De calcinha

Um conto erótico de Branquinho de Calcinha
Categoria: Gay
Contém 1505 palavras
Data: 07/01/2026 10:10:35

Há em mim um segredo cuidadosamente administrado. Um hábito clandestino, cultivado no silêncio doméstico e no anonimato das rotinas previsíveis. Uso, às escondidas, uma peça íntima feminina — pequena, justa, escolhida não pela estética, mas pelo efeito que produz em mim. Visto-a sob roupas masculinas comuns, funcionais, quase burocráticas. Ninguém percebe. Ou, ao menos, eu acreditava nisso.

O que me move não é apenas o objeto em si, mas o risco que o acompanha. A consciência permanente de que estou violando uma fronteira invisível. O temor constante de ser descoberto atua como combustível: acelera o pensamento, aguça os sentidos, mantém-me em estado de alerta. É uma excitação misturada a hesitação, um equilíbrio instável entre controle e exposição.

Certa vez fui ao trabalho — trabalho em um serviço de atendimento ao público. Ao sentar-se, por descuido, deixei à mostra que usava uma calcinha. O ato aconteceu em segundos. Assim que percebi o descuido, imediatamente ajeitei a camisa, puxei a calça jeans para cima e fiquei aliviado.

Passados alguns minutos, levantei-me para tomar um ar na parte externa. Queria ver mensagens, relaxar um pouco. Estava do lado de fora quando percebi um homem olhando para mim. Achei estranho. Tentei disfarçar, mas o estranho continuava encarando. Fiquei sem graça, olhei para o lado.

De repente, o homem veio em minha direção, cumprimentou-me, puxou assunto corriqueiro e, em dado momento, aproximou-se do meu ouvido e disse:

“Está uma delícia com essa calcinha”.

Fiquei congelado, perplexo. As primeiras palavras que saíram foram uma negação determinada, ansiosa, trêmula. Fiquei sem graça; um riso medroso escapou da minha boca. O homem, calmamente, disse para eu não me preocupar, que não contaria para ninguém, que seria um segredo nosso.

Um misto de alívio e medo passou a me perseguir. Eu não sabia o que dizer. Os pensamentos estavam confusos. Ainda paralisado, ouvi o homem dizer que não conseguiu ver direito, pois foi muito rápido. Disse, num tom autoritário e determinado, que seria necessário que eu fosse até a casa dele — morava perto e morava sozinho — e que lá ele queria me ver usando a pequena peça íntima feminina.

Assim que terminou essas palavras, entregou-me um papel com o endereço e alertou que a não ida, conforme havia sido determinado, causaria muitos transtornos. Deixou transparecer que poderia contar para todos o que havia visto. Disse que chegou a tirar uma foto com o celular e que nela ficava visível que eu estava com uma linda calcinha vermelha.

Ditas tais palavras, virou-se e foi embora. Não me deixou falar nada. Talvez eu nem conseguisse.

Os fatos ocorreram por volta das 11h30. Às 14h00 eu encerraria meu expediente. Nesse intervalo, passei por diversas sensações: medo, pavor, determinação. Às vezes pensava em não ir e arcar com as consequências; depois pensava justamente nelas e via que isso poderia arruinar minha vida.

Pouco antes das 14h00, determinei-me a comparecer ao local e dizer que havia sido um mal-entendido, que eu havia vestido a peça feminina por causa de uma aposta perdida, ou algo semelhante.

Saí do expediente suando frio, tremendo. Peguei o carro e fui em direção ao endereço. Parei em frente à casa. Havia apenas um pequeno portão de pedestre e um alto muro de tijolos, sem acabamento, construção aparentemente recente.

Bati na porta uma vez e ninguém respondeu. Eu suava frio, apesar do calor. Bati uma segunda vez e pensei: vou explicar o mal-entendido e nem vou entrar, vou embora daqui.

Envolto nesses pensamentos, a porta se abriu. O homem deu um leve sorriso sarcástico. Estava sem camisa, usando apenas um short daqueles de jogador de futebol. Serenou o rosto, mordeu os lábios e disse, secamente, para eu entrar.

Abaixei a cabeça e entrei com passos lentos e trêmulos. Ao adentrar, ouvi a porta se fechar atrás de mim e a chave girar. Estava trancado.

Olhei ao redor. Era uma casa pequena, simples, só de tijolos. Havia um quintal ainda no barro e uma cadeira no centro. O homem mandou que eu me sentasse. Tentei argumentar, elaborar algumas palavras, mas fui mandado calar, de forma ríspida, e se sentar.

Fui até a cadeira e me sentei. O homem veio em minha direção. Eu não conseguia olhar em seus olhos. Olhei para o short dele; a movimentação ao caminhar mostrava que estava com o pênis duro e sem cueca.

Ao se aproximar, puxou meu cabelo, obrigando-me a olhar diretamente para ele, e determinou que eu abaixasse a calça. Um turbilhão de sensações passou pela minha cabeça. Aquela submissão me deixava hesitante. Meu pênis estava levemente duro.

Ao abaixar a calça, ele percebeu e sorriu. Deu um leve tapa na minha face e disse que eu era muito safado. Passou a mão no seu pênis, que estava bem excitado, tirou-o para fora e ficou balançando, exibindo-o para mim.

Ele me observava apenas de calcinha — uma calcinha vermelha, bem pequena, completamente enfiada entre minhas nádegas. Eu tinha uma bunda relativamente avantajada e firme. Recebi um tapa na bunda, estremeci. Vieram mais tapinhas. O tesão me invadiu completamente.

Recebi ordens para apoiar as mãos na cadeira e tirar totalmente a calça. Obedeci. Eu, uma pessoa normal, um cidadão de bem, estava ali apenas de calcinha, inclinado, apoiado na cadeira, sendo observado por um homem de pênis duro.

Ele veio por trás, sussurrou algo em meu ouvido que não consegui entender. Nossos corpos estavam colados. Eu sentia o calor dele, sentia a pulsação do pênis cutucar minha bunda. O tesão me dominava.

Ele apertou meus mamilos, arrancando de mim um frêmito de ardor e prazer. Chupava e lambia meu pescoço. Eu estava completamente entregue.

Segurou minha cintura, pressionou o pênis contra minha bunda, puxou a calcinha para o lado e passou o pênis no meu ânus. Senti algo diferente. Estava entregue.

Abriu minhas nádegas e esfregou o pênis no meu cuzinho. Forçou um pouco. Houve resistência, mas continuou até que ela diminuiu. Eu relaxava. O pênis entrava e eu aproveitava o momento. Sentia um ardor, uma queimação.

Num movimento rápido, firme e decidido, segurou minha cintura e penetrou com força. Senti muita dor e tentei sair, mas era inútil, estava preso. Ele cravou tudo de uma vez. Senti os testículos baterem na minha bunda. Ser penetrado pela primeira vez não me trazia nenhuma sensação boa, nenhum prazer, mas estar totalmente entregue, subjugado trazia em mim sensações gostosas.

Minhas pernas fraquejaram. Ele percebeu e me segurou. Após alguns segundos, voltei a relaxar e ele começou a bombar forte, segurando minha cintura, arfando na minha nuca, dizendo palavras de baixo calão. O suor dele escorria pelas minhas costas.

Implorei para apoiar os joelhos na cadeira. Ele permitiu. Mais bem posicionado, as estocadas voltaram ainda mais profundas e fortes. Mordiscava minha orelha, apertava meus mamilos. Eu estava totalmente entregue. Nada falava, sentia o corpo estremecer de tesão e dor.

Depois de muito tempo, ele gozou forte dentro de mim. Senti o líquido quente, denso. O pênis ainda pulsava dentro de mim enquanto eu arfava, exausto. Quando retirou, senti alívio. O sêmen escorria pela minha perna. Eu estava cansado, mas com tesão. Não havia gozado.

Ele percebeu, deu um tapa forte no meu rosto e me chamou por vários nomes. Foi para dentro da casa e me deixou largado no quintal, abaixei a calcinha e tirei completamente.

Depois voltou com uma cerveja, bebendo tranquilamente. A pouco tempo esse homem havia me comido, isso era algo impensável na minha vida, agora estava nu, com o pênis amolecido, riso para mim. Pegou uma mangueira, ligou e jogou água fria em mim. Depois me deu sabonete e mandou que eu me limpasse.

Obedeci. Lavei-me, sentia ardência no cu, parecia que faltava algo no meu cu. Queria e ao mesmo tempo não queria ser penetrado novamente. Ele observava com um sorriso sarcástico. Disse que eu havia gostado e que aquilo passaria a ser frequente.

Mandou-me ajoelhar. Entregou-me o pênis e ordenou que eu limpasse e após limpo que chupasse enquanto me masturbava. Nunca havia feito aquilo. Mesmo assim, obedeci. Chupei, sem jeito, de forma atrapalhada, me esforcei, chupava a cabeça, passa a língua, enfiava tudo que conseguia, não acreditava que estava fazendo isso. Enquanto isso estava me masturbando, punhetava forte, o gozo estava próximo, e veio latente, forte, tremi, senti meu cu piscando.

Continuei chupando até que ele gozou novamente. Engoli tudo. Depois mandou-me tomar banho, entregou-me a calcinha e ordenou que eu a vestisse.

Voltei para casa com ardência no cu, mas estranhamente feliz. Um sorriso escapava do meu rosto. O tesão renascia. As imagens voltavam. Chegando em casa, fui direto para o banho, tomei um banho longo, demorado, gostoso, acariciava cada parte do meu corpo, passei os dedos pelo meu cu e senti o estrago que tinha sido feito ali, a dor não passava, mas queria mais, foi acesso uma chama que não sabia que existia em mim.

Nos dias seguintes, retomei a rotina com precisão exemplar. Nada em minha conduta externa denunciava o ocorrido. Ainda assim, algo permanecia em alerta.

Eu compreendia, com uma lucidez incômoda, que certas experiências não se encerram quando terminam. Algumas apenas se instalam.

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Comentários

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Um bom contos, mas, você esqueceu dos detalhes físicos teu e do homem e nem as idades vc mencionou.

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