O ar pesado do porão da igreja, local de estoque de folhetos e hóstias, estava impregnado com o cheiro de suor, sexo e conhaque barato. Larissa, de joelhos sobre um velho colchão de casal manchado, não era mais a novinha tímida. Seu olhar era vidrado, fixo na parede de concreto onde uma estampa desbotada de Jesus agonizava. A saia de renda que ela usava para “ajudar nos arranjos florais” estava jogada em um canto. Ela gemia baixo, um som rouco e contínuo, enquanto duas figuras se moviam atrás dela em um ritmo sincronizado e brutal.
O Pastor Valdomiro e seu irmão, Vilmar, um homem igualmente grande e de olhos frios que “trabalhava na segurança” da igreja, eram sócios em empreitadas muito mais sombrias do que a obra divina. Vilmar era o braço forte, o executor silencioso dos desejos mais perversos do pastor. E Larissa havia se tornado o objeto central de sua comunhão doentia.
“Abre mais, sua santinha arrombada”, rosnava Vilmar, suas mãos calejadas apertando a cintura dela, enquanto seu membro, tão impressionante quanto o do irmão, encontrava espaço no mesmo caminho já dilatado e frouxo que Valdomiro acabara de deixar. Era uma dupla invasão, uma posse total. Larissa sentia-se dividida, preenchida de uma forma que a fazia perder a noção de onde um corpo terminava e o outro começava. A dor era um fundo constante, mas o prazer, derivado da humilhação absoluta e da submissão total, era avassalador.
“É isso! Enche a puta do irmão Bruno! Enche de porra!”, gritava Valdomiro, de pé, observando a cena com os olhos ardentes, enquanto se alisava. Ele pegou uma garrafa térmica de um litro, vazia, que antes levava café para os eventos da igreja. “Hoje a gente vai fazer uma oferta de libação. Um litro de glória dentro desse altar profano.”
A cena desdobrou-se em uma pornografia de violência e degradação. Os dois homens, revezando-se, usaram-na por horas, até que o cansaço os atingiu, mas não a vontade. Quando finalmente se aproximaram do clímax, ordenaram-na de quatro, com a boca aberta sobre a garrafa térmica vazia.
“Vai tudo pra dentro, sua vagabunda consagrada. Cada gota”, ordenou Vilmar, com uma voz que não admitia questionamento.
E eles cumpriram a promessa. Em jatos grossos e quentes, primeiro Valdomiro, depois Vilmar, encheram o recipiente. Quando terminaram, a garrafa estava cheia até a borda com um líquido branco e espesso. Larissa, em transe, ofegante, com o corpo tremendo e o ânus completamente relaxado e exposto, recebeu a ordem final.
“Bebe.”
Ela pegou a garrafa com mãos trêmulas. O cheiro a fez revirar o estômago, mas o olhar dos dois homens era mais forte. Ela engoliu, goles grandes e difíceis, enquanto lágrimas de uma emoção indescritível escorriam por seu rosto. Quando a garrafa foi posta de lado, vazia, seu próprio corpo, sob o estresse extremo, traiu-a. Um fluxo involuntário e marrom escapou dela, manchando o colchão.
“Limpa”, disse Valdomiro, apontando para o local.
Sem hesitar, Larissa se abaixou e lambeu a sujeira, engolindo tudo, completando o ciclo de abjeção. O ápice da sua transformação de esposa em objeto.
Vilmar, entretanto, não estava parado. Desde o início, um celular profissional estava fixado em um tripé, gravando tudo. Cada ângulo, cada gemido, cada ordem obedecida, cada gole da garrafa, o ato final de degradação. Ele editou o vídeo com uma períeta sombria, colocando uma música gospel irônica de fundo, pixelando os rostos dos homens, mas deixando o rosto de Larissa perfeitamente nítido, assim como a tatuagem discreta que ela tinha na nuca, conhecida por Bruno e alguns amigos próximos. Ele postou em fóruns obscuros, em sites pornográficos, com títulos como “Esposinha Devassa da Igreja Universal” e “Novinha Crente Toma Litro dos Pastores”.
O vídeo viralizou em círculos específicos. Tornou-se uma lenda urbana digital. Larissa, sem saber inicialmente, começou a receber olhares diferentes na rua, na fila do mercado. Homens a encaravam com um misto de reconhecimento e lascívia. Algumas mulheres sussurravam, horrorizadas ou fascinadas. Uma amiga distante, chocada, mandou o link para Bruno em uma rede social, com a mensagem: “Isso não é a Larissa???”. Bruno, que raramente acessava essas plataformas, não viu.
Larissa, porém, viu. Encontrou o vídeo por acaso, ao pesquisar o nome da igreja em um falso impulso de curiosidade mórbida. O choque gelou seu sangue por um instante. Depois, para sua própria surpresa, veio uma onda quente de… poder? Notoriedade? A completa destruição de sua antiga persona. Ela assistiu a si mesma, e em vez de vergonha, sentiu um orgulho perverso. Ela era famosa. Era desejada por milhares de homens anônimos. Era a rainha do pecado que aqueles dois homens haviam criado.
Em casa, seu desprezo por Bruno atingiu novos patamares. Ela nem mesmo fingia cansaço. Ignorava-o. Deixava a comida queimada, respondia com monossílabos, recusava qualquer toque com um resmungo de nojo. Bruno, cada vez mais confuso e deprimido, agarrava-se ainda mais à figura do Pastor Valdomiro, que o consolava com palavras de sabedoria sobre “fases difíceis do casamento” e “a fraqueza da carne feminina”.
Enquanto isso, nos porões da igreja e em motéis baratos, o ritual continuava. Agora, Larissa pedia mais. Pedia para ser filmada de novo. Sugeria poses. O vídeo não era mais uma violação; era seu portfólio, sua coroa de espinhos invertida. Ela e os dois homens formavam uma trindade profana, e a fama digital de Larissa era o sacramento que alimentava sua perversão. Bruno vivia sob o mesmo teto que uma lenda pornográfica, uma mulher completamente quebrada e remontada como um ícone da obscenidade, e sua única âncora era o próprio arquiteto daquela ruína, que lhe apertava a mão aos domingos com um sorriso de piedade infinita. A casa dele era um palco, sua vida um engano, e sua esposa, a estrela de um filme de horror que ele era o único a não ver.
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