DEMÔNIO COLORIDO 😈👿 Capítulo 6

Um conto erótico de Dan
Categoria: Gay
Contém 1385 palavras
Data: 10/01/2026 13:26:45

Dante está ainda no quarto de Daniel, encostado na escrivaninha, brincando com um lápis como se fosse uma criatura entediada demais para o mundo humano.

— Muito bem… — ele diz, olhos azuis fixos em Daniel. — Eu já mostrei que posso virar a cabeça do seu atleta favorito de ponta-cabeça. Agora me diga… qual a segunda coisa que você mais quer?

Daniel hesita.

— A segunda coisa?

Dante revira os olhos e abre os braços.

— Sim, Daniel. Humanos nunca querem uma coisa só. Tem sempre outra por trás. Uma ferida antiga. Uma carência. Um sonho besta. Vai… fala. O que você quer?

Daniel morde o lábio, pensa. Seus olhos descem. Ele suspira.

— Eu… eu quero ser popular.

Dante congela. Pisca duas vezes.

Depois solta um suspiro dramático, cansado, quase paternal.

— Ah, não… isso DE NOVO?

Daniel arregala os olhos.

— D-de novo?

Dante passa a mão no cabelo, irritado, mas sem perder o charme.

— Daniel… eu já vi séculos de adolescentes fazendo esse pedido. É impressionante como as décadas passam e a juventude continua obcecada com essa bobagem de “popularidade”. — Ele imita aspas no ar. — Querido, vocês não aprendem NADA.

Daniel baixa a cabeça, envergonhado.

— Eu só… tô cansado de ser ignorado, Dante… cansado dos valentões, de ninguém me ver…

Dante fecha a expressão.

Não por compaixão — mas por impaciência.

— Tá, tá, tá… chega de drama. — Ele estala os dedos. — Se é isso que você quer… AQUI VAI.

Um estalo seco.

A luz do quarto parece tremer.

O ar se dobra por um segundo como calor no asfalto.

Daniel pula de susto.

Dante boceja.

— Pronto. Agora vai lá, estrela. Vai viver sua vidinha social. — Ele acena com a mão, displicente.

Daniel sai do quarto apressado, arrumando a mochila.

Quando a porta se fecha…

Dante fica sozinho.

E então, com a postura relaxando devagar, ele sorri.

Um sorriso lento, lisonjeiro, perigoso.

— Ele vai ser popular… — murmura. — Cada vez mais.

Conforme o tempo passar…

A risada que segue é baixa.

E definitivamente não promete coisa boa.

🌞🏫 MANHÃ NA ESCOLA — A POPULARIDADE EXPLODE

Daniel atravessa o portão do colégio com os ombros encolhidos, esperando ouvir a mesma coisa de sempre: risadinhas, ignorância, alguém esbarrando nele de propósito.

Mas não.

Logo na entrada:

— “E aí, Daniel! Caramba, que perfume é esse?”

— “Nossa, ficou bonitão hoje, hein!”

— “Curti seu estilo, mano. Onde comprou essa jaqueta?”

— “Daniel, você vem no aniversário da Kátia?”

— “Você viu o TikTok novo? Faz um com a gente!”

Daniel fica parado, perplexo, quase girando em círculos.

Até o mais valentão da escola dá um tapinha amigável no ombro e diz:

— “Boa, Daniel! Aquele comentário seu na aula ontem viralizou… genial.”

Só que… Daniel não tinha feito comentário nenhum.

E nem tinha publicado nada.

A magia estava AGINDO.

E como se isso não bastasse:

Um grupo de alunos imita sem querer um gesto atrapalhado que Daniel faz ao ajustar a mochila — puxando a alça, torcendo o tronco de lado, meio sem jeito.

— “Caraca, adorei esse jeito de ajustar a mochila, muito estiloso!”

— “Verdade! Vou fazer também.”

De repente todo mundo está repetindo o gesto.

Virou moda.

Daniel fica tonto.

Ele nem sabe como reagir.

🔥👀 E ENTÃO… ROBINSON CHEGA.

Ele entra no corredor.

Bonito, forte, cheiro de treino matinal, cabelo bagunçado de quem acordou atrasado…

Mas algo está estranho.

Ele está… desconcentrado.

Os olhos dele passam pelo corredor — e quando encontram Daniel…

O corpo dele trava.

Ele endurece na hora.

Não entende.

Mas sente.

E aí vem a cena:

Ele, ainda tentando agir “normal”, passa perto de Daniel e diz:

— “E-aí… Daniel.”

Só que a voz quebra.

Fica rouca.

Quase falha.

Ele vira o rosto PARA NÃO DEIXAR TRANSBORDAR o que está sentindo:

calor subindo pelo pescoço

mãos suadas

uma memória do sonho insistindo em voltar

o corpo reagindo involuntariamente 😏🔥

Ele respira fundo… E aperta o próprio rosto, irritado, confuso, excitado, frustrado — tudo ao mesmo tempo.

Daniel vê.

E congela também.

Agora o jogo começou.

Daniel ainda está tentando entender o que aconteceu naquela manhã, cercado por pessoas que — de repente — o adoram. Tudo é novo, excitante, confuso… e um pouco assustador também.

No intervalo, Kátia aparece quase saltitando.

— “Daniel! Eu decidi uma coisa SUPER importante: você vai na minha festa sábado, tá?”

Ela nem pergunta.

Ela declara.

Daniel arregala os olhos.

— “Na… na sua festa?”

— “Dããã! Claro! Eu quero todo mundo legal lá, e você é um amor! Nem discute.”

Antes que ele responda, ela dá um beijo no rosto dele e sai correndo para contar às amigas.

Daniel fica sorrindo, surpreso, até feliz.

Mas alguns metros atrás…

Robinson ouviu tudo.

E a reação dele é instantânea: o maxilar trava, os olhos estreitam, a respiração pesa.

— “Como assim… ela convidou ele?” — ele murmura, indignado.

— “E NÃO me convidou…?”

Ele olha para Daniel como se tivesse levado um tapa.

Ou como se tivesse sentido ciúmes e só agora percebido.

Ele sacode a cabeça, irritado consigo mesmo.

— Eu nem gosto dele… por que isso tá me incomodando?!

Ele soca o próprio boné.

E segue pelo corredor, tentando fingir que nada aconteceu.

Mas a mágica já está trabalhando dentro dele…

Em um ponto onde ele não controla mais nada.

À tarde, o time de baseball está reunido no campo.

Robinson, como sempre, é o centro.

Ou deveria ser.

Só que o treinador hoje está… estranho.

Olhos brilhantes demais.

Sorriso afiado demais.

Postura… provocante demais.

Dante.

Comandando aquele corpo como se fosse o motorista de um carro novo.

Ele observa Daniel se aproximando e quase ronrona de satisfação.

— “DANIEL!” — o treinador chama, voz exageradamente entusiasmada.

Vários jogadores viram para ver quem ele chamou.

E quando percebem que é o nerd magricela, franzem o cenho.

Daniel aponta para si, confuso.

— “Eu?”

— “Claro que é você!” — diz o treinador-Dante, batendo palmas. — “Quero você no TIME.”

Robinson fica PÉTRICO.

Quase deixa o taco cair.

— “Como é que é?!” — ele dá um passo à frente. — “Professor… com todo respeito… ele nem FEZ TESTE.”

O treinador sorri.

Mas não é um sorriso humano.

É Dante brilhando por dentro.

— “Ele não precisa de teste.”

— “Como NÃO?!” — Robinson perde o controle. — “Baseball não funciona assim!”

— “Robinson.”

A voz sai firme, cortante.

Autoridade pura.

— “Você é um excelente jogador. Mas tem que respeitar minhas decisões.”

Robinson engole seco.

Humilhado.

E, pior: com inveja ardendo dentro do peito.

Daniel segura o taco como quem segura um bebê.

Ele não faz ideia do que está fazendo.

Todos percebem isso.

Mas Dante… não.

Dante invade suavemente os pensamentos do menino, sussurrando como vento no ouvido:

“Relaxa… eu cuido de você…”

E então…

Daniel acerta.

Acerta DE PRIMEIRA.

A bola voa tão longe, tão alto, tão rápido que até o treinador tira o boné.

— “CARACA!” — os jogadores gritam.

Um dos meninos corre até ele.

— “Mano, você é talentoso pra caramba! Onde aprendeu isso?”

Daniel gagueja.

— “E-eu… não sei…”

Robinson olha para aquilo, completamente desorientado.

Ele sente algo sufocando o peito:

raiva

confusão

um toque de desejo

e um medo irracional: ele está sendo substituído.

E por QUEM?

Por Daniel.

os treinos seguintes:

Daniel acerta TODAS as tacadas.

Daniel corre perfeitamente.

Daniel vira o novo xodó do time em questão de horas.

Professores o elogiam.

Alunos o observam com admiração.

O nome dele vira moda no corredor.

E Robinson…

Robinson começa a errar.

Erra tacada simples.

Erra lançamento.

Se irrita.

Se desconcentra.

E a cada erro, olha para Daniel como se ele fosse culpado.

Como se a simples existência dele tirasse Robinson do eixo.

Como se o SONHO daquela noite estivesse voltando — nos piores momentos.

Ao final do treino, Daniel pega a mochila e sorri para Robinson.

— “Você tá bem? Pareceu meio… distraído.”

Robinson aperta a mandíbula.

Luta contra a vontade inexplicável de dizer “não”.

E solta, seco:

— “Eu tô ótimo. Mas você… você tá estranho.”

Daniel pisca.

— “Eu?”

— “Sim. Você.”

Ele se aproxima.

Muito.

Mais do que deveria.

O cheiro quente de suor e perfume masculino toma o ar.

A tensão é quase palpável.

— “Desde ontem… você tá diferente.”

Daniel sente o coração bater forte.

Robinson sente o corpo reagir.

De novo.

Contra a própria vontade.

Ele dá um passo atrás, irritado consigo mesmo.

— “Só… fica longe de mim hoje, tá? Eu preciso pensar.”

E vai embora.

Daniel fica ali, confuso.

E quando olha para o lado…

Dante está encostado no alambrado, sorrindo com aquele ar de “eu avisei”.

— “E isso, Daniel…”

— “…é só o começo.”

CONTINUA...

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Foto de perfil de DanizinhoDanizinhoContos: 232Seguidores: 138Seguindo: 5Mensagem Autor Paraibano de 29 anos, escrevo na casa dos contos desde 2017, com experiência em contos voltados ao público jovem (embora tenha um público cativo maduro também), não tenho nada contra o maniqueísmo embora nos meus contos eu sempre prefira mostrar personagens humanizados que cometem erros, acertos e possuem defeitos e qualidades, meu maior sucesso foram os contos

Comentários

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NOSSA, ROBINSON DEIXOU DE SER O CENTRO DAS ATENÇÕES E ESTÁ SE SENTINDO MUITO MAL. ALEM DE SER INVEJOSO E EGOÍSTA. BABACA. TEM QUE SE FERRAR.

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