrigerado, havia apenas uma morena, de seus 18 ou 20 anos, enfiada em um ligado vestidinho negro, que lhe desenhava com perfeição as curvas do corpo, preparando-se para passar seus produtos no caixa automático.
Cumprimentei-a, peguei o que fora buscar e me pus a esperar minha vez, passando um disfarçado olhar pelas pernas bonitas, nádegas perfeitamente redondas e seios apontados. Ela logo se virou para mim, interrompendo a operação que nem começara, e falou que eu poderia passar na frente, já que ela demoraria mais. Agradeci a gentileza, aproximei-me, enquanto ela se afastava para trás, navegando no celular.
Passei minha pequena compra, e, enquanto aguardava uns instantes para o caixa encerrar a operação, ouvi a voz da garota: “Eu posso tirar uma foto das coxas do senhor? Achei elas um arraso...” Surpreendi-me, de início, claro: eu não achava minhas pernas tão atraentes assim, muito menos a servirem de modelo a uma jovem. Mas fingi naturalidade ao levantar o polegar, concordando.
Era uma situação inusitada: minhas coxas (e naturalmente minha bunda) capturadas pelas lentes do celular da morena. Lógico que minha rola já se manifestou, erguendo o tecido do short, já que não havia cueca para contê-la. Também ousei. Fingindo a mesma naturalidade de antes, virei-me e falei, no meio de um sorriso gentil: “Outro ângulo!” Ela sorriu e apontou o celular, a esta altura minha rola já em plena ereção.
A prudência (talvez excessiva) da idade me alertou das várias câmeras do ambiente, e que eu deveria me conter. Mas a geração Z parece não conhecer limites: “Uau... Tá animado, hein, tio?” Ousei: “Não era para estar, diante de uma delícia morena?” Ela sorriu, meio sem jeito, mas satisfeita com o elogio, e mais ainda com o efeito que seu corpo provocava. Novos cliques e me chamou para ver o resultado.
Aproximei-me dela (seu perfume era um convite à loucura). Mostrou-me as imagens, focando minhas coxas, bunda e rola sob o short, e eu aproveitava a posição privilegiada ao seu lado para enfiar meus olhos pelo decote abaixo, até onde me era possível capturar seus belos seios. “Ficaram massa!” – falei.
Meu coração a mil, a rola pulsando no ritmo cardíaco, dei uma leve arrumada e tratei de encerrar o singular idílio, enquanto algum imprevisto não entornasse o caldo e o constrangimento substituísse o tesão: “Valeu, então! Vou nessa!”
Enquanto eu me dirigia à saída, ouvi a voz insinuante: “Como eu posso agradecer pelas fotos?” Mão na porta de vidro, parei, respirei fundo, avaliei a situação, voltei-me para ela teatralmente, e a custo liberei minha sensatez: “Faz isso não, menina, que eu tô carente!” Ela riu com todos os dentes e rebolou até mim – comecei a temer por um infarto.
Ela passou por mim, soprando um “Vem!” bem escroto, empurrando a porta e saindo. Que mais eu poderia fazer senão a seguir?! Na primeira reentrância penumbrosa do prédio, parou. Fui até ela e já me recebeu de braços abertos, num abraço de corpo inteiro, minha rola escapando duríssima pela perna do short. Beijávamo-nos com uma ânsia adolescente, enquanto nossos corpos se esfregavam. Minha mão vadiou pelas suas costas, descendo até a bunda proeminente e enfiando-se por baixo do vestido: não havia calcinha e meus dedos atolaram-se em sua buceta alagada. Sua mão manipulava minha rola, em desvairada punheta.
Num repente, ela se libertou de meus braços e sussurrou um “Valeu, tio!” rápido, escapando de volta ao mercadinho, arrumando o vestido que mostrava a bunda inteira. Eu precisei de um pouco mais de tempo para organizar meu tesão, acomodar minha rola feito rocha no curto short e caminhar para meu apartamento, mais desconfiado que rapariga de pastor no culto, e rogando ao universo para não encontrar ninguém no caminho.
