PETRA (Parte 1)

Um conto erótico de ClaudioNewgromont
Categoria: Heterossexual
Contém 1570 palavras
Data: 11/01/2026 12:55:54
Assuntos: Heterossexual, Nudez

Petra fora minha aluna, sete semestres atrás. Era toda pequena, em seus 160 centímetros: seios limônicos, bundinha perdida em calças folgadas, pernas finas. Rosto bonito apenas o suficiente. Único destaque: lábios carnudos, até desproporcionais. Quiçá virgem.

Interessada em viagens filosóficas, fora uma aluna entre mediana e boa. Perdi de vista e de contato, com o passar dos anos.

Procurou-me dia desses. Fez-lhe bem a universidade. Os seios aumentaram, se bem que ainda pequenos; a bunda pouca estava mais redonda e sacudia a saia curta que usava; as coxas engrossaram um tantinho; o rosto aprendeu a iluminar-se em sorrisos, e os lábios carnudos finalmente se encaixavam na sua beleza, mais amadurecida. Com certeza deixara os tampos nalguma pica de períodos passados.

Envolta no TCC, solicitava-me orientação. Tudo bem. Estamos aí para isso mesmo. Reunimo-nos, ouvi suas ideias, analisei seu projeto – nudismo e filosofia. Começamos o trabalho: leituras, fichamentos, primeiros trechos produzidos. Muitas e agradáveis conversas, ao final de cada encontro quinzenal, em saleta reservada, na biblioteca da universidade.

No meio do caminho, apareceu um congresso de Naturismo, e seu tema se encaixava. Quis elaborar um artigo para apresentar. Tempo pouco, entretanto. Perguntou se não poderíamos amiudar o cronograma, para produzir aquele texto. Mais: se não dava para nos encontrarmos na minha biblioteca, no meu apartamento. Relutei: e minha sagrada solidão, minha ainda mais sagrada nudez? Petra foi fulminante: mais do que ler sobre nudismo, precisava sentir a nudez. Engoliu-me. Acedi.

Marcado o encontro, foi de uma pontualidade britânica. Abri-lhe a porta em minha habitual nueza. Os olhos varreram-me em segundos, antes que os lábios carnudos se entreabrissem num sorriso de cumprimento. Trajava uma blusa curta, levantada pelos seios pontudos, e uma bermuda comportada. Indiquei-lhe meu quarto, para se despir, por julgar que ainda não estivesse completamente à vontade, diante da situação nova.

Esperei-a na biblioteca, já separando alguns livros. Petra nua assomou na porta. Tinha um corpo harmonioso. Não era um mulherão, estava mais para mignon, mas tudo lhe era proporcional. Os seios separados e rígidos, as coxas atraentes; a buceta depilada apresentava lábios e clitóris visíveis; ao se dirigir à estante, presenteou-me com uma bunda fornida, afinal. Senti reações libidinosas, que procurei sublimar. Não era escrotagem – era trabalho.

Lemos, discutimos trechos, separamos, rascunhamos um início de texto. Típico trabalho de professor e aluno, em processo de produção acadêmica; de atípico, apenas a nudez dos dois, que vez em quando se tocavam sem querer, se olhavam rapidamente querendo.

Chegando ao termo daquele primeiro encontro, fecharam-se os livros e a conversa prosseguiu sobre a vida, o que fizéramos no tempo em que não nos víramos... coisas assim. Fomos para a cozinha, preparamos sanduíches, comemos e lavamos a louça, rimos de situações risíveis, trocamos pontos de vista sobre tudo e sobre nada – exatamente como fazem dois amigos que se reencontram. A única diferença é que estavam os dois nus.

Despedimo-nos: fui levar Petra já vestida à porta e, como habitualmente, ela abriu os braços num abraço. Pode ser que nem reparássemos que eu permanecia nu, mas gostei de apertar seu corpo pequeno. Ela nada demonstrou de estranho. Continuaríamos dali a três dias.

Petra chegou no início da tarde, abraçou-me e, enquanto eu fechava a porta, ela já se desnudava no meio da sala, sem qualquer cerimônia ou constrangimento. Achei bom: evolução. Tínhamos que avançar bastante no artigo, talvez até mesmo concluir, pois o prazo de inscrição era exíguo. Assim, uma rápida parada para um lanche e outra para um jantar frugal, e produzimos bastante.

Tão absortos estávamos que não percebemos a repentina mudança do clima, por volta das cinco horas: o dia fez-se chumbo e uma tempestade forte e persistente varreu o final da tarde e se estendeu com força pela noite. Ao concluirmos os trabalhos, verificamos, surpresos que o aguaceiro impedia a volta de Petra para casa. Ela não se abalou: enviou uma mensagem para tranquilizar a família e comentou, entre risos, que a Natureza me oferecia uma hóspede esta noite. “Tudo bem!” – naturalizei.

Tomei banho, tomou banho; conversamos ainda mais sobre assuntos não-acadêmicos. Ela falou sobre o quanto amadurecera nesses anos de universidade, sentia-se muito mais segura, inclusive em relação ao seu corpo, que era um poço de auto recalques quando entrara na universidade. Naquela época, jamais imaginaria estar conversando com seu orientador, no apartamento dele, os dois sem roupa.

Fui à biblioteca, guardar o material utilizado, organizar o ambiente, e ela deu uma circulada pelo apartamento. Ao concluir minha arrumação, dirigi-me ao quarto e divisei Petra olhando para a rua, admirando a chuva torrencial que caía. Recostada à janela, olhos fitos nos grossos pingos que atravessavam a luz dos postes, sua bunda projetava-se para trás, as nádegas ligeiramente separadas, entregava-me a buceta entreaberta. Pela primeira vez não segurei a ereção: fiz que estava arrumando a cama, a disfarçar a vara rígida entre os panos. Isto feito, e já devidamente domesticado o cacete, a meio pau, fui para a janela, dividir com ela o espetáculo pluvial noturno.

O espaço diminuto gerava a proximidade dos corpos, e de vez em quando o roçar de peles, que a gente procurava disfarçar falando verborragicamente sobre aquele toró e o rolo d’água que descia lá embaixo, na rua. Até que faltou assunto e resolvemos nos deitar; apesar de nem eu nem ela falarmos sobre, ficou meio que implícito que dividiríamos a cama – a única do apartamento. Outra opção – de imediato também implicitamente descartada – seria o sofá.

Luz apagada. Enfiamo-nos sob o edredom, nossos corpos próximos mas sem se tocarem, a conversa ressurgiu, agora abordando questões mais íntimas, casos, namoros, inusitados encontros e até fodas – surubas ou com plateia. Então o silêncio novamente se fez – parecíamos sentir a velocidade de nosso sangue em nossas veias, e, como teleguiados, nossos olhos se encontraram na semiescuridão. Estávamos muito perto um do outro; não sei quem se mexeu, apenas senti os desejados lábios carnudos encostarem nos meus, nossas línguas se encontrarem e finalmente nossos corpos se entrosarem.

Silentemente, só com o som de discretos gemidos, fomos nos tocando, percorrendo nossos corpos; sua mão pequena abarcou minha rola dura e a acariciou, enquanto a minha passeava pela sua pele, chegava a sua bunda e finalmente a sua buceta encharcada. Pus-me suavemente sobre seu corpo, e me descolando de sua boca, desci a minha até os pequenos seios, de mamilos duros – ela gemeu mais forte à minha carícia. Mais deslizei para baixo e encontrei sua xoxota alagada: minha língua vadiou pelos lábios, entrou e saiu, localizou o túmido grelinho e o sugou delicadamente. Eu estava com a boca tomada pelo abundante líquido do entrepernas de Petra – ela gemia e remexia-se freneticamente.

Subi até retomar seus lábios e depositar em sua língua minha língua encharcada de seu próprio tesão, enquanto minha rola, dona de vontade própria, deslizava ágil até o mais recôndito da sua buceta, penetrando-a inteira. Eu pouco me mexia, que meu gozo estava iminente; preferia aproveitar os movimentos desritmados daquela fêmea no cio, que buscava ansiosamente as posições que mais lhe proporcionavam prazer.

De repente, jogou seu corpo pequeno de lado, derrubando-me de cima e assumindo com rapidez a posição de amazona, estrepada em minha pica e cavalgando febrilmente. Eu sentia a quentura de sua buceta incendiar minha rola, enquanto sua voz rouca rosnava palavrões e putarias cabeludas. Eu acariciava seus seios com minhas duas mãos, quando ela explodiu: um grito lancinante cortou a noite de chuva e sua xoxota parecia querer engolir inteiramente minha rola. Petra gozava naquele momento como poucas mulheres vi gozar em cima de mim.

Depois desabou, ofegante, coração batucando forte. Deitada sobre mim, o macio cabelo negro afagando-me a face, o calor de seu corpo contra o meu, seus seios prensados sobre meu peito – era a imagem plena de uma pequena deusa vencida pelo cansaço de devorar seu homem. Meu caralho duro ficou um tempo inerte, dentro dela, até que foi cedendo aos poucos e escapou daquela agradável armadilha de carne.

Petra estava exausta; remexeu-se e abarcou-se ao meu corpo, adormecendo candidamente, ao barulho da chuva forte. Eu estava na plenitude da minha viagem lúbrica, e fui sentindo os afagos de Morfeu. Dormi também.

A manhã chegou encharcada. Uma lufada mais fria de vento, que entrou pela janela, me despertou. O corpo quente de Petra ainda estava adormecido, junto ao meu. Esgueirei-me para não a acordar, fui ao banheiro e depois à cozinha. Minutos depois, ela apareceu, desgrenhada (mas bela), no rosto um semblante misto de satisfação e constrangimento – afinal, ela fodera com o seu orientador, e o pior: derrubara por terra a hipótese de que a nudez é algo natural, não necessariamente associada ao sexo.

Fiz-lhe ver, enquanto comíamos nossas panquecas, que a atração sexual também é algo natural entre duas pessoas, e não pelo fato de estarem nuas. Basta constatar que as milhões de situações de tesão que acontecem entre os seres, e que acabam em foda, dão-se com as pessoas vestidas. Ela parou um instante, garfo a caminho da boca, pequena ruga de reflexão na testa, desmanchada num sorriso de concordância. Também ri e continuamos nossa refeição.

Nossa despedida, nesse segundo dia, foi mais intensa. O abraço na porta foi mais apertado, e desta vez pude sentir os grossos lábios de Petra entre os meus, enquanto nossas línguas novamente se digladiavam. Porra, como beija gostoso essa menina! Enquanto ela desaparecia no elevador, fechei a porta e fui satisfazer meu companheiro, que, em meio àquela euforia sexual toda, não havia gozado ainda.

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