Corpos, Desejos e Silêncio... Historias que Nunca Ousamos Dizer. Capítulo 5 — A surpresa que não pede licença

Um conto erótico de Bernardo
Categoria: Gay
Contém 5323 palavras
Data: 09/01/2026 16:56:47

Antes de continuar :

COMO NÃO TEREI TEMPO DE PUBLICAR AOS FINAIS DE SEMANA, DESCIDI ADIANTAR ESSE CAPILO.

PROMETO QUE OS PRÓXIMOS CAPITULOS VÃO SER BEM RECHEADOS.

BOM FINAL DE SEMANA LEITORES!

Talvez, até aqui, nem tudo tenha sido dito com a clareza necessária. No meio de encontros, silêncios carregados e gestos que dizem mais do que palavras, acabei deixando de organizar quem somos — não apenas como personagens de uma história, mas como presenças reais, corpos que ocupam espaço, trajetórias que se cruzam por desejo, afeto e tensão.

Então, antes de seguir adiante, preciso alinhar isso.

Hoje, dentro dessa história, estamos nós.

Eu, Bernardo.

Os irmãos Arthuro e Arthur.

O pai deles, Sr. Juan.

Orbitando esse núcleo, como pano de fundo e influência constante, estão meus pais, Madalena e Danilo. Também fazem parte desse enredo Yan e Camille. E, citada, mas ainda presente como memória e sombra, está Minna, ex-namorada de Arthuro.

Eu, Bernardo, tenho 22 anos e 1,91m de altura. Sou visivelmente alto, daqueles que chamam atenção mesmo em ambientes cheios. Moreno, com a pele marcada pelo sol, pelo sal e pelo vento — marcas de alguém que sempre que pode está na praia. Isso se reflete no meu corpo. Tenho cabelo preto, cacheado, e um físico atlético, saudável, definido sem exageros. Não é um corpo moldado por obsessão, mas por genética e movimento. Exercícios feitos de forma esporádica, caminhadas, mar, rotina ativa. Um corpo firme, funcional, com uma estética natural que não tenta provar nada, mas acaba dizendo muito.

E sim, tem algo mais: tenho uma bunda generosa, redonda, grande, de quem foi feito para ser agarrado. E eu sei disso. Uso calças que marcam, que se ajustam, que seguem a curva como se fossem pintadas no corpo. Quando me viro, o tecido adere, separa, delimita. E não é por acidente. Gosto do olhar que se perde ali. Gosto de ser visto — e deixar claro que sei que estou sendo visto.

Sou filho único. Sempre fui. Cresci acostumado ao silêncio de não dividir espaço com irmãos, ao mesmo tempo em que desenvolvi uma certa independência emocional. Isso moldou quem eu sou, a forma como observo, como me envolvo, como me contenho.

Continuando...

Saí do banheiro ainda com o coração descompassado.

A água fria já tinha levado o suor do corpo, mas não tinha dado conta do resto. O beijo continuava ali, insistente, preso em algum lugar entre a boca e o estômago. Aquele tipo de memória que não se apaga — só muda de lugar. Passei a mão pelo cabelo, respirei fundo e saí do quarto tentando recompor o passo, o rosto, o ritmo.

Na sala, tudo parecia normal demais para quem tinha acabado de atravessar um limite invisível.

Arthuro já tinha instalado o videogame.

Arthur estava sentado no sofá, a perna estendida com cuidado, o controle apoiado no colo. Arthuro estava de pé, encostado na estante, girando outro controle nos dedos, como se aquilo fosse extensão do próprio corpo. Sr. Juan ocupava a poltrona, relaxado, as pernas abertas sem cerimônia, observando a tela com aquele ar de quem gosta mais da disputa do que da vitória.

— Demorou — Arthur comentou, sem olhar diretamente pra mim, mas sabendo exatamente onde eu estava.

— Água fria — respondi. — Ajuda a acordar.

Ou a confundir ainda mais, pensei.

Escolhemos um jogo de corrida. Era quase tradição. Carros rápidos, pistas longas, curvas fechadas. Disputa limpa só na teoria. Na prática, sempre acabava em provocações, risadas, ombros se encostando, comentários atravessados.

— Quero ver agora — Sr. Juan disse, pegando o controle com confiança exagerada. — Hoje eu ganho.

— Sonha — Arthur respondeu, ajustando o banco virtual do carro. — Você sempre bate na primeira curva.

— Falta de respeito com a experiência — Sr. Juan retrucou, rindo.

Sentei no chão, encostado no sofá, sentindo o tecido ainda quente atrás das costas. O cheiro da casa — mistura de pizza, limpeza e algo familiar demais — me envolvia. O jogo começou, motores rugindo pela sala, luzes piscando na tela.

Por fora, eu estava ali. Competindo. Rindo. Provocando.

Por dentro, tudo voltava.

A mão de Arthuro na minha cintura.

A proximidade súbita.

O beijo firme, decidido, como se já estivesse atrasado.

— Bernardo, presta atenção! — Arthur falou alto. — Vai perder essa curva.

Girei o controle rápido demais, o carro saiu da pista.

— Porra — murmurei. — Distração.

— Sei — Sr. Juan comentou, com um meio sorriso. — Acontece.

Olhei rápido na direção dele. Sr. Juan me encarava com calma demais. Como se enxergasse além do jogo. Além da sala. Além de mim.

As corridas seguiram. Arthuro e eu ganhamos cinco partidas, empatando. Arthur três. Juan… nenhuma.

— Tá bom — Sr. Juan disse, levantando-se com um suspiro exagerado. — Vou me retirar antes que minha reputação piore.

— Fugindo — Arthuro provocou.

— Preservando dignidade — ele respondeu, caminhando devagar até o corredor.

Antes de subir, Juan parou atrás de mim. Colocou a mão no meu ombro, firme, quente. Inclinou-se o suficiente para que só eu ouvisse:

— Faz tempo que você não vem à nossa casa, fique aproveite a noite.

Piscou um olho. Só um.

Depois seguiu, como se nada tivesse acontecido.

Fiquei imóvel por um segundo a mais do que devia.

— Tá tarde mesmo — eu disse, pigarreando. — Acho que vou…

— Dormir — Arthur completou. — Melhor.

Arthuro assentiu.

— Amanhã cedo a gente resolve o resto. Agora, cada um precisa de uma cama.

Foi aí que começou.

— Eu fico no quarto do Arthur — Arthuro disse, natural. — É mais fácil pro Arthur, por causa da perna. A gente já tinha combinado isso.

— Verdade — Arthur confirmou. — Eu fico na sala hoje.

— Nada disso — protestei. — Eu durmo aqui mesmo, não tem problema.

Arthuro riu, aquele riso lento.

— Tem sim. Você não vai dormir torto no sofá.

— Então… — Arthur começou — fica decidido assim: eu fico aqui na sala, Arthuro pega meu quarto lá em cima…

— Seu quarto é mais arejado — Arthuro interrompeu. — E cheira melhor.

Arthur revirou os olhos, sorrindo.

— E o Bernardo… — Arthuro continuou, olhando pra mim agora — fica no quarto do Arthuro. O de baixo.

O ar mudou.

— Tá bom — respondi, depois de um segundo que pareceu longo demais. — Sem drama.

— Boa noite então — Arthur disse, já se ajeitando com cuidado no sofá.

— Boa noite — Sr. Juan falou lá de cima, a voz ecoando pelo corredor.

Fui em direção ao quarto do Arthuro sentindo o corpo mais atento do que cansado. A porta estava entreaberta. Empurrei devagar.

E eu reconheci no mesmo instante.

O mesmo espaço que eu tinha atravessado horas antes. O mesmo ar carregado. O mesmo lugar onde o beijo tinha acontecido — rápido, inesperado, definitivo. O quarto tinha aquela simetria quase obsessiva de quem vive o corpo como disciplina. Nada fora do lugar, mas tudo com presença.

À esquerda, alguns halteres encostados na parede, alinhados como se fizessem parte da decoração. Um banco simples de treino. No canto, uma mochila esportiva aberta, deixando escapar o cheiro familiar de suor limpo, tecido e desodorante. As roupas dobradas com cuidado demais para alguém que passa boa parte do tempo se movimentando.

A cama era larga, baixa, lençóis claros bem esticados. Nada de excessos. Tudo funcional. Masculino. Direto. O tipo de quarto que não pede desculpas por existir. O banheiro ficava logo ao fundo, integrado ao quarto, porta entreaberta, luz apagada, mas ainda reconhecível — azulejos claros, espelho grande, espaço de quem se olha e se mede com frequência.

Aquele quarto tinha acesso direto pelo corredor que levava à sala. Não era um espaço isolado. Era passagem. Como se o próprio ambiente soubesse que ali nada ficava completamente separado do resto da casa.

Fechei a porta com cuidado, larguei as coisas sobre a cadeira e fiquei parado por um instante, respirando fundo.

Aquele tipo de respiração que não serve só para encher os pulmões, mas para tentar organizar o que não quer se organizar dentro da cabeça. O quarto do Arturo parecia maior à noite. Ou talvez fosse só o silêncio, quebrado apenas pelo som distante da televisão na sala e algum riso abafado que vinha de lá.

Peguei o celular.

O brilho da tela cortou a penumbra do quarto enquanto eu me sentava na beira da cama. Notificações acumuladas. Mensagens que tinham chegado enquanto eu estava ali, vivendo tudo aquilo sem perceber o tempo passar.

— Yan.

— Muitas mensagens do Yan.

Rolei a conversa com o polegar devagar. Perguntas simples, quase inocentes — “onde você está?”, “o que está fazendo?”, “sumiu”. Nada acusatório. Só aquela insistência de quem quer continuar presente. No meio delas, uma foto. Ele deitado, luz baixa, expressão relaxada, acompanhada de uma frase curta, quase tímida:

— “Fiquei com vontade de falar com você.”

Olhei o horário. Mais de duas horas atrás.

Suspirei outra vez.

Antes de responder qualquer coisa, abri outra conversa. Minha mãe. Madalena.

Escrevi rápido, do jeito que ela sempre gostou: direto, sem drama.

— Vou dormir na casa do Arthuro hoje. Amanhã cedo volto. Fica tranquila.

Te amo, boa noite 😘

Enviei.

Só então voltei para o Yan. Não queria dar margem. Não queria explicar demais. Digitei com cuidado, escolhendo palavras que não prometessem nada além do que eu podia entregar naquele momento.

— Tô bem. Vim passar a noite aqui com os meninos. Depois a gente se fala. Boa noite.

Enviei antes que mudasse de ideia.

Bloqueei a tela.

Levantei para me trocar. Olhei em volta procurando alguma roupa minha e lembrei, quase rindo sozinho, que não havia nada ali além do que eu estava vestindo. Tirei a camisa, joguei sobre a cadeira. Fiquei só de short, aquele mais folgado, confortável o suficiente para não incomodar. Nada de drama. Nada de voltar na sala para pegar coisa nenhuma.

Apaguei a luz.

Deitei.

O colchão cedeu sob meu peso e, por alguns segundos, achei que o cansaço finalmente ia vencer tudo. Fechei os olhos. Estava quase lá quando ouvi.

— Ber… tá acordado?

A voz veio baixa, próxima da porta.

Abri os olhos na mesma hora.

Levantei devagar e caminhei até a porta. Quando abri, dei de cara com o Arthur. As muletas apoiadas de lado, o corpo encostado no batente como se aquilo fosse o suficiente para sustentá-lo.

Ele estava só de cueca branca.

Simples. Clara. Contrastando com a pele clara e o desenho natural do corpo. Não era um corpo exagerado. Era… correto. Pernas fortes, bem desenhadas, mesmo com a bota ortopédica quebrando um pouco a simetria. Abdômen firme. Ombros relaxados. Um corpo que não precisava se exibir para chamar atenção.

E chamou.

— Desculpa — ele disse, num tom quase constrangido. — Esqueci que precisava ir ao banheiro. Prometo que não vou te incomodar mais.

Demorei um segundo a responder. Não por falta de educação. Por excesso de distração.

— Tudo bem — falei, abrindo espaço para ele passar.

Ele entrou com cuidado, ajustando as muletas, passando por mim perto demais. Próximo o suficiente para que eu sentisse o cheiro limpo de sabonete misturado com algo mais pessoal. Familiar.

Antes de seguir, ele me olhou de cima a baixo.

— Tá se cuidando, hein — comentou, com um meio sorriso. — Corpo bonito… saudável.

Meu rosto esquentou sem aviso.

— Para com isso — respondi, rindo baixo.

Ele inclinou a cabeça, como se avaliasse algo.

— E essa bunda continua a mesma — completou, sem cerimônia.

Antes que eu tivesse tempo de reagir, senti o tapa. Não forte. Não agressivo. Um gesto rápido, quase brincalhão, mas que reverberou mais dentro de mim do que na pele.

Fiquei parado por um instante, surpreso demais para dizer qualquer coisa.

Arthur riu.

— Boa noite, Ber.

Seguiu para o banheiro, fechando a porta atrás de si.

Voltei para a cama com o coração acelerado demais para alguém que dizia estar cansado. Deitei de lado, olhando para o teto, ouvindo o som da água correndo do outro lado da porta.

O quarto parecia menor agora.

Mais quente.

E definitivamente menos silencioso.

Ouvi o som antes de ver o movimento, e meu corpo reagiu antes da minha cabeça. Arthur saiu apoiando-se com cuidado nas muletas, os passos lentos, quase calculados, como se não quisesse quebrar o clima que já pairava no quarto. Ele fechou a porta atrás de si e ficou parado por um instante, respirando fundo.

— Ber… — chamou, baixo, quase como se testasse se eu ainda estava ali.

— Oi — respondi, virando o rosto na direção dele.

Ele se aproximou da cama e sentou-se com cuidado, mantendo uma distância mínima, mas ainda respeitosa. A luz baixa desenhava sombras suaves sobre o corpo dele, e aquela proximidade fazia tudo parecer mais íntimo do que deveria.

— A gente acabou não conversando direito hoje — disse, passando a mão na minha perna, num gesto distraído. — Mas… parabéns de novo pela aprovação no concurso. Sério. Eu fiquei muito feliz quando soube.

Sorri, sentindo algo aquecer no peito.

— Obrigado. Foi uma surpresa até pra mim.

— Imagino — ele riu de leve. — Queria saber mais… como você tá, de verdade. Sua vida, seu momento. Parece que tudo tá andando.

Hesitei antes de responder.

— Ah… tá tudo como sempre — falei, dando de ombros. — Nada muito diferente.

Arthur inclinou a cabeça, observando.

— Então você tá solteiro.

A frase não foi uma pergunta. Foi uma constatação.

— Tô — respondi, simples.

Ele arqueou a sobrancelha, um sorriso torto surgindo.

— E aquele seu namorado maluco que você arranjou no passado?

Meu sorriso sumiu por um segundo.

— Prefiro não falar do passado — disse com calma. — Ficou lá atrás. Já faz tempo.

Arthur soltou uma risada curta.

— Ainda bem. Ele era louco mesmo. Ciumento demais.

— Exatamente por isso que ficou no passado — completei.

O silêncio que se seguiu foi diferente. Mais denso. Arthur me olhou com atenção, sem disfarçar.

— Você tá se cuidando muito — comentou. — Tá… diferente. Bonitão. Mais forte. Trincado até.

Ri, sem graça.

— Eu me cuido por mim — respondi. — A gente nunca sabe quando pode aparecer alguém, né?

Ele repetiu, quase saboreando as palavras:

— É… a gente nunca sabe quando pode aparecer alguém.

Riu logo depois, um riso baixo, carregado de duplo sentido. O ar ficou mais quente.

Olhei pra ele e mudei o foco, tentando aliviar.

— Você não tem uma roupa pra vestir? — provoquei. — Já é a segunda vez hoje que você tá de cueca pela casa.

Arthur riu abertamente dessa vez.

— Prefiro assim — disse. — Mais confortável.

Passou a mão pelo elástico da cueca de forma casual demais para ser inocente. O sorriso que veio depois era tímido… e malicioso ao mesmo tempo.

— E você? — perguntou, me analisando. — Tá sem cueca, né? Dá pra perceber.

Senti o rosto esquentar imediatamente.

— Arthur… — comecei, sem saber exatamente o que dizer.

Ele se inclinou um pouco mais e apoiou a mão sobre minha perna, num toque leve, quase tranquilizador.

— Relaxa — disse, baixo. — A gente tá entre homens. Isso é normal.

Ri sem convicção.

— É… normal.

Ele desviou o olhar por um instante, pensativo.

— Ou não é tão normal assim… pelo fato de você gostar de homens.

Meu peito apertou.

— Não muda nada — falei rápido, talvez rápido demais. — Nunca mudou.

Arthur se aproximou mais e me envolveu num abraço breve, firme.

— Nunca mudou nada entre a gente — disse, perto do meu ouvido. — A não ser…

Ele se afastou devagar.

— A não ser… — repeti, encarando-o.

Arthur respirou fundo, como quem toma coragem. Então, sem dizer mais nada, inclinou-se e me beijou.

Foi rápido. Suave. Um beijo curto, mas cheio de intenção. A mão dele repousou contra meu corpo por um instante antes de se afastar.

Fiquei imóvel, tentando entender o que tinha acabado de acontecer.

Arthur se afastou logo em seguida, visivelmente tenso.

— Hoje eu… — ele passou a mão pelo rosto. — Eu tô com a cabeça confusa. Me desculpa.

— Desculpa? — perguntei, ainda tentando processar. — Desculpa como assim?

Arthur abriu a boca para responder… mas nenhuma palavra saiu.

Foi então que eu quebrei o vazio.

— Não precisa falar mais nada — disse, baixo.

Antes que ele pudesse reagir, segurei o rosto dele entre as mãos. Senti a pele quente sob meus dedos, o olhar dele vacilando por um segundo, e então o puxei para mim, devolvendo...

O beijo começou lento, mas já era fogo. Língua encontrando língua, bocas se abrindo, um som úmido imediato — sloc, o primeiro som de boca que se abre para mais. Arthur soltou um suspiro baixo, abafado, e eu senti o som vibrar na minha língua. A cabeça dele se inclinou mais, a boca se entregando, e eu aprofundei, sugando o beiço inferior, mordendo levemente, depois mais forte. Ele respondeu puxando meu lábio com os dentes, e nossas línguas voltaram a se encontrar, dançando, enrolando, pressionando.

As mãos dele subiram, devagar, pelas minhas costas — pele contra pele, suor já formando — e desceram. Encontraram o elástico do short. Enfiou os dedos por baixo, sem pedir, e eu senti a palma dele abrir sobre a minha bunda, apertando com firmeza. O som que escapou da minha garganta foi um misto de surpresa e entrega. Ele apertou mais, puxando meu quadril para ele, e nossos corpos se colaram — peito contra peito, suor misturando, respiração ofegante.

Eu, por outro lado, deslizei as mãos do rosto dele, desci pela garganta, sentindo um resquício de barba, o calor, o pulso acelerado. Parei no peitoral. O peito dele subia e descia rápido, e eu sentia o coração dele batendo contra a palma da minha mão. Continuei descendo, devagar, pela linha do abdômen — firme, liso, quente — até o elástico da cueca. Passei o indicador por dentro, apenas roçando, e ele estremeceu. Levantei os olhos para ele, e Arthur estava com os olhos semifechados, boca entreaberta, respiração presa. Perguntei sem palavras. Ele respondeu com um movimento de quadril — encostando-se na minha mão.

Enfiei a mão por dentro da cueca. O calor dele me encontrou imediatamente. O pau já estava duro, pulsante, e eu segurei com a palma, apertando com calma, sentindo o peso, a textura, o suor quente. Arthur soltou um suspiro mais alto, deixou a cabeça cair para trás, e eu aproveitei para beijar o pescoço — língua deslizando pela jugular, mordida leve, depois beijo úmido. A mão dele, por outro lado, já havia deslisado mais fundo no short, os dedos se abrindo sobre a minha bunda, apertando, soltando, apertando de novo, como se testando a firmeza, o tamanho, a forma. E eu sentia — cada vez mais — o desejo dele crescendo contra a minha mão, o quadril dele se movendo, roçando, pedindo.

Voltei a beijá-lo. A boca dele estava mais quente agora, mais urgente. A língua dele encontrou a minha, mas agora era ele que guiava — puxava, sugava, mordia. O som do beijo era constante — sloc, sloc, o som de boca que se abre, se fecha, se molha, se quer. Eu segurei mais forte o pau dele, movimentando devagar, e ele respondeu com um gemido abafado, a cabeça girando, o suor escorrendo pela têmpora. A mão dele saiu do short por um segundo, apenas para abrir mais o tecido, e voltou — agora mais fundo, mais firme, os dedos se enfiando na curva da minha bunda, explorando, abrindo, sentindo.

Nossos corpos se aproximaram mais. O calor entre nós era quase insuportável. Eu sentia o suor entre nossos peitos, o batimento cardíaco dele contra o meu, o pau dele pulsando na minha mão, o meu short roçando o elástico da cueca dele. A perna dele, mesmo com a bota, se moveu — envolveu minha coxa, puxando-me mais para perto. E eu fui. Deixei-me ir. Deixei-me beijar, ser beijado, ser tocado, ser agarrado.

O beijo durava. Não era só boca. Era peito contra peito, respiração contra respiração, gemido contra gemido. A língua dele deslizou pelo canto da minha boca, lambeu o lábio superior, sugou o inferior, voltou para dentro. Eu respondi, mordi, puxei, devolvi. A mão dele agora apertava mais, mais fundo, mais firme, e eu senti — o desejo dele inteiro — na palma da minha mão, no suor que escorria, no som que fazíamos, no beijo que não terminava.

E, por um instante, o mundo parou. Só existia boca, mão, pele, calor, som, desejo — e nós dois, colados, gemendo, bebendo um ao outro, sem pressa, sem fim.

Quando me afastei, Arthur me encarava como se tivesse acabado de atravessar um limite invisível. Os olhos estavam arregalados, a respiração curta.

E então, num impulso, ele me empurrou pelo peito, fazendo com que eu caísse de costas na cama. Não foi agressivo — foi decidido. Ele veio junto, apoiando-se como podia, e voltou a me beijar com mais urgência.

— As coisas estão confusas — murmurou contra minha boca.

— Não precisa explicar — respondi, entre um beijo e outro. — A gente vai até onde puder ir.

As mãos começaram a se perder. Uma escorregava pelo braço, outra pela lateral do corpo. Beijos que deixavam de ser delicados, respirações que se misturavam, corpos que se procuravam sem pedir permissão.

Tudo estava rápido. Quente. Frenético.

De repente, Arthur parou por um segundo.

— Um minuto — disse, ofegante.

Achei que ele fosse se afastar, mas ele fez o contrário. Levantou-se com cuidado, pegou as muletas e foi até a porta. O som da fechadura girando ecoou pelo quarto.

Ele voltou, o olhar diferente.

— Agora a gente pode ficar mais à vontade.

Não houve mais pausa.

Ele voltou para cima de mim, as mãos explorando com mais confiança. Eu senti quando sua mão deslizou sobre mim, ainda por cima do tecido, do mesmo jeito que a minha foi ao encontro dele. Não havia pressa em ir além — era o atrito, a proximidade, o calor que incendiava tudo.

Os corpos se esfregavam, se encaixavam, se reconheciam. Eu sentia o peso dele, a respiração quente no meu pescoço, os beijos descendo e voltando, deixando marcas invisíveis.

Arthur parou de repente e me olhou nos olhos.

— Eu… — engoliu em seco. — Eu nunca fiz isso com outro homem antes.

Sorri, tentando aliviar a tensão que vi nascer no rosto dele.

— E eu nunca fiz isso com o meu melhor amigo.

Ele riu baixo, nervoso.

Minha mão escorregou mais firme, segurando-o pela cintura, descendo um pouco mais, puxando-o para perto. Ele respirou fundo.

— Eu não sei até onde posso ir — confessou.

— A gente vai até onde você quiser — respondi, sem desviar o olhar.

Ele ficou em silêncio por um instante, depois falou, quase num sussurro:

— Faz muito tempo que eu tô sozinho. E agora… com a perna assim… eu me sinto confuso.

Toquei o rosto dele.

— Você quer parar aqui? — perguntei com sinceridade. — A gente pode fingir que nada disso aconteceu.

Arthur me beijou antes de responder. Um beijo lento, carregado de decisão.

— Depois desse beijo que eu recebi… — disse, encostando a testa na minha — eu quero sempre lembrar que isso aconteceu.

E então ele voltou a me beijar como se tivesse feito uma escolha.

As mãos começaram a trabalhar juntas. Roupas sendo afastadas, puxadas, deslizadas. Ele desfez o meu short com cuidado, como se aprendesse cada gesto. Eu puxei a cueca dele pelo elástico, sentindo o corpo reagir à proximidade.

O quarto estava quente demais.

O ar pesado demais.

E nenhum dos dois parecia disposto a parar agora.

As mãos continuaram onde já estavam, mas com menos hesitação. Não houve mais perguntas silenciosas, apenas a confirmação no olhar. As roupas foram deixadas de lado sem cerimônia, uma peça depois da outra, como se já não fizessem sentido ali.

Logo, os corpos estavam à mostra.

A pele encontrando pele pela primeira vez sem barreiras. O contraste era evidente: o calor dele contra o meu, a diferença de textura, de ritmo, de respiração. Toquei Arthur com calma, como quem apresenta o próprio corpo a alguém que ainda está aprendendo a ler sinais. Minhas mãos guiavam, mostravam caminhos, pressionavam de leve, recuavam quando sentiam tensão.

O ar no quarto estava carregado de eletricidade, cada respiração de Arthur ecoando como um convite silencioso. Eu, , ajoelhado diante dele, tinha acabado de puxar a cueca branca para baixo que ainda estava presa em sua bota ortopédica, expondo a pele quente e suave de Arthur. Meus dedos, agora livres, traçaram uma linha lenta e provocante ao longo da coxa de Arthur, sentindo a textura aveludada, a firmeza dos músculos. A respiração de Arthur ficou mais pesada

— Ber… — Arthur sussurrou, a voz rouca, os olhos verdes

— Shhh…— Não fala nada...

A tensão entre nós era palpável, uma energia que parecia queimar a pele. Eu sabia que não poderia parar agora. Meus dedos apoiaram a sobre o corpo dele, cada movimento mais ousado, mais provocante. E Arthur, incapaz de resistir, deixou-se levar pelo toque, pelo calor, pela situação que estávamos.

Meu corpo bronzeado de sol, mar e agua salgada, exalava uma confiança natural. Minha pele bronzeada, quente ao toque, contrastava com a palidez de Arthur. Meus dedos, hábeis e seguros, deslizaram pelo corpo de Arthur, sentindo cada ocorrência, cada tremor.

— Você é tão lindo…— Eu disse

— E você tem uma bunda linda… — Arthur respondeu

Eu sorrio, sentindo um calor subir pelo pescoço. Eu sabia que Arthur estava certo. Minha bunda, grande e redonda, era um convite ao toque, à exploração. E eu não poderia negar que adorava a atenção

— Você quer tocar mais de perto? —

Arthur não resistiu. Suas mãos, trêmulas de motivação, deslizaram pela minha bunda, sentindo a textura firme e quente. Minha pele, marcada pelo sol, com o contorno de uma marca de sunga em dia...

— É ainda melhor do que eu imaginava.

Eu gemi, sentindo o toque de Arthur na minha pele. Meu corpo reagiu imediatamente, e o de pênis reagiu mediante a minha visão. Eu sabia que não poderia mais não resistir. Com um movimento...

— Você é tão grande… — Bernardo

— E você é tão lindo… — Arthur

Nossos corpos se encaixaram perfeitamente, cada toque, cada movimento, mais intenso, mais profundo.

Eu sentia quando ele estremecia sob meus dedos, quando a respiração falhava, quando o corpo reagia antes mesmo da mente acompanhar. Em alguns momentos, ele deixava escapar um sorriso nervoso; em outros, fechava os olhos, apenas sentindo.

Minha boca percorreu lentamente o caminho do pescoço ao peito, sem pressa, como se o tempo tivesse decidido desacelerar só para nós dois.

Comecei a acariciá-lo novamente, minha mão envolvendo seu pau enquanto minha outra mão explorava seu corpo. Toquei seus músculos definidos, sua pele macia e quente, sentindo-o se contorcer sob meu toque. Ele fez o mesmo, suas mãos explorando meu corpo enquanto nos beijávamos profundamente.

— "Eu quero você", ele sussurrou, suas palavras saindo entrecortadas enquanto ele lutava para segurar todo aquele tesão.

— Sorri, me sentindo desejado, e completamente excitado...

A cama rangeu levemente quando nos mexemos, nossos corpos ainda quentes devido nossa excitaçã. Arthur, com sua pele clara e macia, contrastava com meu bronzeado marcado pelo sol. Eu podia sentir o calor irradiando dele, o cheiro de sua excitação misturada ao seu nervosismo.

Minhas mãis deslizaram pelo corpo de Arthur, sentindo cada músculo, cada curva. Seus dedos, por sua vez, exploraram minha bunda, apertando, massageando. Eu gemi novamente, sentindo o toque dele em minha pele, a pressão do tapa forte que ele deu em minha bunda...

—Você é tão gostoso… — Arthur

— Aaaaaah, e você é tão safado… — Não para, continue pegando na minha bunda...

Arthur gemeu, seus quadris se movendo involuntariamente. Eu sorri, sabendo que estava causando aquele efeito nele.

Minha mão se moveu para cima e para baixo, sentindo o calor, a umidade, a grossura e o tamanho daquele mastro.

Era grande, não maior que o meu! Mas era grosso, com muitas veias e estupidamente duro...

— Ber… — Sussurrou Arthur

— Você gosta disso? —

— Sim… — Aaaaah

Eu me inclinei para frente, beijando-o novamente. Minha mão continuou a trabalhar, sentindo o pênis de Arthur endurecer ainda mais. Eu podia sentir o calor irradiando cada vez mais.

— Bernardo… — Arthur

— Você quer mais? —

— Sim… Eu... — Arthur

— Você quer mais? — Eu perguntei, minha mão acelerando ainda mais.

Em algum ponto, senti a mudança. Arthur deixou de apenas receber. As mãos dele ganharam mais firmeza, o toque mais decidido. Ele se posicionou melhor sobre mim, sustentando o peso como podia, mas com uma confiança que não estava ali antes. Era como se algo tivesse despertado.

Ele se inclinou e falou baixo, bem próximo ao meu ouvido:

— Eu não sei o que é ser ativo, passivo… eu não entendo muito bem isso. — A voz saiu sincera, quase tímida. — Mas… o que você gosta?

Por um segundo, tudo em mim sorriu por dentro.

Como ele consegue ser assim nesse momento? — pensei. Fofo, cuidadoso, preocupado comigo quando mal estava entendendo o próprio desejo.

Olhei nos olhos dele antes de responder.

— Agora isso não importa — falei com calma. — A gente pode ir devagar.

Ele franziu levemente a testa.

— Devagar? como?

Aproximei o rosto do dele.

— Você confia em mim?

Arthur não hesitou.

— Confio.

Voltei a tocá-lo , mas diferente. Mais atento. Mais presente. Eu conduzia, mas sempre deixando espaço para ele acompanhar, para sentir, para decidir. Minha mão trabalhava bem enquanto nós beijavamos.

E Arthur fazia questão de demonstrar sua pegada, repousando sua mão em minha cintura da forma mais máscula possível.

Em meio aos beijos e carícias, afastei o rosto o suficiente para olhar para ele.

— A gente fica só nas preliminares hoje — falei com sinceridade. — Tudo bem pra você?

Arthur respirou fundo, o corpo ainda reagindo ao que estávamos fazendo.

— Se estiver bom pra você, pra mim não tem problema nenhum — respondeu. — Eu quero continuar com o que tá acontecendo.

E continuamos.

Sem pressa.

Sem promessas além daquela noite.

Só mãos, bocas, corpos aprendendo um ao outro.

Quando o ritmo começou a ameaçar ultrapassar aquele limite silencioso, ficamos ali, presos um ao outro, respirando juntos, testas encostadas, como se soubéssemos que ainda haveria tempo. Não era o fim — era apenas o começo.

Senti o pau do Arthur pulsando intensamente na minha mão, o pré-gozo já escorrendo pelo tronco grosso. Seu corpo inteiro estava tenso, os músculos retesados ​​pelo prazer iminente. Arthur estava perto, muito perto.

— Isso, Arthur... — incentivei com uma voz baixa em seu ouvido, acelerando ainda mais o movimento da minha mão no seu pau latejante. - Goza pra mim, goza gostoso no meu corpo...

Me inclinei sobre ele, mandei meu peito contra o de Arthur. Minha barba por fazer roçou na pele sensível do pescoço e ombro, deixando uma marca vermelha na pele clara.

Arthur estremeceu com o contato, soltando um suspiro um pouco alto...

— Aaahhh, Ber... caralho... — Arthur, suas mãos apertando com força a minha bunda. — Não para... não para agora...

— Parando não, seu gostoso safado. Goza pra mim, goza logo... — ordenei com uma voz grave e cheia de desejo, senti meu próprio pau latejar com força devido ao toque do Arthurem minha bunda.

Arthur começou a se contorcer embaixo de mim, seu corpo inteiro tremendo de prazer. Seu pau pulsou com força na minha mão e, então, com um suspiro alto e voz rouca, Arthur gozou abundantemente.

— AAAAHHHHH, BERNARDOOOO! - Arthur, jorrando jatos grossos e quentes de porra sobre meu corpo, pintando nosso peito nu com seu gozo grosso e abundante.

Senti o gozo de Arthur quente e grosso atingindo meu queixo, meu pescoço e meu peito. Era uma sensação incrível, vê-lo perdendo o controle e gozando desse jeito, todo trêmulo e nervoso de prazer.

— Isso, Arthur... goza muito, goza tudinho no meu corpo... — com uma voz entrecortada falei, sentindo meu próprio pau latejar, praticamente implorando por atenção.

Continuamos ali, trincados um no outro, enquanto Arthur esvaziava os ovos com jatos grossos e quentes de porra.

Meu pescoço, meu peito, minha barriga e até meu pau latejante estavam cobertos pelo gozo grosso e abundante de Arthur.

Quando finalmente acabou, Arthur caiu exausto na cama, o peito subindo e descendo rapidamente com a respiração ofegante. Seu pau, ainda duro e pingando porra, pulou para fora da minha mão.

— Puta que pariu, Ber... - disse Arthur com uma voz rouca e satisfeito. — Isso foi incrível...

— Você é que é incrível, Arthur - respondi com um sorriso sacana, limpando um pouco do gozo do meu queixo com os dedos e levando-os à boca para provar o gosto. - Delicioso...

Arthur transmitiu de volta, erguendo uma sobrancelha com um ar de satisfação e orgulho.

— Você também não fica atrás, seu safado — disse Arthur com uma risada baixa e rouca. — Nunca tinha gozado assim antes...

— Você ainda não viu nada, Arthur — respondi com um sorriso malicioso, erguendo uma sobrancelha.

E então, nos beijamos intensamente, nossas línguas dançando e brincando uma com a outra.

— Fallta você ainda, Ber... falta você gozar...

— Não seja por isso, Arthur — respondi com uma voz grave e cheia de desejo, sentindo meu pau pulsar...

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Comentários

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Em poucas palavras digo: PERFEIÇÃO!

Amei a construção do cenário com Arthur, por enquanto, ele se tornou meu favorito, a descrição detalhada dos acontecimentos foi incrível. Vai ser um looooongo final de semana sem ter suas escritas para ler. Tenha um ótimo fim de semana. Aguardando ansiosamente por mais... Tal qual Arthur e Arthuro, e talvez, tio Juan.

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uauuuuuuuuuuuu... imaginando quando chegar a hora do tio Juan... sensacional, cara, que descrição perfeita. te mandei msg mas você não consegue visualizar, então se quiser trocar uma ideia sobre literarura homoerótica, meu e mail é retadinho arroba yahoo com br

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Caraca, que show, aplausos de pé. Um mistério revelado. Arthur desejava mas foi a primeira vez. Foi lindo adorei. Arthuro já é mais safado com ele foi ou vai ser sexo real, descarado e com penetração. Vamos aguardar. Agora resta saber se papai também tem desejos a realizar ou saudades pra relembrar. Continua os mistérios, adorando, parabéns e obrigado pelo texto.

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O que foi isso? Estou em chamas. Gente! Os dois irmãos gostam de você...quero só ver no que isso vai dar. E esse tiozão aí? Não acredito que vou ficar sem mais capítulos no final de semana. A escrita como sempre impecável e envolvente...simplesmente maravilhoso.

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Muito bom, já havia percebido certo cuidado da parte de Arthur para com Bernardo. Acho que se for para ter sentimento envolvido, este é o que mais demonstra possibilidades.

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