{NOTA DO AUTOR : Este conto foi escrito especialmente para o Desafio Musical e é baseado na música “ Don´t Stand So Close To Me”, da banda “ The Police”. Espero que gostem.}
Thomas era noivo de Elisa e formado em Letras.
Depois de muito tempo desempregado, sobrevivendo de pequenos bicos, conseguiu finalmente uma vaga como professor em uma faculdade de renome. A notícia veio como um alívio — quase uma redenção.
Ele se sentiu tomado por felicidade: o casamento com Elisa deixava de ser apenas um plano distante e passava a ganhar forma. O novo emprego não era apenas um trabalho; era a promessa de estabilidade e de um futuro possível.
Nas primeiras semanas de aula, Thomas se esforçou para acreditar que nada havia mudado além da rotina. Preparava as aulas com zelo, chegava mais cedo, revisava anotações. Havia orgulho em ocupar aquele espaço, em ser chamado de professor.
Mas a conquista vinha acompanhada de uma preocupação inicial: temia não ser levado a sério por parecer jovem demais. Aos trinta e dois anos, ainda se sentia à margem da credibilidade acadêmica, e sua aparência não ajudava. Alto e magro, de cabelos loiros sempre um pouco desalinhados, mantinha um estilo despojado e um ar jovial que o faziam parecer ainda mais novo do que realmente era
Mas quando começou a lecionar, percebeu que o problema seria outro.
Mônica era uma de suas alunas. Jovem, participativa, o olhar atento durante as explicações o deixava inicialmente satisfeito — era sinal de interesse pela disciplina, dizia a si mesmo. Mas, com o passar do tempo, o olhar pareceu prolongar-se além do necessário.
Após as aulas, ela frequentemente se aproximava para fazer perguntas, algo normal para uma aluna interessada, mas o problema é que ela ficava perto demais. Falava num tom excessivamente suave, brincava distraidamente com o cabelo, sorria mais do que a situação exigia. Thomas percebia tudo e, ao mesmo tempo, fingia não perceber.
Ele sempre teve certeza quanto ao amor que sentia por Elisa. Ainda assim, começou a se surpreender com pensamentos que surgiam sem convite — não de desejo declarado, mas de confusão. Uma sensação estranha de estar sendo visto de outra forma, fora do papel de noivo e professor.
Na sala de aula, mesmo durante as aulas, Monica o olhava de maneira diferente.
Ela levava a caneta à boca enquanto o observava, pressionando a extremidade de plástico entre os lábios, sem tirar o olhar dele.
Um olhar que parecia oferecer algo em silêncio.
Ela não desviava quando percebia que era notada. Ao contrário, mantinha o contato por mais um instante, uma vez chegou a fechar os olhos docemente, começou a se acariciar e levantou brevemente a ponta da saia.
Era uma entrega juvenil, talvez inconsciente, mas que começava a ser notada por outros na sala.
Monica sempre ficava depois da aula para tirar dúvidas, sempre perto demais, sempre se posicionando para mostrar o decote.
Por ironia, um dos livros estudados naquele semestre era justamente Lolita.
Certa vez, enquanto conversavam, ela displicentemente deixou cair o caderno no chão. Para apanhá-lo, se virou de costas para Thomas, e dobrou bem a cintura, projetando o tronco para frente e a bunda para trás.
O movimento fez com que a calça acompanhasse a curvatura do corpo, ficando ainda mais colada e ganhando mais transparência. Além disso, a calça desceu um pouco mais, revelando o comecinho da bunda, onde ele pode constatar que Monica tinha a famosa “marquinha de biquini”, em seu corpo bronzeado.
Thomas sabia que certos espaços exigiam distância. E falhar, mesmo em pensamento, soava como um risco grande demais.
Mas além disso, havia um conflito dentro dele.
E era isso que mais o assustava. Começava a sentir tesão por ela durante a aula.
Ficou de pau duro, na frente da classe, enquanto dava aula, e teve de disfarçar.
Em casa começou a se masturbar pensando nela, e a fazer sexo com Elisa pensando em Monica.
E para piorar, com o tempo, começou a perceber que o ciclo já não se limitava à sua consciência.
Sussurros começaram a surgir na sala. Comentários ditos em tom de brincadeira. Alguns alunos passaram a insinuar que ela tinha privilégios — mais atenção, respostas mais pacientes, uma tolerância que não se estendia aos outros. “protegida do professor”.
A palavra o atingiu com força inesperada.
Thomas sabia que não havia feito nada que justificasse aquilo, mas também compreendia como as aparências se constroem. Bastava a proximidade constante. Bastava que os outros começassem a observar aquilo que ele tentava desesperadamente controlar.
A situação ganhou peso definitivo numa tarde, na sala dos professores.
A diretora se aproximou com cordialidade estudada e pediu para conversar. Falou em rumores. Usou palavras medidas, mas firmes. Disse que certos comentários estavam circulando, que situações assim nunca eram simples, que a posição de professor exigia cuidado redobrado — não apenas com as ações, mas com a leitura que os outros faziam delas.
Thomas ouviu em silêncio e entendeu, com clareza desconfortável, que certas posições — a de professor, a de homem prestes a se casar — tornam qualquer aproximação mal compreendida um risco.
Conseguiu se distanciar de Mónica até que chegou o dia da festa junina.
A faculdade organizou tudo na sede campestre, uma chácara ampla na zona rural de uma cidadezinha vizinha. Funcionários, alunos e seus familiares eram convidados. Thomas sentiu um aperto no peito ao lembrar que Elisa não poderia acompanhá-lo: o plantão como enfermeira a prendia ao hospital, e ele teria de enfrentar a festa sem ela.
Os funcionários eram obrigados a participar — até para ajudar na organização. Ele suspirou, resignado. Estaria ali, sozinho, e sabia que Mônica provavelmente estaria presente.
Ao chegar, a festa estava animada: bandeirinhas coloridas pendiam entre árvores, fogueira ao centro, barracas de comidas típicas, risadas de crianças e o cheiro doce de milho assado no ar. Thomas mal conseguia se concentrar. Cada movimento parecia guiado pelo pensamento de que precisaria manter distância de Mônica.
Não demorou a encontrá-la. Mônica estava vestida como uma caipira, mas a roupa, mesmo temática, acentuava suas curvas de forma impossível de ignorar: saia curta com babados, blusa xadrez amarrada acima do umbigo, com um piercing que a deixava ainda mais sensual, decote na medida para instigar, cabelo preto liso caindo sobre os ombros, brilho intenso ao sol. Ela parecia ao mesmo tempo uma menininha divertida e uma mulher provocante, cada gesto calculado, ou talvez espontâneo demais para ser controlado.
— Thomas! — chamou, aproximando-se com um sorriso que misturava malícia e ingenuidade. — Você precisa me ajudar no pomar. Temos um pomar lindo aqui na chácara, e só eu não consigo colher tudo.
Thomas sentiu o coração acelerar. Por um instante, pensou em recusar, mas algo em seu corpo o impediu. A ausência de Elisa, a proximidade de Mônica, a sensação de poder ceder à tentação sem testemunhas… tudo se misturou.
— Ah… claro — respondeu, tentando soar casual. Mas a voz saiu um pouco mais firme do que pretendia, denunciando o efeito que Mônica exercia sobre ele.
Ela o conduziu por entre barracas e fogueira, e logo chegaram ao pomar, onde árvores carregadas de frutas se estendiam sob a luz do final da tarde. O lugar estava isolado o suficiente para que eles estivessem sozinhos, exceto pelo canto distante dos pássaros.
— Viu só? — disse Mônica, apontando para as árvores, inclinando-se levemente para mostrar os frutos mais altos. O decote da blusa se abriu, revelando o contorno de seus seios, e Thomas sentiu novamente um calor atravessar todo o corpo. — Preciso que me ajude a colher algumas. Você é forte, né?
Ele sentiu uma pontada de culpa misturada com desejo. Cada gesto dela parecia calculado para provocá-lo, mas também havia a sensação de espontaneidade, de naturalidade infantil, que o confundia ainda mais. Thomas tentou se concentrar nas frutas, nos galhos, em qualquer detalhe que não fosse o corpo de Mônica tão próximo, a fragrância do cabelo dela, o toque sutil do braço ao pegar um fruto.
Ela riu de forma leve, quase musical, e encostou a mão na dele ao alcançar um galho mais alto.
O pomar parecia isolado do mundo. A festa, as pessoas, a rotina com Elisa — tudo desapareceu por alguns instantes. Só havia Mônica, o cheiro das frutas maduras, o sol da tarde, e a sensação de perigo e desejo que Thomas jamais imaginara sentir.
Ele se afastou ligeiramente, respirando fundo, tentando se lembrar de Elisa, do compromisso, da vida que planejou. Mas a imagem de Mônica, a mistura de menina e mulher, de vulnerabilidade e provocação, continuava a lhe confundir.
Thomas se aproximava de uma árvore carregada de frutas vermelhas quando Mônica, com o sorriso brincalhão que ele já conhecia, começou a subir pelo tronco.
— Thomas! — chamou, estendendo a mão para ele. — Me ajuda aqui, não consigo alcançar os galhos mais altos sozinha.
Ela se apoiava em um galho, e ao levantar a perna para se posicionar melhor, a saia curta subiu um pouco, deixando à mostra a calcinha e uma parte da bucetinha de Monica. Thomas desviou o olhar rapidamente, sentindo um calor repentino no peito, a respiração um pouco mais rápida.
A árvore era larga, cheia de folhas, e o tronco áspero obrigava os dois a subirem devagar.
Mônica ia à frente, apoiando os pés com cuidado, enquanto Thomas vinha logo abaixo, atento, pronto para ajudá-la.
— Thomas… — ela disse, com a voz levemente provocadora — a fruta que eu quero não tem no pomar.
Ele riu, sem entender muito bem, enquanto esticava a mão para firmar o tornozelo dela.
— Não tem? Então o que você está procurando?
Mônica fez uma pausa, apoiou-se em um galho mais alto e respondeu, sem olhar para trás:
— Banana.
— Banana? — ele repetiu, surpreso, sentindo o calor inesperado subir pelo corpo. — Logo banana?
Ela riu baixo, sabendo exatamente o efeito da palavra.
— Estou com muita vontade de colocar uma na boca.
Thomas sentiu uma descarga de tensão atravessar seus músculos, e por um momento, se perguntou se conseguiria resistir.
Dali de baixo, entre as folhas e o movimento da subida, Monica sabia que ele conseguia enxergar a sua xoxotinha por baixo da saia.
— E então? — Mônica perguntou, com falsa inocência. — A fruta está bonita?
Ele hesitou um segundo, depois entrou na brincadeira, a voz mais grave:
— Está… muito bonita.
— Apetitosa? — ela provocou, mexendo o quadril ao alcançar outro galho.
— Demais — respondeu ele, já completamente envolvido. — Nunca vi uma fruta tão bonita, tão… formosa.
— Dá vontade de comer?
— Dá vontade de devorar inteirinha – Respondeu Thomas com a voz falhando
Mônica sorriu, satisfeita, ainda sem olhar para trás.
— Então suba logo — disse ela, em tom macio. — Não gosto de deixar fruta madura esperando.
Ela se acomodou sobre um galho largo e frondoso, deitando-se com cuidado, as folhas fazendo sombra ao redor do corpo. A saia subiu um pouco com o movimento, sem que ela se apressasse em ajeitá-la. Quando Thomas finalmente alcançou o mesmo nível, ela ergueu o rosto e o encarou.
Os olhos dela estavam calmos, mas cheios de intenção.
— E você, Thomas… — disse, devagar, sustentando o olhar dele — gosta de melões?
Ele parou por um instante. A pergunta, simples à primeira vista, veio carregada de um duplo sentido impossível de ignorar. Aproximou-se um pouco mais, apoiando as mãos no galho, agora tão perto que podia sentir o perfume dela misturado ao cheiro das folhas.
— Gosto — respondeu, com um meio sorriso. — Principalmente quando estão firmes… e bem à vista.
Mônica levou as mãos lentamente até a blusa amarrada à altura do umbigo. Os dedos deslizaram pelo nó, desatando-o com calma calculada, como se cada segundo fizesse parte do jogo. O tecido se abriu aos poucos, revelando o que estava por baixo.
Thomas prendeu a respiração.
Sem desviar os olhos dele em nenhum momento, Mônica deixou a blusa escorregar pelos ombros. Depois, com um gesto ainda mais lento, levou as mãos às alças do sutiã. O movimento foi suave, quase cerimonial. Ela o retirou com a mesma tranquilidade provocante, mantendo o olhar firme no dele, como se quisesse medir cada reação.
- O que acha desses melões?
- São perfeitos!
Com a mesma sensualidade, Monica se livrou da saia e da calcinha, atirando-as chão
O corpo nu de Mônica agora se estendia sob a luz suave do sol que filtrava entre as folhas da árvore. A luz dançava sobre sua pele, destacando suas curvas voluptuosas. Os seios fartos, perfeitamente moldados, brilhavam sob o calor do sol, enquanto a sombra das folhas criava um padrão intrigante ao redor, como se a natureza estivesse desenhando sobre ela.
A combinação de luz e sombra criava um efeito hipnotizante, como se Mônica fosse uma deusa da natureza, interagindo com o ambiente ao seu redor. Cada respiração dela parecia estar em sintonia com os sussurros das folhas, e o espaço ao redor se tornava um santuário de sensualidade.
As coxas grossas e firmes se abriam levemente, realçando a sensualidade de sua pose, com a luz acariciando cada contorno. Seus cabelos pretos e lisos caíam em cascata sobre os ombros, emoldurando seu rosto que exibia um olhar profundo e sedutor. Os olhos dela brilhavam com um misto de confiança e desejo, como se convidasse Thomas para possuí-la.
Thomas se aproximou de Mônica, seu olhar intenso refletindo um desejo ardente. Ele começou a traçar um caminho suave com os lábios por sua pele, começando pelo ombro, onde a luz do sol se encontrava com a sombra das folhas.
Seus lábios quentes e macios provocavam arrepios. Ele desceu lentamente, beijando a clavícula, sentindo o corpo se contorcer sob seu toque. Mônica fechou os olhos, entregando-se ao prazer, enquanto os lábios dele deslizavam por seu pescoço, deixando um rastro de sensações.
Thomas fez uma pausa, olhando nos olhos dela, como se quisesse capturar aquele momento. Então, ele voltou a explorar, agora descendo pelos seios fartos, seus beijos se tornando mais intensos, cada toque provocando um gemido suave de Mônica. Ele se perdia na textura da pele dela, saboreando cada instante, cada reação.
Suas mãos acompanhavam os lábios, acariciando as coxas grossas, enquanto ele continuava a fazer carícias com a boca, criando uma dança de prazer e descoberta. O mundo ao redor parecia desaparecer.
O ápice chegou, com o toque da língua de Thomas na vagina úmida de Mônica.
No exato instante em que sentiu a boca de Thomas encostar na sua bocetinha, uma espécie de choque percorreu o corpo de Monica, rápido e intenso, como uma descarga súbita. A reação foi imediata: seus músculos se contraíram, e ela se moveu de forma repentina.
O movimento brusco a fez perder o equilíbrio por um segundo perigoso. O galho pareceu ceder, o ar lhe faltou, e o corpo respondeu sozinho, sem tempo para o pensamento. Thomas, percebendo tudo no mesmo instante, a segurou com força e cuidado, envolvendo-a com os braços e puxando-a para junto de si. Firme, protetor, quase instintivo, como se quisesse ancorá-la ali.
Apertou ainda mais a xoxota contra sua boca, ainda sentindo o eco daquele choque correr pela pele, Monica respirou fundo. O coração batia acelerado — não apenas pelo susto da altura, mas pela intensidade inesperada daquele simples toque que havia feito seu corpo reagir antes mesmo que ela pudesse entender.
Monica então relaxou, fechou os olhos e apenas aproveitou a habilidade do sexo oral do amante
Depois se colocou de quatro, segurando com cada uma das mãos em um galho diferente.
Thomas socava tão forte, que o galho em que estavam começou a balançar.
Por consequência, todos os galhos da árvore vibravam, fazendo um barulho quase tão alto quantos os gemidos de Mônica.
As folhas pareciam murmurar segredos enquanto o casal fodia loucamente, como animais, entre os galhos. O sol filtrava-se, envolvendo-os em uma luz dourada, quase mágica.
Os corpos colados, suados, batidas aceleradas dos corações.
Enquanto Thomas socava na sua bucetinha, Monica continuava de quatro, se apoiando nos mesmos galhos, olhando-o por cima do ombro, com um brilho provocante. As mãos dele deslizavam por suas costas, explorando cada curva.
A árvore, testemunha silenciosa, guardava aquele instante de puro tesão e desejo, onde o sexo proibido entre aluna e professor parecia se tornar parte da natureza.
Então o gozo “explodiu”.
Os amantes satisfeitos ainda estavam na árvore quando o resto mundo “voltou a existir” para eles.
O cheiro doce das frutas maduras misturava-se ao cheiro de sexo: cheiro de suor, cheiro de buceta e de esperma.
A árvore parou de balançar, eles pararam de gemer, e o silêncio voltou - talvez um silêncio diferente, talvez o ar — que fez Thomas erguer a cabeça. A luz já não era a mesma. O dourado frouxo do fim de tarde escorria entre as folhas, alongando sombras, avisando sem palavras que o tempo havia passado mais do que deveria.
Mônica ajeitou a saia com um gesto rápido, quase automático, como quem tenta organizar também o que sente. Os dois trocaram um olhar breve, denso, cumplice.
Caminharam de volta em silêncio.
A música da festa junina já vinha baixa, fragmentada, como um eco cansado. As barracas estavam sendo desmontadas, as luzes coloridas apagadas uma a uma. Algumas poucas pessoas ainda riam perto da fogueira quase morta, mas o clima era de despedida.
Mônica procurou os amigos com os olhos, deu algumas voltas, chamou um nome aqui, outro ali. Nada. Pegou o celular, a tela iluminando seu rosto num contraste brusco com o escuro que avançava. Leu as mensagens rápido demais.
— Eles foram embora — disse, sem levantar os olhos. — Mandaram mensagem há um tempo.
Thomas sentiu o peso da frase cair entre eles. Passou a mão pela nuca, um gesto nervoso.
— Você… veio com seu próprio carro?
Ela balançou a cabeça, quase rindo:
— Não. Acabei de fazer dezoito. Tô na autoescola ainda.
Thomas pensou na noiva. Pensou no carro, que na verdade era de Elisa e não dele.
A Aliança de noivado não estava mais no dedo, perdeu-se durante o sexo no pomar, mas pesava como se estivesse.
— Eu posso te levar — disse, mais como constatação do que como oferta.
Mônica assentiu. Não havia muito o que discutir.
Começou uma garoa, e aquele friozinho típico de junho.
O carro os esperava na lateral da chácara, escuro, discreto. Lá dentro era seco e quente, devido ao ar-condicionado.
Thomas deu a partida, e saiu da chácara com Monica ao seu lado.
A estrada rural começou quase imediatamente, estreita, ladeada por cercas e árvores que se tornavam massas escuras à medida que a noite caía.
Os dois seguiam sentados, lado a lado, enquanto o carro cortava a escuridão da estrada. O painel iluminava suavemente o rosto concentrado de Thomas, que mantinha as mãos firmes no volante. Monica o observou por alguns segundos antes de se aproximar. Primeiro, deixou a mão repousar em seu braço, depois deslizou os dedos com calma, sentindo sua firmeza.
— Você é um homão… — murmurou, com um sorriso provocador.
Antes que ele respondesse, Monica se inclinou e começou a beijar seu pescoço, devagar, alternando beijos macios com leves mordiscadas que o fizeram arrepiar. Thomas soltou um riso baixo, claramente afetado, mas sem tirar os olhos da estrada.
— Monica… — disse em tom carinhoso, quase um sussurro. — Não agora. Essa estrada está escura demais.
Monica insistiu, soltou um suspiro, quase um gemido. Inclinou-se no banco, fazendo uma carinha sofrida, e falou com uma vozinha fina e manhosa:
— Aí, Thomas… eu quero mais! Vamos pro Motel!
Thomas não virou o rosto. Continuou olhando fixamente para a estrada, as mãos firmes no volante.
— Fica pra outro dia — respondeu, distraído.
Ela fungou alto, como se estivesse muito necessitada.
— Eu quero você agora ... preciso do teu pau dentro de mim!
— Nós acabamos de foder gostoso no pomar - murmurou ele. — Agora tô concentrado na estrada.
A indiferença pareceu ofendê-la profundamente. Monica fez um biquinho ainda maior, então pegou uma das mãos dele do volante e a puxou para debaixo da saia, encostando na buceta, ainda com a voz infantilizada:
— Sinta como minha xaninha tá molhadinha ... tá sentindo? Ela tá bem quentinha e gostosa … esperando teu pau delicioso!
- Agora não! – Respondeu ainda com indiferença.
Sem se dar por vencida, Monica abriu a calça de Thomas, colocou o pau dele para fora e começou a mamar como uma bezerrinha.
Thomas não resistiu mais, parou o carro em um acostamento improvisado, ambos tiraram as roupas, e Monica veio por cima dele, de frente.
A bucetinha dela estava encharcada, o pau entrou fácil, e eles começaram um movimento de vai e vem com os corpos.
Enquanto Thomas fodia a bucetinha de Monica, repentinamente uma luz branca atravessou o para-brisa, violenta demais para ser entendida. Veio junto um som seco de freada, uma buzina longa e desesperada.
Thomas teve tempo apenas de pensar — não — antes do impacto.
O carro foi lançado de lado. O mundo girou sem ordem: vidro estilhaçando, o corpo sendo jogado, o teto virando chão. Houve um segundo de silêncio absoluto, irreal, seguido pelo gosto de sangue na boca.
Thomas tentou chamar o nome de alguém — talvez Elisa, talvez Monica — mas o som não saiu. A última coisa que viu foi o farol do caminhão imóvel na estrada, iluminando o carro capotado como um palco cruel.
Depois, nada. A consciência se apagou
Depois de um tempo indeterminado, Thomas acordou num sobressalto, o corpo inteiro tentando fugir antes mesmo de entender onde estava. O teto branco o cegava. O ar cheirava a hospital.
— Monica! — gritou, a voz falhando.
— Sua amante está morta, seu Filho da Puta!
A frase veio calma demais.
— Morta? — ele tentou erguer a cabeça, mas ela pesava toneladas. — Como assim…?
— Vocês estavam trepando dentro do carro — continuou a voz. — Foram atingidos por um caminhão. Ambos trazidos para este hospital.
O pânico subiu rápido, sufocante. Thomas tentou se mexer. Nada. Não sentia as pernas.
Um vulto se aproximou pela lateral da cama. Uma mulher. O jaleco claro, o cabelo preso, a mão firme segurando uma seringa. A visão dele tremia, borrava as bordas do mundo.
— O que tem nessa seringa? — perguntou, ofegante. — É você… Elisa?
A figura não respondeu de imediato. Apenas deu mais um passo à frente. Agora ele reconhecia o contorno do rosto, ainda que desfocado. Conhecia aquele jeito de se mover, aquela precisão treinada.
Sabendo como as garotas podem ficar zangadas, ele começa a tremer e tossir, tal como o velho do famoso livro de Nabokov
— Não chegue perto de mim — gritou, tentando se erguer. O corpo não obedeceu. — Não chegue perto de mim!
Continuou gritando desesperado, com o coração disparado.
— Elisa… o que tem aí? —A voz falhando.
Ela não respondeu. Apenas se aproximou, silenciosa, segura. O pânico tomou conta dele quando sentiu seu braço ser segurado. Houve uma breve pressão, uma picada quase imperceptível, e então a sensação estranha de algo se espalhando lentamente por dentro.
Os sons ao redor começaram a se afastar. O quarto pareceu se alongar, perder contornos. Thomas tentou chamar por ajuda, mas a força o abandonava rapidamente. Sentiu a consciência escapar, enquanto a figura à sua frente se dissolvia na luz branca.
E então, não sentiu mais nada.
