Durante o dia, os bares começavam os preparativos. Mesas e cadeiras tomavam a calçada, alguns até bloqueavam toda a rua. Caminhões traziam caixotes de cerveja, barris de chope, indo direto para o freezer. Ao anoitecer, pouco a pouco, chegavam os clientes. Saíam do trabalho, da faculdade ou de suas residências, direto para seu ponto de encontro favorito. Às oito, tudo já estava lotado.
Era noite de futebol, e não de qualquer jogo. Noite de Flamengo x Vasco, o clássico das multidões, que mobilizava as massas na cidade maravilhosa. No Maracanã, os 50 mil presentes não faziam jus aos outros milhões que acompanhavam do lado de fora, pelas ruas, em casa ou até em outros estados.
Os amigos se reuniam no mesmo bar desde a juventude. Binho foi o primeiro a chegar, pegou o metrô direto da faculdade, e ficou por lá, esperando os amigos. Entretanto, pouco antes da bola rolar, ninguém havia aparecido. Pensou em ir embora, assistir ao jogo em casa, quase havia tomado a decisão quando chegou Flávia.
— E aí, Binho, tudo bom? Ninguém chegou ainda?
— Oi, Flávia. Ainda não. Cadê o Deco?
— Ficou preso no trabalho, vai virar a noite pra entregar um projeto. Pelo jeito, somos só nós dois hoje.
Ela sorriu cheio de energia. Binho, no entanto, não teve a mesma animação. Ficava sem jeito perto dela, ainda mais sem o amigo ali. Não era por falta de papo, mas por causa da beleza, que era impossível não notar. Tinha os cabelos castanhos, com mechas que lhe davam um sobre-tom dourado. A pele morena-clara reluzia com um bronzeado praiano marcando as bochechas e o colo. Seus lábios eram finos, mas delineavam um sorriso que hipnotizava. Seu corpo era de curvas marcantes, de seios proeminentes, quadris largos com uma bunda redonda e macia. Naquela noite, vestia um short jeans surrado, que grudava nas coxas grossas, junto a uma camisa do Flamengo antiga, da campanha de 2005, presente de seu pai, onde as listras vermelho e preta moldavam seu corpo com ainda mais volúpia.
Não era somente a aparência. Seu verdadeiro charme vinha de uma sensualidade espontânea, fruto de sua personalidade. Diferentemente das outras namoradas, ela se enturmava fácil com os amigos, se parecia mais com eles do que com as meninas. Não criava intriga, nem desavenças. Era desbocada, bebia cerveja pelo gargalo, sem frescura, falava sobre futebol na mesma página que eles, enquanto as outras mal sabiam a diferença entre um ala e um ponta-direita.
No fundo, todos os amigos de Deco babavam por ela, incluindo Binho, um dos poucos solteiros. Para eles, Flávia era a concepção idealizada da namorada perfeita: Uma mulher que não tinha nada de fútil, delicado, sem graça ou superficial como suas namoradas. Uma mulher que era, em essência, um homem, de seios fartos e boceta.
O jogo começou, as mesas voltavam seus olhares para as televisões. Quando a bola se disputava no meio campo, era possível ouvir conversas soltas, mas bastava se aproximar da área que logo cessavam, todo mundo tenso. Quando saía um lance de perigo, era uma chuva de mãos à cabeça e suspiros de alívio, misturados a brados revoltados pelo gol perdido.
Na mesa deles, havia pouca conversa, permaneciam focados na partida, compartilhando um litro de cerveja que custava a esvaziar. Flávia era do tipo que sofria, roía as unhas, gritava alto, xingava os jogadores sem pudor, uma flamenguista das mais radicais. Já Binho, era um cruzmaltino moderado, que assistia com os braços cruzados, sem muitas reações. O desconforto de estar a sós com a namorada do amigo também aumentava a introspecção.
Então veio o gol rubro-negro, metade do bar explodiu de alegria. A outra metade praguejava. Os gritos ecoavam pelos bares vizinhos, alguns com uma transmissão atrasada, demoraram a vibrar. Flávia esbravejou um grito de gol, balançando os braços loucamente, quando esbarrou no copo, derrubando a cerveja em cima de Binho.
— Puta que pariu! Minha bermuda nova! — Ele gritou alto, misturando seu descontentamento à comemoração adversária.
— Desculpa, Binho! Eu me empolguei. Vem cá, deixa eu secar.
Ela pegou um punhado de guardanapos amassados e tentou limpar, mas o pano já havia absorvido tudo.
— Nossa, vai deixar um cheiro forte. E ainda parece que você mijou nas calças!
— Não faz mal. — Tentou disfarçar a raiva inicial. O olhar preocupado dela o fez se sentir culpado por ter gritado. — Lavo quando chegar em casa.
— Vai demorar, e pode manchar. Eu tive uma ideia, vamos lá pro meu apê. Eu lavo rapidinho e ponho pra secar. A gente vê o resto do jogo lá. Quando acabar, já vai tá sequinha.
— No seu apê? — Ele hesitou; parecia prático, mas ficar sozinho com ela parecia estranho. — O Deco não vai se importar?
— Claro que não, deve estar mais preocupado em fechar um balanço do que qualquer outra coisa. Anda logo, pede a conta.
Ele tentou protestar uma vez mais, mas ela insistiu. Acabou aceitando. Assim que pagaram a conta, foram para o apartamento, a poucas quadras dali. Ao chegar, Flávia foi direto ao tanque.
— Me passa a bermuda.
— Tem uma do Deco pra me emprestar? Perguntou, todo sem graça.
— Acho que não serve. Você sabe como é o Deco, magrelo, sem bunda. Pode ficar de cueca, eu não ligo.
— Certeza? — O rosto dele queimava.
— Qual o problema? Tá com vergonha? Que bobagem. Até parece que eu nunca te vi de sunga na praia. É a mesma coisa. Anda, passa logo.
Ele tirou a peça e a entregou. Sua cueca era branca e justa ao corpo, sentia-se nu ante a namorada do amigo. Vermelho, deixou sua roupa com ela e se mandou para a sala, sentando em uma cadeira da mesa de jantar. Ligou a TV, o placar já estava 1 a 1, e xingou por ter perdido o gol do Vasco na confusão.
Pouco depois, Flávia voltou com duas cervejas, deu uma a ele e se sentou no sofá.
— Pronto, deixei secando no varal com o ventilador ligado, vai secar rapidinho. — Disse ela, então notou que ele estava distante dela. — Pode sentar no sofá.
— Aqui tá bom.
— Deixa de besteira. Vai ficar nessa cadeira desconfortável o jogo todo. Senta aqui.
Ela deu três tapinhas, como se chamasse um cachorro, e ele, como um beagle adestrado, acatou ao pedido insistente. Apesar de toda a situação constrangedora, Binho pensava que ficaria ainda mais desconfortável se recusasse. Logo, eles voltaram a atenção ao jogo novamente.
— Que merda de time! Como quer ser campeão assim jogando desse jeito? — reclamava Flávia.
— Tem razão, só quem vai levantar a taça esse ano é o Vascão.
— Vasco campeão? Vai sonhando! — Ela riu com deboche. — Chegaram a uma semifinal depois de séculos e já se acham.
As brincadeiras o deixaram mais relaxado, e sem perceber, se aproximaram no sofá, ou ela que se aproximou. Agora, as pernas roçavam, e o foco da conversa logo mudou.
— Nossa, Binho, que pernas grossas você tem. E ainda toda peluda. Do jeito que eu gosto. — Dizia ela, acariciando de leve a pele. — Queria que o Deco fosse assim, adoro homem com carne pra apertar.
A timidez voltou a tomar conta do rapaz. Ele pigarreou, murmurou “Obrigado” baixinho, quase inaudível, e tomou um gole longo, torcendo para a cerveja ajudar. Foi em vão.
— O que você tem, hein? Tá estranho desde que chegamos.
— Nada não. — mentiu, sem convicção.
Flávia se aproximou mais, jogando uma pernas por cima dele, prendendo-o ali.
— Eu sei o porquê. Tá com vergonha de ficar sozinho comigo, né? Com o pessoal, você me come com os olhos, mas agora tá todo nervoso.
— Te comer com os olhos? Eu nunca fiz isso. — Disse, com o rosto já queimando.
— Mentira. Acha que não percebo? Todos os amigos do Deco me olham assim: o Dudu, Pedro, Jorge, Carlos, André. E você também.
— Eu… eu… — Binho gaguejou, sem conseguir formular qualquer defesa.
— Relaxa, eu não ligo. — Disse, soltando uma risada marota, enquanto voltava a acariciar a coxa. — Até gosto, me sinto desejada. Já o Deco, parece nem ligar. Queria que ele se importasse mais, pois você sabe, quem não se preocupa, é quem não tem medo de perder.
— É, você tem razão. Se eu namorasse alguém como você, ia morrer de ciúmes.
Ela sorriu de canto, com um olhar malicioso que ele logo percebeu. Algo naquela conversa parecia tomar um rumo perigoso.
— Então deixa eu te contar um segredo: Já que ele não se importa, eu também não me importo de… — fez uma pausa dramática, enquanto a mão subia pela perna, chegando próximo à virilha. As unhas riscavam círculos leves na pele alva. — …me divertir com seus amigos de vez em quando.
— Do que você tá falando? — Ele perguntou, com a voz tremendo, sentindo a mão cada vez mais perto.
O jogo parecia distante, a narração ficou abafada, já nem se importava mais quem estava atacando. Binho estava em uma mistura de nervosismo com incredulidade. Seu corpo reagia, sentia a cueca se apertar, o coração disparado. Mas a mente resistia, ainda que frágil.
— Já fiquei com vários amigos do Deco. Os mais sem-vergonha, que se assanhavam pra cima de mim quando ele não tava por perto. Agora você, Binho, sempre foi dos mais comportados. Sempre me respeitou e, tirando vez ou outra que eu notava você olhando meu decote, nunca foi além. E vou dizer: é o que me deixa com mais tesão.
Sua mão agora subiu mais, agora apertava o membro, com as unhas quase rasgando o tecido da cueca. Ele soltou um suspiro e se contorceu, ainda relutante.
— Flávia, por favor. Não posso. Deco é meu melhor amigo.
— Pode sim, Binho. Você não é o único. Vai, deixa eu ver o que você esconde aí.
Ela puxou a borda para baixo, revelando um pênis semi-ereto. Era grosso, mas não muito comprido, a cabeça se cobria com uma pele fina. As bolas pendiam pesadas e uma penugem rala se formava na virilha. Flávia segurou na base, com seus dedos finos. Ele pensou em afastar, mas já estava rendido, o olhar safado da rubro-negra o desmontava. Era a consumação de um desejo que ele escondia há muito tempo. Saber que não era o único, muito menos o primeiro, o deixou mais propenso a cair na tentação.
Quando ela puxou a pele, revelando a glande roxa e brilhante, exalando uma gota de pré-gozo, e abaixou a cabeça, levando os lábios de encontro ao sexo, que ele se entregou de vez. Não havia mais forças para lutar, nem vontade para vencer.
Ela sugava devagar, se esforçava para caber o membro roliço em sua boca, ia descendo lentamente até chegar a base, onde seu nariz roçava nos pentelhos. Binho respirava pesado, gemia baixo, deleitava os lábios macios e a boca quente ao redor, os sons molhados e a garganta apertando elevavam o tesão ao máximo. Flávia sentia o pau se enrijecendo mais em sua boca, e isso a excitava também.
— Que pau gostoso você tem, Binho. Muito melhor que o do Deco.
— Ah… sua cachorra!
Entregue ao desejo, ele a puxou para um beijo. Era molhado e intenso, cheio de pressa, as línguas se encontravam com fome, dividindo o proibido com o amargo da cerveja. Flávia subiu no colo dele, enquanto as mãos de Binho desciam a bunda, agarrando com força. Ela rebolava devagar, roçando o corpo no membro rígido que pulsava entre eles. Suspiros rápidos escapavam dos lábios, enchendo o ar de desejo.
Foi com o apito do intervalo que perceberam que ainda estavam na sala. Já não ligavam para o jogo, então Flávia chamou:
— Vamos pro quarto, quero que me coma onde o Deco me come.
Binho mal acreditava no que ouvia, nem que aceitava tudo. Quanto mais ela mencionava o nome do amigo, provocando, mais se excitava.
Flávia o pegou pela mão e levou até o quarto, onde havia uma cama de lençois desarrumados e um closet de portas venezianas de madeira. Lá, ela continuou chupando, agora de joelhos. Os movimentos se intensificaram, sons úmidos e saliva lambuzavam o membro. Ele jogou a camisa para longe, revelando um corpo de ombros largos e peitoral definido, com uma trilha de pelos que descia pelo torso até a virilha. Binho a pegava pela cabeça, acariciava os cabelos enquanto empurrava, pedindo mais. Houve um momento em que ela não precisava fazer mais nada. Ficava parada, com a boca aberta e a garganta relaxada, ele segurava o rosto e agitava os quadris, fodendo a boca como faria com a boceta logo mais.
Quando já estava duro e latejando, ela pulou para a cama. Jogou a camisa ao chão e soltou o sutiã. Seus seios se espalharam, macios e suculentos, com círculos escuros em volta de mamilos eriçados. Caindo por cima, ele abocanhou seus seios com avidez, chupando, lambendo em círculos em torno do bico. Flavia respondia com espasmos e a pele se arrepiando ao toque, acariciava os cabelos morenos do cruzmaltino enquanto ele descia pelo ventre, beijando. Desabotoou os shorts e tirou tudo de uma vez.
Os lábios eram carnudos e fechados, com o grelo já inchado desabrochando no meio. Brilhavam de desejo, fazendo Binho salivar. Ela os abriu com os dedos, revelando o interior rosado, tenro e convidativo. Ele se ajoelhou diante dela, pôs as coxas em seus ombros e então se jogou. Beijos-os com a mesma paixão que beijara a boca. A língua subia e descia em movimento elípticos, sugava o clitóris até sentir as pernas se contraindo em sua volta. Os lábios se molhavam, do mel que escorria e da saliva que lambuzava. Flávia começou a soltar gemidos altos e calorosos, deixando-o ainda mais faminto.
— Puta merda, Binho! Você vai me matar de tesão desse jeito.
— Aposto que o Deco não te chupa tão gostoso como eu.
Ela deu um sorriso malicioso, percebendo que ele havia entrado no jogo.
— Não mesmo. Agora quero ver se você me fode melhor que ele também.
Prontamente, ele tirou as pernas dos ombros e as abriu, seu pau latejava, tão ansioso quanto ele. Pegou e esfregou nos lábios, para lambuza-lo, antes de penetrar fundo. Deslizou deslizou com dificuldade, sentiu a pele se esticando para caber a grossura. Foi quando entrou por completo que os sons começaram. As batidas ritmadas e intensas, de pele contra pele, suor contra suor. Ela gemia manhosa, enquanto se tocava, aumentando o prazer.
— Ai, que delícia! Me come bem gostoso, Binho!
— Vou te mostrar como um homem de verdade te fode, sua piranha.
— Sou sim, sou uma puta que adora meter chifre no meu namorado!
Trocavam provocações, caladas momentaneamente por beijos fortes. Ela mordia os lábios, ele sugava a língua. Binho a segurou pelos tornozelos e empurrou para cima, fazendo os joelhos chegarem perto da cabeça. Assim, a boceta se apertava mais, e ela gemia com mais selvageria. O som ecoava pelo quarto, o cheiro de suor se entranhava, era sórdido e intenso.
Binho subiu na cama e a colocou de quatro. Ele agarrava a bunda, afundando os dedos na carne fofa. Esbofeteava, deixando a pele vermelha.
— Não bate; vai deixar marcas. — Ela dizia, com a voz aveludada, que logo entregava o fingimento.
Ao ouvir isso, batia mais forte. Puxava o cabelo, dava tapa no rosto, agarrava os peitos. Não estava apenas transando com a mulher do melhor amigo, estava se aproveitando. Ela ria, gemia e pedia mais.
Depois, ele se deitou, ela vinha por cima, sentando e rebolando. Sua bunda quicava pesada, fazendo o ranger da cama se misturar a cacofonia sórdida. Ele abraçava a cintura e a beijava, ora a boca, ora os mamilos.
— O que foi isso? — disse ele, parando assustado com um estalo. — Será que é o Deco?
— Nada. Deve ser o jogo. Esquece isso. — Ela o distraiu. — Vem, quero gozar te beijando.
Ela o puxou, deitando na cama e com ele por cima. Seus lábios se encontravam intensos, como a foda. Binho então sentiu o ápice chegar. Anunciou
— Vou gozar.
— Goza dentro. Me enche.
Ele pensou se devia, se não era demais. Mas ela cruzou as pernas atrás dele, impedindo-o de qualquer fuga.
— Vai, Binho, quero sentir seu gozo quente.
Diante da súplica, era impossível negar. O pau pulsou incessantemente, jorrando o líquido branco e grosso que a encheu, era tanto tesão que mal cabia na boceta, e começou a escorrer antes mesmo dele tirar. O apito final ecoou da sala, Binho pensou que era coisa da cabeça, uma piada sarcástica ante a toda perversão que acontecera.
— Puta vida, isso foi maravilhoso! — Ele declarava, sentado na beira da cama, com a respiração ofegante, limpando o suor. — Você não sabe o quanto eu já pensei em fazer isso.
— Sei sim. — Dizia ela, com um risinho sacana. — É o que todos vocês dizem no final.
Eles se vestiram, Flávia entregou a bermuda seca. Trocaram algumas poucas palavras antes de se despedir, sem falar muito. Quando fosse se deitar em casa, Binho sentiria uma culpa incomensurável do que havia feito, mas ali, estava mais do que satisfeito.
Quando foi embora, ela desligou a TV e voltou ao quarto.
— Pode sair. Ele já foi. — Disse ela, abrindo a porta do closet.
— Puta que pariu, amor, essa foi a melhor de todas. — respondeu Deco, saindo de dentro. Estava sem calças, com o pênis flácido. — Nunca imaginei que o filho da puta do Binho te comeria daquele jeito, que cafajeste!
— Foi incrível, amor, mas você precisa se comportar melhor aí dentro. Ele quase percebeu.
— Desculpa. Eu estava adorando, gozei muito. Você é perfeita, amor. Vem cá.
Ele a puxou para um beijo, saber que a boca e o pau do melhor amigo passaram por ali há pouco tornava ainda mais excitante.
— E agora?
— Agora me chupa. Quero você limpando todo o gozo da minha boceta.
— É pra já, amor.
