Uma puta dama - Parte 5

Um conto erótico de Beto (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 4471 palavras
Data: 27/01/2026 10:49:38

Em homenagem à Ida, então.

Segue a continuação.

Espero que curtam.

Agradeçam a ela.

Forte abraço,

Mark

Ela então encerrou a chamada. Olhei atônito para o aparelho. Tentei fazer uma nova chamada, mas ela apenas chamava... chamava... chamava... Tentei 3 vezes e nada. Olhei na foto de perfil de Helena no WhatsApp e onde antes ficava uma foto de nossa última viagem, com ela sorrindo ao lado de um coco caracterizado como um rosto, havia sumido.

Peguei a chave do meu carro e rumei até o centro de convenções. Ela falaria comigo, nem que fosse em meio ao caos...

[CONTINUANDO]

Enquanto dirigia até o centro onde a convenção se realizava, fiquei me indagando sobre como chegamos até aquele ponto. Aquela mulher com quem falei ao telefone em nada se parecia com a Helena. Não com a mulher com quem casei. Não com aquela que sempre acordava com um sorriso no rosto, me olhando como se eu fosse a única pessoa que realmente importasse. Eu havia até mesmo suspeitado de que outra pessoa tivesse me mandado aquela maldita mensagem no avião, mas depois de hoje, do que ela fez me bloqueando sem qualquer explicação, eu já não sabia de mais nada.

Foram quase 45 minutos até o centro. Com o meu crachá do dia anterior, adentrei ao recinto e segui direto para a sala onde a convenção se desenrolara no dia anterior. Entrei discretamente só para vê-la totalmente silenciosa e vazia. Não havia uma única alma viva ali dentro. Até havia. Um faxineiro passava uma vassoura perto do palco e fui até lá falar com ele:

- Ah não. Hoje tiveram uma reunião de manhã, mas não tem nada programado para agora à tarde.

- Mas... e a convenção!? Acabou?

- Não que eu saiba. Parece que hoje fariam uma visita a alguma empresa, ou fábrica... Não sei direito.

- Como assim!? Todos eles?

- Não sei. Acho que é... Não sei, senhor.

Fui até a recepção, em busca de maiores informações e o retorno foi o mesmo, o de que hoje haveria uma atividade externa, mas que eles não sabiam explicar qual ou onde. Até um dos atendentes suspeitou de mim, afinal, eu deveria estar com o restante do grupo, mas justifiquei dizendo que não participara do evento da manhã e me separei do grupo, sem saber para onde foram. Foi uma péssima desculpa, mas ainda assim funcionou.

Saí dali desolado.

Voltei para o hotel, inconformado com a minha má sorte. Ou quem sabe seria uma nova coincidência para me afastar da Helena, mas... Não! Seria muito imaginar que eles teriam contratados dezenas de atores para simular uma convenção. Eles não teriam porquê fazer isso, afinal, ninguém imaginava que eu estaria ali.

No caminho de volta, nem sei como porque não fazia parte do trajeto, passei em frente ao café da Annie. Parei, estacionei e entrei. Ela estava atendendo um grupo de jovens e ao me ver entrando e acenando, abriu um lindo sorriso, acenando de volta. “Ah, Beto... Cê vai fazer besteira, caralho!”, pensei comigo mesmo. Alguns minutos depois, ela se aproximou da minha mesa:

- Café, senhor? – Perguntou com um sorriso nos olhar.

- Eu... queria que a outra mocinha me atendesse. – Fiz um meneio de cabeça para a colega da Annie que servia um senhor.

- Mas... por que? – Annie me perguntou, confusa.

- Ah, é que a que me atendeu ontem não sabe fazer um café, sabe?

Annie me encarou e colocou as mãos na cintura, boquiaberta, fingindo uma chateação. Mas sorriu em seguida:

- Espera aí que já vou resolver isso...

Ela foi até atrás no balcão e minutos depois voltou com uma xícara grande de café, e quando digo grande, quero dizer grande, imensa, tamanho família. Além disso, trouxe um bolinho, parecido com uma queijadinha. Assim que me serviu, sentou-se à minha frente e bebericou a xícara, sorrindo:

- Quero ver reclamar...

Dei uma risada da cara que ela fez. Naqueles meus últimos dias de turbulência, Annie era realmente um oásis de paz e tranquilidade. Beberiquei o meu café, saborosíssimo diga-se de passagem e sorri para ela. Então, dei uma mordida na queijadinha e me surpreendi com o sabor:

- Gostou? – Ela me perguntou, sorrindo.

- Muito bom. Parece um doce do Brasil chamado queijadinha.

- Aqui se chama Topfenstrudel.

Ofereci para ela, mas ela recusou, dizendo que já havia comido bastante enquanto preparava:

- Você!? Você cozinha?

Ela deu de ombros e olhou ao redor, como se dissesse “Eu trabalho aqui, cara. Óbvio que cozinho.”, mas ainda assim, educadamente explicou que adorava cozinhar. Era um hobbie que ela acabou incorporando ali na cafeteria.

Mulheres são muito mais sensíveis do que imaginamos. Com poucos minutos de conversa, Annie me encarou no fundo dos olhos:

- Você não está bem.

Eu não estava realmente, mas não imaginava que pudesse estar tão estampado no meu rosto. Sorri timidamente para ela e tentei mudar de assunto, mas ela foi enfática:

- Você quer conversar. Só está com medo do meu julgamento. Não tenha. Estou aqui para ouvi-lo e se puder te ajudar, ajudarei. – Ela complementou e tocou a minha mão.

O toque sutil, suave da mão dela sobre a minha, pareceu me dar um choque de realidade. Eu sabia que se ficasse ali, iria acabar me envolvendo com a Annie e traze-la para o furacão era algo inaceitável para mim:

- Annie... eu não me sinto à vontade.

- Tudo bem. Não precisa ficar à vontade. Apenas conte o que quiser contar. Eu ouço e bebemos café. – Disse ela, voltando a bebericar minha xícara.

Eu precisava ser totalmente sincero com ela e após refletir brevemente:

- Eu... preciso que você saiba que... sou casado...

Ela deu de ombros:

- Eu sei. Vi sua aliança.

Olhei na minha mão esquerda e num reflexo involuntário, a mão direita a cobriu:

- Pois é... E acho que estou sendo traído...

Agora, ela se surpreendeu. Ajeitou-se na cadeira, ficando ereta e olhou atentamente para mim:

- Tá. Isso eu não sabia. – Ela bebeu um bom gole do meu café: - Você tem certeza? Viu ou alguém te contou?

- Ela me contou...

Annie arregalou os olhos e cobriu a boca com uma das mãos:

- Nossa!...

- Pois é... Ela me mandou uma mensagem no WhatsApp dizendo que iria me trair. Não é loucura?

- Nossa... Nossa... Nossa... – Annie resmungou e logo fez uma carinha invocada: - Mas... Beto, por que ela faria isso? Quem trai, não faz às escondidas?

- Pois é também! Estou tentando conversar com ela há dias para entender tudo isso. A Helena, ela... – A dor de falar sobre a quase certa traição de Helena, me encheu os olhos de lágrimas, mas me contive: - Não parece a minha esposa, Annie. A Helena... simplesmente não é assim.

Annie fez um biquinho e tomou outro gole do café, depositando a xícara à minha frente e dizendo, sem levantar o olhar:

- Nenhum traidor é, Beto. Por isso, dói tanto. Acaba sendo uma decepção e tanto.

Conversar com a Annie ali, refletindo sobre Helena, me fez duvidar de minhas próprias conclusões até então, tanto que abri o aplicativo de mensagem e li aquela maldita mensagem, recuperada pelo Zico. Traduzi num aplicativo para o inglês e mostrei para a Annie, que ficou horrorizada, dolorida, com os olhos marejados.

Quando ela me entregou o celular, puxou os dois pés para o assento em que estava e desviou o olhar para uma janela ao lado. Ainda assim, eu via a dor em seu olhar, as lágrimas querendo cair e ela as segurando, talvez querendo se fingir de forte para tentar me dar alguma segurança.

Li novamente a mensagem, agora com ainda mais cuidado, mesmo que doesse:

“Amor,

Pensei muito se deveria escrever, ou te contar pessoalmente, ou nem te contar para evitar que você sofresse. (...)”

Tá. Essa parte é fácil. Ela escreveu, se arrependeu e decidiu que iria me contar tudo depois, como se isso fosse tornar a coisa mais fácil de ser aceita:

“(...) Mas eu jurei que seria honesta com você e mesmo que doa, em você e em mim, preciso me abrir. (...)”

“Doer nela... Só se for quando dá o rabo para o amante!”, pensei sarcasticamente. Mas eu também sabia da honestidade da minha esposa, ou talvez não soubesse:

“(...) Há algumas semanas, tenho sido semanalmente assediada por um alto executivo da empresa.

Sim. Assediada no sentido sexual da palavra.

Eu não transei com ele, nem queria, mas situações me levaram a concluir que se eu não fizer isso, tanto eu como você podemos ser muito prejudicados, talvez arruinados financeira e emocionalmente. (...)”

Helena não era uma novata e capacidade para se defender, ela tinha de sobra. A ideia dela se entregar a outro apenas por causa de um assédio não se sustentava. Além disso, eu sou advogado. Se ela tivesse se aconselhado comigo, eu a teria orientado a colher provas e meter um processo milionário de indenização contra a empresa.

Mas até não era isso o que me incomodava. O que me incomodou foi o trecho seguinte: “Eu não transei com ele, (...)” Ótimo! Então, haveria chance de eu evitar aquilo, mas não agora, passados 2 ou 3 dias, em que certamente ela já teria sido abatida. O problema era o trecho seguinte: “nem queria, (...)”, no passado. Ou seja, ou ela errou no momento de digitar, ou ela há havia se entregado e tentou suavizar a mentira dizendo que não havia transado ainda:

“(...) Essa viagem... Essa convenção... Tudo acabou convergindo para que eu tenha que fazer uma escolha que pode ser terrível, mas que, ao mesmo tempo, poderá ser um importante divisor de águas em nossa vida. (...)”

Sem dúvidas com isso eu concordava! Acontecesse o que acontecesse, esse seria um divisor de água entre Helena e eu. Só não sabia se seria para o bem:

“(...) Não posso te explicar todos os detalhes agora. Mas quero que saiba que tudo o que eu fizer a partir de hoje, será pensando em nosso futuro.

Sim. No meu e no seu futuro, juntos, se você ainda quiser ficar comigo. (...)”

Essa era a parte mais estranha. Como assim me trair pensando em nosso futuro? Não havia lógica alguma. A própria proposição em si já era contraditória ao resultado pretendido. Eu nunca aceitaria uma traição, mesmo sendo dela. Nada, nunca, justificaria uma traição.

“(...) Espero que compreenda que faço tudo por nós, mesmo que nos machuque um pouco no caminho.

Rezo a Deus para que você me perdoe.

Eu te amo, mais do que a minha própria vida.

Da agora não somente sua, mas sempre sua,

Helena.”

O resto era somente uma tentativa de pedir o meu perdão para algo que ela já parecia ter decidido. Tendo me traído ou não, ela trairia, e isso me matava sempre um pouco:

- Isso é coisa de gente doente... – Ouvi a voz da Annie, tirando-me do meu transe.

Eu a encarei e apenas balancei a cabeça concordando. Um silêncio nos engoliu, mesmo com o tilintar de xícaras e talheres:

- Annie! Me ajuda aqui, por favor? – Pediu sua colega.

A Annie apertou a minha mão, um olhar caridoso agora na face:

- Espera eu voltar?

Balancei a cabeça, concordando e lá foi ela. Reli a mensagem duas vezes, cada uma doendo igual a outra. Logo, a Annie voltou:

- Você precisa se desligar disso...

- Oi!?

- É. Você precisa sair, relaxar um pouco, e vai ser hoje.

- Annie, não estou com cabeça...

- Estou nem aí! Vai sair comigo sim. – Ela pegou um papel e escreveu o seu endereço: - Me pega às 20:00!

Peguei o papel com o endereço e ela insistiu:

- Em qual hotel você está?

- Por quê?

- Porque se você não for me buscar, eu vou buscar você.

Fiquei surpreso, mas também convencido de que ela faria realmente o que dizia. Ela tinha um... fogo no olhar. Algo que eu vi várias vezes em Helena. Curiosamente, não nos últimos 2 anos...

Peguei o papel e marquei o nome do hotel e o endereço. Ela olhou e balançou a cabeça, concordando:

- 20:00, Beto. Venha me buscar ou eu vou te arrastar pelo colarinho. – Disse e deu uma gostosa risada: - Use algo social, mas despojado. Não precisa vir de gravata, mas um terno ou uma jaqueta de couro social, seria uma boa escolha.

Paguei o meu café, mesmo ela insistindo que não iria receber, aliás, só recebeu porque eu ameacei de não ir ao seu encontro. Depois sai, porque ela precisava trabalhar e não cuidar de um chifrudo como eu.

Voltei ao hotel e me joguei na cama. Dormi. Acho que a tensão estava me cansando sem nem eu perceber. Foram 2 horas direto. Acordei às 18:00 e decidi tomar um banho, pois tinha um compromisso, enfiado na goela pela Annie, mas ainda assim, um compromisso.

19:15 saí do hotel rumo ao seu endereço. Em 30 minutos cheguei ao endereço que Annie havia me passado. Já de cara pensei que estivesse no endereço errado, pois o prédio era de uma arquitetura arrojada e numa localização aparentemente bem valorizada. Não havia campainha ou interfone, mas sim uma guarita. Dirigi-me até lá e me apresentei, informando que Annie do apartamento 22, me aguardava. O porteiro de olhou de cima a baixo, mas cautelosamente ligou interfonou para lá. Rapidamente seu semblante mudou:

- Miss Annie pediu para lhe informar que já está descendo. Pediu que o senhor aguardasse no saguão.

“Saguão!? Que porra de prédio de apartamentos é esse?”, pensei enquanto andava por um jardim na direção indicada pelo porteiro. Adentrei a um saguão chique, com vários sofás, uma lareira, livros e um cafeteira automática. Sentei-me e aguardei. Mas não muito, porque logo Annie desceu. Linda. Resplandecente.

Helena é a mulher mais bonita que eu já conheci, em diversos aspectos. Senhora de uma beleza clássica, formal, séria, mas estonteante, principalmente quando ela quer me seduzir, quando passa a transitar entre as caricaturas da executiva poderosa, ou então da mãe de família, ou ainda da esposinha casta, e da putinha devassa. Mas Annie não ficava atrás. Ela era loira, alta, esguia, e agora produzida para a noite, estava belíssima. Usava um vestido vermelho forte, curto até o meio das coxas longas e torneadas. O busto era adornado por um decote bonito, nem grande, nem pequeno, os braços nus com exceção de algumas pulseiras. Ela usava um rabo de cavalo alto e uma maquiagem marcante, mas não exagerada. Eram belezas distintas, mas igualmente surpreendentes. Certamente o homem que a tivesse do lado, seria um homem de sorte. Opa! Esse sou eu. Acho...

Cumprimentamo-nos com um discreto beijo na face. Eu não cansava de olhá-la e ela gostou do efeito que causou em mim, pois abriu um sorrisão:

- O que? Não está bom? – Perguntou, levantando e abrindo os braços à altura do busto, e dando uma voltinha.

- Bom!? Nossa! Você está linda. Simplesmente espetacular.

- Ah! Obrigada. – Disse me dando um tapinha no peito: - Você também está bem bonito.

Um silêncio nos engoliu, mas não um constrangedor e sim um contemplativo, meu para ela. Ela deu uma gostosa risada:

- Vamos?

- Hã!? Ah tá. Vamos...

Entramos em meu carro de aluguel, um sedã médio de uma marca francesa, que agora parecia pouco para a beleza de Annie. Ainda perdido com a beleza da jovem loira, perguntei:

- Então, moça... Para onde?

- Do que você gosta, Beto? Agito, sonzeira, baladinha...

Claro que eu não estava numa boa “vibe”. Ela nem esperou a minha resposta e digitou um endereço no GPS:

- Só vai. Certeza que você vai curtir.

Foram 30 minutos dirigindo. Eu me esforçava para não desviar a minha atenção até Annie, mas estava difícil. Logo comecei a ter um certo “deja vú” enquanto seguia as indicações do GPS. Mais alguns minutos e eu passava em frente a um já conhecido prédio histórico, o mesmo em que Helena esteve com o Mr. Bronson e aquele outro dias atrás. Olhei para a Annie que sorriu:

- É um clube bem exclusivo, chique até demais para o meu gosto. Mas acho que você vai gostar, porque é tranquilo e poderemos nos divertir sem excessos.

- Já estive aqui. Não vão nos deixar entrar...

- E por que não deixariam?

- É um lugar para pessoas bem abastadas. – Esfreguei meu polegar e o indicador.

Ela me olhou surpresa por um instante:

- Só vai. Estaciona na frente da portaria e deixa o resto comigo.

Agora quem estava surpreso era eu. Não imaginava o que aquela moça poderia dizer para nos colocar lá dentro. Mas ela foi tão incisiva que eu decidi pagar para ver.

Estacionei bem em frente a portaria e logo um “valet” veio abrir a porta para Annie, auxiliando-a a sair. Enquanto isso, eu já dava a volta e parei ao seu lado. Entreguei a chave para o “valet” e ela segurou o meu braço. Seguimos até onde ficava o acesso. 3 seguranças estavam lá nesse dia, 1 dos quais me barrou a menos de 24 horas:.

Naturalmente, ele me reconheceu e se colocou de prontidão. Mas estranhamente ao ver com Annie, arregalou levemente os olhos. Um mais velho, que parecia ser o chefe dos outros dois, cumprimentou a Annie com uma reverência que me surpreende:

- Boa noite, miss Rothschild. É muito bom revê-la após tanto tempo.

- Olá, Mr. Franz. Seria possível conseguir uma mesa para mim e meu acompanhante?

- Certamente, miss.

Ele bateu palmas e uma jovem atendente surgiu do nada. Fomos orientados a acompanha-la. Eu olhava surpreso para a Annie que sorriu para mim e me piscou um olho. Não pude deixar de olhar com um certo sarcasmo quando passei do lado do segurança que me barrou na noite anterior, porque sua cara era de pura surpresa, de espanto mesmo.

Assim que nos sentamos à uma mesa, não me contive:

- Rothschild!? É um sobrenome poderoso...

- É. Acho que sim. – Disse Annie, com um certo desdém.

- Como você fez aquilo?

- Aquilo o quê?

- Ora! Como o quê!? Entrar aqui. Esse não é um clube exclusivo.

- É sim. Mas ser filha do Chanceler me abre algumas portas.

- Chanceler!? Você é filha do Chanceler da Áustria.

- Desde que eu nasci... – Ela brincou e sorriu: - Isso muda alguma coisa?

Eu fiquei perplexo, mas logo sorri de volta. Aliás, dei uma risada gostosa:

- Claro que muda. Ontem, eu fui barrado e hoje quase fui carregado no colo...

- Por que você esteve aqui ontem?

Acabei explicando para ela da minha investigação, da minha tentativa frustrada de entrar aqui e da minha campana que deu em nada. Fomos interrompidos brevemente por um garçom que veio pegar nossos pedidos. Ela, entretanto, me ouvia atentamente, em silêncio. Só quando acabei e isso depois de chegar a parte em que Helena me bloqueou é que Annie falou:

- Essa mulher não te ama, Beto. Não vejo nada que possa justificar uma atitude dessas.

- Pois é. O pior é justamente ela fazer sem me explicar o porquê. Se ela ainda me dissesse “terei que ficar off line por alguns dias em virtude de alguma cláusula de sigilo empresarial”, eu aceitaria, mas me deixar assim sem nenhuma explicação é que me machuca.

Annie se apiedou de mim e tocou a minha mão, acariciando. Só então me dei conta da palavra que usei “machuca” e, pela primeira vez desde que cheguei ali, senti ter me aberto totalmente para alguém.

Assim que nossas bebidas chegaram ficamos em silêncio até o garçom nos servir. Aproveitei para dar uma analisada no ambiente. O luxo despontava absurdamente. Realmente estávamos entre os “mais mais” dos “mais mais”. Fiquei até com medo de imaginar quanto o meu uísque e o Spritzer de Annie custariam. Mas Annie, entretanto, parecia habituada e despreocupada.

Ela, notando o meu deslumbramento, começou a me falar do local, dando aula sobre estilo clássico, neo clássico e outros tantos que eu nunca ouvi falar, explicando isso e aquilo de algum detalhe daquele salão. Outro garçom se aproximou e nos entregou os cardápios, retirando-se após. Abri e meu queixo quase caiu no piso de mármore carrara. Havia pratos a partir de € 40 (uma simples saladinha) até €a espécie de carpaccio com caviar).

Após algum tempo, um senhor bem vestido, maduro, de andar ereto e olhar sóbrio se aproximou e nos cumprimentou. Annie se levantou e o abraçou, conversando algo em alemão. Ele parecia a conhecer há tempos e após retribuir a gentileza, trocando algumas palavras, me olhou, estendendo a mão:

- Sou Hans Fritz, seu criado. Espero que sua experiência hoje seja a melhor possível, senhor.

Annie voltou a se posicionar à frente de sua cadeira e ele a ajudou a se assentar, empurrando a cadeira pouco à frente. Depois, voltou sua atenção para mim:

- Já estão prontos para pedir, senhor?

Antes que eu dissesse algo, algo que eu não sabia o que era, Annie me encarou:

- Que tal fazermos um menu de degustação, Beto. Conheço o chef daqui e ele é simplesmente divino. Acredito que se surpreenderá.

Imaginei que a facada me engoliria vários e vários euros, mas o Mr. Fritz se adiantou, dizendo que a sugestão de Annie era espetacular, uma verdadeira viagem pelos tons, sabores e sensações.

Antes que eu dissesse algo novamente, uma figura jovem, pouco mais velho que a Annie, mas bem mais nova que o Mr. Fritz se aproximou:

- Annie!? É você mesma? – Disse o rapaz, todo paramentado como um chef: - Há quanto tempo?

Annie novamente se levantou e o abraço agora foi mais efusivo, apertado, íntimo mesmo. De imediato, entendi que ali havia alguma história. Annie o apresentou para mim como Leo. Apenas Leo... Levantei-me e ele me abraçou ao invés de apertar minha mão, dando ainda dois beijos em meu rosto, algo que me surpreendeu bastante.

Annie falou de sua sugestão de fazermos o tal menu de degustação:

- Magnifique! – Disse o tal Leo, quase quebrando o punho: - São meus convidados. Faço questão de surpreendê-los.

Trocamos algumas palavras e ele saiu em direção à cozinha, quase saltitando de tanta felicidade:

- Ex-namorado? – Perguntei assim que já estávamos sentados.

- Quem? O Leo!? – Indiquei que sim com um sorriso e ela gargalhou, contendo-se em seguida: - Beto, o Leo é gay! Não viu o jeitinho dele? Nós fizemos um curso de línguas juntos. Só isso...

Dei uma risada e ela continuou:

- Bem, não foi só isso... Na verdade, eu apresentei um amigo para ele... – Annie sorriu e piscou novamente um olho para mim.

Bom, resumindo... Foi uma noite simplesmente espetacular. Bebemos, comemos, conversamos muito e nos divertimos demais. Chegamos até a dançar coladinhos uma música do Júlio Iglesias, bem ao lado da nossa mesa, chamando a atenção de quase todos no salão.

A uma certa altura, a natureza fez o seu papel e precisei usar o banheiro. Pedi licença e disse que voltaria em breve. Ela disse que me aguardaria no bar, pois ainda queria tomar um drink, cujo nome agora não me recordo.

No banheiro, após me aliviar, enquanto lavava as mãos, me peguei imaginando se não poderia estender a noite com Annie. Ela queria, estava estampado em sua cara. Acho que só dependia de mim e não era fácil. Decidi não decidir nada, deixando para o acaso.

Fui até o bar e não vi Annie de imediato. Imaginei que ela pudesse ter ido ao toalete. Pedi outro uísque e me sentei num banco para aguardá-la. Fiquei bebericando e olhando tudo ao meu redor, tudo, todos e ninguém ao mesmo tempo. Até que, numa mesa mais escanteada, eu a vi: Helena. E ela não estava só. Junto dela havia 1 homem que eu nunca vira antes.

Helena estava linda, usava um vestido longo e chique, parecia preto de onde eu estava. Seus cabelos estavam soltos, caindo em ondas sobre os ombros, algo que ela usava apenas em momentos particulares. De tudo, o que mais me impressionou é que ela parecia estar feliz, conversando, sorrindo, mas sem intimidades excessivas. Apesar de que, de onde eu estava, parecia ver alguns movimentos sugestivos sob a mesa.

Eu não consegui desviar o meu olhar dela e não sei quanto tempo fiquei ali encarando a minha própria esposa, como se eu fosse um tarado qualquer. Mas foi tempo suficiente para, num momento em que seu acompanhante saiu e ela ajeitava o cabelo, vê-la olhar na minha direção, e me encarar, abrindo a boca de imediato.

Sustentei o meu olhar, mas ela não. Helena fechou os olhos e baixou a cabeça, balançando-a como se estivesse tonta ou se duvidasse de si mesma. Ela voltou a olhar na minha direção, os olhos espremidos, atentos, e depois de confirmar que eu era eu, os arregalou novamente, voltando a ficar boquiaberta.

Dei uma golada no meu uísque e levantei o copo na direção dela, brindando a nossa desgraça. Eu quase podia ouvir o seu coração batendo descompassado de onde eu estava. Não sei quanto tempo ficamos assim, porque o tempo passou a ser um incerteza como muita coisa em nossas vidas. Mas durou até ela colocar uma mão sobre a boca, como se estivesse contendo um grito do mais puro horror.

Ali, naquele momento, só havia eu e ela. Nem me dei conta de que seu acompanhante já havia retornado, agora com uma loira alta e que estranhamente me parecia conhecida. Assim que eles viram que algo estava errado com Helena, começaram a conversar com ela, tentando tirá-la daquele transe, e conseguiram tirar a atenção dela de mim por um instante. Aproveitei para sair do balcão e como a Annie não apareceu, retornei à nossa mesa.

Annie estava lá, conversando animadamente com o Leo que agora ocupava o meu lugar, mas que se levantou ao ver minha aproximação:

- Desculpa, Beto, mas eu estava com tanta saudade de Annie... – Disse ele, quase quebrando o pulso.

Ela também me encarou, sorrindo, meio constrangida:

- Desculpa, Beto. Acabamos ficando entretidos aqui.

Acenei positivamente com a cabeça e me sentei, sorrindo para o nada.

Leo agora estava de pé ao nosso lado e Annie seguia conversando com ele até dizer:

- Ainda quero o meu drink. Você me acompanha, Leo?

- Claro, querida.

- Tem algum problema para você, Beto?

Eu estava entorpecido e não era pela bebida. Ainda assim me esforcei para lhe dar um sorriso e pisquei um olho, dizendo que a aguardaria. Ela se levantou e foi até o bar com o tal Leo a tiracolo.

Olhei para as minhas mãos e vi apenas o meu copo. Fiquei bebericando meu uísque, ainda sem saber o que fazer: confrontar Helena enfim, ou simplesmente dar-lhe as costas? Afinal, ela estava acompanhada, de outro. Foram minutos de um breu existencial, até que senti um toque em meu ombro. Suspirei fundo, vestindo a minha melhor máscara de “tudo bem”, tentando não afetar a Annie e falei:

- Já era hora...

Imaginei que fosse Annie, mas, quando subi o meu olhar, senti como se o mundo todo parasse, porque ali, parada ao meu lado, com o olhar de quem havia visto ou ainda via um fantasma, estava ela: Helena.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 335Seguidores: 709Seguindo: 28Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Ainda não li os comentários, meio ocupado, mas vou soltar mais uma pérola. Se a Helena está traindo, ela é a melhor atriz de todos os Tempos, mais fria que um Iceberg da Antártida, mais calculista que um Engenheiro Aeroespacial, pois ela conversou com o marido algumas horas atrás, acreditando que ele estaria no Brasil, afogando as mágoas pela ausência dela, num pequeno SPA, agora ele aparece num clube super exclusivo em Vienna, dando nela um flagrante de traição, então ela reage partindo para um confronto, que diga-se de passagem o Beto arregou, se essa mulher for traidora, tem que ser analisada minuciosamente pela NASA. Kkkkkkkkk

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Esse capítulo só serviu para ratificar que o Beto é um Banana Split Quádruplo com Sorvete de Manteiga Belga, cacetada, ela vê a mulher dele, olho no olho, ela fica sozinha e se afasta porque ela tá acompanhada de outro homem, é ser muito frouxo das idéias, precisou que a Helena tomasse a iniciativa que deveria ser indubitavelmente dele, nem vou falar mais nada, ele me deixou com um desgosto profundo, a Helena tem que explicar um monte, não sei se consegue, mas como já disseram, traição dela, ainda não teve flagrante com provas.

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Fico imaginando ele indo até ela e pedindo para conversar e ela dando uma negativa pra ele na frente de todos e tendo que passar por mais esse constrangimento perante todos ali que vão ficar rindo do corno que surgiu do nada e tá levando toco.

Pensando assim talvez tenha sido mais inteligente essa estratégia, tendo em vista a surpresa da sua presença em local tão exclusivo e também o fato de quem tem que se explicar é ela.

Mas não sei porque lembrando de outros contos do proprio Mark o de um personagem chamado Gervásio foi humilhado pela esposa com um ricaço em uma festa eu creio que o mesmo vai acontecer com ele. De alguma forma bem gritante ela vai humilhar ele neste evento e isso vai ser um divisor de águas.

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Ótimo!!!!! Agora vamos ver quais são as reações de ambos. Essa jogada do Mark foi ótima. Colocou os dois em pé de igualdade, ela acompanhada de um cara "poderoso", mas ele tb está com alguém muito influente. Ela jamais esperaria que ele tivesse acesso a tal lugar e ainda acompanhada da filha do "Chanceler". Claro que são por situações diferentes, mas de certa forma vai ser bonito de ver o embate, principalmente quando a Annie voltar e se apresentar e a Helena constatar que o marido está acompanhado de uma mulher deslumbrante.😂😂😂😂😂😂 Manda o próximo capítulo hoje Mark.

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Mark vc é um gênio em criar histórias e expectativas...

Acho que sobre a história há pouco p comentar...não acho que Annie esteja envolvida, seria muita coincidência ele ir bem naquele café e etc...na vdd ninguém nem sabia que ele estava lá!!!

Acho que a esposa caiu numa espécie de máfia de prostituição internacional...de alguma forma foi obrigada fazer isso ou então, achou que a parte financeira garantiria o futuro financeiro da família. Só esqueceu de combinar com o marido. Até pelo título, acho que vai ser mais ou menos isso.

Aí o dilema do cara, aceitar e aguentar a situação se divertindo TB, ou acabar com tudo (o que não parece pelas tags) ou simplesmente se autodestruir aos poucos. Ela não vai parar e mesmo se parasse que tipo de relacionamento eles iriam ter após tudo isso?

Muito bom...mas, como na maioria dos contos do Mark, o cara vai sofrer até aceitar a cornitude. Kkkk

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Manfi82 por favor me ajude com uma questão

Porque bons homens bons maridos decentes normais sempre tem de ser feitos de corno e praticamente obrigado a aceitar isso na maioria dos contos?

Não consigo ver lógica, na realidade pensonque tudo isso é muito triste e deprimente.

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Porque se não, não haveria conto.

Se o cara fosse um canalha, fdp, arrogante, um marido de merda um péssimo pai, todo mundo ia achar certo ele levar chifre.

Agora o fato do marido ser gente boa, honesto, lutar pela família e demais virtudes, faz com que o leitor se interesse pela história e fique do lado do personagem.

Outro ponto é que 95% dos leitores desse tipo de conto são homens, então o personagem a se dar mal é um homem. A verdade é que o leitor desse tipo de história busca um pouco a dor do personagem. Porisso que todos que reclamam desse tipo de história não perdem uma.

Em todos os contos de traição eles estão lá reclamando, brigando, atacando, mas estão lendo todos.

Bizarro né ?

Outra coisa é que os leitores dos contos cuckold/hotwife e traição dificilmente estão lendo outros temas.

Então os autores dão o que os leitores querem. ..

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Acho que poderíamos nos classificar como um bando de fofoqueiros querendo saber da vida de outros casais kkkkk, o problema é que sou muito romântico e sempre desejo que o amor vença assim como a verdade a cumplicidade e a honestidade e na maioria doa contos quem é gente boa sempre se ferra.

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Ou será que gostamos da dorzinha que esses contos transmitem?

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Primeiro uma observação: dos contos que li, ainda não achei um autor com melhores cliffhangers que você. Um dia vou escrever um conto nesse sentido e você vai ser minha inspiração com certeza. Dito isso...

Bicho, a Annie tá envolvida? Porque é coincidência demais. Ele ver a Helena "se divertindo" não quer dizer muita coisa. A vida é um jogo de máscaras e ela como executiva sabe bem como se mascarar. A questão agora é... Até onde essa coisa doentia foi? Cacete, que loucura!!!

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Vc tb é um dos melhores escritores desse site, sou seu fã, adorando a saga do Big Mac hahaha

Dito isso, excelente teoria, a Annie leva o Beto ao clube que a Helena está, some por muito tempo ... O figurão que provavelmente tá ''comendo'' a Helena pode ser o pai da Annie traindo a mãe dela e ela descobriu e resolveu armar o flagrante, mas a teoria tem um furo pq o Beto que encontra a Annie sentando na cafeteria que ela trabalha ...

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Obrigado, amigo... Eu fico sem jeito... Rsrs eu acho que tô melhorando! Um dia eu chego no patamar desses pessoal tipo o Mark... Rsrs

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Mark isso é maldade sua, quer provocar um enfarto coletivo por ansiedade. maldade pura.

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Ai, meu Deus. Fiquei tão atordoada que me esqueci de agradecer.

Muito grata, Mark “malvado” da Nanda !!!

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Bem que você podia mandar o próximo … nem que fosse só para mim !!! Rsrsrs

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Foto de perfil de Nanda do Mark

Acho que vou começar a chamar ele de "Dark" da Nanda, porque ele tá mesmo numa "vibe" meio sádica. Minha bunda que o diga...

Vou nada! Tô adorando tomar uns tapas.

🤣🤣🤣

Beijão procê,

Sumida Ida.

Olha! Até rimou...

💋

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Na verdade, quem anda sumida, é você !!!!

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Mark, seu malvado !!! Agora vou ter que esperar pelo próximo capítulo ???

Só que antes, tenho que dar um pulinho na farmácia. Meu ansiolítico acabou ontem !!!

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Dureza vai ser aguentar até o proximo capitulo e a conversa, provavelmente, ''definitiva''

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Duvido.

Vamos padecer nesse limbo um tempo ainda...

Mark tá numa vibe sádica. Está adorando nós ver sofrer..

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Então, ele não viu nada de mais e ainda deixou ela ver ele. Prova cabal de uma traicao ele não tem e agora que ela sabe que ele está ali, ela não vai fazer as coisas nas claras.

Ele pode questionar ela sobre as menssagens e sobre o fato dela ter bloqueado ele, mas o que ela vai responder ? Vai ser a verdade ?

Ou ele pode jogar um verde e simplesmente dizer. "Tô aqui a x dias e já vi tudo que precisava ver, de mim vc não tem mais nada a esconder, quer a chance de falar da sua boca e dar a sua versão ou essa vai ser a última vez que vamos nos ver ? Pq no Brasil você não terá oportunidade nenhuma de dar a sua versão. Voce já escolheu me deixar uma vez, quando escolheu estar aqui fazendo o que esta fazendo em vez de estar viajando comigo como haviamos combinado, você ja me bloqueou e me evitou ontem, hoje, aqui e agora, cara a cara, olho no olho, você vai decidir fazer o que ? Vai sentar e se explicar ou pela terceira e última vez você vai escolher outro e me excluir definitivamente da sua vida ?"

Ele tem que meter essa, aí ela não vai ter escolha, ou ela sai calada ou ela corre atrás do relacionamento e joga a verdade na mesa.

O cara é advogado, espero que faça jus a profissão kkkkkkkk

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Sim. O cara deveria fazer isso.

Mas ele não passa de uma marionete do Mark.

E se o Mark quiser, ele enrola a gente com um monte de flash back nos fazendo sofrer de ansiedade.

Porque ele sabe que o conto é excelente e capturou a nossa atenção.

Tô dizendo...

Vamos padecer aqui por um tempo ainda 🤣🤣🤣

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Foto de perfil de Mark da Nanda

Eu nao ia fazer isso, mas já que vocês me veem como uma má pessoa, vou sacanear.

A partir do próximo capítulo, sessao "flash back" para vocês.

😈

🤣🤣🤣

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Da pra melhorar isso Tio Mark, faz um de só de flashback e depois um inteiro de conversa com a terapeuta.

A galera vai amar !

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E haja remedinho pro coração...🤣🤣

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exatamente isso, calça de veludo ou bunda de fora, a hora é agora chega de enganação

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Aiaiai...

E ansiedade????

Como fica?

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Agradecido Id@

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Por nada !!!

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Senti um tiquinho de uma leve ironia... Rsrs

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Nunca !!!

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Mas que Mark deixou a gente no vácuo deixou kkkkkkkk

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No vácuo, não. Deixou a gente maluco !!!

Mas ele é malvadão, mesmo

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