PS: Esse é um conto sem sexo... Avisando para não ter decepções.
O chato de ter uma irmã gostosa é que os caras nunca olham para você, não totalmente, veja eu não sou ruim, sou magrinha, mas tudo ok, seios pequenos para médios, bundinha redondinha, cabelos cacheados negros, olhos castanhos bem marcados, bochechinha cheias, boquinha pequena, pernas longas…
Mas minha irmã Gabriele é de parar o trânsito, um super rabão, seios grandes, de resto é bem parecida comigo, ou seja, sou eu com um plus… Ela também é mais velha, acabou de entrar na faculdade e eu enrolada no médio.
E aí têm o Vanderlei, esse menino é fantástico, um menino negro lindo, fortinho, atlético, repetente do meu colégio e está na minha sala, o olhar dele, me desmonta, eu sorrio sem perceber que estou sorrindo, desvio os olhos, ele sem dúvida já percebeu que eu ou afim dele, mas aí meu pesadelo começou…
Trabalho em dupla pegamos nós dois, já rolava um clima no olhar, quem sabe esse clima virasse algo real…
Fomos para a minha casa, fazer o trabalho, estávamos aos risos, montando o trabalho de geografia, quando minha irmã chegou e nos cumprimentou e aí ele ficou louco por ela… Ele literalmente passou a me ignorar em casa, para ficar falando com a minha irmã, buscando a minha irmã.
Para falar com ele eu precisava me esforçar para chamar atenção e a resposta às vezes era um, “O que você achar que vai nos dar melhor nota, confio em você.”, antes de voltar a falar com a Gabriele. E o pior é, ele é bom de papo, até fez ela sorrir, e eu me sentindo quebrada por dentro, mas o que vou fazer, eu não tenho esse corpo maravilhoso dela.
Mamãe deu todos os dotes para primeira filha, eu fiquei com o que sobrou… Respirei fundo e terminei o trabalho, mas estava miudinha, mas não havia muito o que eu pudesse fazer, foi uma semana difícil para mim, ele me perguntava da Gabriele na escola direto, chegou a me pedir o telefone dela como amigos…
Eu falei que ia perguntar para ela, “Gabi sabe o Vanderlei da minha escola, ele pediu seu número eu posso passar.”, ela deu risada, “Sério que ele pediu? Claro que não né Gi, esse menino é confusão, não é bem o tipo de garoto que vai ser interessante namorar.”, eu fiquei de queixo caído com a resposta.
Bom ela é gostosa, ela realmente pode dispensar ele, eu que… “Gi o que você têm.”, pega e surpresa com os meus pensamentos, “Nada não.”, “Gisele, você não engana sua irmã mais velha, quer me contar…”, eu contei tudo para ela, ela me abraçou apertado, fazendo cafuné na minha cabeça.
“Gi você é linda, se ele não vê isso o problema não é você é ele.”, eu sorrio sem graça olhando para ela, ainda me sentindo não tão capaz, “Tenta a sorte mulher, vai para a pista, você é incrível, mas olha, eu partiria para outa, esse moleque não te merece.”, eu dei uma risadinha e resolvi realmente tentar.
No dia que ele perguntou de novo, eu falei, que ela não me deu permissão e ele ficou decepcionado, mas continuamos amigos conversando eu achei que ele teria desencanado, mas aí no fim de semana, ele apareceu na minha rua, eu olhei da janela e lá vinha ele subindo a ladeira, com aquela cara de mauricinho que nossa era de matar, eu fico olhando, saio correndo, para me vestir.
Não era domingo dia de baile, mas peguei minha roupa de baile, uma camiseta soltinha e bem leve, tênis macio de dançar, um shortinho-beira-cu, lá vou eu para fora, sorrindo, os cabelos presos em um rabo de cavalo, os cachos caindo em cascatas.
“Oi, Vanderlei, e aí como você está?”, ele realmente parou e olhou, eu achei que havia conseguido, pela cara que ele fez, “Oi Gisele, eu vim falar com o Douglas.”, ok ele fez amizade com o meu primo?? “A Gabi está aí?”, faço que não com a cabeça me sentindo murchar.
Aquela noite eu chorei, minha irmã me abraçou apertado e cuidou de mim com carinho, saímos juntas, foi a primeira vez que saímos juntas, tah também foi a primeira vez que nossa idade era 'próxima' suficiente para isso ser realmente significar ela me levar onde quisesse.
Dancei exorcizei esses problemas, ouvi os conselhos dela, sobre garotos, como mulher mais velha e mais experiente, ela literalmente me apontou cada cara que ficou olhando para mim, cada um que demonstrou algum interesse, me deu um literal banho e autoestima e autoafirmação.
Na semana eu e o Douglas acabamos jogando videogame em casa, sei lá porque ele cismou, quer dizer, não sabia na hora, infelizmente para mim eu iria descobrir o que meu primo queria de verdade, mas na hora mesmo, nem pensei, era divertido e é isso aí vamos lá, vamos curtir.
No fim de semana seguinte aconteceu de novo, dessa vez eu vi ele subindo a ladeira, coloquei uma super legging, escura, uma blusinha de alcinha, peguei meu violão e desci para a garagem desta vez eu nem ia falar com ele, ficaria só me exibindo tocando minhas notas no violão com um sorrisão aberto.
Ele passou direto e foi no Douglas, eu me senti meio triste, mas logo vi eles voltando, juntos, meu primo parou no portão, “O GABI?”, eu parei de tocar olhando os dois, imaginando o que seria, quando a Gabi sai, o Douglas pede o videogame, ela entra para pegar e aí ficam os três de conversa no portão.
Meu primo literalmente me usou para gerar condição para o amigo, eu respiro fundo bastante triste, mas me seguro vendo como as coisas se desenrolam, ficaram conversando um tempão, até a Gabriele anunciar que iria se arrumar para ver o namorado, (que aliás ela não tinha no momento), aí eu vi o olhar do Vanderlei mudar, ele quebrou na hora.
Eu deixo ela entrar, eles continuam conversando, me aproximo deles, sorrindo, “Oi Doug, oi Vandi.”, “Oi Gi.”, “Oioi.”, ele parece chateadinho, mas parece já se recuperando, como se ok, levei um não, vou para a próxima da lista e ali eu crio alguma expectativa que seja eu…
“Vandi, quer ir no madureira para um samba amanhã.”, ele olha para mim com um sorriso, “Desculpa Gi, não, você não é o meu tipo.”, eu fico olhando para ele de queixo caído, eles trocam mais duas palavras e ele começa a ir embora, eu me sento e canto sentida um versinho da música que estava ensaiando no meu violão
“Porque você não vêm me dar amor?
Porque você não vêm pra mim?
Eu não sou a garota de Ipanema
Mas você também não é um Tom Jobim”
Ao menos minha irmã fortaleceu um pouquinho minha autoestima. Ali eu senti que eu estava pronta para desistir do Vanderlei...
=== === === … … … FIM ,,, ,,, ,,, === === ===
É isso povo essa é a minha contribuição para o desafio pretendo escrever um segundo picante, mas tive essa ideia e quis deixar ela aqui, espero que todos tenham gostado, se gostou comente, muito obrigada.
A música é da Elza Soares cantando com o Vander Lee.
