Ensinei meu marido a ser corno (e gostei). (2)
No dia seguinte, sábado, eu vesti um biquíni branco, novo, muito sensual e pequeno, que tinha comprado naquela semana, e perto das 9h fui para a piscina, onde me encontrei com a Gracielle e o marido. O Mancini ficou dormindo, apagado na cama. Não estava acostumado a gozar três vezes numa única noite e ficou exausto.
O pátio da piscina do condomínio é grande, tem três piscinas, uma de formato ovalado, uma maior, retangular e mais funda, e uma rasa para crianças. Nós estávamos próximos da piscina ovalada, nas cadeiras de descanso que ficam à volta, com a sombra de um guarda-sol.
Gracielle também estava com um biquíni verde bem clarinho, até menor do que o meu, fio dental, muito sexy. Ela tem um corpo maravilhoso também.
Uma hora em que o Sidonio foi buscar umas cervejas em sua casa, eu contei para a amiga, como tinha sido a noite de sexta-feira no motel, a nossa conversa na banheira, e como as nossas suspeitas de que o meu marido tinha fetiche cuckold, haviam se confirmado. Ela falou:
— Eu sabia que o seu marido tinha tudo para ser seu corno. Ele deve estar louco de desejo de ver você dando para outro, mas ainda deve estar cheio de medo de confessar.
— É verdade. – Comentei.
— Mas nós podemos ajudar. – Ela disse.
— Como assim? – Perguntei intrigada.
A Gracielle explicou:
— Eu chamo o Leleco, e deixo você ficar com ele, você vai dar para outro, para experimentar. Aposto que você vai descobrir como é bom dar bem gostoso para um comedor experiente.
— Que isso, amiga! Eu jamais vou enganar o meu marido. – Falei.
Ela contestou:
— Não, não precisa enganar. Primeiro, me responde se você não tem vontade, de dar para um gostoso como o Leleco. Não tem esse desejo? Me responde só isso.
Mesmo cheia de vergonha, meus mamilos me denunciavam, marcando a malha fina do biquíni. Eu estava muito excitada. Minha xoxotinha já estava úmida. Eu disse:
— Nunca tinha pensado nisso antes, mas depois que você me falou o que faz com ele, tendo autorização do Sidonio, e eu também vi que o meu marido se excita com essa ideia, eu me masturbo fantasiando isso. Hoje mesmo de manhã me masturbei. Só queria que meu marido aceitasse.
Gracielle falou:
— Eu já disse, podemos ajudar. Estou pensando numa coisa...
— Pensando no quê? – Questionei.
— Como fazer para convencer o seu marido a deixar você dar para o Leleco.
— Você é louca? – Perguntei.
— Me aguarde. – Ela falou.
Nesse momento, a Sidonio regressou com um balde grande de gelo e umas cervejas. Logo que começamos a tomar cerveja, a Gracielle falou com ele:
— Corninho, a Maura confirmou que o marido tem o maior fetiche de ser corno. Mas ele ainda está com vergonha ou medo de assumir.
Eu, fiquei vermelha, morrendo de vergonha dela falar aquilo e daquele jeito, na minha frente, mas o Sidonio me disse:
— Eu já desconfiava. O Mancini leva todo o jeito de corno. Muito bonzinho com você.
Expliquei:
— Eu tenho vergonha de falar assim. Eu só desconfio.
Ele sorriu:
— Eu também desconfiei. Mas, fique calma, Maura, logo ele perde o medo. Basta eu falar sobre isso com ele.
Eu me assustei:
— Pelo amor de deus. Não podem falar nada. Eu estou contando segredos muito íntimos para a Gracielle, ela fala com você, não fica bem comentarem sobre isso. Vai me comprometer.
A Gracielle explicou ao marido:
— Amor, eu pensei em emprestar o Leleco para a Maura, para ela experimentar e sentir como é gostoso dar para outro, mas ela diz que sem o marido deixar não faz nada.
Sidonio me olhava atento. Eu querendo me esconder de vergonha. Ele parecia tranquilo, e disse:
— Relaxa, Maura, não vamos fazer dessa forma. Primeiro, o mais importante, é saber se você quer dar. Você já sente vontade de experimentar dar para outro macho?
Eu, cada vez mais vermelha como um pimentão, pois nunca pensei em falar coisas tão secretas para o marido da amiga. Eu não respondi na hora e a Gracielle falou:
— Claro que está cheia de vontade! Só de falar nisso, olha como ela está excitada. Os peitinhos saltando no biquíni! A danadinha está toda arrepiada e molhadinha.
Sidonio me olhava de cima a baixo, reparando nos sinais evidentes do meu estado de excitação, a pele arrepiada, e mamilos salientes no biquíni branco. Eu estava até sem fala. Nunca tive tanta intimidade com outro homem além do meu marido, como naquele instante. Eu murmurei:
— Nossa, o que está acontecendo comigo? Tenho muita vergonha.
O Sidonio me tranquilizou:
— Deixa disso, Maura. No começo é assim, fica tímida, mas cheia de tesão. Mas em nós você pode confiar. Somos muito liberais. Pode assumir sua fantasia. Deixa o seu tesão tomar conta. Quanto mais solta, mais você se assume.
Eu não sabia o que dizer ou fazer. Mas meu corpo ficou todo arrepiado tamanha era a excitação. Eu disse:
— Depois que a Gracielle me contou de vocês, com o Leleco, fiquei muito impressionada. E a Gracielle me contou os detalhes. Isso tem me despertado um enorme desejo. Vivo cheia de desejo. Não sei o que fazer.
Eu reparei que o Sidonio sentado na poltrona reclinável já tinha o pau duro, formando um volume grande sob sua sunga. Ele deu uma ajeitada no pinto sem disfarçar. Olhei em volta para ver se havia pessoas próximas mas não vi quase ninguém, apenas umas crianças na piscina mais rasa, bem distantes. Ele mostrou a “tenda” armada sob a sunga e falou:
— Eu também fico cheio de tesão ao saber disso. Estou até de pau duro. Adoro ver uma mulher casada com tesão de dar para outro. Gosto de ser corno. Adoro ver minha esposa dando para outro macho viril. Acho que seu marido também vai gostar. Não se incomode. Estamos aqui para ajudar. E só preciso saber. Você quer experimentar mesmo dar para o Leleco?
Eu abaixei o olhar, com vergonha. Fiquei um pouco calada, pensando. Naquele momento, eu já estava com muito desejo de dar, e já envolvida pela cumplicidade do casal de amigos. Respirei fundo e falei:
— Depois que a Gracielle me contou de vocês, e que você gosta de ser corno, eu desconfiei que o meu marido também tem esse fetiche. Verifiquei algumas coisas numa conversa no motel com ele e parece que sim, então, depois, comecei a fantasiar.
Gracielle falou:
— Ela já se masturba todo dia fantasiando isso. Louca para dar para o Leleco. Está pronta para dar. Vai ser uma delícia ajudar isso.
Mesmo vermelha de vergonha eu concordei:
— É verdade. Até já me masturbei, pensando nisso mesmo. Mas não tenho coragem de trair o Mancini. Isso eu não faço.
Sidonio sorriu, e explicou:
— Não estou propondo isso. Nada de traição. Estou querendo saber primeiro se você quer, se está resolvida a dar, pois se quiser, nós podemos ajudar a fazer seu corno assumir que tem fetiche e deixar você dar para outro.
Naquele momento me vi num ponto de decisão. Achei que tinha que ser muito sincera, para não haver confusão:
— Sabe, vou assumir, eu tenho vontade. É verdade. Nunca tinha pensado nisso, mas agora, a cada dia que passa, com a Gracielle me contando o prazer que tem, estou com muita vontade. Ando carente faz tempo, o sexo com meu marido não me satisfaz mais. Fico fantasiando. Mas não quero forçar nada, e quero que o Mancini assuma seu desejo, e me libere, sem que eu precise forçar.
Gracielle falou:
— Nós vamos encontrar um jeito de fazer o Mancini perder o medo de contar, assumir o desejo de ser corno e aceitar. Precisamos que você nos ajude também.
Eu fiz que sim, e disse:
— Está bem, confio em vocês.
Sidonio me olhava atento, e pediu:
— Me diga, eu gosto de ouvir. Se você falar em voz alta, e assumir, logo vai perder a vergonha. Quer fazer o seu marido ser seu corno? E quer fazer com que ele deixe você dar para outro?
Respirei fundo. Minha voz quase não saia da garganta. Eu disse:
— Eu... Eu quero. Mas ainda fico cheia de insegurança... Não quero fazer nada errado. Adoro minha família. Amo meu marido. E meu casamento.
Ele me tranquilizou:
— Calma, vai ser tranquilo. Estou com uma ideia... Me deixa pensar melhor.
Ele se virou para a esposa e perguntou:
— E você que é tão ciumenta, vai emprestar o seu comedor queridinho para a amiga? Ela é uma gostosa! E se o Leleco adorar essa delícia?
Gracielle sorriu e pegou na minha mão:
— Para ajudar a minha amiga a dar para outro pela primeira vez, e ela ver como é gostoso, eu empresto. Ela merece, e o Leleco também, pois a Maura é uma delícia mesmo. Eu notei como o Leleco olhava para ela no ouro dia. O safado não perde uma. Aposto que ele vai ficar muito tesudo.
Nossa, eles falando aquelas coisas bem safadas na minha frente, me deixavam nervosa, mas toda melada também. Sentia minha boceta escorrendo. Meu biquíni na virilha já estava bem molhado.
O Sidonio avisou:
— Quando o seu corninho acordar e descer para piscina, eu vou puxar uns assuntos com ele, para que ele possa perder o receio de conversar essas coisas com a gente. Fique tranquila. Não vamos expor você.
Eu ainda incomodada com aquilo disse:
— Meu marido não é corninho. Eu nunca o traí. Não vou trair.
— Não é isso. Corninho é o marido cúmplice, que aceita, e permite que a esposa dê para outros quando ela tem vontade e ele concorda. O seu marido sente vontade de ser corno, mas ainda tem medo, vergonha de aceitar isso, de assumir, tem insegurança, pois ainda não se acostumou com a ideia. É muito natural isso. Ele vai se acostumar aos poucos. Tenho certeza. Por isso precisamos conversar sobre o assunto. Conversando, ele vai pegando mais confiança e acaba se abrindo. E você já disse que sente o desejo de dar. Eu só vou fazer com que ele perca o receio de tocar nesse assunto com a gente. Sem expor ninguém. Para começar a facilitar as coisas. Vai perder o receio de tocar no assunto e aos poucos se solta.
Fiquei convencida, porém, ainda sentia um pouco de vergonha de estar assumindo aquilo diante do Sidonio. Expliquei:
— Tudo bem, mas eu sinto vergonha de assumir também. O que ele vai pensar?
A Gracielle notou que eu ficava tímida, meio envergonhada perante o marido e falou:
— Não tenha vergonha, querida. Meu marido é nosso cúmplice. Já sabemos que você é uma tesuda cheia de desejos. Seu corno vai sentir muito tesão com isso, eu aposto. E você tem que ficar mais confiante com a gente. Sabemos que já está cheia de tesão para dar para o Leleco.
Ela viu que eu estava sentada com as pernas muito juntas, os joelhos colados, um pouco trêmula, e disse:
— Sei que já está toda molhada na bocetinha. Abre as pernas e mostra para a gente.
Senti um arrepio com aquele pedido, e fiquei olhando para ela, sem saber o que fazer. Ela insistiu:
— Vai, aproveita e vai perdendo a timidez. Somos cúmplices. Tem que assumir esse seu lado mais safado. Abre, separa essas coxas. Mostra a bocetinha molhada para o meu corno, para ele ver como você está toda meladinha de tesão, só da gente falar no assunto.
Olhei para o Sidonio que me observava ali bem pertinho, na minha frente. Nossa! Que tesão que me deu. Assumir que estava daquele jeito. Ele sorriu, e mostrou o volume do pau duro, sob a sunga. E disse:
— Também estou com muito tesão. Olha só meu pau duro. Só de imaginar você dando para o Leleco com a liberação do seu corninho, eu fico muito tarado.
Naquele momento, toda arrepiada, eu pensei que ia gozar sem fazer nada. Minha xoxota babava, parecia uma mina escorrendo, estava mesmo molhando o biquini. Eu separei um pouco os joelhos afastando as coxas, e eles puderam ter uma visão do V do meu biquíni branco todo molhado na minha virilha. Sidônio pediu:
— Abre mais. Deixa eu ver direito essa bocetinha babando.
Ouvir outro homem falando daquele jeito era mais provocante. Meu corpo se arrepiou ainda mais. O marido da amiga me pedindo aquilo. Disfarcei, recostando na cadeira como se relaxasse o corpo e abri um pouco mais as coxas. Com isso, o tecido fino do biquíni branco, molhado, deixava bem-marcada a racha da minha xoxotinha.
O Sidônio falou:
— Ela tem a bocetinha pequenina também, amor, igual você.
Eu nunca havia passado por uma situação tão provocante e tão tensa ao mesmo tempo. Ali fora, exibindo a xoxota molhada para o marido da amiga. Estávamos no pátio da piscina do condomínio, e mesmo sem ter presença de outros moradores por perto, estávamos no exterior, de certa forma expostos a quem quer que se aproximasse. A Gracielle comentou:
— Fico imaginando aquele pau grande do Leleco entrando nessa sua bocetinha. Vai atolar você muito gostoso. Você vai delirar e gemer muito. Nunca entrou outro pau nessa rachinha.
— Que isso amiga… Que vergonha! – Foi só o que eu consegui falar. Mas a ideia me deixava a ponto de gozar de tão excitada.
Gracielle sorriu maliciosa e falou:
— Fica sem vergonha que você aprende a ser safada.
Eu disse que precisava me refrescar. Me levantei e fui até à piscina para entrar na água. Era uma forma de disfarçar meu estado de excitação. Logo que entrei na piscina ouvi a voz do Mancini de longe que já cumprimentava os vizinhos:
— Bom sábado seus madrugadores! Acordaram cedo!
Ouvi o Sidonio responder:
— A Gracielle e a Maura madrugaram e me arrancaram da cama. Vim tomar conta das duas princesas aqui na piscina. Lindas como estão não podem ficar sozinhas.
Gracielle falou, contradizendo:
— Quem trouxe você para cá foi a sua sede de tomar cerveja. Nós viríamos mesmo sem você, na boa.
Os dois homens deram risada. Sidonio disse:
— E eu ia perder essas duas lindas aqui nesta piscina? Com todo respeito, amigo, mas temos as mulheres mais belas de todo o condomínio.
Mancini deu risada. Logo estavam num clima de camaradagem.
Quando eu saí da piscina, toda molhada, a malha fina do biquíni novo, bem colada na pele, parecia ficar até meio transparente.
Eu tinha escolhido aquele biquíni, de propósito, sem forro, naquela onda de ser cada vez mais provocante e ousada. Mas nem eu esperava que fosse tanto. Quando cheguei perto do meu marido e dei um beijo nele, ele reparou e ficou me olhando, bem admirado. Eu perguntei:
— O que foi amor?
Ele disse:
— Nossa, esse biquíni. É bem arrojado, não é? Dá para ver tudo!
— Você achou? – Perguntei.
Meus mamilos durinhos pareciam querer furar a malha do biquíni. Senti na hora que o Mancini ficava um pouco excitado.
A Gracielle interveio:
— Ah, que nada, o meu biquíni é ainda menor. E o Sidonio adora. Ele que me deu.
Vi que o Mancini olhava meio sem-jeito para a Gracielle, observando o biquíni dela. Era mesmo ainda um pouco menor. Quase não tapava nada. Ela estava muito sexy e o Sidonio disse:
— Pode olhar. Eu não ligo. Não arranca pedaço. Mulher bonita tem que se mostrar. Eu dou força. E adoro. Prefiro ver minha mulher bem provocante, com todos olhando, em vez de me desanimar vendo a bela de burca fundamentalista.
Demos risada, e aquilo já criou um ambiente mais informal. Notei que o Mancini ficou sem jeito de criticar meu biquini depois daquelas manifestações do casal de amigos.
Eu me movimentava com meu biquíni quase transparente, assumindo que agia sem ter vergonha, e me sentei numa das cadeiras. Já me sentia mais relaxada, e notei que o meu marido teve que se sentar na outra, para esconder o volume que se formava no calção.
Gracielle perguntou ao Mancini, enquanto ele se sentava e pegava uma cerveja:
— Você é ciumento, Mancini?
Ele tentava permanecer calmo. Sorriu, fez que não com a cabeça, e respondeu:
— Não, acho que não. Quer dizer... Só um pouquinho, às vezes. Depende. Mas eu me controlo.
A Gracielle estava puxando a conversa:
— Ciúme é insegurança. Você deixa sua esposa usar roupas sexy não é? Já reparei. Gosta disso? Ou fica se roendo de ciúme, igual aqueles maridos chatos que reclamam? Fica querendo que ela mude?
Meu marido deu um gole na cerveja, deu uma olhada para o meu lado, queria ver a minha reação, mas eu estava sorrindo, mostrando confiança. Ele respondeu:
— Eu deixo. Até gosto. Às vezes, quando percebo que está muito provocante, fico um pouco enciumado, mas não sou de fazer cena. Me controlo. Ela sabe.
Sidonio já interrompeu:
— Assim que deve ser. Um marido liberal. Não adianta reprimir. Eu sou completamente liberal. Tenho mulher nova, bonita, deixo que se vista muito sexy. Eu adoro. Não ligo que outros admirem e até cobicem. Eu sei que se ela quiser conquista quem desejar. Mas, se está comigo é porque prefere o coroa. Não é assim?
Gracielle disse:
— Eu amo você meu amor. Gosto de homens bonitos, mas não troco meu coroa já gasto, tão facilmente não.
Demos risada da provocação dela. Reparei que o Mancini sorria para o Sidonio e falou:
— Se ela diz isso, não sou eu que vou discordar. Sorte sua.
Eu falei:
— Aqui, a ciumenta sou eu. Sou liberal, adoro ser admirada, me visto bem atraente, às vezes até abuso um pouquinho, para provocar, porque gosto disso, mas se chegar perto do meu marido com gracinha eu viro bicho.
Eles deram risada. Eu falei:
— Deu muito trabalho conquistar este bonitão, cuidar dele, proteger das piriguetes, e conservar sem deixar o gostosão pular cerca. Comigo é na rédea curta.
Gracielle e o Sidonio deram uma boa gargalhada. Ele falou para o Mancini:
— Tá fodido meu amigo. Desse jeito, vai só assistir de camarote o desfile da miss, e depois, passear na coleira como um pet de luxo. Já vi que a dominatrix Maura é brava!
Achamos graça, mas a Gracielle respondeu a ele:
— E você, seu safado, não sou muito diferente não. Se cuida que eu também sou possessiva. Meu coroa está meio gasto já, mas eu não troco por quase nenhum.
Deu uma pausa, de propósito, e disse:
— Só um pouco, de vez em quando.
O clima era de gozação. Achamos graça daquela forma dela falar, e ficou claro que o casal era bem-humorado e sem frescura. As brincadeiras continuavam.
O Sidonio falou:
— Tudo bem, de vez em quando eu deixo. Não arranca pedaço. E lavou, está nova.
Demos mais gargalhadas. E foi isso que fez com que a gente estreitasse mais a nossa amizade.
Naquela manhã, e até o meio da tarde na piscina, nós tivemos muitas conversas interessantes, sobre ser mais liberal e tolerante, que tanto o Sidônio, aproveitava para introduzir novas questões, como também a Gracielle, que muitas vezes perguntava coisas ao meu marido apenas para testar sua capacidade de aceitação de coisas mais diversas.
Uma hora ela perguntou se ele já tinha ido a alguma praia nudista. O Mancini falou que não, e ela perguntou se ele teria coragem. Meu marido respondeu:
— Coragem eu tenho, pois não sinto vergonha de ficar nu, mas não sei se eu iria pois não sinto necessidade de ficar pelado em público, não sou exibido, só se a Maura tivesse vontade.
Gracielle falou que tinha muita vontade de ir, e que o Sidônio havia prometido levá-la a uma dessas praias, em algum feriado prolongado. Perguntou se gostaríamos de ir.
Isso me deu a oportunidade de dizer:
— Não sei, eu tenho muita curiosidade, confesso, sinto vontade, mas não sei ainda se tenho coragem. Só se o meu marido aceitar e estiver junto.
A Gracielle aproveitou e falou:
— Você tem curiosidade em muitas coisas, né amiga, mas não tem coragem para tudo ainda. Não é assim?
Eu reparei que o meu marido me deu uma olhada rápida e eu disfarcei ao responder:
— Acho que tudo precisa de calma. Novidades são bem-vindas. Estou descobrindo essas coisas liberais agora. Estava há poucos dias conversando com o Mancini sobre fantasias. Aos poucos eu vou criando mais coragem. Muitas coisas ainda são desafios para mim. Quem sabe...
Percebi que a conversa tinha chegado num ponto delicado, mas como já havíamos bebido bastante cervejas, todos estavam mais soltos e menos detalhistas.
A Gracielle falou:
— Olha, eu e o Sidonio já somos mais experientes. Se vocês quiserem podem perguntar qualquer coisa. Podemos esclarecer. Não se prendam. Ter curiosidade não é crime.
Eu agradeci e disse:
— É bom saber isso, né amor? Se tivermos dúvidas podemos tirar com eles.
Meu marido fez que sim, mas não perguntou nada, e o assunto ia morrer. Mas a Gracielle falou:
— Olha, eu e o Sidonio temos a maior franqueza e falamos de tudo entre nós dois. Nossa cumplicidade e companheirismo vai até no nível de contar para ele quando eu acho um homem charmoso ou atraente. E ele também me conta quando acha uma mulher que desperta o desejo nele. Eu sinto um pouco de ciúme mas sei que é normal. Ele não vai me desrespeitar.
Mancini respondeu:
— Eu e a Maura também temos muita sinceridade e cumplicidade.
Eu aproveitei e disse, rindo:
— Mas não me conta tudo ainda. Ele vê uns filmes pornô e lê uns contos eróticos e nunca tinha me contado. Mas... Prometeu que agora vai me mostrar.
Mancini falou:
— Não, eu só estava pesquisando...
Sidonio aproveitou:
— Amigo, chama a sua esposa para ver junto. Vai ver que o clima vai esquentar muito. E fica muito gostoso. É o melhor caminho para pegar muita cumplicidade e não terem segredos.
Mancini falou:
— Eu prometi que vou ver com ela. Não tenho o que esconder.
Os amigos deram os parabéns e o papo ficou bem tranquilo.
Depois daquele momento na piscina, a nossa amizade ficou muito mais estreita, e percebi que o Mancini ia se sentindo bem mais à vontade com o casal de amigos. As brincadeiras não incomodavam mais e eu já me movimentava com meu biquíni provocante, explorando o clima sensual que eu e a Gracielle mantínhamos discretamente.
Até que o Sidonio contou que tinham um sítio, perto da cidade, e nos convidou para irmos no próximo sábado, passar uns dias. Ele disse:
— Não fica muito distante, apenas cerca de uns 60 quilômetros daqui da cidade.
A Gracielle insistiu muito. Seria feriado e era um momento ideal. O Mancini respondeu que se eu estivesse a fim, ele aceitava. Eu fiz um certo charme, perguntando se lá tinha cobra, se tinha aranhas ou ratos e se era perigoso. Disse que eu tinha medo.
A Gracielle riu, e falou:
— Não é de toda cobra que você tem medo, né? – E riu com malícia.
Achamos graça na brincadeira. Ela afirmou que não tinha nada disso, eles tinham uma excelente casa, com todo o conforto, com piscina, churrasqueira, e tudo muito cuidado. Ela mostrou fotos no telefone celular e eu me senti encantada pois vi jardins, uma casa muito simpática, com um pátio externo onde se via uma bela piscina. Eu disse que aquilo sim, era irrecusável, e seria ótimo. Nós aceitamos o convite.
O Sidonio disse:
— Dia 15 de novembro é feriado e cai na sexta-feira, o dia 16 é sábado, e o dia 17 será domingo. Podemos ir na sexta-feira, e ficar até domingo. O que acham?
Falamos que íamos consultar nossos filhos, o que fizemos por telefone ali mesmo.
Eles de pronto responderam. Disseram que teria uma grande festa de aniversário de uma colega de nossa filha, que justamente faria 15 anos no sábado. Diante disso, combinamos que iríamos somente eu e o Mancini. E os filhos ficariam na companhia da minha irmã mais nova, que tem carro e os levaria na festa.
Sidonio fez questão que fôssemos na S.U.V. nova dele, pois tinha um trecho da estrada que era de terra batida.
A semana passou bem rápido, e durante a semana a Gracielle foi me dando as dicas de como eu deveria proceder, para que eles pudessem ajudar meu marido a se soltar e me liberar. Eu já havia admitido que queria, e perdi a vergonha de assumir. Ela falou:
— Sabendo que o seu corninho morre de tesão de fantasiar a esposa com outro, nós vamos explorar isso, e estando na intimidade e isolamento do sítio ele vai acabar concordando.
Eu falei:
— Não quero que ele se sinta levado para uma armadilha. Por favor. Tem que ser com a concordância dele, sem trapaça ou enganação.
Ela explicou:
— Não será enganação. As conversas vão levar naturalmente para uma maior abertura, e se você colaborar, mostrando interesse em tudo, ele vai acabar concordando. Claro que vai ter um pouco de tentação, mas ele terá o direito de aceitar tudo ou recusar.
Concordei com isso. Mas não sabia exatamente o que ela pensava.
Só na noite de quinta-feira para sexta, ela me deu algumas dicas de como puxar o assunto com o Mancini. E eu fiquei de começar a conversa.
Continua na parte 3.
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