A WHITER SHADE OF PALE

Um conto erótico de Nassau
Categoria: Heterossexual
Contém 2627 palavras
Data: 07/01/2026 22:02:08

Não dá para explicar as coisas que aconteceram na década de sessenta do século XX. Se os primeiros anos desse milênio deixou a todos boquiabertos com a velocidade dos avanços tecnológicos, aqueles foram os anos em que as mudanças culturais deram um salto gigantesco para nossas vidas.

Só para citar alguns: The Beatles, A Jovem Guarda no Brasil, Os Hippies com seu movimento contracultural, os festivais de músicas promovidos no Brasil desafiando um sistema de governo autoritário, entre tantos outros. No cinema tivemos Brigite Bardot que, não satisfeita de nos surpreender nas telonas, veio ao Brasil e colocou Búzios no mapa mundial, enquanto a linda morena Raquel Welch nos levava a uma viagem no tempo nos mostrando o período de “Quando as Mulheres Tinham Rabo”, em um filme que pode não ter valor nenhum, porém, a imagem dela naquele cartaz: Ai meu Jesus Cristinho”. E não parou por aí. Enquanto Gina Lolobrigida revivia uma Lady Godiva montando um cavalo totalmente nua em meio a uma multidão (na verdade não estava nua como a Lady verdadeira, mas naquela época, quem ia se importar com isso?), Ursula Andress surgia do mar entre as peripécias de um James Bond lutando contra um tal de Satânico Dr. Nó, em uma das cenas mais icônicas de todos os tempos.

Não havia para onde olhar sem que se visse alguma coisa que, não era apenas novo, mas que trazia em seu bojo algo que revolucionou jovens e adultos e determinou os rumos que nossos comportamentos adotariam a partir daquela época.

Nas escolas víamos os professores progressistas irem aos poucos sumindo do mapa e substituídos por velharias que, além dos necessários binômios, teoremas, equações de sei lá quantos graus, azinhos e azões (genética), nos obrigavam a ler o livro que leva disparado o prêmio de o mais chato que já li, com Euclides da Cunha relatando as aventuras de um tal Conselheiro que se meteu em uma briga e que eu, com a cabeça virada para outras coisas, nunca fiquei sabendo pelo que ele lutava, havia também a necessidade de saber que os comunistas daquelas épocas comiam as criancinhas e deveriam ser todos alijados do mapa, enquanto nossos heróis pertencentes a Santa Igreja Apostólica Romana eram os exemplos a serem seguido e, tudo isso para descobrir décadas depois que, quem na realidade estava comendo as criancinhas eram os padres, principalmente os padres norte-americanos.

Mas nada disso afetava a beleza de estar chegando ao final da adolescência e já com os hormônios saindo por todos os poros. Que delícia bater uma punheta no banheiro de casa lendo as aventuras da deliciosa GISELE, A ESPIÃ NUA QUE ABALOU PARIS em sua missão patriótica de foder com o alto comando alemão, tanto na cama como em suas ações de espionagem. Nenhuma mulher nesse mundo me proporcionou tantos orgasmos que a deliciosa francesinha.

E tinha a Cida. Isso aí, Maria Aparecida para todos, mas para mim, sempre a Cida.

Vindo residir em casa de seus tios, que ficava próximo a minha na não tão pequena cidade de Andradina, interior do Estado de São Paulo, em virtude da morte da mãe e de um relacionamento terrível com o pai e, prima do um dos meus amigos de todas as horas.

Tudo começou com uma coincidência de horários. Por ter sido transferida para o colégio mais distante do local onde morávamos, ela tinha que praticamente atravessar a cidade e fazia isso exatamente no horário em que eu tinha que voltar para o serviço depois do almoço. A primeira vez que coincidiu de sairmos no mesmo horário, poucos falamos por causa da timidez que nos aprisionava dentro de nós mesmos.

Lógico que, ao ouvi-la me chamando nos dias seguintes quando eu passava próximo à casa onde morávamos para que caminhássemos juntos, logo percebi que aquilo não era coincidência. Ela ficava pronta para sair, mas sempre aguardava até que eu passasse por ali para que fôssemos juntos.

A convivência foi aparando as arestas da timidez e conversávamos sobre tudo. Quer dizer, tudo, menos sexo, pois estou falando do ano de 1967, década de sessenta. Mas de resto não havia assunto que fosse proibido e era sempre ela que conduzia a conversa a levando para onde queria.

Quando ela enveredou sobre a minha vida amorosa o assunto não demorou trinta segundos. Eu já tinha tido as minhas paixonites, mas nunca tinha me aproximado de nenhuma das garotas que me despertaram o interesse e ela, ao ouvir minha resposta comentou de que nunca tinha namorado, comentou:

– Isso é muito estranho. Você é tão bonito.

Meu coração. Bom, se alguém quisesse me assassinar naquele momento, tinha que mirar na minha boca e não no meu peito, pois era ali que estava o meu órgão vital.

A partir daí, ela fazia suas insinuações, dava suas indiretas e, ao ver que não funcionava, até algumas diretas que eu deixava passar por não conseguir acreditar que aquela linda mulher estava interessada em mim. Minha auto estima não era lá essas coisas na época.

Então foi realizada as Olimpíadas Estudantis da cidade. Colégio contra colégio em várias modalidades e eu, cuja única aptidão para esportes se voltava ao tênis de mesa, algo que eu não tinha condições de treinar, participei e fui eliminado um pouco antes das fases finais, passei a dedicar meu tempo a representar o colégio que eu estudava e a assistir às competições.

Jogo de basquete entre o colégio que ela estudava e o meu e eu lá na arquibancada honrando a função de representante e torcendo para as meninas do baquete do meu colégio e ela dentro da quadra, atuando pela equipe adversária.

Minha boca gritava e aplaudia a cada ponto nosso e meu coração disparava a cada jogada dela, fazendo com que eu torcesse pelo imponderável. Queria ver o meu colégio sair-se vencedor, pois precisávamos daqueles pontos para conquistar o troféu de vencedor da olimpíada ao mesmo tempo que desejava que ela se destacasse e levasse seu time à vitória. Algo impossível de acontecer e eu nem tinha o refúgio de torcer para o empate, pois basquete não permite a igualdade do placar e quando isso acontece no tempo normal, há a disputa de uma ou mais prorrogação até que uma das equipes se saia vencedora.

Meu time ganhou, fomos os vencedores das olimpíadas e eu conquistei outro troféu. Esse melhor. Na volta para casa depois desse jogo, ela já cansada de esperar por uma iniciativa minha, me confiou... Espera um pouco, acho que aquilo não foi um convite, mas sim uma intimação... Para ser sua companhia no baile de encerramento do evento.

E chegou o grande dia.

Não fomos juntos, lógico. Ainda não havia nenhum compromisso entre nós. Era mês de junho e estava frio e eu vesti uma camisa de malha de mangas compridas e gola rolê (sei lá como se chamam essas golas hoje) da cor verde limão, uma calça boca de sino cuja largura na barra era maior que minha cintura e nos pés um sapato social. Ela, com um vestido vermelho e justo cujo comprimento ia até seus joelhos. O vestido era decotado, mas as alças eram largas e nada exagerado. Um vestido para se ir na igreja, cujo único detalhe que me chamou a atenção é que, na altura da cintura, havia uma separação entre o corpo do mesmo e a saia que eram unidos por duas fileiras de argolas de cerca de um pouco mais de um centímetro cada uma, por onde era possível visualizar sua pele morena e lisa.

Quando o baile começou, permanecemos por um longo tempo na mesa. Eu, bebendo a sempre presente Cuba Libre que era o que mais se consumia e ela com o seu Guaraná Champanhe Antárctica. Eu conversava com ela que falava comigo olhando dentro dos meus olhos, com os seus brilhantes e negros me hipnotizando. Estávamos em um local claro e um fato que ia me destacar entre todos os presentes naquele dia ainda não tinha tido a oportunidade de aparecer. No palco, o conjunto musical (naquela época era conjunto e não grupo) tocava músicas da época e eu, que nunca fui de dançar, torcia para que ela não exigisse de mim esse sacrifício.

Nos bailes daquela época, os músicos executavam o que chamávamos de seleções, com cada uma delas contendo músicas do mesmo estilo. Músicas rápidas que alguns mais moderninhos já dançavam soltos, sambas onde apenas os pés de valsas se arriscavam a irem para a pista de dança, entre outras.

E chegou a vez das músicas românticas e duas coisas aconteceram que mudaram a minha vida. a iluminação do ambiente naquela época era por conta dos músicos e, pela primeira vez na vida eu vi o efeito que aquelas luzes negras criavam no ambiente. Porém, naquele dia, o principal efeito aconteceu comigo.

Ao escurecer o ambiente e acenderem as luzes negras, aquela minha camisa com o seu tom verde limão se tornou brilhante, mas tão brilhante, que eu parecia um outdoor ambulante sem nada escrito. Por quase um minuto, todos os presentes pararam de fazer o que faziam e ficaram olhando para mim que, sem entender nada, olhava admirado para o tom violeta que as roupas mais claras dos demais presentes exibiam. Achei lindas, mas o destaque ali era eu.

O que hoje seria um puta mico, naquele dia se tornou uma atração. Mesmo depois de passados alguns dias, era abordado na rua para dizer aonde tinha comprado aquela roupa. E o pior é que nem sabia, pois, se me lembro bem, quem comprou foi meu irmão mais velho que não gostou e me presenteou com ela.

Foi a Cida que chamou a atenção do que estava acontecendo, porém, naquele justo momento, depois de uma música que não me lembro qual era, o órgão começou a emitir as primeiras notas da música A White Shade Of Pale, do grupo musical inglês Procol Harum, que eu achava e acho linda até hoje. A diferença é que hoje tenho consciência de que a letra dessa música é uma doideira que só pode ter saído da cabeça de alguém que, ao que tudo indica, não tinha consumido droga, mas sim caído no tacho de preparo da mesma e, depois de totalmente dopado, tentou se curar ingerindo alguns comprimidos de LSD. Mas a melodia é linda.

Aquela melodia entrou em meu ouvido e explodiu em meu cérebro e, quando me dei conta, estava no centro da pista, onde ficam aqueles que não sabem dançar e se escondem dos observadores que permanecem na mesa admirando a arte de dançar de outros.

Mas ficar no centro da pista tinha também outro objetivo. Beijar era proibido e punido com a expulsão do infrator do recinto. Até hoje não consigo entender porque apenas os rapazes que beijavam eram expulsos, se a boca que eles beijavam pertenciam a alguém que a oferecia para isso. Mas quando a pista enchia, o centro da pista ficava escondido os fiscais e...

Bom. Não me perguntem quem ou como começou. Eu estava mais afetado do que o compositor da música, mas se ele foi afetado pelo uso excessivo de drogas, comigo foi diferente. Aquele corpo esguio colado em mim, a pressão de seus seios médios e firmes um pouco abaixo de meus peitos e o quadril se espremendo de encontro ao meu enquanto se movia em círculos já foi o suficiente para uma viagem. Sentir aqueles lábios macios de encontro aos meus já foi um acontecimento, mas quando aquela língua macia forçou passagem por meus lábios, entrou em minha boca e começou a se movimentar, não se contentando apenas com o contato da minha língua, mas parecendo querer medir a extensão de toda ela indo até o céu da boca e voltando foi a verdadeira glória. Eu acredito em anjos porque naquele momento, havia vários deles circulando sobre a minha cabeça. Ou seriam pássaros? Sei lá, quem se importa!

Minhas mãos pousadas nas costas da Cida foram forçadas por ela a segurarem a sua cintura e posicionadas justamente na parte de sua roupa onde ficavam as argolas. Lembram-se delas? Pois é. Isso permitia que eu sentisse não só sua temperatura, como também a vibração daquele corpo em chamas, assim como o meu.

Meu pau duríssimo era castigado pelos movimentos circulares de meus quadris contra ele e o ar necessário à nossa sobrevivência eram sugados por nossas narinas que, ruidosamente, tentavam oxigenar nosso sangue que corria por nossas veias a uma velocidade superior à do som.

“O rosto dela, a princípio apenas fantasmagórico

That her face, at first just ghostly

Ficou ainda mais pálido

Turned a whiter shade of pale

E foi aí que, mais tarde

And so it was that later“

E os acordes finais foram ouvidos. Não por mim, porque naquela altura eu já tinha morrido e só ressuscitei já fora do recinto do baile.

Por que fora?

Nem eu nem a Cida percebemos que, assim como a música, a seleção acabou. Os demais pares foram voltando para as suas mesas e, de repente, lá estava eu com minha camisa brilhando como o um farol, bem no meio da pista, com minha boca colada na dela.

Se os defensores da moral e dos bons costumes detestaram aquela cena, aquilo serviu para me enriquecer meu currículo de herói por uma noite. Minha camisa brilhante e o cara que beijou a namorada diante de uma plateia. Fui reconduzido de volta para dentro apenas para receber o troféu de campeão da Olimpíada Estudantil levando comigo a minha companheira que, a partir daquele dia, se tornou minha namorada, pois em 1967, um beijo daquele era um pedido de namoro mais importante que uma declaração por escrito, assinado e com firma reconhecida.

NOTA DO AUTOR:

Lamento muito e peço desculpas àqueles que leram esse conto na esperança de lerem sobre uma trepada esplendorosa. Não fiz porque não foi o que aconteceu.

Escrever sobre isso seria uma incoerência muito grande e normalmente que o faz está mentindo. Naquele ano, o simples fato de transar com uma garota era motivo suficiente para ser obrigado a casar. Em suma, naquela época não se comia a namorada. Para isso, existiam as famosas Zonas onde mulheres que nunca tinham ouvido falar em Euclides da Cunha ou em Pitágoras, agiam como professoras de Educação Sexual para os rapazes como eu e, sem medo de errar, faziam um excelente serviço.

Durante dois anos, Cida e eu engatamos um namoro e, já mais íntimos, chegamos perto disso. Seu corpo não era nenhum mistério para mim, assim como o meu não era para ela, pois aquela garota era especial e até gostava de quebrar algumas regras. O namoro acabou quando ela teve que mudar da casa de seu tio e, por não querer voltar a conviver com seu pai, foi morar na cidade de Guarulhos, muito distante de onde eu estava. Quando ela voltou, eu estava em outro relacionamento e as coisas que rolaram entre nós se transformou em um segredo só nosso.

As redes sociais permitiram que estabelecêssemos contatos e há dois anos atrás, depois de ela ter sumido da internet, vim a saber que ela tinha falecido cinco anos antes.

E eu até hoje guardo na memória aqueles momentos, quando o nosso primeiro beijo causou um rebuliço e nem por isso fez com que nos afastássemos um do outro.

UM DESAFIO AOS LEITORES DESSE CONTO.

Gostaria que vocês citassem nos comentários as músicas cujas letras são totalmente malucas que chegam a ser incompreensíveis para quem está ‘limpo’, só sendo possível enxergar aonde o compositor quis chegar depois de... Vocês sabem do que.

Ah! Ia me esquecendo. Não vale a música HOTEL CALIFORNIA do grupo Eagles que é outro caso de uma melodia maravilhosa e uma letra pífia. A não ser que eu não tenha entendido, se é que vocês me entendem.

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Comentários

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Muito legal a forma como essa música te marcou e como você trouxe isso no conto.

Ficou muito bom. Parabéns!

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Muito lindo o seu texto Nassau! A gente consegue se transportar e até ouvir o som. Mesmo para quem não viveu a época, o conto foi tão bem conduzido que faz o transporte do leitor para os fatos narrados. Parabéns!!! Já vou ouvir a música que o inspirou. Fiquei curioso.⭐⭐⭐

Pensei em várias músicas bem malucas para citar, mas me decidi por uma que eu AMO, mas é bem complexa: "Língua" do Caetano Veloso. Essa letra é uma alucinação."Flor do lácio Sambódromo, lusamérica latim em pó... O que quer, o que pode essa língua?..."!!!Abraços!

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Eu ia citar "Vaca Profana" também do Caetano, também da Gao, mas aí lembrei que ela é sobre sexo oral e não sobre drogas. ;)

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Derrama o leite bom na minha cara

O leite mal para os caretas

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Giz eu também ia citar Vaca Profana, que eu amo também, mas resolvi citar língua que eu acho genial. As letras do Caetano são sempre muito boas.

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Li e amei todo fofinho…

Fico com “Piano Bar do Engenheiros do Havaí”

‘Diga a verdade doa a quem doer

Doe sangue e me dê seu telefone’

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Boa. Essa eu não conhecia. Coisa de maluco mesmo.

Mas aqui no nosso Brasil a loucura já começa no nome das bandas. Somis muito criativos:

Engenheiros do Hawai

Legião Urbana

Paralamas do Sucesso

Nenhum de Nós(Esse é top)

Joelho de Porco, eu acho que tinha um assim também.

E para não parar pir aí, Maminas Assassinas (Off concur).

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Verdade, esqueceu Plebe Rude, que merece estar nessa lista, Velhas Virgens e Matanza.

Aliás, Velhas nem falo nada........

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Sou fã dos Engenheiros do Havaí e Piano Bar é uma das minhas preferidas, junto com a Promessa e infinita Highway.

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essas recordações da adolescência são muito importantes na vida de cada um e você descreveu de uma forma muito bonita uma época, e seu relacionamento com a primeira namorada.Única letra maluca que estou lembrando é Samba do Crioulo Doido do Quarteto em Cy mas apesar do título não é racista.

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Samba do Crioulo Doido é maluca sim. Mas foi criada com essa intenção e é cômica. Estava pensando mais em letras nada a ver que demonstra que o autor estava bem noiado qua do escreveu.

Ah! Exceto o Raul Seixas. Esse, quanto mais louco, melhor ficava.

Obrigado pela visita e comentário.

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É que elas têm imensas traduções e entendimento mas Vapor Barato da Gal e Maria Joana do Erasmo.

São literalmente músicas sobre estar com coisinhas na cabeça.

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Mas em uma época tão puritana nem parece que dez anos depois, teria sempre alguém perguntando.

‘Que culpa tenho eu?

Me diga amigo meu

Será que tudo o que eu gosto

É ilegal, é imoral ou engorda’

;)

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Listas em que este conto está presente

Desafio Pirata 2 Música
Desafio proposto pelo autor Ryu. Tag: “desafio-pirata-2-musica” sem as aspas.