Se o seu desejo for ter uma experiência completa, então leia o texto anterior ou a série completa, mas o conto pode ser lido isoladamente se assim o desejar.
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A gente vai seguindo pela vida e cumprindo etapas. De vez em quando a vida parece ser uma corrida de obstáculos, a gente vence um e logo se depara com outro.
Eu estava naquela fase da vida em que deveria tomar uma decisão importante, me sentia muito jovem para ter que escolher algo que talvez impactasse minha vida para sempre, mas também de sentia impelido a ter a responsabilidade de decidir sobre meu futuro.
Como falei no conto anterior, nós terminamos o ensino médio, eu e o André. O pai dele insistiu muito e ele teve que encarar o vestibular para seguir em frente com os estudos, mesmo não querendo fazer faculdade. De verdade acho que ele não sabia muito bem o que queria da vida. Pra ele tudo era festa e a vida dele estava bem como estava. Mas o pai bateu pé e ele acabou cedendo. Foi para a capital para fazer seis meses de cursinho e decidir o que cursar. Estava muito propenso a fazer educação física. O pai dele disse que não importava o curso, desde que ele fizesse um curso superior.
Eu fiquei observando todo esse processo de escolha e conflito entre ele e o Vicente, seu pai. Eu gostava de estudar e estava muito confuso com qual curso deveria fazer, mas meu pai tinha um sonho de me encaminhar na vida, como ele mesmo falava.
Meu pai tinha orgulho de sua profissão, caminhoneiro. Dizia sempre que tudo que ele construiu na vida foi graças a sua profissão, mas que não queria que o filho dele seguisse o mesmo caminho. Tinha o sonho de ter um filho com um diploma superior e bem encaminhado na vida. Eu não conseguia entender muito bem o que ele chamava de bem encaminhado, mas queria muito dar esse orgulho ao meu pai. Eu gostava de culinária, via minha mãe fazendo aqueles bolos e doces e ficava encantado, muitas vezes inventava receitas com ela, e tinha muito jeito para a coisa.
Depois que o André foi para a capital, para se preparar para o vestibular do próximo semestre, eu fiquei dando atenção ao Vicente. Nós nos dávamos muito bem na cama, ele me fodia com muita fome, sempre me fazia sentir bem em sua companhia, mas nós dois sabíamos que aquilo era apenas algo carnal.
Tinha muita coisa entre nós dois. Tinha a diferença de idade, eu era mais novo do que o filho dele, tinha a diferença de visão de vida, meus planos com certeza eram diferentes dos dele, um homem já estabelecido na vida e que queria só aproveitar a maturidade, vivendo bem, terminando de criar o filho e fodendo o cuzinho do novinho safado da cidade. Era gostoso estarmos juntos, mas sabíamos que logo acabaria.
Um dia em que eu estive a tarde toda na casa do Vicente, falando sobre o futuro, sobre o André, e como ele estava sentindo a falta do filho, eu senti que aquele homem delicioso e atencioso era muito valioso e raro, mas não era pra mim, não tinha como ser. Ele já falava que talvez se mudasse para a capital, só para estar mais perto do filho, enquanto o mesmo estudava. Nessa tarde nós nem fodemos, apenas conversamos bastante e ele me fez muito carinho, me deixando aceso e cheio de tesão.
Cheguei em casa no início da noite e dei de cara com meu pai, que tinha chegado de viagem, já que agora ele estava viajando muito por conta do trabalho na filial da empresa, como eu já falei anteriormente.
Eu abracei meu pai calorosamente, estava com saudades dele, do cheiro dele e dos carinhos que ele me fazia. Ele estava cheiroso, tinha tomado banho e aquele cheiro de pós-barba amadeirado, me deixava louco. Um cheiro de homem bruto, másculo.
Minha mãe tinha saído para um evento com umas amigas e ele estava sozinho, vestido com sua velha cueca samba canção, largado no sofá, tomando cerveja. Eu aproveitei a ocasião e decidi falar com ele sobre a faculdade.
Assim que eu comecei a falar que estava em dúvida se queria realmente ir para a faculdade, ou se fazia um curso de gastronomia e ia trabalhar com isso, ele me interrompeu, segurou minhas mãos e olhou bem nos meus olhos, me deu um selinho na boca e falou docemente, com aquele vozeirão de macho bruto, criado nas estradas:
— Vitinho, eu sou seu pai e sempre quis o melhor para você, acho que você não tem dúvidas com relação a isso. Nunca impliquei com o fato de você ser gay, muito pelo contrário, fodi esse teu cuzinho gostoso várias vezes e até tentei deixar você mais preparado para encarar esses machos brutos que tem aí pela vida e que podem machucar você.
Meu sonho sempre foi ver você formado e bem-sucedido na vida, já te falei muito sobre isso, mas você já é adulto e eu não posso te forçar a nada, esse é meu sonho, mas a vida é sua e só você pode decidir definitivamente sobre ela. Mesmo que você decida não ir para a faculdade, eu espero que você faça tudo para vencer na vida, para ser alguém, para ter dinheiro e independência financeira.
— Eu sei pai, eu sei e entendo tudo isso que você está falando. – Eu disse passando a mão carinhosamente pelo seu rosto.
— Eu digo isso porque você é gay, filho. Eu sei que o mundo pode parecer colorido, pode parecer compreensível, mas no fundo no fundo, na real do dia a dia, existe ainda muito preconceito e a sociedade só respeita quem tem dinheiro, quem pode brigar pelos seus direitos, por isso eu sempre insisto nesse assunto. Tem até um dinheiro reservado numa poupança em seu nome, para custear seus estudos. – Ele disse isso me olhando com aqueles olhos lindos e aquela cara que eu tanto gostava de admirar.
— Eu vou pensar em tudo isso que o senhor está falando. Você é o melhor pai do mundo! Além de tudo isso, ainda é um macho gostoso. – Eu disse sorrindo e colando meus lábios aos dele, num selinho mais demorado. Ele segurou em minha cintura e me apertou, me puxando para seu colo.
— Sou mesmo, é? Achei que já tinha esquecido. Me trocou por esses machos da rua que eu nem sei quem são. – Ele me apertou em seu colo, enquanto falava, e eu senti seu pau fazendo volume na minha bunda.
— Você que me abandonou. Só vive viajando agora. Não para mais em casa, tive que procurar homem na rua. – Falei me aconchegando bem em seu colo, encaixando minha bunda em cima de seu pauzão duro.
— Hoje eu estou aqui, então aproveita e pode abusar de seu velho pai. Estou com saudades desse cuzinho guloso que você tem. – Ele falou isso e abaixou minha bermuda juntamente com a cueca. Logo eu senti seus dedos grandes massageando minhas preguinhas, me fazendo arrepiar inteiro.
— Como eu estava com saudade disso, paizinho. Como é gostoso senti esses teus dedos em meu cuzinho! – Eu gemi gostoso me livrando totalmente da bermuda e da cueca, e abrindo minhas pernas, encaixando-me bem em cima do colo dele, sentindo o pauzão dele trincando de duro.
— Meu putinho gostoso! Vou matar sua saudade. – Ele disse isso, molhou os dedos na boca e eu senti seus dedos lubrificando meu cuzinho, e entrado bem no fundo do meu buraquinho.
— Faz isso sim, paizinho. Mata a minha vontade. Seu putinho tá com fome de sua rola. – Eu gemi feito uma putinha.
— Tô sentindo esse cuzinho mais aberto, macio e quentinho. Andou levando muita rola dos machos, né moleque guloso? O cuzinho tá uma delícia! – Ele dizia isso afundando dois dedos dentro de meu cu, me fazendo quase implorar para levar rola logo. Eu estava adorando aquele jogo de sexo com meu paizão.
Meu pai se livrou da cueca dele, jogando-a de lado com os pés. Me empurrou para baixo, me deixando de joelhos no meio de suas pernas e enfiou o caralhão em minha boca. Eu mamei feito um bezerro, engoli aquele pauzão até me senti sufocar. Logo ele estava todo babado. Meu pai, então me puxou para cima, eu passei mais saliva em meu cuzinho e logo ele me encaixou na cabeçona de seu caralho.
Seu pau deslizou para dentro de mim, abrindo caminho lentamente, mas firme e potente. Eu me sentia completamente aberto. Totalmente empalado por aquele cacetão duro e quente.
— Ai meu cu, paizinho! Tá tudo dentro de mim. Delícia sentir você assim. – Eu disse, passando os braços em volta de seu pescoço e sentando bem encaixado naquela trolha grande.
— Cavalga meu putinho. Quica bastante no pau do seu paizão. – Ele me apertou com seus braços fortes e eu cavalguei, quiquei, rebolei e logo estava de quatro, levando estocadas firmes de meu pai.
Seu pau entrava tão fundo em mim que parecia querer me arrebentar inteiro. Nunca tinha sido fodido assim por ele. Era uma trepada fora do normal. Como se ele estivesse querendo deixar a marca dele em mim.
Gozamos juntos feito dois desesperados. Logo estávamos tomando banho juntos, onde ele me empurrou contra a parede e meteu em meu cuzinho novamente, me fazendo ver que, de todos os machos que me arrombaram até então, ele ainda era o melhor. O que me fazia viajar de tanto prazer.
Depois dessa maratona sexual, nós ficamos abraçadinhos no sofá conversando mais um pouco em seguida minha mãe chegou. Eu fui dormir completamente relaxado, e ainda ouvi barulhos vindos do quarto de meus pais, o homem era uma máquina de foder. Tinha um fogo que não acabava nunca. Eu tinha a quem puxar. Só que meu fogo era no rabo.
Na semana seguinte eu decidi que iria fazer logo o vestibular, mas, ao contrário do André, eu iria fazer na cidade vizinha, bem próxima à nossa. Assim eu poderia ir e vir para casa, já que a prefeitura disponibilizava um ônibus para os estudantes. Resolvi fazer o curso de administração. Assim eu poderia aproveitar de várias maneiras e em várias áreas. Paralelo a isso iria fazer uns cursos de gastronomia.
Meu pai ficou feliz e eu feliz por ver ele tão realizado. Ele continuava viajando muito, e nossos encontros se tornaram mais raros e rápidos, cada um preso em suas rotinas cansativas. Eu já estava cozinhando muito bem, já tinha feito uns dois cursos rápidos de culinária à distância e minha mãe sempre me elogiava, dizendo que eu tinha talento pra coisa.
Certo dia levei uns lanches naturais para uns amigos da faculdade e eles gostaram muito e divulgaram. Eu comecei a vender lanches para toda turma, além de vender algumas comidas congeladas para quem morava em repúblicas. Estava ganhando um bom dinheirinho e continuava firme no curso de administração, cada vez mais aprendendo como gerir negócios.
O Vicente, pai do André, se mudou para a capital para acompanhar o filho, como havia me falado que faria. Nos despedimos com uma bela foda, sabendo que aquela seria a última vez, e a vida seguiu.
O tempo correu, passou rápido. Eu já estava no terceiro semestre da faculdade, quando fui pego por um fato avassalador, uma dessas surpresas a que a vida nos submete.
Estava chegando em casa num sábado à tarde, voltando de um seminário na faculdade, quando vi um grande movimento na porta de minha casa. Alguns carros parados e muita gente agitada, entrando e saindo.
Eu corri em direção ao portão e entrei assustado. O Rafael negão, amigo do meu pai, estava na sala e logo me abraçou, eu perguntei o que estava acontecendo e vi minha mãe chorando, amparada pela mulher dele.
Meu pai sofreu um acidente de carro numa rodovia próxima, quando estava voltando para casa, e morreu no local. Por instantes eu senti meu mundo desabar e o filme da minha vida passar em minha mente.
O melhor pai que alguém pode ter, tinha partido. O homem que me ensinou tanto, tinha me deixado para sempre. Ainda sentia em mim o cheiro do nosso último encontro naquele sofá. A foda intensa que tivemos, bruta como uma despedida, tinha na verdade sido a última mesmo. Um momento íntimo e de amor intenso que me marcou pra sempre.
No dia do enterro do meu pai eu o olhei no caixão e ele estava sereno, tranquilo, como se tivesse ido em paz. Por incrível que pareça isso me deixou aliviado. Parece que ele me dizia para seguir em frente. Que a vida tinha que continuar.
Quase todos os seus amigos compareceram ao funeral, muitos deles que já haviam fodido comigo. Me ampararam, me deram carinho e se prontificaram a me ajudar no que fosse preciso. Eu e minha mãe agradecemos a todos e seguimos nossa vida.
Minha mãe ficou muito entristecida, mas manteve sua rotina de trabalho. Eu me apeguei aos estudos, faltava pouco tempo para terminar a faculdade que meu pai tanto queria que eu fizesse, e que eu acabara descobrindo que tinha sido muito bom seguir os seus conselhos.
Eu estava ganhando um bom dinheiro com meus lanches e meus congelados. Meu pai havia deixado um bom seguro para mim e para minha mãe e esse dinheiro foi guardado para uma emergência, pois a poupança que ele tinha feito era o suficiente para manter a faculdade.
Eu não quis festa de formatura. No dia que recebi o diploma eu fui ao cemitério e agradeci ao meu pai por tudo o que eu tinha conquistado.
Eu estava com vinte e três anos e, numa tarde, depois de foder com o Damião e seu mecânico, dentro da borracharia, aquela mesma onde um bando de caminhoneiros me foderam, eu fiquei sabendo que o restaurante que ficava ali perto tinha fechado e os caminhoneiros estava desesperados sem saber onde comer, já que gostavam do lugar.
Eu cheguei em casa, falei com minha mãe e em poucos dias eu aluguei, um local na rua de trás da borracharia. Era um local pequeno, grudado numa casa grande. Um ponto ideal para abrir uma casa de lanches.
Em pouco tempo o meu negócio virou moda entre os caminhoneiros e até entre os jovens da cidade que iam lá, atrás de minhas invenções gastronômicas. Minha mãe me ajudava com seus doces e o negócio cresceu tanto que já não acomodava mais o público frequente.
Os caminhoneiros também pediam para eu colocar comida, nem sempre eles queriam só lanches, mas eu dizia que não tinha como. O espaço era pequeno, eu também não sabia se queria algo maior. Aquilo já me dava muito trabalho e o dinheiro era o suficiente. Eu ganhava muito mais do que muitos doutores da cidade. Nessas horas sempre lembrava das palavras de meu pai.
Nem preciso dizer que além dos lanches, eu também pegava belos machos que apareciam de vez em quando por lá. Alguns me esperavam até fechar tudo e fodíamos nos fundos do local, mas nada de muito sério, só diversão. Eu ainda não tinha encontrado um cara que valesse à pena me envolver mais a sério.
Certo dia minha mãe me falou que achava estranho aquela casa ao lado estar fechada há tanto tempo e que seria bom eu saber quem era o dono. A gente tinha dinheiro suficiente para comprá-la e assim usar pelo menos como depósito. Eu já era proprietário do local onde vendia os lanches, mas não sabia quem era o dono da casa. Procurei me informar e apenas soube que era de um caminhoneiro da cidade vizinha, mas ninguém sabia ao certo quem era. Nem o pessoal da borracharia, que sempre sabia de tudo.
Um belo dia, já final da tarde, tudo encerrado, eu estava apenas limpando algumas coisas, já tinha dispensado a minha funcionária e o garçom que trabalhavam comigo, estava de costas para a porta, quando ouvi uma voz rouca, possante, máscula:
— É aqui que todos dizem que tem o melhor sanduiche de toda a região e o cozinheiro mais gostoso também? – Eu achei uma voz levemente conhecida, mas não identifiquei. Me virei e meus olhos se arregalaram, mesmo já tendo passado tanto tempo, mais de cinco anos, ele ainda estava do mesmo jeito. Não tinha mudado muito, apenas uns fios brancos que apareciam entre seus cabelos cacheados, presos num rabo de cavalo malfeito. O que o deixava arrebatadoramente lindo. Eu respirei fundo. Engoli a saliva e respondi tentando manter a calma:
— O sanduíche eu posso garantir que é o melhor, mas quanto ao cozinheiro eu não sei se posso responder. – Falei olhando para ele com um sorriso nos lábios.
— Mas pode demonstrar. Me deixa provar novamente e eu decido se é mesmo. – Ele disse apertando o pau e dando uma risada gostosa, malandra, cheia de malícia.
— Cesar, há quanto tempo! Você sumiu, ninguém nunca mais me falou sobre você. O que aconteceu? – Eu perguntei surpreso com a visita daquele homem que eu nunca esqueci. O caminhoneiro mais lindo que meus olhos já viram.
— É uma história longa, moleque. Um dia eu te conto. Mas eu fiquei feliz em saber que você ainda lembra do meu nome. – Ele disse, entrando e se aproximando de mim.
— Eu nunca esqueci não só do nome, mas ainda lembro do cheiro, do gosto, da cor dos olhos. Lembro como se fosse ontem. – Respondi dando um abraço apertado nele.
— Que bom saber disso, moleque. Eu também nunca esqueci de você. Ainda sinto o calor de seus lábios nos meus. E o calor desse cuzinho apertando meu pau, enquanto eu te beijava. – Ele disse isso passando a mão em minha bunda, como se não tivesse passado tanto tempo.
— E por que demorou tanto para aparecer?
— A vida, moleque. A vida tem caminhos próprios, rios que nem sempre a gente pode atravessar. Mas agora estou aqui. Eu fiquei sabendo que seu pai faleceu, não pude vir, mas fiquei muito triste com a notícia. Também fiquei sabendo que você está interessado em comprar a casa ao lado.
— Como você sabe disso? – Eu perguntei curioso.
— A imobiliária me localizou, eu sou o proprietário da casa. – Meu queixo caiu com a aquela notícia, a vida é realmente surpreendente.
— E você quer vender? – Eu perguntei.
— Depois falamos sobre isso. Se você quiser e puder, eu prefiro tomar uma cerveja contigo e fazer algo mais divertido. – Ele me disse com aquela cara safada.
Em poucos minutos nós tínhamos abaixado a porta e estávamos pelados, nos agarrando e beijando como dois namorados que não se viam há muito tempo.
Aquele homem lindo me apertando em seus braços e me beijando apaixonadamente, me deixou louco de tesão. Logo eu estava de costas, apoiado na bancada da cozinha levando estocadas fortes daquele macho que parecia estar com muita fome. Ele me fodeu de todas as formas, até me colocar de frango assado em cima da mesa, afundar seu pau em meu cuzinho e gozar juntinho comigo, me beijando a boca e me dizendo que tinha vindo pra ficar.
Cesar me falou que estava mais velho e que tinha decidido se aposentar. Tinha trabalhado muito, tinha um bom dinheiro, já que era solteiro e não tinha grandes despesas.
Ele estava constrangido por ser mais velho do que eu, mas a diferença não era muita. Eu estava com vinte e cinco anos e ele com trinta e nove. Eu expliquei que sempre gostei de homens mais velhos.
Ele não me prometeu uma vidinha regrada, mas disse que queria algo duradouro. Estava cansado das estradas e queria pouso, como ele falava, com aquele dialeto das estradas.
Nós juntamos as casas. Na casa grande nós fizemos o restaurante e na pequena mantivemos os lanches que tanto fazia a alegria da juventude, que tinha poucas opções de lazer na cidade.
O RECANTO DO VITINHO virou o lugar mais badalado da cidade. Nós construímos uma casa atrás da casa grande, onde passávamos a maior parte do tempo. De vez em quando ficávamos com minha mãe. Todos sabiam que éramos um casal, mas ninguém comentava. Todo mundo respeitava e nos tratavam apenas como sócios.
Um dia, olhando para uma foto do meu pai, eu tive certeza de que ele aprovava o rumo que eu dei à minha vida. Tinha uma energia boa que nos ligava, mesmo depois da morte.
Com relação ao sexo, é claro que eu me acalmei mais um pouco, mas de vez em quando fazíamos umas festinhas, onde fodíamos com outros machos, inclusive alguns caminhoneiros que adoravam meter em meu cuzinho, juntamente com o Cesar.
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É isso pessoal, chegou ao fim a história do Victor e sua jornada de descobertas. Talvez essa seja a última série longa que eu publique por aqui, talvez. Os personagens sempre têm vida própria e nos conduzem.
Como sempre digo: Não existe escritor sem leitor, por isso peço seu retorno sempre. Comente, vote, critique, se comunique comigo.
Forte abraço a todos!!!
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