Lá em casa, as coisas sempre foram pautadas pelo diálogo. "O importante é a transparência", dizia o meu marido, sempre. E transparência, como se sabe, é virtude que não deve parar na porta do quarto.
Nosso filho, o Juninho, andava cabisbaixo. O término com a namorada — uma moça de modos discretos e ideias limitadas — deixou o rapaz num estado de melancolia absoluta. Perdeu o apetite, o brilho nos olhos e, imagino eu, o interesse pelas funções mais vitais da juventude.
Foi então que, numa dessas conversas à mesa, surgiu a ideia. Por que não deixar ele assistir a gente transar? Conversa vem, conversa vai, e... topamos a ideia. Isso com certeza daria mais inspiração ao rapaz... e a nós.
Afinal, ele já é um homem. E se a vida lá fora estava difícil, que encontrasse o consolo no recôndito do lar, sob a supervisão zelosa dos pais.
A regra é clara: entrar, pode; sentar ou ficar de pé, à vontade; participar, jamais. O toque é estritamente individual. Estabelecemos também uma cláusula de higiene doméstica: nada de porra no tapete persa, que me custou os olhos da cara e uma paciência infinita na limpeza.
A primeira vez foi intensa. Assim que as roupas caíram, senti o peso do olhar dele sobre as minhas costas. Aquilo me eletrizou. O meu marido, percebendo a audiência, abandonou a timidez habitual. Agarrou-me com uma força que eu já não sentia há décadas, virando-me de costas para ele e de frente para o nosso filho.
Eu não conseguia tirar os olhos do Juninho. Ele já havia libertado o próprio desejo e sua mão movia-se num ritmo frenético, acompanhando a cadência das estocadas do pai. A visão daquele vigor jovem, concentrado no prazer que emanava de nós, fazia minha intimidade latejar. Comecei a falar. Não para o filho, mas para o marido, garantindo que o rapaz ouvisse cada detalhe obsceno do que eu sentia.
— Mais forte, amor... assim... eu quero que ele veja como você me possui.
O quarto estava saturado de um cheiro de sexo e expectativa. O meu marido, possuído por uma vaidade animal, mudava as posições com uma agilidade que eu julgava perdida. Fez-me ajoelhar, expondo-me inteiramente à visão do espectador. O Juninho estava em transe, a respiração curta, os olhos fixos na junção dos nossos corpos, o movimento da sua mão tornando-se um borrão de velocidade.
No ápice, meu marido retirou-se de mim no último segundo e, num gesto de pura exibição, gozou na minha cara, as gotas quentes escorrendo pelas minhas bochechas e lábios. Eu sorri, lambendo o canto da boca, enquanto mantinha o contato visual direto com o Juninho.
Ele atingiu o próprio clímax segundos depois, tremendo na poltrona, contido apenas pelo cuidado de não sujar o tapete. Ficamos os três ali, num silêncio pesado e úmido, unidos por um segredo que nenhum psicanalista ousaria decifrar. O Juninho levantou-se, recuperado da melancolia, e saiu do quarto com um aceno de cabeça.
Confesso que a presença do Juninho ali, no canto da poltrona, trouxe um novo vigor ao meu casamento. O meu marido se sente agora um galã de cinema; eu, por minha vez, entrei no papel. Capricho no vocabulário — aquele tipo de conversa que faz as paredes corarem, mas dirigida sempre e exclusivamente ao marido. O Juninho observa, compenetrado, num exercício de admiração filial que beira o religioso. De vez em quando, se a posição ajuda, eu olho para ele. É um olhar de mãe, claro, mas uma mãe que reconhece que o filho está aproveitando o espetáculo.
E essa não foi a única vez. Teve uma noite que meu marido já me esperava de quatro, com aquela impaciência de quem sabe que tem plateia. O Juninho entrou sem fazer barulho, instalando-se no limite do tapete, as pernas cruzadas, o rosto iluminado apenas pelo abajur de luz âmbar. Ele não perdeu tempo: desfez-se do short e começou o movimento longo e seguro, os olhos vidrados na curva do meu quadril que se oferecia ao pai.
— Veja, amor... veja como ele não consegue desviar o olhar — sussurrei, sentindo o hálito quente do meu marido na nuca.
Ele me puxou pelos cabelos, obrigando-me a erguer o tronco. Ele queria que o filho visse tudo: o contraste da minha pele clara com o lençol escuro, a umidade que brilhava entre as minhas pernas. Quando ele penetrou, foi com um estocada seca, profunda, que me arrancou um gemido gutural. O Juninho acelerou o ritmo da mão no mesmo instante, como se estivéssemos todos ligados por um fio invisível.
Eu me virei, ficando por cima, cavalgando o meu marido com uma fúria que me fazia suar. Meus seios balançavam diante dos olhos do meu filho, e eu fiz questão de apertá-los, oferecendo-os visualmente enquanto o pai dele me segurava pela cintura, as unhas cravadas na minha carne. O som era explícito: o estalo da pele contra a pele, os suspiros pesados, o roçar do corpo do Juninho contra o próprio punho.
— Você gosta, meu amor? — perguntei ao meu marido, mas fixando meus olhos nos do Juninho. — Gosta que ele veja o quanto eu sou sua?
O rapaz estava em transe. O membro dele, tenso e pulsante, era um testemunho da nossa eficiência. O meu marido, então, girou-me novamente, colocando-me de costas para o Juninho, mas com as pernas bem abertas, expondo o centro da nossa união. Ele me possuía com uma cadência violenta, e eu via, por cima do ombro, a expressão de espanto e deleite no rosto do meu filho.
O ápice veio como uma avalanche. O meu marido urrou, despejando-se dentro de mim enquanto me prensava contra o colchão. O Juninho, no mesmo segundo, arqueou o corpo, a mão subindo e descendo num desespero final, até que o jato de vida dele cruzasse o ar, caindo com precisão matemática na toalha que ele mesmo estendera sobre as pernas, preservando a limpeza do quarto.
Ficamos ali, os três, ofegantes. O cheiro de sexo era denso, quase palpável. O Juninho limpou-se, vestiu-se e, antes de sair, deu um tapinha amigável no ombro do pai, que jazia exausto. Um gesto de camaradagem masculina que selava o nosso pacto de alcova.
A casa, aos poucos, transformou-se num palco de uma vivacidade quase elétrica. O luto do Juninho deu lugar a um brilho malicioso no olhar, uma disposição de quem descobriu que a vida, afinal, é um espetáculo de carne e osso.
O café da manhã tornou-se a primeira sessão do dia.
— E aí, velho? — dizia o Juninho, servindo-se de café com uma energia renovada. — Ontem o rendimento foi de profissional, hein? Achei que o teto não fosse aguentar o tranco.
O pai, longe de se ofender, estufava o peito sob o pijama de seda. Dava um gole no suco de laranja, limpava o bigode e devolvia com uma piscadela de cumplicidade masculina:
— É a experiência, meu filho. O motor é antigo, mas a ignição ainda é de primeira. Você tem muito o que aprender sobre as marchas reduzidas.
Eu assistia a tudo por trás da xícara, sentindo um calorzinho subir pelo pescoço. A atmosfera na mesa estava carregada de uma liberdade nova, sem as travas da moralidade tradicional. As piadinhas picantes circulavam entre as torradas e o queijo minas.
— Mãe, você devia cobrar ingresso — provocou o Juninho certa vez, rindo. — Aquela performance na cabeceira da cama ontem... se eu fosse um crítico de teatro, dava cinco estrelas só pelo figurino. Ou pela falta dele.
Eu caía na risada, uma risada solta, de quem não precisava mais esconder os gemidos da noite anterior.
— Deixe de ser bobo, Juninho. É tudo técnica de respiração — eu respondia, dando um tapinha de leve no braço dele. — Mas confesso que ter você ali me faz querer caprichar na "atuação".
O ambiente foi ficando mais permissivo. Já não havia o pudor de fechar as portas completamente; as toalhas eram deixadas de lado com mais facilidade, e os comentários sobre o corpo um do outro tornaram-se rotina.
Certa tarde, encontrei os dois na sala, tomando uma cerveja. O meu marido contava, entre risos, detalhes de uma posição que tínhamos tentado uma vez, enquanto o Juninho ouvia com o queixo apoiado na mão, dando sugestões de ângulos para a próxima "apresentação".
— Se você virar ela mais para a esquerda, pai, a iluminação daquela luminária pega bem no... bom, você sabe.
— Rapaz, não é que você tem razão? — concordou o Otávio, batendo no ombro do filho. — Vamos testar hoje, o que acha, querida?
Eu apenas sorri, cruzando as pernas e sentindo o olhar de ambos me despindo ali mesmo, em pleno horário nobre. A família, finalmente, estava em perfeita sintonia.
A noite chegou com a promessa de um ensaio técnico. O meu marido, estimulado pelas sugestões do filho, parecia um diretor de cena meticuloso. O Juninho, por sua vez, já não se sentava na poltrona; preferia ficar de pé, encostado na cômoda, a poucos metros da beira da cama, onde a luz da luminária criava um jogo de sombras que esculpia cada curva do meu corpo.
Eu estava de quatro na cama, o rosto colado ao espelho, observando meu próprio reflexo enquanto o meu marido me fodia por trás com uma animalidade que o tempo parecia ter devolvido a ele em dobro. O som era cru: o estalo seco da palma da mão dele contra as minhas nádegas e o ruído úmido da penetração profunda; o Juninho acompanhava com os olhos saltados, a mão descendo e subindo no próprio membro latejante.
— Olha só isso, filho. Olha como a sua mãe está encharcada!
O Juninho deu um passo à frente, saindo da sombra. Ele estava a pouco menos de um metro de nós, o pau ereto apontado como uma arma carregada.
— Eu estou vendo, pai... estou vendo tudo — respondeu o rapaz, a voz trêmula de luxúria. — Ela está pedindo mais, não está?
Eu soltei um gemido longo, girando o pescoço para encarar o meu filho. Vi a cabeça do membro dele pulsando, a pele esticada ao limite. O prazer me atingiu como um raio, e eu comecei a gozar aos gritos, sentindo o meu marido explodir dentro de mim logo em seguida, despejando-se com tanta força que o líquido escorria pelas minhas coxas e pingava no lençol.
— Vou gozar, mãe! Vou gozar! — avisou ele, a voz num misto de pânico e glória, a mão disparando num ritmo final e desesperado.
Num reflexo rápido, já conhecendo o ímpeto do rapaz, eu me encolhi para o lado, protegendo o rosto e o cabelo com os braços, deslizando sobre a cama para sair da linha de tiro. Foi por um triz. O primeiro jato do Juninho cruzou o ar com uma pressão absurda, voando por cima do meu ombro e atingindo a cabeceira da cama com um estalo. Os jatos seguintes cobriram o lençol onde eu estava há poucos segundos, uma marca branca e quente da sua juventude.
O silêncio que se seguiu foi quebrado por uma gargalhada ruidosa do pai.
— Caralho, Juninho! — o pai ria, limpando o suor da testa. — Quase que você batiza sua mãe por completo!
Eu me sentei, recompondo-me, e olhei para a mancha no lençol e depois para o meu filho, que ainda tremia, segurando o próprio membro que latejava o resto da carga. Não consegui segurar o riso também.
— Por pouco, hein, meu filho? — eu disse, rindo e jogando uma toalha para ele. —Você está ficando perigoso!
— Foi mal, mãe. Mas a cena de vocês hoje... não deu para segurar a pressão.
— Está perdoado — concluiu o meu marido, batendo nas costas do filho enquanto eu voltava para o centro da cama, ainda rindo daquela bagunça familiar. — Mas agora, vai limpar essa sujeira!
O Juninho, agora, parece mais alegre. Já assobia no banho e recuperou o apetite. O meu marido anda de peito estufado, sentindo-se o último varão da linhagem. E eu? Bem, eu sigo zelando pela harmonia da família, mantendo a chama acesa e o tapete rigorosamente limpo. No fundo, é como eu sempre digo: uma família unida permanece unida. Até na hora do vamos ver.
