POR VOCÊ EU FAÇO TUDO, MEU AMOR - 05

Um conto erótico de Senhora do Lago
Categoria: Heterossexual
Contém 3753 palavras
Data: 12/01/2026 13:31:08

Dizendo isso, Camila saiu rebolando e desapareceu depois de passar pela segurança da entrada do condomínio. Subiu o elevador e, quando entrou em casa, deparou com Bruno em pé na sala esperando por ela com uma cara que era a personificação da ansiedade.

Com o corpo fervendo de tesão depois de provocar o pobre do motorista do Uber, ela correu até ele e se atracaram no meio da sala. Ainda de pé, ela se pendurou no pescoço dele e se beijaram com a paixão que o momento que viviam intensificava neles.

– E então? Foi muito rápido. Pensei que você ia passar a tarde toda fora. – Perguntou Bruno com a voz tremida pela emoção.

– E então o que? Eu te falei que não ia acontecer nada. – Respondeu ela com um sorriso malicioso.

– É que eu fiquei pensando aqui e achei que nenhum dos dois ia resistir.

– Se dependesse do Paulo, teria acontecido sim.

– Ele te cantou? Quer dizer. Ele insinuou alguma coisa?

– Não. Imagine. Isso é uma coisa que não vai acontecer. Ele é muito correto para fazer isso. Quando acontecer alguma coisa, se acontecer, vai depender de mim. É mais fácil aquele homem sofrer um ataque cardíaco do que tomar a iniciativa.

– Eu acredito nisso e não é esse o problema. O problema é que, do jeito que você saiu daqui, achei que quem não ia resistir é você.

Camila não gostou do que ouviu e empurrou Bruno enquanto falava:

– O que é isso Bruno? Quem você pensa que eu sou? Pensei que você soubesse que eu nunca vou esconder nada de você. Se eu te falei que não ia rolar nada, é por que eu não ia deixar acontecer. Você parece que não confia em mim.

– Desculpe, querida. Você tem razão. Eu disse uma grande bobagem. Me perdoe, mas talvez a culpa seja dessa ansiedade que me invadiu ao ficar aqui imaginando o que estava rolando entre vocês.

– Da próxima vez que acontecer, se limite a imaginar apenas o que nós combinamos. Eu te prometo que você nunca vai ser o último a saber.

Ao dizer isso, tentando quebrar aquele clima pesado que Bruno provocou, ela mostrava a mão para ele com o punho fechado e com o indicador e mindinho esticados, fazendo o sinal característico de corno.

Naquele momento o Bruno se amaldiçoou por ter quebrado o clima, pois quando Camila entrou na sala, ele estava com o pau quase que completamente duro e chegou a alimentar a esperança de que, assim que ela entrasse pela porta, ele a agarraria e foderia a sua buceta, mesmo que a buceta dela estivesse melada, dolorida e vermelha por ter fodido com o Paulo. Tentando retomar o clima anterior, ele pediu:

– Agora vamos sentar ali e você vai me contar tudo.

– Você já almoçou, querido? – Perguntou ela ignorando o pedido dele.

– Não. Nem tinha como. A ansiedade foi tanta que nem fome eu senti.

– Pois é. Não se alimentou, não é? Estava sem apetite.

– Isso não é problema nenhum. Eu já falei que estou sem fome.

– Não seria problema se sua saúde estivesse normal. Lembra das recomendações médicas? Alimentação em intervalos regulares. – E segurando a mão dele, andou em direção à cozinha o levando a reboque enquanto falava: – Venha, vou preparar algo para você. E não venha me dizer que não quer que eu te enfio a comida pela goela abaixo.

– Nossa, que mulherzinha brava eu tenho.

– Eu não sou brava, meu querido. Eu apenas cuido do homem que é meu. Além do mais, eu preciso de você bem e com saúde.

No que se refere aos cuidados médicos, Camila sempre se mostrou irredutível e Bruno, sabendo disso, não reclamou e a seguiu docilmente.

Na cozinha, enquanto ela preparava uma salada para o marido, começou a contar o que tinha acontecido com Bruno, porém, sua narrativa se arrastava lentamente com ela fazendo questão de narrar cada detalhe, mesmo os mais insignificantes, o que deixava Bruno exasperado. Porém, Camila agia de caso pensado. Ela estava alinhando sua narrativa com sua tarefa e, quando viu o marido acabar de se alimentar, resolveu que era hora de chegar na parte que ele ansiava que ela contasse. Mas resolveu não fazer isso na cozinha e, novamente o puxou pela mão e o rebocou até o quarto do casal.

Lá chegando, ela empurrou Bruno que caiu na cama de costas enquanto ela lentamente começou a tirar o vestido que usava pela cabeça. Como não usava nada, ficou completamente nua e, tocando sua própria xoxota, falou com voz sensual:

– Olha querido. Veja como está meladinha. Você não imagina como foi difícil me controlar ao ver tocar naquele pauzão do Paulo. Juro pra você que, se eu não tivesse prometido, teria sentado naquela pica ali no acostamento mesmo só para sentir aquilo tudo enfiado em mim. Eu ia ser preso, pois não demorou e passou uma viatura da Polícia Rodoviária, mas que eu ia gozar gostoso, ah! Se ia!

Nesse momento ela ouviu um gemido e viu que Bruno tocava seu pau por cima da bermuda que usava e, sem dar tempo para que ele tivesse qualquer reação, subiu na cama, arrancou a bermuda junto com a cueca e, com algum esforço, sentou sobre o pau do marido que estava quase que completamente ereto e, aproveitando-se disso, segurou com uma mão e o posicionou na entrada de sua xoxota e foi soltando seu peso enquanto sentia sua bucetinha matar a saudade daquele pau que há tanto tempo não funcionava e pediu:

– Não goze ainda. Quero gozar junto com você.

Fazendo enorme esforço para se controlar, Bruno permaneceu parado deixando o trabalho de se movimentar para sua esposa que, inclinando o corpo para ficar com o rosto perto dele, falou com voz cheia de tesão em seu ouvido:

– Fode meu amor. Como essa bucetinha que estava doida para sentar nesse seu pau gostoso. Ai que saudade, amor! Você está me fudendo. Aiii. Sim amor, agora. Eu vou gozar... Eu vou... Eu estou gozaaannndooo.

A soma dos estímulos de Camila que usava os músculos de sua buceta para mastigar o pau do marido e a voz rouca e cheia de tesão dela em seu ouvido foi o suficiente para que Bruno começasse a gemer alto e, segurando a bunda dela, começou a se movimentar embaixo dela na tentativa de enfiar todo o seu pau naquela buceta gulosa enquanto gozava junto com ela.

Diante das circunstâncias, o gozo foi simplesmente sublime. Camila se sentia poderosa, afinal, ela tinha conseguido a proeza de fazer seu marido gozar dentro de sua buceta, mesmo sabendo que para isso tinha usado outro homem, mas isso fazia parte desse poder, pois estava ciente que tinha o controle não só sobre seu marido, mas também sobre o Paulo e isso tudo para ela era uma volta ao passado, quando ela conseguia tudo o que desejava seduzindo homens que tinham a idade de ser seu pai enquanto os de sua idade a assediavam sem nada conseguir.

E também sabia que o fato de ter se mostrado para outro homem, inclusive, tocando em seu pau e experimentando o sabor de seu esperma era o adicional que fez o marido superar as deficiências causadas pela doença e, depois de mais de um ano, voltar a semear aquele terreno que, desde o casamento, tinha pertencido somente a ele e isso era algo que estava para mudar.

Camila sabia que Paulo Renato a desejava, sabia que o marido desejava que ela se relacionasse com ele e, o mais importante, ela estava querendo tudo isso.

Para Bruno gozar uma única vez foi um esforço supremo e ele entrou em um estado de letargia onde as pessoas ficam no limite entre o mundo real e o sonho e Camila deitou se de lado na cama, encostada em seu corpo e fazendo carinhos em seu peito, descendo até os pelos pubianos e voltando até o mamilo que tocava com as pontas dos dedos.

Logo os dois foram dominados pelo cansaço e dormiram. Porém, o sono reparador foi interrompido pelo interfone. Bruno fez menção de se levantar, mas Camila o impediu dizendo:

– Pode deixar que eu vou atender, querido. Estou mesmo precisando tomar água.

Ele concordou e ela foi até a cozinha sem vestir nenhuma peça de roupa. Lá chegando, foi informada que tinha um senhor Paulo Renato querendo falar com ela. Surpresa com aquela visita inesperada, temerosa de que o homem tivesse tido uma recaída moralista e estava vindo brigar com ela, decidiu ela mesma descer para atende-lo na portaria. Voltou ao quarto, pegou o vestido que estava jogado no chão e cobriu sua nudez, enquanto dizia para o marido:

– Acho que vamos ter problemas. O Paulo Renato está me chamando na portaria.

Ela desceu e quando chegou à portaria se assustou ao olhar para o homem que, horas antes, tinha sido o objeto de seu desejo. Paulo estava com um curativo na cabeça e um braço engessado. Preocupada, foi até ele e perguntou:

– Meu Deus! O que aconteceu com você?

– Um acidente, – falou ele e explicou: – Logo que saí daqui, estava distraído e não parei no sinal vermelho e meu carro foi atingido por outro que cruzava a rua.

– Foi muito grave? Você teve outros ferimentos? E no outro carro, alguém se feriu gravemente?

A pergunta de Camila fazia sentido. Paulo não tentou em momento algum se eximir da culpa e relatou o acidente já deixando bem claro que o culpado foi ele. Camila, ainda preocupada, perguntou:

– Tem alguma coisa em que eu possa ajudar?

Ela acreditava que sim, pois o homem vir até a sua casa depois de ser medicado dos ferimentos que sofreu em um acidente só podia significar isso. Mas o que Paulo falou explicou que ela estava enganada:

– Não. Eu só vim trazer sua CNH. Agora não vai mais ter como eu trabalhar, pois além de perder o carro, ainda vou ter que pagar o prejuízo do outro.

– Venha comigo. – Ordenou ela e saiu andando em direção ao elevador.

Quando lá chegou, viu que o homem não havia arredado o pé de onde estava e insistiu:

– Por favor, Paulo Renato. Me acompanhe. Preciso falar com o senhor.

Mesmo relutante, ele atendeu ao pedido dela e ambos subiram o elevador evitando se olharem. Camila, em seu íntimo, sabia muito bem o que deixara Paulo distraído a ponto de cruzar um sinal fechado. Ele ainda estava sob o efeito da excitação que ela tinha provocado nele e se sentia culpada por isso.

Quando chegou em casa, ela pediu para que ele se sentasse no sofá e falou:

– Espere aqui por mim. Vou trocar de roupa. Você aceita beber alguma coisa? Vinho, uma cerveja ou uísque. Pode pedir qualquer coisa.

– Apenas um copo de água, por favor. – Respondeu o homem.

Ela foi até a cozinha de onde voltou com uma jarra de água e um prato contendo dois limões cortados ao meio e falou:

– O limão é bom para ajudar a matar a sede. Fique à vontade.

Dizendo isso, desapareceu no corredor que levava à parte íntima da casa deixando Paulo perdido em seus pensamentos enquanto olhava a luxuosa decoração daquela sala e estava distraído nesse exercício quando ouviu um raspar de garganta. Levantou os olhos e viu Bruno em pé que, quando notou que sua presença tinha sido notada, estendeu a mão para ele dizendo:

– Olá, sou Bruno, o marido da Camila. Ela me falou que você sofreu um acidente. Tem alguma coisa que eu possa fazer para ajudar?

“Pode sim. Vender um desses quadros na parede já me tirava dessa enrascada.”

E em voz alta:

– Não senhor. Está tudo sob controle. Só vim entregar o documento da Ca... De sua esposa que ela esqueceu no carro.

– Ah sim. Vamos aguardar que logo ela estará entre nós.

Demorou mais de vinte minutos para Camila voltar para a sala. Ela tinha tomado um banho e seus cabelos ainda estavam molhados e ela vestia uma camiseta, um short que cobria até a metade de suas cochas e uma sandália baixa nos pés. Paulo ficou olhando para ela admirado em ver que, mesmo sem usar nenhuma maquiagem, ela estava linda. Então ela começou a fazer um verdadeiro interrogatório sobre o acidente enquanto Bruno apenas prestava atenção.

Quanto ao acidente, não houve nenhuma dificuldade e ele repetiu tudo o que já tinha dito antes e acrescentou alguns detalhes, porém, quando Camila quis saber sobre as consequências teve dificuldades, chegando ao ponto de ficar irritada com a relutância de Paulo em confessar os problemas que teria pela frente.

Seu carro tinha seguro, porém, a franquia era muito alta e o valor que cobria o prejuízo de terceiros estava muito aquém do que era necessário, pois pelo que tinha visto, acreditava que ambos os carros estariam enquadrados como ‘perda total’ pela seguradora. O valor da franquia, somado ao valor da diferença entre o do carro e o que a seguradora cobria atingia um total que ultrapassava o valor de seu próprio carro. Quando ela finalmente conseguiu arrancar essas informações de Paulo, trocou um olhar com Bruno que deu um aceno com a cabeça que apenas ela atendeu. Então ela começou a falar:

– Olha Paulo. Nós sabemos que a grande culpada por esse acidente fui eu. Se eu não tivesse provocado você do jeito que fiz, jamais teria acontecido isso. Eu sinto muito.

Ao ouvir isso, o homem ficou apavorado. Camila estava assumindo na frente de seu marido que tinha provocado a ele. Ao notar isso, ela informou:

– Fique tranquilo. O Bruno está sabendo de tudo.

– Sabendo? Como assim?

Então, marido e mulher se revezaram em contar ao Paulo Renato tudo o que estava acontecendo com eles. Falaram sobe a doença, sobre a incapacidade dele em dar prazer à mulher, do pedido de Bruno para ela se entregar a outro homem e da exigência dela em ser a responsável para escolher quem era. Nesse ponto, Camila contou que o eleito tinha sido ele e explicou o motivo, não se importando que, para isso, tivesse que despejar uma enxurrada de elogios a ele e terminou dizendo:

– Eu imagino que você deve estar com muita raiva de mim agora. Afinal, ninguém gosta de ser usado assim.

– Usado? Mas nem aconteceu nada? E devo confessar que me sinto lisonjeado por ter sido, como você disse mesmo? Ah sim! O eleito. Qualquer homem ficaria feliz com isso. Você é uma bela mulher e acredito que, fazer sexo com você é o máximo da realização. Sinto muito se sou esse homem atrasado que teve dificuldades em entender isso.

– Você não é atrasado, Paulo. Você só demonstrou ser um homem com uma ética invejável. A forma como você agiu, o amor que demonstrou ter por sua esposa e sua família, tudo isso só serviu para que eu ficasse mais interessada ainda. Afinal de contas, se era para fazer algo assim, nada melhor do que fazer com um homem honesto que depois não ia querer tirar proveito disso.

Paulo Renato, diante de tantos elogios, deixou que sua timidez se manifestasse e apenas agradeceu com voz baixa.

Nesse exato momento, o celular dele recebeu uma ligação e ele, olhando para a tela do aparelho, comentou:

– É o cara do acidente. Desculpe, mas tenho que atender.

Enquanto Paulo falava ao telefone, Bruno e Camila ficaram observando e notaram que, a certo ponto da conversa, ele começou a ficar nervoso. Sua voz tremia e sua testa brilhou com as gotículas de suor que surgiu ali. Então Bruno resolveu intervir e, com muita educação, pediu:

– Deixe-me falar com esse cara.

Paulo, sem olhar para ele, fez um sinal com a mão indicando que não ia fazer isso. Bruno não insistiu, mas também não arredou pé e foi Camila que, chegando próximo ao homem, estendeu a mão e pediu:

– Por favor Paulo. Nós sabemos que a culpa não foi sua. Deixe o Bruno falar com esse homem. Faça isso por mim porque, se a gente não puder te ajudar, vou me sentir culpada para sempre.

Camila falava com voz suave enquanto tirava o celular da mão dele que cedeu. Ela entregou o aparelho para o marido e serviu um copo de água, espremendo o limão que Paulo ignorou antes de entregar a ele falando:

– Pegue. Tome devagar que ajuda a combater o estresse.

Ele aceitou e sentou-se no sofá enquanto Bruno falava com o estranho ao telefone. Era notório como ele falava baixo tentando evitar que o Paulo ouvisse o que estava sendo falado. Mesmo assim, ele conseguia captar algumas frases soltas e viu que o Bruno se preocupava em saber sobre a saúde do homem, se ele tinha se ferido gravemente e se havia outras pessoas junto com ele na hora do acidente.

Depois ele contou para o Paulo e a Camila:

– O homem está bem e estava sozinho no carro. Além disso, ele era médico que atuava em um hospital e já tinha se submetido a todos os exames sem que nada de anormal fosse detectado. Inclusive, seus colegas tinham ordenado que ele permanecesse em casa por três dias para aliviar o estresse.

Tanto Paulo como Camila suspiraram aliviados ao saberem que a vítima do acidente estava bem. Então o Bruno se dirigiu ao Paulo falando:

– Você não precisa mais se preocupar com o prejuízo do outro cara. Eu comprei o carro dele pelo valor que ele teria se não tivesse sofrido um acidente. Ele até pediu para mim se eu concordava que ele comprasse um carro mais caro e pagasse a diferença me obrigando a explicar a ele que eu estava apenas comprando o carro dele e o que ele fizesse com o dinheiro era problema dele. Então essa parte está resolvida e acho que ele ficou até feliz.

– Mas... Eu não vou ter como ressarcir ao senhor.

– Não vai precisar. Além disso, ele se prontificou a me entregar o valor que o seguro pagar a ele.

– E depois o seguro dele vem pra cima de mim.

– Errado. Primeiro ele vai para cima da sua seguradora.

– Eu sei. Mas depois vão querer cobrar a diferença.

– Não se preocupe quanto a isso. O dinheiro que a seguradora pagar, quando for entregue a mim, a gente paga a seguradora. Acho que vai dar para pagar até a sua franquia. Então não se preocupe.

– Me preocupo sim. Vou continuar devendo, pois terei que ressarcir o dinheiro pra você.

– Isso a gente vê depois. Agora vamos trata de seu problema começando com sua impossibilidade de trabalhar. Quanto é a média diária que você fatura trabalhando no Uber.

– Não senhor. Isso eu não vou aceitar. Aliás, nem sei porque você está se preocupando comigo. A gente nem se conhece!

– Você sabe sim. Isso já foi dito aqui mais de uma vez e todos aqui sabem de quem foi a culpa do seu acidente.

– Tá. E como eu vou contar isso para a minha família? Vou chegar lá e dizer que fui provocado por uma linda mulher e fiquei aéreo por causa do tesão?

– Você não precisa dizer nada. Diga que é o seguro que pagou tudo.

Paulo ficou pensando no assunto. Sua esposa e sua filha não entendiam muito dessas coisas e não tinham a mínima noção de suas dificuldades reais, pois ele ainda não tinha tocado nesse assunto com elas. Mesmo assim, ele quis saber como seria a cobrança daquela grande ajuda e falou sem se preocupar se o que diria ofenderia a eles ou não:

– E quem paga para vocês? Será que eu vou ter que virar o brinquedo sexual de sua mulher?

Bruno ficou vermelho e estava pronto para revidar o insulto quando Camila começou a falar:

– Assim o senhor nos ofende, senhor Paulo. Eu te provoquei sim, mas em momento nenhum te obriguei a fazer nada. Também não tinha a intenção de forçar nada. Já foi explicado aqui porque escolhi o senhor que mostrou ser íntegro, educado e não posso negar que é bonito também. Mas isso que está acontecendo aqui não tem nada a ver. Uma coisa não tem nada a ver com outra. E quer saber mais? Nesse exato momento não sinto nenhuma vontade de transar com o senhor. Sinto admiração e simpatia sim. Sei que o senhor é uma pessoa com quem vale a pena manter uma amizade. Porém, todo aquele desejo se esvaiu. Acho que é a culpa que sinto.

– Desculpe, mas é que...

– Não. Espere. O que eu gostaria mesmo é que o senhor aceitasse a ajuda do meu marido. O dinheiro que ele vai usar para isso não vai afetar em nada nossa situação. Nem um tantinho assim. – Ao dizer isso, ela mostrou o polegar e o indicador da mão direita quase se encostando, dando uma ideia da insignificância que era para eles assumir os prejuízos dele.

– Desculpe. Eu não devia ter dito isso.

– Tudo bem. Vamos esquecer tudo isso. Agora, por favor, eu te peço, aceite a ajuda do Bruno.

Paulo ficou alternando trocas de olhares com Camila e Bruno e ambos permaneceram em silêncio deixando que ele administrasse seus próprios preconceitos. Até que ele falou:

– Tudo bem. Eu aceito, mas tem uma condição.

– E qual seria essa condição? – Perguntou Camila.

– Em trinta dias já vou ter tirado o gesso. Vou financiar um carro e voltarei a trabalhar como motorista de aplicativo. Eu quero que, todas as vezes que vocês precisarem de se locomoverem e não quiserem dirigir, que me liguem. Eu quero ser uma espécie de motorista exclusivo de vocês.

Enquanto Bruno concordava, Camila dizia sorrindo:

– Tudo bem, eu aceito. Só que você vai ter que me prometer que nunca mais vai mexer no espelho retrovisor para olhar as minhas pernas.

Paulo ficou vermelho e procurava pelas palavras certas para usar em um momento como esse quando o riso de Camila encheu o ambiente e, quando se controlou, ela falou:

– Estou brincando seu bobo. Pode olhar à vontade. Mas não vai rolar mais nada.

– Por que? Por que não vai rolar mais nada? – Perguntou Bruno sem conseguir esconder sua decepção.

– Porque não é preciso. Agora eu já sei como deixar meu marido animadinho.

Com essa frase, os três foram acometidos de um acesso de riso que logo se transformou em gargalhadas. Camila sabia que, pelo menos por enquanto, não precisaria de ajuda externa para deixar Bruno excitado enquanto ele se admirava da forma brilhante que sua esposa encontrou para resolver o seu problema.

Paulo... Bom, o Paulo pensava que tinha acabado de perder a foda mais sensacional que daria em sua vida. E com a mulher mais bela que ele já tinha conhecido.

Entretanto. Os três sabiam que tinha nascido ali uma grande amizade.

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Foto de perfil genéricaSenhora do LagoContos: 12Seguidores: 24Seguindo: 0Mensagem Escrevo fantasias.

Comentários

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Muito bom, espero a continuação desse conto.

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