Uma puta dama - parte 4

Um conto erótico de Beto (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 3782 palavras
Data: 26/01/2026 09:59:49

Pouco antes de terminarem a reunião daquele dia, me levantei e fui me posicionar mais afastado. Vi quando as pessoas começaram a sair, e novamente Helena e Richard, agora acompanhado pelo Mr. Bronson e outros. Após algumas poucas conversas, eles saíram do prédio e ficaram conversando, certamente esperando seu transporte.

Aproveitei para sair por uma porta lateral e buscar o meu próprio carro. Foi o tempo de eu entrar e manobrar para ver várias pessoas entrarem numa van, inclusive o Richard. Estranhamente o Mr. Bronson, Helena e outro homem ficaram para trás. Assim que a van saiu, um sedã preto se aproximou e eles entraram: Helena e Mr. Bronson atrás, e o outro na frente. O detalhe crucial foi a mão dele nas costas dela, quase na cintura, pouco acima da bunda.

Eu não precisava de mais nada. Era chegada a hora de dar o flagra.

[CONTINUANDO]

Segui o sedã pelas ruas de Viena por um bom tempo, até estacionarem na frente de um prédio que parecia ser histórico pelas suas linhas arquitetônicas. Vi quando os três desceram: primeiro, o estranho que vinha sentado na frente, que ofereceu a mão para Helena descer e o Mr. Bronson que saiu pelo outro lado. Eles rapidamente entraram, lado a lado naquele prédio, com Helena ao meio.

Estacionei numa rua próxima e fui até o prédio. Ali descobri que era uma espécie de clube, onde funcionava um bar e restaurante para os muito muito muito ricos. Claro que eu iria entrar e claro que eu iria fazer uma cena. Acho até que devia estar estampado no meu rosto, porque um segurança não me deixou entrar. Após eu ser barrado e ele ter falado ou me xingado em alemão, levantei meus ombros e mesmo sem saber o que ele disse, perguntei no meu inglês:

- Por que não?

O meu algoz olhou rapidamente para um colega que estava ao seu lado e me respondeu também em inglês:

- Porque é um clube exclusivo. Não entra se não for sócio ou como um sócio.

- Mas... meus amigos acabaram de entrar. Um cara alto, forte, branco, com um bigodão... Mr. Bronson é o seu nome. Ele está acompanhado de uma morena bonita e de um outro rapaz. Eu vinha logo atrás deles...

Minha explicação foi tão convincente que vi a dúvida ser plantada na cabeça dos dois seguranças. Ainda assim o protocolo impunha que eu estivesse junto deles, e eu não estava, óbvio.

Insisti um pouco mais e, mesmo com uma dor no coração, saquei mais 3 notas de € 100,00. Os seguranças se entreolharam e depois a mim, mas agora o olhar deles era frio, quase congelante, assustadoramente antártico:

- Você deve ser jornalista. Tem pinta de jornalista. Talvez algum programa sensacionalista, querendo armar algum barraco por aqui... – Disse o outro, uma voz rouca e ainda mais assustadora que o primeiro: - E eu não gosto de jornalistas.

- Não sou jornalista. E eu lá tenho cara de jornalista?

- Bem... Cara de rico você não tem. – Respondeu o meu primeiro algoz e me deu um leve empurrão para trás: - E é melhor você ir embora, ou teremos que tomar providências para convencê-lo a partir.

- Até prefiro que ele fique. - Disse o outro, alisando uma mão já fechada: - Faz tempo que não parto alguém.

Vi que se permanecesse ali, de duas uma iria acontecer: ou eu iria apanhar feito um cachorro sarnento, ou eles iriam me dar uma surra das boas. Decidi me afastar e analisar melhor o prédio. Notei que a única entrada “social” era aquela guardada pelos dois brutamontes. Havia outra porta lateral. Fui até ela e tentei abri-la, mas nada, fechada, trancada. Talvez fosse o acesso dos empregados, não sei... Não me restava outra saída senão aguardar. Então, montei tocaia num ponto estratégico a entrada principal, nem perto demais para eu ser visto, nem longe demais para eu perder a visão. E aguardei... aguardei... aguardei...

Segundos se transformaram em minutos; minutos em hora; hora em horas. Quando já passava de quase 3 horas de campana, eu, cansado obviamente, fui até o meu carro. Sentei-me e fiquei navegando em meu celular. Minha conversa com Helena estava no mesmo ponto. Decidi eu então testar o terreno e mandei uma mensagem para ela:

“Oi, amor, pode falar?”

A mensagem foi enviada, recebida, mas não lida. Consequentemente, não foi respondida.

Mandei outra, mais sarcástica:

“Você deve estar mesmo muito ocupada para não poder falar com o seu marido, não é?

Fico me perguntando o que poderia ser mais importante que eu, afinal, já passam das 21:00 e acredito que você já deva estar no hotel.”

Novamente a mensagem foi enviada, recebida e agora lida, tanto esta como a anterior. Vi surgirem os “3 pontinhos”, sinal de que ela digitava. Só que ela teclava e apagava... teclava e apagava... Fez isso umas 4 ou 5 vezes até me enviar uma resposta:

“Amor, desculpa. Estou no meio de um jantar de negócios muito importante. Assim que sair, juro que te ligo, nem que seja de madrugada. Por favor, me perdoe.”

Tentei apelar para o emocional dela:

“Poxa, mas nem uma palavrinha com o marido. Nem um ‘eu te amo’?”

Enviei a mensagem, mas agora nem recebida foi, sinal de que ela havia ativado o modo avião, ou desligado o aparelho.

- Portada na minha cara!? Filha da puta... – Resmunguei e dei um murro no volante do carro.

A merda da buzina disparou. Devia ter entrado em curto ou algo parecido. Menos mal, poderia ter disparado o airbag e aí eu estaria numa situação complicada. Desesperado, comecei a dar soquinhos na buzina e na lateral do volante, como se isso pudesse resolver o problema. E contra todas as expectativas, resolveu! A buzina parou. Respirei aliviado, mas o meu alívio passou rapidinho quando me lembrei o porquê de eu estar ali. Não sabia mais o que fazer: ficar, certamente não daria em nada; sair, também não. A fome começou a apertar e decidi dar por encerradas a minha tocaia. O flagra teria que esperar.

Voltei ao meu hotel. Tomei um banho e pedi o meu jantar no quarto, um prato a base de “Spareribs” (costelinha) e uma salada. Fiquei acordado até as 23:00, imaginando o que ela estaria fazendo. Pior! Acho que o idiota aqui ainda aguardava que ela me ligasse e me confessasse algo ou dissesse que tudo não passava de um equívoco. Vencido pelo cansaço, adormeci.

Não sei se foi o cansaço acumulado dos dias anteriores, mas dormi igual uma pedra. Nem me lembro de sonho ou pesadelo algum. Acordei às 9:00 com os raios do sol entrando pela janela. Olhei em meu celular e estava apagado. Por um descuido meu, esqueci de colocá-lo para carregar. Peguei o carregador que havia levado só para descobrir que a tomada era diferente do padrão brasileiro. Então, desci e fui tomar o meu “break fast”.

Comi enquanto pensava, a atenção presa a uma planta que parecia uma samambaia no canto do salão do restaurante. Eu tentava ligar os pontos para tentar chegar a alguma conclusão, ou ao menos compreender algo do que estava acontecendo. Mas quanto mais eu pensava, mais eu ficava sem entender nada.

Passei no saguão e perguntei onde poderia comprar um adaptador. Fui informado que a loja de materiais eletro-eletrônicos mais próxima ficava a uns 6 ou 7 quarteirões, ou seja, longe pra dedéu. O dia estava claro, um céu limpo e azul e apesar da tempestade em que eu vivia, decidi aceitar o conselho da Silvana e aproveitar um pouco. Sai para caminhar, não um passeio exatamente, mas eu precisava tentar espairecer um pouco, mesmo que fosse para comprar um adaptador para o meu carregador.

No caminho não pude deixar de notar que bela cidade Viena é. Aliás, para quem não conhece, Viena é uma cidade de uma cultura riquíssima, cheia de palácios, museus, e uma história que atravessa séculos. É também conhecida como “Capital da Música” por ter sido berço de músicos como Mozart e Beethoven.

A arquitetura é bastante diversificada, com prédios modernos, de linhas retas, minimalistas, mas ainda possuindo vários palácios clássicos belíssimos. É certamente um local que vale a pena estar, só ou bem acompanhado.

E lá estava eu, a síntese do improvável: casado, mas só.

Corrigi-me mentalmente: ainda casado, mas certamente um divorciado muito em breve.

Andei pra caramba e já começava a me perguntar se eu não havia pegado algum caminho errado. Vi uma loira muito bonita sentada num banco, tomando um ar de olhos fechados e me aproximei. Pedi se ela poderia me ajudar e perguntei da tal loja. Por sorte, ela não era uma turista, trabalhava num pequeno café ali perto e me acompanhou até uma loja.

Não sei se era a tal loja, parecia mais um 1,99 dos que temos aos montes no Brasil, mas teria que servir. Não comprei o meu adaptador porque o vendedor me disse que não tinha, então tive que comprar um carregador. Aproveitei e também comprei um “power bank”, já carregado para o meu celular.

Aproveitei a gentileza da bela loira e fui até o seu café consumir algo. Foi o café mais esquisito que já tomei na minha vida: preto, mas não forte; servido numa xícara grande e sem açúcar. Se não fosse um gostoso strudel de maçã com um creme que parecia chantily que Annie, a loira, me fez questão de servir, não sei se teria conseguido beber aquela “iguaria”.

O movimento ainda era fraco e ela se sentou à mesa comigo. Curiosa, começou a perguntar e falar. Tagarelou ainda mais quando contei que era brasileiro. Ousada, pegou a minha xícara e tomou um gole. Fez uma cara horrível quando o café desceu pela garganta. Então disse alguma coisa em alemão, creio eu, que entendi nada, passando para o inglês logo depois:

- Por que não me falou que o café estava horrível?

- Eu... pensei que fosse assim.

- Assim!? Eu não daria isso nem para o meu pior inimigo no dia de sua execução na guilhotina. Espera aí que vou te trazer outro.

Ela saiu rapidamente para trás do balcão e começou a mexer numa cafeteira expresso. Ela realmente estava concentrada naquilo. Conectei meu carregador ao “power bank” e ele já começou a se recarregar. Deixei ele de canto e Annie retornou com uma outra xícara:

- Agora você vai tomar um café bom. – Disse ela, mas acho que ainda desconfiada de si mesma, ela me olhou e deu uma leve bebericada antes, sorrindo: - Hummm...

Bebi e realmente o café era outro. Voltamos a conversar e a conversa embalou tanto que me esqueci do que eu pretendia fazer. Foram quase 2 horas de conversas interrompidas, pois ela precisava trabalhar também, mas ainda assim arrumava jeito de me dar atenção.

Eram quase 11:30, quando Annie foi atender um casal. Liguei meu celular. Havia uma mensagem de Helena, enviada às 2:40 da madrugada:

“Amor, sinto muito. O jantar se estendeu mais do que eu esperava. Para ajudar tive uma dor de cabeça das bravas quando cheguei ao hotel. Devo ter comido algo que não me caiu bem. Até vomitei. Enfim, tomei um remédio e tentei dar uma cochilada antes de te ligar. Acordei só agora. Você já deve estar dormindo e puto comigo, no mínimo, decepcionado, e com razão. Prometo que te ligo assim que você acordar amanhã de manhã, nem que eu tenha que sair no meio da reunião.”

De toda a mensagem, a única parte que gravei no coração foi a que não estava ali. Helena não havia me dito um simples “Eu te amo!”. Só respondeu, justificou, ou apresentou uma desculpa, como se fosse uma nota, um memorando, e só. O pior é que eu não sabia mais se acreditava ou não nela. Tudo parecia muito bem orquestrado para evitar que conversássemos um com o outro. Ela sempre tinha uma justificativa, uma desculpa e isso só alimentava a minha desconfiança.

Quando Annie retornou para a minha mesa, notou meu semblante chateado. Qualquer um notaria. Ela até quis saber se poderia me ajudar, se eu queria conversar, mas tudo o que eu menos queria era tornar ainda mais público o meu chifre.

Agradeci sua gentileza e hospitalidade. Quis pagar, mas ela não aceitou:

- Annie, se você deixar de pagar cada pessoa que socorrer, vai começar a ter déficit no caixa.

Ela me olhou e deu um grande sorriso:

- Você é um cara legal, Beto. Acho que um café sincero e um sorriso amigo não me custarão tanto assim.

Sorri de volta para ela e meio que se pensar propus:

- Então, almoça comigo. Eu pago. Só que... você precisa me dizer onde tem um bom restaurante porque eu não conheço quase nada daqui.

Acabou que, minutos depois, saímos os dois juntos, lado a lado. Ela me deu 3 opções, mas deixei ao cargo dela. Annie quis o mais barato dos 3, mas após eu perguntar se os outros não eram bons, ela disse que eram, até melhores, mas mais caros. Então, eu sugeri o de valor mediano e ela aceitou.

Mais uma caminha de uns 15 minutos e já estávamos sentados. Eu pouco conhecia da culinária local e ela me sugeriu um “Wiener Schnitzel”, uma vitela empanada e frita, acompanhada de salada de batatas. Não sou muito amante de vitela, mas ela fez uma propaganda tão boa do prato que topei. Ainda bem que ela me convenceu, pois estava realmente muito bom:

- Então você estuda...

- Ah sim. Faço faculdade de artes. Quero ser uma pintora algum dia.

- E já pinta?

- Tenho alguns rabiscos... – Ela sorriu, ficando vermelha e desviando o olhar.

- Tem algo no celular para que eu possa ver?

Ela me encarou e ficou parada por um instante, talvez analisando meu pedido. Depois, pegou o celular e acessou uma galeria de fotos, entregando-me o aparelho. Comecei a passar pelos esboços dela e sou sincero, não entendo nada de arte. Talvez ela até fosse boa, mas eu só via alguns riscos, desenhos estranhos e pinturas sem muito nexo. Ainda assim fingi estar impressionado.

Fui passando imagem por imagem, com ela me analisando. Aliás, ela mais me olhava que ao próprio aparelho. Entretanto, quando eu parei numa foto dela, nua em frente a um espelho, devo ter feito uma expressão de surpreso, porque ela abaixo o olhar pouco depois:

- Não! Essa aí não. – Disse pegando o aparelho e segurando-o junto ao peito, de olhos fechados.

Tentei deixar o clima mais ameno e brinquei:

- Essa aí deve ser uma pintura de Da Vinci...

Ela me encarou e sorriu, franzindo o nariz e balançando curtamente a cabeça em negação:

- Nãããão. Essa quem fez foi o meu pai e minha mãe.

Sorri para ela e pisquei:

- Relaxa. Não contarei para ninguém o que vi.

Ela suspirou e após pressionar os lábios, um clássico sinal de tensão, explicou:

- Eu estava sem modelo e queria pintar um nu. Então, posei eu mesma para o espelho.

- Foi uma boa ideia. E pintou o quadro?

Ela acenou positivamente e buscou uma imagem na galeria, mas agora me mostrando o aparelho nas próprias mãos, como se tivesse medo que eu acessasse sua intimidade novamente. A pintura representava bem a fotografia que eu havia visto. Entretanto, o semblante era diferente, parecia meio perdido, triste:

- Está ruim, não é? Eu também não gostei...

- Não. A pintura está muito boa. Muito mesmo. Mas o semblante... Você parecia triste.

Foram 30 minutos dela explicando que havia terminado um noivado bens naqueles dias. Então, realmente a pintura podia ter absorvido seu estado, o que ela estava sentindo naqueles dias.

Quando nossa conversa já parecia recuperada, uma ligação irrompe em meu celular: Helena. Olhei para o aparelho e fiquei sem reação. Aliás, tive uma: silenciar a chamada. Ainda assim Helena seguia me aguardando. Não sei quanto tempo fiquei encarando o aparelho, mas foi o suficiente para Annie me perguntar se eu não ia atender. Eu queria, muito! Queria tanto conversar com Helena, tentar entender tudo o que estávamos passando, mas algo me desmotivou. Desliguei a chamada:

- Agora não.

E eu não só encerrei a chamada: coloquei meu aparelho em modo avião para não ser interrompido novamente. Parecia pirraça de criança, copiando o que a outra havia feito. Mas fiz! Se Helena achava que eu estava à sua disposição, estava muito enganada. Annie merecia a minha atenção e a teria enquanto estivéssemos juntos.

Terminamos o almoço e saímos a caminhar na direção do café. Annie ainda tinha algum tempo antes de voltar ao trabalho e eu decidi aproveitar com ela. Sei que parece preconceituoso, mas Annie falava pelos cotovelos. Até isso tinha uma explicação: era a típica mulher quando se mostra interessada em alguém, para parecer simpática. Talvez ela até fosse e eu, ainda atordoado com a provável traição de Helena, agora duvidasse até mesmo das intenções dela.

Voltamos até o café. Despedi-me de Annie com um aperto de mão. Ela me deu o número de seu telefone, dizendo que se eu precisasse de um café amargo, bastaria ligar para ela. Então, ela me deu um abraço e um selinho, sorrindo na sequência e se virando para entrar na cafeteria, quase saltitante. Eu não sabia como Helena e eu ficaríamos ainda, mas naquele instante, eu sabia que não ficaria sozinho em Viena, se eu quisesse.

Voltei para o hotel. No caminho, desativei o modo avião e senti meu aparelho vibrar e bipar. Uma nova mensagem havia chegado, certamente da Helena, e eu estava certo:

“Amor, eu sei que você está bravo, mas preciso que entenda, não foi por mal. Eu só... estou ocupada demais. Não estava preparada para vir nessa convenção. Caí de paraquedas e continuo caindo rápido. Por favor, me perdoe por estar sendo ausente. Tenho um intervalo em 1 hora. Me liga ou me faz uma chamada de vídeo, pode ser via WhatsApp. Por favor... Estou morrendo de saudades de você.”

Novamente, o memorando foi entregue. Novamente, sem um “Eu te amo!”. Isso era estranho! Helena nunca foi de esconder seus sentimentos por mim, estivesse onde estivesse, mesmo em reunião, num evento social, em qualquer lugar. Ela dizia que sentia orgulho de mim e que dizer que me amava, fazia bem a ela e a deixava mais pronta para enfrentar o mundo. Mas só hoje já havia evitado essa expressão 2 vezes.

Tentei abstrair aquilo. Tentei me convencer de que pouco importava ela me amar ou não, afinal, já estava me traindo de qualquer forma e a traição em si é uma prova de mal querer. Ainda assim decidi ligar para ela como ela havia me pedido, não para trocarmos palavras, mas para combinarmos um local neutro para nos encontrarmos ainda naquele dia. Eu já sabia demais e esperar para confrontá-la, não me parecia mais necessário.

No horário indicado por ela, acredito que dentro de seu horário de almoço, liguei. O aparelho tocou 4 vezes até ser atendido:

- Hello? – Disse uma voz masculina, grave, meio rouca.

Fiquei sem ação e... desliguei. Olhei para o número que eu havia discado e não havia erro, era o da Helena. Aliás, eu liguei via WhatsApp, então não tinha como ter errado.

Perplexo, fiz uma nova chamada. E novamente o aparelho tocou... tocou... tocou... e:

- Hello? Who’s speaking? – A mesma voz masculina novamente atendeu.

- Quem fala digo eu, caraio? – Extrapolei, em meu bom e velho português, pouco me importando se ele fosse me compreender: - Cadê a Helena?

Não sei se a pessoa me entendeu ou não. Mas aparentemente ficou surpresa. Ouvi ele conversar com algumas pessoas, inclusive uma mulher. Imaginei que seria Helena, e já me preparava para atendê-la, mas ao contrário do que eu esperava, a chamada foi encerrada.

Respirei fundo, tremendo de ódio. Olhei para meu aparelho celular e decidi que iria até o local da convenção. O contato virtual não estava funcionando, então eu partiria para o tête-à-tête. Peguei as chaves do meu carro, mas antes de sair do quarto, meu telefone tocou. Olhei e era Helena:

- Alô?

- Amor?

- Helena, quem é o bastardo que estava com o seu celular e bateu o telefone na minha cara?

- Como?

- Quem é o filho da puta que está aí com você?

Ouvi ela falar algo em inglês com alguém, mas não consegui entender direito o contexto. Só uma expressãozinha ficou clara: "It's my husband and he's nervous." Logo, depois ela voltou a falar comigo:

- Beto, fica calmo...

- Calmo!? Eu tô fulo da vida. Porra, meu! O que está acontecendo aí?

- Beto, calma. Não tem o porquê de ficar nervoso. Era só o Mr. Bronson e...

- Mr. Bronson! - Eu a interrompi: - E por que esse filho da puta estava com o seu celular, Helena?

- É que... É que... Eu... Ele... Bem... Enfim... - Ela suspirou pesadamente, deixando um silêncio horrível entre nós: - Amor, a gente precisa mesmo conversar.

- E não é isso o que estamos fazendo, Helena? Estou tentando falar com você há dias! O que está acontecendo? Tem algum problema entre a gente?

- É complicado... - Ela se calou, trazendo o silêncio novamente para o seio do nosso relacionamento: - Mas não é justo fazer isso por telefone. Precisamos conversar pessoalmente.

- Porra! E eu vou ter que esperar uma semana para poder conversar com você?

Ouvi uma respiração dela, profunda, intensa. Ela parecia buscar coragem no fundo da alma para me revelar algo. Tremi. Não tenho vergonha de dizer. Um medo de que o fim estivesse próximo me cobriu:

- Eu... sei que você vai não entender agora... mas eu vou bloquear o seu contato até eu retornar. Depois, iremos sentar porque precisamos conversar muito seriamente.

- Me bloquear!? MAS POR QUE? – Berrei, descontroladamente.

- Porque eu te amo e não quero te machucar mais... – Disse ela, com uma voz chorosa.

"Eu te amo"... Até que enfim essa expressão voltou à nossa vida. Mas o acalento foi breve:

- Helena, o que está acontecendo? Conversa comigo?

Ouvi ela suspirando profundamente do outro lado da chamada e uma resposta que me doeu se seguiu:

- Eu espero que você me ame tanto quanto eu te amo, Beto. De coração... espero que me perdoe...

Ela então encerrou a chamada. Olhei atônito para o aparelho. Tentei fazer uma nova chamada, mas ela apenas chamava... chamava... chamava... Tentei 3 vezes e nada. Olhei na foto de perfil de Helena no WhatsApp e onde antes ficava uma foto de nossa última viagem, com ela sorrindo ao lado de um coco caracterizado como um rosto, havia sumido.

Peguei a chave do meu carro e rumei até o centro de convenções. Ela falaria comigo, nem que fosse em meio ao caos...

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 334Seguidores: 709Seguindo: 28Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Eu acho que o Mark esta esta pensando mais longe. O Beto ate vai la, mas vai pensar melhor. Acho que ele vai pegar o numro do quarto que a esposa esta. E vai ligar pro Zico fazer aquele trabalho de Hacker que so ele sabe fazer. tipo" Zico, voce sonsegue capturar umas cameras do hotel que eu te informar aqui. O hotel é tal e o quarto e eo numero tal, e fazer umas gravaçoes para mim. Ja que eles esta se ferrando com a Esposa, pega as gravaçoes e manda para o Conselho de administraçao da Multinacional que o Tal Blonsom e Ceo. Ai meu aqmigo nao tem Diretor que continue no cargo. Sem falar na sua amiga que e psicologa e Perita da PF. Acho dai vai sair uma investigaçao. estou certo Mark???

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Eu acho absurdo a capacidade que algumas pessoas tem de te fazer sentir sentimentos tão fortes e se transportar pra história através de uma redação. Meus mais sinceros elogios ao Mark, tudo que ele escreve é EXTREMAMENTE QUALIFICADO E BEM FEITO.

Ps: Não sei se vai rolar um puta plot twist na trama, mas torcendo pro nosso protagonista encontrar o amor em Viena e conseguir superar a ex.

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Vc é Phóda Mark, faz a ansiedade subir em plena segunda feira! Kkk

Tem muito mosquito neste angu!

Quero ver a surpresa da Helena dando de cara com o marido! Kkkkkkkkkkk

O pau vai torar!

Pelo visto a Helena já estava de sacanagem faz é tempo, ela deve ser quem fecha os negócios pra a empresa, SERVIÇOS ESPECIAIS! Nuuuu! KKKKKKKKKKK

Parabéns Mark!

Ah, avisa a Nanda que já passou 1 semana, e estamos esperando o capitulo! Kkkkkkkkkkk

Abraços meu irmão!

👊🏼👊🏼

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Ainda digo mais... No meu conto atual, a menina que traiu tá comendo o pão que o diabo amassou porque traiu... E o cara tá traindo na frente dela. Escrotizando o bagulho firme. Nada ensina mais uma pessoa do que fazer ela sangrar pelos próprios pecados.

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Bicho, o problema da traição é a quebra da confiança. Ela premeditou. Pode ter mil e um atenuantes: o cara chantageou, o cara cobrou dívida, o cara ameaçou, ela é a única renda... Entendo tudo isso. Mas ela não precisava. Ela podia ter se afastado. Podia ter pontuado. Ela pode mentir pra si dizendo que não tinha saída mas agora, nesse momento, tá parecendo que ela só queria aproveitar.

Quanto ao Bruno. Já se desdobrou muito. No lugar dele, só teria respondia a primeira mensagem, a que ela apagou. Seja feliz tão feliz na sua vida profissional quanto sua ambição almeja. Já tirei minhas coisas do apartamento e adeus. E vou pro lugar onde ela foi mas não pra confrontar e sim curtir a viagem... Ele ainda deu sorte de encontrar a Annie... Porra, o destino mandou a Annie pra ele e falou: faz e me abraça!

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Bom, de duas, uma (ou não):

1 - ela realmente se prostituiu para subir na empresa; e,

2 - ela fez alguma falcatrua na empresa (ou caiu de “laranja”) e está sendo chantageada. Isso poderia explicar a ruína financeira, e não só emocional, que ela disse para o marido.

Mas pode ter outra explicação. Do Mark se pode esperar tudo.

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Mark, pelo amor de Deus !!! Não faz isso comigo. Eu tenho coração fraco.

Posta logo o encontro e a conversa dos dois !!!!

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Eu acho que vai ter mais uns 02 ou 03 capítulos até esse encontro acontecer. O Mark tá segurando de propósito kkkkkkk

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Se ele fizer isso, eu vou fica “de mau” para sempre !!!

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Pensa pelo lado bom, se o conto fosse da Nanda seria um capítulo por ano

Kkkkkkkkk

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Belém Belém Belém nunca mais fico de bem kkkkkk

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Acredito que vai haver um desencontro entre os dois, mas a Helena vai ver o esposo na hora que ela estiver indo fazer os TRABALHOS!

Acredito que o esposo vai ver ela transando com o Brown e outros homens!

O Mark é Phóda, pode se esperar tudo dele!

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Vc é craque nesta artimanha de deixar a gente qse tendo um infarto, por causa da ansiedade!

🙈🙈🙈🙈🙈

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Meu... Tô até com a mão tremendo aqui... Pqp!!!!

Que ódio!!!

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Essa história me fez lembrar um pouco da história "O Zodíaco" do MisterAnderson, que por sinal é ótima. Por isso não vou apontar o dedo para a Helena sem antes saber o que está acontecendo 🤷🏻‍♂️

Vamos ver o que vem pela frente e ver o motivo da Helena estar agindo assim.

Ótima história por sinal, parabéns! 👏🏻👏🏻👏🏻

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Já vi leitores falando dessa história, ela vale a pena ?

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Osorio, é uma das melhores histórias que eu já tive o prazer de participar.

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Se vc for realmente ler, se prepare, faça com calma pois é mais que uma novela. E o mais legal da história são os comentários dos leitores.

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Para mim valeu e muito, minha esposa leu e amou, ela me indicou e eu li ela toda. É uma das melhores que já li e sem dúvidas a mais criativa.

Porém prepare e o psicológico, porque ela é pesada em alguns sentidos.

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Está tudo muito embolado ainda, mas a situação da Helena só piora, nada no mundo justificaria o q ela vem fazendo com o marido, tudo indica q ela estava sendo a prostituta particular dia executivos da empresa, mas mesmo q não seja esse o caso, (o q acho muito difícil), ela está sim sendo uma pessoa de caráter duvidoso nesse momento, está sim ferindo seu marido o deixando sem informações, ou com informações desencontradas, se isso é amor?, eu prefiro morrer sem ser amado, falo e repito na no mundo justificaria essa atitude dela, se ela está sendo coagida a fazer isso, é crime, se ela está fazendo em troca de poder e crescimento profissional, é mau carátismo e egoísmo, ou seja, nada justifica, a não ser q o marido seja um trouxa iludido,.capaz de jogar o amor próprio no lixo, pra continuar ao lado dela

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pOH Velhaco, dizer que não justifica deixar o marido sem informações caso esteja sendo coagida por um assassino super poderoso, que por não por acaso é chefe dela, é meio forçar a barra, néh não, está no auge dos acontecimentos, ela está sozinha em um país estrangeiro, no qual foi praticamente obrigada a ir, depende e muito de qual é o tipo da ameaça e também o que ela está tendo que fazer, nada disso ficou claro ainda, mas com certeza não se tratará de uma traição simples por mau caratismo, já ficou claro que ela está sendo seguidamente admoestada sexualmente pelo chefe, caracterizando assédio indevido, isso já é fato, no capítulo de hoje, ficou claro também que está havendo algum tipo de cerceamento e invasão de privacidade, veremos se ela está sendo usada sexualmente também, se assim o estiver, tudo indica que a possibilidade é dela ser vítima de um grupo poderoso e perigoso, não uma Puta Traidora qualquer, mas tudo depende do desenrolar, nada ficou claro, realmente tem a possibilidade dela ser uma mulher que quer o sucesso profissional a qualquer preço, sendo objeto sexual de poderosos há muito tempo para sua escalada profissional, sendo que agora é a grande oportunidade para chegar ao topo, pois estaria com os "Donos" que são verdadeiramente os grandes bilionários com poderes absolutos e não com os chefes que tem os poderes relativos, aí sim seria a "Última Fronteira da Putaria" kkkkkkkkkkkkk

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Repito, nada justifica tudo q ela vem fazendo,e veja q isso não começou na viagem,e acredito eu q também não foi na confraternização de dois anos atrás, quando o Mr foi confrontado pelo Beto, sem falar q a tatuagem foi feita anterior a confraternização e o fato dela dizer q o B na tatuagem foi em homenagem ao marido não cola, na minha opinião ela já era amante do Mr, mas depois de confrontado o Mr quis mostrar ao marido quem realmente manda, e está fazendo isso, com a concordância da esposa, penso eu q se o Beto não tivesse dito não ao Mr na confraternização, ele continuaria sendo corno sem saber, isso tudo é só parte de um jogo de poder, e a esposa está se rendendo sem se importar com o marido e seus sentimentos

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Tudo isso é conjectura, quando você diz que nada justifica, você quer dizer que ela deveria morrer, deixar o marido morrer com o próprio cacete na boca, só para manter o marido informado em tempo real, já que no telefone ela já admitiu que está fazendo coisas erradas e que iria deliberamente cortar conversa por não fazer o marido sofrer "ou ser morto" , sendo que ela falou que iria esclarecer tudo no final, de real é isso que tá no texto. Resumindo o casal tem que morrer para ela informar o marido em tempo real uma factível traição, não pode manter a vida e falar depois como ela mesmo disse? Tá muito radical esse posicionamento não? Sei de seu posicionamento em intolerar radicalmente traição, posicionamento que entendo e concordo até certo ponto, mas nesse conto ainda nem houve a ratificação da traição, portanto não tá sendo radical demais em cima de conjecturas? 🤔

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Comportamento esquisitissimo dessa mulher,parece duas caras. Após anos de casamento? Aguardando o próximo. Pior que a cada capítulo a coisa fica mais estranha.

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Cara se minha esposa desmarcar a nossa viagem de casamento para ir viajar a trabalho do outro lado do mundo,me enviar uma mensagem estranha e depois apagar e me bloqueiar depois do celular dela ser atendido por outro homem. Pra mim o casamento acabou, não importaria nem se ela tivesse me traindo ou não. Mas todos esses desrespeitos já não valeria a pena.

Se eu fosse o Bruno curtiria a viagem ou deixaria bem.claro que estava lá também, faria ela me ver de longe e iria embora, pegaria minhas coisas e daria um rumo na minha vida.

Não vale a pena passar por isso...

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Por isso eu disse no meu comentário, não tem nada q justifique o comportamento dela, mesmo ela não tendo o traído fisicamente,(o q eu acho muito difícil de não ter acontecido),já o traiu emocionalmente,sem falar na falta de respeito, empatia e cumplicidade, ele não precisa nem confronta-la, só se fazer ser visto por ela, pegar o primeiro voo de voltar e deixar ela arcar com as consequências de suas atitudes

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Mark mais uma vez se superando no quisito de por agonia no seu público. O cara já está na cidade mesmo, e i que é um pum pra quem já está cagado, tem de ir pra cima mesmo e resolver isso de uma vez por todas, doa a quem doer.

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Mas será que perder a cabeça e fazer um escândalo vai surtir o efeito ? O cara não está no Brasil a depender do que acontecer lá ele pode se dar muito mal.

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Me refiro a ele falar com ela pessoalmente e finalizar o mistério. ela pensa que ele é um babaca e ele tem de por ordem na casa para o bem ou para o mal, e isso não precisa de escândalo mas de uma conversa no pé de ouvido. depois ele vai embora se for o caso mas sem essa agonia toda, ninguém merece isso.

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Sim, mas se ele fizesse isso rápido não haveria conto né?

Acho que até eles se encontrarem cara a cara vai mais uns 02 capítulos ainda.

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com certeza o Mark vai manter essa agonia de alguma forma. eu aqui já estou sofrendo, imagina no lugar do marido, mas sabemos que ainda vai piorar muito

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Por isso acho que ele vai largar o foda-se e curtir com a Annie.

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Mas se ele fizer isso será tão mau caráter e pilantra quanto a esposa, e eu acho q ele se igualar a ela não é um bom negócio pra ele, se ele fizer isso vai meter os pés pelas mãos, mesmo ela sendo errada, não vale a pena ele fazer o mesmo

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Ele só vai tomar alguma atitude depois de falar com ela, pode ter certeza, aí sim ele vai chutar o balde

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Como a pessoa diz amar tanto o Beto e continua machucando-o sem parar? Que tipo de amor é esse? É dificil não ficar irritado com a postura da Helena. Entendo a reação do Beto. O cara está sendo corno e sendo humilhado de todas as forma.

Aparentemente, o tal Bronson está usando e abusando da sua mulher de todas as formas possíveis e imagináveis. Talvez usando o corpo dela para fechar negócios com outros clientes. É cruel demais.

Mesmo que o Bronson tenha usado a sua autoridade (e seu passado assassino) para ameaçar e subjulgar Helena, nada justifica ela ter escondido isso do marido que ela dizia amar. Cadê o carater? Onde está esse amor?

E depois dessa frase aqui, meus amigos:

"Eu... sei que você vai não entender agora... mas eu vou bloquear o seu contato até eu retornar. Depois, iremos sentar porque precisamos conversar muito seriamente."

Vou me surpreender bastante se o Beto não ligar o foda-se e passar a curtir Viena com Annie.

A gente tenta entender, mas por enquanto, a situação da Helana só piora.

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Falta inteligência para o Beto.

Ele deveria ir encontrar ela em um lugar neutro, aparecer de surpresa no hotel e chamar ela pra conversar, mostrar a conversa que rle recuperou e jogar o verde, dizer que está na cidade a um tempo e que viu tudo e deixar ela se explicar.

Ela vai ficar sem entender o que ele faz do outro lado do mundo, vai ver a mensagem e perceber que a casa caiu e não vai saber o que ele realmente viu e vai ter de falar.

O cara já tá lá mesmo. O que custa usar o cérebro?

.........

E seu conto Carlos ? Sai algo essa semana ?

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Opa, vai sim. Amanhã ou quarta. Estou terminando de escrever. Só parei porque os contos do Mark são prioridade.

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É, mas vai viver essa exata situação pra ver se vc não iria agir com a emoção ao inves da razão. O cara planeja uma viagem de lua de mel e a esposa cancela por conta de trabalho, ele muda o roteiro da viagem pra fazer uma surpresa pra ela, mas quando entra no avião, simplesmente vê uma mensagem dela dizendo que vai trair ele. Ai agr ele liga pra ela, um homem que ele ja estava desconfiado atende o celular e logo dps ela simplesmente diz que vai bloquear ele sem justificativa nenhuma. Nessa hora, tem que ser muito equilibrado pra não sair dando porrada em todo mundo.

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Muito bom, está a aquecer, venha o próximo

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