O suor escorria pelo corpo de Gustavo, delineando cada detalhe tenso enquanto ele permanecia deitado na máquina de supino, o peito subindo e descendo em respirações pesadas. Seus olhos, semicerrados, devoravam Luiz Felipe de cima a baixo. O jeito como a regata colada grudava na pele úmida, marcando os mamilos endurecidos pelo esforço, a curva perigosa da virilha apertada no short curto.
— O que vocês estão cochichando aí, hein?
Gustavo perguntou, voz fraca de cansaço, quase falhando, sem tirar os olhos do homem que o deixava louco.
Luiz Felipe se aproximou devagar, os lábios curvados num sorriso lento e predador. Ele se inclinou sobre Gustavo, tão perto que o calor de seus corpos se misturava, o perfume amadeirado dele invadindo as narinas do garoto.
— Tenho uma péssima notícia pra você… — murmurou, a voz grave roçando a orelha de Gustavo como uma carícia proibida. — Já chegou o fim do treino. Anda, vamos. O dia mal começou… Como você está se sentindo, hein?
Gustavo engoliu em seco, sentindo o pau pulsar dentro do short só com aquela proximidade.
— Cansado… dolorido… — respondeu, os olhos brilhando de desejo contido.
Manu soltou uma gargalhada baixa e safada, balançando os quadris de leve enquanto se aproximava.
— Isso não é nem o começo, amor. Deixa esse corpinho esfriar que você vai ver o que é dor de verdade…
Luiz Felipe estendeu a mão, os dedos longos e fortes roçando de propósito a palma suada de Gustavo ao ajudá-lo a levantar. O toque durou mais do que o necessário, um aperto sutil que fez Gustavo morder o lábio inferior.
— Obrigado, Luiz Felipe… por tudo. E desculpa meu irmão te meter nessa confusão toda.
Luiz Felipe se inclinou ainda mais, o hálito quente contra o pescoço do garoto.
— Imagina, Tavinho… — sussurrou, usando o apelido carinhoso que só ele usava. — Você sabe que eu gosto muito de você, não sabe? Isso aqui… — os olhos desceram devagar pelo corpo de Gustavo, parando na virilha evidente — …é muito bom. Pra mim. Pra nós.
Ele se afastou um passo, mas o olhar permaneceu faminto.
— Agora não dá tempo… tenho que me arrumar pro trabalho. Mas que tal na hora do almoço?
Gustavo piscou, confuso, o coração martelando.
— O que tem na hora do almoço?
Luiz Felipe sorriu de lado, lambendo discretamente o lábio inferior.
— Topa almoçar comigo no self-service “Comida de Vó”? Eu queria mesmo era te levar pra um lugar mais… íntimo, com luz baixa, vinho… mas por enquanto… — ele baixou a voz — …vai ser lá. Você topa?
— Quero. Claro que quero! — Gustavo respondeu rápido demais, o sorriso explodindo no rosto, os olhos brilhando de empolgação. Logo em seguida se conteve, sentindo olhares curiosos na academia, o rosto pegando fogo.
— Ok… quer que eu passe no estúdio pra te buscar ou…?
— Não, não precisa. Melhor a gente se encontrar direto lá.
Gustavo respondeu, a voz tremendo de antecipação.
Caminharam juntos até em casa, moravam tão perto que o ar entre eles parecia carregado de eletricidade. Luiz Felipe entrou primeiro. Manu e Gustavo seguiram.
— Hummmmm… alguém vai ter um encontro…
Manu provocou, voz alegre e provocativa, os olhos dançando maliciosos.
Gustavo sentiu o rosto queimar, desejando sumir, que o chão se abrisse para ele entrar e ficar lá dentro.
— Então você ouviu?
— Cada palavra, meu bem.
— E o que você acha?
— Acho que ele esta muito na sua.
— Então você… você…. sabe?
Gustavo sussurrou, voz falhando.
— Que você é gay? — Manu riu baixinho, colocando a mão no ombro de Gustavo.— Amigo… Como vou te explicar isso… acho que as únicas duas pessoas no universo que não sabem é seu irmão e o Romario. Mas pela forma como eles te tratam e tentam te mudar, acho que no fundo eles sabem só não admitem ou não aceitam sei lá.
— Ai, amiga… e agora?
— Se eles não querem saber, eu não vou contar.
Manu piscou.
— Mas e o Luiz Felipe?
Questionou Gustavo.
— Esse foi uma surpresa até pra mim. Claro que eu via você secando ele… e confesso, já peguei umas olhadas dele pra você que… digamos que não eram exatamente fraternas. Se eu soubesse que ele curtia, já tinha trancado vocês dois num quarto faz tempo, kkkkk.
Gustavo riu, envergonhado e excitado.
— Ai Manu você não existe! E ai vai entrar?
— Não, preciso ir, tomar um banho e trocar de roupa, nos encontramos no estúdio daqui a pouco. Além disso, estou puta com seu irmão.
— Não quero que fiquem brigados por minha causa.
— Por sua causa ou pela mentalidade de ostra dele? Amigo, primeiro independente de ser ou não sua cunhada sou sua amiga e sempre, sempre vou estar do seu lado e em segundo lugar independente de ser com você ou com qualquer outra pessoa eu não vou passar a mão na cabeça do Eduardo se ele estiver sendo um babaca preconceituoso.
— Ok Você está certa.
Manu deu um beijo estalado na bochecha dele e continuou andando para sua casa. Gustavo entrou em casa, tomou banho… e, inevitavelmente, se entregou. A mão deslizou devagar pelo pau duro, imaginando a boca de Luiz Felipe, seus lábios, o corpo forte o prendendo contra a parede. Gozou forte, gemendo baixinho o nome dele, imaginando se aquele almoço seria só comida… ou algo muito mais faminto.
Horas depois, na loja Elegance, o ar-condicionado não dava conta do calor que Felipe Luiz sentia ao ver Matilde se movimentar entre as araras. O vestido justo abraçava as curvas generosas, o decote profundo revelando a pele macia e bronzeada. Ela se inclinou para arrumar uma prateleira e Felipe Luiz não resistiu: aproximou-se por trás, o volume já evidente roçando de leve contra a bunda dela.
— Bom dia, Seu Roberto. Não sabia que estava na cidade
Cumprimentou Luiz Felipe ao chefe, voz firme, O cumprimento do irmão chegou aos ouvidos do jovem safado que disfarçou arrumando algumas peças, assim como Matilde.
Roberto cumprimentou o funcionário e chamou todos para uma reunião falando de promoções, mas seus olhos se estreitaram ao notar o braço enfaixado de Luiz Felipe. O Luiz Felipe, então, se ofereceu para ser o único modelo da campanha, exibindo o corpo fazendo poses de fisiculturismo. Roberto hesitou em tomar uma decisão ali e decidiu ir ao estúdio de fotografia conversar com Oswaldo.
No estúdio, a conversa entre os empresários fluiu.
— Roberto bom dia, não sabia que estava de volta.
— Cheguei ontem a noite Oswaldo e como estão as coisas em Serra Verde?
— O mesmo de sempre aqui o tempo parece parar as vezes.
— Ta ai algo que não sinto falta quando estou longe, principalmente na capital. a única coisa que sinto falta é dessa maravilhosa aqui, minha mulher.
— Eu não sei como o senhor consegue, eu não conseguiria ficar longe tanto tempo assim da minha Val.
— Ossos do ofício seu Oswaldo, mas vamos ao que interessa. como está o andamento do marketing do mês de promoção da loja?
— Olha , da minha parte está agendada para a semana que vem as fotos com os modelos, que vão ser os quatro vendedores da loja não é isso?
— Era, mas agora temos um problema, nosso garotão aqui foi dar uma de herói e olha o que aconteceu…
Disse Roberto puxando Luiz Felipe para perto e mostrando seu braço enfaixado.
— È eu fiquei sabendo, mas acho que o senhor não precisa se preocupar com isso. Só um minutinho, Manu por favor venha aqui, Gustavo você também.
Gustavo veio até a sala de reuniões e quando viu Luiz Felipe seu coração disparou, mas a vergonha queimou seu rosto era como se todos na sala soubessem o que estava acontecendo e julgando ele o que de fato não era verdade. O cheiro de Luiz Felipe pairava pelo ar e como um cachorro Gustavo o farejava e sorvia como se fosse o próprio ar que ele precisava respirar.
— Manu dá uma olhada, você acha que com maquiagem você consegue esconder esse corte?
Pergunta Seu Oswaldo.
— Hum creio que sim, Você pode tirar a faixa Luiz.
Pede Manu.
— Posso sim.
Responde Luiz Felipe.
— Eu ajudo.
Se prontificou Gustavo, os dedos tremendo ao tocar a pele quente do braço do homem. Enquanto isso, seus olhos inevitavelmente desceram para o volume marcado na calça social de Luiz Felipe que sorriu. Felipe Luiz ficou um pouco confuso com o que estava vendo, mas logo voltou seu foco para o decote de Matilde.
Com o corte exposto, Maria Eduarda avaliou e respondeu com convicção.
— Sem problemas eu cubro com uma bandagem especial e faço uma maquiagem por cima que ninguém vai notar, além disso até o dia das fotos já estará mais cicatrizado. Nem me lembrei de te dizer mas eu tenho uma pomada que geralmente é usada em quem faz tatuagem que é ótima cicatrizante. O que você está passando?
Explica Maria Eduarda.
— Minha mãe está fazendo o curativo, ela é enfermeira, sabe como é.
Enquanto Gustavo ajudava a refazer o curativo, Oswaldo e Roberto discutiam sobre os estilos de fotos, cores e produtos que seriam anunciados e fotografados.
— Bem que você poderia me dar mais apoio aqui né Matilde?
Disse Felipe Luiz dando uma leve encoxada em Matilde.
— Se comporta, garoto… quer me ferrar? — sussurrou, mas a mão deslizou disfarçadamente por cima da calça dele, apertando de leve o pau semi-duro.
Luiz Felipe mordeu o lábio, os olhos escurecendo de tesão.
— Quero mais destaque, sou mais alto, sou mais novo, mais forte, porque o Luiz Felipe que será destaque se ele está até machucado?
— Porque o SEU irmão é o líder de vendas da loja, ele é simpático, carismático e o Roberto quer assim. Será que da pra pelo menos fingir não esta com inveja do seu irmão?
— Não é inveja não, é que parece que sou invisível perto dele.
— Pois eu não acho você nada invisível.
Matilde respondeu, sussurrando, dando uma última apertada antes de se afastar e abraçar o marido com um sorriso angelical.
O dia seguiu, mas a mente de Gustavo estava em Luiz Felipe, no cheiro que ficou em suas mãos, na promessa do almoço, na forma como o pau dele marcava a calça quando ele se mexia.
No fim da manhã, a tensão entre Felipe Luiz e Matilde explodiu.
Eles se encontraram na área de estoque, entre caixas altas de papelão e cabides cobertos por plásticos. A luz era fraca, apenas uma lâmpada amarelada balançando no teto. O ar cheirava a tecido novo e desejo reprimido.
Matilde puxou o jovem musculoso para dentro, trancando a porta com um clique suave. Sem dizer nada, colou o corpo no dele, as mãos subindo pelo peito largo enquanto a boca encontrava a dele num beijo faminto, línguas se enroscando com urgência.
Felipe Luiz gemeu contra a boca dela, as mãos grandes descendo para agarrar a bunda redonda com força, puxando-a contra si até que ela sentisse cada centímetro do pau duro pulsando contra sua barriga.
— Você me deixa louco, sua safada…
Disse o Jovem vendedor, mordendo o pescoço dela, chupando a pele até deixar uma marca vermelha. Matilde arqueou o corpo, esfregando os seios contra o peito dele, os mamilos duros visíveis sob o tecido fino.
— Cuidado seu tarado, se deixar marca o corno pode desconfiar. Mas vai logo, me fode logo antes que alguém venha…
Sussurrou a infiel, abrindo o zíper do funcionário com dedos ágeis e libertando o pau grosso e latejante.
Ela se ajoelhou devagar, os olhos fixos nos dele, lambendo os lábios antes de envolver a cabeça com a boca quente e úmida. Felipe Luiz jogou a cabeça para trás, os músculos do pescoço tensionando, um gemido rouco escapando enquanto empurrava os quadris devagar, fodendo a boca dela com movimentos controlados.
De repente, passos no corredor.
— Luiz Felipe? Matilde? Vocês aí?
A voz de Roberto ecoou, aproximando-se.
Eles congelaram. Matilde tirou a boca devagar, um fio de saliva ainda conectando os lábios ao pau brilhante. Felipe Luiz a puxou para cima num movimento rápido, virando-a de costas contra uma pilha de caixas, o pau ainda duro pressionado entre as nádegas dela por cima do vestido.
— Estamos organizando umas caixas, chefe! Já vamos!
Respondeu Felipe Luiz , voz firme apesar da respiração acelerada.
Matilde mordeu o lábio para não gemer, sentindo a glande roçar sua entrada por cima da calcinha encharcada.
Felipe Luiz girou Matilde de frente, beijando-a com violência, uma mão entre as pernas dela, dedos invadindo a calcinha e encontrando o clitóris inchado.
— Depois a gente termina isso… — prometeu ele, voz rouca de tesão. — E vai ser bem fundo.
Matilde sorriu, lambendo os lábios inchados.
— Pode apostar que sim.
Roberto estranhou a porta fechada e colocou a mão na maçaneta, mas neste momento a porta se abriu.
— Felipe Luiz saiu carregando algumas caixas de sapato.
— Onde esta o seu irmão? Ele esta ai dentro com vocês?
— Não, não vi ele, não esta la em baixo na loja?
— Não o encontrei… Porque a porta estava fechada?
— Deve ter sido o vento…
Respondeu Felipe Luiz descendo a escada.
— Ue o que você estava fazendo lá em cima?
Questiona Luiz Felipe encontrando o Irmão no pé da escada.
— Eu estava buscando mercadoria, mas se eu fosse você me preocuparia mais com a sua vida que a minha, o chefe esta te procurando, onde você estava?
Deu a invertida e saiu Felipe Luiz.
Enquanto isso, Gustavo contava os minutos para o almoço editando fotos e conversando com Manu.
Continua…
Autor: Mrpr2