O sol da tarde batia como uma praga na nossa pele já queimada. Meu corpo inteiro estava coberto de suor e areia grudenta, mas nada disso importava quando olhei pra Raquel deitada na toalha ao meu lado. Aquela crosta de areia nos seios dela já tinha se desprendido quase completamente. Dava pra ver os mamilos escuros, duros, apontando pro céu através da camada fina que restava. Ela tinha os olhos fechados, braço sobre o rosto, respiração calma.
Como ela conseguia estar tão tranquila? Como conseguia deitar ali, praticamente nua, depois de passar as mãos nos próprios peitos por cinco minutos na frente de três homens que claramente queriam comê-la?
—Ei, galera! —a voz do Miguel cortou meus pensamentos. Ele apareceu carregando uma bola de vôlei surrada, sorriso largo no rosto bronzeado. —Que tal um joguinho?
O André se animou na hora, levantando da toalha dele.
—Boa ideia! Faz tempo que não jogo.
O Caio apenas resmungou algo inaudível, virando de bruços na toalha. Desde aquela cena do protetor solar, ele mal tinha olhado na direção da Raquel. Eu não sabia se sentia alívio ou pena dele.
—Raquel? —o Miguel chamou, e vi ela abrir os olhos devagar, piscando contra o sol.
—Hmm?
—Vôlei. Tá dentro?
Ela se sentou, espreguiçando os braços acima da cabeça num movimento que fez os seios dela balançarem pesadamente. Areia caiu em pequenas nuvens douradas. Os mamilos ficaram completamente expostos por um segundo antes dela baixar os braços.
—Claro! —ela disse, animada. Animada demais.
Meu estômago se contraiu. Parte de mim queria dizer não, que ela estava exposta demais, que aquilo ia virar um show. Mas a outra parte—aquela parte doentia que tinha gozado na sunga ontem—queria ver exatamente isso.
—Bora então —eu disse, levantando.
Miguel já tinha amarrado uma rede improvisada entre duas palmeiras finas na beirada da areia. A rede estava torta, baixa num lado, mas servia.
—Eu e o André contra você e a Raquel —Miguel propôs, jogando a bola pra mim.
Raquel veio ficar ao meu lado. Cheiro de protetor solar e suor salgado emanava dela. Olhei de relance: os seios ainda estavam cobertos de areia, mas mal. O movimento de levantar tinha feito a areia escorregar mais. Agora só uma fina camada cobria metade de cada seio. As partes de baixo e dos lados estavam completamente nuas, pele bronzeada reluzindo de óleo.
—Vamos ganhar —ela sussurrou no meu ouvido, roçando os seios no meu braço de propósito.
Meu pau deu um pulo dentro da sunga.
O jogo começou.
Miguel sacou forte. Eu rebati, a bola voou torta. André pegou e mandou de volta. Raquel pulou pra interceptar.
E foi aí que tudo desandou.
Quando ela saltou, os seios dela balançaram violentamente. Pra cima, pra baixo, pra todos os lados. A gravidade puxou a carne pesada, e a areia—aquela última barreira patética—desmoronou como castelo de areia na maré.
Por meio segundo, enquanto ela estava no ar, os seios ficaram completamente nus. Eu vi. Miguel viu. André viu. Até o Caio, deitado a uns cinco metros, virou a cabeça e viu.
Raquel aterrissou, acertou a bola de volta por cima da rede. Só então pareceu notar. Olhou pra baixo, viu os seios nus, e... riu.
Não tentou cobrir. Não gritou. Riu.
—Ops —ela disse, simplesmente, e continuou jogando.
Minha mente não processava. Ela estava ali, peitos completamente de fora, mamilos duros apontando pra frente, jogando vôlei como se nada tivesse acontecido.
—Raquel... —comecei.
—Qual é, amor? —ela olhou pra mim, ainda sorrindo. —Eles já viram antes. E você disse que tava tudo bem, lembra?
Ela tinha razão. Eu tinha dito. Ontem. Quando ela passou protetor solar nos próprios peitos por cinco minutos enquanto todos assistiam babando.
Mas isso era diferente. Isso era... dinâmico. Ativo. Ela pulando, correndo, os seios balançando obscenamente a cada movimento.
O jogo continuou. Cada vez que ela pulava, eu via tudo. O Miguel e o André não estavam nem tentando disfarçar mais. Olhavam descaradamente. O Miguel errou duas rebatidas fáceis porque estava olhando pros peitos dela em vez da bola.
—Ponto nosso! —Raquel comemorou quando a bola caiu na areia do lado deles.
Ela correu até mim e me abraçou forte. Senti os seios nus e suados esmagarem contra meu peito. Senti os mamilos duros roçarem minha pele. Senti as mãos dela nas minhas costas, descendo perigosamente perto da bunda.
—Estamos ganhando —ela sussurrou no meu ouvido, mordendo o lóbulo de leve.
Meu pau estava completamente duro agora. Não tinha como esconder na sunga fina. Ela se afastou, olhou pra baixo, viu, e sorriu.
—Depois a gente comemora direito —ela prometeu.
Jogamos mais algumas rodadas. Raquel não tentou cobrir os seios nem uma vez. Ela corria, pulava, se agachava pra pegar bolas baixas—e cada movimento era um espetáculo pornográfico não intencional. Ou intencional? Eu não sabia mais.
A bola voou longe numa rebatida forte do André. Rolou pela areia até sumir entre as árvores na borda da praia.
—Vou buscar! —Raquel anunciou, já correndo.
—Eu vou com você —o Miguel disse rápido demais, largando a posição dele.
E antes que eu pudesse protestar, eles já estavam andando lado a lado em direção às árvores. Juntos. Sozinhos.
Fiquei ali parado, suor escorrendo pelas costas, olhando eles se afastarem. A bunda dela balançava a cada passo, mal coberta pela tanga minúscula do biquíni. O Miguel andava ao lado dela, alto, músculos definidos, bronzeado. Eles pareciam... bem juntos.
—Cara —o André disse ao meu lado, respiração pesada. —Sua namorada é... caralho.
Não respondi. Só observei.
Vi quando eles chegaram nas árvores. Vi o Miguel se abaixar pra pegar a bola. Vi ele dizer algo. Vi ela rir—aquela risada alta, genuína, que ela usava quando estava realmente se divertindo.
Quando foi a última vez que eu fiz ela rir assim?
A verdade me atingiu como um soco: eu conhecia a Raquel há quanto tempo? Três meses? Quatro? Quantas vezes realmente a ouvi rir daquele jeito? Quantas camadas dela eu realmente conhecia?
Aquela risada que achei que era "nossa" estava sendo compartilhada com o Miguel. Naquele momento, enquanto ela estava de topless na praia dele, rindo de algo que EU não ouvi, criando uma memória que EU não fazia parte.
Ciúme não é só sexual. É emocional. É existencial. É a sensação de que talvez você nunca tenha realmente conhecido a pessoa de verdade.
Eles voltaram. O Miguel jogou a bola. Raquel ainda sorria.
—O que vocês tavam conversando? —perguntei, tentando soar casual.
—Nada demais —ela disse, mas desviou o olhar.
Nada demais. Claro.
—Vamos continuar? —o Miguel perguntou, já posicionado.
—Não —eu disse, voz saindo mais áspera do que pretendia. —Tô cansado. Vou subir.
Raquel me olhou, confusa.
—Amor, tá tudo bem?
—Tá —menti. —Só preciso de água.
Subi a trilha de volta pra casa sozinho. Cada passo parecia pesar uma tonelada. Atrás de mim, ouvi eles retomando o jogo. Ouvi a Raquel rir de novo.
***
No quarto, sentei na beirada da cama, cabeça nas mãos. O ar condicionado gelado batia na minha pele quente e provocava arrepios. Tentei organizar os pensamentos.
O que eu estava fazendo? Por que eu estava permitindo aquilo? Eu amava a Raquel—pelo menos achava que amava. Mas como você pode amar alguém que mal conhece? E como pode dizer que conhece alguém depois de apenas alguns meses?
A porta se abriu. Raquel entrou, ainda de topless, areia grudada no corpo todo.
—Você fugiu —ela disse, fechando a porta e encostando nela.
—Precisava de ar.
—Mentira —ela cruzou os braços embaixo dos seios, empurrando eles pra cima obscenamente. —Você ficou puto.
—E se eu fiquei? —me virei pra ela. —Você tava lá embaixo, rindo com o Miguel, criando segredinho, enquanto eu ficava assistindo feito um idiota!
—Brian, a gente só tava conversando sobre—
—NÃO ME IMPORTA! —gritei, levantando. Ela recuou um passo. —Não me importa sobre o que vocês tavam conversando! O problema não é ele te ver pelada. É que você tá GOSTANDO da atenção dele! Mais do que gosta da minha!
—Isso não é verdade!
—Não? Então me explica por que você passa cinco minutos massageando seus próprios peitos na frente deles! Por que você fica pelada jogando vôlei! Por que você RIU quando a areia caiu e você ficou de peito de fora!
Raquel me encarou, olhos brilhando—de raiva ou lágrimas, eu não sabia.
—Você quer saber a verdade? —ela deu um passo à frente. —A VERDADE?
—Quero!
—EU GOSTEI! —ela gritou de volta. —Eu gostei de ser olhada! Gostei de saber que três homens estavam babando por mim! Gostei de me sentir DESEJADA!
Silêncio caiu como bomba.
—E sabe por quê? —ela continuou, voz tremendo. —Porque nos últimos meses, você parou de me olhar assim! Você parou de me devorar com os olhos! Você parou de me foder com desespero!
—Eu sempre te desejei —disse, mas soou fraco.
—Desejava? —ela riu, sem humor. —Você me desejava como se deseja o jantar. Com certeza, mas sem FOME. Sem necessidade animal. E eu... eu preciso disso, Brian. Preciso me sentir irresistível.
Ela limpou uma lágrima que escorreu.
—Mas sabe qual a parte mais fodida? Quando eu provoco eles lá embaixo e volto pra cá e te vejo com aquele olhar de ciúme LOUCO, e você me agarra e me fode como se fosse morrer se não o fizesse? ALI eu me sinto amada E desejada ao mesmo tempo. Coisa que NUNCA senti antes.
Fiquei mudo. Ela estava certa. Eu tinha me acomodado. Tinha começado a tratá-la como garantida.
—Mas você não vê que isso vai acabar mal? —consegui dizer. —Eles vão querer mais! Sempre querem! E eu... eu não sei se aguento ver mais do que já vi!
—Então TERMINA! —ela gritou. —Me manda embora! Diz que acabou e pronto!
—EU NÃO QUERO TERMINAR! —gritei de volta.
—ENTÃO O QUE VOCÊ QUER?
Silêncio.
A pergunta pairou no ar como fumaça tóxica.
O que eu queria?
Queria que ela parasse? Queria voltar pra São Paulo e fingir que esse fim de semana nunca aconteceu? Queria continuar sendo o namorado "certinho" que tranava com ela duas vezes por semana em posições seguras?
Ou...
—Eu quero descobrir —disse, voz saindo rouca. —Descobrir quem EU sou quando testado assim. Descobrir quem VOCÊ é de verdade. Porque a verdade, Raquel? A gente mal se conhece.
Ela piscou, surpresa.
—A gente se conhece há três meses —continuei. —Três meses. Eu sei que você gosta de café sem açúcar. Sei que odeia acordar cedo. Sei como você geme quando gozo dentro de você. Mas e o resto? As partes TORTAS? Essas que você mesma tá descobrindo agora?
Raquel ficou em silêncio, processando.
—Você tem razão —ela finalmente disse. —Eu também não te conheço de verdade. Não sabia que você tinha... isso. Esse lado de você que goza pensando em outros homens me vendo. Eu vi a mancha na sua sunga ontem, Brian. Eu SENTI como você me comeu depois. Aquilo não era você "normal".
—Eu não queria ter isso —admiti, sentindo vergonha queimar meu rosto.
—Ninguém quer essas coisas —ela disse suavemente, se aproximando. —Mas temos. E podemos fingir que não temos e deixar isso apodrecer dentro da gente. Ou podemos... explorar. Com cuidado. Com limites.
Ela parou a centímetros de mim. Conseguia sentir o calor irradiando dela.
—Vamos fazer um acordo —ela disse. —Até amanhã à noite. Eu posso provocar. Eles podem olhar. Podem tocar... por cima da roupa. Mas nada mais. Sem nudez genital. Sem oral. Sem penetração. E toda noite eu durmo aqui. Com você. Só você.
Meu coração martelava.
—E depois? —perguntei.
—Depois a gente decide. Se isso é algo que queremos continuar explorando, ou se foi só uma experiência louca de um fim de semana. Mas pelo menos vamos SABER. Não vamos passar o resto da vida imaginando "e se".
Ela tinha um ponto. Um ponto perigoso, sedutor, autodestrutivo. Mas um ponto.
—Tem que ter regras —eu disse. —A gente desce e fala com eles. Todo mundo adulto. Limites cristalinos. Alguém cruza, acabou.
—Concordo —ela disse.
Nos encaramos. Dois estranhos que achavam que se conheciam, prestes a pular num abismo.
—Ok —eu disse.
—Ok —ela repetiu.
E selamos o acordo com um beijo. Um beijo profundo, desesperado, de duas pessoas que sabiam que estavam fazendo algo irreversível.
***
O jantar foi a coisa mais estranha que já vivi.
Sentamos os cinco à mesa—macarrão com molho de tomate que o André fez, cerveja gelada, música pop baixa tocando no bluetooth. Atmosfera falsamente normal.
—Preciso falar com vocês —eu disse, interrompendo o silêncio mastigatório.
Todos pararam, garfos no ar.
—Sobre esse fim de semana. Sobre o que tá acontecendo.
O Miguel se recostou na cadeira, meio sorriso nos lábios.
—Tá incomodado, mano?
—Não —menti. —Mas precisa ter clareza.
—Clareza sobre o quê? —o André perguntou, genuinamente confuso.
—Sobre limites —a Raquel disse, pegando minha mão sobre a mesa. —O Brian e eu conversamos. E decidimos que... até amanhã à noite... eu posso provocar vocês. Deixar vocês olharem. Tocarem por cima da roupa. Mas só isso. Nada penetra. Nada entra. Entendido?
O silêncio que caiu foi absoluto.
O Caio largou o garfo no prato com um "tlinc" metálico.
—Vocês tão falando sério? —o André finalmente disse.
—Completamente —eu respondi. —Todos aqui somos adultos. Podemos ser maduros sobre isso. Mas com limites claros e consentimento de todo mundo.
O Caio se levantou abruptamente, a cadeira rangendo.
—Eu não quero participar disso —ele disse, voz firme. —Raquel, você é bonita. E parece legal. Mas você é namorada do Brian. Meu amigo. Isso é... errado.
Senti um alívio genuíno.
—Eu respeito isso —a Raquel disse gentilmente. —Obrigada por ser honesto.
—Eu não —o Miguel disse, sem rodeios. —Se tá tudo consentido, onde tá o problema? A gente é adulto, porra.
—Concordo —o André acrescentou. —Mas se alguém ficar desconfortável, paramos. Na hora. Sem discussão.
—Exato —eu disse. —Alguém cruza a linha que a gente estabeleceu, acabou. Fazemos as malas e vamos embora.
O Miguel levantou a cerveja.
—Aos limites claros então.
Brindamos. O tinir das garrafas soou como sino fúnebre.
O Caio saiu da mesa e foi pro quarto dele. O resto de nós terminou de comer em silêncio tenso.
***
Mais tarde, na sala, alguém sugeriu cartas. Pôquer. Começou normal—apostas baixas, piadas leves.
Mas depois de algumas rodadas e mais cerveja, o André sugeriu:
—E se a gente aumentasse as apostas?
—Como? —a Raquel perguntou, mas já sabia.
—Strip poker.
Ela me olhou. Eu olhei de volta. Conversamos sem palavras.
*Você quer isso?* os olhos dela perguntaram.
*Eu não sei. E você?*
*Também não sei. Mas quero descobrir.*
—Vamos —ela disse em voz alta.
Primeira rodada: o André perdeu. Tirou a camiseta, revelando o peitoral definido.
Segunda: o Miguel perdeu. Também tirou a camiseta. Corpo de academia, tatuagem nas costelas.
Terceira: eu perdi. Tirei minha camiseta. Me senti vulnerável de repente, como se estivesse expondo mais do que só pele.
Quarta: a Raquel perdeu.
—O top —o Miguel disse, olhando diretamente pra ela.
Ela não hesitou. Desamarrou as costas, depois o pescoço. Puxou o tecido molhado e jogou na pilha de roupas no centro.
Ficou ali sentada, seios livres, mamilos duros sob a luz amarelada da lâmpada de teto. Perfeita. Obscena. Minha.
***
Nota: readaptação da série “JUST ONE OF THE GUYS”. Do autor CraptainPlanet (Literotica). Obrigado pela leitura! Deixe seu comentário! As mudanças mais importantes na história começam a acontecer nessa parte… se liguem nas próximas! Um abraço e até mais!