Minha Irmã Viu Meu Nude e Agora Tudo Mudou - PARTE 7

Um conto erótico de nerdincestuoso
Categoria: Heterossexual
Contém 3709 palavras
Data: 28/01/2026 21:02:53

Acordei com um punhado de moletom e o gosto azedo de bafo matinal na boca. A primeira pista de que algo tinha mudado era o calor irradiando do outro lado do colchão: a Manda, virada pra longe, enrolada feito um camarão, meu braço direito jogado sobre a cintura dela como se tivesse protegendo ela de monstros imaginários ou, mais provável, de mim mesmo.

A segunda pista era a dureza inconfundível pressionando na bunda dela—a minha própria, eu aparentemente tinha decidido armar a barraca enquanto dormia. Tentei me mexer pra trás, pra desengajar, mas a mão da Manda pegou a minha debaixo do cobertor. Ela já tava acordada.

"Movimento suave, Romeu," ela disse, a voz um sussurro seco, quase divertida. O cabelo dela fez cosquinha no meu maxilar.

"Desculpa," rosnei, meio esperando que ela se afastasse bruscamente. Mas ela não fez. Ela só segurou minha mão no lugar, bem onde tava: debaixo da bainha do moletom, pele com pele. Conseguia sentir a curva da barriga dela, chocantemente macia, lisa como as costas da minha própria mão. Meu pau pulsou em protesto, ainda preso entre minhas coxas, insistente.

Ela rebolou pra trás, se esfregando em mim, não acidentalmente dessa vez. "Sério, é como se você tivesse sempre ligado," ela disse.

Senti meu rosto ficar vermelho, mesmo que ela não pudesse ver no escuro. "Não é, quer dizer, é só—biológico."

Ela bufou. "Aham. Culpe a ciência, não a ereção." Ela deu um aperto na minha mão, depois moveu alguns centímetros pro norte, enfiando meus dedos logo abaixo da curva inferior do peito dela. Sem sutiã. Só pele nua, quente e, puta merda, ela tava basicamente nua debaixo do moletom.

Congelei, mil alarmes disparando no meu cérebro.

Ela moveu os quadris de novo, mais devagar dessa vez, depois sussurrou, "Você quer que eu pare, ou o quê?"

Minha garganta tava seca. "Não," disse, mal audível. Pareceu uma confissão.

Ela soltou minha mão e deixou descansar onde tinha colocado. Esperei, meio convencido de que era uma pegadinha, que ela ia virar de repente e me dar um soco na cara. Mas ela só ficou ali, respirando devagar, as costas pressionadas no meu peito, minha palma agora rente contra o peito direito dela, o mamilo firme e quente debaixo do meu polegar.

Não me movi. Por um minuto, éramos só nós, um diagrama vivo de incesto acidental, e eu tava com medo demais pra fazer qualquer coisa exceto tentar não morrer de vergonha. Mas a Manda não tava com medo. Ela rebolou os quadris de novo, arrastando meu pau ao longo da bunda dela, e dessa vez ela riu. "Uau, beleza. Isso é... novo."

"É culpa sua," murmurei, rosto enterrado no cabelo dela. "Você continua se esfregando."

"Talvez eu goste de me esfregar," ela sussurrou. "Talvez eu esteja tentando chamar sua atenção há dias e você é bobo demais pra notar."

Abri a boca, mas nada saiu.

Ela bufou de novo, depois disse, "Cara, você tem permissão pra me tocar. Você não precisa só... pairar."

Foi como se alguém tivesse virado uma chave no meu cérebro. Minha mão, de repente desparalisada, começou a explorar—cuidadosamente no começo, traçando o arco do peito dela, a saliência da aréola, a nitidez do mamilo. Ela arqueou contra o toque, mal perceptível, mas o suficiente pra deixar claro que isso não era só permitido mas encorajado.

Dei um beliscão gentil no mamilo dela. Ela puxou o ar sibilando, depois riu de novo. "Jesus, você é tão nerd. É sua primeira vez?"

"Cala a boca," disse, mas não parei. Meu pau latejava, vazando pré na cueca, e eu queria morrer e viver pra sempre ao mesmo tempo.

Ela virou a cabeça, encontrou meus olhos na escuridão. "Me beija, otário."

Eu beijei. Nossos narizes bateram no começo, e nós dois rimos, e então ela travou os lábios nos meus e mordeu, gentil mas definitiva, a língua dela passando na costura da minha boca como se quisesse entrar. Eu deixei. O beijo foi babado, faminto, e perfeito. Minha mão livre encontrou a cintura dela, depois deslizou pra baixo sobre a curva do quadril, procurando pela bainha do short. Ela continuou mordendo meu lábio inferior, como se tivesse testando a durabilidade. Minha mão encontrou pele nua, depois o elástico do short de pijama, depois a dica mais nua da bunda dela.

A própria mão dela, enquanto isso, tava ocupada com meu pau, que ela agarrou através da cueca e apertou. Forte. "Isso é tanta coisa," ela sussurrou, mas não soou chateada. Ela soou como se tivesse acabado de vencer um nível chefe na primeira tentativa.

Ficamos nos pegando assim por um tempo, trocando saliva e risadinhas, até ela finalmente rolar pra ficar de frente pra mim. O moletom caiu aberto no peito, e tive minha primeira visão real dela. Tava escuro, mas não tão escuro que eu não conseguisse ver o contorno: os peitos dela, perfeitos e pequenos e com pontas de mamilos afiados, a barriga reta, o jeito que os lábios tavam rosa e molhados de beijar.

Ela me encarou, desafiadora. "Você pode tocar os dois, sabe. Eles vêm num conjunto."

Gemi. "Você vai ser minha morte."

"Bom," ela disse, depois guiou minha outra mão pro peito esquerdo dela, se sanduichando entre minhas mãos. Ela fechou os olhos, o rosto relaxando, e eu só... brinquei. Amassei, apertei, passei os dedos por cada centímetro como se tivesse tentando memorizar o formato pra depois. Ela fazia barulhinhos—meio suspiros, meio hums—e quanto mais eu tocava, mais perto ela pressionava os quadris nos meus.

Depois de um tempo, ela alcançou pra baixo e deslizou a mão pra dentro da minha cueca. Quase pulei fora da pele. Ela encontrou meu pau, quente e já vazando, e começou a acariciar devagar, como se tivesse testando os controles.

"Caramba, cara," ela sussurrou. "Você é realmente—hm. Você é grande."

Tentei dizer algo sagaz, mas ela já tava se movendo de novo, guiando minha própria mão pra baixo passando pelo short dela, debaixo do elástico, até meus dedos roçarem o topo da buceta dela. Tava depilada lisa, um pouco úmida, e tão, tão quente.

"Vai em frente," ela disse, mal acima de um sussurro. "Não é uma armadilha."

Deslizei meus dedos ao longo da fenda, sentindo ela ficar mais molhada a cada segundo. Ela abriu as pernas só o suficiente pra eu ter uma sensação real, e mergulhei meu dedo do meio dentro dela, devagar e cuidadoso.

Ela arfou, depois tapou a própria boca com a mão. "Desculpa," ela sussurrou. "Só—não para, tá?"

Não parei. Dedilhei ela devagar, deixando os quadris dela fazerem o trabalho, e ela balançava contra mim, o rosto pressionado no meu peito agora, cabelo caindo por todo lado. De vez em quando ela mordia minha clavícula, ou meu pescoço, ou só respirava no meu ouvido, mandando arrepios pelo meu corpo todo.

Era como estar no loop de feedback mais esquisito e erótico do mundo.

Depois de um tempo, comecei a esfregar círculos ao redor do clitóris dela com o polegar, e ela cravou as unhas no meu ombro, forte. "Ai meu deus," ela sibilou, "não para, tô tão perto."

A masturbação dela no meu pau ficou mais rápida, mais desesperada, e senti meu próprio orgasmo construir no estômago, uma pressão que não tinha sentido antes. Tentei segurar, mas ela sentiu e apertou ainda mais forte. "Goza comigo," ela sussurrou, e então mordeu minha orelha, e então tudo foi fogos de artifício, calor, barulho.

Goz na minha cueca, como um adolescente maldito, mas não liguei. Continuei trabalhando o clitóris dela, e alguns segundos depois ela soltou um gemido minúsculo e estrangulado, quadris empinando forte o suficiente pra quase me jogar da cama.

Ficamos ali, ofegantes, suando, minha mão ainda dentro do short dela, a mão dela ainda no meu pau agora mole. Por um longo tempo, nenhum de nós falou.

Finalmente, ela rolou de costas e encarou o teto. "Bem," ela disse, "esse é um jeito de arruinar uma dinâmica familiar."

Não consegui evitar. Ri. "Você não tá nem um pouquinho arrependida, tá?"

Ela balançou a cabeça, olhos brilhantes. "Nop."

Ela limpou a mão nos meus lençóis e fez uma careta. "Preciso fazer xixi. Também, não faz isso ficar esquisito de manhã."

Ela levantou, puxou o short de volta pra cima, depois caminhou pro banheiro. Ouvi a descarga, depois água correndo.

Ela voltou alguns minutos depois, moletom fechado, cabelo uma bagunça. "Vou dormir no meu próprio quarto," ela disse, "caso a mãe venha checar a gente."

Acenei, estranhamente desapontado.

Ela se inclinou, me beijou nos lábios—mais gentil, dessa vez. "Boa noite, Bruno."

"Boa noite," disse, minha voz um destroço.

Ela deslizou pra fora da porta, e fiquei ali, encarando o teto, meu coração batendo tão forte que fazia o colchão tremer.

Não me sentia culpado. Me sentia vivo.

E queria mais.

*Manda: Ele realmente fez isso. A gente realmente fez isso. E agora?*

Acordei esperando ser assombrado—pela culpa, pelo fantasma da minha dinâmica familiar arruinada, pelo cheiro de sexo e a queimação lenta de que-porra-eu-acabei-de-fazer—mas tudo que consegui foi a ressaca padrão de inverno paulistano: boca seca, dedos do pé frios, e uma vontade de café.

A primeira coisa que fiz foi checar meu celular, pra ver se tinha algum tipo de mensagem pós-coital da Manda tipo: ei podemos nunca falar disso de novo?. Não tinha. Só um "Lembra de ser normal durante o café da manhã, idiota" da Manda.

O "idiota" pareceu um ramo de oliveira. Ou talvez um desafio. Não conseguia dizer.

Tomei banho, me esfregando até ficar vermelho, depois vesti jeans e uma térmica. Na cozinha, a mãe já tava fazendo panquecas, do tipo bom, aquelas com mini gotas de chocolate que derretem em minas terrestres minúsculas e perfeitas de dopamina. A Manda tava na ilha, scrollando no celular, o cabelo ainda molhado do próprio banho. Ela parecia como sempre parecia de manhã: cansada, subcaffeinada, já pensando no almoço.

Por um segundo, me perguntei se tinha inventado tudo. Se a noite inteira tinha sido um sonho febril, um subproduto de tesão suprimido e dias de tensão entre irmãos não resolvida. Mas quando a Manda olhou pra cima e encontrou meus olhos, ela sorriu de canto. Não de um jeito cruel—só um sorrisinho privado, um lembrete de que a noite passada não foi uma alucinação, e estávamos nessa juntos.

"Bom dia," ela disse, virando o celular pra baixo.

"Bom dia," ecoei, pegando uma caneca e andando em direção à Nespresso.

A mãe disse "Se vocês dois quiserem xarope, vão ter que abrir a garrafa nova. A velha solidificou."

A Manda pulou do banquinho. "Deixa comigo, Rainha," ela disse, com uma reverênciazinha.

Tentei observá-la sem observá-la. Ela se movia pela cozinha como se fosse dona, pés descalços, leggings pretas, uma camisa antiga do Charlie Brown Jr. que eu tinha quase certeza que costumava ser minha. Ela me passou o xarope com uma pequena reverência. "Não bebe tudo de uma vez."

Queria dizer algo, qualquer coisa, mas meu cérebro ainda tava carregando.

Sentamos e comemos juntos, nós três. A mãe continuou falando sobre os planos pro dia: um "concurso de lasanha" na casa da Tia Márcia, o que significava que ela ficaria fora até pelo menos cinco ou seis horas. A Manda anunciou que ia encontrar a Júlia no shopping, pra ajudar a escolher roupas pra algum encontro do Tinder.

"Você volta pro jantar?" a mãe perguntou, já meio fora da cadeira, olhando o relógio.

A Manda deu de ombros. "Volto pra casa eventualmente. Depende de quanto tempo a Júlia levar pra ter um colapso nervoso."

A mãe acenou, depois carregou a lava-louças como se tivesse se preparando pra batalha. Ela saiu com um beijo na minha testa e um "tentem não se matar" pro quarto em geral.

Depois que ela saiu de vista, a Manda levantou, limpou o prato, e pausou atrás de mim. Ela deixou os dedos passarem pelo meu ombro—tão rápido, tão sutil, eu poderia ter imaginado.

"Te vejo à noite, Bruno," ela disse, e tinha algo na voz dela que fez meu peito apertar.

Esperei até ouvir a porta da frente clicar, depois exalei. Encarei as migalhas de panqueca no meu prato, repetindo tudo que tinha acontecido nas últimas vinte e quatro horas.

De volta ao normal, disse a mim mesmo. Mas sabia que não era.

Nem perto.

A casa tava silenciosa exceto pelo zum da geladeira e o pingo gelado ocasional do aquecedor ligando. Deveria estar no céu—sem mãe, sem Manda, só eu e um dia cheio pra queimar com jogos, besteira pra comer, e qualquer sabor de toca de coelho do YouTube que pegasse minha atenção.

Em vez disso, só sentei na escrivaninha, encarando meu monitor, sentindo o fantasma dos lábios da Manda na minha orelha. Cada vez que entrava na fila do Valorant, minha mente vagava. Continuava perdendo pings e estragando jogadas básicas, tanto que meu squad começou a spammar o chat: morreu mano? lagando? vai bater uma e volta focado.

Se eles soubessem.

Dei alt-tab e scrollei pelas mensagens da manhã. Nada interessante, só os grupos de sempre. Então, bem na deixa, uma nova mensagem da Manda.

manda: então. sobre ontem à noite.

Minhas mãos ficaram suadas. Pairei sobre o teclado, sem saber se isso era uma preparação pra uma piada ou um pedido de ordem de restrição.

eu: o que tem?

Ela me deixou esperando por dois minutos. Conseguia ver a bolinha de digitando piscar ligada e desligada como se tivesse se editando.

manda: isso é tipo, uma parada agora? ou a gente teve um surto psicótico e só vamos fingir que não aconteceu?

Li cinco vezes, depois fui com meu instinto.

eu: sei lá, depende se você quer que seja uma parada.

A resposta veio tão rápido que tinha que ser pré-digitada.

manda: tá zoando? foi a coisa mais quente que já aconteceu comigo. desculpa se isso me faz esquisita.

eu: quer dizer, idem.

Encarei o chat, cérebro girando. Queria dizer algo suave, mas padronizei pra pânico-piada.

eu: vou ser inútil nos jogos por uma semana

manda: lol otário

Então, outra pausa, e uma foto: Manda, no nosso banheiro, fazendo careta no espelho, língua pra fora. Só uma selfie normal, exceto que o moletom que ela usava ontem à noite tava aberto, e por baixo só tinha pele. Ela deve ter tirado quando eu tava dormindo.

Ela tinha cortado pra você não conseguir ver muito, só clavícula e ombro nu e a dica mais minúscula de decote, mas foi o suficiente pra fazer meu pau acordar pra vida. Entrei em pânico e mandei de volta uma foto do meu teclado, luzes RGB em arco-íris completo. Um movimento clássico: redirecionar e desviar.

Ela mandou outra foto. Dessa vez, era ela num provador, sem calça, só um shortinho preto mostrando a curva da bunda. Ela tinha escrito "sua vez, nerd" depois.

Não consegui me impedir. Tirei uma foto da tela do meu computador, a tela de derrota da RAID, e mandei.

eu: isso é o que acontece quando você me distrai

Ela respondeu instantaneamente.

manda: bom. vc merece perder

Tava completamente duro agora, mas não tinha jeito de começar a bater com a chance da mãe ou da Manda entrarem. Em vez disso, só fiquei ali, dolorosamente ciente de quanto a queria, quanto queria vê-la de novo, tocá-la de novo.

Ela mandou outra mensagem:

manda: então ontem à noite foi coisa de uma vez? ou você faria de novo

eu: qualquer hora que você quiser

manda: QUALQUER hora? movimento ousado. cuidado com o que deseja

Teve outra pausa, depois uma nova foto entrou: a bunda dela, em shorts apertados, com uma marca de mão claramente visível numa bochecha. Quase cuspi meu café.

eu: cuidado, você vai me fazer gozar bem aqui na minha mesa

Ela respondeu com uma sequência de emoji de diabo, depois:

manda: não pode fazer isso a menos que eu esteja aí. essa é a regra

eu: você tá falando sério?

manda: mortalmente séria. nem pensa nisso a menos que eu diga

Me senti como se tivesse em outro planeta, flutuando e pegando fogo ao mesmo tempo.

Paramos de mandar mensagem por alguns minutos, e tentei focar em outra coisa, mas minhas mãos só tremiam no mouse. Tudo que conseguia pensar era na Manda, e o que ela poderia mandar em seguida, e o que faríamos quando ela chegasse em casa.

Quando ela chegou, eu tava enrolado mais apertado que uma mola. Encarei o relógio, contando os minutos, esperando pelo som da chave dela na porta.

Mas tudo que consegui foi outra mensagem.

manda: a caminho de casa. espero que vc não tenha trapaceado

Sorri. Nem chance no inferno.

Quando ouvi a garagem abrir, minhas palmas tavam suadas e meu coração tava na garganta, como se tivesse me preparando pra uma luta de chefe e então percebi que a luta era real e também o chefe era minha mãe. Fechei a janela do navegador—tá, as cinco janelas do navegador— e trotei escada abaixo, tentando parecer casual. Não como alguém que tinha passado a tarde alternando entre jogar e sexting à beira do desastre com a própria irmã.

A mãe entrou com o vento, uma travessa de lasanha equilibrada no quadril e o cabelo selvagem do frio. "Ajuda, por favor," ela chamou, e disparei pra área de serviço, pegando a bolsa dela antes que pudesse derrubar. O cheiro de batatas e queijo e algo herbal—cebolinha?—rolou da travessa como um cobertor quente.

Enquanto colocava a bolsa no balcão, a porta da frente abriu e a Manda deslizou pra dentro, bochechas vermelhas do vento, um gorro baixo sobre o cabelo. "Cheiro épico," ela disse, jogando sacolas de compras perto da escada.

"É épico," a mãe respondeu, já na metade do debriefing pós-festa. "A amiga da Márcia trouxe essa coisa louca de frango e batata, peguei a receita, e quero opiniões honestas, não sua arte performática de sempre."

Ela puxou pratos, e arrumei a mesa. A Manda alinhou os talheres com precisão exata, me lançando um sorrisinho privado quando a mãe não tava olhando. Conseguia sentir a faísca entre nós—cada vez que nossas mãos chegavam perto, cada vez que fazíamos contato visual.

Comemos juntos, nós três, como se fosse só mais uma noite e não o reator nuclear de tensão mais esquisito do mundo. A lasanha tava realmente incrível: queijuda, amidosa, mas não pesada, e a cebolinha adicionava um toque verde que fazia parecer menos bomba de carboidrato. A Manda mandou ver em duas porções, depois usou o garfo pra roubar frango extra do meu prato.

"Achei que tava de dieta," disse, e ela mostrou a língua, passando a ponta nos dentes do garfo antes de dar outra mordida. A mãe não notou, mas meu pau notou.

Depois do jantar, nos acomodamos na sala pra "hora da TV em família." A mãe reivindicou a poltrona, pernas encolhidas, um cobertor no colo. A Manda e eu pegamos pontas opostas do sofá, uma zona segura entre nós, mas a cada poucos minutos ela cutucava meu pé com o dela ou batia no meu joelho com uma almofada. Assistimos alguns episódios de Os Normais do início dos anosa grande comédia nacional se você não viu.

Às 20:30 em ponto, a mãe bocejou teatralmente e esticou os braços sobre a cabeça. "Hora de dormir de velha," ela anunciou. "Não botem fogo na casa."

"Nem sonharia com isso," a Manda respondeu, olhos piscando pra mim.

Ouvimos ela bater escada acima, fechar a porta, e ligar o audiobook, que ela sempre tocava no volume máximo porque você acharia que ela era meio surda de um ouvido. No segundo que a porta fechou, a Manda girou, todo o cool sumindo do rosto dela.

Ela atacou. Um segundo, ela tava na ponta dela do sofá; no próximo, tinha escalado pro meu colo e esmagado a boca na minha, mãos no meu cabelo, coxas apertando meus quadris. Ela me beijou como se tivesse faminta, língua pressionando pra entrar, a respiração quente e afiada com cebolinha e queijo. Beijei de volta, minhas mãos desajeitadas e desesperadas, agarrando na cintura dela, na bunda dela, qualquer coisa que pudesse segurar. Ela montou em mim, se esfregando contra a ereção na minha calça de moletom, fazendo barulhinhos que nunca tinha ouvido dela antes.

Beijamos até eu ficar tonto, até meus lábios doerem. Então ela recuou, ofegante, e descansou a testa na minha.

"Senti sua falta nerd," ela sussurrou, o que era insano porque tinha sido só oito horas.

"Idem," sussurrei, e falei sério.

Ela me beijou de novo, mais suave dessa vez, depois deslizou do meu colo e levantou. "Vou tomar banho," ela disse, voz baixa. "E talvez você devesse tentar ficar acordado até, digamos, três da manhã."

"Três?" ecoei, como um idiota.

Ela sorriu. "Ouvi dizer que é a hora do diabo."

Ela desapareceu escada acima, e fiquei ali, ereção furiosa, coração batendo, o gosto dela ainda na minha boca. Esperei até ouvir o chuveiro correndo, depois peguei meu celular e scrollei. Dito e feito, uma nova foto: as pernas da Manda, brilhando molhadas, toalha pendurada solta na cintura, legenda "Gostosa e limpa." A foto cortava logo abaixo do quadril, mas a dica era clara.

Uma hora depois do banho dela, tomei um eu mesmo. Aparelei, limpei, garanti que não cheirava a "nhaca de gamer," depois deitei na minha cama, encarando o teto, pau na mão mas recusando fazer qualquer coisa com ele. A cada poucos minutos checava o celular, só por precaução. Nada novo da Manda, só um link do YouTube de um companheiro de squad e uma notificação do Reddit.

Lá pelas 23:30, a casa tava em silêncio mortal. Enfiei a cabeça no banheiro—sem luz do quarto da Manda, sem música, nada. Talvez ela já tivesse dormindo. Talvez tivesse me zoando o tempo todo.

Me joguei na cama, tentei assistir TikTok, mas não conseguia focar. Cada músculo do meu corpo tava tenso com antecipação. Mesmo depois de apagar as luzes, só fiquei ali, ouvindo o vento contra a janela e a batida lenta e constante do meu próprio coração.

Não conseguia dormir. Não conseguia fazer nada além de contar as horas, esperando que a Manda realmente aparecesse.

E sabendo que se ela aparecesse, não ia parar ela.

Não por nada.

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