Passados alguns dias, ao retornar ao cotidiano, meu cu foi voltando ao normal. No entanto, ao rememorar as situações vividas, uma sensação percorria todo o meu corpo. Era necessário repetir; era necessário sentir novamente as emoções surgidas naquele evento tão doloroso e marcante.
Houve dias em que quis voltar à casa daquele homem. Queria me entregar totalmente a ele; ansiava por ser subjugado. Em outros momentos, porém, ficava perplexo com tais atitudes: sentia horror e constrangimento. Eu não poderia ser dominado e tratado daquele jeito; eu não deveria gostar daquilo. Mas um novo dia raiava, e aquela gaveta de calcinhas da minha esposa me chamava, me puxava, me sugava. Eu me entregava. Buscava um modelo fio dental e, ao sentir novamente o tecido da calcinha passar por minhas pernas, o tesão voltava com toda a sua força, incontrolável.
Certo dia, acordei, coloquei a calcinha e fui tomado por um tesão imensurável. Fui trabalhar e, passadas algumas horas, avisei meu chefe de que iria resolver um problema e saí. Fui direto para a casa daquele homem; eu sequer sabia seu nome. Parei novamente à porta. Estava dominado por uma ansiedade intensa: o coração parecia sair pela boca, meu cu pulsava, meu pau estava duro — tudo isso apenas por estar ali. Bati, esperei; ninguém. Bati novamente e ouvi alguém mexer na fechadura. A porta se abriu.
O semblante sério inicial foi se transformando em um sorriso sarcástico. Ele passou a mão no próprio pau, acariciando-o, ajeitando-o. Entrei. Nada havia mudado: ele estava sem camisa, de short; a cadeira ainda estava lá. Fui caminhando, adentrando o ambiente, imaginando-me sendo comido com os olhos.
Para quebrar o gelo, disse que havia voltado para esclarecer a situação, afirmando que ele tinha entendido errado, que eu não era “aquilo”. Não sei por que aquele discurso me veio à cabeça, pois era falso. Ele falou mais alto, ordenando que eu entrasse na casa. Percorri o quintal de barro e entrei. Era um casebre: tudo ainda no tijolo, sem reboco; fios de energia pendurados; chão de cimento.
Na sala havia um sofá de dois lugares, totalmente surrado, vermelho, desbotado e sujo. À frente, uma televisão pequena sobre uma estante velha. Ao lado ficava a cozinha, com uma mesa pequena de quatro lugares, uma geladeira pequena, um fogão de duas bocas e a pia. Do outro lado, a entrada do quarto e, ao lado, a do banheiro. Tudo extremamente simples.
Ele pediu que eu me sentasse no sofá e ofereceu uma cerveja. Não aceitei; ele foi buscar uma para si. Mal eu havia me sentado, quis conversar. Ele então ordenou que eu tirasse a calça e ficasse só de calcinha. Estremeci, gaguejei, vacilei, tomado pelo constrangimento. Passados alguns segundos, veio nova ordem: tirar a calça.
Com muito custo, obedeci. Tirei o sapato, a meia, soltei a calça jeans, que caiu. Sentei-me no sofá, rendido. Mandou que eu tirasse a camisa; também obedeci. De repente, eu estava ali, na sala daquele homem, vestindo apenas uma calcinha, que estava toda enfiada na minha bunda.
A mesma dualidade de sensações e emoções, quem era eu? estava na casa de um estranho somente de calcinha e estava gostando, mas ainda restava um temor de ser descoberto, uma sensação de que todos na rua poderiam entrar e me ver nessa situação.
Ele me observava, ainda com a geladeira aberta, sem sequer ter pego a cerveja. Mordiscava os lábios, chamava-me de “gostosa”, dizia que meu rabo era lindo, que eu tinha uma bunda de mulher, redondinha, deliciosa, e que muitas mulheres teriam inveja daquela bunda. A calcinha estava completamente enfiada entre as minhas nádegas. Eu não conseguia encarar ele.
Veio caminhando com a cerveja na mão e, com a outra, acariciava o próprio pau, colocando-o para fora do short. Disse para eu olhar o que eu havia provocado nele. Tirou o short, ficou nu, punhetando-se, aproximando-se. Eu permanecia sentado no sofá.
Ele se colocou bem à minha frente, levantou uma perna, apoiou-a no sofá e deixou seu mastro a poucos centímetros do meu rosto. Senti o cheiro. Passei a língua nos lábios. Eu queria, desejava aquele pau duro.
Quando fui chupar a cabecinha, ele segurou minha cabeça e puxou para trás, xingando-me. Disse que eu era a putinha dele. Começou a esfregar o pau no meu rosto, batendo-o nas minhas bochechas, puxando meus cabelos, impedindo-me de chupá-lo.
Apoiei as mãos em sua cintura, puxei-o um pouco mais para perto e passei a língua em seu pau. Depois comecei a chupar a cabeça lentamente, apenas a cabecinha. Ele puxava meus cabelos com mais força e exigia que eu olhasse para ele. Fui avançando, colocando cada vez mais o pau na boca, trabalhando a língua. Ele demonstrava prazer. Seu pau ficava cada vez mais duro, e minhas chupadas se intensificavam.
Ele segurou minha cabeça com mais força e passou a foder minha boca, entrando e saindo, bombando. Eu babava. Ele tirava, batia no meu rosto e voltava a foder minha boca.
Não sei quanto tempo ficamos assim; só sei que foi maravilhoso para mim. Meu pau estava duro, escapou da calcinha, e cheguei a tocá-lo, querendo me punhetar. Recebi um tapa forte, que ardeu. Ele disse que eu só poderia mexer no meu pau quando ele autorizasse. Obedeci. Voltei a me dedicar a ele. Queria que ele gozasse, queria encher minha boca com aquela gala.
Chupava com vontade; chupava seu saco. Ele fodia minha boca. Depois de um tempo, senti que ele iria gozar. Preparei-me. Veio um jato forte; engasguei, recuperei o fôlego e engoli tudo. Lambia todo o pau dele, deixando-o completamente limpo. Apertei para extrair as últimas gotas e passei a língua. Recebi um tapa e ouvi que havia sido uma delícia. Encostei-me no sofá, exausto. Ele sentou-se ao meu lado e voltou a beber sua cerveja.
Ainda havia tesão no ar; eu queria mais. Permaneci paralisado, sem saber o que fazer, enquanto ele bebia. Puxei conversa; falamos amenidades. Descobri que se tratava de um homem na faixa dos cinquenta anos, moreno, com uma pequena barriga de cerveja. Contou-me que era viúvo, que a esposa havia falecido havia cerca de cinco anos e que tinha uma filha que morava no mesmo bairro. Ficamos ali conversando. Ele nu; eu, de calcinha.
Após alguns minutos, pedi uma cerveja. Ele mandou que eu buscasse e trouxesse outra para ele. Ao me levantar e passar ao seu lado, recebi um tapa na bunda. Dei um gemido leve e pedi que parasse, embora, no fundo, quisesse mais. Peguei as cervejas e disse que iria buscar um copo. Ao procurar, ele disse que os copos ficavam embaixo da pia. Agachei-me para pegar e, de propósito, empinei a bunda na direção dele. Ele se levantou rapidamente e me deu outro tapa. Gemi, rindo para ele.
Ele já acariciava o pau novamente. Ordenou que eu ficasse de quatro no sofá, apoiando os joelhos e deixando o rabo bem empinado. Disse que iria me comer. Dei uma golada na cerveja e fui para a posição. Passei ao lado dele, esfregando-me, sentindo seu pau.
De quatro no sofá, ele em pé, afastou a calcinha para o lado e começou a pincelar o pau no meu anelzinho. Forçava um pouco, encontrava resistência, tirava, forçava mais, entrava um pouco mais e retirava novamente. Pediu que eu abrisse bem, usando as mãos, e relaxasse.
De quatro, abrindo minha bunda com as mãos, senti a penetração com mais força e convicção. Ele não retirava, apenas avançava. Ardida bastante; parecia que estava me rasgando. Pedi para parar, para respirar um pouco. Ele fez o contrário: avançou com força, penetrou-me, entrou toda a cabeça e continuou avançando. Sentia cada centímetro, me dilacerando. Não havia volta; eu estava entregue. Enfiou tudo de uma vez; senti mais dor. Dei alguns gritinhos, o que pareceu excitá-lo ainda mais.
Começou um vai e vem ritmado, cadenciado, que foi se acelerando. Seu pau parecia ficar mais duro, maior a cada momento. Sentia seu saco bater na minha bunda. Pedi para ir devagar e recebi o oposto: mais bombadas, mais força, mais vigor. Recebia tapas na bunda, que ardiam. Reclamava e recebia mais. Ele apoiou as mãos nos meus ombros e me puxou contra o corpo dele; senti penetrar ainda mais fundo.
Meu pau estava em meia bomba, balançando, enquanto as estocadas não cessavam. Suas mãos encontraram meus mamilos; puxou-os. Delirei de tesão. Estávamos completamente suados; o cheiro de sexo dominava o ambiente. Após muitas bombadas, veio o anúncio do gozo, seguido de um urro. Senti o líquido quente dentro de mim.
Ele desabou sobre minhas costas e, no movimento, seu pau saiu do meu cu. Senti alívio e, ao mesmo tempo, vontade de tê-lo novamente dentro de mim. Seu peso repousava sobre mim; ele suava. Ainda mordiscava meu pescoço, minha orelha. Ficamos assim por alguns minutos, até que ele se levantou. Fiz o mesmo, com a porra escorrendo pelas minhas pernas.
Meu tesão ainda não havia acabado. Comecei a me punhetar; queria gozar também. Ele sentou-se no sofá e ordenou que eu sentasse em seu colo. Encaixou o pau, meio mole, no meu cu e mandou que eu me punhetasse. O gozo veio rápido; um tremor percorreu todo o meu corpo. Agora era eu quem se jogava contra o corpo dele, ambos suados.
Após algum tempo, pedi para ir ao banheiro tomar um banho. Não havia chuveiro elétrico; a água era gelada. Demorei a começar, senti nojo daquele lugar. O banheiro era muito rústico. Ao terminar, caminhei nu até a sala. Recebi de volta minha calcinha e disse que havia trazido uma cueca para usar. Ele não permitiu. Disse que a putinha dele tinha que usar apenas calcinha dentro da casa dele.
Já era tarde; haviam se passado horas desde que eu chegara. Ainda ficamos bebendo cerveja, ele de cueca e eu de calcinha, conversando amenidades, enquanto ele sempre usava o feminino para se referir a mim e me elogiava sempre que podia. Foi uma tarde extremamente agradável, com muito sexo — só não houve mais por que ele disse estar cansado.
Passei a tarde arrumando sua casa, lavando a louça, varrendo, deixando a casa do meu macho, limpa e, sempre que possível, recebendo tapinhas na bunda.
No caminho de volta para casa, pensava naquelas situações, saindo daquele mundo e retornando ao meu. Era algo inimaginável. Mas também era a melhor sensação que eu já havia sentido.