DEMÔNIO COLORIDO 😈😈 Capítulo 5

Um conto erótico de Dan
Categoria: Homossexual
Contém 1060 palavras
Data: 06/01/2026 00:17:40
Assuntos: Gay, Homossexual

O sol ainda nem tinha nascido completamente quando Robinson começou a se mexer na cama.

Respirava rápido.

A camiseta grudada no peito suado.

O lençol embolado entre as pernas fortes.

O rosto em chamas.

Ele estava preso entre sonho e realidade — e naquele sonho, a boca de Daniel estava tão perto da dele.

A respiração dele falha.

O corpo inteiro reage de novo à lembrança involuntária daquele quase-beijo.

E então ele acorda de vez.

Abre os olhos, se senta abruptamente, passa a mão no cabelo completamente bagunçado e…

— “Aaaaaahhhh… MAS QUE PORRA FOI ESSA?!”

A voz sai alta, irritada, confusa e… claramente excitada.

Ele olha para baixo, vê a situação evidente ali, no volume marcado sob o shorts de dormir, e leva as duas mãos ao rosto:

— Não… não, não, NÃO… eu não… eu NÃO SONHEI COM O DANIEL, né?! — ele fala sozinho, como se precisasse convencer o universo.

Mas ele sonhou.

E não foi um sonho normal.

Foi intenso.

Quente.

Romântico.

E daquele tipo que deixa o corpo inteiro em alerta.

— Mas que droga… — ele resmunga, tentando respirar fundo.

Ele tenta levantar da cama e quase tropeça, porque as pernas ainda estão fracas — o sonho tinha sido tão real que deixara ele cansado, como se tivesse corrido uma maratona.

Ou feito outra coisa.

Robinson aperta os olhos, frustrado.

— Eu nem gosto dele assim! — ele protesta, sozinho no quarto. — Ele é só… o Daniel! O menino quieto! Por que eu ia… ah meu Deus…

Ele se joga de volta na cama.

Tenta esquecer.

Mas a lembrança do rosto de Daniel — suave, próximo, quase tocando o dele — puxa outro arrepio involuntário.

— Chega — ele diz tentando se controlar. — Foi só um sonho. Um sonho idiota. Eu tô cansado. Tô com a cabeça cheia. Só isso.

Mas ele não acredita na própria desculpa.

E, pela primeira vez, Robinson sente um pequeno pânico gostoso e proibido no peito.

Algo dentro dele tinha despertado.

E ele não fazia ideia do motivo.

Mas você sabe, Daniel.

Dante sabe.

Eu sei.

E amanhã, quando vocês se encontrarem, ele vai ficar estranho.

Vai olhar rápido demais.

Vai desviar o olhar rápido demais.

Vai parecer irritado… mas é só vergonha e desejo misturado.

O começo perfeito.

O quarto de Daniel ainda está na penumbra quando ele desperta — não naturalmente, mas porque alguém está sentado na beira da cama, observando-o com os olhos claros brilhando no escuro.

Dante.

Em sua forma humana. Agora transformado em um homem lindíssimo

O cabelo caindo bagunçado sobre a testa.

A pele pálida contrastando com o quarto.

Aquele sorrisinho debochado de quem sabe exatamente o que fez.

Daniel arregala os olhos:

— D-Dante?! O que você tá fazendo aqui?!

D

ante inclina a cabeça, as mechas claras acompanhando o movimento.

— Você dorme pesado, sabia? — ele provoca, com a voz baixa.

— Mas valeu a pena. O sonho ficou… delicioso.

Daniel fica vermelho.

— E-ele… o Robinson… viu?

Dante dá um risinho satisfeito, apoiando o cotovelo no joelho e a mão no queixo, como alguém prestes a fofocar.

— Viu? Ele viveu.

E acordou… hmm… “motivated”.

Digamos que seu atleta favorito levantou da cama mais… animado do que nunca.

Daniel tapa o rosto com as mãos.

— Meu Deus… você fez ele sonhar comigo daquele jeito?!

— Eu fiz você ENTRAR no sonho dele que já existia — Dante corrige. — A diferença é importante. Eu só abro a porta, quem entra… é você.

Dante aproxima o rosto um pouco mais — os olhos brilhando, aquele charme perigoso no sorriso.

— E o Robinson recebeu muito bem a visita. Melhor do que eu imaginava, aliás.

Daniel engole seco.

— Ele… ele acordou falando alguma coisa?

Dante dá uma gargalhadinha triunfante.

— “Aaaaaahhhh… MAS QUE PORRA FOI ESSA?!”

Palavras dele, do jeitinho que você queria.

Daniel enfia a cabeça no travesseiro de vergonha e êxtase.

Dante se levanta, passando a mão pelos fios do cabelo e olhando pela janela.

— Agora começa a parte divertida — ele diz. — Ele vai tentar ignorar… vai fingir que não foi nada… mas o corpo dele já sabe. O desejo já entrou. E você? Você só precisa… empurrar um pouquinho mais.

Daniel olha para Dante, confuso.

— E você vai me ajudar?

Dante vira devagar, com aquele sorriso de pura malícia celestial.

— Daniel, eu tô aqui pra isso.

Pra te dar o que você quer — e pra ver até onde você aguenta.

Ele se inclina, sussurra no ouvido de Daniel:

— E eu ainda nem comecei.

Dante está ainda no quarto de Daniel, encostado na escrivaninha, brincando com um lápis como se fosse uma criatura entediada demais para o mundo humano.

— Muito bem… — ele diz, olhos azuis fixos em Daniel. — Eu já mostrei que posso virar a cabeça do seu atleta favorito de ponta-cabeça. Agora me diga… qual a segunda coisa que você mais quer?

Daniel hesita.

— A segunda coisa?

Dante revira os olhos e abre os braços.

— Sim, Daniel. Humanos nunca querem uma coisa só. Tem sempre outra por trás. Uma ferida antiga. Uma carência. Um sonho besta. Vai… fala. O que você quer?

Daniel morde o lábio, pensa. Seus olhos descem. Ele suspira.

— Eu… eu quero ser popular.

Dante congela. Pisca duas vezes.

Depois solta um suspiro dramático, cansado, quase paternal.

— Ah, não… isso DE NOVO?

Daniel arregala os olhos.

— D-de novo?

Dante passa a mão no cabelo, irritado, mas sem perder o charme.

— Daniel… eu já vi séculos de adolescentes fazendo esse pedido. É impressionante como as décadas passam e a juventude continua obcecada com essa bobagem de “popularidade”. — Ele imita aspas no ar. — Querido, vocês não aprendem NADA.

Daniel baixa a cabeça, envergonhado.

— Eu só… tô cansado de ser ignorado, Dante… cansado dos valentões, de ninguém me ver…

Dante fecha a expressão.

Não por compaixão — mas por impaciência.

— Tá, tá, tá… chega de drama. — Ele estala os dedos. — Se é isso que você quer… AQUI VAI.

Um estalo seco.

A luz do quarto parece tremer.

O ar se dobra por um segundo como calor no asfalto.

Daniel pula de susto.

Dante boceja.

— Pronto. Agora vai lá, estrela. Vai viver sua vidinha social. — Ele acena com a mão, displicente.

Daniel sai do quarto apressado, arrumando a mochila.

Quando a porta se fecha…

Dante fica sozinho.

E então, com a postura relaxando devagar, ele sorri.

Um sorriso lento, lisonjeiro, perigoso.

— Ele vai ser popular… — murmura. — Cada vez mais.

Conforme o tempo passar…

A risada que segue é baixa.

E definitivamente não promete coisa boa.

CONTINUA...

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Foto de perfil de DanizinhoDanizinhoContos: 231Seguidores: 139Seguindo: 5Mensagem Autor Paraibano de 29 anos, escrevo na casa dos contos desde 2017, com experiência em contos voltados ao público jovem (embora tenha um público cativo maduro também), não tenho nada contra o maniqueísmo embora nos meus contos eu sempre prefira mostrar personagens humanizados que cometem erros, acertos e possuem defeitos e qualidades, meu maior sucesso foram os contos

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