**Esposa Narrando**
A empolgação crescia dentro de mim. Finalmente ficaria sozinha com o meu marido. Ele passou o dia dando atenção para os amigos. Senti como se tivesse sido deixada de lado ou sendo excluída da sua vida. Tentei não ficar com ciúmes, mas não consegui, foi mais forte do que eu e me perguntei se dias assim seriam mais frequentes. Agora que ele teria um lugar só para ele e para os rapazes, eu ficaria de escanteio sem receber sua atenção? Bobagem. Esqueça isso. Com certeza eles só se reuniriam nos fins de semana. Eu não tinha que me preocupar. Enfim, por agora ele era somente meu. Poderíamos fazer o que quiséssemos e o que eu queria era uma massagem nas costas e nos pés. Passei o dia lavando e cozinhando para esse bando de marmanjos. Meu corpo todo estava dolorido e precisando de um trato.
Entrei no quarto com Daniel me beijando. Ele tirou a camisa e a bermuda, ficando de cueca e se jogando na cama. Ele tentou me puxar para se deitar com ele, mas eu tinha algo melhor e pedi para que ele esperasse.
– A espera vai valer a pena. Confia em mim.
Deixei ele deitado na cama e fui para o banheiro. Eu ainda não estava apresentável. Meu cabelo estava uma bagunça e eu parecia cansada do dia. Não. Eu precisava me arrumar para ele. Coloquei a minha melhor lingerie, passei hidratante no corpo para ficar com a pele macia e cheirosa e arrumei o cabelo. Me vendo no espelho eu conseguia ver a mulher incrível que eu era. Daniel era um homem sortudo por me ter. Meus peitos eram grandes e minhas ancas eram largas. Muita fartura para ele aproveitar.
Quando me senti pronta, sai do banheiro e fiquei parada na porta. Tentei fazer uma pose sexy sem muito sucesso. Eu queria ouvir os elogios dele, o quanto ele me queria e o que ele faria comigo hoje a noite. Esperei por isso, mas tudo o que eu recebi foi o silêncio. Olhei para ele ainda deitado na cama na mesma posição que o deixei. Fui até lá para verificar como ele estava e quando cheguei perto, ouvi o som estridente do seu ronco. Não é possível, ele estava dormindo? Cutuquei o braço dele para ver se ele acordava, mas eu sabia que era inútil. Quando ele dormia, nem um terremoto era capaz de acordá-lo. Não acredito nisso. Eu me aprontei toda para nada. Isso era frustrante.
Já que não teria sexo, sai do quarto e fui para a sala. Me joguei no sofá e liguei a TV, colocando o volume no mínimo.
Eu me senti frustrada, mas mesmo que ele estivesse acordado eu não ia ficar satisfeita. Começando pelo cheiro horroroso do sabonete que ele usa. Chega a me dar enjoo. Por que ele tem que ficar tão limpo antes de dormir? Mulheres gostam de homens in natura! Aposto que ele também se depilou todo até parecer uma criança sem pentelhos. Isso não me dá tesão. Que falta que um homem de verdade faz.
Olhei para a porta do quarto de hóspedes. Os rapazes já devem estar dormindo há muito tempo.
Pensei em bater uma siririca aqui no sofá mesmo para me aliviar, mas não vinha nada de interessante na minha mente de tanta frustração que Daniel me causou. Só desliguei a TV e voltei para o quarto para dormir.
***
Nota do autor: Era para esse capítulo ser muito maior e ter muito mais coisa, mas eu fiquei travado. Tudo o que eu escrevia não parecia interessante para mim. Resolvi publicar o capítulo incompleto mesmo para a história continuar. Quando eu finalizar essa parte da história, eu volto aqui para editar isso.
Amanhã eu publico a parte cinco.