A Sinhá e o escravo Minerador

Um conto erótico de C0nt0s.Divers0s
Categoria: Heterossexual
Contém 1191 palavras
Data: 07/01/2026 08:05:47

O sol ainda não havia vencido a neblina que abraçava os cafezais quando Matias partiu. Ouvi o tropel do seu cavalo se distanciar, levando consigo a arrogância e o tédio de um casamento de fachada. A Casa Grande exalava um silêncio cúmplice. Eu, Dona Eulália, já estava desperta, sentada diante do espelho de cristal, deixando que Maria soltasse meus cabelos e passasse óleos aromáticos em meus ombros.

​— Samuel já está à espera, Sinhá — sussurrou a mucama, os olhos baixos. — Ele subiu pela escada dos fundos, como a senhora mandou. Está no sótão.

​O sótão era um lugar de poeira e memórias esquecidas, mas naquela manhã, tornaria-se o meu santuário. Levantei-me, vestindo apenas um robe de seda fina, cor de pêssego, que mal escondia a brancura transbordante das minhas curvas. Meus seios, pesados e ansiosos, balançavam livremente sob o tecido.

​Subi os degraus de madeira com o coração martelando contra as costelas. Ao abrir a porta pesada do sótão, o cheiro de madeira velha e mofo foi imediatamente subjugado por um odor muito mais potente: o cheiro de um homem jovem, forte e suado.

​Samuel estava de pé, perto de uma das pequenas claraboias. A luz matinal filtrava-se em feixes, iluminando o corpo que Maria descrevera como tendo a força de dez homens. Ela não mentira. Samuel era um gigante de ébano. Seus ombros eram tão largos que pareciam ocupar metade do cômodo, e seus braços tinham veias que saltavam como raízes de uma árvore centenária. Ele usava apenas uma calça de rústico algodão encardido, presa por uma corda na cintura.

​— Sinhá... — a voz dele saiu como um rosnado profundo, vibrando nas vigas do telhado.

​— Samuel. Disseram-me que você veio das minas. Que está acostumado a cavar fundo, a encontrar o que está escondido na terra.

​Aproximei-me dele, sentindo o calor que emanava daquele corpo maciço. Minha mão pálida, pequena diante de tanta brutalidade, pousou no abdômen dele. Era como tocar em granito. Os gomos do seu ventre eram duros, esculpidos pelo trabalho escravo, e sua pele era quente como brasa.

​— Eu quero que você cave aqui, Samuel — deslizei a mão para baixo, sentindo o volume monstruoso que já se armava sob o algodão grosseiro. — Quero que você esqueça as minas e encontre o ouro que existe em mim.

​Samuel não era de palavras. Ele era de atos. Com um movimento rápido, ele me segurou pela cintura, levantando-me do chão como se eu fosse uma boneca de pano. Senti a força bruta daqueles dedos se cravando na minha gordura, na maciez das minhas ancas, enquanto ele me sentava sobre um baú de couro antigo.

​Ele abriu meu robe com uma urgência que me fez gemer. Meus seios saltaram para fora, brancos e fartos, com os mamilos já rígidos de antecipação. Samuel aproximou o rosto, e sua boca, larga e quente, envolveu um deles por inteiro. Ele não sugava como um bebê; ele mordiscava com a fome de quem nunca provou um banquete de sinhá. A aspereza da sua língua contra a minha pele de porcelana era um contraste delicioso, uma dor que se transformava em fogo líquido entre minhas pernas.

​— Ah, Samuel... use sua força... me quebre... — eu sussurrava, enterrando meus dedos em seu cabelo crespo e curto.

​Ele desamarrou a corda da calça. Quando o tecido caiu, eu perdi o fôlego. O que Samuel escondia era algo além da imaginação. Era uma peça de carne escura, latejante e colossal, que parecia desafiar as leis da natureza. Era a ferramenta perfeita para o meu altar.

​Ele me virou de costas sobre o baú, empurrando meu corpo para a frente até que meus seios se esmagassem contra a madeira fria. Minha anágua foi levantada, expondo minha bunda redonda e alva à penumbra do sótão.

​— A senhora é muito branca, Sinhá... — ele murmurou. — Parece nata. E eu vou me afogar nela.

​Senti o primeiro toque. A cabeça daquele membro colossal roçou na minha entrada, que já estava encharcada, clamando por ele. E então, Samuel empurrou.

​Não foi uma entrada suave. Foi uma invasão. Senti cada fibra dos meus músculos se esticarem ao limite enquanto aquela tora de ébano me preenchia por completo, atingindo o fundo do meu ventre com um impacto que me fez soltar um grito abafado contra a poeira do sótão. Ele era tão grande que eu sentia minha pele se rasgar de prazer, uma sensação de plenitude que nenhum outro homem, nem mesmo Bento ou Sebastião, havia proporcionado.

​Samuel começou o movimento. Era rítmico, violento e implacável. Ele segurava meus quadris com aquelas mãos de minerador, puxando-me contra si com uma força que fazia o baú ranger e se deslocar pelo assoalho. A cada estocada, ele soltava um grunhido animal, e eu sentia o suor dele pingar nas minhas costas, misturando-se ao meu próprio suor.

​O contraste no sótão era uma pintura de luxúria proibida: a brancura excessiva da minha pele, tremendo e balançando a cada golpe, sendo invadida e dominada pela escuridão absoluta daquele homem. Eu era a "Dona", mas ali, sob o peso de Samuel, eu era apenas carne, fêmea, terra sendo arada por um touro indomável.

​— Mais... mais forte, Samuel! — eu gritava, minha voz ecoando entre as telhas. — Me arromba! Me mostra a força das minas!

​Ele obedeceu. Ele me levantou, mantendo-me presa contra uma das vigas de sustentação. Minhas pernas, grossas e brancas, envolveram a cintura dele, enquanto ele me estocava no ar, sustentando todo o meu peso apenas com a força dos seus braços e da sua virilidade. O prazer era tão agudo que minha visão começou a escurecer. Eu sentia o útero latejar a cada batida dele, uma possessão total que me fazia esquecer quem eu era, onde estava e quem era Matias.

​Quando o fim chegou, foi catastrófico. Samuel soltou um rugido que pareceu vir das profundezas da terra, e eu senti um jato de semente quente e abundante inundar minhas entranhas, como se ele estivesse despejando lava dentro de mim. Meu corpo entrou em convulsão, meus músculos se contraindo em torno dele, sugando até a última gota daquele vigor escravo.

​Ficamos ali por longos minutos, ofegantes, unidos pelo suor e pela exaustão. Ele me colocou no chão com cuidado, mas seus olhos agora tinham um brilho de posse.

​— A senhora está cheia, Sinhá — ele disse, olhando para o líquido que escorria pelas minhas coxas. — Cheia de Samuel.

​Eu sorri, ajeitando o robe com mãos trêmulas.

— E você, Samuel... você agora é o dono das chaves do meu sótão.

​Desci as escadas sentindo minhas pernas bambas, uma dor deliciosa entre as coxas que me acompanharia por dias. Ao passar pelo corredor, vi o retrato de Matias na parede. Olhei para a figura austera do meu marido e senti uma vontade incontrolável de rir. Ele achava que possuía a fazenda, mas eu... eu possuía a alma e o corpo dos homens que realmente a faziam pulsar.

​O dia estava apenas começando, e eu já pensava em quem seria o próximo. Talvez o Cassiano, o "indomável" da Bahia? Ou quem sabe, eu deveria chamar dois de uma vez novamente? O harém de ébano da Santa Isabel estava à minha disposição, e eu, a Sinhá, estava faminta.

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Comentários

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Apesar de estar se tornando repetitivo,continua brilhante pelo encanto das palavras descrições,sempre inovadoras. Ainda assim,espero o incremento de uma boa novidade.

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