“Eco”
Tiago caminhou os dez minutos de volta para casa com as pernas ainda moles, o sol da tarde quente batendo nas costas. O cu doía um pouco — uma dor gostosa, latejante, que lembrava cada centímetro do pau de Johnny entrando e saindo. Ele sentia o sêmen dele ainda lá dentro, escorrendo devagar pela coxa quando apertava os músculos. Chegou em casa por volta das 12:20, a casa vazia — os pais só voltariam no fim da tarde, como sempre nas sextas.
Jogou a mochila no canto do quarto e trancou a porta.
Foi direto para o banheiro. Tirou o uniforme suado, abriu o chuveiro quente. A água caiu no corpo, escorrendo pelas tetas vermelhas de tanto serem apertadas, pela barriga macia, pelo pau que ainda estava meio duro só de lembrar. Ele passou sabonete devagar, mas quando os dedos chegaram na bunda, tocou o cu com cuidado. Estava sensível, aberto, e o toque fez ele gemer baixinho. Lavou tudo, sentindo o sêmen de Johnny sair junto com a água. Saiu do banho, se enxugou, vestiu uma regata branca justa que marcava as tetas e uma bermuda cinza folgada.
Sentou na cama, pegou o diário debaixo do colchão e abriu numa página nova. A caneta tremia enquanto escrevia:
“9 de março de 2012. Sexta-feira. Hoje foi minha primeira vez. Johnny me fodeu. De verdade. No sofá da direção. Ele me preparou com óleo, foi devagar no começo, mas quando enfiou tudo… doeu e foi gostoso ao mesmo tempo. Eu sentia cada veia, cada pulsação. Ele meteu devagar, depois mais rápido, segurando meu quadril, dando tapa na minha bunda. Minhas tetas balançavam tanto que eu quase gozei só com isso. Quando ele gozou dentro de mim, quente, enchendo tudo… eu senti que era dele. Ele disse que me ama no meu ouvido. Eu disse que amo ele também. Meu cu ainda dói, mas eu quero de novo. Quero sentir ele me abrindo toda vez. Quero ser dele por inteiro.”
Fechou o diário, guardou e desceu para a cozinha. A mãe tinha deixado almoço pronto na geladeira: arroz, feijão, frango grelhado e salada. Esquentou no micro-ondas, comeu devagar na mesa vazia, ainda revivendo cada estocada na mente. Depois lavou a louça, arrumou a cozinha e subiu de novo.
Passou a tarde descansando, arrumando o quarto, ouvindo música no celular. Quando os pais chegaram no fim da tarde, por volta das seis, Tiago estava estudando. Desceu para jantar com eles: macarrão, carne moída, salada. O pai contou sobre o dia no escritório e a reunião de obreiros. A mãe quis saber sobre a escola.
— Como foi a prova de inglês hoje, filho? — perguntou ela.
Tiago sorriu, respondendo com naturalidade.
— Foi boa, mãe. Acho que tirei nota alta.
Eles conversaram sobre as provas da semana, sobre o culto de domingo, sobre o tempo quente. Tiago respondia tranquilo, mas por dentro ainda sentia o eco da voz de Johnny no ouvido: “Eu te amo, meu garoto.”
Depois do jantar, Tiago subiu para o quarto. Trancou a porta, apagou a luz principal e deixou só o abajur fraco. Ele não aguentou mais. Tirou a regata e a bermuda, ficou pelado na cama. Deitou de costas, o corpo ainda quente da lembrança do dia.
Pegou o pau com a mão esquerda, começou a se masturbar devagar, subindo e descendo. Com a direita, apertou a teta esquerda com força, beliscando o mamilo.
Gemeu baixo.
Parou de se masturbar por um segundo, levou a mão esquerda à boca. Lambeu e chupou dois dedos, deixando-os bem molhados de saliva.
Dobrou as pernas, abriu as coxas. Enfiou os dois dedos no cuzinho devagar. Estava sensível, mas ainda aberto do dia. Gemeu alto ao sentir os dedos entrarem.
— Johnny… me fode… — sussurrou, começando a mexer os dedos para dentro e para fora, simulando as estocadas.
Aumentou o ritmo, fodendo o próprio cu com os dedos, gemendo o nome dele sem parar.
— Johnny… mais forte… me enche…
Tirou os dedos, levou à boca e chupou, sentindo o gosto de si mesmo misturado com o resquício do óleo e do sêmen de Johnny.
Voltou a se masturbar com a esquerda, rápido, forte. Quando sentiu o gozo chegando, virou de lado, tapou a cabeça do pau com a mão direita para não sujar a cama. Gozou forte, jatos quentes enchendo a palma da mão, o corpo tremendo inteiro.
Ficou ali, ofegante, olhando para o teto. Sorriu.
“Eu amo ele. E quero mais. Muito mais.”
Continua…